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Full text of "Diccionario de estradas de ferro e sciencias e artes accessorias"

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ES' 



Bm1iìi«1« 



c 

tfmbro 



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Godale 



TRABALHOS DO MESMO AUTOR 



Ensaio de um Vocabulario de Estradas de Ferro 1879 

Carteira do Engenheiro 1884 

Viario Ferrea do Brapl. (Laoreada com a Medalha Hawkuhaw 
e com a medalha de prata da Ezposì^ào Uni versai de Àntuór- 

pia, eml885) 1884 

Estradas de Ferro — Varios Estudos 1887 

Estradas^ Caminhos e Pontes. Memoria impressa do livro com- 
memorativo do 25<* anniversario do Institato Poljtechnico Bra- 

zileiro 1887 

Melhoramentos Materiaes. Sèrie de artigos publicados na Tri- 

b una L iterai 1 889 



t^ 



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Goo^l 






Ao len Venerando km 



Eim. Sr. VISCONDE DE OURO PRETO 



• : 



X3ZonaerLa.crena 



JUSTA E SINCERA GRATIDAO 



^ 



Francisco Picango, -^ 




W.273G01Ì 



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AO LEITOR 



MuitoB annos tenho passado a recoUier ludo que diz 
respeito a estradas de ferro 

Methodisando e dexenvolvendo o meu archivo, consegui 
organisar o Diccionario, cujo primeiro volume entrego à 
publicidade 

preste livro ha fdtaSy com certeza ; mas, ainda assim, 
estou convencido, presto um pequeno servigo aos collegas e 
a todos que tratam de viagào ferrea. 

Rio de Janeiro, 2i de Fevereiro de i89i. 



Francisco PiCANgo. 

Engenhairo Civil. 



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\ 



.AJBrarVTLA.QOES 



Adm • . • Administra^o. 

Arch. Architectura. 

Const. Construc^So. 

E. de P Estrada de Ferro. 

Perr Perrameuta. 

Locom Locomotiva. 

Mach Machinas. 

Pont Pontes. 

Tech Technico 



:ehtlajtjìl. 



Pag. 


Liaha 


Erro 


4r 


18 


W = 0,12 


8 


82 


Accesorios 


17 


14 


Btell 


83 


11 


Mortai 


101 


7 


4 da frente. 


182 


2 


;,"=A-t-/"f 


183 


26 


de altara 


178 


14 


Cadeira tuhnlar 


181 


81 


Conexidade 


182 


6 


destina 


186 


80 


de a e 


187 


9 


Prouiller 


189 


6 


trasito 


191 


8 


tal 


191 


19 


pintadas ao 


201 


17 


^ stignai 


201 • 


28 


curso 


224 


16 


halda^ao 


243 


10 


quetaSf do lastre 


267 


26 


267 


26 


S 


264 


15 


linha 


296 


80 


trapesodial 


807 


27 


augmentar 


817 


10 


expuxo 


827 


18 


deve 



Emenda 
n = 0,19 

Accessorìos 

Steel 

Mortar 

2 de traz. 

A" = A — /"i 

da altara 

Caldeira tnholar 

Conecidade 

destinam 

e a de 

Pouiller 

transito 

taes 

pintadas; ao 

— signal 

do carso 

haldea^So 

qaetas do lastro. 

S 

S' 

linhas 

trapesoidal 

agaentar 

empoxo 

devem 



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DICCIONABIO DE ESTMDÀS DE FEBBO 



A 



Àbaco (Arch.) — Abaque, taiUoir. — Abacus. — Aba- 
kuSy Capilal-deckplalte. — Parte superior de um capitel 
de columna. 

Aba do telhado (Const.) — Avant toit. — Prajecting 
roof, eave. — Vordach. — Em geral, nas estagòes secunda- 
rias de estradas de ferro, a aba do telhado prolonga-se e 
forma alpendre sobre a plalaforma de embarque. Nunca 
deve ser sustentada por columnas ou pilastras que difQcul- 
tem transito dos passageiros e possam causar desaslres. 

Abafar o fogo (Mach.) — Pousser Ics feux au fona. — 
To batìk the fires. — Abolamplen des Feuers. — fogo é 
abafado — quando ba conveniencia em tornar raenor a va- 
porisacào na caldeira — pelo segainle modo: — reduz-se a 
combuslào e evita-se a liragem, fechando-se as pòttas do 
cinzeiro e da chaminé. Nào convem chamar lodo o fogo para 
junto da fornalha, descobrindo as barras da grelha, que por 
um simples golpe de ar podem se inulilisar. E' mais 
seguro desviar algum fogo para o cinzeiro. 

Abaixamento do nivel d'agua (Mach.) — Abaissemenl 
du niveau de l^eau. — Lowering. — Fall (das SinkenJ des 

Diccionarlo. 1 



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ABARGADEIRÀ ABOBADA 



Wasserstandef: — nivel d'agaa da caldeira deve estar 
sempre manlido de modo que o tecto da fornalha e os 
tubos nào fiquem descobertos, o que é assaz perìgoso. 
Dando-se abaixamento, mas bavendo certeza de que a 
agua ainda cobre os tubos, cumpre alimentar logo e abun- 
dantemente a caldeira. fogo deve ser activado, desde que 
a agua subir no vidro do indicador, para a pressào do 
vapor nào abater. Si o abaixamento attingir ao ponto 
perigoso, que denotare grande descuido do machinista, 
sera fatai alimentar logo a caldeira, por causa de alguma 
explosào fulminante. Dever-se-ha, entào, retirar o fogo, 
esvasiar a caldeira ; e, quando ella tornar é temperatura 
normal, alimenlal-a ; e, so depois que a agua apparecer 
no vidro do indicador, reacender o fogo. 

Abarcadeira [de estacas de fundagào] (Const.) — 
Moise. — Horisontal tie, side beams, blinding-pieces, — Gur- 
tholz, Gurt. — Pegas horizontaes de madeira que servem 
para manter as estacas em um mesmo alinhamento. 

Abatimento das terras (Const.) — Affaissement, to- 
sement. — Sucking, settling. — Senkungj Sackung, Ein- 
sinken, Sacken. — Quando se executa um aterro, as terras 
extrahidas do córte crescem de volume ; isto é, occupam 
um espago maior do que antes da remocao. Com o correr 
do tempo, os vasios existentes no interior do aterro des- 
apparecem, e dà-se entào o abatimento das terras. [Vide : 
— Recalque e Crescimento de terras.] 

AbVturas do espelho (Locom.) — Lumières. — Steam-- 
porls. — Dampfeintrittsóffnung am Cylinder. — OriQcios 
por onde o vapor entra para o cylindro e d'elle sahe. 
As gavetas das locomotivas sào munidas de tres abertu- 
ras :— duas destinadas à admissào do vapor e uma ao es- 
capamenlo. [Vide: Gavela.] 

Abobada [Teclinologia da — ]. 



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ABOBADA E5PESSURA DAS ABOBADAS 



Abobada. — VoUUe. — VauU. — Gewòlbe,^ Wólbung. 

Aduella. — Voussoir. — Archstone. — Wóìbsteinj KeU- 
Stein. 

Chapa da abobada. — Chape. — Mortar^bed over a 
vavUing. — Gewólbuberguss. 

CoxiM. — Coussinet. — Springer. — Wòlbanfang^ Ari' 
fangslein. 

Empuxo da abobada. — Poussée de la voiìie. — Thrust 
of the vault. — Schub. 

Extradorso . — Extrados . — Extrados . — Bogenrù" 
cken. 

FècHO ou CHAVE. — Clef. — Key-stone. — Gewòlbschluss. 

Flecha. — Montée, fiòche. — Pìtchy rise. — Pfeilhóhe. 

Imposta. — Naissance. — Spring, — Gewòlbanfang. 

Intradorso. — Intrados. — Inlrados. — Intrados. 

RiNS. — Reins. — SpandreL — Wòlbzwickel. 

Sobre-carga. — Surcharge. — Overcharge. — Ueberlast. 

VÀo. — Porlée. — Spari. — Spannweile. — [Vide : Te- 
chnologia da ponte.] 

EsPESsuRA DAS ABOBADAS. — Em todas as formulas 
relalivas a esle assamplo empregaremos a seguinte no- 
tacào : 

E, espessura no fecho. 

e, espessura na imposta. 
d, vào da abobada. 

f, flecha do arco no intradorso. 

R, raio da abobada. • 

A espessura da abobada vae augmentando do fecho 

para os encontros; junto a estes costuma ter 1,2 a 1,75 

da espessura do fecho. 
Formula de Léveillé : 

E = l±Ali 



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ESPESSURA DAS ABOBADAS 



# • 



Formula de Perronet, para abobadas de pequenos vSos : 

E = 0,0347J4-0V25 

Formula pratica, deduzida das melhores construcgóes 
modemas, para arcos até eo"' de corda : 

E = 0,82-|-0,04(i— /) 
e = 1,76 E 

Formula de Hnrst, multo usada pelos engeuheiros in- 
glezes : 

E = nj/"K" 
VALORES DE n 



121DICA9OB8 



Para nm bó arco 

Para orna serie de arcos. 



Material 4a abo- 



Fedra 



n=0,l7 

11 = 0,12 



Ttìollo 



n»0,22 
fi = 0,26 



Abobadas de arco pieno e de arco de circulo de 60°, cujo 
vào {òr igud ao raio : 

Formula de Dejardin, muìto empregada uà Franca : 

E = 0,06J'*-0",80 

Formulas de Dupuit : 

Para arcos elliplicos e abalidos : 



E=^0fiOyd 

Para arcos de circulo : 

E = 0,16l/"5~ 

Formula de Lesguillier, para qualquer especie de arco 



E = o,2oj/ ^ + 0,10 



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Googl 



ESPESSURÀ DÀS ÀBOBADAS 



Formula de Croizette. — Desnoyers : 

E == 0,15 + 0,15 |/"2K 

Formulas de Gauthey. — A formula de Perronnet dà 
para as grandes abobadas, espessuras multo considera- 
veis; Gauthey propoz subsliluil-a pelas seguintes: A partir 
de d=16", por: 

E = 0,042i = -^i 

E, a partir de d! = 32", por : 

E = 0,021 d + 0'»,67. 

Abobadas de pontes de estradas de ferro, com aterro de 
1",60 acima do fécho, seudo de pedras faceadas : 
Formula de Haven : 



I = ( 0,026 + 0,00838 1) d + 0»,25 



Abobadas com grandes sobre-cargas. — A espessura no 
fécho é dada pela seguiate formula, multo usada na Al- 
lemanha e Russia : 

E = 0,43 + ^ + A. 

Sendo S, altura da sobre-carga, acima do extradorso. 
Formula empregada nos grandes viaductos e pontes 
construidos ultimamente na Franca : • 

E = 0»,40 + 0,035 {d — 10). 

vào livre deve estar entre 10" e 50". 

N. B. — As abobadas calculadas por està nltiiDa formala sSo con- 
tmidas de alvenarìa de pedra coro argamassa de cimento, tendo as adaellas 
das testas de cantarla. 



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6 ABOBADAS INVMTIDAS ABOBADA APAINELADA 

Abobadas invertidas. — Algumas vezes empregam-se 
abobadas invertidas na consolidando das taludes dos cortes. 
Ha notavel exemplo d'este processo no córte de Blis- 
worth. Estrada de Ferro de Londres a Birmingham, de- 
scripto por Goschler nos seguintes termos : « A' meia 
altura do córte foi encontrada solida camada de calcareo, 
tendo 7",60 de espessura, intercalada em terra solta e 
outra camada de argila de 6". 

a Està ultima, sob a pressào das terras superiores e 
pela acgào athmospherica,se desagregava e ameagava alluir 
todo córte, bem corno as suas paredes lateraes. Para 
isto remediar-se, recorreu-se a uma alvenaria (muros) de 
pedras irregulares, elevada até a base da camada calcarea, 
que foi consolidada por meio de contrafortes de 6", ligados 
aos do talude opposto por abobadas invertidas, passando 
sob a plataforma da linha. 

« Por delraz dos muros coUocou-se, em contacio com 
a camada de argila, drenos desaguando pelas barbacàes 
dispostas na alvenaria.» 

Abobadas (Empuxo) . 



SR-i-y 



Sendo : E, empuxo. 

P, peso total da abobada. 

R, raio do inlradorso. 

2,éiistancia da ultima aduella em torno da qual tende 
a partir-se a abobada. 

j, largura de uma juuta. 

peso P da abobada é igual ao seu volume mullipli- 
cado pela densidade do material que a compOe. 

Abobada apainelada (Arch.) — VoAte en anse de pa- 
nier. — BaskeU-handle vaidt. — Gewòlbe nach der Kor- 



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ABOBABA CYUNBRICA ABBICO 



blinie. — E' a qae tem para seccào norraal urna curva em 
aza de cesto. [Vide : Aza de cesto]. 

ÀBOBADA CYLINDRICA DE ARCO PLENO (AfCh.) —VoiUe 

en plein cintre. — Barrel vault or semicircular vaull. — 
Hablkreisfòrmige Gewólbe^ Rundbogengewólbe. — E' a que 
tem para seccào normal ao eixo uno semi-circulo. Està 
abobada nào serve para cobrir grandes vàos, visto exi- 
gir muila altura. Exerce pouco empuxo sobre os en- 
contros. [Vide : Àrcos.] 

Abobada db encontros perdidos (Const.) — Vùàle à 
ctdées perdues. [Vide: Encontros perdidos.] 

Abobada elliptica (Arch.) — Voiìie elliptique, — El- 
liptical vault. — Elliptische Gewólbe. — A que tem para 
seccào normal ao eixo urna semi-ellipse. Muito empregada 
em obras subterraneas e dentro de ediflciòs. 

Abobada espherica ou zimborio (Arch.) — Voéte sphe- 
rique, dòme. — Domical vault or cupola. — Kuppelgewólbe, 
Kesselgewolbe , Helmgewlóbe. 

Abobada ogival (Arch.) — VoUte ogivale. — Gothic 
vault. — Gotische Gewólbe. 

Abobada ou arco de ponte ( Pont. ) — Arche. — 
Arch. — Bogen, Bruckenbogen. — A mais empregada é a 
abobada apainelada; apresenta mais vantagens que as 
ootras. 

Abobada esconsa ou obliqua (Arch.) — Voéte biaise. — 
Skeu>vaulling. — Schiefe Gewólbe. 

Abobadar (Const.) — Voùter. — To vault. — Auswól- 
ben, vberwólben, einwólben. • 

Abrigo (E. de F.) — Abris, marquise. — Halt. — 
HaUestelle. — Pequena estagào, em localidade de pouca 
importancia commercial. Telheiro existenle em algumas 
estacoes, em frente do edificio principal. Enlre o edificio 
e abrigo estào assentadas as linhas ferreas. 



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8 ABRm A PORTA DO ONZEIRO ACCESSORIOS DA UNHA 

Abrir a porta do cinzeiro (Locora.) — Quando é ne- 
cessario ventilar a fornalha, com o firn de augmeatar a 
combustào, abre-se a porta do cinzeiro. 

Abrir um córte (E. de F. e R.) — Percer une tranchée. 

— To make a cutting. — Einen Einschnill òffnen, einen 
Durch$tich anlegen. [Vide : Córte], 

Acantho [Foiba de — ] (Arch.) — Acanthe. — Acan- 
thus. — Akanthus. — Foiba empregada na ornamenlagào 
dos capiteis das columnas corinlbia e composila. 

AcgSo de companbia (Adra.) — Action, obligation. — 
Share. — Anteilschein. — Urna das frac^Oes em que està 
dividido capitai da companbia. Em geral, nas estradas 
de ferro do BraziI, as acQòes sào de 200iJOOO cada uma. 
Cada accào de direilo a uma parte proporcional da receila 
liquida do capital. A essa parte cbama-se : dividendo. As 
acgòes sào numeradas e fieam registradas nas companbias. 

Acq5o ao portador (Adra.) — Action au porteur. — 
Trans ferable share. — Anteilschein «au porteur». 

AcgSo de preferencia ou debenture (Adm.) — Deben- 
ture. — Debenture, debentubond. — Preferenzschein. 

AcgSo nominai (Adm.) — Action nominative. — Per- 
sonal'Share. — Nomineller Anteikchein. 

Acgoes emittidas (Adm.) — Actions émises, — Emit- 
tedshares. — Anteilscheine ausgegebene, 

Accionista (Adm.) — Actionaire. — Share holder or 
sloke holder. — Actionaire^ Anleilscheinbesitzer, Actienbe- 
fizer. 

Accender as fomalhas (Macb.) — AUumer les feux. 

— To light the fires. — Anfeuern anzùnden. 
Accidentado [Terreno — ] (Tecb.) — Raboteux^ acci- 

dente, inégal. — Rough^ uneven^ rugged, — Uneben. 

Accesorios da linha (E. de F.) — Accessoires de la 
voie. — Accessorys of the line. — Kleinzeug des Oberbaues. 



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ACCIDENTE 



— Pegas complementares da via permanente, tendo por 
firn facilitar a marcha dos trens e garantir a seguran^a do 
trafego : — cruzamentos, agulhas, gyradores, etc. 

Accidente (E. de F.) — Accident. — Accident. — Un- 
fall 

Classificacào DOS ACCiDENTES. — Eficonlros de trens : 

Por trens andando no mesmo sentido. Por trens an- 
dando em sentido contrario. Por causa de cruzamento de 
vias. Por causas desconhecidas. 

DescarrilhameìUos : i\ Inexplicaveis. 

2*. Tendo por causas : Deffeitos na via permanente. 
Desmoronamenlos. Neve ou gelo na linha. Obstrucgào ac- 
cidental da linha. Obstruccào proposital da linha. Quéda 
de ponte, boeiro on pontilhào. Gyrador aberto. Vento 
forte. Ànimaes na linha. Deffeito nas agulhas. Manobra 
mal executada pelo agulheiro. Ruptura de trilhos. Rup- 
tura de engates Ruptura de talas de juncQào. Ruptura de 
Irucks. Ruptura de eixo da machina. Ruptura de eixo do 
carro. Ruptura de rodas. Trilhos mal pregados. Trilhos 
deslocados. Descalgamento de rodas. Carro quebrado. Ma- 
china errando a linha nos desvios. Quéda do tamanco do 
freio ou da baste. Carro sobrecarregado. Parada brusca. 
Partida brusca. 

Acddentes sem encontro de trens nem descarriiha- 
mento : 

Explosào da caldeira. Explosào do cylìndro. Explosào 
da camara de vapor. Ruptura do para-choque. Estfago 
na fomalha. Ruptura do bra^o-motor. Ruptura do bra^o- 
connector. Ruptura dos eixos. Ruptura dos aros de rodas. 
Ruptura do pino das manivellas, etc. Avaria no meca- 
nismo. Avaria na chaminé. Avaria no manometro, indi- 
cador do nivei d'agua, etc. Obstruccào accidental da linha, 
ou proposital. Outras avarias do material rodante. Quéda 



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10 ACCIDENTE 



de obras de arte. Carro incendiado, Quéda de grandes 
pedras sobre os trens. Causas desconhecidas. 

Accidente. — As inslruccOes que em seguida publi- 
camos foram elaboradas pelo engenheiro Honorio Bicalho, 
quando exercia o cargo de inspector geral do trafego da 
Estrada de Ferro D. Fedro ii, era 1869 : 

« Logo que, por qualquer accidente, seja obrigado 
um trem a parar na linha, deve o pessoal proceder do 
modo seguinte : 

1*. chefe do trem immediatamente examinarà a 
causa da parada ; e si està tiver de ser superior a cince 
minutos mandare à frente e & retaguarda do trem, sem a 
menor demora, guarda-freios munidos de signaes encar- 
nados, que irào collocar-se a 300 bragas, pelo menos, do 
trem, e alli se conservarào até serem chamados por tres 
apitos da machina. 

2\ Isto feito, confiarà o chefe de trem as manobras e 
opera^Oes para a reparacào do accidente e restabeleci- 
mento da marcha do trem ao machinista, a quem compete 
executal-as e dirigil-as, secundado pelo pessoal do trem e 
pelas turmas mais proximas da linha, que deverào acudir, 
sem a menor demora, ao chamado que mandarà fazer o 
chefe de trem do modo mais expedito e comò as circum- 
stancias do accidente o exigirem. 

3\ Examinarà o chefe de trem immediatamente todas 
as circumslancias do accidente, de que tomarà nota, fa- 
zend^ especial mencào do procedimento do machinista, 
foguista e guarda-freios. 

Verificare : 

I. A natureza do accidente ; 

II. Sua primeira causa ; 

III. Os signaes que tiver apresentado o pessoal da 
linha ; 



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ACCIDENTE il 



IV. Os apilos que tiver ouvido antes do accidente ; 

V. A posiQào do machinista na occasiào em que se 
deu accidente ; 

VI. A posicào da alavanca de mudan^a de marcha : 

VII. A posicào dos freios da machina e tender ; 
Vili. A posicào do foguisla ; 

IX. A posicào dos guarda-freios antes e durante o ac- 
cidente ; 

X. procedimento dos guarda-freios antes, durante 
e depois do accidente ; 

XI. numero de freios apertados antes da parada 
do trem ; 

XII. A distancia que o trem percorrer (em postes lele- 
graphicos) depois do primeiro apito de alarma até o mo- 
mento em que tiver parado ; 

XIII. No caso de descarrilhamento, quaes os vehi- 
culos descarrilhados e a distancia percorrida depois do 
descarrilhamento ; 

XIV. Qual damno causado ao pessoal do trem e aos 
passageiros, com o maior detalhe, e quaes as avarias do 
material ; 

XV. tempo gasto com o desimpedimento da marcha 
do trem. 

i\ Velare o chefe de trem constantemente na segu- 
ranga do trem, e attenderà aos passageiros no que fòr 
compativel com sua seguranga. 

Quanto às mercadorias, procederà de modo que fiquem 
ellas a abrigo do tempo e sob a vigilancia constante de 
guardas, até serem outra vez embarcadas. 

6*. Quando a demora do trem deva ser superior a 
cince vezes o tempo de percurso do trem de viajantes, do 
ponto de parada à mais proxima estagào telegraphica, o 
chefe de trem, entendendo-se primeiro com o machinista 



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12 ACCIDENTE 



sobre o tempo provavel da demora e sobre os soccorros a 
pedir, mandare immediatamente a està esta^o um guarda- 
freio com as commanicagOes segaintes a transmittir pelo 
tolegrapho : 

Era primeiro logar, ao inspector declarando em termos 
eia POS, porém conscisos : 

I. Qual accidente ; 

n. Qual a demora que resultare para o trem ; 

III. Si poderà continuar a vìagem o mesmo trem ou si 
é necessaria baldeagào ; • 

IV. Quaes as medidas que tomou ; 

Y. Quaes as que julga ainda necessarias ; 

VI. Si houve ferimentos ou grandes avarias. 

Em segundo logar, communicarà à esta^ào mais prò- 
xima de onde Ihe possam vir recursos o mesmo tele- 
gramma que ao inspector. 

Sào consideradas esta0es que Ihe podem dar recursos 
as terminaes da secQào em que se der o accidente : córte, 
Belém, Barra do Pirahy, Enlre-Rios. 

6*^. A estagào da córte, Belèm, Barra do Pirahy ou 
Entre-Rios que receber communicacào de qualquer acci- 
dente, tomarà logo as medidas que as circumstancias do 
accidente exigirem, guiando-se pelo que ti ver sido decla- 
rado na communicacSo do chefe de trem. 

Quando haja ferimentos, a estacào mais proxima de- 
verà providenciar aflm de que sem demora siga um medico 
para o Jogar do accidente. 

Darà ao conductor ou mostre da linha mais proxima 
as communicacòes necessarias para o que fór relativo ao 
servico do linha. 

No caso de ser necessaria baldeagào de um trem de 
viajantes, recorrerà para fazel-a aos meios que tiver a seu 
alcance e na carencia destes, procurarà utilisar, do modo 



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ACCIDENTE 13 



mais conveniente, o trem mixto que se achar mais pro- 
xìmo, cuja marcha fica em caso urgente autorisada o al- 
terar, 

T. Picara prohibidas as muUìplicagOes de communi- 
ca^des telegraphicas sobre o mesmo objecto. Além das 
communicacOes aqui designadas so deverào ser feitas as 
communicagdes indispensaveis, taes corno as que tiverem 
rela^Só com o servilo da lìnha e do trem de baldea^So, 
bem corno as que tiverem por fim communicar o adianta- 
mento dos servi^os e mauobras para desimpedimento da 
marcha do trem. 

8^ Fica absolutameute estabelecidoque nenhum trem, 
nera mesmo depois de um accidente, podere voltar à es- 
ta^ao de procedencia : uma vez que esteja removido o em- 
barago que leve a sua marcha, deverà continual-a para a 
esta^ào de destino. 

9^ No caso de ter o trem de regressar à estacào de 
procedencia, so podere fazel-o mandando participar a essa 
estacào, por um correio de alarma, que sera um guarda- 
freio a pé ou trabalbador da linha, com bandeira encar- 
nada arvorada, e mesmo neste caso so podere pòr-se em 
marcha depois de ter decorrido um quarto de bora da 
partida do correio de alarma, 

10. chefe de trem recommendarà ao correio de 
alarma, rannido da coraraunicagào, que a transraitta aos 
feitores da linha e rondantes que encontrar em caminho, 
OS quaes arvorardo signal verde à machina ou tr6m que 
regressa e signal encarnado a qualquer movimento em 
sentido contrario. 

Os feitores de turmas farào subslituir successivamente 
OS correios de alarma por um trabalbador de sua turma, 
qual irà ale à seguinte, voltando cada um a seu ponto 
de partida depois de substituido. 



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14 ACCIDENTE 



correlo de alarma seguirà munido de urna trombeta 
para chamar trabalhadores nas casas das turmas oq cha- 
mar a attendo dos rondantes. 

11. Regressaodo a machina ou trem à esta^ào de prò- 
cedencia, nunca poderà seguir com velocidade superior à 
da marcha de um homem a pé, e apitarà constantemente; 
DO caso de nào encontrar os feitores da lìnha ou rondan- 
tes, apresentando signal^lgum ou signal branco, deverà 
parar o trein e indagar'a causa dessa falla de signal. 

Si nào ti ver sido visto pelo feitor o correlo de alarma, 
deverà o trem parar e fazer seguir um trabalhador da 
linha com a communica^ào e bandeira encarnada ale ao 
primeiro signal que enconlrar em ordem. Este traba- 
lhador seguirà até este signal ; e si nào encontrar nenhum 
seguirà comò correio de alarma até à estagào, fazendo-se 
substituir nas turmas successivas. 

Neste caso de falla de signal, o trem ou machina em 
regresso, pararà durante dez minutos e seguirà depois com 
a velocidade estabelecida de um homem a pé. 

Si a esta^ào onde se apresentar o correio de alarma, 
tiver telegrapho interrompido, farà seguir o correio de 
alarma para a esta^ao immediata, mandando ao chefe do 
trem parade communicagào desta cìrcumstancia. 

Sempre que o chefe de trem suspeitar interrupcào do 
telegrapho, mandarà a communicacào do art. 5"* ao mesmo 
tempo para as duas esta^des entro as quaes achar-se o 
trem.«> 

E quando tiver mandado communicaQào sómente à es« 
tacào mais proxima e receber avlso de que o telegrapho 
està interrompido, mandarà incontinenti a mesma com- 
municaQào à estagào do lado opposto. 

12. Nenhuma machina poderà ser mandada em sen- 
tido opposto a um trem parado por accidente, excepto 



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ACCIDENTE 15 



quando islo tiver sido reguisilado pelo chefe de trem que 
nesse caso deverà esperal-a, mesmo quando desembarace o 
trem, ou so poderà seguir mediante as mesmas precau- 
gOes do art. H. 

Quando o chefe do trem parade nào tiver requisitado 
machina era sentido contrario ao movimento do trem, e 
entrelanto houver ordem ou conveniencia de fazer seguir 
alguma nesse sentido, o agente procederà para a viagem 
desta com todas as precauQdes de seguranga e velocidade 
estabelecidas para o movimento das machinas em re- 
gresso. 

13. Nào é necessario communicagào alguma prèvia 
para fazer seguir machina de soccorro da estagào de que 
tiver partido o trem parado por accidente ; deve, porém, 
sempre seguir com cuidado, apitando e tendo toda atten- 
(ào para os signaes que faga o pessoal da linha. 

14. Durante o accidente até sua reparagào conservar- 
se-hào as estacOes telegraphicas constantemente attentas e 
transmittirào sem demora os telegrammas com o prefixo 
do inspector, que prefere qualquer oulro prefixo do modo 
mais absoluto. 

15. Em caso de accidente e em telegrammas de abso- 
luta urgencia fica permittido aos agentes servirem-se do 
prefixo especial, sendo este prefixo sómente preferido 
pelo do inspector. 

16. Còpia do telegramma do art. 5* sera, sem demora, 
alguma mandada da esta^ào da córte ao inspector, (Siefes 
de traccào, movimento, linha e telegrapho. 

17. Compete ao pessoal da linha a direccào dos ser- 
vifos no caso de obstrucgào da mesma por desmorona- 
mento ou outra causa della dependente. 

18. Compete igualmente ao mesmo pessoal reparar 
immediatamente o damno causado à linha por qualquer 



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16 ACCIDENTE AQO 



accidente sem prejuizo do auxilio qae deva prestar ao ser- 
Vigo de tracQào, para o que deverà entender-se com o ma- 
chinista de modo que todos ou quasi todos os trabalhos 
marchem parallelamente ao mais prompto resaltado. 

19. Na falla de chefe de Irem, competem ao machi- 
nista todas as attribuigOes aqui estabelecidas para aquelle 
empregado. 

iNSTRUcgÀo GERAL. — Quaodo nào tiver decorrido de- 
pois da passagem de um trem na linba mais de dez mi- 
nutos e sobrevier um segundo trem, é obrigagao restricla 
de qualquer feitor, rondante, mostre de linha ou empre- 
gado superior, fazer parar esse segundo trem, prevenir ao 
machinista de que o trem que o precede, nào leva mais de 
dez minutos de antecedencia. 

Ghamo com multa especialidade a attengalo de todo o 
pessoal da estrada para o que vae prescripto nesta ordem 
regulamenlar, devendo observar-lhe que deve conbecel-a 
perfeitamente de memoria, e que nào sera de modo algum 
desculpavel qualquer falta por menor que seja em sua 
execugào. » 

AccumulaQSo de empregos. — Decreto n. 9015 de 
15 de Selembro de 1883. Circular de 20de Agosto de 1884. 

Acepilhar [— urna pega de madeira] (Const.) — Cor- 
foyer. — To try-up. — Abschlichteny schlichlhobeln. — Aplai- 
nar a madeira com o cepilho. 

Ago (Tech.) — Acier. — Steel. — StM. Ferro mistu- 
rad^'cora carbono, entrando esle na razào de 1/2 » * V2 Vo- 
Mais duro, mais elastico e mais sonoro que ferro ; 
tém quasi as mesmas d^usidade e fusibilidade. E' menos 
tenaz e menos ductil. A sua propriedade caracteristica è 
receber tempera. No estado naturai é cinzento claro. 
Toma polimento e brilho. 0\ida-se menos que ferro. 
melo mais simples para conbecer-se ago, é deixar cahir- 



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A^ BESSEMEai AgO (Dilatacao do) 17 

- — ■ — — — t I ■ . I ^ 

me em cima urna gotta de acido nitrico ; apresenla lego 
roaDcha prela, o que ao ferro nào acontece. a^o tem 
lido muìta applicalo em trìlhos de estradas de ferro e em 
chapas do caldeira de locomotivas. relatorio apresen- 
tado por M. W. Barlow, por parte da commissào encarre- 
gada de generalisar o empregodo aco nas estradas de ferro 
e em todas as construc^Oes, termina pedindo que se ado- 
plem as seguintes condigOes : 1". Que o a^o seja fundido 
e passado no laminador. 2\ Que o esforco supportado por 
qualquer parte da construc^o, entrando o peso do proprio 
metal nào seja maior que 672 toneladas por pollegada 
quadrada, ou 10 kilogrammas por millimetro quadrado. 

Ago Bessemer (Tech.) — Ader Bessemer. — Bessemer 
steli. — Bessemer $tahl. — Obtido por um processo especial 
de carbonisaQào do ferro fundido. 

M. Janoyer, em sua interessante memoria publicada 
no8 Atinale^des mines, t. m, anno 1872, diz seguinte : 
« Descoberla alguma fez tanto barulho no mundo me- 
tallurgico, comò a transforma^o do ferro fundido em aQO 
pelo processo Bessemer. Està inven^ào nào ó resultado 
de aprecia^s scientificas, é a paciente e perseverante 
obra de um homem, cuja intuigào foi superior és espe- 
culacOes da sciencia. » 

Ago [Dilata^ào linear do — para 1 grào no intervallo 
de zero a 100']. —A dilatagào do ago ó de ; 0,000010750 
segundo Ellicot, 0,000010791 segundo Laplace e Lavoi- 
sier, 0,000011040 segundo Berthoud, 0,000011000 se- 
gundo De Lue, e 0,000018899 segundo Troughton. 

A dilatalo do a?o temperado é de : 0,00001225 se- 
gundo Smeaton, e 0,000013750 segundo Berthoud. A di- 
latatilo do ago temperado a 37%5 é-de 0,000013690 
segundo Laplace e Lavoisier, e a 81%2, de 0,000012396 
segundo os mesmos. 

Diooionario 9 



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18 AgODEBOLHA AQO FUNDIDO 

Ago de bolha (Tech.) — Acier bovle. — Blister sted. 

— Kugehlahl. — Empregado em calcar instramentos de 
ferro, raalhos, etc. 

Ago de molas (Tech.) — Acier à ressort. — Spring- 
sled. — Federstafd. — Na fabrica Krupp (Essen) a tempera 
que melhor obtéro-se para o ago de melos é conseguida, 
segando o engeoheiro civil J. G. Repsold, por melo de urna 
mistura de : 
42 partes (peso) de breu (colophoaio). 

9 partes (peso) de sebo. 

9 partes (peso) de azeite de peixe. 

ago é aquecido atè a temperatura cor de rosa, depois 
mergulhado na mistura, onde deve esfriar completamente. 
Em seguida é tirado do liquido e aquecido a ponto de 
fazer arder um cavaco Ano de pinho branco, posto em 
contacto com elle. E' mais dispendioso esle processo, que 
da agua para ; lem, porém, mais vantagens porque as 
folhas de molas obtidas satisfazem a todas as exigencìas; 
e a resistencia é considera velmente superior. 

Para se temperar o ago em agua, aflm de obter-se boas 
folhas de molas, deve-se aquecel-o i cor de rosa escura, 
mergalhando-se depois em agua que tenha a temperatura 
de 75** a 80* centigrados, dando-se a tempera acima men- 
cionada. 

Ago em chapa (Tech.) — Tóle d'ader. — Sheet-sted. 

— PlatlenstahL 

A^o forjado (Tech.) — Acier forge. — Hammered-sted. 

— Schmiedestahl. 

Ago fundido (Tech.) — Acier fondu. — Cast sled. — 
Gassstahl. — Adquire pela tempera o mais alto grào de 
dureza e tenacidade. Tem sido empregado na construcgào 
dos bragos connectores, dos eixos, dos mechanismos de 
distrìbuigào, e de todas as pegas moveis da locomotiva. 



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AQO PUNDmO EM GADINHO AQO MALLEAVEL 19 

Ago fimdido em cadinho (Tech.) — Acier fondu au 
creuset. — Skillet-cast-sleel. — Tiegelgusssiaìd. 

Ago laminado (Tech.) — Acier lamine, — RoUed-steei 

— Wcdzstahl. 

Ago malleavel (Const.) — Fer fondu. — Ingoi iron. 

— Flusseisen. — Ferro preparado pela fusSo nos fornos 
Marlin cu nos conversores. E' urna especie dififerenle do 
ferro fundido {fonte dos francezes, cast iron dos inglezes e 
Eisengus$ dos allemSes). Ha tres classes de ago malleavel : 
0(0 semi'doce — ago doce — ago exlra-doce. 

Apreseatemos as propriedades caracteristicas das dif- 
ferentes classes. 
A(o semi'doce : 

Resistencia por millimetro qnadrado 

ék mptnra 45 a 50 kg. 

Limite elastico minimo 26 kg. 

Alongamento minimo •* • . 22 a 18 o/o 

Porcentagem em carbono 0,15 a 0,10 o/o 

Póde adquirir cerio grào de tempera ; endurece, entào; 
e perde, com o Irabalho a frio, muito alongamento. No tra- 
balho a quente, para que nSo tome tempera, sào indispen- 
saveis serias precaugOes. Nào é muito proprio para pontes; 
emprega-se, entretanlo, nas pe^as sujeitas a fortes cargas 
permanentes, nào tendo grande accrescimo accidental. 

Ago doce : 

m 
Besistencia por millimetro qaadrado 

d raptura 40 a 45 kg. 

Limite elastico minimo 24 kg. 

Alongamento minimo 25 a 22 ^/o 

Porcentagem em carbono 0,10 a 0,05 o/^ 

Magnifico metal para pontes. Nào toma tempera du- 
rante trabalho; nào perde nada da maleabilidade e duc- 



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20 Ago NATURAL ACQUlSICiO DE UEA ESTRADA DE FERRO 

tibilidade. No Irabalho a quante solda-se o necessario às 
pegas fabrìcadas em forja. 
A(0 extra-doce : 

Besistencia por millimetro qoadrado 

d raptnra 36 a 40 kg. 

Limite elastico minimo 18 kg. 

Alongamento minimo 30 % 

Porcentagem em carbone 0,06 o/o 

Presta-se ornilo a ser Iràbalhado a quenle e a frio. 
Solda*se cono immensa facilidade. Muito empregado em 
rebites e pe^as congeneres. 

coefficiente de resistencia do ago doce, nos calculos 
de pontes e oulras obras semelhantes, é de 9 kgs. por mil- 
limetro quadrado, segando o Consolilo Superior de Pontes 
e Cal^adas da Franca. Ha quem tome esse coefficiente corno 
sendo egual a 10 kgs. por millimetro quadrado e atè 
mesmo a 12 kilogrammas. E' bom lembrar que o coeffi- 
ciente de resistencia pafa o ferro laminado é de 6 kgs. por 
millimetro quadrado. 

Ago naturai (Tech.) — Acier nalurel. — NaturaUzted. 

— Schmelzstaìd. 

Ago refinado (Tech.) — Acier raU^né. — Shear-sted. 

— Raffinirte Stahl. 

Ago temperado (Tech.) — Acier recuit ou trempé. — 
Tempered-'SteeL — Gehàrtete Siahl. 

Ac^usigSo de terrenos (Adm.) — Acquisition de ter-- 
rains. — Ground purchase. — Bentsinahme (Ankauf) eines 
Grundes. — Desapropriacòos de predios e terrenos . que 
sào atravessados por uma estrada de ferro. [Vide : Des^ 
apropriagào], 

Acquisigio de uma estrada de ferro (Adm.) — Acqui- 
sition d^un chemin de fer. — Purchase of a raUumìf, acqup- 



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ACROTEHIO ADHERENCIA DAS LOCOMOTIVAS 21 

sition of a raUway. — Besitznahme (Ankauf, Ubernahme) 
einer Bahn. 

Acroterio (Arch ) — Acrotère. — Acroterium. — Akro- 
terium, Bilderstuìd, Giebelzinne. — Pequeno muro sobre- 
posto à cornija de um ediflcio. Pedestal, mais ou menos 
oraamentado, para estatua, collocado no extremo ou no 
vertice de um frontào. 

Activar o fogo (Mach.) — Activer le feu. — Firing 
up or urge the fires. — Feuer auffrischen. 

Activo (de urna corapanhia) (Adm.) — Actif. --- As- 
$el8. — Guthaben einer Companie. 

Adherencia (Tech.)'^Adhéren€e. — Adherence. — Adhà- 
sion. 

Adherencia das locomotivas. — Adherence. — Aóhe- 
Sion. —Adhàsion. —Attrito de escorrega mento produzido 
pelo contacto do aro da roda com o trilho. Em circums- 
tancias ordinarias, sem uso de areia, ou em tempo humido, 
usando-se areia, a adherencia é de 7» do peso sobre as ro- 
das motrizes. Bm circumstancias favoraveis, de 7» do peso 
sobre as rodas motrizes. Com os trilhos seccos e com 
areia, de 73 do peso sobre as rodas motrizes. 

A adherencia varia com estado dos trilhos ; é ad- 
mittido seguinte : Trilhos novos, nas condigOes mais fa- 
voraveis 74 ; trilhos em condigoes médias 76 ; trilhos em 
mas condigòes 730 do peso que sobrecarrega as rodas mo- 
trizes. 

Circumstancias accidenlaes (pie diminuem a adherencia. 
— Trilhos humidos, aros das rodas gordurosos, trilhos 
polidos, etc. 

Circumstancias que augmentam a cuiherencia. — Enfer- 
rujamento dos trilhos, areia entro as rodas e os tri- 
lhos, etc. 



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n ADHERENGIA DAS LOGOMOTIVAS 



Nicholas Wood achou para coefflciente da adhereacia : 

/» = ... sobre trìlhos seccos. 
/=—..• sobre trìlhos lamacentos. 
/= — ... sobre trilhos gordurosos. 

Na estrada de ferro do Leste (Franca), em 33 expe- 
riencias acharam para f os seguiotes resultados : 

3 vezes entro t © r 8 vezes entro « © ^ 

8 vezes entro r o - 2 vezes entro ^ e rr 

C$ 9 

10 vezes entro t: © « 1 vez entro ^ © jjj 

Em condicóes normaes, corno jà vimos, f= ^ . 

Para augmeotar-se a adberencia, quando ella està re- 
duzida, derrama-se areia sobre os trilhos. [Vide : Areeiro 
e paiinagàó]. 

Em tempo ponce homido/està entro = e -. 

Em tempo hnmido / està entro y^ e-. 

Com chava continaa / eleva-eo de - a r-r e baixa depois a - . 

Com chuva forte /està entro ^ e =. 
u •'6 7 

Poirée provou que a adherencia diminue com o aug- 
mento da velocidade. 

Blackett, nos primeiros tempos das estradas de ferro, 
foi quem reconheceu ser o peso da locomotiva sufflciente 
para produzir a necessaria adherencia. 



I 



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ADIANTAMENTO DE DINHEIRO ADUELLÀ DE BIADEQIA 23 

Adiantamento de dinheiro (Àdm.) — Avance. — 
Advence money. — Geld-Vorschusse. 

AdjudicaQio (Adm.) — Adjudication. — Contracl by 
aìAdion. — Adjudicazion Im Licitazionsweye erstanden. 

AdministragSo (Adm ) — Administration. — Admi^ 
nistration. — Leituny^ Administrazion. 

Admiss3o do vapor (Mach.) — Admission de la vapeiir. 

— Admission. — Einlrilt, Einstròmung (des Dampfes], — 
Eotrada de vapor, que està na caixa de dìstribuigào cu 
gavela, para o cylindro. A passagem do vapor faz-se pelas 
aberturas do espeiho da gaveta, denomÌDadas de admissào. 
A admissào cometa um pouco antes de priacipiar o curso 
do embolo ; e termina depoìs de ter o embolo executado 
parie do mesmo curso. 

Adobo (Const.) — Brique sechée à rair. — Air-dried 
brick, unburnt brick. — Lufìstein, Lehmziegel. 

Aduella (Const.) — Voussoir. — Archstone, voussoir. 

— WoWslòin, Keilstein. — Fedra cortada em fórma de 
canha, empregada nar conslrucQào da aboboda. A largura 
das aduellas, tomada no intradorso, deve ser de V2 a V4 
da altura da chave ou fecho da abobada. Às aduellas mais 
largas sào menos sujeitas a ser damnificadas pelo empuxo. 

Adulila de madeira (Const.) — Voussoir en bois. — 
Block arJfcingf. — Holzbogen. — Os americanos, em suas 
estradas economicas, usam revestir os tunneìs com ma- 
deira, até que os resultados do trafego permittam em- 
prego da alvenaria. revestimenlo de madeira geralmente 
é feito na fórma trapeizoidal ; mas ha casos em que a 
forma de abobada é adoptada. Entào, recorrem os ameri* 
canos à aduella de madeira e formam arcos que sobre si 
aguentam madeiramento. numero de aduellas para 
cada arco varia muito, conforme a especie de madeira, e 
taDQbem conforme a sec^o do tunnel. Na Albany and 



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24 ADCJELLA Iffi PLATE-BANDA AGraCIA 1» ESTAgiO 

lusquehannaR. R., tun&el Webster Sammit, asadoellas de 
uno arco sobem a grande numero ; em outras linhas ha tun- 
neis onde existem arcos com sete aduellas. Varias eslra- 
das, taes corno a Union e Central PacifiCj tém os revesti- 
menlos dos tunneis formados de vìgas que assentam sobre 
arcos compostos de tres fiadas de aduellas de madeira, jus- 
tapostas e de jnntas cruzadas. [Vide : Tunnel de madeira]. 

Aduella da piate-banda. [Vide : Cunhal]. 

Afastamento dos dormentes (E. de F.) — EcarU- 
meni des traverses. — Separalion of the sleepers. — Nas es- 
tradas de ferro do Brazil, em geral, o afastamento dos 
dormentes varia entre 0",80 e 1", de eixo a eixo. Nas vias 
ferreas amerìcanas, na maior parte dos casos, é de 0",6i. 
Na estrada de ferro Centrai of New-Jersey elle desco a 
0",56 ou 0*,50 ; e, na linha de Louisville a Nashville, é 
de 0",40 para os dormentes intermediarios e de 0",35 
entre os de juntaseos visinhos d'estes. afastamento 
entre os dormentes visinhos de juntas em falso é de 0',25. 
afastamento entre os dormentes — ifàs curvas — é sempre 
lomado sobre o trilho externo. 

Afastamento dos eixos (Locom.) — Ecartemeni des 
essieux. — PosUion of the wheds. — RadOand, Entfemung 
der Achsen. [Vide : Base rigida]. 

Afinar o apito da locomotiva (Locom.) — ìccorder 
le sifflet. — .... — Stimmen der Locomotivpfeife. — E' gra- 
duar a cupula do apito, levantando-a mais ou menos, 
afim 4p obter-se sons estridentes. 

Agenda de éstagSo (E. de F.) — Agence. — Agency. 
— Bahnhofsverwaltung. — C!omparlimento da esta^ào, onde 
agente e seus ajudantes trabalham, vendendo bilhetes 
de passagem e despachando mercadorias, bagagens, etc. 
Nas grandes ^ta^des o agente tem escriptorio separado. 
A venda dos bilhetes é feita nos postigos que dào da 



r^ 



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AGEimS DE ESTA0O 28 



agencia para o vestìbulo oq para a sala de espera > qoe 
nmitas vezes é tambem vestibulo. 

Agente de estagSo (E. de F.) — Chef de station, chef de 
gare. — Station-master. — BahnhoftverwaUer, Stalionp-chef. 

Rernlamento da £• de F. Central do Brazll : 

Art. i. Os agentes representam a Adminislra^ào em 
cada urna das localidades em que resìdem para todas as 
rda^Oes directas e immediatas com o publico. 

Ari. 2. servii das esta^Oes comprehénde : 

4°. Movimento de Irens e vehiculos ; 

2". Policia e transportes de passageiros ; 

3"". Recebimento, guarda e expedi^ào de bagagens e 
mercadorias ; 

4^ Policia da esta^ào e suas dependencias ; 

5^ Emprego e inspec^o dos apparelhos telegraphicos, 
ficaido saa conservando a cargo do respectivo cbefe ; 

6*. Inspeccào, asseio e conservalo dos edificios e do 
material empregado &o servilo da estagào. 

Art. 3. Os agentes tém autoridade sobre todo o pes- 
soal (inclusive os telegraphistas) empregado no servìco da 
esta^ào, sobre os machinistas e os conduclores de trem 
em ludo que fdr relativo ao servìco dos Ireus no recinto 
da estaòao, bem corno em viagem quando tiverem de Irans- 
portar-se na linha para presta rem. auxilio aos trens em 
casos de accidente. 

Art. 4. Nenbum servii, qualquer que seja s^^^ao 
a que pertenca, sera executado nas esta^Oes sem conheci- 
mento prèvio dos agentes. 

Os agentes sào obrigados a prestar a todos os cbefes 
de servilo os auxilios que por estes forem exigidos, urna 
Tez que d'abi nào provenha manifesto prejuizo ao trafego 
da estrada. 



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AGENTE DE ESTAgiO 



Art. 5. Compete ao agente : 

i\ Manter a pontualidade, ordem e disciplina em seu 
pessoal ; 

2^ Dividi r o servilo entre todos os empregados de 
modo que cada empregado seja encarregado especialmente 
d'urna parte d'elle, devendo, porém, habilitar-se no lodo 
aflm de poder substituir, em caso de necessidade, qual- 
quer oulro que faltar ; 

3^ Dar conhecimenlo aos empregados das instrucQòes, 
ordens de servilo, regulamentos que Ibes concernem, e 
veriflcar si os mesmos comprehendem e executam flel- 
mente essas instruc^es, ordens e regulamentos, bem corno 
a applicaQào das tarifas ; 

i\ Fiscalisar o consumo do carvào de pedra, do azeite, 
dos impressos e de todos os materiaes fornecidos ; 

5\ Velar que os empregados obrigados a andar unifor- 
misados assim se conservem durante as horas do servilo ; 

6\ Marcar em quadros, que serào aflSxados no escri- 
plorio do agente, as horas de presenta e repouso de todos 
OS empregados da esta^ào. 

Esles quadros serào submetlidos à approvacào do chefe 
do trafego em cada mudanga que houver no borario dos 
trens. 

Sera igualmente affixado no escriptorio do agente o 
borario dos trens. 

Art. 6. Durante as boras de repouso concedidas pela 
tabella iprescrìpta no § G"" do arligo anterior, os agentes nào 
pódem auseotar-se da localidade em que residem, sem au- 
toriza^ao do cbefe do trafego. 

• Devem, além d'isto, si se ausentarem da esla^ào, dar 
ao empregado que flcar de servico na eslacào conbeci- 
mento do legar a que se dirigirem, para serem immedia- 
tamente cbamados em caso de necessidade. 



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AGENTE DE ESTAgiO 27 



Art. 7. Todo o pessoal, a excepcào dos guardas, tra- 
balhadores, etc, assignarà poeto diariamente, indicando 
a bora de enlrada, e o mesmo farà quando retirar-se. 

Os feitores, trabalhadores, guardas e outros jornaleiros 
serSo apontados em livro especial qua ficarà a cargo d'um 
empregado a escoiha do ageute. 

ponto sera feito em dous livros, sendo um para os 
mezes de Janeiro, Mar^o, Maio, Julho, Selembro, Novem- 
bro e outro para os mezes de Fevereiro, Abril, Junho, 
Agosto, Outubro e Dezembro. 

Art. 8. Os guardas, trabalbadores, etc, qne traba- 
Iharem nas estagOes quando houver necessidade de servilo 
extraordinario perceberào y,o de suas respectivas diarias 
por cada bora de trabalbo. 

extraordioario come^arà a ser contado das 7 horas 
da tarde em diante, e ndo sera abonado sem que o agente 
justiGque a necessidade que houve do mesmo e o men- 
cione na parte diaria. 

Art. 9. Deve o agente dar parte de qualquer mudan^a 
que pretenda fazer no pessoal inferior da estagào e so de- 
pois de autorizada a perà em execucào, salvo os casos em 
que fór necessario fazer substituir de improviso trabalba- 
dores ou guarda-cbaves ou por excessos que lenham com- 
mettido ou porque tenbam faltado por qualquer motivo, 
isto, poróm, no caso de nào poder ser sua ausenc'a dis- 
peosada temporariamente. 

Art. iO. Compete-lbe tambem propòr as mu^as e 
outras penas por faltas que os empregados commetterem 
em servilo, podendo sem antecedencia de proposta repre- 
hendel-os particularmente. 

Art. il. Os ediQcios da estrada devem, assim comò 
seus arredores, ser conservados em estado de extremo as- 
seìo. 



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28 AGENTE DE ESTAgXO 



Neohum edificio ou compartimento do mesmo póde 
ser empregado em misteres differentes d'aquelles para os 
quaes foi destinado. 

E' protiibido criar, alimentar ou abrigar gallinhas, 
pombos, porcos e outros animaes nos edificios da estrada ; 
so as gallinbas poderào ser toleradas nas estagOes em 
que um pateo parlicular póde ser posto à disposi^ào do 
agente. 

Art. 12. Às familias dos empregados em nenhum caso 
devem demorar-se nas partes dos edificios destinadas ao 
publico e nas plataformas. 

Art. i3. Os agentes entender-se-bào directamente com 
OS chefes da locomoQào, da contabilidade e do telegrapho 
sobre os servi^os a cargo dos mesmos chefes e com o en- 
genheiro residente sobre os servicos relativos à conser- 
va^ao ordinaria da esta^ào e suas dependencias. 

Art. 14. Qualquer facto que se der alheio à marcha 
ordinaria do servilo deve ser immediatamente communi- 
cado ao chefe do trafego. 

Os agentes devem levar, sem demora, ao conhecimenlo 
das respectivas auctoridades locaes todos os accidentes que 
occorrerem na estrada, dos quaes resultem ferimentos ou 
morte de qualquer individuo. 

Art. 15. Toda a correspondencia do agente deve ser 
copiada em um livro cujas paginas sào numeradas. 

Està correspondencia deve ser assignada pelo agente 
mesn^. 

Art. 16. E' expressa mente prohibido aos empregados 
das estagòes fumar nas plataformas, salas de espera, escri- 
ptorios e armazens. 

Art. 17. A escriptura(§o das estagdes deve conservar- 
se sempre em dia e ser feita com limpeza e de accòrdo 
com as ordens prescriptas. 



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AC^NTfi DE EST.» DB HERCADORIAS AGUA DE ALIMENTAQiO 29 

As circulares e ordens de servilo expedidas pelo chefe 
do trafego devem ser convenientemente colleccionadas. 

Art. 18. Os agentes devem remetter diariamente : 

aj Ao escriptorìo centrai : 

V. Parte do pessoal presente e ansente no dia ante- 
rior ; 

i'*. Parte do movimento e composiQào dos trens ; 

3^. Parte do movimento de carros ; 

4*. RelaQào das mercadorias despachadas que nào tém 
sido expedidas ; 

5*". Boletim telegraphico. 

b) Ao agente da Córte : 

O dinheiro arrecadado na vespera acompantiado das 
respectivas guias. 

e) Ao escriptorìo do ajudante do chefe do trafego: 

V. Nota do movimento de carros ; 

2*. Nota dos trens facullativos ; 

S*. Telegrammas de carros pedidos e fornecidos. 

Agente da estagio de mercadorias (E. de F.) — 
Chef de gare de marchandises. — Goads-inspector. — Gtì- 
terverwaller. 

Agrimensor (Tech.) — Arpenteur. — Sourveyor. — 
Pddmesser. 

Agrimensura (Tech.) — Arpentagel — Surveying. — 
Fddmessen, feldmefskumt. 

Agoa (Tech.) — Eau. — Water. — Wasser. — Nem 
sempre encontra-se agua perto das obras em constrQc^ào. 
Muitas vezes é necessario transportal*a em baldes. Um 
trabalhador, està mais ou menos calculado, gasta 2 horas 
para apanhar e transporlar n'um balde, a 180" de distan- 
eia, 1"' de agua. 

Agua de alimentagSo (Mach.) — Eau d'alimerUation. 
— Feed'Waler. — Speiseumsser. — A agua empregada na 



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30 AGUA DE GONDENSAgiO AGULRAS DE MUDANgA DE VIA 

alimeDtacao das caldeiras, do maximo póde conter 0,001 
de materias solidas. 

Ag^a de condensagio (Mach.) — Eaude condensation. 

— Waster-water. — Condensationiwasser. 

Agua de mjecg3o (Mach.) — Eau (Tinjection. — In- 
jedion water. — Einsprilzwasser. 

kgVLdi doce (Tech.) — Eau douce, eau potaUe, — Sofì 
water. — SiUswasser, Trinkwasser. 

Agua-raz (Tech.) — Eau de raze. — Comnon turpenr 
tine-oU. — Gemeine TerpentinóL 

Agua salgada (Tech.) — Eau sallée.—SaU water, 
brine. — Salzwasser, Salzsoole, Soole. 

Agua salobra (Tech.) — Eau saumatre. — Salziges 
Wasser, Bradwasser. 

Aguas mortas (Tech.) — Mortes eaux. — Stili waters. 

— StUlwa$$er. 

Aguas-vivas (Tech.) -^Eaux vives. — Current waters. 

— Flieswasser. 

Agulha de mina (Const.) — E'pinglette. — Needk, 
nail, pricker^ skewer. — Ràumnadd. — Ferramenta de ca- 
vouqueiro. 

Agulhas de mudanga de via (E. de F.) — ÀiguiUes de 
changemetU de voie. — Switch-tongue, stding-rail, slide-raiU 
tongue-rail. — Weichenschieney Weichzunge, Zunge. — As 
agulhas sào os priucipaes elemenlos do apparelho mu- 
danga de via. Devem ser construidas com lodo o cuidado, 
e m&ìiobradas com muita cautella. Requerem esmerada 
conservagào e constante lubrificagào. Ha de ferro e de ago. 
comprimento das agulhas varia entre 3 e 5 melros. 
angulo formado pela agulha com o trilho, ao qual flca 
encostada» é dado pela seguinle formula : 

(Agulha recta). . . . sen. ^ = 7 



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AGULHAS SmPLES 51 



Sendo: a, angulo; l, comprimento da agulha; z, 
somma da largura da cabe^a do trìlho e do espaco que 
Gca no talào da agulha para a passagem dos rebordos das 
rodas. 

(Agulha carya) sen. a = -j- 

Pela seguinte formula delermina-se o raio de curva- 
tura [Vide : Desvios] da agulha : 

Quando urna agulha se encosta a um triiho, a outra se 
afifasta do trilho correspondente de O^ja. comprimento 
das pontas das agulhas deve ser pelo menos de 0",100. 

Dislancia entre a ponta da agulha e a ponla mathe- 
matica do cora(^^.). 

Formula do engenheiro Jorge Rademaker : 

2/ 



tg.a-Htg.^ 



Séndo : D, distancia da ponta da agulha é ponta ma- 
thematica do coraQào; I, bitola da linha; a, angulo do 
coragào ; b, angulo formado pela ponta da agulha com o 
trilho. 

Agulhas simples (Fig. 1). — Constam de : duas la- 
minas ou trilhos adelgagados, movels e presos pelos talóes 
(extremidades oppostas às pontas) a um mesmo dornsente» 
podendo gyrar no sentido horizontal ; tres tirantes, que 
lìgam as laminas entre si, formando um todo; um tirante 
de transmissao de movimento, articulado cora a alavanca 
de manobra ; e, finalmente, dous trilhos conlra-agulha. 
— [Vide : Mudanga de via]. Dào passagem de urna liuha 
para outra. 



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51 



AGULHAS DUPLAS 






S=3 



8^9 



M 



w 



e- 



I ^ 



@ 



Mi 



e 



i 



i 



in 



& 



Fig. l*-tÀgnIhas simples. 

Agulhas| duplas. — Conslam fde dous jogos de agu- 
Ihas simples (Fig. 2), tendo tiranles de connexào e de 
transmissào de moviraeiUo independentes para cada jogo. 
Ddo passagem de urna linba para um ramai duplo. Estas 
agulhas, corno as simples, movem-se sobre um estrado de 
dormentes e longarinas dispostas iaternamente oujexter- 
namente à linha. Como se ve nas flguras. em fronte dbs 




Fig. — a FigTuras duplas. 



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AGULHÀS, UMA FIXA OUTRA MOVEL AGULHAS DBSIGUAES 33 

tirantes de Iransmissào, ha estrados, formados pelos pro- 
longamentos dos dormentes, por travessas e chapas, onde 
assentam as alavancas de manobra. 

Agulhas, urna fixa outra movel. — Ha mudancas de 
Tia, onde, no par de agulhas, urna é flxa e outra é movel. 
Esla abre ou fecha o desvio ; e dà accesso a urna ou oulra 
linha. systema evita o emprego de contra-trilhos mo- 
veis. [Vide : Agvlhas iguaes fixan]. E' muilo pouco iisado. 

Agulhas desiguaes com contra-trilho fixo. — Às 
agulhas (Fig. 3) AB e ab ligam-se enlre si pelos tirantes U\ 
À agolba abencaixa a ponta no contra-trilho> quando n'elle 



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S3. 
JJ. 




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O 





Kg. 8 — Agnlhas desiguMf com contra-trilho fixo. 

encostada. Cada agulha dà alterna ti vamente dirocco aos 
vehiculos que do tronco passam para as outras linhas. A 
manobra ó feita pela alavanca, cujo contra-peso obriga o 
par de agulhas a tornar urna das posigOes extremas corres- 
pondentes a passagem por urna ou outra linha. Quantlo se 
quer conservar urna linha sempre aberta, torna-sè o con- 
tra-peso fixo. Nào produz descarrilhamentos; o trem»desde 
que contra-peso està livre, abre as agulhas e p<ujsa para 
tronco, Sem enoontrar solu^ào de continuidade. Ó contra- 
Irilho faz a roda que ameaQa a ponta da agulha lunga 
tender para o eixo da linha; e deste modo evita os choques. 

Diodoiuirio. 8 



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34 



AGULHAS IGUAES FIXAS AGULHÀ DE VIGAT 



Esle syslema de agulbas nao tem grande applica^ao. As 
agulhas desigoaes. sem contra-trilbo, é que saohoje maìto 
empregadas nas estradas de ferro da Franca. 

Agulhas iguaes fizas e contra-trilhos moveis. — E' 
am systema pouco empregado. Pela figura 4 vé-se que a 
alavanca de manobra faz gyrar os contra-lrilhos cr n'um 
plauo horizontal e abre ou fecba a lìnha, conforme elles 
se encostam a urna ou outra agulha. Nos espa^os mn se 
eocaixam as pontas das agulhas aa'. 




Fig. 4 — Agulhas ignses flxas • contra-trUliOB noTeia. 

Agulha de seguranga (E. de F.) — AiguUle de sérOé. 
— Safety mitch. — Sicherheil$ Weidienzunge. — Usada nos 
Estados-Unidos pelas estradas que adoptam apparelhos 
de mudan^a de via de trilhos moveis. Descripla minucio- 
samente na obra de Lavoinne & Pontzen — Le$ diemins de 
fer et^ Amérique, onde tambem se encontra descripto o 
apparelho de mudan^a do syslema Wharton, muitissinio 
util e curioso. Estes systemas ainda nào tiveram appli- 
ca(ào nas estradas de ferro brazileiras. 

Agulha de Vicat (Const.) — AguiUe de Vicat. — Vicat 
needk. — Vicafsche Nadel. — Instrumeuto com que se re- 
couhece o grào da péga das argamassas. 



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AGULHA DOUDA AGULHEIRO OU GUARDA-GHAVES S5 



Ag^nlha douda (Tech.) — AiguiUe affolUc—Wildneedle. 

— Lav fende Compassnadel, Wiide Compass. [Vide : Bussola]. 

Agulha magnetica (Tech.) — Boussole, AiguUle aiman- 
tèe. — Magnetic needle. — Compassnadd. [Vide: Bussola]. 

Agnllia volante (E. de F.) — AiguiUe volante. — 
Flying switch. — Entgleiseapparat, Fliegende Weiche. — 
Usada nos en tronca mentos de ramaes de bonds. 

Agnlhas desiguaes (E. de F.) — AiguiUes inégales. 

— Unequals switchs. — Ungleiche Zungen. 

Agnlheiro ou guarda-chaves (E. de F.) — AiguUleur. 

— SwiUhman^ switcher, pointsman. — Weichenwdrter. — 
Empregado das esta^Oes, qua se eocarrega do servico das 
agulhas. Os agualheiros devero : 

1* — Examinar miaucìosamente antes e depois da 
passagem de cada trem, o estado de todas as pegas per- 
ICQcentes & agulba, certificando-se que todos as pegas 
movediQas funccionaro sem difficuldade, que tomam eia- 
ctamente seos respectivos logares e que finalmente todas 
as junc(;Oes se acham perfettamente seguras pelos parafu- 
sos, chaves» etc, etc. 

2* — Firmar a mao sobre a alavanca das agulhas du- 
rante tempo da passagem dos trens. 

3* — Fazer funccionar as agulhas no intervallo da 
passagem dos trens, lubrificar todas as chapas sobre as 
qnaes ellas se movem, examinar o estado dos dormentes, 
trilhos, juntas e contra-trilhos ; se os trilhos conservam 
sua posigSo primitiva e concertar immediatamente di des- 
arranjos e avarias que encontrar, ou indical-as ao mestre 
de linha ou ao feitor da turma, se por si so nào puder re- 
mediar mal. 

4* — Arvorar a bandeira verde, sempre que se achar 
na alavanca de manobra, do lado d'onde vem o trem, 
salvo quando fór necessario fazel-o parar. 



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36 AGULHEmOS ALARGAMENTO DA BITOLA 

àguUieiros [de andaimes] (Consl.) — Troia de$ bou^ 
lins. — Put'logs holes. — RiisUócher. — Orificios, nas pa- 
redes em coDstrucQào, onde se introduzem os pàos dos 
andaimes. 

àjuda de custo (Adm.) — Frais de route ou conduite. 
— Conducling money. — Reisekosten, Reiseppesen^ Ron- 
tengdd. — Aviso do ministerio d'Agricoltura, de 15 de 
Margo de 1882. 

Ajudante de pedreiro (Tech.) — Gargon magon, ma^ 
noduvre. — Assistant ma$on. — MauerergeseUe. 

Ajustador (Mach.) — Ajmteur. — Fitter, ajuster. — 
Monteur, Maschinenstdler. — Operano que monta as di- 
versas pecas de urna machina. 

àjustagem (Mach.) — Ajustage. — Adjusting. — Ad- 
justirung^ Monlirung. — AcQào de montar as pe^as da 
machina. 

Ajustamento de pegas, em marceneria (Gonst.) — 
Engraissement. — Adjusttnent. — Strenge Einpassen. 

Ala de um edificio (Arch.) — Aile. — Wing, branche 
aisk. — Flìigd. [Vide : Aza de edificio.] 

Alargamento da bitola (E. AeF.)'--Surécartement 
de la voie. — Amplification of the gauge. — SpurìDeitener- 
tveiterung. — A bitola da linba deve ser alargada nas cur« 
vas de raio inferior a i.OOO metros, e na razào inversa da 
grandeza do raio. Esse alargamento nào passa de 0",030, 
nas curvas de raio minimo. 

Sendo : {, distancia entro eixos (a maior no mate- 
rial qae percorre o trecho de linha considerado) ; p, raio 
exterior das rodas dos vagOes, em metros ; t, maior altura 
do rebordo, em metros ; L =/ + ^^2^ ; R, raio da curva 
em metro ; g, quantidade, em metros, que o eixo do meio 
dos vehiculos de tres eixos, se póde deslocar ; para todas 
as bitolas, suppondo-se que o jogo de linha em alinha- 



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ALAVANCA ALAVANCA DAS PURGAgOES 37 

meato recto é conservado nas curvas, o alargamento deve 
ser pelo menos de : 

L2 









e = 


"8R 


-g 


para carros 


de 3 


eixos. 








E de: 


















c = 


_/r 


2pt 



R 

para carros de 2 eixos. [Vide : Bitola estreita]. 

Debauve manifesla-se sobre este assurapto, pelo se- 
guiate modo : « L'élargissemeat de la voie n'a pas toute 
Timportaace qu'oa lui a quelque fois accordé ; il ne doit 
guère étre adopté que pour les petits rayoas, et, comrae 
les courbes à petit rayoa soot fraochies à petite vitesse, 
son utilitó peul élre cootestée méme dans ce cas. 

« Du reste, daas les courbes, la voie tend naturelle- 
meat à s'elargir inseosiblemeat ; oo a méme cherché ea 
certaias cas à combattre cet effet en contre-butant les tra- 
verses par exemple au moyea de pieux ; il ae semble pas 
que ces prócautioas soieat nécessaires ; des traverses biea 
bourrées et separées du talus par une largeur suffìsaate 
de ballast ae bougent pas. » 

Alavanca (Tech.) — Levier. — Lever. — 'Hebel. 

Alavanca da valvola de seguranga (Locora.) — ie- 
vier de soupape du siìreté. — Safety valve lever. — Hebel des 
Sicherheilsventils. — Pe^a de ferro que actùa sobre a val- 
vula, fazendo coro que està supporte a pressào da caWeira, 
calculada previameate. [Vide : Caldeira]. 

Alavanca das purgagoes (Locom.) — Levier de$ ro- 
binets purgeurs, levier des soupapes de purge. — Bhw off 
lever, bU^w-thraugh-valve-handle . — Ausbl(W)entilgriff. — 
Barra de ferro com que o machiaista abre as toraeiras de 
purgagao dos cyliadros. 



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58 AIAVAMGADEGOTOYELLO- 



•AIAVANGA DE MANOBRA 



Alavanca de cotoYello (Tech.) — Levier eaudé. — 
Bent kver, angle lever. — Winkdhebd, Kniehéd. 

Alavanca de dìstribuigSo (Locom.) — Levier de d%$- 
tribution. — Starging4ever, distributing-lever. — Steuerun- 
gshebd. [Vide : Alavanca de marcha], 

Alavanca de manobra da agnlha (E. de F.) — Levier 
de man(Buvre. — Switch-lever. — Ausweichhebd, Weichen^ 




Fig. 6 — AlftTuiOA de manobra. ~ Linlia ab«rta. 

hebd. — Para cada jogo de agulhas ha urna alavanca. — 
A alavanca quando gyra com o contrapezo G, desloca ao 




Fig. 6 a — AUTanoa de manobra. — Linba fecbada. 

mesmo tempo as agulhas e o sìgnal L, e abre ou fecha a 
jmha, conforme iudicam as figuras. Os trilhos eslSo r^re- 



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AIAYANGA DE MARGHÀ 



sentados por SS, as agulhas por kz e.o tirante de tran»- 
missào por $m. À poDta m do tirante fica sob o trilho e 
ìmpede o levaDlameolo das agulhas, quando o trem ter- 
miDa a passagem. -^ tirante articula-se cono a alavanca. 
O signal L durante o dia é urna tabolela e à noite urna 
lanterna. Os americanos, em suas estradas de ferro, fazem 
multo uso de alavaocas de manobras onde o centra pezo 
é substituìdo por fortes molas de ago. Gonvém ter a ala- 
vanca presa por meio de cadeado, quando se deseja con- 
servar aberta a linha principal. 

Alavanca de marcha (Locom.) — Leoier de mise en 
traiti. — Starting lever. — Ankishebd. — Pe^a com que o 




6 — ÀUTftnca de mardift. 

A, ttlsTSAM de niArelia; a, pino de roUflo d» elsTanca, fixsdo ao estrado F; D, rapporte 
do eeetor X ; b, ponto de rotarlo de barre da nareha B ; «, pnnlio da alaTanca, en 
q;ae ee apoia o lingnete C por neio do cebo d, qne comprime a mola e. 



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40 ALAVANCA DE BIUDANgA ALBURNO DAS ARVORES 

machìnista dirige o movimento da locomotiva para frente 
oa para traz, e gradua a expansào. Existem locomolivas 
em gue a mudanca de marcha se faz por meio de parafuso; 
e outras, onde ha o parafuso combinado com a alavanca. 

àlavanca de mudanga de marcha (Log.) — Levier 
de changement de marche^ levier de renversement. — Link- 
lever, reversing-gear, reversing-handles — Umsteuerungshe- 
bel, Hebel zum Umkehren der Bewegung. — [Vide ; Ala- 
vanca de marcha.] 

Alavanca do apito [Locotn.)— Levier du sifflel d^alarme. 

— Whislle lever. — Hebel der Alarmpfeife, — Destinada a 
abrir a valvula do apìto. E' feita de ferro balido. 

Alavanca do escapamento (Locotn.)— Levier de rechap- 
pemenl. — Blast-lever. — Àusblasehebel — Encontra-se nas 
locomotivas america nas, coUocada na tolda. E' destinada 
a mover a valvula do escapamento. Construida com ferro 
batido. 

Alavanca do excentrico (Mach.) — Levier de l'excen- 
trique. — Gab4ever. — Excenterhebel. 

Alavanca do freio (E. de F.) — Levier du frein. — 
Brake lever, — Bremshebel. — A que serve para manobrar 
OS freios. 

Alavanca do regulador (Locom.) — Levier du régula- 
teur. — Regvlator lever, slandard-lsver. — Regtdirhebel. 

— Barra de ferro com que o machinista move a baste do 
regulador, para abrir ou fechar a valvula do mesmo. 

Alavancas de prova das bombas (Locom.) — Leviers 
d'essai des pompes. — Pel cock levers. — Hebel des Probe- 
hahns der Pumpe. — Destinadas a abrir as lorneiras de 
prova das bombas. Ha diversas na tolda da locomotiva. Sào 
de ferro batido. 

Alburno das arvores (Tech.) — Aubier. — Sap-wood. 

— Splint. — Nào presta para trabalhos de construcgSo. 



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ALCATRlO AUCATE DE VTORACEIRO 41 

Alcatrao (Tech.) — Goudron. — Tar. — Theer. — 
alcatrào misturado com graxa é multo empregado na pin- 
tura das longarinas e dormentes das pontes. bom al- 
catrào minerai deve possuir as seguintes proprledades : 
Nào conter agua. Ter para densidade 1 a 1,5, em tempe- 
ratura ordinaria. Ser solido na temperatura ordinaria, mas 
susceptivel de estender-se a mào. Nào perder completa- 
mente a elasticidade, quando mergultiado em agua na tem- 
peratura de gelo fundente ; e n'essa condi^ào apresentar 
fractura negra e um tanto brilhante. Fluctuar na agua fer- 
vendo e dar um precipilado de malerias arenosas. Despren- 
der cheiro aromatico, quando exposto ao fogo. Ser soluvel 
no petroleo e na essencia da therenbetina, e nào apresentar 
mais de 7 7. de subslancias terrosas n'essa dissolucào. 

Aldraba (Const.) — Crochet, loquet. — Hook, latch. — 
Klinke, Drwker, 

Alfandega. — Donane. — Cu^mhouse. — ZoUhaus. — 
As estradas de ferro iDtemacionaes tém esta^Oes alfande- 
gadas nas fronteiras. 

Algaravis (Tech.) — Tuyère. — BeUows-pipe. — Duse. 

— Tubo que transmitle o ar do foUes ou do ventilador à 
forja. E' conico e de ferro fundido. 

Algeiroz (Const.) r— Gouttière. — GuUer. — Regen- 
traufe. — Cano que serve para conduzir as aguas pluviaes 
cahidas sobre os telhados. Desce pelas paredes, interna- 
mente ou externamente. 

Alleate (Ferr.) — Pince, alicate. — Piacer, pi^ch. — 
Zange. 

Alicate parainutìlisarbilhetes de passagem (E. de F.) 

— Pince à annuller les bilets. — RaUway tiekets pliers. — 
Billet-Zwickzange. 

Alicate de vidraceiro (Ferr.) — Cavoir, grésoir. — 
Crumbling-iron. — Króseleiseny Fùgeeisen. 



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43 



AUGERGE ALIMENTARIO 



Alicerce (Const.) — Fondement. — Foundation. — 
Grundgemduer, Grundbau^ Fundament. — Rankioe diz qae 
qaalqaer coDstruc^ilo ficaré bero supportada quando salìs- 
fizer i seguiate formula : 



^ \ 1 — sen. a J 



Sendo : P, pressSo por unidade quadrada de superfi- 
cie ; ft, altura excavada para o alicerce ; p. peso da uni- 
dade de volume do terreno que tem de supportar a 
coQstruc^o ; e a, angulo do talude naturai do terreno. 
[Vide : Fundafóe*]. 

A seguinte formula de Rondelet dà o valor da carga 
que um terreno compriroido póde supportar por metro 
quadrado : P=9,5 Gè. Sendo : P, a carga em kgs ; G, o 
peso do baiente do bate*estacas ; e, coefficiente depen- 
dente da altura h da quéda do batente em metros. 



QUADRO DOS VALORES DE e PARA DIFFERENTES VALORGS DE h 



0",82 


11,47 


2- ,60 


82,87 


4- ,87 


,66 


16,20 


2 ,92 


84,84 


6 ,20 


,97 


19,82 


8 ,26 


86,19 


6 ,62 


1 ,80 


22,90 


8 ,67 


87,96 


6 ,86 


1 ,62 


26,69 


8 ,90 


89,68 


6 .17 


1 ,96 


28,02 


4 ,22 


41,26 


6 ,60 


2 ,27 


80.28 


4 ,66 


4230 


7 ,80 



44,80 

46,76 

47,17 . 

48.68 

49.86 

61,16 

66.08 



Alidade (Tech.) — Alidade. -- AUiidade. — Alhidade. 
— Instrumento topographico. 

AlimentagSo (Mach.) — Alimenlation. — Feeding. — 
Speisung. — lotroducgào de agua na caldeira para substi- 
tuir a que foi vaporisada ; e de combustivel, na fornalha. 



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AUMENTAgXO ALDIENTAQIO DAS LOGOMOTIVAS 45 

para manter o fogo em actìvidade. A caldeira deve coDter 
a maìor quantidade possiTel de agoa, evìlando-se, porém, 
que està se projecte com o vapor uo cylindro. macbi- 
Dista deve saber que : 1% A quantidade de vapor proda- 
zlda é tanto maior, quanto mais alto fór o nìvel d'agua. 
2% Quando se alimenta a caldeira, ou se refaz o fogo, as 
diminui(òes de pressào do vapor sSo menos sensiveis. 
3% A agua contida na caldeira é urna reserva de forga mo« 
triz para casos de difficuldade imprevistos. 

Òs reservatorios da liuba podero ser espa^ados, no 
maximum, de 30 icilometros, em planicie, e de 20 kilome- 
tros, em montanhas. tanque de om tender deve sempre 
tornar de cada reservatorìo 5"'. A quantidade d'agua que 
encbe um reservatorìo deve ser fomecida em 12 horas, 
para nao baver durante a noite trabalbo de bombas. As 
bombas sao movidas a brago de bomem, a vapor e por 
meio de moìnbos de vento. Quanto mais alto estiver nm 
reservatorìo, tanto mais ligeiramente sera cbeio o tanque 
do tender. Os reservatorìos sSo ìnstalados ao lado da linba, 
em geral porto das esta^^es. 

AlimentagSo [Apparelbo de — das locomotivas]. — 
S3o indispensaveis a cada caldeira deus apparelbos de ali- 
mentalo completamente independentes um do outro. 
Cada apparelbo deve poder por si so fornecer toda a agua 
necessarìa ao funccionamento da locomotiva. Torna-se 
preciso tambem que um dos apparelbos possa alimentar a 
locomotiva em repouso, para que seja mantido o nigel de- 
sejado na caldeira. Os apparelbos actualmente mais aza- 
dos s9o OS injectores. Outr'ora empregavam-se bombas. As 
locomotivas amerìcanas em geral nSo tèm injectores. 

AlimentsQSo da locomotlYa em marcha — E' feita 
pelo systema Ramsbotlom, que consiste em calbas de foiba 
de ferro, de 0",20 de altura, contendo agua, dispostas em 



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44 



ALDIENTAgXO DA LOCOMOTIVA EM MARGHA 



patamares da estrada, e n'um tubo curvo que do tender 
desco à calha, por simples manobra de contra-peso 




Fig. 7 — Àpparelho Bamsbottom. 



(Fig. 7). Coni a velocidade da machina, a agua sobe pelo 
tubo e despeja-se no tanque do tender. Sondo S, a secgào 
vertical do orificio que desce a calha (seccào reclangular) ; 




Fig. 7 a — Calha de aUmenta^ao da locomotiva em marcha. 

Q, volume d'agua que deve ser tomado, e /, o compri- 
mento da calha, ter-se-ha : 

'-1 



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ALIMENTADOR- 



-AUNHAMENTO RECTO OU TANGENTE 



45 



Ramsbottom dea ao seu apparelho as seguintes con- 
dicSes : Q = 5- e S = 0- 0125 . • J = 400". 

Para que o apparelho fuDccioDe é necessario gue a 
velocidade do trem seja, pelo meaos, Igual a |/^^, sendo 
h altura do vertice do tui}0 acima da calha. systema é 
muito usado nas vias ferreas dos Estados Unidos. 

Alimentador (Macli.) -r- Àppareil (Talimentation. — 
Feeder, feeding-apparatus. — AlimerUator. 

Alimentar (Mach.) — Alimenter. — To feed. — Spei- 
sen, — Encher a caldeira convenientemente ; dar à for- 
nalha o combusti vel necessario. 

Alinhamento (Tech.) — Alignement, ^— Ligne, itrai- 
ghl'line. — Einfluchtungy Abfluchtung. 

Alinhamento recto ou tangente (E. F.) — Aligne- 
meni droit. — Straigt. — Gerade. — [Vide : Tangente.] — 
Nas exploragOes e locaQdes de estradas de ferro, ao està- 
quear-se um alinhamento recto, encoatra-se muitas vezes 
obstaculos, que devem ser vencidos. Supponhamos (Fig. 8) 
que entro B e ha urna casa G,e tem-se de levar o alinha- 
mento atravez da mesma. meio mais facil de resolver o 




Fig. 8 — AlinliimentoB vectos. 



problema é o seguinte : em B levanta-se uma perpendi- 
cular, que mede-se até L ; n'este ponto levanta-se outra e 
mede-se ale N ; de N levanta-se outra, em que mede-se 
uma distancia igual a L B. Tem-se o ponto 0, sobre o qual 
levanta-se a perpendicular OM, para cabir-se na desejada 



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46 AUNHAMENTO RBCTO CU TANGENTE 

dìreccdo BO. Fica conhecido o comprimento de BO, desde 
que tem-se o de LN. 

Resolve-se aìnda o problema deste modo : de B tira-se 
ama linha até D ; e, n'esse ponto tira-se DH, fazendo-se o 
angulo WDH= 2 DBH. Toma-se DH = DB ; e no ponto H, 
tira-se HM, fazendo-se THM = DBH, para ter-se o prolon- 
gamento do alinhamento BO. Si o obstaculo nào permitlir 
tirar-se logo de D a linha DH, traga-se DE, fazendo-se 
WDE = DBH. Cliega-se ao ponto E; e, ahi, faz-se o mesmo 
que se fez no outro caso, quando se chegoa ao ponto D. 
A linha BH = 2DBxcos. DBH. Si fór possivel, resolveu- 
do-se problema, fazer DBH = 60*, ter-se-ha logo BD = 
= DH=BH. 

OuTRO CASO. — Probngar OM até P, havendo entre e 
P um no etc. De M tiram-selinhas para Y e para R; tem-se 
logo angulo YMR. Passa-se para a outra margem e me- 
de-se o comprimento entre Y eR; e, com o transito ar- 
mado em R, toma-se o angulo YRM. Resolve-s o trìangulo 
YRM e tem-se o valor do lado YM e do angulo MYR. Como 
MYP é supplemento de MYR, resolve-se tambem o trìan- 
gulo MYP, pois se conhece o angulo em M, o angulo 
em Y e lado YM. Acha-se o valor de YP ; e determina-se 
no terreno o ponto P, onde irà ter o prolonga mento de OM. 
Para ter-se o comprimento de MP, resolve-se o triangulo 
MPY, desde que se tem o valor do lado YP e os angulos 
em Y e em M. 

OwRO GASO. — Medir o comprimento de um dinhamenlo 
recto atravez de um rio. Prolonga-se J até X ; ahi levan- 
ta-se uma perpendicular XB. De B, visa-se para J e, faz-se 
mesmo angulo, visando-se para A. Tem-se JA=2 JX. 
Nem sempre se póde de B fazer-se visada de igual angulo 
para ambos os lados. Entao, levanta-se a perpendicular 
XB e mede-se o seu comprimento. CoUoca-se o trmsito 



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ALINHAMENTO CURVO OU CURVA - 



-ALMA DO TRILHO 



47 



em B; descreve-se o angolo de 90^ = ABZ ; e marca-se o 
ponto Z ; e, finalmente, mede-se ZX. Sabemos que XB é 
mèdia proporciooal entre ZX e XA ; temos portanto : 



zx:XB::XB:XA:: 



ZX 



Alinhamento curvo ou curva (E. de F.) — Courbe. 
— Curve. — Krùmmung, Kurve, Bogen. — [Vide : Curva]. 

Alinhar a madeira (Ck)nst.) — Aligner ou tringler la 
eharpente. — To line-oul, to strike a line. — Schnùren^ 
absiÀnùren. 

Alizares (Const.) — Chambrarde. — Dresnng, door- 
eoie. — Thùrbehleidung, Thùrverkleidwig, Thureinfassung^ 
Thùrgerùst. — Molduras internas de portas e janellas. 

Alliviar as valvulas (Locom.) — [Vide : Descarregar 
asvdvuku]. 

Alongamento [Resistencia ao — ] 

Sendo : %, aloDgamento por metro ; P, for$a que prò- 
duz alongamento ; Q, sec^So do corpo aloogado ; E, co- 
efficiente de elasticidade. 

Almadotrilho(E.deF.) 
— Ame du rati, tige. — Mid- 
dle web of the raU, — Schie^ 
nensleg. — Parte B do trilho, 
comprehendida entro r. cabe- 
ga C e a sapata A, no typo 
Vignale ; e comprehendida 
entre as cabe(^s, no typo du- 
pla-cabefa. A espessura da 
alma de um triiho, em goral, 
Fig. o^Aima do trsuio. é dada pola seguinte formu- 




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4S ALMAGRE ALMOFAOA 

la: d = 0,113 h. Sendo d, espessura do Irilho eft, al- 
tura. 

Almagre (Tech.) — Ochre rouge. — Red ochre. — Bo- 
ihe Eisenocher. — Terra avermelhada ; emprega-se na pin- 
tura de ediflcios, etc. 

Almanjarra (Mach.) — Manège. — Course of a horse 
gin, gin-race. — Rennbahn eines Peferde-Gópels. 

Almofada (Arch.) — Bossage. — Bossage. — Bossen- 
werk, Rauhgemàuer. — PorQào de alvenaria ou canlaria, 
mais ou menos rectangular, em saliencia no paramento 
de urna parede. 

Almofada rustica (Arcb.) — Bo$mge rustique. — Rustie- 
work. — Bàurische Werk, Opus rusticum, — A que é feita 
de pedra rugosa ou de alvenaria sem sor alisada. 

Almofada (E. de F.) — Coussinet. — Chair, shoe, socket, 
saddle, — Schienensluhl, Stufd. — Pega de ferro fundido C, 
que assenta sobre o dormente (Fig. 10) e recebe o trilho du- 




Fi;. 10 — Almofad». 



pla-cabeQa B na cavidade para esse firn preparada. tri- 
lho é fl&ado por uma cunha A de madeira. A almofada 
prende-se ao dormente por meio de cavilhas. — [Vide: 
Barberot]. 



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ALMOFAB A DE GORAgìO ^ ALTITUDE 49 

Almofada de corag5o (E. de F.) — Coussin et de crois- 
sement. — Crossing-chair. — Kreuzungsslvhl. 

Almofada de junta (E. de F.)—Comsinet à joird, 
coussinet d^assemblage. — Joint-chair, — Verbindungsstuhl. 

Almofada dupla (E. de F.) — Doubk' coussinet. — 
Doublé chair. — DoppehltM. 

Almofada para agulhas (E. de F.) — Coussinet de 
tcdon, coussinet pour changement. — Jaw-chair. — Dre- 
hstuhl, Gelenkstuhl. 

Almofada tala de junta (E. de F.) — Coussinet eclisse. 

— Fish'chair. — Stuhllasche. 

Almofada de porta (Const.) — Panneau de porte. — 
Pannd. — Thùr-Fiiilung, Thiir-Feed. — Ha portas de daas, 
de quatro, de seis e de mais almofadas. 

Almotolìa (Tech.) — Burette. — OU-can. — Oelcanne, 
Schmiercanne. — Utensilio onde se guarda o azeite destinado 
a lubrificaQSo. No tender da locomotiva em marcba deve 
sempre haver urna ou duas alnootolias com azeite. 

Alpendre (Arch) — Auvent. — Penlhouse, Pentice. 

— Vordach, Wetterdach. — As pequenas estagOes de es- 
tradas de ferro e os abrigos tém as plataformas de em- 
barque resguardadas por alpeodres. Nas grandes estagOes 
as plataformas acham-se dentro dos ediQcios. Os armazens 
de carga tambem devem ter alpendres lateraes. 

Alteamento da linha (E. de F.) — Operagào praticada 
quando na via permanente existem baixas que disnivelam 
OS trilhos e prejudicam a marcba dos trens, prooUzindo 
solavancos e mesmo descarrilhamentos. Alleia-se a linba, 
levantando-se os dormentes por meio de alavanca e 
calcando-os com terra nas extremidades, atè que os 
trilhos tomem conveniente posi^ào. 

Altitude (Tech.) — Altitude. — Altitude — Hóhe uber 
dem Meeresspiegel. — Altura acima do nivel do mar, 

Diccionario 



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50 



ALTITUDES 



Àltitades notftTeis attingidas por estradas de ferro 

Metrot 

Estrada de ferro de Calhào a Oroya 4778 

„ „ ^ Arequipa ao lago Titicaca 4470 

„ „ Cerro de Pasco (Perù) 4881 

M n Yera-Cniz ao Mexico 2460 

E. F. do Pacifico ( garganta de Sherman 2440 

Estados-Unidos ( tunnel de Sierra Nevada 2147 

Estrada de ferro do Monte Genia (antigo systema Fell) 2125 

„ » de Verona a Innsbmcke 1367 

Tunnel do Canada (passagem do Gnadarrona) 1860 

„ grande do Monte Cenis (no moio) 1295 

Estrada de ferro de Tranzenfeste a Licnz 1200 

„ „ Central do Brazil 1179 

„ „ àe Marat a Aorillac 1152 

Tunnel de S. Gothardo 1135 

Estrada de ferro de Madrid a Sarragosa 1 119 

Qreat Western da Nova Galles do Sul 1115 

Estrada de ferro Eio e Minas (Brazil) 1098 

„ „ Cantagallo (Brazil) 1080,6 

„ „ Neufchatel a Lode (tunnel de Logos) 1048 

„ „ AUais a Brioude 1029 

M » Madrasta (linha Bengalen) 1015 

„ „ Paranaguà a Curityba (Brazil) 1010 

„ ^ Santander a Alar del Bey 984 

„ „ ào Caucaso 970 

„ „ àe Marselha a Grap. 966 

„ „ Mouchard a Neufchatel 940 

Tunnel de Semring 888 

Estrada de ferro Principe do Grilo-Parà (Brazil) 865 

„ „ de Berna a Lucerna ..• 855 

„ j, Santigo a Yalparaiso 805 

„ • „ SantoB a Jundiaby (Brazil) 800,8 

„ „ Baltimore a Ohio (AUegbanys) 800 

„ „ S. Paulo e Bio de Janeiro (Brazil) 774 

„ » do Corcovado (Brazil) 670 

„ „ de EorahachaS. Gallen 675 

„ „ Florenga a Bolonha 607 

» „ Genova a Alexandria 400 

„ „ Turim a Genova 861 

„ „ Baturitó (Brazil) 208 



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ALTURA DO INSTRUMENTO ALYENARIA ORDINARIA 51 

Altura do instrumento [em nivelamento] (Tech.) — 
Pian de niveau. — Hight-level. — Niveaiàòhe, Hóhe des 
InstrumerUe$. — Altura do terreno, no ponto em qae se 
comeoa urna serie de visadas, mais a do plano que passa 
pelo reticulo horizootal do nivel. 

Alvaiade (Tech.) — Ceruse. — White lead. — Bfei- 
ìceiss, — Carbonato de chumbo. Muito empregada oa pia- 
tara. 

Alvenarìa (Const.) — Magonnerie. — Masonry. — 
Mauerwerk, Genàuer. — Trabalho de pedra naturai ou 
arliQcial, com argamassa ou sem argamassa. 

Technologia das alvenarias. — Almofada. Amarra- 
gào das pedras. Argamassa. Concreto. Criagào. Embasa- 
mento. Embolo. Piada. Fiada ao correr. Fiada de tigào. 
Forra. Junta. Lage. Lajota. Meio ticào. Pedra. Pedra de 
enchimento. Perpiano. Quebrar ou amarrar juntas. Re- 
boco. Rejuntamento. Resalto. Respaldo. Sapata. Talude, 
sulamento, libagào. Tijolo. Taipa. Tomar as juntas. [Vide 
estas palavras. ] 

Alvenarias. — Especificagóes para as empreitadas de 
construcgào das estradas de ferro do Estado : 

Alvenaria ordinaru com argamassa. — Està alvena- 
ria sera feita com pedras duras e apropriadas, de tama- 
nhos irregulares, nao se admitlindo, porém, exceplo para 
obras de pequenas dimensóes, para cal^os, pedras de vo- 
lume inferior a tres centesimos de metro cubico e cuja 
grossura seja menor que 0",15. 

As pedras redondas e seixos rolados em nenhum caso 
serào admiltidos ; assim tambem nSo se permittirà o em- 
prego de enchimento de pedra miuda, vulgarmente dono- 
minada criofào, nem o emprego de pedras com crostas ou 
oulras partes em decomposigSo, devendo as pedras ser 
limpas e sàs. 



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SSS ALVE^RIA DE FEDRA SEGGA 

As pedras serào desgalhadas e cortadas a martello, se- 
gundo a feìgào apropriada, oa occasiào do assentamento. 
Os leitos serào loscamente feitos a martello de modo a 
^presentarem faces planas para o assentamento. Depois de 
molhadas as pedras, serào assentadas em banho de ar- 
gamassa e ahi comprimidas com malho de madeira, fa- 
zeodo refluir a argamassa pelos lados, até tomarem uma 
posì^ao» sendo em seguida calgadas com lascas de pedra 
dura, de fórma e dimensdes adequadas. A obra sera mas- 
sica, sem i^asio ou intersticio algum. 

Quando fór exigido, a alvenaria ordinaria sera exe- 
cotada por camadas respaldadas horizontalmente. 

As juntas lateraes de pedras superpostas deverào ser 
convenientemente desencontradas, a juizo dos engenhei- 
ros, e entre as pedras assentadas de tigào ou travadouros 
em quantidade tal que representem pelos menos a quarta 
parte da area exterior da camada. Sempre que fór possi- 
vel, OS travadonros atra vessarlo a espessura do muro, de- 
vendo elles ter ordinariamente, para comprimente tres a 
cinco vezes a altura. 

Para compor o paramento escolher-se-hSo as melhores 
pedras, as quaes serao empregadas por maneira a evitar 
calcos apparentes, bem corno desigualdades pronunciadas 
ou defeituosas no paramento. 

Argamassa, composta de dous volumes de cai e tres 
de areia. 

Paoa cada metro cubico d'essa alvenaria se empre- 
garào 32 cenlesimos de argamassa, e 68 centesimos de 
pedra. 

Alvenaria db pedra segga. — Està alvenaria sera con- 
struida nas mesmas condigOes que a precedente, com a 
unica differenza de nao levar argamassa, devendo, por- 
tanto^ ser feita com o cuidado que està circumstancia 



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ALVENÀIOA DE APPARELHO SS 

exige. Em cada metro cubico d'essa alvenaria empregar- 
se-hào 68 centesimos (0",68) de pedra. 

Alvenaria de apparelho. — Està alvenaria sera feita 
com pedras de fórma rectangular faceadas a martello cor- 
tante ou a picào nos leitos e juntas lateraes, sendo assentos 
por fiadas de altura de iO a 30 centimetros. A face appa* 
rente sera regularmente apparelhada. traballio de lavra- 
gem sera tal que os leitos e juntas lateraes fiquem sen- 
sivelmente planos e pelo seu contacto no assentamento das 
pedras, nào produzam juntas maiores do que 42 milli- 
metros. 

A altura de cada pedra sera sensivelmente ìgual à da 
fiada de que fizer parte, sua largura nSo sera inferior à 
altura, e seu comprimente sera de duas a ciuco vezes essa 
altura, conforme a natureza da pedra, nào se admittindo, 
comtudo, pedra alguma de volume inferior a tres cente- 
simos do metro cubico. 

As pedras serào assentadas em fiadas geralmente hori- 
zontaes, salvo iodica^ào em contrario no desenho de cada 
obra. Quando em paredes guarnecidas por cunbaes ou por 
pilares de cantarla, a altura das fiadas de alvenaria sera 
regulada pelas fiadas da cantarla connexa, de modo a 
acertar as juntas horizontaes com as d'estas, podendo, en- 
tretanto, subdividirem-se as fiadas de alvenaria, conforme 
a altura reguladora, emMuas ou mais fiadas sensivelmente 
iguaes entro entro si. Fora d'isso, as fiadas poderào ter 
alturas indeterminadas e differentes urna das outrasfcom- 
taoto que a de maior altora fique na parte inferior succe- 
deodo-se as outras em ordem decrescente de baixo para 
cima. 

Nas paredes de paramento inclinado os leitos das fia- 
das serào horizontaes ou normaes a esse paramento, se- 
gando fór exigido. 



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H ALVENARIA DE APPARELHO 

As juDtas lateraes das pedras ser9o verticaes e sempre 
normaes ao paramento. Às juntas verlicaes de fladas con- 
secutivas serào alternadas e deverào desencontrar-se, pelo 
menos, de distancia ìgual a dous tercos da altura da Qada. 
Entra os melos fios e al ternada mente, empregar-se-hSo 
travadouros em numero tal que apresentem na sua face 
apparente, pelo menos, a quarta parte da àrea da respe- 
ctiva flada. 

Sempre que fór possivel, os travadouros atravessarào 
a espessura do muro, devendo elles ter ordinariamente em 
comprimento tres a cinco vezes a altura. 

Nào tendo a parede mais de um metro de grossura, as 
pedras de travamento transversai abrangerào loda essa 
grossura de um a outro lado. 

Quando està alvenaria fór empregada com revestimento 
de outra de classe inferior, ficarà era bruto a cauda ou parte 
dos travadouros que penetra na alvenaria do interior, e o 
reveslimenlo sera classificado comò alvenaria de appareiho 
tao sómente na espessura formada pelos meios-fios, se- 
gundo fór determinado, e que geralraente sera de 0",30. 

Quando empregada em angulo, deverà cada um apre- 
sentar um tardoz nunca menor de trinta centimetros fora 
da parie apparelhada, afim de bem se fazer a amarracào 
com resto da obra. 

Quando empregada em abobadas, as pedras terào a 
fórma de aduellas, cujos leitos e juntas serào normaes à 
superfeie do intradorso. A largura das fiadas, tomada no 
sentido do arco, sera sensivelmente uniforme, mas se 
houver cantaria nas testas da abobada, aquella largura na 
alvenaria de appareiho ficarà subordinada à das aduellas 
de testa, de modo a formar fiadas continuas. 

grès que fór empregado nesta alvenaria, bem comò 
em qualquer outra e nas cantarias, deverà ser de graos 



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ALVENARU DE TUOLOS 8K 

fioos e homogeneo e offerecer bastante resìstencia, a juizo 
do engenheiro-chefe. 

A alvenarìa de apparelho, fetta com argamassa com- 
posta de dous volumes de cai e tres de areia. 

Para cada metro cubico dessa alvenarìa empregar- 
se-hào 45 centesimos de argamassa e 85 centesimos de 
pedra. 

Alvenarìa dk tijolos. — Os tijolos serào daros, so- 
noros, bem queimados, sem serem vitriflcados, e de fórma 
regulares, arestas vivas» faces planas. 

Cada tijolo lerà vinte e sete centimelros (0",27) de 
comprimenlo, treze centimeiros (O^^IS) de largura e seis 
centimelros (0'",06) de espessura ; podendo, entretanlo, 
corno concessSo, ser admitlidas outras dimeusOes quando o 
engenheiro-chefe nào vir n'isso inconveniente, e corra por 
conta do empreiteiro o augmento de despeza que resultar 
do emprego de tijolos com dimensOes diversas das que 
ficam acima estatuidas e que sào as consideradas nos pro- 
jectos das obras. 

Os tijolos serào bem molhados na occasiSo de seu em- 
prego e serào assentados com regularidade, nào devendo 
as juntas ter mais de um centimetro. No assentamento de 
cada uma fiada de tijolos serào elles dispostos em meios- 
flos e tiQdes que deverào altenar-se sobre duas Qadas con- 
secutivas, de conformidade com o systema de amarragào 
que fór prescripto pelos engenheiros e segundo o qual as 
juntas lateraes dos tijolos serào regularmente collQcados, 
devendo assentarem*se em linhas verticaes descontinuas. 
Na construc^ào de abobadas empregar-se-ha tambem a 
disposìQào em anneis concentricos, compostos sómente de 
meios-fios, quando assim fór delerminado, sendo sempre 
as juntas, segundo a espessura da abobada, perfeitamente 
normaes à superflcie do intradorso. 



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se ALVENARIA DE TUGLOS ALVENARIA DAS ABOBABAS 

As paredes feitas com està alvenaria nào serSo em 
geral rebocadas, e nas suas faces de paramento os tijolos 
apresentarào a combina^ào cbamada cruciforme, sendo, 
porém, coUocados sempre a ticào no interior das mesmas 



Para cada metro cubico de alvenaria de tijolo empre- 
gar-se-hao 85 cenlesimos de tijolos e 15 centesimos de ar- 
gamassa. 

A alvenaria de que se trata sera feìta com argamassa 
composta de dous volumes de cai e tres de areia. 

Alvenaria de lajóes. — Està alvenaria sere cons- 
truida com lages depedra bem dura e sem argamassa, ex- 
cepto quando pelas juntas puder passar terra ouagua. 

Nestecaso, serào as mesmas juntas tomadas com pedras 
miudas e argamassa de dous de cai e tres de areia, nSo se 
pagando por isso prego algum snpplementar. 

Està alvenaria sera em geral empregada em capas e 
calgadas de boeiros, tendo os lajOes as dimensOes marcadas 
pelos engenheiros. 

Quando o engenheiro-chefe ordenar, sera està alve- 
naria empregada em qualquer nutra obra, e nesso caso o 
volume minimo dos lajdes sera de 25 centesimos de metro 
cubico, ficando estabelecido que para cada metro cubico 
de semelbante alvenaria empregar-se-hào 85 centesimos 
de pedra e 15 centesimos de argamassa. 

Al?enarìas [Pesos de um metro cubico] : 

^Tenaria de tijolos 1.582 a 1.627 kgs. 

AlYonarìa de pedra (calcarea, 

granito e gneiss) 2.400 a 2.460 kgs. 

Alvenaria de grès 2.000 a 2.100 kgs. 

AlTenaria das abobadas (Gonst.) — Magomierie des 
voùtes, — VanUing-masonry. — Gewólbmauerwerk. — Deve 
ser executada com todo o cuidado. 



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ÀLVENARIÀ TOSCA AMARRAQÌO DAS PEDRAS 



57 



AlTenaria tosca, grosseira (Const.) — Hourdage. — 
Rubble-work, rubble-walling, rough-waUing. — Fdàstein- 
mauerwerk. Rohmaìierwerk. 

AlTenaria de tijolos (Const.) — Ma^onnerie en bri' 
ques. — Brick-work, brick-masonry. — Backsteinmauertoerk, 
Ziegdmauerwerk. 

Alvenaria ordinaria (Const.) — Ma^onnerie enmoél' 
lons bruU. — Rubble-work. -^ Fddsteinmauerwerk. Gewó- 
hnliches (rohes) BruchsteinmauenoerL 

Alvenaria de enchimento (Const.) — Magonnerie de 
rempli$$ag ^ — Filling masonry. — FiUlmauerwerk. 

AlTenaria de cantaria (Const.) — Magonnerie enpierre 
de taille. — Free-stone^masonry, free-masonry, astder-stone- 
wùrk. — O^M^ermauerwerk, HausteinmauerwerL 

AlTenaria de apparelho irregular (Const.) — Magon-- 
nerie en moéllon bloqué. — Quarry-tione-work. — Brucks- 
teinmauerwerk, Hackdsteinmauerwerk. 

Alveo de rio (Tech.) — Lit de rivière. — River-bed. — 
FlussbeU. — A velocidade dos rios depende muilo da natu- 
reza dos alveos. E' de grande importancia a seguinle tabella : 



NATDEEZA DO ALVEO 
DO BIO 



YELOCIDADBS EU MBTBOS 
POR 8E6UND0S 



Na saper- 
floie 



Mèdia 



No ftmdo 



Lama 

Barro 

Saibro 

Pedras schistosas 
Bocha dora 



0,16 
0,30 
1,22 
2,76 
4,27 



0,11 
0,23 
0,96 
2,27 



0,08 
0,16 
0,70 
1,82 
1,67 



Amarragio das pedras (Const.) — Liaison des pierres. 
— Stone bond. — Verband. — Modo pelo qual nas canta- 
rias e alvenarìas as pedras se prendem entro si. 



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SS8 AMARRAgiO DÀS PEDRAS Eai CRUZ ANDAIME 

AmarragSo das pedras, em cruz (Gonst.) — Liaison 
croisée. — Cross-bond. — Kreuzverband. 

Amarrar as juntas nas alvenarias (Ck)nst.) — Croiser 
les joints. — To toth the joinls. — Slossverband. 

Amarrar [as pedras, nas alvenarias] (Const.) — Liai- 
sonner. — To lay in good bond, to bond in. — Verband- 
màssigvermauern, einbinden. 

Amassar a argamassa (Const.) — Corroyer le mortier 
— To work the mortar, to temper. — Einmachen, anma- 
chen den Mòrtd. 

Ameias [empregadas em ornamentagào de pontes, 
edificios, etc] (Arch.) — Créneau. — Crennel. — Zinne, 

Amolar (Tech.) — Aiguiser^ affiler. — To sharpen, to 
grind, to edge, to whet. — Schleifen, wetzen, schàrfen. 

Amortizagio do capital (Adm.) — Amortisnement da 
capital. — Amortizement ofthc capital. — Amorlisazion den 
Capitali. 

Ancinho (Ferr.) — Ràleau. ~ Rake. — Harke. — 
Ferramenta enipregada pelos trabalhadores dos alerros, 
para espalhar a terra convenientemente. 

Andaime (Const.) — Echafaudage. — Scaffold, stayk- 
fald. — BaU'Gerust, Biihne. — Os andaimes devem ser er- 
guidos com loda a seguranca. Sào formados de pàos de 
prumo, travessas e laboas. Em geral os pàos sào amar- 
rados com cordas ou cipós fortes. Nos muros de alvenaria 
ba agulheiros, onde penetram os péos horizontaes que sus- 
tentan^astaboas. Consolìdam-se os andaimes por meio de 
diagonaes de madeira. Conforme a obra a execntar, o 
engenheiro planeja o conveniente andaime. As madeiras 
empregadas devem apresentar a necessaria resistencia, 
bem comò as cordas e os outros meios de amarragào. 

Andaime [Levantar um — ] (Const.) — Échafauder. — 
To scaffold^ to stage. — Rusten, berùsten. 



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AIO) AME VOLANTE ANEROIDE 59 

Andaime volante (Const.) — Echafaudage volani.— 
Flying scaffold. — Schewebende Germi, fliegende Gerust, Hdn 
gegerùst. 

Andar (Const.) — Étage. — Slory, stage. — Stokwerk, 
Ge$chos8. — N'um edificio, é o conjunclo de comparli- 
menlos sìtuados n'um mesmo plano. 

Andar terreo (Are.) — Rez de chamsée. — Ground floor 
^evcl of the slreet. — Erdgeschoss, Geschossim Strasseuni- 
veau. — que assenta directamente sobre o solo. 

Anemometro (Techn.) — Anémomèlre. — Anemome- 
ter^ Windrgage. — Windmesser, Anemometer. — Apparelho 
destioado a medir a intensi dade do vento. 

Aneroide (Techn.) — Aneroide. — Aneroide. — Me- 
tallbarometer , Aneroid. — Barometro portatil, muitissimo 
empregado nos nivelamentos executados em trabalhos pre- 
liminares de estradas de ferro. CompOe-se de urna caixa 
metallica completamente vasia, tendo a face poslerior 
delgada e elastica. Segundo a variagào da pressào atmos- 
pherica, està face écomprimida e transmitle movimento a 
um ponteiro existenle no quadrante da face opposta. [Vide: 
Reconhedmenlo], 

Condigóes que se denem observar na escolha de um ane- 
roide. general EUis, a este respeito, publicou, em 
nm numero do Van Noslrand^s Electric Engineering Ma- 
gazine^ o seguinle : — Deve dar-se preferencia aos ane- 
roides de caixa de latào, si desejar-se que sejara bas- 
tantes exaclos em suas indica^òes. A placa a ($ae està 
preso mecbanismo deve ser do mesmo metal da caixa, 
para nào ser diversa a dilaia^So, o que dà logar a erros. 
mostrador deve ter as divisOes gravadas; sendo es- 
taropadas, o instrumento nào merece confianca ; e deve 
ser de electro-plale, e nào revestido de qualquer metal. 
iudicador deve ser fino e delìcado e estar sempre ligado 



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60 ÀNGULO DE ATTfUTO ANGULO m INTERSEGglO 

ao mostrador. ponteiro d3o convém ser preso ao centro 
do instrumeDto, para marcar as posicOes do indicador, e 
sim à peripheria. mostrador torà o numero preciso de 
poUegadas ou de subdivisdes de outra especie de unidade, 
por exemplo, millimetros. engenheìro deve preferir am 
aneroide que tenha de 6 a 10 poUegadas (130 a 250 mil- 
limetros). Tres quartos de circumferencia poderào estar 
preparados de modo a fornecer leituras precisas. Nos an&- 
TO%de$ de algibeira devem ser preferidos os de maiores di- 
lùensòes. Às dimensOes convenientes sào : 2 poUegadas a 
2 e V4 ('^0 a 56 millimetros). Quando mostrador ti ver 
alguma escala àepéson de metros, deve estar graduada de 
accòrdo com alguma formula corrente. aneroide deve 
ter uma caixa para que caler da mSo nào desarranje 
durante as observa^Oes. Sera bom que aneroide leoha 
um thermometro no mostrador» além da escala, e disposto 
de tal fórma que nào ^embarace de modo algum movi 
mento do indicador 

Angulo de attrito (Tech.) — Angle de froUement. — 
Fridion angle. — ReibungsmnkeU Ruhewinkel. — For- 
mado pela reaccào mutua de dois corpos em contacto e a 
normal commum és superflcies apparentes de contacto. 
Coefflciente de attrito é a tangente trignometrica do an- 
gulo de attrito. 

Angulo de avango (Locom.) — Avance angrdaire. — 
Angle ofadvance. — Vorlaufwinkel. — Angulo do excen- 
Irico, qge determina avango. — [Vide : Avango angrAar]. 

Angulo de deflezSo (Tech.) — Angle de défkxion, — 
Angleo fdeflexion. — Deflexionsunnkel. — [Vide : Exploragào 
e locagào]. 

Angulo de intersecgao (Tech.) — Angle de inierse" 
dùm. — Angle of infersection. — Schneidewinkelj Inlerseo- 
donminkeL 



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ANGULO DE REPOUSO ANTA 61 

Angolo de repouso (Tech.) — Angle de repos. — An- 
gle of repose. — Ruhewinkel, Rastwinkel. — [Vide : Taltide]. 

Angulo de ruptura (Tech.) — Angle de rupture. — 
Angle of (radure. — Reisswinkel, Abreisswinkel. 

Angulo de torsSo (Tech.) — Angle de torsion. — Anr 
gle fior Sion. — Torsionswinkel. 

Angulo de tracgSo (Tech.) — Angle de traction. — 
Angle oftr action. — Zugwinkel. 

Angulo do madeiramento do telhado (Const.) — 
Angle du comble. — Angle of roof. — Dachwinhely Grat- 
winkel. — Varia conforme a especie de coberlura ado- 
ptada. 

Angulos economicos [Pontes americanas]. — Para 
delerminar-se o minimum de melai necessario a urna 
ponte, encontram-se na obra Le$ ponts de VAm^rique^ de 
Gomolli, dados ìmporlantes, do capitulo relativo aos an- 
gulos economicos formados pelos tirantes. 

Annel da chaminé (Locom.) — Evasem>ent de la cha-^ 
mine. — Spoul. — Circulo de cobre que assenta na extre- 
midade superior das chaminés de algumas locomotivas. 

Annel de nm volante (Mach.) — Anneau d'un volani. 

— Rim, ring. — Schwungring. 

Annel ou coUar do ezcentrico (Mach.) — Bague, 
collier de Vexcenlrique, bande d'excenirique. — Hoop^ strap 
ofthe excentric. — Excenlrik-Ring. — Pe^a circolar de ferro 
qne abraca o excentrìco e prende-se à barra do mesmo. 

Annoso (Const.) — Annexe. — Annex, additiona?buiU 
ding, outrhou^e. — Anbau, Anwurf. — Edificio secunda- 
rio, dependente de um oulro edificio principal. 

Annuidade (Adm.) — Annuite. — Annuity. — Jahres^ 
zahlung^ Leibrente. 

Anta (Const.) — Ante, — Ante. — Ante, Echwandpfeiler. 

— Pilastra collocada em angolo de parede. 



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AME-PARO CANTRA A NEVE APITAR 



Ante*paro contra a neve (E. de F.) — Écran para-- 
neige. — Snow-shelter^ snow-fence. — Schneewand, Schu- 
tzioandgegm y Schneelreiben , Schneedamm. — Usado nas 
estradas de ferro dos paizes em que ha ioveroos rigo- 
rosos. 

Ante-projecto (E. de F.) — ÀmnUproject. — Before 
project. — Vorproject. — Desenhos, planlas, perfis, dados 
technicos e estatisticos, constituindo projecto provisorio, 
que acompanbam o pedido de concessào de urna via- 
ferrea. 

Anteseptico (Tech.) — ArUiseptique. — Antiseptic. — 
Fàìjdnisswidnge Miltel. — Os anteseplicos mais usados na 
conservagao de dormenles sào ; — Creosoto, sulfato de 
cobre, bi-chlorureto de mercurio e chlorureto de zinco. 

Anthracito (Tech.) -- Anthracite. — Anthracile^ blind- 
coal. — Anthrazit, Kohlenblende , harzlose Steinkohle, — 
Especie de carvào de pedra, de forte densidade e difficil 
combuslào. Desenvolve muito calorico, e demanda ven- 
tilagào adiva. Tem para peso especiflco 4,4 e 1,6. Possue 
0,90 de carbone. Muito applicado em forjas e fomos. 

Apagar a cai (Const.) — Èeindre la chaux. — To 
slack lime, to slake. — Den Kalk lòschen. — Impregnar a cai 
viva com certa quantidade de agua, de modo que de pò 
fique reduzida a pasta propria para o fabrico da argamassa. 

Apara de madeira cu caTaco (Const.) — Copeau. — 
Chipy shaving. — Spari. 

Aipertar os freios (E. de F.) — Server les freins. — 
To shul the brakes. — Bremsen anzienhen. — Manobrar os 
freios de modo que os cepos ou sapatas, altritando as rodas 
das locomotìvas e dos carros, facam o trem parar ou dimi- 
nuir a marcha. 

Apitar (E. de F.) — Siffler. — To pipe, to whislle. — 
Pfeifen, rufen. — A locomotiva deve apitar na partida, ou 



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APITO APPÀRELHAR AS PEDRAS 63 

quando quizer avisar alguem que esteja aa lioha oa es- 
pantar algum animai, ou quando fór necessario apertar ou 
soliar OS freios do (rem, e quando se approximar de urna 
esta^ào, de urna curva, de um córte longo, etc. 

Apito (Locom.) — Sifflet (Talarme, sifflel à vapeur. — 
Steam-whistle. — Dampfpfeife. — Apparelho com que o 
roachinista faz signaes accusticos. Està coUocado sobre a 
camara do vapor, e tem urna alavanca que vae dar à 
tolda. E' manobrado pelo macbinista. 

Apito [sìgnal] (E. de F.) — Coup de sifflet. — Steam- 
whistle signaL — Pfeifensignal. — Sibilo produzido pelo 
apito da locomotiva. Tom as seguintes significa^es : Um 
apito prolongado : altengào, quando o trem està em mar- 
cila ; partida, quando estacionado. Dom apitos curtos e se' 
guidos : apertar freios. Um apito breve : soltar freios. 
Muitos apitos curtos e repetidos : alarme, perigo na linha. 
Apitos prolongados e repetidos : pedido de machina. 

Aplainar a madeira (Consl.) — Raboler le bois. — To 
piane wood. — Hobeln, abhobeln. 

Apontador (Adm.) — Pointeur. — Tims keeper. — 
Bauschreiber. — Empregado das officinas ou das obras em 
construcoào, que verifica a presenta do pessoal. 

Apontar (Adm.) — Pointer. — To take the mm's tims. 
— Anschreiben. Tomar o ponto dos trabalhadores, etc. 

Aposentadoria (Adm.) — Governo Pro visorio dos 
E. U. do Brazil concedeu direito de aposentadoria a todos 
OS empregados de estradas de ferro do Estado. Sào^con- 
di^s indispensaveis para obter aposentadoria : i% trinta 
annos de servigo effectivo ; 2% absolula incapacidade phy- 
sica ou moral para continuar no exercicio do emprego. 

Apparelhar as pedras (Const.) — AppareUler les pier- 
res. — To mark-out stones. — Steine verreissen und far 
die Versetzung behauen. 



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64 AI^ARELHO AI^ARELHO MOTtHl 

Apparelho (Locom.) — Àppareil, — Apparatus. — Ap- 
parai, Zurù9tung. — Conj aneto de pe^as indispensa veis ao 
funcclona mento de qualquer orgào da locomotiva. 

Apparelho da ezpans9o (Mach.) — Àppareil de la de- 
tenie. — Expansion-gear. — Expamionsvorrichtung. 

Apparelho da gaveta (Mach.) — Àppareil du tiroir. 
— Slide valve gearing. — Schiebermechanismus. — [Vide : 
Gaveta], 

Apparelho de alimentaQ3o (Mach.) — Àppareil ali- 
mentaire. — Feeding apparatus, feed-apparatus. — Speise- 
Apparat, FuU-Apparat, Waiserzuleitung. — [Vide: Bomba 
e injector], 

Apparelho de Stephenson (Mach.) — Coulisse de Sle- 
phenson. — Doublé eccenlric, linkmotion, Stephmson's link^ 
motion. — Stephenson' sche Coultssenstencrung, stephenson^ sche 
Coulisse, Stephenson' sche Steuerrahmen. — [Vide : Corre- 
diga]. 

Apparelho de tracg3o (E. de F.) — Àppareil de tra- 
clion. — Tradive-apparatus. — Zugapparat. — Cada carro 
OQ vagSo tem na fronte e atraz um apparelho de traendo 
elastico, qae evita os solavancos produzidos pelos bruscos 
puchòes das correntes de engate e attenua os choques, tao 
preiudiciaes ao material rodante. apparelho compOe-se 
de hastes de trac^ào manidas de para-choques, de molas 
e de correntes de seguranca ou tendores. 

Apparelho motor (Mach.) — AppareU moteur. — Mo- 
ving apparatus. — Triebwerk. — Conjuncto de pecas que 
actùam sobre as rodas motrizes e produzem o movimento 
da locomotiva. Consta do seguinte : cylindro e embolo ; 
orgàos de transformagào do movimento de vae e vem do 
embolo em movimento circular das rodas ; distribaicdOi 
que faz passar o vapor alternativamente sobre as duas 
faces do embolo; e apparelho de mudanga de marcha. 



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APPARELHO PARA APANHAR AS BRAZAS AQUAREIXA 65 

Apparelho para apanhar as brazas (Locom.) — Ap- 
pardi pour arréler le$ flammèchet. — Spark-catcher. — 
Punkenfànger. — Especie de peaeira coUocada no alto das 
chaminés. Ha algons apparelhos especiaeSi porém pouco 
Qsados. 

Apparelho para queimar a fumaga (Locom.) — Ap- 
pareil pour bréler la fumèe, fumivore. — Smoke consuming. 
— Rauchverbrenner. — Usado nas ostradas metropolita- 
Das sQblerraneas. 

ApproTagio dos estatutos ( idm.) — Approbation det 
tiatius. — Statuti approbation. — Genehmigung der S(a- 
ttOen. 

Appro¥a$3o dos estudos (E. de F.) — Approbation 
det itudes. — Survey approbation. — Genehmigung der Stu- 
dien. Sem està approvando do governo nào póde ter co- 
meco a construcQào da estrada. 

Aquarella (Tech.) — Aquarelle. — Aquarell, limning, 
water-colour-painting. — Aquarell, Gemàide mit Wasser* 
farben. 



Corea eenreiieleBAes das plantas e desenliofi de estradai 
de ferro, em aquarella 

STerras a escarar. • . Gomma-gatta. 
( Cor de rosa, feita com 
E8pa9oaaterrar...| ^^^.^^ 

Ì Tosca Cor de rosa, feita com carmim. 
Decantaria. VermelhSo vivo de carmim. ^ 

D tii ilo ^ VermelbSo e nankin, e riscos mais carregados 
" ( da mesma cor. 
!Em elevalo. Terra de sienne fraca. 
Em córte.. . . { '^^^^ ^® ■^®'*°® carregada com tra^os 
*" ( de sepia. 
/ Emelera^Eo. Aznl da Prassia, darò. 
Ferrobatilo....Jgjj^^^y^^ ^^ ( A«nl da Prussia, claro com tra^os da 
( '" ( mesma cor forte. 

Dlooionario S 



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66 AQUECEDOR 



Cidades e viUas atraTes- 



i Em elevalo. Azal da Prossia e carmim claro. 
Ferro fQndido...< ^ , . ( Aznl da ProBsia com tra^s da meama 

( .••• ^ ^^^ ^^^ forte. 

i Em eleva^io. Gomma-gutta e carmim. 
Bronze e cobre.< g .^ ( llesma cOr com tra^os de terra de sienne 
f •••• ^ queimada. 

/ Nankin fraco com o tra^ 
Edificios particolares. < forte em baizo e à di- 
( direita. 

EdifldoB pubUcos ... MesmatìnU, mai. torte 
( e tambem os tra^os. 
sadas por estradas ^ pgrte do edifidio qae ( Amarello sobre o fondo 
tem de recaar ( cinsento das caaaa. 
f Parte da via sobre a^ 
qual tem de avanzar > Cor de rosa claro. 
as coDBtrac^es ) 
Terras lavradas. — Gomma-gatta, carmim, um poaoo de nankin. 
Terras bnmidas. — A mesma cOr repassada de acni fraco. 
Vinbas. — Nankin, carmim, sepia, azol da Prossia em pouca qnantidade. 
Prados. — Azol e gomma-gatta, dominando a primeira. 
Florestas e Bosqnes. — Mesmas tintas, predominando a gomma-gatta. 
Pomares. — Verde e amarello entro o dos prados e o das florestas. 
Terras em poosio. — Verde claro com toqaes de amarello e carmim. 
Capoeiras. — Verde e amarello claros. 
Terras incoltas. -— Verde e carmim claros 
Arèas. — Gomma-gatta e carmim. 
Terrenos estereis. — Verde bago, feito de azol, gomma-gatta, sepia e 

nankin, com claros de azal oa do c6r de arda. 
Vazas. — Nankin com nm poaco de carmim e sepia. 
Prados bomidos. — Azal paro e claro sobre a cor dos prados. 
Pantanos — Verde prado para as partes seccas, e azal para as molhadas. 
Lagòas. — Azal e malto poaco nankin. 
Bios, rìbeiros e lagòas. — Azol da Prossia poro. 
Mar. — Azol com om poaco de gomma-gotta. 

Àquecedor [de carros de passageiros]. (Tech.) — 
Chaufferette. — Foot-Warnier, foot stove. — Fusswàrmer, 
Feuerkieke. — Nas estradas de ferro do Brazil, o àquecedor 
nao tem emprego. Goscbler Irata detalbadamente d'este 
assumpto, em sua importante obra sobre estradas de ferro, 
referindo-se às linbas européas. 



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AQUECER ARAME DE IATXO 67 

Aquecer (Tech.) — Chauffer. — To heal. — Heizen, 
wàrmen. 

Aquecimento da agua de alimentagSo (Mach.) — 
Chauffagedereaud'alimentation. — Heating ofthe feed-water. 
— Vorwàrmen de$ Spei$ewas$ers. 

Aquecimento das estagdes (E. de F.)—Chauffage de$ 
gares ou stcUions. — Statiom heating. — Heizung der Bah- 
nhofslocalitàlm. ladispensavel nos paizes frios. 

Aquecimento por meio de areia (Tech.) — Chauf- 
fage au sable. — Heating by sand. — Warmsandheizung. 

Aquecimento por meio do gaz (Tech.)* — Chauffage 
au gaz. — Heating by gas. — Gc^heizung. 

Aquecimento por meio do ?apor (Tech.) — Chauffage 
à la mpeur. — Heating by steam. — Dampfheizung. 

Aqueducto (E. de F.) Boeiro, em Portugal. 

Ar (Tech.) — Air. — Air. — Lufl. 

Ar comprimido (Tech.) — Air comprime. — Com- 
pressed^ir. — Camprimirte Lufl. — ar comprimido tem 
sido Yantajosamente applicado corno motor de locomotivas 
e de perfaradores de rocha. Presta ausilio extraordinarlo 
aos trabalhos de faodaQSo de pontes; e serve para ventilar 
OS tunneis extensos, onde sempre o ar està mais ou menos 
viciado. — [Vide : Locomotiva de ar comprimido]. 

Ar viciado (Tech.) Air vide. — Foul air.— Schadliche 
Luft. 

Arabescos (Arch.) — Arabesques. — Arabesk. — Arabeske. 

Arame de ago (Const.) — FU d^acier. — Sted-wire. 

— StaUdraht. 

Arame de ferro (Const.) — FU de fer. — Iron wire. 

— Eisendraht. — arame de ferro farpado é muilo usado 
para cercas de estradas de ferro. 

Arame de lat3o (Const.) — FU de laiton. — Bras^ 
swire. — Mesnngdrahtj TombcMraht. 



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68 ARBITRAMENTO ARCHITBGTURA 

Axbitramento (Adm.) — ArbUrage. — Arbitration. — 
Schiedsspruch. 

Arbitro (adm.) — Arbilre.— Arbiler. — Schiedsrichter. 
Aranha ou enclicpietagem (Mach.) — Dédic, dent de 
loup. — Paul, pa^f poli. — Sperrklinke^ Stellklinke. 

Arcada (Arch.) — Arcade. — Arcade. — Arcade. — 
Sèrie de arcos, assentados sobre pés-direito oq columnas, 
susteotando a parte superìor de am edificio. Muito applicada 
DOS porticos de esta^Oes e tambem nos grandes armazens. 
Aos encontros de orna arcada coDvem dar-se espessura qua 
resista ao peso dos arcos e aos empuxos lateraes. Os pi- 
lares ou pés*direito devem resistir sómente ao peso, porque 
OS empuxos horizontaes se destroem mutuamente, desdo 
que é mesmo o peso de todos os arcos. 

Architectnra (Tech.) ArchUccture. — Architeclure. — 
Baukunst, Archiledur. — A archilectura dos ediQcios das 
eslradas de ferro deve ser sìmples, modesta, economica, 
elegante e apropriada. 

Gitemos, corno precetto utillissimo, as seguinles pala- 
vras de Emilio Level : 

<( Les chemins de fer ont une architecture propre ; 
mais ce n'est point par le détail mesquin de jeux de cor- 
niches, d'ornementations imperceptibles, que doit étre 
exprimé Timposant appareil du commerce et de l'industrie; 
c'est par l'ensemble et Tharmonie des masses Une seule 
impression reste au voyageur et se photographie dans sou 
souvenir, celle de la proportion generale ; les détalls, il 
n'a pas le lemps de les percevoir. Aussi aurait-on le plus 
grand tort de s'y arréter et d'y consacrer la moindre 
somme d'argent. Dorénavant, l'amour propre de l'ingénieur 
ne consisterà plus à élever de superbes édifices, mais seu- 
lement à rechercher, par tous les moyeos possibles, le boa 
marche absola. » 



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ARGHTTRAVE ARGO 00 

Architrave (Arch.) — Architrave. — Architrave. — 
Architrav, — Parte inferior do enlablamealo. Biffare con- 
forme a ordem a que perlence. 

Archivolta (Arch.) — ArchivoUe. — ArchivoU. — Archi- 
volte. — Arco composto de molduras mais ou menos com- 
plicadas ; contorna ex terna mente as aduellas da abobada 
e termina sobre as impostas. 

ArchÌYO (Adm.) — Archive. — Ardiive. — Archive. 

Archivista (Adm.) — Archiviste. — Archivisi. — Ar- 
chivar. 

Archete (Tech.) — Flambeau. — Torch. — Fakel. — 
Haito empregado nos trabalhos noctarnos. 

Arco (Arch.) — Are, arche. — Arch, arching. — Bogen, 
Maver Bogen. — Abobada que cobre um espago de pe- 
queno fundo. Arma^ào curvillinea de ferro ou madeira 
deslinada a cobrir am espaQO. 

EmPUXOS DOS ARGOS : 

T'- ir'sen^pX 
K»X2(2-co,.p)-K»(l-co,.p)-1^4^-^ 
^ K (2 — C08. p) + l - 2 coi. p ^ 

empoxo vertical é igual ao peso do arco e da sobre- 
carga. ^ 

Seudo : T\ empuio horìzonlal do arco com sobre- 
carga; T, empuxo horizontal do arco sem sobre-carga; 
A, empuxo horizontal devido à sobre-carga; &, angnloque 
a junla, sobre a qual quer-se calcular o empuxo, faz com 
a verllcal; r, raio do intradorso do arco; K, quociente do 
raio do extradorso pelo raio do intradorso ; W, peso da 



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70 ARGOS DE FEERO ARCO INVERTIDO 

unidade de volarne da materia que compOe o arco; A, 
altura da sobre-carga; W\ peso da unidade de volume da 
sobre-sarga. 

Sobre o tra^ado dos arcos, vide : Sonnet, Diaionnaire 
de Mathématiques appliquées. 

Arcos de ferro (Const.) — Arcs m fer. — Iron arches 
Eisen Bo-gen. Formulas de Molesu)orth : 

_ LS. _. S* , 

T = -g^ V=-^....emgeral. 



t = y T* + P 

Sendo : T, esforgo no centro do arco; (, esforgo em 
um ponto x; L, peso total do arco; l, peso entro o centro 
do arco e o ponto x; V, seno verso; S, vào do arco. 

Arco alteado (Arch.) — Are exhaussé, are surhaussé. 

— Surmounted arch. — Gehursiete; gestelzte, uberhóhle 
Bogen. 

Arco apainelado (Arch.) — Are en anse de panier. — 
Basket-handle-arch Corbbogen, Gedrùckter Bogen. — E' o qne 
mais convém às pontes de pedra. 

Arco composto (Arch.) — Are eomposé. — Compound 
arch. — Gemisehte Bogen. 

Arco de arrimo, de descarga cu de reforgo (Const.) 

— Are de soulènemerU^ are en décharge. — Believing-areh. 

— Emlastungsbogen . 

Arqp d? descarga (Const.) — Are em décharge. — 
Discharging-areh. — EnUaslungsbogen. 

Arco de pùa (Ferr.) — Vilebrequin, vrUle à argon. — 
Fly-drill, Crank-brace. — Brustleier, Faustleier. 

Arco invertido (Const.) — Are à Venvers. — Inverted 
arch. — Um^gestùrzter Bogen. — [Vide : Abobadas inver- 
t%da$]. 



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ARGO DE ORGULO - 



•AREA 



71 



Arco de circulo [ComprìmeDto do — de raio R e cor- 
respondente ao angulo a.*"] : 

e = 0.0174582926 a R. 

Sondo : G, comprimento. 

TABELLA DOS GOMPRIMENTOS DOS ARGOS PARA RAIO 1 



!• 


0,017458292520 


1' 


0,000290888909 


1" 


0.000004848137 


!• 


0,084906585040 


2' 


0,000581776417 


2" 


0.000009696274 


8- 


0,052859877660 


8' 


0,000872664626 


8" 


0.000014644410 


4* 


0,069818170080 


4' 


0,001168552885 


4" 


0,000019392547 


6* 


0,087266462600 


5' 


0,001454441048 


6" 


0,000024240684 


6* 


0,104719756120 


6' 


0,001745829262 


6" 


0.000029088821 


r 


0,122178047640 


r 


0,002086217461 


7" 


0,000033986958 


8* 


0,189626840160 


8' 


0,002827106669 


8" 


0,000088785094 


9* 


0,167079682679 


9' 


0,002617998878 


9" 


0,000048638281 



Arco pieno (Arch.) — Are en plein cintre. — Perfecl 
arch, iemidrcular arch. — Halbkreisformige Bogen, Rundbo- 
gen, volle Bogen. 

Arco rampante (Arch.) — Are rampant. — Rampant 
arch, rmng arch. — Einhùflige, geschobene,sleingende Bogen. 

Arco esconso (Arch.) — Are biais. — Asken arch, 
skew-arch. — Schiefe Bogen. 

Ardosia (Const.) — Ardoise. — SlcUe. — Schie fer Stein ^ 
Schiefer, — ^Tém lido applicagào em coberturas de ediflcios. 

As ardoslas empregadas n'esse misler tèm para espes- 
sura 0",003. peso de um melro quadrado desia cobertura 
éde 25 kilos. A inclina^So dos telhados de ardosia deve ser 
de fb" a 30^ A estagào de Jequitaia, na Estrada d» Ferro 
da Bahia ao S. Francisco, é coberta com este material. 

Area (Tech.) — Aire. — Area. — FlàcheninkaU^ Fla- 
chenraum. 

Areas DE FiGURAS PLANAS E cuRVAS. — Triongulo . 



A = 



base X altura 



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71 ARfiAS 

Omdrado: k^=a^. Seado: a Jado do quadrado. 
Rectangulo :A = aX&; a eb lados do rectangulo. 
Polygono regular qualquer: 

A = -5-a«Xcotg.4 A=^E^X8en.^ 
4 n M n 

A = nr^ tg. — A a= -jT nar 



a = 2B8eii. ~ = 2rtg.-^ = 2 I / ^ r. 

« « \/ f^ cotg. — 

Sondo: a, lado do polygono; n, numero de lados do 
polygoDo; R« raio do circulo circamscrìpto ; r, raio do 
circulo inscrìptoj; A, area do polygono. 

Circulo: 

e* 
A = jcr» = ^ 

Seodo : r, o raio ; e, a circumferencia. 
Segmento de circulo : 

A = Y (^ n — Ben. «) •= y (0,017463298 a - sen. tf) 

5» + f> 

Sendo : a, angulo centrai em gràos ; i = V2 corda ; 
f, flecha ; r, raio. 
&ctor cif ctrfar : 



Parabola 



A = 5^ Jtr» « 0,00872665 ar» 



A-|5/ 



Sendo : 1, corda ; f, flecha 

£Htpie; A=c6x. Sendo: e e 6, semi-eixos. 



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AREAS EQUIVALENTES 73 



Cylindro (soperflcie carva) : A=2xrft. Sendo : /i=al- 
lura ; r, raio, 

Cone : A = Tcr |/ r^ + h^ = -Krs. Sendo: «, lado do cone. 

Tronco do con«: A=«ir(R + r), Sendo: i, lado do 
tronco; R, raìo maior; r, raio menor. 

Egphera: A=4wr^. Sendo : r. raio da esphera. 

Calotte: A = 2xrfe. Sendo: A, altura ; r, raìo. 

Zona espherica : A = 2xr/i. 

Areas equivalentes — Nos calculos de cuba^ào, afim 
de facilitar o Irabalho da avaliagào das areas, reduz-se 
OS polygonos a triangulos equivalentes. 

Sopponhamos quadrilatero ABCD (Fig.ll). Una-se a 
ponto D ao ponto B e pelo ponto G tire-se urna parallela a DB 
qua no ponto E corlarà o prolongamento de AB. Ligue se o 
ponto E ao ponto D. triangnlo AED terà urna area equi- 
valente ao quadrilatero ABCD. Temos : ABCD=ABD+BCD 
e AED= ABD + BED.e tirando-se do ponto C a perpendi- 
cular CH sobre BD, vé-se que os triangulos BCD e BED 
s3o equivalentes por terem a base commum e a mesma 
altura ; logo : Area ABCD = area AED. 




B 

Fig. 11 — Ireas eqiiÌTal«ntM. 



Na pratica as linhas cbeias da figura sao tragadas a 
nankin, as pontuadas a carmim, e as ponlilhadas podem 
ser dispensadas, sepdo apenas marcado o ponto E com o 
auxilio de um esquadro. 



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71 AREAS DOG PERFIS TRANSVERSAES 

Reduzir um polygono irregtdar qudquer a um triangtdo 
de area equivalente.— Temos o exagono ABCDEF (Fig. i2). 



Por D tire-se urna parallela i recta imaginariaCE^e marque- 
se ponto H na recta EF ; uDindo-se esse ponto ao ponto 
C, exagono ficarà reduzido ao pentagono ABGHF. Por H 
lire-se orna parallela a CF, que cortarà o prolongamento 
de AF em L. Ligando-se este ponto ao ponto C, ficarà o 
pentagono ABGHF reduzido ao quadrilatero ABCL. Final- 
mente, pelo ponto C, tirando-se urna parallela à recta 
imaginaria LB, cortar-se-ha o prolongamento da linha AB 
no ponto M; e unindo-se esse ponto ao ponto L, o quadri- 
latero ABCL ficarà reduzido ao triangulo de area equiva- 
lente AML. 

Areas dos perfis transversaes [AvaliagSo graphica 
das — ]. — Enconlra-se na Revista de Estradai de Ferro^ 
de mar^o de 1886, o seguinte trabaiho do engenbeiro G. 
B. Weinschenck : 

« Os perfis transversaes sào geralmente reduzidos a 
triangulos, dos quaes se medem a base e a altura, cujo 
semi-producto dà a area. 

Ha porém outro processo, que dispensa todo o calcalo 
numerico : 

Reduzido o perfll a um trapezoide cdef (Fig. i3), tome- 
se no compasso um multiplo da unidade de madida em- 



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AREAS DOS PERFIS TRANSVEUSAES 



75 



pregada, v. g. : 20", e de um dos cantos, por exemplo e. 
descreva-se um arco de circulo. 




^Fig. 13. — AvalU^So graphics das areM. 

Tire-se a tangente TT a]este circolo, passando pelo 
canto, diagonalmente opposto, e; tire-se ec, e pelos outros 
cantos defdiS linhas M e ff parallelas a ec, e 10 ve- 
zes comprimento d'f dà em metros qaadrados a area, 
por que : 

Area cdef= f'd'e = 1/2 fi x 20 = 10 fd\ 
Quando o raio a R do circnlo é maior do que ec, nSo 
se póde tramar a tangente; porém, n'este caso, reduz-se o 
raio, por exemplo, à metade, e entào a metade da linha 
/^d'XlOdarà a area. ' 




Fig. 14 — AvaliftfSo graphica daa areM. 



Determina-se tambem a area descrevendose (Fig. 14) 
de d, com um raio 20 vezes maior que a unidade, uro 
circulo, marcando-se n'elle um ponto f e tirando -se /jT 
parallela à diagonal ec. 



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76 AREAS (4TAUACX0 dab— ) 

Dez vezes a anteprojec^So ec da diagonal te sobre fi 
de a area da Fìg. tijt^. 




Fig. 16 -- ÀTulia^io graphica dts «reM. 

Nos quadrilateros enlrelacados (Fig. 15], a conslruccào 
mais abaixo dà a differenza das areas dos dous triaogulos 
c/t e dei; està differenga =^^10 d/' ; emquanto que a area 
de cada uro é representada por 10 x af e iOxad'. 

Julgamos dispensavo! a demonstra^ào d'estes processos 
por ser facillima. erro que se commetle por elles nào 
excede ao limite admissivel e é inferior ao do processo 
geralmente usado, tendo a vantagem de serem menos sq- 
jeitos a erros e mais expeditos. » 

Areas [Avalia^ao das areas extremasdas seccdes Iraos- 
yersaes] : 

A «= (/ + «A) A + 7 i Y r; ; . i, 

^ ' 4 C08. (a — ^)co8.(a + ^) 

Seiido : A, area da sec^o ; a, angulo do talade ; 
6, angulo da inclinacao do terreno ; I, largura da pla- 
taforma da estrada ; A, cota vermelha ; n, rela^ào da base 
para altura do talude. Està formula foi empregada pelo 
conselbeiro C. B. Ottoni para calcolar o movimento de 
terras da estrada de ferro de Porto* Alegre a Uragoayana. 

Outra formula muito empregada : A = Ift + nA\ 



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AREAS (ridocqXo das-*) 



77 



Areas [Reduc^do das — extremas dos prìsmas a tra- 
pezios regulares, segundo o engenheìro Hermillo Alves].— 
modo pratico de empregar o processo de reduccào das 
areas extremas dos prismas dos trapezios regalares nos tra- 
balhos de avaliacào de movimento de terras é o seguinte : 
Prolongam-se os doas lados AC e BD (Pig. i6) qae limi- 
lam laladamento dos cortes ou aterros, até o cruzamento 




Fiff. 16 — B«diie^o dftfl anat » trtpetiot. 

em 0. Faz-se centro n'esle ponto e com o raio OC (o 
menor dos dous lados) marca-se sobre OD o ponto K. Com 
am pequeno esquadro levanta-se ama perpendicular em E, 
e com uma escala de reduzidas dimensOes determina -se o 
meio de OD. Fazendo-se centro n'esse ponto, qaejna fl- 
gura està marcado por um pequeno circulo, e com o raio 
igaat à metade de OD, determina-se o ponto G. Com o 
raio OG murcam-se, finalmente, os ponlos E e F, por onde 
se faz passar a linha EF parallela à base AB ; e assim 
obtemse o trapezio regular ABFE, que, comò se ve pela 
demoDStra^ao, é equivalente ao primitivo ABDC. 



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78 ARE4S DOG PEEtFIS TRAN3TERSÀES DAS ESTRABAS 

Dbmonstra(ao : — Comparando na figura os dous tri- 
angalos OGD e OGK, o prianeiro rectaogular em G e o se- 
gando em K, ler-se-ha : 

OD OG 
OG " OK 

ìstoé, OG sera urna mèdia proporcional entre OD e OK 

eOG* = ODxOK (a). 

Comparando depoìs os dous outros triangulos OCD e 
OEF e comò dous triangulos que tém um angulo commum, 
estao entre si comò o producto dos lados d'esse angulo, 
ter-se-ha : 

OCD oc X OD 



OEP OE X OF 

mas : OE = OF = OG comò raios do mesmo circulo e 
OC = 0K, pelo que 

OCD OK X OD 



OEP Qoà 



mas, sondo OG*=OKxOD (a), teremos : OCD=OEF 

e supprimindo-se de cada um d'estes triangulos a parte 
commum ÀOB, teremos finalmente ABCD=ABFE. Este 
processo é mais rapido do que o geralmente usado de re- 
duzir-se, por opera^Oes successivas, a seq^o a um trian- 
gulo.jCom alguma pratica, consegue-se fazer a reducgao 
de cada figura em menos de um minuto. 

Areas dos perfis transvenaes das estradas. — For- 
mulas do engenheiro Jorge Rademaker. 

Sendo : x, a area do perfil ; y, a cota vermelha ; I, a 
largura da estrada ; a, a inclioagào do terreno ; 6, o an- 
gulo dos taludes da estrada com a horizontal. 



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AREÀS DOS PERFIS TRANSVERSAES DAS ESTRADAS 



79 



!• Caso : perfU està lodo era corte ou em aterro. 




Fig. 17 — !• OMO. 



jr=- 



tgb 



Fazendo-se n'esta equa^ào a = 0, teremos : 

/ 



x = 



(r+Y*g-*)' 



-ig.b 



tg.b 4 

2* Caso : Parte do perfU e$ti em corte e parte em aterro. 




x = 



Fig. 18 — 2» caso. 

2tg.a(tg. ^— tg.a) 



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80 AREA OU PATBO AREEIRO OU GAIXA DB ARQA 



3 • Caso : perfU, corno no caso anterior, é triangtdar, 
nmasmba$eé igud a largura da estrada. K o perfil 
iutermediario enlre os dos primeiros casos. 

_ /* te. a te. b 



ià (tg. b'-tg.a) 




Fig. 19 — 8* OMO. 

E' necessario calcular o valor de y correspondente a 
este perfl]. 

No triangulo EFB, temos : EF = EB tg. FBE ou 

Àssim, quando y fór maior qne -^ tg. a, empregar-se- 
ha a formula do l*" caso ; e, quando fór menor, empregar- 
se-ha a do S*" caso. 

Area ou pateo (Arch.) — Cour. — Court. — Hof. — 
Deve ser calQado, cimentado ou revestido com asphalto. 
Deve receber os raios solares e nào ter humidade. 

Areeiro ou caixa de areia (Locom.) — Boite à sable, 
sablien — Sand-box. — Sandbtichse. — Apparelho supple- 
mentar da locomotiva. Composto de urna caixa (onde se 
colloca a areia] com dous tut)os que descem ale porto dos 
trilbos. macbinista por meio de uma alavanca dà ou 
evita a sahida da areia. A caixa do areeiro compOe-se das 
seguintes pegas : base, tope, tampa, corpo, valvola, ala- 
vanca, barra da valvula e flange do cano. A areia usada 



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AREEmO OU GAECÀ DE AREIA 



81 



pelas locomotivas, tem por firn augmentar a forga da adhe- 
reDcia ; deve ser la vada, peneirada e enxuta em appare- 
Ibos especiaes ; nào póde ser argilosa, nem conter gr^os 
de mais de 0*,008 de lado. areeiro assenta sobre a cal- 
deira ; quasi sempre junto à chaminé. Em geral as loco- 
molivas sào dotadas de um so. Algumas, porém, corno as 
empregadas em servi^os de roanobras nas estacdes, onde a 
liDha està quasi sempre mais ou menos lubriflcada, pos- 
saem dous (Fig. iO). E' nas rampas fortes e nos tanneis, 
geralmente humidos, que maior numero de vezes o machi- 
nista vé-se obrigado a lan^ar mào da areia, para a locomo- 
tiva nào patinar. Nas passagens subterraneas o consumo 
da areia sóbe a proporgOes elevadas ; Conche, referin- 
do-se a este assumpto, consigna em seu importante tra- 
balho — Voie, malériel rovlarU et eix^loiMion technique des 
chemim de fer, as seguintes palavras : « Sur certaines li- 
gnes à fortes rampes et à grand trafic, dans le souterrain 
de Giovi, par exemple, onTemploie em masses telles qu'il 
faut fréquemment débiayer la voie d'excès de sable que 
la traction y a accumulò. A la traversée du SemriDg, la 
coDSommation annuelle du sable s'élève à 2.000 mètres 
cubes ». 




"Fìg, 20 -^ Locomotiva com dois areeiros. 



emprego da areia tambem serve para augmentar a 
potencia dos freios, e facilitar as paradas do trem. Os ma- 
chinistas devem com parcimonia fazer uso da areia, que 
atirada aos trilhos em grande quantidade póde prejudicar 



DlcoionArlo. 



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Bì AREIA AREIAnNA 



as pegas da locomotiva. Sobre as agulbas, nas entradas 
das estagOes e nos comecos de ramai, jàmais deve ser 
aberto o areeiro. 

Areia (Const.) — Sable. — Sand. — Sand. — A em- 
pregada na prepara(^o das argamassas deve ser de rio ou 
de mina, tendo o grào fino e igual— de 0'",004 a 0",0005. 
Deve tambem ser aspera ao tacto e isenta de materias 
terrosas, vegetaes, mica, talco, etc. Convèm, sempre que 
fór necessario, ser peneirada e lavada. No concreto empre- 
ga-se areia mais grossa. seu emprego, no fabrico das 
argamoisas, tem varios flns : ì% Subdividir a cai ou o ci- 
mento. 2% Facilitar a combina^ào. Os intersticios proda^ 
zidos pelos gràos da areia dào franca passagem ao acido 
carbonico, que penetrando na massa produz o carbonato 
de cai. 3% Endurecer a argamassa de cai. i\ Filtrar a 
agua contida na argamassa. 

Classificacao das areias, segundo Vicat: — Àreia fina, 
quando o diametro de cada grào nào passa de 0",001. — 
Àreia médiaj quando nào passa de O"", 003. — Àreia grossa, 
quando nSo passa de 0"',005. Acima d'este diametro, a 
areia toma o nome de saibro. Vicat recommenda que nas 
argamassas hydraulicas se empregue de prefereocia areia 
fina, em falta d'està a mèdia e em ultimo caso a grossa. 

Areia de Mina (Const.) — Sable de fouUle, sable de sa- 
bUmnibre. — PU-sand. — Gruben Sand, gegrabene Sand. 

Areia de rio (Const.) — Sable de rivih^e. — River-side^ 
sand.xr- Flussard. 

Areia movediga (Const.) — Sable mouvant. — Skifling 
sand. — Triebsand, Treibsand, Flugsand, Wellsand. 

Areia viva ou guUosa (Const.) — Sable boulant. — 
Quick-sand. — Schwimmsand 

Areia fina (Const.) — SabUm. — Fine-sand. — Schemr- 
sand,Tunehsand. 



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AREUGROSSà ARGAMASSA 85 

Areia grossa (Const.) — Gro$ mble. — Coarse-sand. — 
Grobsand. 

Arejar (Tech.) — Àérer. — To air. — Lùften. 

Arenoso (Tech.) — SabUmneux. — Sandy, graveUy. 
Sandig. — Que conlém areia. 

Aresta (Tech.) — Aréte. — Edge, arris. ~ Kante. 

Aresta viva (Arch.) — Vive aréte. — Full edge, tharp 
edge. — Scharfe KarUe. 

Aresta de abobada nervura (Arch.) — Aréte de voùte 
— Groin. — Grat. 

Argamassa (Censi.) — Mortier. — Mortai. — Mortela 
Mauerspeise. — Pasta de cai e areia e algumas vezes ci- 
mento e nnesmo barro, misturada com agua, servindo 
para ligar as pedras. 

Technologia das argamassas : Agua. Amassar a arga- 
massa. Apagar a cai. Areia. Argila ou barro. Gal. Gal 
apagada. Gal de marisco. Gal gorda. Gal hydraulica. Gal 
magra. Cimento. Gèsso. Leile de cai. Péga. Pozzolana. 
Tramar a argamassa. [Vide estas palavras]. 

Efpecificafóes para empreitadas de construc^So das 
eslradas de ferro do Eslado : 

« As argamassas serào sempre preparadas debaixo de 
coberta eoxuta e em taboleirosde madeira. Sua Iritura^ào 
e mistura deverào ser perfeitas, podendo o engenheiro- 
chefe exigir, para tal fim, o emprego de apparelhos meca- 
nicos, sempre que o ornamento da obra em que ellas tive- 
rem de ser usadas exceder de 10:000^000. j 

As argamassas serào compostas de cai e areia, cai e 
areia e cimento, cimento e areia, e cimento puro (Arga- 
massa de cimento puro. Argamassa de volumes iguaes de 
cimento e areia. Argamassa de dous volumes de cimento 
e tres de areia. Argamassa de um volume de cimento e 
dous de areia. Argamassa de um volume de cimento e tres 



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84 ARGAMASSA 



de areia. Argamassa de um volume de cimento e qualro 
de areia. Argamassa de volumes eguaes de cai e areia. 
Argamassa de dous volumes de cai e tres de areia. Arga- 
massa de uro volume de cai e dous de areia. Argamassa 
de um volume de cai e tres de areia). 

A cai sera de pedra, sempre da qualidade igual é da 
melhor que houver. Qualquer porQào de areia, que a cai 
coDliver em mistura, sera descontada do volume d'essa 
cai e levada em conta na dosagem da argamassa que com 
ella se tiver de fazer. 

A areia sera de grào fino e igual de quatro millimetros 
a ciuco decimillimetros de grossura, conforme o flm a que 
fór destinada, a juizo dos engenheiros, aspera ao tacto e 
perfeitamente expurgada de materias terrosas, mica, talco 
e vegetaes. 

Para que so se empreguem areias u'estas condi(des, o 
empreiteiro as maudarà peneirar e lavar sempre que os 
eugenheiros exigirem. 

cimento sera da melhor qualidade a juizo dos enge- 
nheiros, e segundoas necessidades da obra se empregarà ci- 
mento de péga rapida, demorada cu medianamente rapida. 
cimento sera uovo e nào deverà ter sido molhado, 
recusando-se todo aquelle que depois de molhado houver 
sido triturado para de novo ficar reduzido a pò. 

cimento Portland de l*" qualidade sera empregado 
de prefereucia nas obras, nào se admillindo cimento algum 
que, ft5o comprimido, pese menos de 1.300 kilogrammas 
por metro cubico, ou que deixe de residuo mais de 20 7» 
de seu peso em uma peneira de 900 malhas por centime^ 
tro quadrado. 

Se engenheiro-chefe entender conveniente sujeitar o 
cimento a experiencias de resistencia, sera rejeitado tqdo 
aquelle que, preparado puro em argamassa, apresente à 



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ARGAMASSA 85 



ruptura por tracQào urna resisteDcia iDferior a 18 kilo- 
grammas por centimetro qaadrado, depois de sete dias de 
féita a argamassa, a qual deve flcar immersa em agua du- 
rante seìs dias. >> 

Argamassas [composicào das — ] : Argamassa de duas 
partes de cai, duas de barro e urna de areia : 

r cai... 0-\584 

1 metro cubico . . . < barro 0»\634 

(areia , 0»\267 

Argamassa de duas partes de cai, duas de fcarro, urna de 
areia e urna de cimento : 

!cal 0«»\444 

barro 0»\444 

areia 0"\222 

cimento 0"\222 

Argamassa de urna parte de cai e urna de areia : 

, ^ ,. (cai 0"5,666 

1 metro cubico. . . . < . ^ /^^« 

( areia 0»^666 

Argammsa de urna parte de cai e duas de areia : 

. ,. (cai 0»\444 

1 metro cubico ... < . ^ ,' ^„ 

( areia 0"^888 

Argammsa de dvm partes de cai e tres de areia : 

. .. (cai 0-5582 

1 metro cubico.... < ^ ,' ^ 

( areia 0"^800 

Argam>assa de urna parte de cimefUo, urna de cai e um>a 
de areia : 

/cai 0«\444 

1 metro cubico. . . . | cimento 0"3,444 

(areia 0«^444 



Argamassa de urna parte de cim^ento e urna parte de areia : 

- . , . ( cimento 0"S666 

1 metro cubico.... < /.»•»/,/,« 

( areia 0»5,666 



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86 ARGAMASSA AEREA ARGAMASSA FLUIDA 

Argamas$a de urna parte de cimento e dua$ de areia : 

- . ,. (cimento 0"^444 

1 metro cubico.... < ^-,\.«^ 

( areia 0"%888 

Argamoisa de urna parte de cimento e tre$ de areia : 

, . ,. (cimento 0»\888 

1 metro cubico.... < . ,«iV^.^ 

( areia 1"»\000 

Recommenda mos aos que desejarem minuciosas infor- 
magOes sobre este assnmpto, a magnifica obra do enge- 
nheiro Duquesnay : Calcaires, chaux^ dmsntSy mortier$. 

Argamassa aerea {Ck)nsl.) — Mortier aérien. — Àerial 
mortar. — Luftmórtel. — A que nào faz péga em obras im- 
mersas. 

Argamassa de péga lenta (Const.) — Mortier à pri$e 
knte.-Slowly hardening mortar. —Langsam binderule MórteU 

Argamassa de péga rapida (Const.) — Mortier àpri$e 
rapide. — Quicldy hardening mortar. — Schnell bindende 
Mórtel. 

Argamassa de barro ou terra (Const.) — Mortier à 
terre. — day mortar^ cob mortar. — Lehmmórtel. 

Argamassa de cai e areia (Const.) — Mortier de 
chaux et sable. — Mortar nuiid from lime and sand. — Kcd* 
handmórtel^ Kàlkmòrtel. 

Argamassa de cai e pò de tijoUo (Const.) — Mortier 
à chaux et à chamotte. — Mortar made of lime and brick- 
dust, — Ziegdmàdmòrtel. 

Argamassa de cimento (Const.) — Mortier de cimsnt. 
— Ciment mmtar — Cemmtmórtel. [Vide : Cimento]. 

Argamassa hydraulica (Const.) — Mortier hydrau- 
lique. — Hydraulic mortar. — Hydratdische Mórter^ Wasier- 
mórtd. — A que faz péga em trabalhos immersos. 

Argamassa fluida (Consl.j — Codis. — Grout. — 
Dìinne Fugennmtel. Serve para tornar juntas de pedras. 



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ARGILA- 



• ARO DE RODA 



87 



Argila (Const ) — ArgUe.— day.— Thon, Tópfererde. 

— Tem grande applicagào no fabrico de tijolos, canos, 
telhas, eie. [Vide : Barro], 

Argola de ferro (que aperta o cabo do martello dos 
ferreiros) (Ferr ) — Abras. — Helve'h4)op. — Taustring 
des Hammert. 

Armazem (E. de F.) — Hangar, magasin. — Store- 
home — Magazin, Waarerdager. — Os soalhos dos arma- 
zeos devem estar a l'',120 acima da superQcie dos trìlhos. 
Convém aos armazens de mercadorias ter portas de correr 
e plataformas em ambos os lados. As abas dos telhados 
devem se proloogar e formar alpendres. A carga maxima 
sobre o soaiho pode ser de 1*^,5 por metro qoadrado. 

Armazenagem (Adm.) — Magasinage. — Store rent 

— Lagerzim. — Nos regulamentos de todas as estradas de 
ferro encontram-se instrucgOe^ relativas a este assumpto. 

Aro de roda (E. de F,) — Bandage, bande d^une roue. 

— Wheeirtyre, tire. — Radreifen, Bandage, Kranz. — An- 




Fig. 91 — Aro d« roda. 

nel de ferro ou ago, mnnido de rebórdo, que contorna as 
rodas das locomotivas e dos carros. Ha sem rebordos. 



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ARQUEAR ASNÀ DE TESOURA 



Depois de um percorso de 15.000 a 35.000 kilometros, 
segundo a qualidade do melai, os aros das rodas apre-^ 
seotam urna depress9o de 0",010. Convém detempos a 
tempos passal-os no torno, aflm de ficarem planas as su- 
perficies de rolamenlo. A largura dos aros deve ser no ma- 
ximo de 0''J51 e no minimo deO'^.lS; e a espessara no 
meio de 0"',04 a 0",06. [Vide : Conecidade da$ rodai]. 

Arquear (Const.) — Cinter. — To bend. — Biegen. 

Arranca-estacas (Consl.) — Machine à arracher pieux. 
— Stake-pdkr.-^Pilotenamziehmaschine. — Machina com- 
posta de um cabrestante e algumas pe^s complementares. 

Arrancamento de estacas (Const.) — Arrachement de 
pieux ou pUotis. — Withdrawing. — Ausziehen. 

Arranca-pregos (Ferr.) — Tire-clou^ arrache-clou. — 
NaiUclaw^datCydaW'iJorench. — NagelamzieheryNùgdzieher. 

Arrematagdes de servigos a cargo do ministerio 
d'Agricultura.— Decreto n. 2.926 de 14 de Maio de 1862. 

Arruela (Tech.) — Randeìle. — Washer. — Unterlgs- 
Scheibe. — Annel de metal ou de outra materia. 

Arruela do apito (Locom.) — Rondelle du sifflet d^a- 
larme. — Whùtle washer. — Scheibe, Unterlagsscheibe, Bolz- 
enblechy MuUerblechderpfeif. 

Armala do eixo (Locom.) — Rondelle de Fessieu. — 
AxU tree washer. — Axenrscheibe. — E' de ferro. CoUo- 
cada no comedo da manga do eixo. 

Articula$3o (Mach.) — Articulation. — ArticuUuion. 

— Gele^k. — Ponto de uniào de duas pecas que tém mo- 
vimento. Nas locomotivas as articula^des sSo feitas por 
meio de pinos. 

Articulado (Tech.) — Articulé. — Joinled, artimlated. 

— Gelenkigy gelenkt. 

Asna de tesoura (Const.) — Arbaletrier. — Principal- 
rafler. — Hàngewerksstrebe, Bindersparren des Pfettendachs. 



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ASPHALTO ASSENTAMENTO DA liNHA 



— Pe^a inclìnada de urna tesoura de madeiramento. Às 
duas asDas formam a tesoura, que sostenta a cumieirn, e 
se apoìa sobre a linha ou nivel. 

Asphalto (Tech.) — AsphaUe. — ÀsphaUum. — AsphaU. 

— Mistura de calcareo bituminoso, alcatrào minerai e 
areia. Emprega-se no revestìmento do solo, em pavimentos 
terreos servindo de armazens, em pateos, etc. 

Assemblèa geral de ama companhia (Àdm.) — As- 
semblée generale d'une compagnie. — General meeting of a 
company, — Generalver$ammlung einer Companie GescUschaft. 

— Nas coropanhias de estrada de ferro, as$emhléa geral é 
a reuniào de accionistas, na sède da companhia, em nu- 
mero legai, regular mente convocada. A' assemblèa geral 
compete : 1% Discutir e deliberar sobre contas e relatorios 
da directoria e sobre os pareceres do conselho flscal ; 
2% Eleger a directoria e o cqnselho flscal ; 3% Resolver 
sobre todos os assumptos do interesse social. 

Assentador de linha (E de F.) — Po$eur de voie. — 
PUOe-layer. — Schienenleger. — Trabalhador que faz parte 
da turma encarregada do assentamento da linha. 

Assentamento da linha (E. de F.) — Pose de la voie. 

— Laying the line. — Oberbavlegung. — Operagào que tem 
por Gm assenlar o material Gxo de urna estrada de ferro, 
observando-se todos os preceìtos de solidez e seguranga. 
CompOe-se das seguintes operagOes parciaes : Distribuir os 
dormentes ao longo da piata-forma. Fixar os trilhos sobre 
OS dormentes. Àltear a linha, collocando-a de accordo 
com as declividades estabelecidas para cada trecho. Socar 
lastro junto aos dormentes, nas extremidades d'estes. 
Puchar a linha, dando-lhe os aliuhamentos marcados no 
projecto. Ligar os trilhos por meio das talas de juncgào. 
Lastrar a linha de accòrdo com o perfil typo. Sobrelevar o 
trilho exterìor nas curvas. Dar alargamento nas curvas. 



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90 ASSENTAR A LINHA ATERRO 

Concordar as deciividadcs/Assentar as agulhas, gyrado- 
res, etc. Quando a linha è de Irilhos de dupla cabega, 
enlre a 1' e 2* operacào, assentam-se as almofadas. 

Em um dia de 9 a 10 horas de servico podem ser assen- 
lados 500 melros de via permanente, havendo na turma o 
seguinte pessoal : 1 meslre de linha, 16 trabalhadores para 
transportar Irilhos, 4 para furar dormenles, 4 para parafu- 
sar as talas, 8 para pregar os grampos, 1 feilor para nivelar 
a linha, 15 trabalhadores para socar o lastro sob os dor- 
mentes, e 15 para lastrar os intervallos enlre os dormentes. 

Assentar a linha (E. de F.) — Poser la voie. — To 
lay down the raUs, — Schinen oder Oberbaulegen. 

Assoalhar (Consl,) — Plancheyer.—Toplank. — Fuss- 
bodenbeìdeiden, Fmsbodeììlegung . — Assentar o soalho. 

Astragal (Arch.) — Astragak. — Astragai. — Astra- 
gal, Halsring, Reif, Ring, Stab. — Moldura do entablamento 
de urna ordem architectonica. 

Atarrachar (Tech.) — Visser. — To screw. — Eimch- 
rauben, zuschraubeny anschrauben. — Abrir rosea em um 
cylindro de metal, para servir de parafuso. 

Aterro (E. de F.) — Remblai, terrassement. — Embank- 
meni, earth-bank. — Erddamm, Shuttdamm, Auflrag, Aufs^ 
chùtttmg. — A formagào de um aterro depende muito do 
terreno em que elle assenta. Si oste é solido bastante e 
tem pouca inclinaQào transversai, forma-se o aterro por 
meio de camadas successivas e da mesma espessura. Com 
as chwas dà-se o recalque das terras e flca o trabalho 
seguro. 

Quando, porém, o terreno dà de si, nào aguentando o 
peso do aterro, vaese deitando terra até que cessem os 
abatìmentos e flque o aterro na altura necessaria. Ha casos 
em que toma-se indispensavel formar no terreno uma 
plataforma de troncos de madeira ou galhos de arvores, 



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ATMOSPHERA 91 



Oxada ao sólo por estacas, e sobre ella assentar o aterro. 
Quando o terreno tem grande inclinaQào transversai, fazem- 
se degràos no solo e sobre elles, entào, assenta-se o aterro ; 
està precaugào evita os escorregamenlos. Deve o engenheiro 
fazer sempre o possivel para que o aterro Qque ligado flr- 
memente ao solo. Quando o terreno é humido, convem 
dessecal-o por melo de poQOS lateraes ou vallas, fora dos 
pés dos taludes, cbeios de pedras, formando unoa especie 
de drenagem, para depois erguer-se o alerro por meio de 
camadas successivas e parallelas. Muitas vezes é indispen- 
savel escorar os pés dos taludes por meio de estacas de ma- 
deira. Na estrada de ferro de Santo Amaro os aterros sào 
consolidados deste modo. 

Na forma^àodos aterros deve se evitar : lodo, lurfa, 
terra vegetai, emfim, todos os materiaes que com facili- 
dade impregnam-se de agua. 

engenbeiro quando projecta uma estrada de ferro 
deve fazer o possivel para que haja compensa^ào entre 
os aterros e os cortes. Quando a terra das cortes nào 
ebega para formar os aterros, fazem-se empre$timo$ ; e, 
no caso contrario, bavendo excesso de terra, fazem-se 
depositot. alarga mento dos cortes é sempre o emprestimo 
preferivel, quando nào ba grande transporte; quando o 
corte é baixo e extenso convem fazer-se os emprestimos 
lateraes ao aterro. [Vide: Terraplenagem]. Os aterros devem 
ser feitos com materiaes isentos de troncos, raizes e ramos 
de arvores. • 

Nos aterros formados de terras muito arenosas, convem 
revislir os taludes com uma camada de 0",15 a 0",30 de 
terra vegetai. [Vide : Talude$ e descarga de terras], 

Atmosphera (Tech.) — Àtmosphhe.'- Atmosphere. — 
Atnmphdre. — As locomotivas em geral marcbam com a 
pressSo de 8 a 10 atmospheras. 



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92 



ATigADOR ATTRIBUigOES 



CoiiTersio de pressdes em atmospherss 



X3' 


Kilogramma 


Libra» ingle- 


Golamn» 


Colnmna 


Temperai, do 


§. 


por 


sas por 


de U^renrio 


X/ V« l&UAlAf. 


▼apor d'agna 


1 


centimetro 
qaadrado 


pollegada 
qnadrada 


em 
millimetros 


d ainia ein 
millimetros 


t>m gràoa 
centigrados 


1 


1 083 


14.7 


760 


10.83 


100.1 


2 


2.066 


29.4 


1520 


20.66 


121.4 


8 


8.099 


44.1 


2280 


30.99 


135.1 


4 


4.182 


58.8 


8040 


41.32 


145.4 


5 


5.165 


73.5 


8800 


51.65 


153.1 


6 


5.198 


88.2 


4560 


61.98 


160.2 


7 


7.281 


102.9 


5320 


72.81 


166.5 


8 


8.264 


117.6 


6080 


82.64 


172.1 


9 


9.297 


182.8 


6840 


92.97 


177.1 


10 


10.880 


147 


7600 


103.80 


181.6 


11 


11.868 


161.7 


8350 


113.63 


186.0 


12 


12.896 


176.4 


9120 


123.96 


190.0 


18 


18.429 


191.1 


9880 


134.29 


193.7 


14 


14.452 


205.8 


10640 


144.62 


197.2 


15 


15.495 


220.6 


11400 


154.95 


200.5 


16 


15.528 


285.2 


12160 


165.28 


203.6 


17 


17 561 


249.9 


12920 


175.61 


206.6 


18 


18.594 


264 6 


13680 


185.94 


209.4 


19 


19.627 


279 3 


14440 


196.27 


212.1 


20 


20 660 


294 


15200 


206.60 


214.7 


21 


21.693 


308.7 


15960 


216.93 


217.2 


22 


22.726 


823.4 


16720 


227.26 


219.6 


23 


23.759 


888.1 


17480 


237.59 


221.9 


24 


24.792 


852.8 


18240 


247.92 


224.2 


25 


25.825 


867.6 


19000 


258.25 


226.3 


80 


80.960 


441.0 


22800 


309.90 


2B6.2 



Atigador (Mach) — Tisonnier, pique-feu. — Poker. — 
Feuereiseriy Schiireism.— Especie de garfo de ferro coni que 
foguisla aviva o fogo, revolvendo o combustivel. 

Ati$ar fogo (Mach) — Pousser le feu, — To kindle 
the firef^— Dos Feuer schùren. — Operacào pralicada pelo 
foguista, quando a pressào do vapor està abatendo. 

Atrazo na circulagSo dos trans. — E' expressamente 
prohibido aos machinistas, ainda em caso de atrazo, aug- 
mentar a marcha regolamentar dos trens. 

Attribuigdes (Adm.) — Attributions. — Powers.— Gè- 
bahrkreisj Attribute. — As atribuigOes do pessoal das es- 



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ATTRITO AVANgO ANGULAR 05 

tradas de ferro acham-se descriminadas em regulamentos. 
especiaes para os diversos cargos. 

Attrito (Tech.) — Frottement. — Rubbing, friction. — 
Beibung — Porga qua se desenvolve enlre dous corpos 
qoe se eDContram, e que aetùa taDgeDcialmente à superficie 
de contacio, ofTerecendo certa resistencia ao escorregamento 
de um dos corpos sobre o outro. 

Coeffleientes de attrito 

Alyenaria de pedra Becca 0,6 a 0,7 

„ com argaroassa homìda 0,74 

Madeira sobre pedra cerca de 0,4 

Ferro lobre pedra 0,7 a 0,3 

Madeira sobre madeira 0,5 a 0,3 

Madeira sobre metal 0,25 a 0,15 

AlTenaria sobre argila secca ; 0,51 

Alvenaria sobre argOa bumìda 0,33 

Terra sobre terra 0,25 a 0,10 

Terra sobre terra, areia secca, argila e terra 

misturada 0,38 a 0,75 

Terra sobre terra, argila bumida 1 

Terra sobre terra, argila molbada 0,31 

Terra sobre terra, seixos e cascalbo 0,81 a 1,11 

Attrito de escorregamento (Tech) — Frottement de 
gli$9ement. — Friction ofsliding. — Gleitende Reibwng. 

Attrito de rolamento (Tech) — Frottement de rovk" 
meni. — Friction ofrolling. — Wàlzende, roUende Reibung. 

AutorisagSo (Adm.) — Autorisation. — Licerne. — 
BeunUigung. • 

AvaliagSo (Adm,) — Évaiuation, estimation. — Esti- 
nìote. — Schàtzung, Abschàlzy/ng. — As avaliagòes sao 
feitas por peritos de reconhecida idoneidade. 

Avango angular (Loc.) — Numero de gràos em que 
se anticipa a marcha do excentrìco, da marcha rela- 
tiva do embolo. Produz maìor espansào e economia. 



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U AVAWgO DA GAVETA AVENTAL DA MACHINA 

Avango da gaveta (Locom.) — Avance du tiroir. — 
Lead ofthe slide. — Voreilen de$ Schiebers. — Adiantamenlo 
do movimento da gaveta em relagào ao embolo. 

Avango linear (Locom.) — Avance lineaire. — Linear 
advance. — Geradlinieger. — Vorlauf. — Projecgao do arco 
que mede o avanco angular. 

Avaria cu damno (Tech.) — Avarie, domnuige. — Ave- 
rage, damage.— Haverie, Schaden — Nas locomotivas em 
marcha as mais frequentes sào: — Avaria dos eixos. Dà-se 
geralmente no espaco de calcagem (portée de caiogfej^quando 
eixo é recto; e no cotovello, quando é de manivella. A 
avaria n'um eixo motor ou conjngado obriga a machina a 
parar. Sondo n'um eixo conductor, obriga a machina a 
marchar lentamente (depois de ser erguido o eixo avariado) 
ale à primeira estagào. — Avaria dm roda». Quando uma 
roda se descalga do eixo, convém nào continuar com a 
machina em marcha. mesmo se deve fazer quando se 
dà ruptura n'um dosarosdas rodas. — Avaria dos excentri - 
COS. Quando se rompe um celiar, continua-se a marcha da 
machina, até à primeira estagào, trabalhando sómente um 
cylindro. — Avaria das molas e da suspensào. E' rara e pe- 
rigosa. A machina tem de parar, quando se dà. — Avaria 
dos tubos. Dà-se frequentemente. machinista por melo de 
tampòes obstrue o tubo avariado, aflm de que a agua da 
caldeira nào tenha sahida. — Avaria dos embolos. Quando 
produz grandes fugas de vapor, a machina nào póde func- 
cionat embolo tem de receber concerto, o que so se faz 
na ofQcina e, portante, a machina ha de ser rebocada. — 
Avaria na gaveta. Produz fugas de vapor; e muitas vezes a 
gaveta nào funcciona por causa de algum corpo extranho. 
E' necessario, n'este caso, esperar a machina de soccorro. 

Avental da machina (Locom.) — Tablier du tender. — 
Hinged pUUe beteween the mgine and tender. — Briicke des 



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AVISO OU PORTARIÀ BADAME d5 

Tenders. — Chapa de ferro que serve para cobrir o espago 
eiistenle entre a machina e o tender, e permittir pas- 
sagem segura aos foguìstas. E' presa à machina por meio 
de dobradigas. 

Aviso OU portaria (Adm.) — Avis. — An order signed 
by a minister. — Ministerialerlass. — Acto do governo as- 
signado pelo ministro. 

Aza de cesto (Arch.) — Anse de panier. — Basket- 
handle-arch. — Korbhenkelbogen. — Arco composto tragado 
com um numero impar de raios. 

Aza de um edificio [Vide: Architectura]. — Aile. — 
Wing. — Flùgel — Porgào em saliencia é direita e à es- 
querda da face prìncipal de um edificio. 

Azeitar, lubrificar com azeite (Mach.) — HuUer. — 
To oU. — Oelen. [Vide : Copos d& azeite]. 

Azimuth (Tech.) — Azimuth. — Azimulh or Bearing. 

— Azmuth. — Angolo que urna horizontal qualquer fórma 
com plano vertical que passa pelo eixo magnetico da 
agulha. — [Vide : Exploragd4)]. 

Azinhavre (Tech.) — Verdet, vert-d^-gris. — Verdigris. 

— Grunspan. Camada esverdeada quo se fórma sobre o 
cobre; oxydo de cobre. 

Azul da Prussia (Tech.) —Bleu de Prusse, bleu de 
Berlin. — Prussian blue. — Berliner-blau. 



B 



Badarne (Ferr.) — Bec-£àne. — Kind of chizel, mor- 
tize chizel. — Meissel, Stemmeisen. — Ferramenta de car- 
pinteiro ; especie de formào. 



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96 



BAGAGEM BALANgA DAS MOLAS 



Bagagem (E. de F.) — Bagage, — Baggage. — Gepàck. 

— Nas larifas de todas as eslradas de ferro enconlram- 
se detalhadas instruccOes sobre bagagens. 

Bagueta (Arch.) — Baguette. Saguete. — Stab, (Vier- 
tel-Hdb). — Moldura architectonica. 

Bailéo (Const.) — Andaime suspenso. Emprega-se 
quando a altura da obra nio permìlte prumos. E' formado 
de taboas e cordas. 

Baixas na linha (E. de F.) — Tassements. — Settlings. 

— Senken, Setzen des Oberbauss. — DepressOes na piata- 
forma da estrada, produzidas pelas chuvas. [Vide : Alteor 
mento da linha]. 

Balanga (Tech.) — Balance. — Balance^ scale. — Wage. 

— Apparelho de pesar. 

Balanga de contra-peso (E. de F.) — Pont à bascule, 6a- 
lance-bascule. — Weigh-bridge. — 
Bnkkenwagi% Si ì tf^isfìumge . — ^Nas 
estacùes de mcrcadorias ha balan- 
fas eni que a simplex passagem da 
carga pelo estrado, faz corri qtie o 
peso fìque registrailo no mostrador 
graduado. A figura 22 represeuta 
apparelho do syslema Dujour, 
que nào passa de um forte dyna- 
mometro. Ila outras balanps de 
contra-peso ; està, porem, recom- 
III menda-se por ser automatica- 




w 



^ 



m 



Fig. 22 — BalaD9a de contra-peso do systema Dujour, 

Balanga das molas (Locom.) — Balancier des res- 
sorts. — Springs balance levar. — Balancier der Trag- 



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BALANCIM BALAUSTIUDA 97 

Federn. — Pega da locomotiva americana ; tem por firn 
equilibrar a tensào das molas. E' de ferro em barra. 
Por meio de urna chavela fica ligada, — pelo centro 
— a um supporlo, sondo este fixado ao longerào. — A's 
extremidades da barra prendem-se tirantes, tambem por 
meio de chavetas, que recebem as extremidades de duas 
molas. 

Balancim (Mach.) — Balancier. — Side-lever, balance, 
beam — Balancier ^ Wagdfalken^ Wagbaum. 

Balango da distribuigio (Locom.) — Balance de la 
distribulion. — Rocker arm. — Schieberarm. — Em cada 
lado das locomotivas americanas enconlra-se um destes 
balangos — Eixo de reduzidas dìmensOes, contendo duas 
manivellas a 180** e trabalhando n'um supporto que ó fl- 
xado por parafusos ao longerào. Ao cepo do quadrante arti- 
cula-se a manivella interna, transmiltindo seu movimento 
oscillatorio à outra, que por sua vez arlicula-se à baste da 
gaveta, transmiUindo-lhe igual movimento. Està disposigào 
nào so tem a vantagem de communicar o movimento do 
quadrante à gaveta, comò tambem faz corno que se obte- 
uba grande curso para a gaveta com barras de excentrico 
reduzidas. 

Balango das valvulas de seguranga (Locom.) — Ba- 
lance de» soupapes de darete. — Safety valve balance. — 
SUherheitsverUilwage. — Pega do apparelho das valvulas ; 
garante a pressào sobre as mesmas. 

Balango do jogo (Locom.) — Balance dujeu. — Truck 
swing balance. — Fedembalan>cier des Vordergestelles. — 
Pe$a dos trucks que facilita a passagem da locomotiva nas 
curvas de pequeno raio. E' de ferro fundido e recebe o 
piào do truck. 

Balaustrada (Arch.) — Balustrade, garde-fou. — 
Balustrade, balmtrade-parapet. — Balmtrade, óelànder 

Dicci(miirio. 7 



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98 B/klAUSTRE 



(Brmtlehne). — Serie de balaastres. Usada nas estacOes 
de 1* classe, em pontes, eie- 
Balaustre (Arch.) — Balmtre. ~ Balmter, bannister. 
— Dockdy Gelànderdocke, Zwergssàule, Balmter. — Pequena 
columna oa pilar de pedra. ferro ou madeìra, de fórma 
mais ou menos orDaroenlada. 

BaldeagSo (E. de F.) — Trambordemerd. — Tramhijh 
meni. — Umladung. — Mudanga de passageiros ou mer- 
cadorias de um (rem ou de um carro para outro. 

Baldwin [Locomotivas de — ]. Rarissima é a via ferrea 
brasileira de alguma importancia que nào possue loco- 
motivas da conhecida fabrica de Baldwin. Os nossos en- 
genheiros manìfestam verdadeiro enthusiasmo por tao eie- 
gantes e poderosas machinas. 

Vamos dar ligeira noticia da fabrica e dos diversos 
typos de locomotivas ahi conslruidas. A fabrica està si- 
tuada em Brood-Sreet, Philadelphia, — Estados-Unidos ; 
occupa uma area coberta superior a 3.642 hectares. Este 
notavel estabelecimento teve bem curioso principio : em 
1825, ourives joalheiro de nome Mathias W. Baldwin, 
associando-se a um machinista, lembrou-se de fabricar 
ferramentas para encadernadores e cylindros para estam- 
pagem de chitas e outras fazendas. Envolvido na nova 
industria, Baldwin entregou-se ao estudo da mecanica ; 
e, cheio de aplidào naturai, conseguio delinear e exe- 
cutar uma pequena machina fìxa a vapor, que a^plicou 
a seuseafazeres particulares. Os compatriotas de Baldwin, 
conhecendo as vantagens de seu invento, flzeram-lhe 
grande numero de encommendas; e o joalheiro, afim de 
satìsfazel-as, tornou-se machinista. 

Quando o mundo foi surprehendido pela maravilhosa 
descoberta de George Steephenson, o antigo ourives ame- 
ricano estudou-a profundamente. Em 1831, conseguio 



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BALDWIN 90 

coDStruìr um modelo de locomotiva que foi exposto e mui- 
lissimo aprecìado. 

No Gm d'esse mesmo anno, a directoria de urna es- 
trada de ferro dos arredores de Philadelphia, encomraen- 
dou-lhe urna pequena machina appropriada ao Irafego 
diminuto. Para conslruil-a, teve o fabrìcante de lutar com 
grandes diflSculdades, visto fallarem-lhe as precisas ferra- 
mentas, e nào haver operarios adestrados n'esse genero de 
servilo; comtudo, em 23 deNovennbro 1832 foi entregue 
a locomotiva Old Iron sides. 




Fig. 23 — Primeira locomotiTa oonstrnida por Baldwin. 

Como se ve (Fig. 22), a Old Iron $ide$ tinha i rodas, 
e rebocava seu tender tambem de 4 rodas. Està machina 
que, prestou serviQos por espaQO de 10 annos» apresentava 
as seguintes condi^es : 

Peso 6,078kg8. 

Diametro daa rodas motrizes 0<",872 

Diametro doe cjlindros 0*,24l 

Carso dos embolos. 0",457 

Diametro da caldeira 0",761 

Numero de tabos 72 

Diametro dos tubos Q^JOBI 

Comprimento dos tabos 2",133 



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100 BALDWIN 



Os cubos das rodas eram de ferro fuudido; os raìos 
e as cambotas, de madeira ; e os aros de ferro forjado. 

estrado da machina tinha longerOes exteriores. A 
velocidade da Old Ironsides subiu a 48 k. 280 ra. na expe- 
riencìa a que foi sujeita. sea casto nào passou de 
3.500 doUars. 

magnifico resultado obtido porBaldwin,fezcomque 
seu nome fosse logo conhecido na grande Republica. 

Nova encommenda foi-lhe enderegada, e desta vez por 
urna estrada importante da Carolina do Sul. Em 1834, 
(Fevereiro) estava prompta a scgunda locomotiva fabricada 
por Baldwin. Muitissiroo aperfeìcoada. Apresentava a meta 
manivdla (privilegio de Baldwin), que melhorou as coa- 
diQòes da caldeira. Pela experiencia, reconheceu o fabri- 
cante que o material empregado na construcgào das rodas 
da Old Iron side$ nào dava bom resultado; lembrou-se, 
entSo, de usar do bronzo de sino na execucào das rodas 
motrizes da nova locomotiva ; e assim o fez. Està medida 
foi de mau exito ; e jàmais em outras locomolivas empre- 
garam-se rodas desse metal. 




Fig. 21 — Locomotiva constniida em 1834. 



A presenta do truck e oulvos melhoramentos tornaram 
a machina muito vantajosa para o trafego em linhas de 
fortes curvas ; e na fabricagào de novas machinas o seu typo 



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BALDWIN 



101 



foi por alguns annos conservado, varìando apenas os 
detalhes. 

Em 1835 construìu-se o primeìro edificio da fabrica, o 
qual hoje està occupando o centro do estabelecimento e 
serve para depositos, casa das caldeiras, etc. 

De 1842 data a locomotiva Baldv^in de 6 rodas conju- 
gadas, dàs qoaes suo niotrizes as 4 da frente. Foi nesle 
typo que appareceu pela prìnìeira vez os dous invenlos 
americanos : o limpa-trilhos, que resguarda a machina ; a 
tolda, que resguarda o machinista. Està locomotiva, pe- 
sando 12 toneladas, tao lìsongeiros resultados obteve, que 
tornou-se typo muìtissimo procurado pelas companbias. 
A evoluQào deu-se tambem na chaminé. 




Fig. 26 — Looomotiya de rodas coi^ngadas, 1842. 

Em seguida damos o typo de 1846, tendo oito rodas 
conjugadas; n'esse tempo jà o peso das macbinas attingia 
a 18 e 20 toneladas. ^ 

Em nossas estradas de ferro o typo de 8 rodas conju- 
gadas nào é multo vulgar ; lem sìdo preferido o typo Con- 
solidation do qual adiante damos a figura. 

typo que hoje està muito espalhado pelas nossas 
estradas de ferro, o de 4 rodas conjugadas e truck de 
4 rodas, appareceu em 1845. Emquanto que nas outras 



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103 



BALDWIN 



locomotiva$, corno se ve pelas figuras, os cylìndros sào 
ÌDclinados, n'esta elles se apresentam em completo bori- 
zontalismo. 




Fig. 36 — Locomotiva de 8 rodas coigngadu, 1846. 

A locomotiva de grande velocidade para passageìros 
construida em 1848, para a Vermond Central RaUroad, 
possuia um par de rodas molrizes com l'",980 de diame- 
tro, collocado por detraz da fornalha. Os cyliodros tinham 
para diametro 0'",43S,e o curso dos embolos era de 0^508. 




Fig. S7 — Looomotiya da Vermont Central Rml-road, 

A sua velocidade, rebocando um trem, attingia a 96 k. 
558 m. por bora. 



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LOCOMOTIVAS BALDWIN 



103 





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104 



LOCOMOnVAS BALDWIN 




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LOCOMOTIVAS BALDWIN 



105 



1 



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106 



LOCOMOTIVAS BALDWIN 




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LOCOMOTIVAS BALDWIN 



107 




Pm 



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108 



LOCOMOTIVAS BALDWIN 




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LOCOMOTIVAS BALDWIN 



109 




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110 



LOGOMOTIYAS BALDWIN 




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BALDWIN ili 



Na classiflcacào das locomotivas a fabrica de Baldwin 
emprega as leltras C, D, E e F, para determinar o numero 
de rodas motrizes. A leltra C, indica que a locomotiva tem 
4 rodas motrizes conjugadas. A lettra D, indica que lem 
6 rodas motrizes conjugadas. A lettra E, indica que tem 
8 rodas motrizes conjugadas. A lettra F, iodica que ha 
10 rodas motrizes conjugadas. 

Empregam-se os numeros 4, 6, 8, 10 e 12, antes das 
leltras, para indicar o numero total de rodas da machina, 
entrando as dos trucks. Assim : 10 D, quer dizer que a lo- 
comotiva tem 6 rodas conjugadas e um truck de 4 rodas. 

Um ou mais algarismos, em seguida aos que indicam 
numero total de rodas, indica o diametro dos cylindros, 
a saber : 

8 indica cylindros de 7 poU. (0^,178) de diametro 



10 


n 


» 


de 


8 


r» 


(0m,203) 


12 


» 


lì 


de 


9 


n 


(0ra,203) 


14 


w 


n 


de 


10 


n 


(0«',254) 


16 


n 


» 


de 


11 


n 


(0^1,279) 


18 


n 


TI 


de 


12 


n 


(0m,305) 


20 


n 


n 


de 


13 


n 


(Oni,330) 


22 


» 


n 


de 


14 


n 


(On»,356) 


24 


r 


n 


de 


15 


ti 


(0«>,381) 


26 


n 


n 


de 


16 


n 


(0ni,406) 


28 


n 


r> 


de 


17 


w 


(0n»,433) 


30 


r> 


ri 


de 


18 


n 


(0m,467) 


82 


n 


n 


de 


19 


n 


(0ra,483) 


84 


n 


n 


de 


20 


n 


(0^,508) 


36 


n 


r 


de 


21 


n 


(0^,533) 


38 


n 


n 


de 


22 


n 


(0»n,558) 



Exempliflquemos : 8— 26 C, indica uma locomotiva de 
8 rodas, tendo 4 rodas motrizes conjugadas, e cylindros 
de 16 poUegadas (0",406) de diametro. 

A fracgàoVi» addicionada ao numero e leltra, indica que 
ha um truck em cada exlremo da locomotiva. 8—26 Vi C, 



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112 BALDWIN 

' indica urna locomoliva de 8 rodas, tendo 4 conjuga- 
das, cylìndros de 16 pollegadas (0",406) de diametro, e 
um truck de 2 rodas em cada extremidade. 

Si em vez da fracgào Vi està Vsi é que a machina é do 
niodelo Forney, tendo o truck atraz da fornalha. 

8 — 26 ^3 C, indica ama locomotiva de 8 rodas, tendo 
4 motrizes conjugadas cylindros de 16 pollegadas de dia- 
metro e truck de 4 rodas atraz da fornalha. 

Um numero em seguida à designalo da classe, con- 
forme se encontra em cada locomotiva, dà o numero de 
classe d'essa locomotiva, e fornece a desìgnagào individuai 
da niesma, em rela^ào ao numero de conslrucgào. Assim 
8—26 G 5, quer dizer a quinta locomotiva da classe 
8—26 C. 

No Brazil, a primeira remessa de locomotivas Baldwin 
foi recebida pela Estrada de Ferro D Fedro II, em 1863. 

Uoia das mais curiosas locomotivas d'està fabrica, exis- 
tente em nossas estradas de ferro é sem duvida a Amarilio, 
que vence uma rampa de 10 7o no ramai da Alfandega 
da Estrada de Ferro de Baturité. * 

Està possante machina-tender està em actividade desde 
Setembro de 1878; faz, além do servilo da grande rampa, 
as continuas manobras da estacào centrai, e jàmais neces- 
sitou sèria reparacào. As suas condicòes technicas sào as 
seguintes : 

« Typo Pentland, 6 rodas eoi^atradas 

Diametro dos cylindros 0^,800 

Carso do8 embolos 0™,400 

Diametro das rodas 0^,825 

Base rigida 2m,312 

Peso total da machina em serrilo. kgs. 18,573 

Capacidade do tanqae lits. 2271,5 

* Este ramai foi snbstituido por oatro de menor declividade. 



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BALIZA BANQUETA DA PLATAFORMA H5 

Baliza (Tech.) — Jalon. — Stake, pole. — Absterkpfahl, 
Stab, Baafte.— Vara de 2 metros de altura, pintada de 
branco e de encarnado, servindo para o engenheiro ver a 
verlical que passa pelo ponto que tem de visar. 

Balizamento (Tech.) — Jalonnage, jalonnement. — .... 

— Abstecken. 

Balizar (Tech.) — Jalonner. —To mark out. — Abs- 
tecken ausslerken. 

Banco de carpinteiro (Const.) — Éiabli, banc de char- 
peìUier. — Carpenlers bench, — Hobelbank. 

Bandeìra de porta (Arch.) — Fenétrelle. — Sky4ight. 

— Oberlichtfenster einer Tliùre. — Vidraca rectangular ou 
semi-circular, coUocada no alto da porta. 

Bandeiras [sìgnaes] (E. de F.) — Drapeaux. — Flags. 
— Fahnen (Signalfahnen). — As bandeiras empregadas comò 
signaes sào : Branca (paz). — Verde (cautella). — Encar- 
nada (perigo). 

Bandeirola (Tech.) — Banderole. — Bake. — Bake, 
Aussteckstab, Fàhnchen — Baliza munida de bandeira en- 
carnada, servindo para as visadas feitas ao longe. 

Banho de argamassa (Const.) — Bain de mortier. — 
Morter-bath. — Mórtelbad, Mórtelbett. 

Banho de concreto (Const) — Coidage de beton, bé- 
torinage. ~ Concreling. — Belongrùndung Betonb^t. 

Ban(][ueta do lastro (E. de F.) — Accotemenl. — Side- 
space, — Bankelt, — Orla comprehendida enlre a borda 
exlerior do trilho e a crisla do lalnde do lastre. Eth goral 
lem de O^jRO a i metro de largura. 

Banqueta da piata-forma (E. de F.) — Banquelte. — 
Drifì'Way, — Bankett, Berme. — Nos aterros,éa orla com- 
prehendida enlre o pò do lalude do lastro e a crista do 
aterro. Nos cortes, è a orla enlre o pé do lalude do lastro 
e a vallela. Costuma ler 0",5 de largura. 

Diooionario. 8 



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114 BANZO BAROMEraO 

Banzo [Mesa de viga de ponte, em Portugal]. 

Barberot [Syslema — ]. — As almofadas de ferro fun- 
dido causam grandes estragos à cabeca inferior do trilho. 
Barberot procurou supprimil-as, sustentando o trilho por 
melo de duas pegas de madeìra, coUocadas conlra elle, en- 
talhadas do dormeDle e n'este flxadas por meio de para- 
fusos. Ao principio o systema (Fig. 48) teve grande accei- 
tasSo ; depois foi abandonado por causa das dimensOes 
das pecas de madeira e pela difQculdade que havia em 
mantel-as apertadas durante muito tempo. 




Fig. 48 — Systema Barberot. 

Couche manifesta-se deste modo sobre o assumpto : 
<( On ne peut, aujourd'hui surtout, songer à attribuer dans 
les voies un róle essentiel à des pièces de bois d'une très- 
peiite sectìon, sujettes à se fendre et à se délériorer d'au- 
tant plus rapidement que Tétendue relative de leurs sur- 
faces est plus grande. 

C'e»t ainsi que Texperience n'a pas confirmé les espe- 
rances qu'avait fait concevoir une disposition ingénieuse 
due à un ingénieur frangais, M. Barberot». 

Barometro (Tech.) — Baromèlre. — Barometer. — 
Lufldruckmesserj Wetlerglas, Barometer. — Inslrumento 
que serve para medir as pressOes atmosphericas. — [Vide : 
NivdamerUo barometrico e aneroide]. 



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BAROMETRO 



115 



CoiiTersio em miillmetros 


das alturas dos 


BarometroB 




ingrlezes e francezes expressas em pollegradas 


Barom. inglez 


Barom. inglez 


Barom. francez 


Barom. francez 


NI ìh. 


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P*l ìm 


.. 


NI Hi. 


•■ 


NI lii. 


■■ 


230 


584. 19 


27 


685 79 


23 


622 61 


26 4 


712 84 


1 


58«.72 


1 


688. 33 


1 


624.87 


5 


715.10 


2 


589.27 


2 


690 87 


2 


627 12 


6 


717.86 


8 


691.81 


B 


693.41 


3 


619 38 


7 


719 61 


4 


594.85 


4 


695.95 


4 


631 64 


8 


721. 86 


5 


596 89 


5 


698.49 


5 


6o3.90 


9 


724.12 


6 


599.43 


6 


701.03 


6 


636.15 


10 


726 88 


7 


601. 97 


7 


703. 57 


7 


638.41 


11 


728.63 


8 


604.51 


8 


706 li 


8 


640 66 


27 


730.89 


9 


607.05 


9 


708.65 


9 


642.92 


1 


733.15 


24 


609 59 


28 


711.19 


10 


645.17 


2 


736 80 


1 


612.18 


1 


713.72 


11 


647.43 


3 


737.66 


2 


614.67 


2 


716.27 


24 


949.68 


4 


739.91 


8 


617.21 


3 


718 81 


1 


651.94 


5 


742.17 


4 


619.75 


4 


721.35 


2 


654.19 


6 


744.42 


5 


622.29 


5 


723.89 


3 


656 45 


7 


746.68 


6 


624 83 


6 


726 43 


4 


653.71 


8 


748.94 


7 


637 87 


7 


728 97 


5 


660.96 


9 


751.19 


8 


629 91 


8 


731.51 


6 


663.22 


10 


753.46 


9 


632 48 


9 


734 05 


7 


665 47 


11 


756.70 


250 


634.99 


29 


736. 59 


8 


667.73 


28 


767.96 


1 


637.53 


1 


739.13 


9 


6^9 98 


1 


760.22 


2 


640.07 


2 


741.67 


10 


672.24 


2 


762.47 


8 


642.61 


3 


744.21 


11 


674.49 


8 


764.73 


4 


64515 


4 


746.75 


25 


676.75 


4 


766 98 


5 


647.69 


5 


749.29 


1 


679.01 


5 


769.24 


6 


650.23 


6 


751. 83 


2 


681.26 


6 


771.49 


7 


652.77 


7 


754.37 


8 


683.52 


7 


773.76 


8 


655.81 


8 


756.91 


4 


685.77 


8 


776.01 


9 


657.85 


9 


759.45 


5 


688 03 


9 


778.26 


26 


660.39 


30 


761.99 


6 


690 28 


10 


780.52 


1 


662.93 


1 


774. 53 


7 


692.54 


11 


788.77 


2 


665.47 


2 


767.07 


8 


694 80 


29 


785.03 


8 


668.01 


3 


769.61 


9 


697.05 


1 


•787.29 


4 


670.55 


4 


772.15 


10 


699.31 


2 


789.54 


5 


673.69 


5 


774.69 


11 


701 5i 


3 


791.80 


6 


675.63 


6 


777 23 


26 


703)82 


4 


794 06 


7 


678.17 


7 


779.77 


1 


706.07 


5 


796.31 


8 


680.71 


8 


782 31 


2 


708 33 


6 


798 67 


9 


683.25 


9 


784.85 


3 


710.59 


7 


800 82 


K. 


B. — ils alti 


ina do 


barometro ii 


tglez aio am pollega 


daa e decimoa, aa do 


baromu 


tro f^ancex 


bm pollei 


{adas e linha 


«. 





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m BAROMETRO PORTATIL BARRANO) 

Barometro portatil (Tech.) — Baromètre porlalif. — 
Portable barometer. — Reisebarometer. 

Barraca (Tech.) — Barraque, — Hul, lent, — Zdt. — 
Nos trabalhos de exploracao muitas vezes os engenheiros 
residem em barracas. que sào feilas de lonas. 

Barra de engate (Locom.) — Barre d*attelage, — Drag- 
bar. — Kuppelstange. — Barra de ferro, munida de olhaes 
nas exlremidades, que serve para ligar o tender a ma- 
china. Urna das exlremidades passa por baixo do estrado 
da tolda e ontra por baixo do tender. Os olhaes e oriQcios 
dos estrados sào atravessados por pinos. A barra de en- 
gate póde se romper; ha, por isso, lambera correnles de 
seguranga. 

Barra de excentrico (Mach.) — Barre d'excentrique. 

— EccerUric rod. — Excentrikstange. — Barra de ferro ou 
de aco que transmilte o movimento do excentrico à ga- 
veta. Tem um extremo engastado no coUar do excenlrico 
e outro arliculado ao quadrante da distribuigao. 

Barra de ferro (Tech.) — Barre de fer. — Iron bar. 

— Eisemtab. 

Barra de ferro fundido (Tech.) — Barre de fonte. — 
Casl'iroìfìrjoist. — Gusseisenstub Gusseisenbarren. 

Barra de grelha (Locom.) — Barreau de grille. — 
Pire bar. — Roststab. — [Vide : Grelha]. 

Barra de marcha (Locom.) — Barre de marche. — 
Startinfarm. — Steuerhebelarm. — Transmilte o movi- 
mento dado à alavanca de marcha, para variar a expansào 
ou inverter o movimento da machina. Tem um extremo 
arliculado na alavanca de marcha e outro oa manivella do 
eixo do contrabalaoco. 

Barranco (Tech.) — Ravin. — Revine. — Abschùsnger 
Rand (eines Ufers, Erdstures). 



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BARRETA BASALTO H7 

Barreta (E. de F.) — [T'ala de juncgào, em Portu- 

gal]. 

Barrica de um muro (Consl.) — Ventre iTun mur. — 
Bend ofa wall. — Wandausbanchnug, 

Barrillete (Ferr.) — Valet d'établi. — HoldfasL — 
Klammerhaken, BarMiaken. — Pega de ferro em fórma de 7, 
cono que os carpinteiros e marciaeiros fixam as obras 
sobre banco de Irabalho. 

Barro (Consl.) — Especie de argila. 

Barro de tijolo (Const.) — Terre à brique. — Brick- 
clay. — Ziegellehm. 

Barrote ( Consl. ) — Solive. — Joist. — Balken. — 
Pega de madeira que entra na formacào dos soalhos. 
Assenta sobre vigas ou frechaes, ou fica engastado na pa- 
rede. Recebe na parie superior as taboas do soalbo. 

Barrote do tecto (Const.) — Lambourde du plafond. — 
Ceiling-joisi, ashler-joist — Fehllram, Blindlram, Deckens^ 
chalungshalter. 

Barrote [que suslenta a beira do telhado] (Const.) — 
Coyau. — EaveS'lath. — Aufschiebling, Traufhaken. 

Barrote falquejado (const.) — Solive de brir^. — Trunk- 
beam. — Behanter Balken. 

Barrote serrado (Const) — Solive sciée. — Saw-beam. 
— Gesàgter Balken. 

Barrote mostre de um soalbo (Const) — Doubleau. — 
Binding-joiit, — Mittelbalken, Brettklotzer. 

Barrotes dispostos para tabique (Const.)— ^Colom- 
bage. — Framed-partition. — Fachwerk. 

Basalto (Tech.) — Basalte. — Basali. — BasaU. — 
Pedra composta de augito, feldspatlio e ferro magnetico. 
De cor azul quasi preta, é de grande dureza. Empregada 
em obras hydraulicas, fundagòes, eie. peso de 1 metro 
cubico é de 3.200 a 3.600 kìlogs. 



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118 BATE-ESTAGAS BATERU DE GYRADORES 

Bate-estacas (Const.) — Sonnette. — Pile-driver, pile- 
erigine, ram-engine. — Rammey Rammaschine, Pfahlein- 
treibmaschine. — Machina destinada a cravar estacas de 
fundacSo. 

Bate-estacas de aranha (Const ) — Sonnelte à déclic. 

— Pile driver engine, with pincers. — Kunslramme, Klin- 
kenramme, FaUioerk, — baiente é de ferro fundido e pesa 
de 500 a 800 kgs. A quéda é de S-.S a T'-^S. E' mauo^ 
bra^o por quatro operarios. 

Bate-estacas de corda (CoDSt.) — Sonnetle à tiraude. 

— Riìiging-pile' erigine. — Zugramme, Lauframme, Schlag- 
werk. — baiente é de 300 a 1.000 kgs., de ferro fundido 
cu de madeira. N'este segando caso deve ter cullar de ferro 
nos dous extremos. A polìa da corda, de madeira ou ferro 
fundido, lem O^jS a 0",6 de diametro. 

Bate-estacas a vapor (Const.) — Sonìiette à vapeur. 

— Steam-pile-driver. — Dampframme. — bate-estacas 
Nasmyth tem um baiente que peza de 1.000 a 2.500 kgs. 
Altura da quéda O^.S a 1 metro. Dà 75 a 100 pancadas por 
minuto. 

Batente ou macaco [peso do bate-estacas] (Const.) — 
MoìAon. — Ram. — Rammbàr. 

Batente de porta (Const.) — Battanl de porte, vanr 
tail. — Door-leaf. — Thùrflugel. — Parte movel de urna 
porla. 

Batgr ou sócar a terra (Const.) — Damer, — To ram, 
to beat down. — Rammen, feslstampfen, eins-tampfen. 

Batida (Const.) — VoUe. — TaUy. — Hitze. — Sèrie 
de pancadas, sobre a cabe^a das estacas de fundagào, da- 
das pelo batente do bate-estacas. 

Bateria de gyradores (E, de F.) — Batterie deplaques 

— Tumtable range. — Dr^eheibebatlerie. — Nas esta§Oes 



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BÀZE DO TALUDE- 



-BAZE RIGIDA 



110 



ligam-se as linhas parallelas por meio de baterias de gy- 
radores, corno se ve na figura 49. 

Quando ha entre-via bastante, emprega-se bateria re- 
cta ; quando é pequena, recorre-se entào à bateria obli- 
qua. Os gyradores dào passagem aos vehiculos de urna 
linha para outra. A manobra consta das operacOes se- 
guintes : Collocar o vehiculo no gyrador, dar movimento 
a este, e passar o vehiculo para a outra linha. [Vide : Gy^ 
rador]. 




Fig. 49 — Bateria de gyradoreB. 

Baze do talude (E. de F.) — Base du lalus, — Base 
of the slope. — Bóschungsanlage. — ProjecQào horizontal 
do talude. [Vide : Talvde]. 

Baze rigida (E. de F.) — Base d'appui, empàtement 
des essieux accouplés. — Rigid wheel base. — Steife Base der 
Triebràder^ Steifer Radstand der Triebràder. — Distancìa 
entro os eixos fixos exlremos de um vehiculo. 

Na tabella que em seguida apresentamos, para R, raio 
das curvas empregados na estrada de ferro, encontra-se d, 
a baze rigida maxima dos vehiculos. 



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120 BENGH-MARGK - 



BIBUOGRAPHIA DE EST. DE FERRO 



Bitola de l'-.iSfS 


Bitola de l» 


Bitola de C»,75 


R=16Ò 


i — 3,*20 


in 

R-- 80 


i=-2,00 


R= 60 


i= 1,6 


K = 200 


i = 3,60 


R=100 


^ = 2,40 


R= 80 


d= 1,0 


R. = 250 


i-4,00 


R=150 


i=-3,20 


R=100 


d=^ 2,5 


R-300 


^=-4,40 


R = 200 


d = 3,60 






R=-B75 


^=-5,00 











Pela seguinte formula de Molesworlh determina-se a 
base rigida maxima do material rodante : 

W = ^ R=9WG 

Sendo : R, raio mìnimo das curvas ; W, base rigida 
maxima ; G, bitola da estrada. 

Oemprego dos trucks diminuede multo a base rigida 
das locomotivas e dos carros. [Vide : Bogie e Bissel], 

Bench-marck ou marco de referencia (Tech.) — 
Point de repère, borne-repère. — Bench-inarck, — Kreuzp- 
fahU Bindepflork, Markzeichen. — Ponto fixo ao solo e de 
nalureza immutavel, ao qual se refere um nivelamento. 
De kilometro em kilometro deve se collocar um bench- 
marck, pelo menos. 

Berbequim (Ferr.) — Vilebrequin, drille à argon. — 
Hand'brace, breasl-borer , — Brustleier, Draujbohrer. — 
Ferramenta destinada a furar madeira ou ferro, dando 
movimiMito rotativo a urna broea ou pùa. 

Bibliographia de Estradas de Ferro : 

Adhémar. Constractlon des tramways, 1872. 

A guàio. Systèine pour franchir les fortes rarapes, 1873. 

(*) Americo dos Santos (José). Or^amentos para estradas de ferro. 



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Revista de Engenharia (quinzenal), fundada em 1879 pelo enge- 
nbeiro civil Francisco Pican^o. No 1^ semestre de 1880 foi dirigìda por esse 
engenheiro e pelo engenbeiro civil José Americo dos Santos, que de Jalbo 
em diante continaou so na direc^ào. 

Revista de Estradas de Ferro (mensal), fandada em 1885 pelo 
engenbeiro civil Francisco Pican^o. 

Revista do Instituto Polytechnico Brafileiro (annaal), fandada 

em 1867. 

# 

Bevistas Estrangeiras 

Revista de Obras Publicas e Minas (portagaeza), Lisboa. 

Revue generale des chemins ^^ /er (franccia), Paris. 

Annales de ponts et chaussées (franceza), Paris. 

Moniteur des chemins de fer (franceza), Paris. 

Annales des travaux publics de Belgique (franceza), Broxellas. 

American raiUroad journal (ingleza), New-York. 



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BIGO DE GAZ • 



• BILHETE DE PÀSSÀGEM 



127 



Rail-road Gaifette (ingleza), New- York. 

Railway News (ingleza), Londres. 

Railwqy Times (ingleza), idem. 

Engineer (ingleza), idem . 

Engineering (ingleza), idem . 

Railway Gaiette (ingleza), idem . 

Archiv fUr Eisenbahnwesen (alleraa), Berlim ■ 

Monitore del Strade ferrate (italiana), Tarìm. 

Bico de gaz (Const.) — Bec à gaz. — Gas-burner, 
bumer. — Brenner, Gasbrenner. 

Numero de bieos neeessarios & lllamina^jio d^am espa^^o 

(Dados qne podem sertir de baze para o calcolo) 



Snperflcie do 
OBpafo em U* 


Altura do 
espa^o em M. 


Nomerò de 
bicos de gas 


A torà do8 bicos 

acima do solo 

em M. 


22 


4 


2 - 3 


2,0 — 2,2 


82 


4,5 


5 — 6 


2,2 - 2,5 


56 


6,4 


9-12 


2,5 — 2,8 


100 


7,0 


16 — 20 


2,8 - 3,4 


156 


9,5 


25-80 


3,4 - 4,0 


246 


12,6 


40-45 


4,0 - 4.6 


350 


14,0 


60 - 70 


4,6 - 5,3 


480 


15,5 


100 — 120 


6,3 — 6,0 



Bifurcagao cu entroncamento (E. de F ) — Bifurca- 
tion. — Bifurcalion or forking, — ZweiteUung, Abzwei- 
gung. — Ponto da estrada de ferro para onde convergem 
duas linhas. E' servìdo por agulhas. ^ 

Bigorna (Tech.) — Bigorne, enclume. — Anvil. — Ambos. 

Bilhete de passagem (E. de F.) — Billct de voyage. — 
Ticket. — FahrbiUel, Fahrkarle, — Todo o bilhete tem as 
seguinles indicafOes : Nome da estrada. Letra e numero 
da serie. Designacào da classe. Pre^o. Nome da esta^ao 
que expede. Nome da estaQào de destino. 



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128 . 



BILHETE DE IDA E VOLTA - 



B1SSEL 



Bilhete de ida e volta (E. de F.) — Billel d'aller et 
retour. — Return ticket. — Returbillet, Rikkfahrkarte. 

Bilhete de tram de recreio (E. de F.) — Billet de 
train de plaisir. — Excursion-train ticket. — Vergnùgungs- 
fahrbillel (karte). 

Bilheteria (E. de F.) — Bureau des bUlels. — Ticket- 
olJìce, — Billetenverkauf, Bllletencasse. — Comparlimento 
da estacào onde se vendem os bilhetes de passagem. Deve 
possuir armarios convenienlemente repartidos, de modo a 
facilitar a procura dos bilhetes de qualquer estagào da lìnha . 

Bimbarra (Ferr.) — Anspect. — Handspike, bar, spake 
— Spake, Aandspake, Spillbaum, Windeb. — Alavanca de 
grandes dimensOes, propria para o trabalho de remo^^o 
de fortes pezos. '^ 

Bissel cu chanfro (Tech.) — Biseau. — Sloped edge. 
Schràger Abschnitt (Abgeschàrfle Kante). — Corte ou secfào 
inclinada, em diagonal. 

Bissel [Articualcào de — ] (E. de F.) — Quando o pino 
do bogie està collocado, iiao no sea centro de figura, mas 




Fig. 60 — Arti<m1a9So do Bissel. 

oa • 66, eixos articnlados em k el, concorrendo pan o centro da cnrra.— PO. eixo trans- 
▼erdal do Tehicnlo. Os ponfcos ) e k devem ser sitaados a iguul distancia dos eizos 
das TOdas e do eixo transversal do Tehicalo. 

em um ponto siluado sobre o prolongamento do seu eixo 
longitudinal, o bogie é de articulagào de Bissel. Peb flgura 



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BITOLA BITOLA ESTREITA 129 

vé-se quanta vantagem apresenta està disposìgSo na pas- 
sagem dos carros e machinas em curvas de pequenos raios. 

Bitola (E. de F.) — Largeur de voie, — Gange. — 
Spurweite. — Largura da linha entra trilhos. 

No Brazil enconlram-se estradas de ferro com as se- 
guintes bitolas : l-,60, l-,44, l-,40, l-,20, IMO, 1-, 
0",95, 0",76, 0",60. A estrada de ferro de Mauà, actual 
1' sec^ào da estrada de ferro Principe do Grào-Parà, leve 
para bitola i',68 ; mais tarde foi reduzida a i metro. 
Sobre o assumpto bUola o leitor encootrarà maior numero 
de informagOes no artigo — Variedade de bitolai nas eitradas 
de ferro, no livro — Varios Estudos, do engenheiro Fraii^ 
cisco Picango. 

Nos Eslados-Unidos a bitola normal é de 1 ",435 /Stan- 
dard gauge); afóra està, encootram-se as seguintes : i",830» 
l-,678, l-,525, l-,474, . l-,449, 2-,068, 0-,915 e 
0-,763. 

Na Europa a bitola normal é tambem de 1",435. Acìma 
d'està, em diversos paizes, eslSo adoptadas as seguintes, 
comò maximas : 

Inglaterra. . . 2m,ia3 Irlanda 1«,680 

Hollanda .... 2^,183 Escossia lm,676 

Hespanha... Iin,7d6 Basila. lm,628 

Em algumas colonias inglezas, as bitolas maximas das 
estradas de ferro sdo as seguintes : 

Canada im,680 

India ingleza Ì^fi76 

AuBtralia 1^,600 

Bitola estreita (E. de F.) — Voie élroile. — Narrow 
gauge. — Enge Spur. — A que nào tem mais de 1",20. 

No Brazil nào ha mais estradas de ferro de bitola larga 
em construq^ào ; e é provayel que tao cedo d'ellas nSo 

Diooionmrlo. 9 



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ISO 6IT0LA LARGA SLOGO 

precisemos. As vantagens da bìtola estreita, quando o 
trafego nào é grande, estao muitìssimo conbecidas ; nSo 
ha necessidade de tratar d'este assumpto. 

alargamento da bilola nas linhas estreitas é dado 
pelas seguintes formulas : 

6000 
A = — ^ 10, quando o raio minimo = 150". 

A = — ^ 10, quando o nuo mimmo =» 100™. 

Sendo : A, o alargamento e R, o raio da curva. [Vide : 
Alargamento da bitola.] 

Bitola larga (E. de F.) — Vote large. — Broad-gauge. 

— Breitspur. — A que é superior a 1",20. A maior ató 
boje adoptada altinge a 2",133. 

Bitola [Regna] (E. de F.) — Gabari d'écartement. — 
Permanent way gauge. — Schahlone oder Spurlehre. — Me- 
dida empregada pelos trabalhadores da via permanente 
para verìGcarem se a linha tem a largura determinada. 

Bitume (Tech.) — Bitume. — BUumen. — Erdpech. 

— Materia empregada nas conslruccOes civis e na compo- 
sicào de alguns vemizes. 

Block-systema (E. de F.) — Block-système. — Block 
system. — Blocksyslem. — Proteccao dos Irens em marcba 
pela divìsào da linba em seccOes fechadas ou seccOes suc- 
cessivas, em cada uma das quaes dois trens nào podem se 
achar ao mesmo tempo. A primeira applicagào do Block- 
systema foi feita em 1844, sobre uma secgào de via unica 
da estrada de ferro Eastern Counties, de Norwick a Yar- 
mouth. 

Bloco (Const.) — Bloc. — Block, log. — Bloé. — Pe- 
dalo de pedra naturai ou artiScial, de forma cubica e gè- 
Talmente de grande dimensOes. 



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BOGA DE TUNNEL BOEIRO 131 

Boca de tunnel (E. de F.) — [Vide : Entrada de tun- 
mi] 

Boeiro (E. de F.) — Aquedttc, ponceau de rigole, buse, 
daht. — Culvert. — Durchlasg. vào ou abertnrà do boeiro 
é calculado segundo informagOes e seguado os signaes 
deixados no terreno pelas cbuvas. Ha boeiros de alvenaria 
de pedra secca, e de alvenarias de tìjolos ou pedras com 
argamassa, e lambem de madeira. Quando o fllele d'agua 
a vencer é muito diminuto, empregam-se tubos de ferro 
fundido ou de barro vìdrado etn vez de boeiros. 

boeiro compòe-se de : Paredes laleraes. Alicerce ou 
sapala. Calgada. Capa ou abobada e alas. — A cal^ada 
deve ser impermeavel, e ter declividade bastante para nào 
demorar a passagem das aguas. As dimensOes das paredes 
variau) conforme os typos. As alas servem para nào deixar 
as lerras do pé do alerro obstruirem as bocas dos boeiros. 

Delermina-se o comprimenlo de um boeiro pela se- 
guinte formula : 

l = 2(p'¥ hr) 

Sendo : l, comprìroento da calcada ; p, semi-largura 
da plala-forma da estrada ; r, cotangente do augulo de 
inclinaQào dos taludes. 

Quando os taludes tem a inclina^ào de ^, a formula 
reduz-se a : 

l^2p +Sh 

# 
Ao comprimente achado pelas formulas, convém jun- 

tar 0",4 a 1 metro, segundo as alturas dos aterros. 

Quando o terreno, sobre o qual vae ser construido o 

boeiro, é inclinado de i millimetros por metro, usam-se 

as seguintes formulas (Fig. 51) : 



/" « ^±±j2l 



rh 

ri l + ri 



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i32 



BOEIRO 



As alturas das bocas sào dadas pelas formalas segaiates : 

h'^h-h l'i A" = A + n 

Comprimento do boeiro horizontal, quando o aterro é 
em tangeate» e z o angulo que o eixo do boeiro inter- 

cepta coni a per- 
pendicular sobre a 
..^ estrada : 




f-1^ 



2hr 



008. f 

Tambemseob- 
tem comprimeQ- 
Pig. 61 -Boeiro. jo dos bocìros e 

dos poQlilhOos pela segainte formula : 



L = 



P + 8,06 H 



1— »/4tWlg.^ B 

Sendo : L, comprimento medido horizontalmente ; 
P, largura da plataforma da estrada ; H, altura do alerro 
acima da capa ou da aresta superior do extradorso da abo<- 
bada ; B, inclina^ào do terreno. 

Nem sempre, durante a construc^So da estrada, s9o 
construidos todos os boeiros indìspensaveis ao escoamento 
das aguas. As chuvas torrenciaes mostram depois os pon- 
tos qi2e devem ser munidos de boeiros, e, tambem, mos- 
tram OS vàos que elles devem ter. 

engenheiro Alfredo Lisboa, modiflcando as formulas 
de Kayen, obteve as seguiutes, com que se calculam as 
espessuras dos arcos e encontros dos boeiros e pontilhOes : 



d = (0,25 + 0,08 /) [/ l + 0,2 H 
b « (0,10 + 0,56 |/"r+ 0,06 h {Ti) (1 + 0,03 H) 



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BOORO ABERTO BOEIRO DUPLO 133 

Sendo : d^ espessura media do arco ; b, espessura me- 
dia do encoDtro ; I, vào do boeiro ou pontilbào ; h, altura 
do pegao ; e H, altnra do aterro acima da aresta superior 
do extradorso da abobada. 

N. B. — Às abobadas calculadas por estas forroulas 
devem ser construidas de alvenaria de apparelbo e arga- 
massa de cimento, sendo a pedra — granito ou outra tao 
dura e resistente. Com alvenaria de tijolo, d deve ser aug- 
mentado de 0,2 a 0,3 de seu valor; e com alvenaria 
ordinaria de pedra e argamassa de cimento, poderse-ha 
arugmentar de 0,25 a 0,35 de seu valor. 

Boeiro aberto (E. de F.) — Àqueduc. — Ctdvert. — 
Offenes Objed^ 0. Durchlasi. — Construido em aterro de 
pequena altura. Emprega-se n'elle a alvenaria ordinaria 
de pedra ou de tijolo. 

Boeiro de capa (E. de F.) — Aqueduc à datles^ dalot. — 
... — Decheldohle, Gedeckter, Durcìdass. Empregado quando 

aterro passa de certa altura. vSo póde ser até de 

1 metro. N'este caso as lages terào 1",40 de comprimento 
e 0",30 de espessura. 

De alvenaria de pedra secca ou com argamassa sào 
construidos os alicerces e as alas. De alvenaria de lajOes, 
a cal^^da e a capa. Quando nào ha multa pedra perto da 
obra, as paredes podem ser feitas com alvenaria de tijolo. 

Boeiro de pedra secca (E. de F.) — As paredes devem 
ter para espessura 0,6 a 0,7 de altura. A espessura 
minima sera sempre de 0",30. As lages que formam as 
capas destes boeiros, nos de 1 metro de vào, que^sào os 
mais largos, tem i",40 de comprimento; e, para qualquer 
vào, sempre 0",30 de espessura. 

Boeiro duplo (E. de F.) — Dovble daht. — Culvert. — 
Dappeldohle^ DoppeUer, Durchlass. — que tem dous 
canaes. 



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134 BOEIRO EM ARGO BOEIRO SIMPLES 

Boeiro em arco (E. de P.) — Aqueduc voAté, aqaeduc 
en plein cintre. — Vaulted culvert. — Geicólbter Durchla$s. 
— boeiro em arco é escolhido quando a altura do alerro 
nào permilte boeiro aberto, nem o vào da obra admitte 
boeiro de capa. 

Na construcgào do boeiro em arco convém observar o 
seguinle : Empregar alvenaria de aparelho nos angulos e 
aduellas ; na caicada ou sapala, alvenaria de lajOes ; nos 
alicerces e nas paredes, alvenaria ordinaria ; na parte 
interna da abobada, alvenaria ordinaria com argamassa 
de cimento. A abobada deve ser revestida de uma chapa 
de argamassa de cimento e areia, 

Boeiro em escada (E. de F.) — Dahl à rcdents. — 
Stpes culvert, — Stappelformiger Object, Treppenformiger 
Darchlass. — boeiro era escada tem a calgada inclinada, 
segundo a declividade do terreno ; e a capa constituida 
por lajOes, que formam resaltos sobre as paredes laleraes. 

Formula de Mercadier, dando o comprimento e a al- 
tura dos resaltos em funccào da declividade da cal^ada : 

2/ 



n-'-^in-Dp 



Sendo : x, o comprimento de um resalto ; y, a altura; 
n, numero de resaltos ; /, comprimento horizontal me- 
dido entre o melo da plalaforma da estrada e a boca do 
boeiro; p, declividade por metro da calgada. 

Boeiro multiplo (E. de F.) — Aqueduc à plusieurs 
ouvertures. — Multipled culvert. — Durcìdass met mehrereny 
Ojfnungen. — que tem muitos canaes. 

Boeiro simples (E. de F.) — Aqueduc, dalot. — Cul- 
vert. — Dohle, Durchlass, Rigolenbrùcke, Object. — que 
so tem um canal. Pode ser de capa, de arco, ou aberto. 



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BOEmOS DE MADEIRA - 



-fi^LMAlSN 



135 



Boeiros de madeira (E. de F.) — Aqaeducs m char^ 
'pente. — Wooden cuivert. — Holzdohle, — Usados nas mais 
modestas eslradas de ferro dos Estados-Unidos. 

Bogie (E. de F.) — Bogie. — Bogie. — Bewegliches 
VordergesteU der locomoliven, Wendeschemel. — Pequeno 
carro de seis, de quatro oa de duas rodas, sobre o qual 
assentam as caixas dos vehiculos. Gyra livremeate sobre 
um pino. Invento americana, hoje adoptada tambem no 
material rodante das vias ferreas europòas. Nos Estados- 
Unidos espaQamento entro os eixos de um bogie é mui- 
tas vezes de 1 metro e quasi nunca passa de 2 melros ; na 
Franca tem ehegado a ser de S^^SS e, mesmo, de i'^fiO. 




Pela figura vé-se que as cavilhas ce dos bogies do carro 
passam livremente na curva media mm, que as linhas aa 
e bb convergem para o centro da curva e que o eixo tran- 
sversai do vagào pq converge igualmente para o mesmo 
ponto. Podem portante os dous bogies lomar todas as posì- 
(Oes determinadas pela curvatura da estrada, sem que o 
eixo transversai do vehiculo deixe de ser normal àlinba. 

Nas locomolivas tambem empregam-se bogiesT [Vide : 
Jago da locomotiva], 

Bolmann [Systema —]— Ponte americana composta 
de viga recta, armada de montantes de cujas extremidades 
ìnferìores partem lirantes e contra-tirantes que vào ter aos 
encontros. 



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136 BOLMANN 



L, peso total distribuido sobre a viga ; N, numero de 
malhas; W = -^, peso sobre cada monlante ; S, vào to- 
tal ; a, b, distancias do ponto de suspensào do monlante 
aos encontros; R', comprimento do tirante; r' compri- 
mento do conlra-tiranle ; D, altara do monlante. 




Fig. 68 — System» Bolmann. 

Esforgo do tirante = -^ x -^. Estorco do mon- 
tante = W. Esforco DO alto, ao centro =-|g- Esforco do 

contra-lirante = ^^ x -^. 

Os montanles trabalham por compressào, os tirantes 
por traccào. Em geral : D = -y-. 

Na obra de Commolli, sobre pontes americanas, o ieilor 
encontra detalbado esludo sobre este systema. 

Yamos transcrever a autorisada opiniào de Lavoinne 
e PoDtzen sobre o assumpto : « Le systèmè Bolmann, 
doni le principal avantage consiste dans la tiansmìssion 
dìrecte des charges aux points d'appui, exige, pour 
étre suffisamment économique, de faibles porlées, et une 
hauteur de fermes relativement considérable ; à roesure 
que le nombre de divisions croìt avec la portée, il s'alour- 
dit considérablement. 

<i En^outre, les poingous ayant, par suite de Tinégalité 
de longueur des tirants» une certaine tendance à s'in- 
cliner sous l'action des surcharges ou des variations de 
temperature, on ne parvienl à remédier à rei inconvénient 
qu'en interposant, entre le point de concours des tirants 
^l le $ommet du poin^on, une coqrte bielle ; il s'ensuit 



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BOMBA CU SIGNAL EXPLOSIVO BOMBA CENTRIFUGA 157 

que le tablier se trouve dans des condilions à peu près sem- 
blables à celles d'un pont suspeodu tenu par des haubans. 

« La difficulté de régler convenablemeot la tension de 
ces haubans de manière à obtenir une égale répartition 
des charges, difficulté qui s'accroìt avec ieur multiplicité, 
concourt avec l'isolement des poìn^ons à y accroilre le 
danger des oscillalions longitudinales» que détermine le 
passage des charges. On a essayé d'y porter renaède eu 
interposant entre les poingons des tirants disposés en dia- 
gouales, mais on arrive alors à faire que ies tirants prin- 
cipaux ne travaillent plus comme le supposerait la théorie 
et que le poids de l'ouvrage est considérablement aug- 
menté. )> 

Bomba ou signal explosivo (E. de F.) — Pélard. — 
Detonating-signal. — KnoUsignal, Petarde. — Usado nos 
dias de nevoeiro, quando do treno nSo podem ser vislas as 
bandéiras ou lanternas. Colloca-se sobre o trilho; e as 
rodas da locomotiva a fazem detonar. 

Bomba (Mach.) — Pompe. — Pump. — Pumpe. — 
A quantidade d'agua que as bombas fornecem, è dada 
pelas seguintes formulas : 



Bombas de e£feito sìmples. Q = 
Bombas de eflfeìto daplo. Q a 



60X4 

nd^T: 
60X2 



Sondo : Q, quantidade d'agua em metros cubicos por 
segundo ; d, diametro interno do cylindro da bomba ; A, 
curso do embolo; n, numero de passeios duplos do embolo 
(ida e volta), por minuto ; v, velocidade do embolo por 
segundo, no maximo = 0",481 e no minimo = 0",157. 

Bomba centrifuga (Mach.) — Pompe centri fage, pompe 
à force centri fuge. — Centrifugai -pump. — Centri fìigal- 
pumpe. — Usada para encber reservatorios, etc.. 



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138 BOMBA DE AUMENTAgiO BONDS A VAPOR 

Bomba de alimentagSo (Locom.) — Pompe dimen- 
taire, pompe (Tcdimentation: — Feed pump. — Speisepumpe. 

— Por meio de um pequeno embolo ligado ao apparelho 
motor da locomotiva» a bomba de alimentacào recebe mo- 
vimento. A locomotiva tem duas bombas, assentada cada 
urna sobre um dos longeròes. 

Nos imporlanles artigos do engenheiro Gustave Ri- 
chard — Notes sur la construction des locomotives — encon- 
tramos as seguintes consideragOes, dignas de transcripgao: 
« Les pompes soni presque abandonées pour Talimen- 
tatioD des locomotives ; leur rendement ne dèpasse guère 
60 7q- Il est vrai que, sur une pente où elles agissent 
comme freins, leur Iravail de refoulement est toul gagnè, 
mais c'esl une economie, dans la plupart des cas, insigni- 
fianle. La pompe ne semble donc pouvoir étre préférée à 
Tinjecteur, malgré sa complication, son entretien plus 
onèreux et son impossibililé de marcher sans la locomo- 
tive méme...» 

Bomba de duplo effeito (Mach.) — Pompe à doublé 
effet. — Double-ading pump. — Doppelt wirkende pumpe. 

Bomba de incendio (Mach.) ^ Pompe à feuouà in- 
cendie. — Fire engine, fire-squirt.— Spritze, Feuerspritze, 
Lóschspritze, — Nas eslacSes e nas officinas de estradas de 
ferro deve sempre haver d'esles apparelhos em estado de 
fuDccionarem. 

Bgnds (E. de F.) — Wagons des rues. — Street cars. 

— Stroisenwaggoris. — Carros das estradas de ferro de 
tracQào animai. 

Bonds a vapor. — A fabrica de locomotivas de Bal- 
dwin tem conslruido bonds a vapor de dous lypos : l\ com 
machinismo dentro do proprio carro, em um dos extre- 
mos; :2% com o machinismo em um pequenìno carro, que 



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BONECA OU CHAPUZ BOTÀO 



1^ 



à semelhaiìQa das locomolivas se prende ao bond por 
meio do engate. 

X Brooklyn-Cily rail-road company foi a prìraeira a 
empregar bonds a vapor, que foram postos em servilo no 
mez de Selembro de 1877. Ao principio empregou o pri- 
meiro typo e depois, por conveniencia, passou a empregar 
segundo, que deu melhor resultado. 




Fig. 64 *— Bonds a rapor — 2* typo. 

Cada bond a vapor de Baldwin faz o servi(^ de 16 
animaes. Os fabricaotes garanlem que o pequenìno carro 
a vapor puxa dois bonds carregados, em rampa de 3,8 •/•• 

Boneca cu chapuz (Const.) — Tasseau, chantignole. — 
Bracket, trussel. — Leiste, knagge^ Frosch. — Pequena pega 
trapezoidal de madeira que, fixada sobre a asoa, suslenla a 
terga [Vide : Madeir amento]. 

Borracha (Tech.) — Caoulchouc, gomme élastique. — 
Elasticgum, gum-elastic, india rubber. — Kautschuk^ Gummi 
dasticum, Federharz. 

Borracha vulcanisada (Tech.) — CaoiUchouc volcanisé 
— Vidcanized caoulchouc. — Vulkanisirte Kautschuk. 

BotSo (Marh.) — Bouton. — BuUon, Uud, pin. — 
Knopf, Handgriff. — Pequena pega metallica, servindo 
para articular duas oulras pegas [Vide : Pino]. 



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140 BOTlO DA MANIVELLÀ BRAgO 

BotSo da manivella do excentrico (Mach.) — Boulon 
de la manivelle de rexcentriqae, — Eccentric-gaihpin. — 
Warze der ExcetUrihUange. 

Botaréu — [Vide Contra- forte]. 

Botequim (E. de F.) — Buffet. — Refreshment room. 
— Restaurazionj Buffet. — Ha nas grandes estagOes e 
mesmo nos trens que percorrem distancias considera- 
veis. 

Bowstring (Pont.) — Bowstring. — Bowstring. — Bom?- 
string. — Este systema de pontes é pouco usado em es* 
tradas de ferro. 

Viga composta de um arco, de urna corda, de di- 
versos moutantes, e de tirantes que se cruzam. 




Fig. 65— Systema Bowstring. 

Sào de Molesworth as seguinles formulas. Sondo : T» 
empuxo no vertice do arco, em toneladas; S, vào da viga 
em pés ; R, flecha do arco, em pés; L, peso total distri- 
buido, em toneladas ; X, distancia de um montante para 
centro da viga, em pés ; N, numero de malhas em que 
arco està dividido pelos monta ntes. 

T. ^S 



8B 



Empuxo em outra qualqaer parte do arco « l/ T^ + l -g- 1 X^ 
Maxima tensSo de nm montante ■- -|7-, mais on menos. 

Braga (Tech.) — Brme.— Fathom.— Faden, Klafier, 
EUe. — Medida do antigo systema, corresponde a 2",20. 



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BRAgAINEIRA BRAQO GCHWBGTOR 141 

Bragadeira (Consl.) — Bride. — Flange, curbing. — 
Bindeeisen. — Pega de ferro que liga o extremo da asna à 
linba. [Vide : Madeir amento]. 

Bragadeira das molas (E. de F.) — Bride des ressorts. 
— Springs bridle. — Pega de ferro que abrada as folhas 
das molas das locomotivas, dos tenders e dos carros. 

Brago connector (Locom,) — Bielle d'accouplement. — 
Coupling-rod. — KuppeUlange. — Pega que liga as rodas 
entro si tornando-as conjugadas, afim de haver uniformi- 
dade de movimento entre todos os eixos e de augmentar a 
adtierencia da machina. (Fig. 56). 




m 



Fig. 66'— Bra^oB eonneotor e notor. 

braco connector a rlicula-se ao pino da manivella 
da roda, por meio de estropos munidos de bronzes e 
chavelas. 

E' de ferro forjado ou ago. Secgào rectangular. Mais 
delgado que o brago molor, por supportar menor pressào. 
Reforgado no centro por causa do comprimento. 

Na flgura as letras e os numeros tem as seguintes si- 
gniflcagOes : A, brago motor; B, brago connector (razeiro; 
C, segundo brago connector, (ainda pode haver S"" e 4*) ; 
i, cabegas da fronte dos bragos connector e motor ; 
i, cabegas de traz; 3, estropos ; 4, bronzes ; 5, cbavetas. 

A seguinte formula ài a relagào existente eotre o cy- 
lindro e o brago connector : 

e » 8,84 D 



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i 42 BR Ago MOTOR BROGHA 

Sendo : C, comprimenlo do braco connector ; D, dia- 
metro do cylìndro. 

Brago motor cu puchavante (Locom.) — Bielle mo- 
trice. — Conneding-rod. — Kurbelslange. — Pega que tran- 
smìtle movimento do embolo ao eixo motor. 

Em qualquer locomotiva, uma das extremidades do 
brago motor està sempre articulada i cabeca do embolo, 
por melo de um pino. A outra extremidade, porem, arli- 
cula-se, por melo de estropo munido de bronze e chavela, 
à manivella do eixo, quando a locomotiva é de cylìndros 
internos ; e, quando os cylindros sào externos, articula-se 
ao pino da roda motriz, [Vide a figura de brago connector]. 

E' de ferro forjado ou ago. Em geral tem secgào rec- 
tangular; o de secg«1o circular està quasi abandonado. 

brago motor deve ter pelo menos cinco vezes o com- 
primento da maoivella. Em algumas locomotivas esse 
comprimento chega a ser de 2'',60. 

Breu (Const.) — Brai. — Tar, pitch. — Fòhrenharz, 

— Composto de alcatrào, sebo, etc. Tem diversas appli- 
cagOes nas industrias. 

Brita (Const.) — Pierre cassée. — Broken-slone. — Schlà- 
gdschotter. — Fedra quebrada. Usada em lastro de estradas 
de ferro, em concreto e macadam. 

Britar a pedra (Const.) — Cas$er la pierre.— To crush 
stone, to break stone. — Sehlagen, Kbpfen den Stein. — 
Quebrar a pedra. Ha macbinas de britar. 

Bròca (Ferr.) — Pointerolle, mèche. — Drill, fleureul. — 
Bohrer (Slein-Holz-Eisen). — Ferramenta de ago; serve 
para furar metal, pedra e madeira. 

Brocador (Ferr.) — Alésoir. — Drilling-bity Borer. — 
Behrer. 

Brocha (Tech.) — Broi$e. — Brmh. — Qruut, Pinsel. 

— Especie de pincel de grandes dimensOes. 



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BRONZE BUJXO 145 



Bronze (Tech.) — Bronze. — Bronze. — Bronza. — Liga 
de cobre e estanho em proporgOes variaveis. Tem grande 
applicacàono fabrico de pe^as de machina, etc. 

Bronze phosphorado.— E' muilo empregado para ga- 
vetas de locomotivas, tendo a seguinte propor^ào : 

Cobre phosphorado (9 •/• de phosphoro) 8,50 

Cobre puro 77,85 

Estanho 11,00 

Zinco 7,65 

100,00 

Bronzo do brago connector (Locom.) — Coussinet de 
la bielle (TaccouplemerU, — Conìiecting-rodrbearing . — Fliir 
geUlangenlager, Kuppdstomgenlager. [Vide: Bra^ connector]^ 

Bronzes das caixas da graza (Locom.) — Coussinels 
des boites à grame. — Axle^ox bearing. — Schmierbiich- 
senlager, Lagenchale, MetaUeinlage, Bronzefuller. — Pe^as 
de bronze enì conlacto das quaes trabalham as mangas 
dos eixos. Sào alojados dentro das caixas da graxa. 

Bronzear (Tech.) — Bronzer. — To bronze, to braze- 
over. — Bronziren. 

Bucha (Tech.) — Tape. — Busft, plug. — Slóppd. Dich- 
tungskorper. 

Bucha de mina (Const.) — Bourre. — Wad. — Min- 
entchluss. 

Bucha de sobreposta (Locon).) — Bague de presse 
étoupe. — Stuffing box, washer. — Stopfbiidise. — PeQa de 
bronze que, guarnecendo o interior da sobreposta, faz com 
que està esteja sempre em contado com a baste do embolo. 

Bujao (Tech.) — Tampon.— Plug.— Pfropfen.— Pe- 
daco de madeira de forma tronconica, que serve para tapar 
orìficìos, comò os tubos das caldeiras, quando se ava- 
rìam, etc. 



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144 BUJiO DE LilVAGEM BUSSOLA 

BujSo de lavagem da caldeira (Locom.) — [Vide : 
Orificio de hvagem]. 

BujSo fusivel ou de seguranga da caldeira (Locom.) 

— Bouchon fusible, bouchon à vis. — Lead plug, mud plug. 
— Schraubenpropfen, Sicherheitspropfen^ Schmelzpropfen. — 
Especie de batoque de chambo ou de oulro metal fasivel, 
collocado DO céo da fornalha da locomotiva, em contacto 
com a agua da caldeira. Quando a agua se vaporisa toda 
(o que so pode se dar por grande descuido), o bujào fusivel 
flca a descoberto e derrete-se, deixando o orificio livre ; 
entào vapor da caldeira cae na fornalha e apaga o fogo, 
evitando deste modo explosOes. Nào inspira confianga ; 
incrustado» nem sempre o fogo consegue derretel-o. 

Buraco de mina (Const.) — Trou de mine. — Shaft.— 
MinerUoch^ Minenòffnung. — [Vide : Cavoucó]. 

Buraco de visita da caldeira (Mach.) — Trou d^homme. 

— Man-hole. — Mannloch. Nas locomotivas, està na frente 
da caixa da fumaga. Tem porta, que o fecha hermetica- 
mente, e que é bastante grande, afim de permittir a entrada 
do machinista ou do operarlo para fazer a limpeza dos 
tubos eas repara^Oes necessarias. [Vide: (^imdafumaga]. 

Buril (Ferr.) — Burin. — Cross cut chissel. — Meissd. 

Bussola (Tech.) — Boussole. — Compass. — Compass 
Bussole. — Nos reconhecimentos empregam se bussolas 
inglezas. (Fig. 57). 

tamanho da agulha varia de 0",107 a 0",130; as 
de msnor comprimento tem pouca forga magnetica. 

Uma bòa bussola deve apresentar as seguintes condi- 
{5es : Ter o peào exacta mente no centro do circulo gra- 
duado. Ter a agulha perfeitamente recta. Ter a linha de 
visada passando pelo centro e pelos pontos 0^ do circulo. 
Ha bussolas que tem a graduacào da direita para a es- 
qberda e outras da esquerda para a direita. 



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BUSSOLA 14» 



Com a bussola nao se aprecia valor menor de 10 mi- 
notes, ao medìr-se um angulo. Na distaDcia de 100 me- 
tros, erro de 10 minutos, na dififerenga das direcQóes de 
duas linhas, dà para afaslamento O'^^SO; e> na distancia 
de 1.000 melros, esse afaslamento sóbe a 2", 90. 




Fig. 57 ' Bussola ingleza. 

Durante o traballio, da manhà à tarde, o desvio da 
agulha muitas vezes chega a ser de 15 minutos. Objectos 
de ferro, collocados perto da bussola, produzem desvios 
mais ou menos fortes. Quando em um ponto, o angulo 
observado à ré nào é igual ao observado à vanto, existe 
attraccào locai. 

Ha occasides em que o magnetismo da agulba enfra- 
quece e mesmo perde-se. Readquire-se, entào, f^lo se- 
guinte modo: Assenta-se a agulha sobre um plano bori- 
zontal, nào ficando apoiada no centro, e com a penta N 
para a diretta. Segura-se com a mào direita uma barra ma- 
gnetica com polo N para cima; e, com a mào esquerda, 
outra barra magnetica com o polo N para baixo. Sem que 
se de encontro, approximam-se as barras uma da outra, 

Diocionario. 10 



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146 



GABEgA DA HASTE DO EMBOLO GABO OU CORDA 



a O"*,!© acima do centro da agulha ; em segaida, baixam-se 
as mesmas ale que flquem na distancia horizontal de 0'",03 
para cada lado do centro e, com o polo de cada urna, 
attrita-se sùavemente a agulba, do centro para os extremos. 
Finalmente, erguem-se as barras até a primitiva posigào, e 
por diversas vezes executa-se a mesma operagào, até que 
volte à agulha o necessario magnetismo. 

Quando a agulha nào funcciona regularmente, quando 
N està voUado para o sul, chama-se : agulha doida. 



e 



Gabega da baste do embolo (Locom.) — Téle de la 
tige du piston. — Piston rod head, — Pistonolangenhopf. 
— Pega de ferro fundido. N'um extremo tem a baste do 
embolo presa por urna chavéla; e, no outro extremo, o 
bra^ motor, articulado por um pino. 

Cabo ou corda (Tech.) — Cable. — Cable. — Kabeltau. 
(Ankertau.) — [Vide : Rigeza das cordas]. 

Resistencia dos eabos de linho braneo 



Diametro era 
mfuì 


For^a de 
ruptura 


Diametro em 
m/m 


For^a de 
raptara 


0.009 


399 kilos 


0.021 


1 
2.174 kilos 


Oli 


596 „ 


0.025 


8.081 „ 


0.013 


833 „ 


0.030 


4.437 „ 


0.016 


1.262 , 


0.048 


11 368 „ 


0.019 


1.780 „ 


0.055 


14.913 „ 



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GABOS DE TRÀNSMISSiO 



147 



Cabos de flos metallicos 

Pmo8 e resiatencias 



« S « 

Ili 



0,056 

0,012 ;l 

0,058 

0,0] 25S 

0,063 

0,013 

0,072 

0,014 

0,080 

0,016 I 

0,085 

0,017 

0,098 

0,019 

0,108 

0,0216^ 

^'^' 14 
0,0235)^* 




6 877 



8.736 



10.888 



GOBBB 



© te • 
»••« 8 



le. g. 
2.962 

3.418 

4.333 

5.362 

6.508 

7.831 

9.942 

12.393 

16.047 



•sa 
pi 

lls 



BeeistencU abso- 
Int» do8 Cftbos 
delinliodomee- 
nio diametro. 



oS 



à e 5 

Il & 



k. 

14856 
16889 
21375 
26389 
31931 
38001 
48094 
59376 
79265 



k. 
2710 

2936 

3548 

4466 

5667 

6373 

8193 

10264 

12511 



It 



k. g. 
0.678 

0.734 

0.887 

1.116 

1.417 

1.593 

2 048 

2.566 

3.128 



Gabos de transmissSo. — P, resistencia actuando db 
circumfereDcia da polia do cabo ; i, numero de flos ; 
R, raio da polia ; N, for^a em cavallos a traftsmitlìr 
com a velocidade v na circumferencia da polia ; S, es- 
forco de allongamento DO ramo conductor; dj diametro 



cu 



<f = 1.60|/4j/|- 



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148 



GABO DE FEtiRAlfE2«TA GADEADO 



Cabos de tramnniflsio 



DIAMETRO d PARA UH NUMERO i DE HOS 


P 

8 


N 
8v 


1=86 


1 = 42 


1 = 48 


1 = 60 


1=72 


0.6 


0.46 


43 


39 


35 


3 52 


0.047 


0.6 


0.55 


52 


0.16 


0.42 


5.06 


0.068 


0.7 


0.65 


0.61 


54 


0.49 


6.89 


0.092 


0.8 


0.74 


0.69 


0.62 


0.67 


9.00 


0.121 


0.9 


0.83 


0.78 


0.70 


0.64 


11.39 


153 


1.0 


92 


0.87 


0.77 


0.71 


14.06 


0..88 


1.9 


1.11 


1.04 


0.93 


0.85 


20 25 


0.279 


1.4 


1.29 


1.21 


1.08 


0.99 


27.56 


369 


1.6 


1.48 


1.39 


1.24 


1.13 


36.00 


0.482 


1.8 


1.66 


1.56 


1.39 


l.i7 


45.66 


0.610 


2.0 


1.85 


1.78 


1.55 


1.41 


66.26 


0.753 


9 4 


2.22 


2.08 


1.86 


1.70 


81.00 


1.085 


8.0 


2.77 


2.60 


2.32 


2.12 


86.66 


1.700 



Cabo de ferramenta (Tech.) — Manche, poignée, ma- 
nette. — Handk. ~ Griff, Hdm, Stiel, Handgriff, Hefì. 

Gabrea (Censi.) — Chèvre. — Giuintry fraine^ crab^ 
shert. — Hebeboekf Hebezeug. — Appareiho destinado a le- 
vanlar graodes pesos. 

Gabrestante (Mach.) — Cabestan. — Capstan. — SpiU. 

— Guìocho yertical, destinado à remolo de pesos. Nas 
grandes esta^Oes de estradas de ferro ha cabreslantes hy- 
draulicos que, prestam importantes servigos na manobra 
dos carros, movendo os gyradores. 

Gachorro (Arch.) — Corbeau. — CorbeL — Kragstein. 

— Por0o de pedra, ferro ou madeira, saliente n'um 
muro, para sostentar urna sacada, urna trave, etc. 

Gadeado (Tech.) — Cadenas. — Padbck. — Vorlegs- 
cfdoiSf Hà/ngschlm. 



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GADEIA DE MONTANHAS GAraRNETA DE EXPLORAgiO 140 



Gadeia de montanhas (Tech ) ^Chaine de montar 
gne$, — Ridge ofmourUaim. — Bergkette. — Ou sào gal- 
gadas por fortes rampas, ou sào vencidas por lunneis. 

Gadeira (Mach.) — Console. — Bracket. — Console. — 
Pe^a de ferro» fixa ao paramento de urna parede ou i face 
de urna columna, eie. Recebe os mancaes onde gyram os 
eixos de transmìssao de movimento das machioas-ferra- 
mentas das officinas. 

Gadeira das molas (Locom.) — Sapport des ressorts. 
— Spring fukhrum. — StìM del Verticalfestem. — Pega 
de ferro onde assenta o centro da mola. Tem pontos de 
apoio sobre a caixa da graxa, à qual transmitte a pressào 
da mola, que por seu turno transmitte-a ao eixo das rodas. 
Disposicào peculiar às locomolivas americanas. 

Gaderneta (E. de F.)— Carnet.— Field book.—FeUUmh, 
Handregister. — Pequeno livro de notas relativas ao servilo. 

Gaderneta de exploragSo (E. de F.) — 



1 


< 


Si 


Azimaths 
lidos 


Azimatbs 
calculados 


o 


10 


16*» 


E 


660,46' NO 


660,60' NO 


- 


9 






610,46' NO 






8 












7 












-hU 


8M0' 


D 


6r,46' NO 


6|o,60* NO 




6 






60O NO 




• 


5 












4 












d 












2 












1 



















eoo NO 







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180 



GADERNETA DE LOGAC^O 



ExpucACÀo : Partio-se com 60° NO da estaca 0. Na 
estaca 6+ 14 deu-se para a direita urna deflexào de 8%10'. 

No quadrante NO do nivel de Gurley a graduagào vai da 
direita para a esquerda; e seudo para direita a deflexSo, tem 
de ser subtrahida do azimuth calculado da estagào prece- 
dente ; ter-se-à : 60*— (8^^0')=5^^50^ azimuth 
calculado sera 51%50' NO. azimuth lido aa estaca 
6+14 foi de 51%45' NO, escripto na 4» columna. Na 
estaca 6 + 14 fez-se urna visada à rèe leu-se 60* NO; foi 
escripto embaixo do azimuth lido; e combinando com o 
azimuth da estaca 0, quer dizer que foi o alinhamento de 
a 6 + 14 tragado com todo o cuidado. 

Na estaca 10 vizou-se a ré, verificando-se o azimuth 
lido da estaca 6+ 14, e deu se urna deflexào de 15"" para 
a esquerda. Pela gradua^ào do quadrante NO, que em cima 
n'elle jà fallamos, essa deflexào foi sommada ao azimuth 
lido na estaca 6 + 14 ; isto feito, obteve-se o azimuth 
calculado 66%50' NO. Verificou-se que o azimuth lido 
na estaca 10, vizando-se para vante, ó de 66%45 NO, o 
que foi escripto na 4* columna. Assim vae-se registrando 
todo trabalho, havendo sempre grande cautela. 

Na caderneta tomam-se as notas debaixo para cima, 
por ser mais commodo para o observador fazer na pagina 
ao lado o esboQO do terreno. — [Vide: Exploragào]. 

Caderneta de locagSo (E. de F.) — 



EBiMtJf- 


Àlinhamentos 


Angalos 
de deflsxSo 


Index 


AziiDTiths 
calculado» 


de alinham. 


' 













Na 1' columna consignam-se as estacas, ou pontos 
marcados no terreno; na 2*, osazimuthsdados pela bussola 
do transito ; na 3", os angulos de deflexào para cada corda 
ou sob-corda ; na 4*, as deflexòes accumuladas, desde o 



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CADERNETA DE MEDigOES MENSAES 151 

priocipio até o firn da curva, para ter-se no ultimo ponto 
da curva a metade do angulo que deve ser addicionado ao 
azimuth da tangente anterior ou deminuido do mesmo, 
para ter-se o azimuth da tangente seguinte ; na 5% os 
azimuthscalculados; e, finalmente, na 6\ os pontos de re- 
ferencia de alinbamento, à diretta ou à esquerda ou nos 
prolongamentos das tangentes. — [Vide: Locagào]. 

Gademeta de medigoes mensaes (E. de F.) — Sobre 
este ponto transcreveremos parte do artigo : Calcalo de 
movimento de terra, do engenheiro Augusto Fomm Junior 
publicado ero N. 4 do 1^ anno da Remsta de Engenharia 
(Agosto de 1879) : 

«Depois de feita alocagào de uma estrada de ferro, pro- 
cede-se à construcgào porempreitada ouporadminìstra^ào. 
Em ambos os casos faz-se ero todo o fim de mez a medi^ào 
dos trabalhos executados até essa data, dando-se-Ihe o 
nome de msdigào m^ensai. 

Abstendo-nos de tralar dos trabalhos preparatorm, 
obrasd^arte^etc, passa reraos em revista aquellesa que deve 
proceder o engenheiro residente nas m^edigóes msmaes dos 
volumss de terra. Esses trabalhos dividem-se em trabalhos 
de campo e trabalhos de escriptorio. 

TRABALHO DE CABfPO 

No ultimo ou penùltimo dia do mez, munido de uma 
trena de ^O^'^O, e de uma cadernela que tem pdf titulo 
medifóes mmsaeSy o engenheiro procederà no campo às me- 
dicOes das larguras dos cortes nas estacas onde estiverem 
elles abertos. Nessa mesma caderneta deverà o engenheiro 
notar o numero da ultima estaca de aterro alcancada pelas 
terras transportadas de cada corte, assim comò os pontos 
elinhasdepassagem. 



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152 



GADERNETA DE MEDIQOES MENSAES 



Exemplo :—Em um trecho eie perfll longitodional 
(Bg. 58), representando dous cortes ns. 3 e 4, suppunha- 
mos que o trabalbo de eicava^ào do 1^ esteja na 
est. 21 + 10 ; e qoe o alerro feito com as suas terras na 
est. 23 + 8, que no 2* a escavagào esteja na est. 25 e o 
aterro na est. 28 + 4. 




ff. Qùù 



dbta 20 



2/ -*-'* 22 25 ■* 2* 2^ 

Fig. 68 — Gaderneta de nedifSes mensaee. 



Admittamos que esses cortes tenham sìdo aberlos, 
fazendo-se simultaneamente os taludes e suppunhamos 
que as medigdes effectuadas no terreno dèm para larguras 
superiores dos trapesios : 

Naest. 21 +10 6",28 

n n 22 6,20 

n „ 25 6,84 

« » 26 7,66 

Admittamos mais, que achamos para o primeìro corte 
um pobto de passagem em 22 + 8 e para o segundo uma 
linhaem 26+13. 

Aceilas todas eslas hypotheses, vejamos (Fig. 59), 
comodispdem-se asnotas na caderoeta de medifòes mensaes. 

Nem sempre o corte é aberto com a largura exacta 
de 4",0 ; è por essa razào que repre$enlamos nas est. 22 
e 25 as larguras de 4",!. 



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GADERNETA DE M£Dig5ES MENSAES 155 

Os trapesios (Pig. 59) desenhados no campo, apenas 
para tornar as notas mais claras, sào feìlos sem auiìlìo de 
regua, ou esquadro e nào tém pertanto nem precisào nem 
perfeiQào alguma. 

EMPREITADA IX) SR 

Me{ de de i8,. . 

COBTE N. 8 



6ra,28 / \ 6^,20 

4m, / \ 4m, 1 



Est. 21 + 10 Est. 22 

Mat. extrahido — Terra iransporiada para 22+8 

Est. 22 + 8 P. P. 

COBTE N 4 



5ra,B4 / \ 7m,66 

4m, 1 / \ 4m. 



Est. 2S Est. 26 

Hai. extraliido — Terra transportada para 28 + 4 

Est. 26 + 13 L. P. 

Fig. 69 — Nota» de inedÌ9oes mensaes. 

que acabamos de fazer para os cortes ns. 3 e 4 
faz*se para os outros todos, onde esliver principiado o tra- 
balbo. 

Se no corte houverpedra solla, deve ser ella empìlhada 
a alguns metros da lìnba,afim de facilitar ao eogeifheiro a 
avaliagao do seu volume, que sere obtido pela multiplica- 
00 detres arestas, fazendo-se emseguìda um desconto que 
varia de 10 a 50 Vo* segnndo o espa^ deixado entro as 
pedras. 

Esse volume de\e ser depois subtrabidodo da terra do 
mesmo corte. 



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154 GADERNETÀ DE MEDigOES MENSÀES 

Havendo pedreira e seodo ella tal que depois de aberlo 
corte, deixe nelle vestìgios capazes de fomecer dados 
para a sua cuba^ào, procede-se exaclamente comò nos 
cortes 3 e 4 ; no caso contrario, é ella medida antes de 
arrebentada, ou depois, sendo empilhada corno para as 
pedras soltas. 

VALLAS E EHPRESTIMOS 

engenheiro medirà nas vallas diversas seccOes, que 
representarà uà cadernela, escrevendo em cada um dos seus 
quatro lados a sua dimensào. Se as terras excavadas ti- 
verem sido transporladas para algum alerro, sera necessario 
tanìbem tornar nota do numero da estaca onde tiverem sido 
depositadas, assim corno do comprimento total da valla 
esca vada. 

Quanto aos empreslimos, o engenheiro desenharà as 
suas duas faces verticaes e perpeodiculares ao eixo da 
lioha, nào se esquecendo de tornar a largura entre ellas, 
assim corno o numero da estaca para onde tìver sido trans- 
porlada a terra. 

TRABALHOS DE BSCRIPTORIO 

Com OS dados fornecidos pela caderneta de medigóes 
mensaes, pela de residenda e com o auxilio do perfil longi- 
tudinal de locagSo, que o engenheiro deve possuir, tem 
elle tddos os elementos necessarios para proceder ao cal- 
culo do movimento de terras. 

A primeira cousa a fazer é marcar no perfil a parte de 
trabalbos execulada no mez, corno indica a Fig. 58. Costu- 
ma-se para isso adoplar córes differenles, devendo cada 
urna representar o servilo feito em cada mez. Essa ope- 
ra(ào tem dous fins : primeiro é mostrar immediata- 



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GAIMINETÀ DE MEDigOES ME^AES 



155 



mente, à simples inspec^So do perQI,o trabaiho executado 
em cada mez ; o segundo é facilitar o maio deconhecer o 
transporte mèdio das terras, corno mostraremos mais 
tarde. 

Seodo calcalo de movimentos de terra um trabaiho 
cheio de multiplicafOes, o engenheiro deve dispór os seus 
dados de fórma Clara e precisa, afim de facilitar a sua ta- 
refa. Eis um lypo de dìsposigào de calculo geralmente 
adoptado e que applicaremos aos cortes 3 e 4 de que fal- 
lamos acìma. 



E. DE FERRO DE. 



Avaliagao mensal dos trabalhos executados até o dia de 

de i8. . . pelo empreiteiro 



Estacas 


Areas 


Semi- 
som. 


Distan- 
cias 


Yolnmes 


Observa^Ses 


21 + 10 
22 

22 + 8 
25 
26 

26 + 13 


m q. 

12,889 
11.689 
P. P. 
8,697 
20,755 
L. P. 


Corti 

12.014 
12.639 


lOm.O 
2^.666 


120 •• 140 
31.029 


Volume excavado 
161»«.169. Mater. 
ext. terra. Transp. 
medio 28m,0. 


Corti 
14.726 

20.755 


20ni.O 
6ni.5 


294.520 
184.907 


Voi. excav. 429,427. 
Mater. ext% terra. 
Transporte medio 
89«,0. 



Naprimeiracolumna escrevem-se os numeros das està- 
cas. Na segunda as àreas, os P. P. e os L. P. Obtem-se 
essas areaes corno jà dissemos, pela multiplica^ào da 



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156 



GADERNETA DE MEDigOSS MENSAES 



semi-somma das duas larguras do Irapesio pela sua al- 
tura ou cota vermeiha ; é pois Decessa rio para achar esto 
ultimo ffictor, recorrer i caderneta de rmdencia, onde 
para o caso presente suppomos enconlrar os seguintes 
dados : 



Estacas 


< 


^o 


»S 




è 


5 

< 


Obserra^es 


21 + 10 
22 
23 
24 
26 
26 
27 










2.82 
2.26 


1.66 
1.46 

1 48 




























1.76 
3 66 





























Naterceiracolumna escreve-se as semi-sommas de duas 
àreas consecutivas. Na quarta, as distancias entro essas 
éreas ou de urna àrea a linha ou ponto de passagem, que 
fórma a cunha ou pyramide ; no primeiro caso, sondo o 
Tolume de uma cunha, o producto da base pelo i/2 da al- 
tura, toma-se a metade da distancia corno entro as est. 26 
e 26 + i3 ; no segundo, sendo o volume da pyramide, a 
base por </3 da altura, essa distancia reduz-se ao ter^o, 
corno «ntre as est. 22 e 22 -t- 8. 

Na quinta colamna escrevem-se os volumes obtidos 
pelos productos das semi-sommas das àreas pelas dis- 
tancias, e finalmente na columna de observacOes especifi- 
ca-se a qaalidade do material extratiido, o seu volume, ob- 
tido pela somma dos volumes parciaes e o transporte 
mèdio, que se acha corno passamos a esplicar. 



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GADERNETA DB MEDigOES MENSAES 157 



TRANSPORTfi MEDIO 

E calculado a vista do perQl longitudinal, pelos cenlros 
de gravidade dos volumes de terra eicavados e deposi- 
tados. 

Àssim é que na parte eicavada do corte n. 3 (Fig. 58) 
centro de gravidade se acba mais ou menos no ponto 
qoe fica na est. 21 + i5. Da mesma maoeira o centro de 
gravidade do aterro, feito com as terras extrahidas dessa 
parte do corte, Oca no ponto 0\ isto é na est. 23 + 3 ; a 
distanciaentre ospontos e 0,,isto é, 28 melros^representa 
transporte mèdio procarado. Procedendo identicamente 
para o corte n. 4 e o aterro em 25 + 15 e 27 + 14 con- 
tiguo, achamos os dous cenlros de gravidade 0" e 0"\ 
CQja distancia de 39 metros representa o transporte mèdio 
do volume de terra escavada d'esse corte. 

BHPRBSTIMOS E VALLAS 

Para os emprestimos dispOe-se o calculo exactameute 
comò para os cortes, mudando apenas o titulo. As vallas, 
porém, soffrem urna pequena modiQcagao, que consiste em 
desenhar na columna das ireos um quadrilatero represen- 
tando uma secche, que sera a mèdia de todas as que foram 
medidas no terreno. N'essa secfào escrever-se-ha em cada 
um dos lados a sua dimensào. A columna das semi-smnmas 
fica em branco, escreveodo-se o compri mento total da valla 
na colurooa de distancias. 

Dispostas as notas segundo o modelo que esposemos e 
effectuados os calcuios, compete ao engenbeiro residente 
extrahir o resumo que sera enviado ao escriptorio centrai 
e pelo qual sera feito o pagamento ao empreiteiro. Ha diflfe- 



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158 CADER. DE MEDigÒES FINAES CADER. DE NIVELAMENTO 

rentes lypos de folbas de resumo ; apenas damos a que se 
segue, e que é empregada em diversas estradas do Brasìl. 
A sua disposìQào dispensa qualquer explica^ào : 



ESTRADA DE FERRO DE 

Mef de de i8... 

Situalo mensal dos traballìos execatados na residencia 

da soc^ao 



TRÀBALHOS PBEPABATORIOS 


ESCAVAgOES A CÉO ABEETO 


Est. N* a Est. N« 

1 


è 1 


!■! 


Terra 


Fedra 
scita 


Pedreira 


Transportes 
meoios 















(Contin«a9Ìo) 



OBEAS DAETE 


TBABALHOS 


DIVEB808 


ObsenrafSes 


1 


l'I 


Quant 


id. «m 1 


netros 

s 


f 

•1 

o 


Quant 


td. em 1 

? 


n«tro$ 

1 























Gaderneta de medigdes finaes. — Goulem os dados 
para f avalia^ào dos servigos de terra, terminados em 
urna residencia. As medigOes devem ser rigorosas, aflm 
de achar-se com a exaclìdào possivel o movimento de 
terras. 

Gaderneta de nivelainento(Tech.) — Carnet pourni- 
vellement. — Levelling field hook. — Nivellirbuch. — Vamos 
dar modelo mais adoptado. — [Vide : Nivelamento]. 



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GADERNETÀ m RESIDENGIA 



150 



Caderneta de nlTelamento 



Estacas 


Yisadas 


Altura da 


Cotas 


Grade 


Ob8er?a95e8 


6M 


-h 1,816 


67,316 


66,000 




Em ama baraùna 





0,966 




66,860 






l 


1,482 




66,883 






2 


1,226 
+ 1,046 


67,135 


66,089 






8 


2,996 




64,140 






4 


2,177 




64,968 






5 


1,840 




65,796 






6 


1,182 
+ 1,466 


67,408 


66,068 






7 


0,907 




66,601 







Caderneta de residencia. — A estrada a construir esU 
sempre dividida em secgOes, e eslas por sua vez e^tSo divi- 
didas em residencias de 8 a i2 kilomelros. As residencias 
sào entregoes a profìssioDaes que recebem o nome de enge^ 
nheiros residentes. 

Como guia paraos trabalhos, os engenheiros residentes 
recebem do escriptorio centrai ama caderneta, contendo 
todos OS dados necessarios. Pelo modelo vé-se que està 
caderneta compde*se de 8 columnas : i% Estams. 2% Ali- 
nhamentos. 3% Cótas do terreno, estes dados sao extrahi- 
dos das cadernetas da locagao. 4* Golumna. Gmde, 
fornecido segundo as condicOes do terreno e as instrucQòes 
recebidas. 5*, As cótas do projecto, calculadas em reldgSo 
ao grade. — [Vide: Cotas vermelhas], 6% Os cortes. 7', Os 
aierros (deduzidos das cótas do projecto, e do terreno). 
8% ObservacOes, cótas e posigOes dos BM (bench-marks), 
e determina(ào dos PP (pontos de passagem). 



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160 



GADERNETA DE RESIDENC3A 









B w 

Il & 



94 

Cu, « 

04 



+ 



X 



I 

Il i 



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Cli 



v3cor^oooO"*4^^9*4iaQcot><ooo>Q"499ro 



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GADERNETA DE SBO^OfiB TRANSVERSAES GADUGIDADE 161 

Gademeta de secgdes transversaes (E. de F.) — 
Carnet pour projìU en travers. — TranvenaU profiU field 
hook. — Onerprofilbuch. — Vamos dar o raodelo. 



I 



Esqnerda 



— 5« 


-1- 8" 


16- 
— 8« 


6- 


16» 
+ 8* 


10- 
+ 2- 


90" 


20- 



+ 6« 



10- 

4- 4» 



16- 
— 8« 



20- 



pq 



44 



45 



+ 10 



Direita 



— 5" 


— 3* 


— 5» 


15- 


15» 


16- 


— 5*» 


— 4» 


— 5* 


10- 


20» 


10- 


— IS" 


— 8* 


— 4« 


6- 


10- 


26» 



f 



s 



Escrevem-se os numeros das estacas na columna do 
meio e para cada lado registram-se em fórma de fracgào as 
inclìoagOes (dos muneradores) e as distancias (nos deno- 
minadores). 

signal + quer dizer : sóbe. 

signal — quer dizer : desco. 

Gaderno das obrigagdesou condigdes geraes do con- 
trato(Adm.] — Cahier des charges. — Conditions of contraete 
— Bedingnisshfi. 

Gadinho (Tech.) — Creuset. — Crucible. —Tiegely Sch- 
mdztiegel. — Yasìlha onde se fundem rnetaes ; é db plom- 
bagìna ou de terra refractaria. 

Gaducidade (Adm.) — Décheance. —Forfeiture. — Ver- 
jahnmg, Ablauf des Termines, — Nas clausulas que acom- 
paDhan; o decreto de coocessào de urna estrada de ferro, 
eslào sempre descriminados os motivos que produzem a 
caducidade. 



Dlooioiimiio. 



11 



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i(» GA1BR0 GAIXA DA PUMAgA 

Gaibro (Consl.) — Chevron, — Rafler. — Rafler, Spar- 
ren, Rafer. Pega do madeiramento, onde se preDdem as 
ripas. — [Vide : Madeiramento]. 

Gaibro cintrado (Const.) — Chevron cintré. — Arched 
rafler. — GekriimnUe Sparren. 

Caixa d'agua (Tech.) — Caisse à eau, reservoir. — 
Water-tank. — WasserKasten — [Vide: Reservalorio e tanque]. 

Gaixa de areia(Locom.) — Róite à sable, sablière. — 
Sand box. — Sandbuchese. — [Vide : Areeiro]. 

Gaixa de carro ou de wagSo (E. de F.) — Cai$^ de 
volture ou wagon. — Rody. — Wagenkasten,Waggonkasten. — 
E' de madeira oa de chapas de ferro. Assenta sobre o es- 
trado, onde se flxa por meio de cantoneiras de ferro. Nos 
carros de passageiros, em goral, é de dupla parede e duplo 
tecto, na primeira classe. Às reparti^Oes dos comparti- 
mentos pódem ser feìtas de madeira ou de papel-carlào. 

Gaixa de destribuigao ou da gaveta (Locom.) — Rot- 
te à tiroir. — Slide box. — Dampfkasten, Dampfhuchse, 
Sehieberkasten. — Gaixa dentro da qual trabaiha a gaveta. 
Pelos conductos recebe o vapor emittido pela caldeira ; e, 
após, pelas aberturas de admissSo, o introduz no cy- 
liudro. As macbinas de cylindros externos tém duas caixas 
de dìstribuiQao ; as de cylindros inlernos apenas tém uma. 

Gaixa de escada (Const.) — Cage d^escalier. — Stoir- 
case. — Treppenhaus. — Espago entro paredes, dentro do 
qual se desenvolve a escada. 

Caixa de estopa (Mach.) — Rotte à étoupe. — Stuffing 
box. — Stopfhuchsc. 

Gaixa de ferramentas (Tech.) — Coffre d^outUs. — Tools- 
box. — Gezàhkasten, Gezeugkasten. 

Gaixa da fumaga (Locom.) — Rotte à fumèe — Smoke 
box. — Rauchkamm^er, Rauchkasten. — Caixa que recebe 
OS gazes produzidos pela combustào na fomalha da loco- 



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GÀIXADA GRÀXA 



163 



motiva. Esses gazes passam pelos tubos, entrain na cairn da 
fumaga e depois sàem pela chaminé. 

A caixa da fumapa deve ser forte bastante para suppor- 
tar a pressào athraospherica e para agaentar a chaminé, 

que nem sempre é leve. Tem mais 
ou menos o comprimento dos cy- 
lindros. E' fechada na frente por 
uma porta de dimensOes taes^qae 
possa ser facilmente retirada para 
fazer-se a limpeza dos tubos. Em 
algumas macbinas, as caixas da 
fumaga tem no fundo uma porta 
por onde se reliram as cinzas. 
diametro da caixa da fumala é 
igual ou maior que o do corpo 
cylidrico da caldeira. 

A placa dos tubos MM (Fg. 60] 
é rebitada à caixa da fumaca, e 
fecha a caldeira L por meio do an- 
nel em cantoneira ww. Em baixo 
de bb ha um espaco F, onde as 
brazas se deposi tam. Na fronte 
da caixa da fumaca depara-se a 
porta do buraco de visita da cal- 
deira, com competente puchador g. A chapa vv fórma 
a frente da caixa da fumala, e no allo da caixa assenta a 
chaminé P. 

Caixa da graxa ou do jogo (Locom.) — Botte à graisse, 
botte à huUe. — Axle box, journal box, grease-box. — Schmier- 
biichse. — Recipiente, coUocado nos carros, vagOes e loco- 
motivas ; n'elle trabalham as mangas dos eixos das rodas; 
e contém materia lubrificante para evitar o aquecimento 
dos bronzei. 




Fig. eo — Calx» da ftimaf a. 



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164 



CAIXA DE PARACHOQUE CAIXiO 



Anligamente as caixas de graxa eram constmidas com 
ferro fundido, nào so para as locomotivas corno para os 
carros ; hoje, nas locomotivas de estrado exlerno, sào de 
ago Bessemer, e, nas locomotivas de estrado interno, sào 
de ferro fundido e muitas vezes de bronze. 




Fig. 61 •— Caixa do jogo pira labrifica^Zo com azeite. 

Caixa de parachoque (Locom.) — Botte de choc. — 
Buffer gland. — Caixa dentro da qual trabalha o para- 
choque. Por meio de parafusos està flxada à travessa da 
fronte da locomotiva. 

Caixa de valvula (Mach.) — Botte à sòupape. — Valve 
casing, valve box. — Ventilgehàuse, Ventilkasten, 

Caixa do jogo (Locom.) — [Vide : Caixa da graxa]. 

Gaix9o [de fundagàoj. (Const.) —Caisson. — Caisson. 
— Kasten, Senkkasten, Versenkkasten. — Nas fundacOes de 
ediflcios empregam-se» quando o terreno nào é solido, 
caixOes, formados de 4 estacas ligadas na parte superior 
por 4 travessas, tendo paredes de taboas de 0",05 a 0",08 
de espesura, que déscem na excavacào e penetram no ter- 
reno resistente. A altura de cada caixào oào passa de 5 a 



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GAIXiO DE ÀR GOMPRIMIDO 165 

7 metros; collocando-se uns sobre oulros, póde se attingir 
à profundidade de IS'^.S a 14 metros. Depois de asseo- 
tados, elles sào cheios de concreto até o nivel do leogol 
d'agoa» e d'abi para cima com pedras brutas. Ligam-se as 
alvenarias dos caixOes por meio de abobadas. 

Nas fundacOes hydraulicas, quando a profundidade 
d'agua é de l'^.S a 6 metros, em leito de pedra, ou havendo 
pequena camada de vasare venta joso o emprego'de caix5es 
de madeira sem fundo, que, depois de assentados, tor- 
nam-se estanques por meio de argila ou concreto. 

Apresenlemos as dimensOes de alguns caixòes empre- 
gados em diversas obras : 

Ì Altura 4m,8 

Comprìmento 88<n 

Largura na baze 6a> 
Talude das faces 1.6 

l Altura 6m a 8«n 

Viaducto de Point de Jour < Comprimento 40™ 

( Largura 8"> a lOm 

^Altura 5nJa 5m,8 

No S. Lourengo de Montreal. . . < Comprimento 60<° 

f Largura 30°^ 

Ha tambem caixòes de dupla parede, sendo o espaQo 
entre os paredes cheio de argila. 

Jà se tem empregado caixòes de ferro. 

Caix5o de ar còmprimido. — [PrescripgOes do medico 
americano Dr. Smith sobre os trabalbos de funda^ào]. 
— trabalhador deve : V, Nào descer ao caixaof estando 
em jejum. 2^ Alimentar-se o menos possivel com carne ; 
tornar muito café quente. 3% Àgasalbar-se bem ao sahir do 
caixào. 4% Deitar-se, ao terminar o trabalho e passar a 
i* bora depois da sahida do caixàoem completo repouso. 
5% Nào fazer uso debebidas alcoolicas. 6% Dormir durante 
a notte 8 horas pelo menos. 7°, Ter o ventre livre quando 



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tee GÀIXILHO DA GRELHA GAL HYDRAUUGA 

trabalhar. 8% N9o descer ao caixSo tendo qualquer indis- 
posi(ào. 

Gaudard diz que 2 ou 3 athmospheras de pressào nào 
prejudicam a saude, evitando-se o trabalho no tempo 
quente. 

Gaixilho da grelha (Locom.) — Cadre de la grille. — 
Armacào de ferro de 0'",04 de esquadrìa, que era sire- 
cebe OS extremos das barras da grelha. 

Gaixilho de janella (Const.) — Chassis. — Sash ter. — 
Thùr Gestell. — Armagào que recebe os vidros. Póde ser de 
madeira ou de ferro. E' composto de : pinaziosy pecas bori- 
zontaes extremas; cogoeiras, pe^s verticaes extremas; e cor^ 
dóes ouboquUhas, pecas interiores eslreitas que se cruzara. 

Cai (Const.) — Chaux. — Lime — Kalk. — Pò mais ou 
menos branco, obtido pela calcina^ào de carbonatos e sub- 
carbonatos de cai : — pedras calcareas, conchas, maris- 
cos, etc. Entra na composì^ào das argamassas. 

Gal area (Const.) — Nào fazpégaem trabalhosimmersos. 

Gal apagada (Const.) — Chaux éteirUe. —Slacked lime. 
— Gelóschte Kalk. — [Vide: Apagar a cai]. 

Gal gorda ou rica (Coosl.) — Chaux grasse. — Rick 
Kme, fot lims. — Fette Kalk. — K aerea e mais ou menos 
pura. Encerra tragos de magnesia, argila e oxido de ferro. 
Absorve agua, eom grande rapidez, na raz3o de 3,2 a 3,5 
de seu peso. Cresce muito com a extinccSo, propriedade 
que dà-lhe o nome de gorda. Augmenta até tres vezes seu 
volume primitivo. Com agua fórma pasta branca e pega- 
josa. Ao hydratar-se desprende calór a ponto de por a 
agua em ebuli^ào. 

Gal hydraulica (Const.) —Chaux hydraulique. — Hy- 
draulic lims, water lims. — Hydraulische, Kalk, Wasser- 
kalk. — Faz péga dentro d'agua 6 ou 8 dias depois de 
empregada. Contém de 20 a 25 7o de argila, 



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GAL MEDIAMENTE HYDRAUUGA GALgAM. DE MADEIRA 167 

Gal mediamente hydraulica.— Gonlém de 13 a 20 Vo 
de argila. Faz péga no firn de 15 dias. Completa o enduri- 
meolo no firn de 6 mezes. 

Gal iminentemente hydraulica. — Gonlém de 25 
a 30 Vo de argila. Faz péga no espago de 2 a 4 dias. 

Gal limite. — Gontém de 35 a 40 7« de argila. Faz 
péga dentro d'agua quasi instantaneamente ; mas, depois, 
fende-se e pulverisa-se. 

Gal magra cu pobre (Gonst.) — Chaux maigre. — 
Meager lime. — Magare Kalk. (Graukalk.) — E' mais ou 
menos hydraulica. Gontém materias extranhas. Toda cai 
hydraulica é magra. 

Gal de marisco (Gonst.) — Chaux de coquilles ou Si- 
cailles. — Shell lime. — Muschelkalk. — Obtida pela cal- 
cinagao de concbas, de mariscos, etc. 

Gal viva ou nSo extincta (Gonst.) — Chaux non éteinte 
— Unslacked lime. — Ungelocschier Kalk. — A que sahe 
do forno e nào levon agaa\ E' solida, branca, caustica 
anhydra e de quente sabor. Tem para densidade 2,30. 

Segando Yicat, as diversas especies de cai se classi- 
ficam, conforme os calcareos d'onde foram extrahidas 
contèm mais ou menos oxidos, pelo segninte modo : 
r. Gal gorda. 2\ Gal magra. 3*, Mediamente hydrau- 
lica. 4^ Hydraulica. 5% Eminentemente hydraulica. 6\ Gal 
limite. 

Galgamento deladrilhos (Coùst.)—Carrelage. — Flag 
pavement. — Fliessenpflaster. — Reveslimento do iólo por 
meio de ladrilbos de marmore, de pedra ou de terra 
cozida. 

GalQamento de madeira (Gonst.) — Pavéenboi$. — 
Bbck pavement. —Klotzpflaster. — E' vantajoso nas pontes 
que dào passagem a carro^as, por diminuir de muito a 
carga do taboleiro. 



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leS GALgAMENTO Iffi FEDRA CALCAREO DE PURBEGK 

Galgamento de pedra (Const.) — Pavé en pietre. — 
Storie pavement. — Steinpfkiter. — Póde ser de pedra 
bruta ou de parallelepipedos. 

Galgamento de tijolos (Const.) — Pavé en briques. — 
Brick, pavemera. — Backsteinpflaiter. — Revestimento do 
sólo feilo a tìjolo e argamassa de cimento. 

Galgar ferramenta (Tech.) — Gamir d!acier,acérer. — 
Edge with sted, to steel. — VerslàMen. — Guarnecer a 
ferramenta com ago, aQm de avivar-lhe as propriedades 
cortantes e perfurantes. 

Galgar urna estaca de fundàgSo (Const.) — Saboter 
un pieu. — To shoe a pile. — Einen Pfafd beschuhm. — 
Collocar urna sapala de ferro na extrenoidade inferior da 
estaca, afln) desta poder perfurar o sólo facilmente. 

Galcar um desenho (Tech.) — Calquer. — To cownter 
draw. — Durchzeichnen, pamen (bamen), durchpamen, cai- 
quiren. — Copial-o por meio de papel transparente. 

Galcareo (Const,) — Calcaire. — Calcareomjime-stone. 

— Kalkitein. — Pedra que sob a acgào do fogo se reduz a 
cai. 

Galcareo conchylifero (Const.) — Calcaire conchylien. 

— Shell lime stone. — Muschelkalk. 

Galcareo de traii9Ì$3o (Const.) — Calcaire de transi- 
tion. — Tramition limestone. — Uebergangs Kalk. 

Galcareo grosseiro (Const) — Calcaire gros$ier. — 
Coarse lime stone. — Grober Kalkstein. 

Galcareo lacustre (Const.) — Calcaire lacustre. — La- 
custral lime-stone. 

Galcareo de Portland (Const.) — Calcaire de Portland. 

— Portland lime Oone. — Portlander Kalkstein. 
Galcareo de Purbeck (Const.) — Calcaire de Purbeck. 

— Purbeek lime itone. — Purbeckkaìk. 



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CALCAREO SEUC060 CALDEIRA DE LOCOMOTIVA 169 

Calcareo silicoso (Consl.) — Caicaire silicem. — Sir 
liciom lime $tone. — Kiesselkalk. 

Galceteiro (Tech.) — Paveur. — Paver. — Pflasterer. 
— Trabalbador que fazou endireita calQamentos. 

Galgo ou cunha [de segurar os triihos de dupla cabega 
Das almofadas] (E. de F.) — Coin de coussinet. — Key or 
wedge of chair. - Schienemtuhlkeil. — [Vide : Almofada], 

Galdear (Tech.) — Souder. — To shingìe, lo weld — 
Schweisien. — Ligar dous ou mais fragmenlos de ferro aque- 
cidosa calor branco,pela percussao oupela simples pressào. 

Caldeira. — Chavdière. — Boiler. —Kes$ely Pfanne. — 
Espago onde é gerado o vapor ; onde se armazena ar 
comprimido. 

Caldeira a vapor (Mach.) — Chaudière à vapeur. — 
Steam boiler. — Dampfkessel, KesseL — Espago fechado, 
nas machioas, onde a agua se transforma em vapor. 

Urna boa caldeira deve satisfazer as seguintes condi- 
gOes: 1% Ter a necessaria superficie de aquecimenlo. 2% Ter 
a grelha desenvolvida» e com barras delgadas, dando 
entro si franca passagem ao ar. 3\ Ter fornalha espagosa, 
porém nào muito comprida, o que se torna inconveniente 
para manter o fogo em piena actividade. 

PressSo sob a qual deve funccionar urna caldeira : 

"--^ 

A espessura das chapas de ferro das caldeirastl vapor 
é dada pela seguinte formula : E= 1,8 D(N — 1) + 3. 

Sendo, n'estas formulas: E, espesura em millimetros ; 
D, diametro da caldeira em metros; N» numero de ath- 
mospheras do vapor no interior da caldeira. 

Caldeira de locomotiva (E.deF.)— E' tubular, cylin- 
drica e geralmente horizontal. Formada de chapas de ferro, 



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170 



CALDEIRA DE LOGOHOTIVA 





k. 



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CALDEIRAS GÀLDEIRAS DAS LOGOMOTIVAS 171 

eoja espessara d3o passa de O^'^OIS. dQO, nas caldeiras» 
nSo apreseota vantageas, pela falta de homogeneidade. 
Tem-se a espessura da parede da caldeira locomotiva 
pela seguiate formula : 

Sendo : E, espessura; D, diametro da caldeira em centi- 
metros ; p, pressào eflfectiva do vapor em athmospheras. 

A caldeira compòe-se das seguintes partes : fornalha, 
corpo cylindrico e tubos, e caixa da fumaca. diametro 
do corpo cylindrico varia entre l" e 1",40 ; e o compri- 
mento, entre S^^S e 5". As chapas da caldeira sào rebi- 
tadas ; e os rebites cravados a quente. 

Com calòr, produzido pelo fogo da fornaiha, a cai* 
deira dilata-se ; e, por isso, ella deve ter uma de suas ex- 
tremidades flxadas à caixa da fumala e o corpo cylindrico 
assentado sobre supportes quo permiltam franco desloca- 
mento.Os supportes sào de chapas de ferro, presas aòs lon- 
gerOes. Entre os supportes e o corpo da caldeira convem col- 
locar laminas de latào, aflm de facilitar o escorregamento. 

Galdeiras [Ensaio das — ]. As caldeirassào ensaiadas 
cu experimentadas a frio, por meio de bomba, deprensa 
hydraulica ou de compressào. Devem ser submettidas a 
pressào tripla da resisteocia nominai que tém de supportar 
quando queotes. fim da experieocia é reconhecer se o 
metal apresenta defeitos e si a crava^ào nào deixsPfugas 
pelos rebites. 

Caldeira [GuarnigOes da — ]. Sào pe^as complemen- 
tares : — lorneiras de prova, de descarga, valvula de 
seguran^a, manometro, iodicador do nivel, etc. 

Galdeiras das locomotivas [Limpeza das — ^j. As cai- 
deiras das locomotivas dovem ser limpas ou lavadas sóde- 



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172 GALDEIRAS (OxiDAgAO das— ) GALDEIRAS 

pois de 12 horas de completo resfriamenlo. Alimpeza, cm 
geral, execDta-se em 4 horas. Nesta opera^ào gastam-se 
de 15 a 20 melros cubicos d'agua. 

A E. de F. de Paris-Lyon-Medìlerraneo prescreve lava- 
gens regula menta res de 12 em 12 dias e lavagens supple- 
mentares se o numero de kilometros percorrìdos pela 
machina, anles dos 12 dias, é maior que o marcado pela 
formula : 

3.600 



N = ' 



CP 



Sondo : N, numero de kilometros percorrìdos depois 
da ultima lavagem ; C, consumo mèdio de carvào por kilo- 
metro ; P, peso mèdio em grammas do deposito deixado 
depois da evaporagào da agua empregada na alimentaQào. 

Galdeiras [OxydaQào das — ]. Ordinariamente é cau- 
sada pelas aguas da alimentagào, que sào mais du menos 
carregadas de sulphato de ferro ou de aluminio. Toma-se 
multo perigosa por enfraquecer os metaes e dar lugar a 
explosOes. Previne-se por melo de leite de cai, de carbo- 
nato de soda, ou mesmo por urna lamina de zinco em sus- 
pensao. emprego do condensador é mais efficaz. 

Os phenomenos de oxydacào manifestam-se junto 
da linha d'agua e com certa regularidade ; algumas 
vezes, porém, ha grande numero de picadas ou corro- 
sOes — menores ou maiores, que se desenvolvem de prefe- 
rencia com o repouso da caldeira. 

O^ago fundido ((ìessemer de Crewe) é o metal que mais 
resiste é oxydam. As caldeiras das locomotivas facil- 
mente se oxydam por causa da alta pressào, das fadigas, 
dasparadas nas estacOes, etc. 

Galdeiras [Volumes nas — occupado por agua e por 
vapor]. — Segundo Bourne o volume total da caldeira póde 
se dividir em 3/4 para agua e 1/4 para vapor. 



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CALDEERA CYUNDRICA CALOR ESPECIFICO 173 

Segando Robert Armstrong, deve ter- se : 1/2 para 
aguael/2 para vapor. 

Galdeir^ cylindrica (Mach.) — Chaudière cylindrique 

— Cylindrical boiler — Walzenkessel. 

Galdeira horizontal (Mach.) — Chaudière horizontale 

— Horizontal boiler — Horizontalkessel. 

Gadeira vertical — (Mach.) — Chaudière verticale — 
Vertical boiler. — Verticalkessel. 

Galdeira telescopica (Locom.) — Chaudière telescopi- 
que — Telescopical boUer — Telescopischerkessel. — A que è 
formada de chapas juxtapostas, e que vae diminuindo de 
diametro de uma extremidade para outra. Muito empre- 
gada nas locomolivas amerìcanas. 

Gadeira tubular (Mach ) — Chaudière tubuhire. — Tu- 
bular boiler — Ròhrenkessel, vielróhrige Dampfkessel^ Dam- 
pfwagenkesseL — A que è atravessada por tubos. Inven^ào 
de Marc Seguin. Nas locomotivas nào se empregam outras 
caldeìras. Os tubos sao cercados pela agua da caldeira e 
atravessados pelos productos da combustào. 

numero de tubos das caldeiras das locomolivas 
varia de 100 a 300, tendo cada um de 0",030 a 0-,050 
de diametro interno. Os tubos, corno facilmente se com- 
prebende, augmentam de muito a superflcie de aqueci- 
meulo. Antes de baver a caldeira tubular, a locomotiva 
nào apresentava grandes vantagens ; nào era machina de 
verdadeira utilidade. 

Galdeireiro (Tech.) — Chaudronnier — Copper^mith, 
boiler- maker — Kupferschmied, Kessekchmiedy Kesselmachery 
Kesselarbeiter. — Artista que trabalha em caldeiras e n'ou- 
tras obras de chapas de ferro. 

Galor (Tech.) — Chalear — Heat — Wàrme, 

Galor especifico (Tech.) Chaleur spécifique — Spedfic 
heat — Specifische Wàrme, Eigenwàrme. — calor espe- 



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174 



CALORIA 



ciBco d'am corpo é o numero de calorias necessarias para 
elevar de 1 grào a temperatura de 1 kìlogramma d'esse 
corpo. ,, 



Calor espeeifleo dos eorpos simples (Wnrtz) 



CORPOS 



Alaminio....... 

Antimoiìio 

Arsenico 

Bismatho 

Boro (a 2380).... 
Bromo (solido). • , 

Cadmio 

Calcio 

Carbono (a 600**) 

Cerio 

Chumbo 

Cobalto 

Cobre 

Didjmio 

Enzofre 

Estanbo 

Ferro 

Gallio (solido)... 
GlQCÌiiio(a800«). 

Indio 

lodo^ 

Indio 

Lanthano 



Caler es- 
pecifico 



2148 
.0508 
0814 
0308 
.866 
0848 
0667 
167 
46 

4479 
0314 
1067 
0952 
04563 
1776 
0562 
1138 
079 
0506 
0569 
0541 
0326 
04485 



COBPOS 



Lithio 

Magnesio 

Manganez •••. 

Mercnrìo (solido) 

Molybdeno.... 

Nickel 

Onro 

Osmio 

Palladio 

Pho8phoro(entre 7 e 30*»} 

Platina 

Potassio 

Prato 

Bhodio 

Bnthenio • 

Selenio 

Silicio (a lOOo) 

Sodio 

Telluro 

ThaUio 

Tungsteno 

Zinco 

Zirconio 



Caler 
especifico 



0.9408 

0.2499 

0.1217 

0.0319 

0.0722 

1092 

0.0324 

0811 

0.0593 

0.1895 

0.0324 

0.1655 

0.0578 

0.0580 

0.0611 

0.0762 

0.202 

0.2934 

0.0474 

0.0836 

0.0334 

0.0956 

0.0660 



Calorìa (Tech.) — Calorie. — Caloria. — Calorie. — 
Unidade de calor. Quanlidade de caler necessario para 
elevar de 1 grào a temperatura de 1 idlogramma de agua. 



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GAMADÀ DE ARGÀMASSA GAMISA DA GALDEIRA 



175 



Kunero de calorlas produMdas pela eombastSo eompleta de 
1 klUog. de Tarias substaneias 

(Debray, 1866) 



C0M6UTISY£I8 


CALORTAS 


Lenha secca (com 25 a 30<>/o d'agna) 

Lonha deasocada Delo calor • . . 


2.800ad.000 
4.000 
5.200 a 5.400 
6.800a7.000 
7.200a8.600 
8.000 


Tnrfa de bfta analidade 


Coke... 


Garròes de Dedra •• 


Garvao de lenha 





Gamada de argamassa (Const.) — Conche de mortier. 

— Coating. — Mórtelbett. 

Gamada [de terreno] (Tech.) — CouchCy assise — 
Groundncill, straturrij layer.—Schicht, Erdschicht. 

Gamada ou demSo de emboQo (CoDSt.) — Conche 
d'endnit, — Skin ofplaistering. — Mórtelverpntzlage. 

Gamada de lastre (E. de F.) — Conche de ballast. — Bed. 

— Ueberbettung, Schotterbett. — [Vide : Lastro]. 
Gamara de vapor (Mach.) — Chambre de vapeur. — 

Steam room or chest. — Dampfraum. — [Vide : Cupola]. 
Gambota de roda (Tech.) — /ante. — Felly. — Felge, 
Radfelge — Parie circular da roda, onde se prendem os raìos 
e sobre a qual é Gxado o aro. 

Gamii^o de ferro. — [Vide : Estrada de Ferro], 
Gamisa exterior da caldeira (Mach ) — Chemtie ex- 
térieure de la chatuOère. — Steamrcase. — Aussere^ Kessel^ 
bekleidung. — Nas locomolivas é feila com folhas de ferro 
de 0",002 a 0",003 de espessura, e de tal modo coUo- 
cada sobre a caldeira, que os rebites d'està nào a toquem 
em ponto algum. OQm da camisa é evitar as perdas de 
caldr. Citemos, sobre o assumpto» a opiniSo do engenheiro 



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176 



GANGELLA- 



^GANTARIA 



Gustavo Richard : « On peul dire que Ton a essayé, pour 
envelopper les cbaudìères et les condaìtes de vapeur, 
presqae toutes les substances possibles. Qaelques unes oDt 
donne, sur les chaudières fixes, des bons résultats, mais 
on se contente, en general, pour les locomotives, d'une 
simple lame d'air prise entro le corps de la chaudière et 
l'enveloppe constituée par des feuilles de tòle ou de laiton 
supportées par des petites coroières. » 

Cancella (E. de F.) — Barrière. — Gate. — Barrière, 
Sperrbaum. — Portào collocado na passagem de nivel. 




Fig. 63 — Cancella. 

Cancella automatica (E. de F.) — Barrière automati^ 
que, — Aviomatic railway gaie. — Automatischer Sperrbaum. 

Canhamo (Tech.) — Chanvre. — Hemp. — Hanf. — 
Piantando cujas Qbras se fazem cabos. 

Cannelura de urna columna (Àrch.) — Cannelure. — 
Finte. — Schafirinne, Canal. — Cavado mais ou menos 
largo e profundo no fusto de algumas columnas. 

Cantarla (Const.) — Pierre de tqille. — Ashlar, frees- 
tone.—Haustein. — Fedra de construc^ào, em goral granito, 
tendo as faces apparentes trabalhadas com mais ou menos 



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CAOTARIA 177 



arte. Ha tres especies, a saber : — desbastada, quando cor- 
tada a picào; lavrada, quando a escopro; e escodada^ 
quando a escoda. 

KSPEaFICAgÙES SOBRE CANTARIAS PARA AS EHPRBITADAS DE 
CONSTRUCgiO DAS ESTRADAS DE FERRO DO ESTADO : 

<( A cantarla sera formada de pedras lavradas a picdo 
e escopro, tanto nas faces apparentes, comò nos leitos, 
sobre-leitos e juntas. Essas pedras serào assentadas em 
argamassa de cimento puro, nao devendo apresenlar 
jÙQlas de mais de cinco melimetros (O^'.OOS) de espes- 
sarà. 

Nas faces apparentes da cantarla, quando se achar de- 
clarado nos projeclos ou os engenheiros exigirem, o em- 
preiteiro deixarà almofadas rusticas, apeoas desbastadas a 
picào, lavraudo-se a escopro unicamente um filete nunca 
mais largo de dous centimelros (0",02) para cada pedra, 
em Tolta das arestas e juntas apparentes. 

As cantarìas serào assentadas de modo a cruzar sem- 
pre a parte mais extensa de urna pedra com a mais curta 
da pedra seguinte, tendo-se, além d'isso, o maiorcuidado 
em que as fiadas fiquem com os leitos e juntas exatameote 
comò indicar o projecto da obra. 

Essas pedras, quando empregadas para angulosearcos 
de testa, nào poderào ter menos de vinte e dous centesi- 
mos de metro cubico. • 

Todas as pedras de angulo deverao apresentar um 
lardoz nunca inferior a 20 centimetros (0°',20) fora da 
parte canteada, aGm de bem se fazer a sua amarraQào 
com resto da obra. 

A cantaria sera medida seguudo as suas dimensOes 
effectivas e à vista do projecto, excluindo-se o tardoz, que 

modonario. 13 



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178 



GANTONEIRA 



sera incluido Da alvenaria coDstruida de combinac^o com 
a mesma canlaria. 

Para cada melro cubico de cantaria empregar-se-hào 
Doventa e cinco centesimos de pedra e cinco centesimos 
de argamassa. )> 

Gantoneira (Ctonsl.) — Carnière. — Angle-iron. — 
Winkeleisen, Winkelschiene. — Pega de ferro, em fórma de 
angalo diedro de 90^ 

Gantoneiras de lados ignaes 



Largura do 


Bspessnra 


Peso do metro 


Largura do 


Bspessiira 


Peso do metro 


lado. em mlUi- 


mèdia em 


eorrente em 


lado, em milli- 


mèdia em 


eorrente em 


metros 


milUmetroB 


kilogrammas 


metros 


miUim«tros 


kilogrammas 


ao 


3V« 


0.88 


60 


5 


4.54 


20 


4V4 


1.20 


60 


7 


6.14 


22 ^p 


8 V4 


1.10 


65 


7 V4 


6.50 


22 Va 


4»/. 


1.45 


66 


9 V4 


8.50 


25 


8V4 


1.80 


70 


7 V4 


7.25 


25 


4V4 


1.70 


70 


10 V4 


10.76 


27 


3V4 


1.55 


76 


7% 


8.50 


27 


4»/4 


1.95 


75 


11 


11.99 


80 


4V, 


1.80 


80 


7 7. 


9.25 . 


30 


6V4 


2.25 


80 


Il 


12.60 


35 


4V» 


2.85 


90 


10 


13.17 


85 


6 Va 


8.10 


90 


15 


18.88 


40 


6 


2.85 


100 


11 V, 


16.50 


40 "^ 


6 


8.45 


100 


16 V2 


23.25 


45 


6V4 


8.60 


HO 


11 Vi 


18.50 


45 


7V4 


4.40 


110 


15 Va 


24.50 


50 


6 


4.25 


125 


11 


20.60 


50 


8 


5.60 


125 


17 


80.50 


55 


«'A 


5.00 








55 


8V4 


6.25 









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GAirrONEIRAS DA8 VIGAS • 



GARGA 



179 



CantoneirM desliriutes 



li 



8> 

o 

Sa 
e . 

O 0, 

I 



1 

i3 



26X40 
26X40 
80X46 
80X46 
86X66 
86X66 
40X60 
40X60 
40X60 
40X60 
46X65 
45X65 



4 

6V2 
4^/4 
6 3/4 

6 Va 


6 Va 

7 Vi 

5V2 

8 Va 
6 Va 
8 Va 



1.90 
2.60 
2.60 
8.60 
8.60 
6.60 
8.76 
4 75 
4 00 
6 00 
6.10 
6.00 



80 
80 
80 
80 
95 
95 



60X 
60 X 
60X 
60 X 
60 X 
60 X 
70 X 110 
70 X 110 
80 X 100 
80 X 100 
80 X 120 
80 X 120 



8 
10 

7 
11 

8 
10 

8 
12 

9 
18 

9 
16 



& 

e 

11 
I 



7.60 

9 00 

7.26 

11.00 

9.00 

11.20 

11.00 

16.60 

12.00 

16.60 

18.00 

22.06 



Gantoneiras das vìgas em duplo T, das pontes de 
ferro. — A espessara C, enconira-se (pouco mais ou me- 
nos) pela seguinle formula : E = 10 4- 0,06 L. 

Sendo : E, espessura em millimetros ; L, vào, ou dis- 
lancia da ponte entro os eocontros ou entre pegOes. 

Gapeamento (Const.) — Couronnemet, chaperon. — 
Orowing, top^ caping^ coping. — Haube, Mauerabdeckung^ 
Abdach. — Parte superior de um muro, etc. 

Gapitel (Arch.) — Chapiteau.— Capitai chapitrel,cha- 
piter. — Capitai^ Sdidenknauf, Knauf, Kopf. — Parte su- 
perior de uma columna ; assenta sobre fuste. 

Gapoeira. — Especie de vegetagào que succede às der- 
rubadas. 

GapoeirSo de machado. — Gapoeira deseuvolvida. 

Garga (Tech.) — Charge. — Loadj burden, charge. — 
Lasty Ladung. 



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180 CARGA ADDiaONAL CARIATIDE 

Carga addicional (Tech.) — Charge additionelley sur- 
charge. — Overcharge. — Ueberlast. 

Carga de mina (Tech.) — Charge. — ChargCy shot. — 
Ladung (der Schtm). 

Carga de ruptura (Tech.) — Charge de rupture. — 
Rupture charge, breaking load. —Bruchladung. — E' inde- 
pendenle do comprimenlo do prisma e proporcional à sec- 
00 tr«insversal do mesmo. Para o ferro forjado, por mìl- 
limelro quadrado, é de 30 a 40 kgs. ; para o ferro em bar- 
ras, de 40 kgs. ; para o ferro em chapas, de 30 a 35 kgs.; 
para o ferro fundldo, de 11 a 13 kgs. ; para o ago, de 
75 kgs. ; para o bronze del6a23 kgs. ; para o latào, de 10 
a 12 kgs.; para o zinco laminado, de 5 kgs.; para o chumbo 
laminado, de l^«f-,35 ; para a pedra, de 14 a 80 kgs. ; 
para o tijolo, de 8 a 20 kgs. ; para o gèsso, de 4 a 11 kgs. ; 
e para a argamassa, de 4 a 15 kgs. 

Carga de seguranga (Tech.) — Charge desécurité. — 
Safety charge^ safety load. — SicherheitslasL— Para o ferro 
forjado, por millimetro quadrado, é de 5 a 10 kgs. ; para 
ferro em barra, de 6 a 10 kgs. ; para o ferro em chapas, 
de 5 a 8 kgs.; para o ferro fundido, de 2 a3 kgs. ; para o 
aco. de 12 a 18 kgs. ; para o bronze, de 3 a 6 kgs.; para 
zinco laminado, de 0,8 a 1,2 kgs.; para o chumbo lami- 
nado, de 0,2 a 0^» ,3 ; para a pedra. de 1,4 a 8 kgs. ; 
para o lijolo, de 0,7 a 1,6 kgs. ; para o gesso, de 0,3 a 
0,7 kg. ; para a argamassa, de 0,3 a 1 kg, 

Carga da valvola de seguranga (Mach.) — Charge 
de la soupape de sarete. — Safety valve load. — Geioicht des 
Sicherheitsventik. — [Vide : Valvula de seguranga]. 

Cariatide (Arch.) — Cariatide. — Caryatide. — Karyati- 
de. — Figura de mulher empregada muilas vezes na archi- 
tectura grega, em substituigào da columna, para aguentar 
entablamentos, etc. 



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CARIMBO DA CALDEIRA CARRO 181 



Garimbo da caldeira (Locom.) — Timbre de la chau- 
dière. — Brand of boiler. — KesselstempeL — Placa de 
laido flxada na caldeira, ioclicando a pressào maxima, 
em kilogrammas por cenlìmelro quadrado, ouem alhmos- 
pheras, que ella póde supportar. Nas caldeiras das loromo- 
tivas carimbo varia enlre 8 e 10 kgs. Excepcionalmente 
empregam-se pressOes altingindo a 12 alhmospheras, que 
nào lem dado bons resuUados. 

Garmin (Tech.) — Carmin. — Carmine — Carmin- 
rothe Carmin. — [Vide : Àquarella]. 

Garpinteiro (Tech.) — Chaiyentier. — Carpenter. — 
Ziemmermann. — Operarlo que faz Irabalhos de madeira, 
empregando pregos. Quando emprega sómenle colla e pa- 
rafusos, é marcineiro. 

Garregador de bagagem ou de carga (E. de F.) 
— Facteur. — Railway-forter. — Packtràger. 

Garregador de pedra (Const.) — Bardem. — Stone- 
carrier, kraft-man. — Steintràger. 

Garretao ou cruza-vias (E. de F.) — Chariot trans- 
porteur, chariot de service. — Travelling-platform, traverser, 
sliding^laltform. — Schiebebiihne. [Vide : Cruza-vias]. 

Garrinho de rnSo (Coiisl.) — Brouette. — Wheel-bar- 
rovo. — Schubkarren, Laufkarrcn. — Muito empregado nos 
trabalbos de terra. 

Garro (E. de F.) — Voiture, waggon. — Carriage, 
waggon. — Wagen. — Caracteres dos carros de estradas de 
ferro : — l%PosÌQào da caixa sobre as rodas. 2%E«istencia 
de rebordos nos aros das rodas. 3'',Parallelismo dos eixos, 
quando nào se emprega bogie, truck, ou articulacào de 
Bissel. 4% Rodas presas aos eixos, fazendo com que estes 
gyrem tambem. 5% Conexidade dos aros das rodas. 

Qualquer que seja o firn a que se destina, o carro 
compde-se sempre das seguintes partes : caixa, estrado. 



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Ì8S CARRO DE PASSAGEIROS 

caìxas de graxa, eixos, chapas de guarda, molas de sas- 
pensào, rodas, para-choques e apparelhos de traccào. — 
[Vide eslas palavras]. 

comprimento dos carros deve ser determinado de 
modo a poderem passar os carros nascurvas mais fortes da 
liaha a que se destina. — [Vide : Baze rigida]. A largura, 
nào deve ser maior que duas vezes a bitola da liuha, para 
que nào Ihes falle a indispeusavel estabilidade. 

Carro de passageiros (E. de F.) — Voiture à voya- 
geur$, — Passengerscarriage. — PersonerUramportwagen. — 
Ha dous systemas : inglez e americano. 

Systbma inglez : Cada vehiculo divide-se em varìos 
compartimentos separados, com porlinholas nas paredes 
longitudinaes. A altura dos carros varia de 1"J5 a 2", 30; 
e a largura, de cada compartimento, de l",24a 2",30. 
comprimento de cada carro depende do numero de 
compartimentos que elle tem.Gada passageiro tem direito a 
um logar com as seguintes dimensOes (no minimo] 0",45 
de largura e 0",65 de fundo. espa^o entre os assentos 
è de 0",5. 

Ha carros de 1\ de 2', de 3' e, até mesmo, de 4' 
classe. conforto é relativo às classes.No Brazil, em geral, 
ha so duas classes de carros. 

A grande vantagem do carro inglez é permittir maior 
utilisagào de superGcie, e apresentar meuos peso morto 
por passageiro. comprimento da caixa, scodo relativa- 
mente lì^queoo, facilita a manobra nas estagOes. Em geral 
cada carro tem dous eixos. 

Nos paizes quentes o carro inglez é iatoleravel. Apre- 
senta, entre outros, os seguintes incovenientes : dificul- 
dade e perigo na entrada e sahida ; prisào do passageiro 
n'um pequeno espa^o ; perigo deabrir-se a portinhola, em 
viagem ; fatta de latrinas ; mi ventilagào e pouca luz ; 



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CARRO DE BAGAGEM 



185 



perigo para o pessoal, qoe tem de andar pelos estribos, 

quando o trem està em marcha, etc. 

Systema americano: 
Os carros s^o nnuito lon- 
gos ; assentam sobre bo- 
gles; lem corredor longi- 
tudinal, e entradas nos 
extremos, dando para as 
plata-furmas. Ha tres ty- 
pos differentes, a saber : 
de corredor centrai e um 
sócompartìmento; de cor* 
redor lateral e varios com- 
partimentos, que se comr 
municam com essecorr^ 
dor; e de corredor centrai 
e compartimentos late- 
raes, tendo portas para o 
corredor. 

carro amerìcaDO è 
arejado, espa^oso e darò; 
permitte sèria fiscalisa-* 
Qào; dà segura entrada e 
sahida aos passageiros e 
torna facillima a circula- 
Cào dos empregados des- 
de um extremo do trem 
ao outro extremo. 

Carro de bagagem 
(E. de F. ) — Fourgon, 
waggon à bagage. — Lag- 
gagM)an. — Packwagenj 

Gepackwagen.— N'este carro, além do compartimento des- 




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184 CARRO DE GARGA CARRO PARA CARViO 

tinado às bagagens» ha geraltnente um outro para o cbefe 
do Irem. 

Carro de carga (E. de F.) — [Vide : Vagào]. 

Carro correlo (E. de F.) — Wagon poste — Post- 
ijoaggon. — Post wagm. 

Carro de lastre (E. de F.) — Wagon d'ensablement. — 
Ballast wagon. — Kieswagen, Schotterwagm. — Tem as 
paredes da caixa moveis e baixas, aOm de facilitar a ma- 
nobra. 

Carro dormitorio (E. deF.) — Vagon-lit. — Sleaping- 
car. — Schlafwagm. — Nesle carro, os iogares deslinados 
aos passageiros transformam-se facilmente em leitos. 

Carro de soccorro. — E' do regulamenlo para fiscalisa" 
(do da seguran^a, conservagào epolicia das estradas de ferro 
seguiate arligo : « Governo podere exigir que no logar 
do deposilo das machinashaja constantementeum carro com 
todos OS inslrumentos e preparos que forom necessarios,para 
occorrer promptamente a qualquer accidente ; e bem assim 
machinas de soccorro ou de reserva, em estado de poderem 
immediatamente partir, nos pontos que forem designados 
pela administragào. A' està incumbe eslabelecer as regras 
que se devem seguir nos casos de pedido de soccorro e de 
partida das machinas para prestal-os ». 

Carro freio (E. de F.) — Wagon frein. — Brake-van. 
— Bremswagen. 

Car]Q3 guindaste (E. de F.) — Grue roulante. — Rail- 
way crane , travelling. — Bewegliche Krahn. — [ Vide : 
Ghindaste]. 

Carro para gado (E. de F.) — Wagon à bestiam. — 
CaUlewaggon. — Viehwagen. 

Carro para transportar carvSo de pedra (E. de F.] — 
Wagon à houUle. — Goal waggon. — Kohlenwagen. 



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CARRO PLATAFORUA GASA DE GUARDAS 185 

Carro plataforma ou descoberto (E. de F.) — Wagon 
a plat&'forme découverte. — Open good$ waggon. — Block- 
wagen, Louoryy offerte Guterwagen. 

Garroga (Const.) — TorrJbereau, camion, — Cart, tUting- 
cari. — Schuttkarreny Kippkarren. — Empregada no tran- 
sporle de terras. 

Garroga de mSo de duas rodas (Const.) — Brouette à 
deux roues. — Handn^rt. — Slosskarren, Handkarren. 

GarvSo (Tech.) — Charbon — Goal — Kohle. 

GarvSo de pedra, hulha (Tech.) — Charbon de terre, 
houille. — Black coaly pit cool, coal. — SteinkohlCy Sch- 
warzkohle. 

Combustivel geralmente usado naslocomotìvas. Gonlèm 
de 75 a 88 7o de carbone. E' solido, prelo, ìnflammavel e 
brìlhante. carvào de pedra divide-se em : graxo ou gordo 
que arde com longa chamma, amoUece com o calór, e des- 
prende 8.600calorias por kilogramma ; e, secco ou ma^o, 
que desprende por kilogramma perlo de 7.300 calorias. 
carvào gordo é menos vantajoso ; seu uso conlinuado es- 
traga as barras da grelha. — [Vide : Coke e ArUhracito]. 

Em goral 1 kilogramma de carvào de pedra vaporisa 
de 4 a 9 kilogrammas de agua. 

Nas locomotivas, 1 kilogramma de carvSo de pedra de 
1' qualidade produz 8 kilogrammas de vapor. Um metro 
quadrado de superficie de aquecimenlo consome em 1 bora 
5 kilogrammas de carvào ; logo, produz n'esse tempo 40 
kilogrammas de vapor. Um metro quadrado de superficie 
de grelha, em 1 bora, consome 230 kilogrammas de 
carvào; logo, produz 1.840 kilogrammas de vapor, n'esse 
tempo. A relaQào entre a superficie da grelha de a e aque- 
cimento é de 1:46. vapor trabaiha com 10 atmospheras. 

Casa de guardas (E. de F.) — Mamn de gardes.— 
Gmrds-home. — Pequena casa conslruida junto à pas- 



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186 GÀSGALHO GÀVALLETE 

sagem de nìvel, servindo de habita^o ao guarda can- 
cella. 

Cascalho ( Const. ) — Gravier. — Gravel, rubble. — 
Kies, GruSy Gries, grobe Sand. — Fragmentos de pedras pon- 
leagudos, irregulares e duros. Bom material para aterros 
e para lastro. 

Càstanhos dos parallelos [Locom )—Taquets desglis- 
sières. — Slide giude fulchrum. — Gleitschienennuss, — [Vide : 
Parallelos]. 

Catraca (Feri-.) — Rochet. — RacK ratch. — Ratsche, 
Zahmcheibe. — Ferramenta para furar chapas de ferro ou 
de outro metal. 

Cauda de um contraforte (Const.) — Queue d!un con- 
tre-fort — Tail ofa counterfort. — Stirriy Schweif, Vor- 
derseite eines StrebepfeUers. 

Cauda do trem (E. de F.) — Artière du convoy. — 
Backward. — Riickwarts rangirt. — Parte posterior do 
trem. 

Cauda [ir na — do trem] (E. de F.) — Aller en arr^e 
du train. — To go backward. — Ruckwàrts anhàngen. 

Cautella [Signal]. (E. de F.) — RélarUÌ9$ement. — Caih 
tim. — Camion. — Durante o dia : — bandeira verde ; 
a noite : — luz verde. 

Cava de emprestimo [que fica depois de ser a terra 
levada para o aterro]. (E. de F.) — Giambre d*emprunt. 
— Sidecrcutting-place. — Seitenentnahmeplatz. — Deve ser 
feita de modo a nào estagnar asaguas da chuva. 

Cava de fundagSo (Const.) — FouUle. — Trenchingy 
Digging. — Fundimngsgrube, — Buraco dentro do qual é 
construido o alicerce. 

Cavallete (Const.) — Chevalet. — Treale. — Dock, 
Geru$t, Gestell. — Nas estradas de ferro economicas dos 



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CAVALLO-VAPOR GAVILHA DE GABEgA GHATA 



187 



Estados Uoìdos oscavalletes sao muìto empregadosna cod- 
struc^ào de viaductos, substituiDdo lougos aterros. (Fg. 65) 




Fig. «6 — Oaralletes. 

Cavallo-vapor (Tech ) — Cheval-vapeur. —Horse-po- 
wer. — Pferdkraft. — Forga capaz de elevar 75 kgs. a al- 
tura de um metro, em um segando de tempo. 

Cavar o terreno (Gens.) — Fouiller le terrain. — To 
' rake-up the ground, to digup the earth. — Den Boden auf- 
graben, durchìvuMen. 

Cavar os alicerces (Const.) — Frouiller ou creuser 
les fondemerds. — To dig the dUches for fotmdatiom.—Den 
Grand graben, die Grundgrdbm ziehen. 

Cavilha (Tech.) — Chevilley boulon. — BoU, pin. — 
Stuvbolzeny Bolzen. Especìe de parafuso. ^ 

Cavilha farpada (Tech.) — ChevUle barbette. — Spike- 
fuiUy rag-bolt. — Bartnagel. 

Cavilha com porca (Tech.) — Boulon à écrou. — Boli 
and nut. — Bolzen und Muttery Schraubenbolzen. 

Cavilha de cabega chata (Tech.) — Boulon àtéte piale. 
— Flat-headed bolt. — Fìachkopfige Bolzen. 



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188 GAVILHA DE GABBgA DE DIAMANTE GAVILHAR 



Gavilha de cabega de diamante (C. de F.) — Boidon 
à téle de diamant. — Diamond'headboU. — Diamantkopf- 
bolzen. ~ Usada na pregacào dos Irilhos sobre os dormen- 
les. Deve ser introduzìda a chave de parafuso. Quando fa- 
zem aste servilo a martello^ conhece-se logo, por causa do 
achatameoto do diamante, que è urna pequena penta, em 
forma de pyramide, collocada na cabeca da cavilha. 

Gavilha de cabega quadrada (Tech.) — Boulon à téle 
carré. — Sifuare-headed-bolt. — Bolzen mit viereckigem Kopf. 

Cavilha de cabega redonda (Teoh.) — Boulon à téle 
ronde ou à champignon. — Round-headed bolty boss headed 
bolt — Flachrundkòpfige Bolzen. 

Gavilha de chaveta (Tech.) — Boulou à clavette. — 
Eye-bolt, Eye-bolt and key, cottar-bolt. — Splintbolzen. 

Gavilha detarracha (Terh.) — Cheville vissée, — Screw 
plug. — Schraubenholzen. 

Cavilha fixa (Tech.) — Cheville fixe, — Steady pin. — 
Fixer Bolzen. 

Gavilha de argoUa (Tech.) — Cheville à boucle. — 
Ringbolt. — Ringbolzen. 

Gavilha de gancho (Tech.) — Cheville à eroe. — Hook 
bolt. — Hakenbolzen. 

Gavilha inestra (Tech.) — Cheville ouvrière, — Joint- 
bolL — Schlussnagel, Spannnagel [Vide : Pino]. 

Cavilhas de engate das correntes de seguranga (E. 
de F.) — Boulons d'attaché des chatnes de séreté... — 
Schraukenschwengel der Sicherhcitsketten. 

Gavilha de ferro [Para prender columnas] (Consl ) — 
Goujon. — Gudgeon. — Versenkler Bolzen. 

Cavilhamento (Const ) — Chevillage — Spiking, boi- 
ting. — Verbolzinug. 

Gavilhar (Tech.) — Cheviller. — Io fcotó, to peg. — 
Verbolzen, Zusammendubeln. 



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CAVOQUEmO CENTRO DE GRAVIDADE 189 

Gavouqueiro (Tech.) — Carrier. — Quarry-man. — 
Steinbrechcr. Minenbohrer. — Trabalhador dejpedreira. 

Caximbo (E. de F.) — [Vide: Corte]. 

Centrar o instrumento (Tech.) — CerUrer. — To cen- 
tre. — Centriren. — Collocal-o na verlical. Todas as ve- 
zes que se arma o Irasito è ìndispensavel central-o. 

Centro de ago [do torno] (Tech.) — Pointe. — Center. 

— Spitze, Kómer. 

Centro de gravidade (Tech.) — Centre de gravite. — 
Centre ofgravity. — Schwerpuncty Mittelpunct der Schwere. 

— centro de gravidade de urna recta està no meio ; o 
de un) triangulo està na intersecQdo das rectas que partenì 
dosangulospara o meio dos lados oppostos ; o de um pa- 
rallelogrammo està na ìnterseccào das diagonaes ; o do 
circulo està no centro ; o de um prisma està no meio da 
linha que liga os centros de gravidade das duas bazes ; o 
de um cylindro està no meio de seu eìxo ; o de uma es- 
phera està no centro ; o de uma semi-esphera, està sobre 
seu eixo a 3/8 a partir do centro; o de um cóne ou de uma 
pyramide qualquer està a 3/4 a partir do vertice, sobre a 
linha que o liga ao centro de gravidade da baze. 

Centro de gravidade das locomotivas [Segundo Mo- 
lesworth]. Sendo : C, distancia horizontal da linha do 
centro de gravidade para o eixo motor; L, carga sobre as 
rodas da fronte ; T, carga sobre as rodas de traz ; /, dis- 
tancia entre o eixo da fronte e o eixo motor; t, di«tancia 
entro o eixo de traz e o eixo motor; B, baze rigida da ma- 
china; W, peso total da machina, tem-se : 



w 
madido a contar do eixo da fronte. 



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100 GÈO Dà FORNALHA CÉRCA 

QaaDdo Tt é maior qae LI, tem-se : 

medido a contar do eixo de traz. 

Estas formulas referem-se a machìnas de 6 rodas, com 
eixo motor no centro. Em machiùas de 4 rodas, si L 
excede a T, a distancia horizonlal do centro de gravidade, 
medida para o eixo de traz = -5-. Si T excede a L, a dis- 
tancia medida para o eixo da frente = ^. Si T = L, o 
centro de gravidade està collocado a meia distancia, entre 
OS dous eixos. 

Céo da fomalha (Mach.) — del du foyer. — Fornace 
crown, furnace place top. — Feuerbuchsendecke, Feuerun- 
g$decke, Deche. — Parte da caldeira que recebe directa- 
mente a chama da fornallia. Munida de bujào fusivel. 

Gepilho (Ferr.)— Robot à boudin. — Rou/nd-plane. — 
Stabhobel, Rundstabhobel. — Ferramenta de carpinteiro e 
ma rei nei ro. 

Cepo de rebaixo (Ferr.) —Bouvet à rainure. — Groo- 
ving-plane. — Nulhhobel. — Ferramenta de carpinteiro e 
marciueiro. 

Cepo cu tamanco do freio (E. de F.)—Sabot du frein. 
— Brake-shoe, — Bremsklotz, Bremsschuh, Bremsbacke. — 
[Vide : Freio]. 

Cèfca (E. de F.) — Clóture, haie. — Hedge, [enee. — 
Hecke, Zaun. — As estradas de ferro do Brazil nào sào com- 
pletamente cercadas ; so nos pontos em qae exisle gado e 
perto dos logares povoados encontram-se cércas. Estas 
devem ser bem constraidas ; no caso contrario serào de 
effeito negativo; darào entrada aos animaes e, depois, 
quando os trens se approximarem, difficultarSo a sabida, 



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(MCA MORTA CÉRCA VIVA 



101 



^ 



=5 



IBS 



7 997<; 



B 



wsm 



¥ 



9M 



9M 



M 



As cercasmaisempregadas na linha sào as de forquìlhas 
e troncos brutos, as de montantes ou estacas (Fg. 66 C), 
tendo na parte superior urna tra vessa, e as de estacas se- 

paradas e dnas ou mais travessas, 
~° ° °^ lypo A. Nas estacòes empre- 

gam-se cercas do typo B. 

As madeiras das cércas devem 
ser de lei, tal corno: araribà, ìpé, 
graùna, angico, massaranduba, 
aroeira, etc. 

Os montantes sSo fincados de 
0",5; téra 1",5 de altura e 
0'",15X0'",15 de esquadria. As 
Iravessas devem ter a mesma es- 
quadria, e 6 a 7 metros de com- 
prìmento; sào presas aos mon- 
tantes por meio de bragadeiras, 
pregos, ou a rame de ferro. 
Nas estagOes, convem ^er pintadas ao longo da linha a 
madeira deve ser sómente falquejada. 

Tambem sào muito usadas as cércas de Irilhos velbos. 
Cèrea morta (E. de F.)—Haie morte.— Fence ofrod. 
— Todte Zaun, Ruthenzaun. — A que é feita de troncos 
de arvore ou de estacas e travessas. 

Cèrea viva (E. de F.) — Haie vive. — Quichet hedge. 
Lehendige Hecke, Heckenzaun. — Forraada pelo entrela- 
jamento de cerlos vegetaes dycotìledoneos que teriSem a 
se esgalhar. — Entre os vegetaes mais uzados no Brazil, 
para este firn, existem o maricà e o molungù. 

Do Regvlamento para a fiscalisagào da seguranga, corner- 

vofào e policia das estradm de ferro extra himos o seguinle: 

« Art. 49. Todo o occupante de um terreno (seja ou nào 

propriedade) que confinar com a estrada de ferro, e estiver 



Fig. 66 — GdrcAS. 



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i9S CÉRCA DE ARAME FARPADO CHAMINÉ 

d'ella separado por urna cérca de espinhos, por elle feita 
para seu uso, é obrigado a dobral-a urna vez peranno. Na 
épooa propria o guarda do dislricto o avisarà, e nào se co- 
melando servJQo em Ires dias, participarà ao chefe da 
esla^ào mais proiima, o qual farà por escripto segunda 
ìnlìmaQào, marcando o prazo de cinco dias. 

Art. 50. Fìndo o segundo prazo terà a admìnisiragao 
da estrada o direitode mandar fazer o servico por conta 
do omisso e de cobrar d'elle executivamente a despeza que 
com isto fizer. 

Art. 51. Os ramos e os galhos cortados serào todos 
langados para a parte do domioio particular, ao qual per- 
lencencerào, salvo si a cerca tiver sido feita pela Admìois- 
tragào da estrada de ferro. » 

Cèrea de ararne farpado (E. de F.) — Clóture en fi! de 
fer barbellé. — Steel barb fence. — Zaun am Eisendrath mit 
Gegempitzen, — E' muilissimo empregada. As farpas afu- 
gentam o gado, que tanto gesta de se coQar nas cércas, des- 
truindo as. 

Cerne da madeira (Tech.) — ùmr du bois. — Heart- 
wood. — Kern, Kemholz, — Parte resistente da arvore. 
É d'onde se extrahe a madeira que se emprega nas cons- 
trucgOes, em dormentes, etc. 

Ghaminé (Looom., eie.) — Cheminée, — Chimney. — 
Schornstein, Rauchschlot, Esse^ Osse. — Nas locomotivas, as 
chaminés de fórma cylindrica sào de fulhas de ferro ; as 
de fórrfta conica, de ferro fundido,ou do chapas. Guardam 
as seguintes proporQOes : Chaminés cylindricas : 

s 1 S" 



S--8. ^-''^' 



Chaminés conicas : 






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CHAMINÉS DE OFFICINAS 195 

Sendo: S', seccào total dos labos da caldeira; S", sec- 
cào constante nas chaminés cylindricas e seccSo minima 
nas chaminés conicas ; S, secgào do venlilador. 

A chaminè da locomotiva tem no alto uma tampa mo- 
vedica, que permilte fechal-a, para interromper a tiragem, 
nas occasides de parada. 

A chaminè é de tiragem forcada pelo jaeto de vapor 
que se escapa dos cylindros. Està invengào e a da caldeira 
tubular tornaram a locomotiva muilissimo poderosa e 
capaz de prestar os relovantes servìgos que todos conhe- 
cem. A seccào da chaminè de tiragem forgada póde ser 
quatro vezes menor que a da chaminè de tiragem na- 
turai. 

Ha vendo tiragem forcada, a machina queima, em igual 
tempo, ciuco vezes mais combustivel do que pela tiragem 
naturai ; logo a caldeira produz multo mais vapor. 

Chaminés de officinas.— Velocidade com que os prò- 
duclos da combustalo se desprendem da chaminè : 



= 6.28j/_ 



(T — ^ 



md + 0,016 (H + /) 

Sendo : V, velocidade expressa em metros ; T, tempe- 
ratura, em gràos cenligrados, dos gazes quentes na cha- 
minè ; t, temperatura do ar ambiente ; d, diametro ìnfe- 
rìor ou lado do quadrado do oriflcio superior da chaminè, 
em metros : H, altura da chaminè a partir da greiha ; 
I, comprimento percorrido peios gazes quentes da greiha 
até à base da chaminè, em metros. 

Nas chaminés de tijolo, tem-se em goral T — < = 285\ 
A.seccào do orificio è igual ù superficie li vre da greiha. 
volume dos gazes expellidos é em mèdia 2*/* vezes 
maior que o do ar que entra na greiha. 

Dicoionario. 18 



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104 CHAPA OU FOLHA DE METAL CHAPA DE ARGAMASSA 

Substiluindo-se : T, t e V pelos valores numericos 
médios, tem-se : 

H = 10,3 4-^'''-^' 



16,8 d — / 



diametro interior da base da chaminé é determinado 
pela formula : 

D = 4 + 0,017 H 

Tambem,em vez de empregar-se a formula, póde-se dar 
ao fusle da chaminé um taludamento exterior de ^ a -^, 

e interior de -^. 

GSiapa OU folha de metal (Tech.) — Tóle. — Piate, 
sheet. — Blech. — Na pagina seguinle da mos a tabella dos 
pesos das chapas de diversos metaes. 

Ghapa de ago (Const.) — Tóle (Tacier. — Steel-plale, 
sheet-steeL — Stahlblech. 

Ghapa de ago fundido (Consl.) — Tóle d'acier fondu. — 
Cast-steel-flate. — Gussstahlblech. 

Ghapa de ferro (Const.) — Tóle en fer. — Sheet tron, 
ironnplate. — Schwarzhlech. 

Ghapa de argamassa das ahohadas (Const.) — Chafe 
de mortier. — Mortar bedover a vaulting. — Mórtelaufguss, 
Gemlbiiberguss. — Tem por fim garantir as alvenarias con- 
tra as filtragOes das aguas. Costuma ser de 0'",30 a O^JO 
de esp^sura. A chapa applica-se depois da retirada dos 
simples e depois do completo recalque da abobada. 

Nas abobadas de revestimento dos tunneis a chapa 
deve ser de argamassa de cimento puro ou de cimento 
e area. 

Antes de assentar a chapa, dever-se-ha picar as juntas 
da alvenaria do extradorso da abobada. Convém que a 
chapa seque lentamente. 



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GHAPA DE GUARDA • 



- GHAPA DOS TUBOS DA GALDEIRA ld5 



Peso em kilogrrammas, de nm metro quadrado das ohapas de 
diTersos metaes 



15 

w 


1 


o . 


1 
< 


1 


8 


è 


1 


7.78 


7.25 


7.87 


8.90 


6.90 


11.40 


2 


16.66 


14.60 


16.74 


17.80 


13 80 


22.80 


3 


23.84 


21.75 


23.61 


26.70 


20.70 


33.20 


4 


31.12 


29.00 


31.48 


35.60 


27.60 


46.60 


6 


38.90 


86.25 


39.35 


44.60 


34.60 


67.00 


6 


46.68 


43.50 


47.22 


63.40 


41.40 


68.40 


7 


64.46 


60.76 


65.09 


62.30 


48.30 


79.80 


8 


62.24 


68.00 


62.96 


71.20 


65.20 


91.20 


9 


70.02 


66.25 


70 83 


80.10 


63.10 


102.60 


10 


77.80 


72.60 


78.70 


89.00 


69.00 


114.00 


11 


85.68 


79.75 


86.67 


97.90 


75.90 


126.40 


12 


93.86 


87.00 


94.44 


106.80 


82.80 


136.80 


13 


101.14 


94.25 


102.81 


115.70 


89 70 


148.20 


14 


108.92 


101.50 


110.18 


124.60 


96.60 


169.60 


15 


116.70 


108.75 


118.05 


133.60 


103.60 


171.00 


16 


124.48 


116.00 


125.92 


142.40 


110.40 


182.40 


17 


132.26 


123.26 


133.79 


161.30 


117.30 


193 80 


18 


140.04 


130.50 


141.66 


160.20 


124.20 


206.20 


19 


147.82 


137.75 


149.63 


169 10 


181.10 


216.60 


20 


156.60 


145.00 


167.40 


178.00 


138.00 


228.00 



Ghapa de guarda (E. de F.) — Plaqm de garde. — 
Axle-guarde^horn piate. — Achsenhalter. — Nas locomolivas, 
sào destinadas a receber as caixas da gra\a,e a resguardar 
OS longeròes dos eslrados. Nos vagòes, sào as pe^as que 
servem para fixar e guiar as caixas de graxa. 

Ghapa dos tubos da caldeira (Mach.) — Plaque de 
tubes^ plaque tvhulaire. — Tube piale. — Ròhrenplatte. — 



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4Ò6 CHAPADÀO OU PLANALTO CHAVETA 



Face da caldeira onde se prendem os labos. Fórma urna 
das paredes da caixa da fumaga. 

Chapadao ou planalto (Tech.) — Plateau. — Table- 
land. — Fìachland, — Exlensào mais ou menos plana no 
alto de montanbas. 

Ghapa de supporta da caldeira (Locom) . — Plaque 
support de lachaudière. — Boiler holders piale. — KesseUrù- 
gerplatte. — [Vide : Caldeira de locomotiva]. 

Ghapa supporto dos parallelos (Locom.) — Plaque 
support des glissières. — Slide guide piale. — StiUzplattc des 
SchUiUens. — [Vide : Parallelos]. 

Ghapuz. — [Vide : Boneca]. 

Gharneira (Tech.) — Charnière. — Hinge or Turning 
joirU. — Scharnier, Gelenk, Gewinde. Especie de dobra- 
diga. 

Ghave das talas de juncg3o (E. de F.) — Clef à four- 
che. — Fork wrench. — Gabelschraubenschlùsì^el, Gabelschlùs- 
sei. Aquella com que o assentador da linha aperta ou 
desa perla as porcas dos parafusos das talas de juncQào. 

Ghave ou fècho de abobada. (Consl.) — [Vide: Aboba- 
da]. —Fedra ou aduella do meio, quefecha ura arco, uma 
abobada ou uma plate-banda. 

Ghave de mudanga de via. (E. deF.) — [Vide : Agulha]. 

Ghave de parafuso. ( Const. e mach.) — Tournevis, 
clef à vis. — Screw key, screw-wrench, screw spanner. — 
SchraubpnschlùsseL 

Ghave ingleza. (Const. e mach.) — Clef anglaise, clef 
universelle. — Coach-wrenk, morikey-spanner. — Englische 
Schraubenschlùssel, Universalschraubenschlussel . 

Chaveta (Mach ) — Clavette. — Cutter, peg. — Keil, 
Schlùssel,SplÌ7UjClavette. — Nas locomotivas ha as seguintes 
chavetas : da baste do embolo, da polla do excentrico, 
do eixo, do embolo, dos bragos connectores, eie. 



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CHAVETA E CONTRA-CHAVETA CHEFE DE DIVISXO 197 

Ghaveta e contra-chaveta (Mach.) — Clavette et cantre- 
davelte. — Gib ani coteor. — Keil und Lósekeil. 

Ghaveta dupla (Mach.) — CiaveWc doublé. — Spring 
key. — Doppelkeil 

Ghaveta fendida (Mach.) — Clavette jendue. — Slit-culter 

— Gespaltene, KeiU Gespaltene davette. 

Ghavetas [Prender com — ] (Consl.) — Claveter. — To 
hey, — KeUen. festkeilen. 

Ghavetas [Acgào de collocar—] (Coast.) — Claoetage. 

— Ceyinq. — KeUverbindung. 

Ghefe da contabilidade (E. de F.] — Chef de la com- 
ptabilité, — Comptroller. — Chefder Conirollirabteilung, der 
ControUe. — que dirige o servilo da contabilidade. 

Ghefe da locomogSo (E. de F.)^-Chef du matériel et 
de la traction. — Leiter der Zugfuhrung, — Engenheiro 
encarregado do material rodante e das officinas. 

Ghefe da linha. — [Vide : Efigenheiro recente]. 

Ghefe de divisSo [Regulamento da via permanente da 
E, F. Central.] — chefe de divisào terà a seu cargo: 

1% A conservagào da linha, das obras de arte, edificios 
e linha telegraphica ; a^", A execugSo das obras novas 
dentro dos limites de sua divisào; 3% servilo de levanta- 
mento de plantas, nivelamento e mais trabalhos necessa- 
rios a organisacào dos projectos de obras novas, grandes 
reparaQdes e modiflcagOes da liuha ou obras de arte ; 4% 
exame mensal da escriptura^ao da divisào, do estado dos 
meteriaes em deposito, da linha telegraphica e daf obras 
de arte ; 5% A fiscalisacào e guarda dos depositos flliaes 
do almoxarifado ; 6% Sera responsavel pela policia da linha 
e seguranga da circulacào dos trens dentro dos limites da 
divisào. 7% Terà sob suas ordens os mestres de linha, o 
armazenista e mais pessoal necessario ao servilo da divi- 
sào, com OS quaes se entenderà directameote ; 8% Exe- 



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198 GHEFE DE SECgÀO CIMENTAR 

catara o servilo segando as instrucgOes e plaaos fornecidos 
pelo chefe da linha. 

Ghefe de secgSo (Adra.) — Chef de sedion. — Section 
engineer. — Sektionschef, Seklionsingenieur. — Engenheiro 
encarregado da construccSo de am trecho da estrada. 

Chefe domovimento (E.deF.) — Chefdu mmvemenl. 
Superintendent of tramporlationj massager. — Betriebsdi- 
rector. — Engenheiro encarregado do movimento dos trens 
de passageiros e de cargas. 

Chefe do trem (E. de F.) — [Vide : Conduclor do trem]. 

Chela das aguas (Tech.) — Crue des eaux, — Rising of 
water. — Schwellen des Wassers. 

Chela [Grande — de um rio] (Tech.) — Grande crue 
d'une rivih'e. — High water. — Hochwa$ser eines Flu^ses, 
— A plataforma da linha deve estar, pelo menos a, 0",600 
acima das graodes cheias. 

Chumbo (Tech.) — Plomb. — head. — Elei. —Metal 
molle, de 11,45 de densidade, fuzivel a 340% de cor 
acinzentada, maito maleavel, brilhante ao raspar-se 
laminavel a martello, e o menos tenaz dos metaes empre- 
gados nas construc(des civis.Em contactocom o ar oxyda-se 
facilmente e perde o brilho. Tem grande numero deappli- 
cOes. 

Ghumho em folhas (Const.) — Plomb en feuiUes. — Sheet 
lead. —BlaUblei, Bkiblech. 

Chumbo lamlnado (Const.) — Phmb lamine. — Rolled 
lead. — Walzblei. 

Chumbo em rèlo (Const.) — Plomb en rouìleau. — 
Sheel'-lead in role, — Rollbei, Rollenhlei. 

Glmalha (Arch.) — [Vide : Comija]. 

Cimbre (Const.) — [Vide: Simples]. 

Cimentar (Const.) — Cimenier. — To cemsnX. — Mil 
Cemmt [hydrauleschem Kalk) ausslreichen, verkitten oder 



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CIMENTO CIMENTO ROMANO 190 

mauern. — Revistir urna alvenaria com argamassa de ci- 
mento. 

Cimento ( Const. ) — CimenU — Cemerd. — CemerU. 

— Especie de pò que, misturado com agua, com agua e 
cai cu com agua e areìa, produz argamassa hydraulica. 
Ha cìmeotos Daturaes, comò as pozolanas, o trass, eie ; e 
artificiaes, denomìDados: cimento romano, dePortIaDd,etc. 
A areia faz com que elle perca um pouco a for^a adhesiva. 
cimento é tanto mais forte, quanto mais fino. Deveser 
convenientemente embarricado, e nào apanhar humidade 
alguma, aQm de nào perder sua hydraulìcidade. 

Cimento de péga lenta (Const.) — Ciment à prise 
lente. — Slowly taking cement. — Langsam bindende Ciment. 

— cimento de pèga lenta, amassado em pasta consis- 
tente, deve supportar sem depressào a agulha de Yicat, 
depois de immerso pelo espago de 4 horas no minimo, e 
10 horas no maxime. cimento de péga lenta é mais van- 
tajoso que o de péga rapida. 

Cimentò de pèga rapida (Const.) — Ciment à prise 
promple. — Quictìy taking cement. — SchneU blindende Ce- 
ment. — cimento de péga rapida, amassado em pasta con- 
sistente, deve supportar sem* depressào a agulha de Vicat, 
depoìs de immerso pelo espaco de tempo de 5 minutos no 
minimo, e 25 minutos no maximo. Empregado quando se 
quer urna construcgào immediatamente estanque. 

Cimento de Portland (Const.) — Ciment de Portland. 

— Portland cement. — Portland Cement. — Fabi^cado na 
Inglaterra. Compòe-se de. pedra calcarea queimada, mista- 
rada com igual porcào de argila. Tem péga lenta. Adquire 
grande dureza. 

Cimento romano (Const.) — Ciment romain. — Ro- 
man or Parker^s cement. — Rómische ijementy roman Ca- 
meni, Parker's Cement, patenl Cement, englische Cement. 



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200 aMENTO DE FERRO CLAUSULAS DO CONTRATO 



— E' fabricado na Inglaterra (lambem chamado de Par- 
ker, ou inglez) com urna especie de marne calcareo que 
possue sìlica. E* de péga rapida. Duas partes deste cimenlo 
com tres deareia produzem magniQca argamassa hydraulica. 

Cimento de ferro. (Mach.) — M ostie de fer. — Iron 
rust cemerU. — Eisenkitt. 

Gintel (Tech.) — Compas à verge. — TrammeL — Slan- 
genzirkel. 

Ginza (Tech.) — Cenare. — Ashes. — Asche. 

Ginzeiro. (Mach.) Cendrier. — Ash piL —Aschenkas- 
ten, AschenfaU. — Nas locomotivas, està coUocado sob a 
fornalha ; recebe as ciozas e brazas que passam pelos es- 
pa^os comprehendidos entro as barras da grelha. E' mu- 
nido de porta, por onde se faz a lìmpeza e se deixa entrar 
ar para activar a combustào na fornalha. 

CirculagSo dos trens (E. de F.) — Circulalion des 
trains. — Trafic, — Verkehr. 

Gisalhamento (Tech.) — Cisaillement. — Shearing. — 
Abdreùken, Abscheeren. — Debauve, sobre cisalha mento, 
apresentaasseguintesconsideracòes : «Imaginaiumasec(ào 
transversai d'um corpo e duas forgas parallelas à està 
secQào, dìrìgìdas em sentido contrario e actuando uma à 
direita e outra à esquerda da seccào, tende a se produzir 
uro escorregamento no plano da secgào, é o que se chama 
cisalhamento». 

Claraboia (Const.) — (EU de bwuf. — BuWseye window. 
— Ochsej^uge. — Abertura envidrapada, no allo de uma pa- 
rede, no telhado, etc, para deixar penetrar a luz. 

Classe (E. de F.) — Classe. — Classe. — Classe. — Nas 
estradas de ferro do Brazil em geral ha duas classes. Nas 
da Europa ha trez e mesmo quatro, comò na Allemanha. 

Clausulas do contrato (Adm.) — Clauses du conlract. — 
Clauses of the conlract. — Bedingungen des Contractes. 



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OilNOMETRO OU CLISIMETRO COCHE DE PEDREIRO 20! 

Glinometro cu clisìmetro (Tech.) — Clinomètre. — 
Slope level, clinometre, clisimeter. — Klinotneter, Bergwage. 
— InsIrumeDtotopographìco destinado a medir a inclìna- 
Qào de urna lìnha. 

Empregado na tomida das secQOes transversaes de ex- 
ploragào de estrada de ferro. 

Cobertura (Const.) — Couverture. — Roofing. — Einde- 
ckung. — [Vide : Telhado], 

Cobra (Tech . ) — Cuivre. — Copper. — Kvpfer, — Metal 
que tem muìlas applica^Oes nas industrias. Vemelho ama- 
rellado; brilhanle.quandolimpo. Tem para peso especifico 
8,7 a 8,95. Funde-se na temperatura 1. 049*^,5. Liga-se a 
muilosoutros metaes, formando o bronze, o latào, etc. 

Cobra laminado (Tech.) — Oaivre lamine. — Sheel cop- 
per. — Gewalzte Kupfer. 

Cobrir a linha [com o signal] (E. de F.) — Couvrir la 
vaie. — To block-ilignal — Absperren die Bahn. 

Cobro da gaveta (Mach.) — Recoìwremenl. — Lap of 
the slide valve, cover, overlap. — Deckflàche des Schieben 
Ueberhppung de$ Schiebers. — PorgOes dos rebordos da ga- 
veta que excedem, no meio do curso, as arestas das 
aberturas do espelho. Serve para interromper a entrada do 
vapor no cylindro era um ponto dado o curso do embolo, 
continuando este a ser impellido, até terminar o curso. 
pela acQào expansiva do vapor. Ha cobro interno e externo. 
Formulas relativas à locomotiva : 

Cobro interno = 0,012 D 
Cobro extorno = 0,065 D 

Sendo: D, diametro do cylindro. 
Coche de pedreiro (Const.) — Auge. — Boss.—Kal- 
kkasten, Mòrteltrog. 



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202 GOFRE DO TENDER GOLUMNAS DE FERRO FUNDIDO 

Cofre do tender (Locom.) — Goffrè dutmder .— Caixa 
na parte posterior do tender, onde se guarda m as ferra- 
mentas necessarias a machina. 

Coivara. — Disposigào em monticulos das arvores e 
dos cìpós abalidospara a queimada. 

Coke (Tech,) — Coke. —Coke.— Koc, Cofc.— Carvào 
de pedra carbonisado. Nào produz fuma^^a ao queimar-se. 

melhor coke para locomotìvas deve ser compacto, 
puro, poiico sulfnroso; e deve, lambem, produzir pouca' 
cinza, de 6 7o a 8 7o no maximo. 

Golhér de cavoqneiro (Consl ) — Curette. —Scraper. 

— Krdtzer, Raumlóffel. 

Colhér de pedreiro (Const.) — Truelle.— Trowel. — 
Kelle, Maurkelle. 

Colhér de pedreiro [Para rebocare rejuntar] (Const.) 
— Riflard. —ParÌ7irtool,jointing4rowel. — Fugkelle. 

Colla. (Consl.) — Colle. — Glue. — Leim. 

Colla de peixe (Const.) — Colle de poisson. — hin- 
glass, fish-glue. — Hausenblase, Fischleim. 

Collar do ezcentrico. — [Vide : Annel do excentrico]. 

CoUar papel [Para desenhar] (Tech.) — Coller le 
papier. — To me the paper. — Papier leimen. 

Columna. (Arch.) — Colonne. — Column. — Saule. — 
Parte principal de urna ordem. E' composta de : base, fusto 
e capitel. — [Vide : Ordem architectonica]. 

Columnas de ferro fundido [Carga de ruptura das]. 

— Coliftnnas cheias : 

P = 10.676- 



/1.7 • 

Columnas òcas : 

43.6 -. 4»8.6 



P = 10.676 • 



/1.7 



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GOLUMNAS DE FERRO FORJADO E FUNDIDO 203 

Sendo : P, carga de ruptura em kilogrammas ; de d\ 
diametros exterior e interior em cenliroetros; {, altura em 
centimetros. 

diametro das cheias é dado pela seguinte formula : 

j^2 _ /p^844 L^P -h 54. 76 P*-»\ ^ 74? 



, ^ / K 844 L^P-h 54.76 Pn 
\ 10.000 / "^ 



100 000 



Golumnas cheias, de ferro fundido — (Formida de 

Love) : 

V_ R 

S 



1.45 + 



.0037(4)' 



Sendo : ^, carga por unidade de superficie ; R, coef- 
ficiente de seguranQci ; l, altura da columna ; d, dia- 
metro. 

Golumnas de ferro forjado e de ferro fundido — 
(Formidas de Tredgold). — De ferro fundido : 

230 D^ 



1.24D2 4- 0.00039 L^' 

De ferro forjado : 

267 1)* 



1. 24 D^ + 0. 00034 L^ 



Sendo : R, resistencia à compressào ; d, diametro ; L, 
altura. • 

Estas formulas tem applicagào : l^ Nas columnas cujo 
comprimento excede a trinta vezes o diametro, ofiferecendo 
ferro fundido uma resistencia de 40,000 kilogrammas 
por centimetro quadrado; 2% Suppondo R=Vs do peso de 
ruptura ; 3*, Dando-se a resultante das pressOes segundo 
uma geratriz e nào segundo o eixo da columna. 



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204 



GOLUMNAS DE FERRO FORJADO E FUNDIDO 



(Formulas de loi^e).— Ferro fundido: 




0.68 4-0.1 



Para colnmnas cnja altura /t,em centime- 
tros, varia de 4 a 120 yezes o dia- 
metro dj em centimetros. 



n < Para h entre 6 e 30 vezes i. 



Ferro forjado : 

P = T'h'Vt ) ^^^'^ ^ comprehendido entre 10 e 180 

1 .55 + 0.0005 l-j-\ ) vezps d. 



85 f 0.04- 



Para h comprehendido entre 5 e 30 ve- 
zes d. 



Sendo : P, peso de ruptura em kilograramas ; R, resis- 
tencia maxima da columna. 

Colnmnas de ferro (segando Oppermann) 



. 


£'2 


g 

II 
li 

o 

i 


CABGAS DK 


SEGUBAN^À EM KILOGS. 


Si 

li 
si 

p 


r 

u 

1? 


com qae se p6de 
cnj 


carregar a 
M alturas s 

i 

ft metros 


8 colnmnas 
&o: 


oheiaa 


3 metros 


4 metros 


6 metros 


8 netros 


50 


2.000 


15 


2.000 


1.160 


760 


80 


5.000 


36 


11.000 


7.000 


4.500 


3.000 


1.900 


100 


7.800 


56 


23.000 


15.000 


11.000 


7.650 


4.500 


120 


ll.tOO 


82 


42.000 


30.000 


20.000 


14.000 


9.000 


140 


15.400 


111 


69.000 


50.000 


36.000 


27.000 


16.000 


160 


20.100 


145 


96.000 


78.000 


60.000 


47.000 


26.000 


180 


26.400 


183 


135.000 


107 000 


82.000 


65.000 


40.000 


200 


31.400 


226 


275.000 


146.000 


120.000 


93 000 


60.000 


220 


38.000 


275 


132.000 


191.000 


i:»9.000 


130.000 


86.000 


240 


45 200 


330 


290.000 


245.000 


205 000 


172.000 


122.000 



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COLUMNAS OCAS DE FERRO FUNDIDO COMBUSTIVEL 205 

Golumnas ocas de ferro fundido — (Formulas de 

Love) : 

RS RS' 



P = 



1.45 + 0.0037 l-^y 1.45 ^0 0037 l-^V 



Sondo : P, carga maxima ; r, coefQciente de seguranca 
= 1.250 kilogrammas; I, altura da columna ; d, diametro 
da columna ; l\ altura da parte òca ; d\ diametro da parie 
òca ; S^ seogào da columna supposta cheia ; S\ secgào do 
vasio. 



Golumnata. (Arch.) — Colonnade. — CoUmnade. — 
Sàubnhalle. — Serie de columnas. 

Gomboio (E. de F.) — Convoi. — Convoy. — Bohn- 
ziig.Eisenbahnzug, Wagenzug.Zug. — Serie de carros rebo- 
cados por uma locomotiva. 

Coinbast3o (Tech.) — Combustion. — Combustion. — 
Verbrennung. — Nas locomotivas, segundo Rankine, o 
peso de combustivel queimado, por bora e por metro 
quadrado de grelha, varia entre 196 kilogrammas e 600 
kilogrammas. 

A combustào depende multo da tiragem, ou quanti- 
dade de ar que atravessa o combustivel na unidade de 
tempo. • 

Gombust3o espontanea (Tech.) — Combustion spon- 
tanée. — Spontaneom combmlion. — Selbstverbrennwig, Sel- 
bstentzùndung. 

Gombnstivel (Tech.) — Combustible. — Fuely coìnbustir 
ble. — Brennmaterial, Brennstoff. — combustivel mais 
usado pelas locomotivas é o carvào do pedra. 



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COMPOSigÀO DOS DIFFERENTES COMBUSTIVEIS 



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COMBUSTIVEL COMPARTIMENTO DORMITORIO 207 

QnaBtidftde de Tapor prodnzido na ealdeira pela eombustio de 
1 Ulogramma de eada combastlyel 

Tnrfa ordinaria 1 ,8 a 2 kgs. 

Tarfa carbonisada 2,8 a 3 „ 

Madeira secca ao ar 2,7 „ 

Madeira secca ao fogo 8,7 „ 

Caryào de madeira ordinario 6,6 „ 

CanrSo de madeira secca 6^0 „ 

CarrSo de pedra, qnalidade inferìor. ... 6,0 „ 

Carvao de pedra, bòa qnalidade 6,5 „ 

Coke 7,0 „ . 

ClassiflcaQio dos eombnatlYeis 

!,,. ... ( Anthracito, holha, linhito, 
Mineraes sokdos i ^ « 
( torfa. 
Minerai liquido. | Petroleo. 
Yegetaes | Torfa em forma^So, lenha. 

ÌSoUdos I Ck>ke, carvao de madeira. 
^ . . , ( Alcatrao e mais carbnretos 

^ ( de hydrogeneO. 
Gazosos Hydrogeneo. oiydo de car- 
( bono, etc. 

Gombustivel [Distrìbaicào do]. — A camada de com- 
bustivel sobre a grelha, para ser queìmada coro proveìto, 
nào deve passar de 0'",25 a 0",30. 

GommissSes de estudos para a redacQSo e projec- 
tos de yias ferreas, etc. — Instruccdes de 22 de Feve- 
reiro de 1868. 

Gompanhia. (Adm.) Compagnie. — Company. — Gè- 
seUschafL • 

Compartimento. (Arch.) — Appartemmt. — Compart- 
ment. — Wohnraum. 

Gompartimento de vagSo. (E. de ¥.) — Comparti- 
men. — Compartment. — Waggonabteslung. 

Gompartimento dormitorio (E. de F.) — Coupé Ut. — 
Bedtcompartinhent, deeping coupé. — Schlafcoupé. 



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208 COMPASSO COMPETENaA DOS GOVERNOS 

Compasso (Tech.) — Compas. — Callipers^ dividers. — 
Zirkel. 

Compensagao das declividades (E. de F.) — Bden- 
cement des pentes. — Balancing of grades. — Ausgleichen 
der Ger falle. 

Còmpetencia do governo federai e dos governos 
dos estados em materia de viag3o ferrea. — E' de 26 
de Junho de 1890 o seguinle decreto : 

« Considerando que o desenvolvimento que vai tornando 
a viacào ferrea em lodo o territorio da republica exige que 
sobre as respeclivas concessOes seja claramente descrimi- 
nada a còmpetencia do governo federai e a dos governos 
dos Estados Unidos do Brazil; 

Considerando que as disposicOes da circular n. 2 de 
16 de Janeiro, de 1873 e as do regulamento que baixou 
com decreto n. 5561 de 28 de Fevereiro de 1876, regu- 
lando està materia, devem sor modiQcadas, nào so para 
attender aos inconvenientes que na pratica tém ellas ma- 
nifestado, mas tambem para serem adoptadas à organi- 
sacào actual do paìz ; 
Decreta : 

Art. 1% E' da exclusiva còmpetencia do governo fede- 
rai a concessào de linhas ferreas nos seguintes casos : 

I. — Quando ligarem as capilaes dos estados à sède do 
governo federai, conciliando os interesses economicos da 
naQào com o de estreitar os lacos politicos da Uniào. 

IL — Quando estabelecerem communicacào entro o 
territorio da republica e dos paìzes limitroplies, satisfa- 
zendo os interesses internacionaes. 

III. — Quando preencherem flns estrategicos em re- 
lacào à defeza nacional ou se dirijam directamenle as 
fronteiras ou a pontos estrategicos convenientemente esco- 
Ibidos. 



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GOMPETENGIA DOS GOVERNOS 200 

Paragrapho unico. — Às estradas de ferro comprehea- 
dìdas nas tres hypotheses deste artigo farào parte de um 
plano geral de via^ào, que sera organisado para servir de 
base às respectivas concessoes. 

Art. 2^. E' da competeocia do governo de cada eslado 
a concessào de linhas ferreas no respectivo territorio, tendo 
por firn ligar centros populosos ou regiOes productivas 
quer às linhas de viagào goral, quer a portos situados no 
proprio lìttoral. 

§ l^ Se as linhas tiverem de prolongar-se no territo* 
rio de um eslado visinho, aconcessào dependerà de accòrdo 
entro os governos dos estados interessados. 

§ 2^ A competencia dos governos dos estados para 
decretar a construccao de linhas ferreas no respectivo ter- 
ritorio fica sujeita às seguintes restriccOes, em relagao à 
viaQào geral. 

a) Se a lìnha ferrea constitair prolongamento de outra 
lìnha devialo geral, a concessao so poderà ter legar prece- 
dendo declara^o expressa de desistencia do governo federai. 

b) Se constituir ramai da via(ào geral, dependerà de 
accòrdo com o governo federai, quanto ao ponto de entron- 
camento e bitola da linha. 

e) Se entroncando em uma linha da viagao geral ou 
cruzando-a, demandar um porto ou ligar-se a outra linha 
particular, a concessao so poderà ter logar com expresso 
consentimento do governo federai. 

Art. 3*. Fora dos casos previstos nos artigos prece- 
dentes, o governo federai so poderà decretar a construcgao 
de linhas ferreas no territorio de um estado, quando fòr 
necessario ligar, ao systema de viagao geral ou a um porto 
de mar, os estabelecimentos militares ou induslriaes pelo 
mesmo governo custeados e ainda quando tiver de satis- 
fazer interesses fiscaes nas fronteiras. 

Dlooloiuàrto. 14 



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210 COMPOUND 



Se porém bouver convenìeDcia para o estado em effec- 
tuar a construcgào da mesma linha para satisfazer a Gas 
economicos, a iatervenQào do governo federai se limitarci 
a auxiliar a construcgào da linha, mediante accòrdo esta- 
belecido 

Art. i\ governo federai podere prestar auxilio a 
qualqaer estado na construc^ào das lìnhas da compe- 
teocia deste, quando Ihe faltarem recursos para fazel-o. 

Esse auxilio, porém, so sere prestado quando solici- 
tado e se limitari aos meios indirectos de que nSo resul- 
tarem onus directos ou defloìtivos para a Uniào. 

Art. 5\ governo federai poderà entrar em accòrdo 
para a construc^ao das linhas de sua exclusiva competen- 
cia com OS govemos dos estados, resalvados os interesses 
geraes a que essas linhas tém de prehencher. » 

Compound. [Locomotiva] — Melhorar a ulilisa^o do 
vapor nas machinas motrìzesé o fim do systema Compound, 
que se caracterisa pela ac^So successiva do mesmo vapor 
em dous cylindros de dìametros differentes, segundo o 
principio de Woolf. 

Nas machioas de Woolf os cylindros sào de pontos mor- 
tos concordarUes; nas do systema Compoìmd sSo de pontos 
mortos discordarOes ; e n'ìsto consiste a differen^ capital. 
systema Compoìmd apresenta as seguintes vantagens : 
A expansSo em cylindros succesivos permitle diminuir as 
perdas de vapor devidas à condensa^ào interior. Realiza-se 
urna exyansSo total consideravel, prolongando a admissào 
em cada cylindro, podendo-se fazer a distribuigào em ma- 
goificas condì(óes com os simples apparelhos em uso nas 
locomotivas. 

vapor é admittido no pequeno cylindro, onde tra- 
balha com expansdo determinada ; e depois, em vez de se 
desprender na atmosphera, possuindo ainda forga elastica. 



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COMPOUND SU 

passa para o cyliadro maior, onde acaba de se expaDdìr, 
produzìDdo trabalho. Ha completa utilìsagào da forQa elas- 
tica ; e portanto, para um mesmo trabalho, economìa de 
vapor e de combusti vel. 

Além d'isto, os esforgos produzidos sobre os embolos e 
OS mechanismos lem maìor regolarìdade ; e ssio multo me- 
nores as dìfferengas de press3o, exercidas sobre os embolos 
e as gavetas. 

lyestes factos resulta melhoramento na marcha dos 
citados orgàos e em suas condi(^es de durabilidade e 
conserva^ào. 

systema Compound foì habilmente applicado is loco- 
motivas por Mr. Mallet, que as fez eonstruir para a estrada 
de ferro de Bayonne a Biarrilz, a qual a presenta trechos 
muito suaves e trechos de declivìdade de 1,5 7oi em 
grandes extensOes. 

Hr. Mallet quiz ter um so typo para as machinas que 
deviam percorrer ora as fracas, ora as fortes declividades ; 
por isso adoptou o pequeno e o grande cylìndro. Ha occa- 
siOes em que faz-se trabalhar, o vapor em expansdo de um 
cyliDdro, no outro ; nas fortes rampas funccionam os dous 
cylindros em expansSo e escapamenlo directos. 

As locomotivas Compound de Mallet so differem das 
outras por ter oscyliudros desiguaesepela gaveta de demar- 
rage que os communica. 

Demarrage é o arranco dado pela locomotiva na occa- 
si3o de pór-se em movimento. • 

A gaveta de demarrage tomou cste nome por servir para 
augmentar a potencia da machina, quando està quer 
vencer um esforgo considera vel e momentaneo. 

As locomotivas Compound, da E. de F. Bayone a Biar- 
ritz, com a velocidade de 32 kilometros por bora, rebocam 
trens de 50 toneladas (nào comprehendendo o peso proprio) 



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212 COMPOUND 



em rampas de 4,2 e 1,5 7o- Elias foram construidas pela 
fabrica Cremot e apresentam as seguintes condicOes : 

SeiB rodas, sendo qaatro conjugadas. 

Superficie da grelha 0^^9198 

Largura da fomalha ... l^ ,024 

Comprìmentodafomalha 1^ ,800 

Diametro mèdio do corpo cylindrico l^ fiOO 

Coroprimento total da caldeira 4"> ,408 

l nomerò 125 

Tobos < comprimento 2™ ,440 

( diametro mèdio 0^ ,043 

i d08 tubos 4lma,l75 

Superficie de aquecimento< da fomalha 4™',75 

f total 46in«,925 

Sagua im^870 

vapor Om^,88o 

total 2^3,250 

PressSo e£fectiya nacaldeira 10^*- 

Capacidades dos tanques 2^3,200 

Gapacidade da caixa de combustivel 0^^)808 

Diametro do cylindro da direita 0°> ,400 

Diametro do cylìndro da esquerda 0™ ,240 

Curso doB embolos 0^ ,450 

Comprimento do bra90 motor 1°> ,350 

Distanda de eizo a eizo dos cylindroa 1°> ,910 

... . , j (conjugadas 1^,200 

Diametro dasrodas j ^^^ J^ ^„ ^^ 

Afastamento interior dos longeròes ì^ ,270 

Afastamento dos eizos eztremos 2^ ,700 

Comprimento da machina entro para-choques 6™ ,380 

Altura da chaminé, acima dos trilhos 4°) ,000 

/ fimccionando o systema 

_,^ e,^ , 1 Compound LlOO^gs. 

Esforco de traccSo. ..•..<-, . , . 

^ ^ \ fimccionando o systema 

( ordinario 2.300kg8. 

T, , ,. (vazia 15.500kg9. 

Peso da machina \ ^„,^^^ 19.500kgs. 

Bitola da linha ira,460 

Na iDgla terra, Webb lambem fez applicacào do systema 

compound à locomotiva, construindo urna com tres cy- 



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GOMPOCND 213 



lindros : — dous pequenos, do mesmo diametro, collo- 
cados fora do estrado, e ura grande, de capacìdade ìgual 
à somma dos dous pequenos, coUocado no centro da 
machina, sob a caixa da fumaga. 

A machina tem dous eixos motores independenles ; o 
de traz movido pelos cylindros pequenos ; e, o da frenle, 
pelo grande. 

Por meio de combinacòes no mechanismo da distri- 
bui(ào, póde-se fazer trabalhar separadamente cada eixo 
motor, admittindo dìrectamenle o vapor em cada um dos 
Ires cylindros; por meio do despositivo compound, póde-se 
alimentar o cylindro grande com o vapor escapado dos 
cylindros pequenos. 

A importante fabrica de Baldwin conslruiu uma loco- 
motiva do systema Compound para a Baltimore-Ohio Rail- 
road, e desde Outubro de 1889 tem a refenda locomotiva 
estado em servilo. 




Fig 67 ' Locomotiva Compoand, de Baldwin. 



E' munida de 4 cylindros: — um par em cada lado, 
sendo os de alla pressào coUocados por cima dos de baixa, 
na mesma linha. As hastes dos embolos dos cylindros de 
pressòes diflferentes acham-se presas à mesma cruzeta, que 



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214 GOMPRBSSiO GOMPRESSÌO DE FERRO FUNDIDO 

trabalha em parallelos formados de 4 barras. e tem bragos 
il^ìe aos embolos se prendem. Àmbos os cylindrosde cada 
lado actuam^^re am so brago motor. Apresenta as se- 
tes dimensSes : 



Diametro do cylindro de alta presaSo. ... 12 poi. 

Diametro do cylindro de balza pre^sSo. . . 20 poi. 

Belalo do volarne do cylindro de Alta 

pressSo para o de balza pressao 1:2, 77 

Carso do8 embolos 24 poi. 

Diametro da caldeira ^ 58 poi. 

Comprimento da grelha. \ 108 poL 

Largnra *da grelha \ 84 poi. 

Altara intema da fomalba na fronte \ 68 ^4 

Altnra intema da fomalba atraz l ^ V^ 

Namero dos tabos S51 

Comprimento dos tabos 11 pés e ko poi. 

Diametro dos tabos fi poi. 

Peso total 106.48aUb. 

Peso sobre as rodas motrizes,em servilo. . 75.61 6 \lib. 

Peso sobre o jogo dianteiro, em servilo . . 88.965 i^b. 

Diametro dasro das motrizes 66 p< 

Base de rodas motrizes 7 pés e 6 poi 

Altara do centro da caldeira acima da ca- 
bota do trilbo 7 pés e V^ poL 

Capacidade do tanqae 8,500 galSes 



Està locomotiva apresenta sobre as outras urna eco 
mia de combastivel de 25 Vo* 

Em servilo de trem expresso o embolo faz 1.500 pés u 
por minuto. V 

Gompressào (Tech,) — Comprmion. — Comprmion. 
— Zmammendrackang, Zmammmpresmng. 1 

Gompressào do ferro fandido e do ferro forjado. — 
(Formulas de Hodgkinson e Love), — Ferro fuadido : ^ 




r = L (0,01 19 — y 0,000125887 — 0,0000000246 F) 



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GOMPRIMENTO VIRTUAL 215 



Ferro forjado : 

PL 



1621281 



SeDdo : r, encurtameDto das barras comprimidas, em 
centimetros ; L, comprimento das barras ; P, esfor^o de 
eompressào em kilogrammas. 

Gomprimento virtual. (E de F.) — Um kiiometro de li- 
nha em tangente e patamar, ou por outra — um kUometro de 
linha horizontai e recta — é o termo de comparagào entre 
dois ou mais tragados de estradas de ferro, relativamente 
ao Irabalho mecanico das locomotivas. 

Redazir o comprimento real de urna via ferrea — com 
rampas e curvas — a um comprimento flcticio completa- 
mente tìorizontal e recto, em que o trabalho a desenvolver 
cm igualdade de velocìdade, para transportar urna tone- 
lada de peso bruto, seja o mesmo, é acbar o comprimento 
virtual da referida via ferrea. 

comprimento virtual relativo ao trabalho mecanico, 
é mais importante ; e d'elle trataremos. 

Ha tambem comprimentos virtuae$ relalivos — às des- 
pezas do Iransporte propriamente dito, às despezas de 
tracco, às tarifas e às velocidades, etc. 

quociente da divisào do comprìmente virtual pelo 
comprìmente real é chamado coefficenle virtual. 

Quando se estuda o tragado de urna estrada de ferro, 
muitas vezes ha duvidas sobre as vantagens que at)reseDtd 
a linba, seguìndo uma ou outra direcQào. 

N'estes casos, correr diversas variantes, avaliar as dif- 
ficuldades da construcgào de cada uma,e depois reduzir os 
comprimentos reaes a virtuaes, é dever do engenheiro que 
projecta, si quizer obter resultado capaz de guial-o na 
escolha da linba definitiva. 



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316 GOMPRIMENTO VIRTUAL 

Sobre comprimento virtual o que ha de melhor, é o 
notavel trabalho do eDgenbeiro Cbarles Baom, quefoipo- 
blicado em um dos nameros dos Annales de$ PonU et 
Chaus$ées. De tao importante monographìa extrabire- 
mos OS dados indispensaveis à organisa^o do presente 
arligo. 

engenbeiro Ghega foi quem primeiro empregoa o 
termo comprimento virttuil, em urna memoria pnblicada 
em 1844, sobre as vias ferreas de Baltimore e Obio. 

Representando por : — a rampa da linba ; I, compri- 
mento real ; z, somma dos angulos centraes das curvas. 
divida por 360^ Ghega encontrou para expressào do com- 
primmto virtual total (V), levando em conta as rampas e 
carvas : 

formula expressa em pés inglezes. 

comprimento virtaal relativo is rampas é : 



'(-- ^) 



280 representa o peso da carga bruta do trem que corres- 
ponde a ama resistencia igual a unidade. 

Quanto ao comprimento virtual devido às curvas» 
expresso por 1 .256 z, em pés inglezes, Ghega obteve-o 
por experiencias emprebendidas em 1842. 

Os t)rincipaes resultados destas experiencias pódem 
ser assim resumidos : 

Se r fòr a resistencia em uma sec^o rectilinea em 
patamar, a resistencia supplementar a ajuntar a r, no caso 
d'està sec^So ser em curva, sera : 

Para um raio de 400 pés inglezes, ■^\ para um raio de 
200 pés inglezes, r. 



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GOMPRIMENTO VIRTUAL 217 

Estas ultimas resistencias referem-se a circunsferencia 
inteira da curva. 

Na memoria de Baam, tambem se enconlram formulas 
de Claudel, de Kocb, de Lindner e de Stocker. D'estas as 
mais simples sào as de Stocker. 

Elle admiUe que a resisteucia em rampa, por tonelada 
de machina, é tripla da de uma tonelada dos vehiculos. 
Nas curvas suppOe a resistencia por tonelada de machina 
dupla da de uma tonelada de vehiculos. 

Eis a formula de Stocker, em rampa e curva. 

Em declive e curva 

V,^v(l4-0.8S6M-hO 00372 IP+ ^''''^^^-^'^ ). 

Sondo: V^. comprimento virtual; V, comprimentoreal; 
M, rampa ou declive em millimetros : R, raio da curva. 

Agora passemos ao methodo de Baum. 

Considera-se um trecho em rampa e curva e desig- 
nasse por : L, comprimento real do trecho ; aL, o ac- 
crescimo do comprimento virtual devido à rampa ; &L, o 
augmento do comprimento virtual devido à resistencia da 
curva ; V, o comprimento virtual total do trecho. 

Obtem-se a seguinte igualdade 

L' = L + aL + ^L 
OU 

L' = L(l + a + ^). 

Depois determinam-se os coefQcienles a e 6, entrando 
em calculo €om a influencia da rampa, resistencia dos 
vehiculos, resistencia do tender, resistencia da machina, 



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218 GOMPRIMENTO VIRTUAL 

resìsteDcia do Irem inteiro (vehiculos e machinas), rela^o 
entre o peso morto e o peso do rebocador e rela^So entre 
a velocidade e a rampa e chega-se ao seguiate valor de a 
em fQDC^So de / (declividade da rampa em millimetros) : 

^ 189,81 4-0.0468/^ — 0.00087 7^ 
^ ~ 486,6 — 8,66 / + 0.0698 /* — 00081 P 

887 

e substìtuìndo-se n'esta equa^ào / por —, sendo r o raio 
da curva em metros, encontra-se o valor de 6 : 

82.787+ 116. 694 r 



b = 



48.649 — 7166 r ^ 486,6 r«' 



E substituindo-se uà formula os coeficientes por seus 
valores. obtem-se : 

T' = l/i 4. 189,81 +0.0468/^-0.00087 7» 

\ 486,6 — 8.65 7 + 0.0698 7* — 0.00081 /»"*■ 

82 787 + 116. 594 r \ 
"^48.549 — 7166 r + 436,6 H/* 

Por melo d'està formula póde-se calcular o compri- 
mmto virimi relativo à resistencia opposta por um trecho 
de linba qualquer, em rampa / e em curva de raio r. 

eogenheiro Baum, afim de facilitar a procura do 
comprimefOo virtual relativo ao trabalho mecanico a desen- 
volver, calculou os valores de a para rampas de 0,1 de 
millimetro a 30 millimetros, fazeudo variar a rampa de 
decimo ^de millimetro a decimo de millimetro ; e tambem 
calculou OS valores de 6, desde o raio de 100 metros até o 
raio de 7,000 metros. 

Cumpre notar que em declive, o coefficiente a é seusi- 
velmente igual a zero. 

Para curvas de raio maior de 7.000 metros, o coeffi- 
ciente b é nullo. 



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GOMPRmEEO'O VIRTUAL 



210 



Tabella dos Talores de a 



H 


> 


H 


U 




1^ 


a 

pi 




jil 


1^ 


0.1 


O.OSi 


6.1 


9.900 


19.1 


4.937 


18.1 


8.396 


94.1 


12.676 


0.9 


064 


6.9 


9.941 


19.9 


4.968 


'8.9 


8.889 


91.9 


19 751 


0.8 


0.096 


6.8 


9.989 


14.3 


5.099 


18.8 


8.458 


948 


19.897 


0.4 


o.m 


6.4 


9.893 


19.4 


f.O.H 


IH 4 


8.518 


94.4 


19.908 


0.5 


0.189 


6.'i 


9364 


19.5 


5.143 


18.5 


8.584 


94.5 


19.978 


0.6 


0.195 


6.6 


9.406 


19.6 


5 195 


18.6 


8.650 


946 


13.054 


0.7 


0.998 


6.7 


9.446 


19.7 


5.947 


18J 


8.716 


24.7 


18.130 


0.8 


0.961 


6.8 


9.488 


19.8 


5.999 


18.8 


8.788 


94.8 


13.906 


0.8 


0.994 


6.9 


9.580 


19 9 


6.351 


18.9 


8.850 


94.9 


18.989 


1.0 


0.897 


7.0 


9.579 


13.0 


6.404 


19.0 


8.917 


95.0 


18.858 


1.1 


0860 


7 1 


9 614 


13.1 


5.457 


10.1 


8.965 


95 1 


18.434 


li 


0.393 


7.9 


9.656 


11.9 


5.511 


19.9 


9.a54 


26.9 


13 500 


1.8 


0.496 


7.8 


9.608 


1?.8 


5.565 


19.3 


9.194 


25.3 


13.511 


1.4 


0.460 


7.4 


9.741 


13.4 


5.619 


19.4 


9.195 


55.4 


18.687 


1.6 


0.4<»4 


75 


9.784 


13.5 


5.678 


19.5 


9.967 


955 


13.764 


1.6 


0.598 


7.6 


9.897 


13.6 


5.797 


19.6 


0.340 


95.6 


18.817 


1.7 


569 


7.7 


9.870 


13.7 


5 78J 


19.7 


9.418 


25.7 


78.840 


1.8 


0.596 


7.8 


9.918 


13.8 


5.837 


19.8 


9.486 


95.8 


18.991 


1.9 


0630 


7.» 


9.956 


13.9 


5.89Ì 


19.9 


9.950 


959 


14.048 


5.0 


0.6«4 


8.0 


8.000 


14.0 


6.947 


90.0 


9.6<4 


96.0 


14.195 


5.1 


0.699 


8.1 


3.074 


U.l 


6.009 


90.1 


9.698 


96.1 


14.9a3 


5.« 


0.734 


8.9 


8.0« 


14.9 


6.057 


90.9 


9.779 


969 


14.981 


«.8 


0.76» 


88 


3.139 


14.8 


6.m 


90.8 


9.846 


96.8 


14.360 


5.4 


0.804 


8.4 


8.17H 


14.4 


6.167 


*0.4 


9 920 


26.4 


14.4)9 


5.5 


0.839 


85 


H.99> 


14.5 


6.^93 


90.f. 


9.994 


96.5 


14.518 


8.6 


0.874 


8.6 


3.265 


14.6 


6.979 


90.6 


10.068 


966 


14.696 


5.7 


0909 


8.7 


3.310 


14.7 


6.835 


90.7 


10.149 


96.7 


14.678 


9.8 


0.945 


88 


3.355 


14.8 


6.891 


90.8 


10.916 


26.8 


14.7.59 


9.9 


0.881 


8.0 


8.40a 


14.9 


6.447 


jO.9 


10.990 


26.0 


14 841 


8.0 


1.017 


90 


3.445 


15.0 


6.508 


91.0 


10.864 


97.0 


14.1191 


8.1 


1.058 


9 1 


8.490 


15.1 


6 560 


91.1 


10.438 


97.1 


15.009 


89 


1.089 


9.9 


3.536 


15.* 


6.617 


91.9 


10.nl9 


97.9 


15.095 


88 


1.1*5 


98 


8.58i 


15 3 


0.674 


<1.3 


10.586 


97.8 


15.189 


3.4 


1.161 


9.4 


3.628 


16.4 


6.781 


91 4 


10.660 


97 4 


15.970 


8.6 


1.198 


9.5 


3.674 


16.5 


6.788 


91.5 


10.734 


97.5 


]5.a59 


8.6 


1.985 


9.6 


3.790 


15.6 


6.846 


91.6 


10.806 


97.6 


16 449 


3.7 


1.979 


9.7 


3.766 


15.7 


6.904 


91.7 


10 882 


97.7 


15.540 


8.8 


1.308 


9.8 


3 9ìS 


15 8 


6.969 


91.8 


10 956 


97.8 


15.689 


3.9 


1.346 


9.9 


8 86'^ 


15.» 


70i0 


91.9 


11.030 


97.9 


15.795 


4.0 


1.883 


10.0 


3.907 


i6.0 


7.078 


99.0 


11.104 


28.0 


15.821 


4.1 


1.4Ì0 


10.1 


8954 


16.1 


7.186 


92.1 


11.178 


98.1 


15.919 


4.i 


1.458 


IU.9 


4.U01 


16.9 


7 194 


ìi.ì 


11.953 


98.2 


16.018 


4.8 


1.406 


10 8 


4 1*48 


16.3 


7.9.59 


93.3 


11.327 


98.3 


16.119 


4.4 


1.584 


10.4 


4.096 


16.4 


7.810 


n.4 


11.402 


28.4 


16.929 


4.5 


1.57Ì 


:o.5 


4 144 


16 5 


7 858 


9».5 


11.476 


285 


16.396 


4.6 


1.610 


10« 


4.199 


16 6 


7.496 


«.6 


11.551 


96.6 


^16.482 


4.7 


1.648 


10.7 


4.940 


16.7 


7.486 


29.7 


11.625 


98.7 


•16.543 


4.8 


1.686 


10.8 


4.9H9 


16.H 


7 544 


99.8 


11.701» 


988 


16.650 


4.9 


1.795 


10 9 


4.388 


16.9 


7.P03 


92.9 


11.775 


•»8.» 


16.760 


6.0 


1.764 


ll.O 


4.387 


17.0 


7.669 


9:<.0 


11.8 


99.0 


16.871 


5.1 


1.803 


III 


4.436 


17.1 


7 791 


98 1 


11.995 


99.1 


16 982 


6.9 


1.849 


11. U 


4 48:ì 


17.2 


7 780 


28.9 


12.000 


99.9 


17.095 


5.8 


1.881 


11.3 


4.585 


17.8 


7.869 


91.8 


19.075 


99.8 


17.906 


6.4 


1.990 


:1.4 


4.585 


J7.4 


7.898 


98.4 


12.150 


99.4 


17 390 


55 


1.980 


U 6 


4.68.^ 


17.5 


7.957 


93.5 


19.925 


f9 5 


17.489 


5.6 


9.00J 


11.6 


4.«85 


I7.C 


8 017 


9:^.6 


19..'<00 


2«.6 


17.5t4 


5.7 


9.010 


11.7 


4 785 


17.7 


8.078 


98.7 


19 875 


997 


17.656 


5.8 


9.080 


11.8 


4.7»* 


17.8 


8.139 


938 


19.450 


29.8 


17.769 


68 


9.190 


11.9 


4885 


17.M 


8.901 


93.9 


19.595 


99.9 


17.88? 


6.0 


9.160 


19.0 


4.886 


18 


8.963 


94.0 


12.601 


80.0 


17.996 



Digitized by VjOOQ IC 



220 



GOMPRIMENTO VIRTUAL 



Tabella dos raleres de b 



uì 


W 




ul 


w 


1^ 


ì4 


Rampa 

equi- 

ralente 


Yalores 
de b 


metros 


milim. 




metros 


mUim. 




metros 


milim. 




liK) 


6.81 


9.984 


710 


1.98 


0.409 


1.640 


0.919 


0070 


110 


5.85 


9.100 


790 


1 91 


0.396 


1.660 


0.916 


0.069 


190 


5.55 


1.980 


730 


1.18 


0.389 


1.680 


0.913 


0.068 


130 


5.95 


1.869 


740 


1.16 


0.381 


1.700 


0.911 


0.067 


140 


G.OU 


1.761 


750 


1.14 


0.874 


1 790 


0.908 


0.o67 


IW 


4.79 


1.684 


760 


1.19 


0.867 


1.740 


0.906 


0.006 


160 


4.59 


1.606 


770 


1.10 


0.360 


1.760 


0.904 


0.066 


170 


4.40 


1.534 


780 


1.08 


0.363 


1.780 


0.909 


064 


lf*0 


4.24 


1.479 


790 


1.06 


0.346 


1.800 


0.900 


0.064 


JOO 


4.10 


1.490 


800 


1.04 


0.340 


1.8M 


0.198 


0.063 


900 


3 97 


1.370 


810 


1.09 


0.3:^ 


1.840 


0.196 


0.068 


910 


8.84 


1.394 


890 


1.00 


0.897 


1.860 


9.194 


0.069 


990 


8.79 


1.979 


880 


0.986 


0.S91 


1.880 


0.199 


0.069 


980 


3.60 


1.936 


840 


0.970 


0.316 


1.900 


0.190 


0.061 


940 


8.69 


1.90S 


860 


0.955 


0.310 


1.990 


0.1886 


0.060 


950 


3.44 


1.176 


860 


0.930 


0.304 


1.940 


0.1870 


0.060 


960 


8.84 


1.140 


870 


0.916 


0.999 


1.960 


0.1860 


069 


970 


8.95 


1.106 


880 


0.900 


0.994 


1 980 


0.1846 


0.058 


980 


8.17 


1.078 


890 


0.886 


0.988 


9.000 


0.1880 


0.068 


990 


8.08 


1.049 


900 


0.870 


0.989 


9.050 


0.178 


0574 


800 


8.01 


1.017 


910 


0.850 


0.977 


9.100 


0.173 


0.0558 


810 


9.99 


0.98M 


990 


0.835 


0.970 


9.150 


0.168 


0.0599 


390 


9.86 


0.960 


930 


0.810 


0.964 


9.900 


0.164 


0.0596 


890 


9.78 


0.938 


940 


0.796 


0.958 


9.960 


0.160 


0.0610 


340 


9.79 


0.916 


960 


0.780 


0.959 


9.300 


0.166 


0«0600 


850 


9.66 


0.894 


960 


0.760 


0.947 


9.860 


0.159 


0.0490 


860 


9.60 


0.874 


970 


0.746 


0.941 


9.400 


0.149 


0.0480 


870 


9.59 


0.851 


980 


0.780 


0.936 


9.460 


0.146 


0.0470 


880 


9.46 


0.897 


990 


0.710 


0.931 


9.500 


0.143 


0.0460 


990 


9.40 


0804 


1.000 


0.690 


0.994 


9.650 


0.140 


0.0450 


400 


9.84 


0.783 


1.0-20 


0.660 


914 


9.600 


0.187 


00489 


410 


9.98 


0.769 


1.040 


0.696- 


0.904 


9.660 


0.184 


0.0498 


490 


9.83 


0.744 


1.060 


0.00 


0.195 


9.700 


0.1315 


0.0419 


480 


9.18 


0.797 


1.080 


0.68 


0.186 


9.760 


0.1990 


0.0411 


440 


9.13 


0.709 


1.100 


0.66 


0.178 


9.800 


0.1965 


0.0403 


4-10 


9.08 


0.699 


1.190 


0.535 


0.171 


9.8r0 


0.1940 


0.0396 


460 


9.03 


674 


1.140 


0.51 


0.165 


9.P00 


0.1915 


U.0388 


470 


1.98 


0.r,57 


1.160 


49 


\rs 


9.950 


0.1190 


0.0889 


480 


1.04 


0.044 


1.180 


(».47 


0.151 


3.000 


0.1170 


0.0376 


490 


l.H» 


0.697 


1.200 


0.4.S 


0.144 


3.100 


0.1195 


0.0300 


500 


l 85 


0.613 


1.290 


0.43 


0.188 


3.900 


106 


0.0334 


510 


1.81 


0.599 


1.910 


0.41 


0.139 


3.300 


0.104 


00383 


590 


1.78 


0.688 


1.960 


0.39 


6.195 


3.400 


0.101 


0.0396 


530 


1.75 


0.577 


1.980 


0.37 


118 


8.500 


0098 


. 11317 


640 


1.79 


0.566 


1.300 


o.-ò^ 


0.119 


3.600 


0.095 


0.0309 


550 


l.tìO 


5.% 


1.390 


0.33 


0.106 


3 700 


0.099 


0.03«I0 


560 


1.65 


0.545 


1.340 


0.315 


o.ioi 


3.800 


0.089 


0.0991 


570 • 


1 69 


0.^35 


1.360 


0.300 


«^096 


3.900 


086 


0989 


580 


4.r>9 


0.695 


1.880 


0.985 


0.099 


4.000 


0.088 


0.0979 


590 


1.56 


0.514 


1.400 


0.970 


0.(189 


4.100 


0.080 


0.0963 


600 


1.58 


0.504 


1.490 


0.26S 


0.086 


4.900 


0.078 


0.0965 


610 


1.49 


0.493 


1.440 


0.960 


0.083 


4.800 


0.076 


0.0947 


690 


1.46 


0.489 


1.460 


0.966 


0.089 


4.400 


0.074 


0.0940 


690 


4.43 


0.471 


1.480 


0.950 


0.080 


4.500 


0.079 


0.0934 


640 


1.40 


O.460 


1.600 


0.945 


0079 


4.600 


0.070 


0.0998 


650 


1.87 


461 


1.690 


0.940 


0.077 


4.700 


0068 


7.0999 


660 


1.84 


0.443 


1.540 


0.9H6 


0.076 


4.800 


0066 


0.0917 


670 


1.33 


0.434 


1.560 


0.939 


0.075 


4.900 


0.064 


0.0908 


680 


1.90 


0.496 


1.580 


0.998 


0.078 


6.000 


0.068 


0.0900 


690 


1.98 


0.418 


1.600 


0.995 


0.079 


6.000 


0.086 


0.0117 


700 


1 96 


0.410 


1.690 


0.999 


0.071 


7000 


0.019 


0.0038 



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GOMPHIMENTO VIRTUAL 221 

AppLiCAgAO DO METHODO DE BAUM ! — Para achaf-se o 
comprimerUo virtud mèdio de urna linha, procura-se o 
comprimento virtual n'um sentido da linha, depois no 
outro sentido e, finalmente, tira-se a mèdia d'esses dous 
comprimentos. 

Seja L comprimento total da linha AB. 

De A para B tem-se : io, o comprimento dos trechos 
em tangente e patamar ; Ir, o comprimento dos trechos 
em rampa ; Ii, o comprimento dos trechos em declive ; 
le, comprimento dos trechos em curva. 

A expressào do comprimento virtual no sentido AB 
sera : 

No sentido BA, ter-se-ha : 

Estes comprimentos sào estabelecidos, admittindo-se 
que comprimento virtual de um trecho em declive é igual 
ao de um trecho do mesmo comprìmente em patamar. 

Sommando esses comprimentos virtuaes, ter-se-ha o 
comprimento virtual mèdio Li; : 

OU • 

EquaQào que assim se traduz : 

Obtem-se o comprimerUo virtìml relativo a resistenda de 
urna linha de estrada de ferro ^ sommando ao comprim>ento 
real da linha : 



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233 



GOMPRIMENTO VIRTUAL 



i*» — accrescimo do comprimento devido i raiitmcia 
das curvas. 

2^ — A semi' somma dos dongammtos de comprimmto 
decido d$ rampai e dedives, equiparados estes ds rampas 
para o caiculo das resistencias. 

Os coefQcioDtes aeb encontram-se dbs tabellas, que 
\i apresentamos. 

Quanto ao coefficiente a\ procara-se na tabella corno 
se fosse a. 

Para terminar este trabalho vamos fazer urna appli- 
cagSo do methodo. 

Seja ama linha de 32 k., 900 m.; tendo em patamares 
20 k., 063 m., e em tangentes 14 k., 905 m. 

seguinte qnadro de o desenvolvi mento das carvas 
de diversos raios empregadas, bem corno o alongamenlo 
proveniente do comprìmente virtaal. 



Baloduenr- 

TM 


DeseiiTolTi- 

mento 
dMcaryM 


Yalores de b 


Alongamento do 
compri- 
mento Tirtoal 


m. 

400 

600 

700 

850 

1.660 

1.650 

2 000 


m. 
906 
1.847 
5.672 
4.826 
2.824 
1.849 
2.571 


788 
0.604 
0.410 
0810 
0.076 
0.069 
0.058 


m 

709,4 

678,9 
2«825^ 
1. 496,0 

176.6 
98.0 

149,1 


To 


bai 


5.628,5 







accrescìmo total do comprimento virtual devido às 
curvas altinge a 5 k., 628",5. 



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GOUPRIIIENTO VIRTUAL 



m 



Agora apresentemos o quadro das rampas. 



DeeUvidAdes 


Coaq^rimeiito 
dM 

nmpas 


ValoreB de o 


Aecresdmo do 

comprl- 
mento Tirtnal 


Bm. 


m. 




m. 


6 


2.000 


1.764 


8.628 


10 


1 662 


8.907 


6.464,4 


12.6 


2.841 


6.148 


12.089,8 


10 


494 


8.268 


4.081,9 


20 


860 


9.684 


8.871,9 


To 


tal 




29.476,0 









Finalmente vejamos os declives : 





GompriMento 

d08 
d60UT68 


Yalor68 de a 


Aecresdno do 

eompri- 
mento virtMl 


10 
18 
20 


m. 
1.000 
2.000 
8.000 


8 907 
8.263 
9.684 


m. 

8.907 

16.626 

28.902 


To 


tal 


49.886 







Semi-somma dos accrescimos das rampas e declives : 
comprimento virlual total da linha é a seguinte somma : 

Comprìmento real da linha 82k.900" 

Aceresdroo do comprimento virtaal das corvas 6k,628",3 

Accreseimo do comprimento yirtoal das rampas e decliyes . 89k,406".6 

Comprimento Tirtoal total 77k,984-,0 

771984" 
Coefficiente virtual da linha. . = ^^ ' ^, = 2,841 



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nà GOMMDNIGAClO SEM BÀLDEàC^O ETG. 

Em geral o engenbeiro que està constraindo urna 
via ferrea procura todos os melos de economisar ; lan^a 
mào de fortes rampas e de curvas de peqaenos raios, afim 
de vencer as dìfficuldades apresentadas pelos accidentes 
do terreno, sem lembrar-se que laes economias na cods- 
truc^o acarretam immensas e continuas despezas ao 
Irafego futuro da linha. 

Deve haver a maìor parcimonia no emprego das ram- 
pas e curvas ; e um estudo comparativo das despezas do 
trafego é que serve de guia ao profissionai director dos 
trabalhos. 

comprimerOo virtual, n'estes casos de duvida, presta 
grandes servi^os ; com elle decidem-se as questdes ra- 
Clonalmente. 

GommunicaQSo sem baldagSo e sem ponte entre as 
estradas de ferro separadas por um curso d'agua 
(E. de F.) — Comtmmication par bateaux d vapeur portant 
les wagons. — Fìoating railtoay. — Quando os cursos d'agua 
sio mui largos, é de custo elevadissimo a construcQào de 
pontes para transpol-os. Procurou-se, afim de evitar a 
dupla baldea^ao das mercadorias e a immobilidade do ma- 
terial rodante, empregar o navio a vapor, tendo em seu 
convéz duas ou mais linhas, que recebem os trens, commu- 
nicando-se com as das margens por roeio de plata-formas 
moveis no sentido vertical ou no inclinado, de accordo 
com regimen mais ou menos variavel das aguas, com 
fluxo.e refluxo das marés, quando estas se fazem sentir. 

Este meio é de um pesado estabelecimento e penoso 
trafego. Àpezarde todos os inconvenientes tem se mantide 
em algumas estradas de ferro. Existem na AUemanba, 
1% sobre o Elba, entre Hobnstorf e Lauenbourg. 2% so- 
bre Rheoo : — entre Rubrovt e Homberg ; — entre 
Dinger-brucke e Rudesheim ; — em Grietbansen, estrada 



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GONGBSSÌO GONGESSOES DE ESTRADAS DE FERRO »( 

qoe liga as redes rheoanas e hollaadezas ; — enlre Rbein- 
hausen e Hochfeld ; — entre Benel e Bonn. 

Nos Estados Unidos, a mais antiga foì estabelecida 
sobre o Susquebannab, para o servilo dos trens entro 
Philadelpbia e Baltimore. FuDCciooamoutras, sobre o Gon- 
necticQt e sobre o Delaware em Pbiladelphia ; bem corno a 
que une o Greal-Western Canadaense à E. de F. Central do 
Michigan. Na bglaterra, sobre o Tyne, em Sbields, e a 
mais notavel, sobre o golpho de Fortb (Escossia). leitor en- 
contraré detalhado estado, sobre este assumpto, na obra de 
Conche: Voiematérieleroulant, etc. tom. 1% pag. 267 a 277. 

C(mce883o (Adm ) — Concmion. — Conce$$Ì4)n. — Dc- 
wiUignug. 

Goncessionarìo (àdm.) — Concessionaire. — Conces* 
$ionary. — Aewiìlignugserwerberj Concesinàr. 

GoncessSes de estradas de ferro. — Primeiro Con- 
gresso de estradas de ferro do BrazU — é de parecer : 

I. — Que OS estudos difinilivos sejam eiecutados pelo 
Governo e o seu casto fa^a parte, depois, do capital da 
empreza a que fòr concedida a estrada. 

II. — Que a concurrencia tenha por base aquelles estados 
e verse sobre o prazo de duraQào da concess9o, a taxa de 
juros da garantia, oa a importancia da subveagào kilome- 
trica. 

III. ~ Que sejapreferida a proposta que offerecer maìo- 
res vanlagens, independentemente do systema de favores 



IV. — Qae d3o mais se conceda isenf^o de direitos de 
importagào para os materiaes e combustivel precisos para 
a estrada». 

GoncessSes de estrada de ferro (Àdm.) — 

Lei n. 101 de 31 de Outabro de 1835 
Lei Q. 641 de 26 de Janho de 1852 

Diodonario* 16 



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gongbssOes 



Lei n. S397 de 10 de Setembro de 1873 
Decreto n. 6561 de 28 de Ferereiro de 1874 
Decreto n. 6995 de 10 de Agosto de 1878 
Decreto n. 7959 de 29 de Dezembro de 1880 
Decreto n. 7960 de 29 de Dezembro de 1880 
Circalar de 8 de Novembro de 1881 
Ayìbo de 17 de Agosto de 1881 
Aviso de 15 de Dezembro de 1882 



GoncessSes [Clausulas technicas que acompanham as — 
de eitradas de ferro]. — Estudose projbcto. — Os trabalhos, 
a que se obrigam os emprezarios, consistem principal- 
mente : 1% No reconheciraento das regiòes, por onde tenha 
de passar a linha ferrea, com o firn de determinarem-se apro- 
xìmadamente os pontos obrigados de passagem, e colhe- 
rem-se todos os dadose informa^Oes, que possam determinar 
a escolha dos valles, quo devam ser estudados. 2% No 
tra9ado de uma linha de ensaio, que se approxime o mais 
possivel da directriz da via ferrea, medìndo-se as distancias 
com a maior exactidào, e tomando-se nào sómente os 
angulos de deQexSo das linhas com o tbeodolito, mas 
lambem o rumo magnetico de cada uma. 3'', No nivela- 
mento longitudinal de todos os pontos da linha tra^ada, 
usando-se para esse fim dos instrumentos mais exactos, 
c^mmummente empregados nos Irabalhos de estrada de 
ferro. 4% No levantamento de sec^des transversaes em 
numero sufficiente para a determinagào da configura^ao do 
terreno em uma zona nào menor de 80 metros para cada 
ladodalii^baestudada. 5% Na determinagào da longitude e 
latitude dos pontos mais notaveis, sìtuados nas linbas es- 
tudadas ou nas suas proximidades, e bem assim de todas 
as confluencias dos rios e de todos os povoados, que conta- 
rem 10 ou mais fogos, empregando-se nas observacOes os 
inslrumentos da maior exactidao. 6% No apanhamento de 
dados sobre a popuia^ao, cultura, rlqueza mineralogica e 



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GONGESSOES 227 



outras circumstancias interessantes das zoDas, que tenbam 
de ser directamente servidas pela via de communicacao 
projectada. 7% Na constraccào das plantas e perfis das 
liQhas estadadas, e na organisaQào dos orcamentos e me- 
morìas descriptivas dos projectos. 

So se reputarào conduidos os trabalhos» quando esti- 
verem em poder do Ministro da ÀgricuUura os seguiotes 
documenlos, qùe os emprezarios se obrìgam a apresentar : 
1% Urna pianta goral na escala de 1:400, da linha ferrea, a 
qua! iodicarà os gràos e raios de curvatura, e nalla sera 
representada, por curvas de nivel equidistantes de tres 
metros, a configurammo do terreno sobre urna zona nào 
menor de 80 metros para cada lado. A pianta deve indicar 
oscampos, matas virgens, sólos pedregosos, etc, compre- 
bendidos nas zonas exploradas, e, sempre que fór possivel 
as divisas das propriedades particulares ou terrenos devo- 
lutos ou nacionaes. 2%Um perfll longitudinal, na escala de 
1:400 para as alturas da linba ferrea, com indicagào da 
extensào e taxa das declividades. 3% Perfis transversae^ na 
escala de 1:200 dalinba ferrea, em numero sufficiente para 
a determiaQSo dos volumes das obras de terra. 4% Planos 
geraes na escala de 1:200 das obras d'arte mais notaveis, 
exigidas na construc^ao de linbasferreas. 5°, Um orca mento 
goral do custo de cada linba ferrea, com indicagào das 
quantidas de obras e dos precos de unidade. 6% Urna rela- 
Qio das estacdes, com as distancias intermedias dos 
pontos de partida. 7% Urna relagào dos boeiros, coA as res- 
pectivas dimensdes, posicào na linba e quantidades de obra. 
8% lima relacao das pontes, viaductos e ponlilbOes, com 
indìcagào das principaes dimensOes, posiQSo na linba e 
systema de construcgao. 9% Tabella dos calculos das dis- 
tancias médias de transporte dos productos das escavaQdes 
em cada divismo da linba. 10% Tabellas das quantidades 



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2^ CONCRETO 



de cada natureza de produclos das escayaQdes com as res- 
pectivas distancias médias de transporte. 11% Tabella dos 
aliDhamealos, com indicacào dos respectivos desenvolvi- 
meotos e dos gràos ou raios de curvaturas. 12% Tabellas 
das declividades, com indicando das respectivas taxas e 
exteDQOes. 13% Cadernos, coatendo os resuUados das ob- 
servaQOes astronomicas e os calculos feitos para a determi- 
nagao das latitudese loQgitudes. 14% Memorìas explica ti vas 
e justiflcativas dos projectos apresentados. 15% Dm relato- 
rio goral de todosos trabalhos executados, pelosemprezarios 
contendo dados e informagOes sobrea popula^ao, producete 
clima, etc, das regiOes exploradas, e quaesquer esclareci- 
mentos enoticias, que possam interessar aoestabelecimento 
das vias de communicacào projectadas. Este relatorio sera 
acompanhado de um mappa goral, na escala de 1:100000 
das regiOes mais proximas das llnbas exploradas. 

Concreto (Const.) — Beton — Concrete, beton — Be- 
Um, Grobmortel, SteinmórteL Mistura de argamassa hy- 
draulica com pedras britadas. 

Composito dos eoneretos nuds iisadM 

M de cimento. 
Para fonda^des em secco ... < 2 de areia. 

f 6 de pedra britada. 

Ìl,6 de cimento. 
2,6 de areia. 
4,0 de pedra britada. 
^ ^ 1,0 de cimento. 

Para abobadas de pontes. . . < 2,5 de areia. 

( 8,5 a àfijìe pedra britada. 

E' ìndispensavel que a pedra britada seja dura, aspera 
e de arestas vivas. Cada pcKlago de pedra deve passar, em 
todos OS sentidos, em um annel de 0",4 a 0",6 de dia- 
metro. Antes de ser mìsturada com argamassa, a pedra 



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GWGRETO 229 



deve ser molhada. Geralmente 100 partes de concreto 
compOem-se de 92 partes de pedra britada e 46 partes de 
argamassa de cimento e areia. 



ESPEOFIGAgOBS RELATIVAS AO CONCRBTO^ PARA AS EMPREITADAS 
DB CONSTRUG0O DE ESTRADAS DE FERRO DO ESTADO 

« concreto sera feito com pedras de grande dureza 
qnebradas, de modo que passem em todos os sentidos por 
um annel de quatro centimetros de diametro, e mistnradas 
com argamassa composta geralmente de cimento e areia, 
mas que podere ser de composiQào diversa. 

A pedra necessaria sera extrahida das pedreiras ou das 
jazidas de cascalho naturai, sondo entendido que os seixos 
d'està procedencia nSo flcam isentosde ser quebrados, 
quando tenbam calibro superior ao taxado. 

Os seixos e fragmentos de pedras para composiQào do 
concreto serSo expurgados de todos os detrictos, materias 
terrosas e outros corpos estranhos, devendo para esse fim 
serem cuidadosamente lavados. 

A mistura da argamassa e do pedregulbo sera feita em 
betoneiras ou à mSo, conforme exigirem os engenheiros. 
Em todo caso a mistura sera perfeita e so sera empre^ 
gado concreto depois de flcarem as pedras completa- 
mente envolvidas de argamassa. 

emprego do concreto torà logar seguidamenfe à sua 
preparando e sera inutilisado todo aquelle que deixar de 
ser empregado no mesmo dia. 

concreto sera assentado por camadas borizontaes, de 
20 a 40 centimetros de espessura, e dentro de caixa ou 
caixào que deve revestir as paredes da cava de fundacào, 
onde sera comprimido enquanto estiver fresco. 



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250 GONCURRENGIÀ GQNDENSAgXO 

A immersSo do coDcreto far-se-ha pelo processo que os 
engenbeiros approvarem e com todas as cautelas necessa- 
rìas para evitar a dilui(ào ou deslavamento da argamassa, 
Nào se devera empregar qualquer camada antes de haver-se 
varrido e extrahido a borra depositada sobre a anterior 
(e igualmenle a do fundo). 

assentamento do concreto sera tambem pratìcado a 
secco, se assim fór determinado pelos engenbeiros. Cada 
urna camada sera assentada sempre em condigOes de fazer 
liga com a anterior, e se està estiver solidificada sera pri- 
meiramente picada, varrida, bumedecida e coberta de 
uma camada de argamassa para entào receber a oovsr 
camada de concreto. 

Nas fundagOes bydraulicas o empreiteiro evitare com o 
maior cuidado a acQào de correntes d'agua através da 
massa fresca do concreto. 

A construcQào da alvenaria por cima do concreto so 
poderà come^ar depois de verificar-se a solidificagào d'este, 
devendo primeiramenle varrer-se e molbar-se com agua a 
sua superficie. Para cada metro cubico de concreto em- 
pregar-se-bào oitenta centesimos de pedra quebrada e 
cincoenta centesimos de argamassa. )> 

Goncurrencia (Adm.) — Concurrence. — Competetion. 

— Offendiche Versteigerung, 

Goncorrente (Adm.) — Concurrent. — Competilor. — 
Mitbenerber. 

GondensagSo (Tecb . ) — Condemation . — Condemation. 

— Condensation, Condensirung. — Condensagào do vapor. 

Sendo : V, volume d'agua necessaria i condensando 
de um certo peso ; P, em kilogrammas, de vapor ; t, tem- 



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GONDENSADOR GONECIDADE DAS RODAS 231 

peratura do vapor a condensar ; t, temperatura da agua 
frìa ; f, temperatura da mistura condensada. 

Gondensador (Tech.) — Condenseur, condensateur. — 
CondemeVj condensatore condensing-vessel. — (Jondemator, 
KuMgefàss. 

Gonducto de vapor (Locom.) — Tuyauàvapeur. — Steam 
pipe. — Dampfrohr. — Tubo que dà passagem ao vapor, 
que està armazenado na cupula ou camara, para os cy- 
lindros. E' de cobre ou de ferro fundido. Segundo Radin- 
ger, deve ter para seccào -35-, sendo : S, a secQào do em- 
bolo e e a velocidade do mesmo, em melros, por segundo. 
GoQvém evitar colovellos nos conductos de vapor. À sec^ào 
determinada pela formula é um tanto grande; póde-se tor- 
nal-a menor. Ha conductos internos e conductos externos. 

Gonductor de trabalhos (E. de F.) — Conducteur. — 
Gerh ofthe works. assistant enginMr. — Ingenieur-Aisisteni. 

Conductores do trem (E. de F.) — Estes empregados, 
bem comò os chefes do trem, sào encarregados dos se- 
guintes servigos : arrecadar os bilbetes dos passageiros ; 
fiscalisar os passes livres ; alojar os passageiros nas classes 
a que tiverem direito, presta ndo-lhes todas as informa- 
cOes ; nào deixar a lotagào dos carros ser excedida ; pro- 
hibir a entrada de animaes nos carrós dos passageiros ; 
fiscalisar servilo das cargas e de bagagens.etc.,etc. 

Gonecidade das rodas (E. de F.) — Conicité des ban- 
dages. — Conical form of wheel tyres, — Conisohe Form 
der Radreifen. — A superflcie de rolamento dos aros das 
rodas, em geral, tem a conecidade de -^. Em algumas 

vias ferreas da Europa, a conecidade é de -^ e mesmo 

de ^. Debauve aconselha a de -^. Nos primeiros tempos 

das estradas de ferro foi de -i- . 



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232 GONES DAS PONTES GONSERVAglO DA VIA PERMANENTE 

Alguns engenheiros tem procurado dispensar a cone- 
cìdade das rodas, assentando os trilbos verticalmente ; 
ìsto, porém, faz com que os rebórdos attritem os trilbos, 
augmentem o esfor^o de traendo, estraguem a linba e 
descalcem os dormentes. A conecidade é uniforme, quando 
a superficie de rola mento é gerada por urna recta ; e va- 
riada, quando gerada por urna linha quebrada. 

Gones das pontes (E. de F.) — Cones de raccorde- 
meni des ponU, quarts de cortes — ... — Boschungs Kegd. 
— Quartos de cone, formados pelos aterros, junto aos en- 
contros das pontes. Sao empedrados até certa altura. 

Gones-testemunhas (E. de F.) — Témoins. — Pyra- 
mides truncadas que se deixam nos cortes, afim de facilitar 
a cuba^ào das terras. 

Goiyugamento das rodas (Locom.) — AccouplemerU 
des roues. — Coupling. — Kuppelung. — Feilo por raeio de 
braco conneclor; serve para augmentar o poder adherenle 
da locomotiva e regularisar o movimento. 

Gonnector (Locom.) — [Vide : Brago connector.] 

Gonservag3o da via permanente ^. de F.) — ErUre- 
tien de la voie. — Maintenanee of the permanerà way. — 
UrUerhaltimg der Bahn. — As turmas da conservagào tém os 
seguintes deveres : Manter o perfil-typo da linha, desfa- 
zendo as depressOes da piata-forma. Remover as terras e 
outros materiaes provenientes dos desmoronamentos. Ga- 
rantir ^inclina^ao dos taludes dos cortes e aterros. Man- 
ter fixa a bitola da linha nas tangentes; e, nas curvas, com o 
devido alargamento. Manter a sobrelevagào das curvas. 
Conseguir a mais completa fixa^ào dos trilbos sobre os 
dormentes. Mudar os dormentes que estiverem em mào 
estado. Examinar constantemente o estado das obras 
d'arte ; e reclamar as necessarias repara^Oes. Garantir o 
bom funccionamento das agulhas. Deseccar a piata-forma 



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GONSOUDAgìO DOS TÀLUDES 235 

da lìnha, conservando as valletas sempre desobstruidas. 
Gapinar o Ietto da estrada, principalmente junlo aos trilhos 
afim das locomotivas nào patinarem quando cbover, etc. 

GonsolidagSo dos taludes (E. de F.) — Comolidalion 
de$ talm. — Slopes consolidaiion. — Bóschungwerskheriing. 
— Consiste em preservar o terreno^da acgàodasaguasin- 
teriores de flUra^ào, e abrigar os taludes centra as influ- 
encias atmospberìcas. 

Os taludes se consolidam com trabalhos de arrimo e 
deseccamento; do prìmeiro caso estào os methodos CoUinp 
Chap&rm, os revestimentos de alveDaria de pedra secca, 
banquetas, muros de arrimo, tunneis, etc ; no segundo 
caso estào os melhodos Sazitty, drenagens, etc. 

Banquetas nos taludes. — Por meio de banquelas 
equidistantes abriga -se muitas vezes os taludes dos cortes 
centra a accSo da chuva. Espagadas de 3a 4 metrosem 
altura, tém as banquelas 0",8 a l"" de largura. Quando sào 
distinadas a diminuir a velocidade das aguas, flcam dis- 
postas horizontalmente e no sentido do comprimente do 
talude. Quaodo tém por fim diminuir o volume das aguas 
sao inclinadas na razào de O'^.IS por metro e dispostas 
em rampas e centra rampas de 0",02 a 0",03 por metro. 

ponto de eocontro das rampas e contra-rampas é 
sempre n'um canallete de alvenaria, que conduz as aguas 
às valletas lateraes do córte. 

Algumas vezes sào as banquetas revestidas de cama- 
das de terra vegetai, de O'^^SO de espesura, gramlidas. 

E' costume proteger a crista dos taludes dos cortes com 
uma banqueta de 0'°,30 de altura, que de 10 em 10 melros 
de passagem às aguas para canalletes de alvenaria. 

AIethedo Daigremont. — Diflfere do Sazilly, por em- 
pregar, em vez da cal^ada de tijolos e argamassa bydrau- 
lica> tubos de drenagem. 



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334 



GONSCOOAgXO DOS TALUDE5 



Hbthodo Sazilly. — SuppOe corno causa dos desmoro- 
namentos a ac(ào das aguas ìnteriores de filtra(9o. Consta 
de canalletes, dirigìdos segando o plano de separagào das 
camadas permeaveis e impermeaveis, dirìvaDdo as aguas 

ìnteriores e produzindo o 
deseccamenlo dos laludes 
dos cortes. 

Previnem-se os desmo- 
ronamentos, abrindo no 
talude (Fg. 68 I) um canal- 
lete A ou abcd (Fg. 68 II) 
penetrando 0",12 no mas- 
sico de argila. A largura 
crfdeveterO-,35aO-,40. 
Dà-se ao fundo do canal- 
lete urna declividade de 
O^^a, calfando-se com ti- 
jolos e argamassa hydrau- 
lica. Enche se depois o ca- 
nallele com pedra quebra- 
da ; cobre-se-o com leivas 
ou pedras chatas; e compieta-se o talude com terra 
soccada. As rampas longitudinaes das sargetas, dispostas 
em direc^óes contrarias, formam pontos baixos, onde as 
aguas se encontram. Decada ponto destes, parte urna bar- 
baci do (Fg. 68 II) desaguando n'um rego calgado que, 
pelo talude, desco à valleta do córte. As barbacàs em 
mèdia, sSo distanciadas de 50 metros entre si; e, para serem 
dispensadas, é bastante estabelecer em cada ponto baìxo 
e sobre a propia superficie do talude (Fg. 68 III) um 
empedramento, descendo até à valleta. Applicam-se sobre 
empedramento, leivas ; e cobre-se tudo com terra bem 
soccada. 




Fig. 68~Methodo Saxilly. 



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rX)STRUm CONTABBLIDADE 235 

Quando o talude comp5e-se de camadas superpostas 
de argila, areia e marne, estabelecem-se diversos canal- 
letes, cada um para a sua camada (Fìg. 68 III). 

Methodo CoLLiN. — Suppòe corno causa dos desmoro- 
narnenlos a acQào da gravidade ; toma a acgào das aguas 
corno secundaria. Consiste em conlrafortes de pedra secca, 
dispostos segundo as linhas de declive maxinìo, distan- 
ciados entro si de 8 a 10 melros e ligados, ou nào, por 
abobadas de alvenaria. 

Mkthodo Chaperon. — Toma comò causa dos desmo- 
ronamentos a ac^ào das aguas. Consiste em amparar os 
taludes com muros de pedra secca, refor^ados por contra- 
fortes. 

Methodo Bruère. — E' modificacào do methodo Sa- 
zilly. tendo de mais conlrafortes de terras soccadas» 
nascendo de um plano inferior à superficie de escorrega- 
mento e preservados por muros de pedra secca, destì- 
nados a deseccar as terras. Sobre este assumpto recom- 
mendamos ao leitor a importante obra de Bruère — Traile 
de consolidation des tdus. — [Vide: Revestimmto dos 
talvdes]. 

Construir (Tech.) — Batir. — Ta build, to construct. 

— Bauen. 

ConstrucQSo (Tech.) — Comtruction. — Building. — 
Bau. 

Consumo da machina (Locom.) — Consomation de la 
machine, — ÌVaste ofengins. — Verbrauck der Tocmnotive. 

— Casto de carvào, de agua, de lubrificantes, de es- 
topa, etc, feito pela locomotiva. 

Contabilidade (Adm.) — Comptabilité, — Accounts. — 
Control — Nas estradas de ferro è a repartigào que arre- 
cada a receita e fiscaliza a despeza. 



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236 CONTAS DE CUSTEIO CONTRA-FORTE 

Gontas de custeio das vias-ferreas quo gozam de 
garantia de juros do Estado. — Circular de 3 de Agosto 
de 1883. 

Gontas [Exame de — que tiverem de ser pagas pelo 
Thesouro Nacional.] — Circular de 15 de Outubro de 1868. 

Gantadoria (Adm.) — Contróle, — Comptrolling office. 

— Control oder Rechnv/ngsabteilung. 

Gontador do trafego (E. de F.) — Contrólmr de l'ex- 
ploitation. — Comptroller. — Betriebscontrolor. 

Gontra balango (Locom.) — Essieu de changement de 
marche. — Lifting shaft — Gegenhebel. 

Gontra chavèta (Tech.) — Contre cbvette. — Gib. — 
Hakenkeil, Gegenkeil. 

Gontra fècho (Const.) — CorUre-clef. — Counter key. 

— Gegenkeel, — Aduella da abobada ou arco, contigua à 
chave ou fecho. 

Gontra feito (Const.) — (Joyau. — Furring, eaves-lath. 

— Amfschiebling, [Vide: Madeir amento.] 

Gontra-forte de montanha (Tech.) — Contre- fori. — 
Les$er chain of mountains. — Seitliche Amzweigung der 
Gebirge Seiten àuslàufer. 

Gontra-forte (Const.) — Contre-fort. — Butress. — 
Strebepfeiler. — Massigo de alvenaria, encostado a um 
muro de arrimo, tendo por firn augmentar a estabilidade 
da construcQào. Quando o muro é muito elevado ligam-se, 
algumas vezes, os contra-fortes por noeio de sóries paral- 
lelas de aliobadas. Os contra-fortes podem fazer completa 
ligagào com os muros a que estào encostados, ou ser 
independentes, quando de pedra secca. 

Se OS contrafortes ligamse ao muro, para determinar- 
se a espessura d'esse muro, calcula-se separadamenle o 
momento de estabilidade do muro que corresponde a um 
contra-forte, considerando este fazendo parte do muro, e 



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GOMTIA-FORTE EH GAUD A GOMTIA SVELAMENTO 237 

calcnla-S6 o momento da parte comprehendida entre doos 
contra-fortes, juntam-se esses dous momentos e iguala-se 
à somma do momento do empnxo calculado para o com- 
prìmento do prisma correspondente ao intervallo compre- 
hendido entre doas contra-fortes.— [Vide : Claudd.^For- 
mule$, tables, etc].— Nem sempre, nos muros de arrimo, é 
possivel encostar contraforte sobre o paramento externo. 

Quando os contra-fortes forem externos, deve se tomar 
todas as precau^des com a ligagSo das alvenarias, pois o 
empoxo das terras tende a produzir forte disjunccSo entre 
elles e o moro. Convém ligar entre si os contra-fortes ìnter- 
nos por meio de arcos de descarga; as terras fazem pressào 
sobre estes arcos e garantem a solidez da constrocgao. 

Gontra-forte em cauda de andorinha (Const.) — 
Contre-fort à queu d^aronde. — Dove tailed counterfort. — 
Schwalbemchwanzpfeiler. 

Gontra-forte em talude (Const.) — Contre-fort en 
tolta. — Escarped cov/nterfort. — Schràge oder verjùngte 
StrebepfeUer. 

Gontra-forte yertical (Const.) — Contre-fort verticale 
— Yertical cowOerfort. — Grade Strebepfeiler. 

Gontra-frechal (Const.) — Pe^a de madeira parallela 
ao frecbal, onde se pregam os extremos dos caibros do ma- 
deiramento. 

Gontra-marcha (Locom.) — CorUre marche. — Counter 
march. — Ruckgang. — A locomotiva so em casos* excep- 
cionaes deve andar para traz, o qne causa estragos no me- 
chanismo. 

Centra mola (Locom.) — Ressort du pùlon. — Paeking- 
tpring. — Gegenfcder. — [Vide : Embolo]. 

Centra nìvelamento (Tech.) —Verification du nivelle- 
meni. — LeveUing verification. — GegenniveUement. — Se- 



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238 GONTRA PESO DA GAYETA CONTEA PRESSiO 

guado nivelamento, execotado com o firn de verificar a 
exatiddo do primeiro. 

Contra peso da gaveta (Mach.) — Contre poids du 
tiroir. — Slide^dvebdanceweigìU.—Schiebergegen^e^ 

Contra peso da valvula de seguranga (Mach.) — 
Contre poid$ de la sovpape de sarete. — Safety valve weighl. 
— Siclieihett9omtUbela$ttmg. 

Contra pezo das rodas (Locom.) — Contre poid$ des 
roue$. — Cotmterbalance weights. — Gegengewicht der Trie- 
bràder. — Massa metallica qua se adapta is rodas mo- 
trizes das locomotivas, tendo por firn equilibrar a veloci- 
dade da mauivella e do brago coDuector. 

Contra peso do ezcentrico (Mach.) — Contre poid$ de 
Vexeentrique. — EccerUric balance weight. — Gegengewicht 
des Excmtriks, Excentrik Gegengewicht. 

Contra porca (Tech.) — Contre écrou. — Jum-nnly 
lock-nut. — Stellemutter, Gegenmvtter. — Pega de ferro que 
evita que a porca desande. 

Àpertam-se couvenientemente as porcas dos parafosos 
das talas de juncgào com arruelas de ferro de 0'°,002 de 
espessura,corladas, corno se v6 na figu- 
ra, pelas linhas abcd. Depois do parafuso 
apertado, levauta-se urna das porgdes 
cortadas da arruela e faz-se com que ella 
comprima a porca. No fim de algum 
FI e9-cintra Icmpo parafuso està barabo; aperta- 
se-o de novo ; e comprime-se tambem a 
porca com a outra porgSo cortada da arruela, se a primeira 
estiver inutilisada. Este systema dà magnifico resultado. 

Contra pressSo (Mach.) — Contre pression. — Back 
pressure. — Gegmdruck. — embolo quando termina o 
curso, volta eencontra o vapor escapando-se ; dà-se n'esse 




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CONTEA TIRANTBS CORAgiO 259 

inomeDto a conira-pressào, cujos effeitos sào neutralisados 
pelos avancos. 

Contra tirantes (Pont.) — Contre-tiges. — Contre-tiges 
Gegenzugstangen. — Pe^s incIinadas,opposlasaos tirantes. 

Contra trilho (E. de F.) — Cantre rati. — Rail-gmrd 
Zwang$chiene. — contra-trilho fica pela parte interna da 
linha e distanciado do trìlho de O^'^OSS. Serve para gaiar 
as rodas das locomotivas e dos carros e para evitar des- 
carrilhamentos. Tambem, corno nas passagens de nivel, 
serve para resguardar o trilbo contra os cboque das rodas 
das carrogas, etc. Ha contra trilhos nas niudancas de via 
(agulhas), nos cruzamentos, nasponles, nas passagens de 
nivel, etc. As exlremidades do conlra-lrilho sào curvas 
para dentro da linha, aflm de facilitar a entra dadas rodas. 

Contra vapor (Mach.) — CorUre vapeur. — Steam emr- 
ployed to reverse an mgine. — Gegendampf, Ruckkehrs-- 
dampf. — Mudanfa brusca da accào do vapor para inver- 
ter a marcha da locomotiva. Quando a machina està com 
pouca velocidade, comò nas manobras das estagQes, o 
emprego do contra vapor nào apresenta cnidado; em 
viagem de trem, com velocidade regolar, ba,porém, perigo 
e so em caso extremo deve se langar mSo de tal recurso. 

Contrato (Adm.) —Contrai. — Contract. — Contrakt. 

Gontratos celebrados. — A viso de 16 de Dezembro de 
1867. Aviso de 30 de Janeiro de 1885. 

Contratos [Folta de comprimento de]. — Aviso de 30 de 
Janeiro de 1885. "* 

Copo de azeite (Locom.) — Godet graisseur. — OU 
cup. — Odbiichse, Schmierbéchse. — Vaso de cobre ; der- 
rama azeite, às gottas, por meio de mecha, naspe^as que 
exigem continua lubrificagSo. 

CoragSo (E. de F.) — CcBur, croisement. — Crossing^ 
Frog. — Kreuzung. — Na mudanga de via, no ponto que 



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S40 



GORAgiO 



as duas liohas se encontrampara formar urna so, e, tambem 
no crazamenlo de via obliquo, eraprega-se o coragao, que é 
composto da porUa do coragào (Fg. 70) assentada no ex- 
tremo do espa(;o a e das patos de lebre AB, CD. Aos lados 
assentam-se contra trilhos mn, mn. Ha coragOes, formados 
de uma so pega, de ferro fuodido e de ago fundìdo. Quando 
a penta è separada, faz-se-a de ferro forjado. 




Fig. 70 — Corallo. 

angulo do coracào é expresso por sua tangente tri- 
gonometrica. Diz-se coragào de 1/10, quando a tangente 
do angulo è 1/10. Ha coracòes de 1/12,5 que sào empre- 
gados*" nos desvios das estacOes. Os de 1/8 e 1/7 sào 
usados nos desvios duplos e nas curvas divergentes. 

A penta mathematica (imaginaria) é o vertice do angulo 
formado pelo prolongamento das faces verticaes externas 
do corano. A penta real ó arredondada e um tanto grossa, 
afim de resistir aos choques dos trens que sobre ella tran- 
zitam. 



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GORAgiO DE MOIA GORDEL Ui 



Na pagina 31 , encoDtra-so a formula do engenbeiro 
Rademaker para calcolar a distancia entre a porUa mathe- 
matica do corofào e a ponta da agulha. 

Yamos dar outra formula para actiar essa distancia, 
deduzida por Deharme : 



L = 






Sendo: L, dislancia procurada; b, bitola da linha; a, 
angulo do coragào. 

GoragSo de mola (E. de F.) — Croissement à ressort. — 
Spring frog. — Automatisches Herzstuck. 

Cordas [Rijeza das — ]. — As cordas ao curvarem-se 
sobre os tambores, polias, etc, exigem certo esforgo que 
é dado pela seguinte formula : 

Sendo : R, rijeza da corda ; Q, carga ; dj diametro do 
cylindro onde se enrola a corda ; A e B, coefficientes en* 
contrados na tabella à pag. 242. 

CordSo de communicaQSo [entro os vagOes]. (E. 
de F,) — Corde de commv/nication. — ... — Alarmischnur. 
— Corre pelos teclos dos carros de passageiros e por 
cima dos vagdes de carga. Deve estar sempre ^m bom 
estado. 

GordSo de pedra [nos muros, nas paredes.] — Corde 
en saillie. — String cov/rse. — Steinrisalit. 

Gordel (Const.) — String, carpenter^s chdkAine. — 
Cordeau. — Zimm^sehnw. — Uzado pelos pedriros e car- 
pinteiros. 

Dlooionarlo. 16 



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m 



GORINTHIA 



Tabella para ealeular a rljeza das eordas 



s 

«a 

9 

§ 

i 


C0RDA8 BRANCAS 


C0RDA8 ALOATBOADAS 


li 




^1- 


II 


h 

r 


9 




metroB 


kUogrs. 


Irilogrs. 


metros 


kilogrs. 


kflogra. 


6 


0,0089 


0,010604 


0,002178 


0.0105 


0,021201 


0,0025180 


9 


0,0110 


0,022621 


0,003267 


0.0129 


0,041148 


0,0087695 


12 


0,0127 


0,038848 


0,004356 


0,0149 


0,067814 


0,0050260 


15 


0,0141 


0,069585 


0,005446 


0.0167 


0,097712 


0,0062825 


18 


0,0155 


0,084731 


0,006534 


0,0183 


0,188339 


0,0075390 


31 


0.0168 


0,114288 


0,007628 


0,0198 


0,183193 


0,0087955 


24 


0,0179 


0,148256 


0,008712 


0,0211 


0,234276 


0,0100620 


27 


0,0190 


0,186632 


0.009801 


0.0224 


0,291586 


0,0113085 


80 


0,0200 


0,229419 


0,010890 


0,0236 


0,866125 


0,0125650 


88 


0,0210 


0,276616 


0,011979 


0,0247 


0,424891 


0,0138215 


86 


0,0220 


0,328223 


0,018068 


0.0268 


0,500886 


0,0150779 


89 


0,0228 


0,384240 


0.014157 


0,0268 


0,583108 


0,0163844 


42 


0,0237 


0,444667 


0,015246 


0,0279 


0,671559 


0,0176909 


46 


0,0246 


0,609508 


0,016335 


0,0289 


0,766237 


0,0188474 


48 


0,0254 


0,578760 


0,017424 


0,0298 


0,867144 


0,0201039 


51 


0.0261 


0,652407 


0,018518 


0,0308 


0,974278 


0,0213604 


64 


0.0268 


0,780474 


0,019602 


0,0816 


1,087641 


0,0226169 


67 


0,0276 


0.812961 


0,020691 


0,0326 


1,207281 


0,0238734 


60 


0,0283 


0,899888 


0,021780 0,0334 


1,883060 


0,0251299 



Gorinthia (Arch.) — [Vide: Ordem corirUhia]. 

Cornija (Arch.) — Comiche. — Cornice. — ObergesimSy 
Kranzgesims Kranz. — Parte superior do eatablamento de 
urna ordem archìteclonica.Em geral chamam de cornija ou 
cimalba o coroameuto das paredes exleriores dos ediQcios, 
a parte que recebe a aba do telbado ou a platebaoda. 



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GORGA DA ESTRADA DE FERRO GORRECgìO 245 

A altura da cornija deve ser de 1/15 da altura total da 
parede quo encima. 

Nos ediflcios dasestradas de ferro, convéra empregar-se 
cornijas simples e raramente de cantarla. 

Tambem ha cornijas em portas, janellas, divisào de 
andares, etc. 

Goròa da estrada de ferro (E. de F.) — Couronne 
du chemia de fer. — Top. — Banhkrone, — Espa^o da pia- 
ta-forma, confìprehendido entra os eitremos das ban- 
quetas, do lastre. 

Goròa de rolamento do gyrador (E. de F.) — Cou- 
ronixe de roulement. — Roller path. — Drehkrone. — [Vide : 
Gyrador]. 

Corpo cylindrico da caldeira (Mach.) — Corps cylinr 
drique de la cliaudière. — Barrel of boiler. — Cylindrische 
Kesselcórper. — [Vide: Caldeira de locomotiva]. 

Corpo de bomba (Tech.) — Corps depompe. — Pump- 
barrel. — Pumpencylinder. 

Corpo de igual resistencia (Tech.) — Corps d'égale 
résistence. — Body of the slrongest form. — Kórper von 
gleichem Widerstand. 

Corpo do raio da roda (E. de F.) — Corps du rais. — 
Body ofthe spoke. — Mittelstiick der Speiche. — Parte do 
raio entre o cubo e a cambota. 

Gorrecg3o da refracg3o atmospherica (Tech.) — 
Correction de la réfraction atmospherique. — Cffrrection 
for réfraction. — Ansgleichen der Refraktion. — Nos nive- 
lanoentos de estrada de ferro nio è necessario fazer-se a 
correcQSo do erro devido à refracgào atmospherica e à 
curvatura da terra ; comtudo vamos dar a seguinte ta- 
bella, sendo : d, distancia do nivel i mira, e e, altura a 
subtrabir da que a mira indicar. 



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UÀ 



CORREDigA CORREIA 



Tabella da eorrecQio da refrain^ atmospheriea 



d 


e 


d 


e 


d 

m 
580 


e 


d 


e 


140 


o!ooi 


m 


o!o09 


o"o23 


m 
800 


0r044 


160 


0.002 


380 


0.010 


600 


0.024 


820 


0.046 


180 


0.002 


400 


0.011 


620 


0.026 


840 


0.048 


200 


0.003 


420 


0.012 


640 


0.028 


860 


0.050 


220 


0.003 


440 


013 


660 


0.030 


880 


0.053 


240 


0.004 


460 


0.014 


680 


0.031 


900 


0.066 


260 


0.006 


480 


0.016 


700 


0.083 


920 


0.058 


280 


0.005 


500 


0.017 


720 


0.035 


940 


0.060 


800 


0.006 


520 


0.018 


740 


0.037 


960 


0.063 


320 


0.007 


540 


0.020 


760 


0.089 


980 


0.065 


840 


0.008 


560 


0.021 


780 


0.041 


1000 


0.068 



Gorrediga (Locom.) — Coulisse. — Slide-valve. — Cou- 
lisse^ Fùhrung. — [Vide : Distriiruigào]. 

Gorrediga [De — ] (Tech.) — A' coulisse. — Sliding. — 
Scfditten. 

Gorredigas das caixas do jogo (Locom.) — Glissières 
des boUes à graisse. — Frame ligs. — Gleilbahn der Sch- 
mierbiichse. 

Gorredor (Arch.) — Couloir. — Passage. — Laujìreppe. 

— corredor deve ser evìtado o mais possivel. 
Gorreia (Tech.) — Courroie. — Strap, belt. — Riemen. 

— Formula dando o diametro das correias de transmis- 
sdo: 

^ 1500 F 

±j = 

V 

Sendo : L, largura da correia em centimeiros; F, forga 
em cavallos a transmitir ; v, velocidade da correia, em 
centimetros, por.segundo. 



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CORRENTE CORTA-FRIO 245 

Corrente (Tech.) — Chaine. — Chain. — Rette. 

Corrente de medigSo (Tech.) — Chatne d^arpenteur.— 
Surveryors-chainSy landrchain. — Messkette, Rette. — E' de 
ferro ; tem 20 metros de comprimenlo. Quando se loca urna 
curva, em vez dosarcos, medem-se as cordas de 20 metros ; 
ha um desfalque, que é dado pela seguiote formula : 

Sondo : e, comprimento desfalcado ; /*, flecha do arco ; 
e» comprìmento da corrente. 

Corrente de engate (E. de F.) — Chjdne (Tattelage. 

— Coupling chain. — Ruppelkelte. 

Corrente de seguranga (E. de F.) — Chatne de udrete. 

— Chek chain. — Sicherheits Rette. — Estascorrenles, desti- 
nadas a garantir a ligagào dos carros, quando ha rompi- 
mento no engate, nào inspiram confian^a. Às estradas que 
ainda as empregam, collocam sómente urna, que Oca a 
direita do engate. E' facto observado que duas, uma de 
cada lado do engate, nào dào bom resultado, principal- 
mente nas curvas de pequenos raios. 

Correnteza (Tech.) — Courant, rapide. — Current^vio- 
lentstream. — Stromschnelle. — [Vide : Alveo]. 

CorrimSo de escada (Const.) — Garde fon. — Rail- 
ling. — Stiegenrampe. 

CorrimSo do passadigo (Locom.) — Nas locomotivas, 
sào as pecas lateraes, parallelas à caldeira» onde^s foguis- 
tas se agarram quando vào da tolda à travessa da fronte. 

Corta-frio (Ferr.) — Ciseau à froid. — Cold-chisel. — 
KaUmeissel. — Especie de talhadeira forte e curta com que 
se corta o ferro, sera este ir ao fogo. Ferramenta muito 
usada pelo pessoal da conservacào da via parmanente 
para cortar trilhos, etc. 



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346 



GORTA-GELO • 



-CORTE 



Corta-gelo, corta neve (E. de F.) — Tranche giace, 
chasse-neige. — Ice flange. — Eisraumer. — Apparelho que 
revesle a freiile da locomotiva, nospaizes frigidos, durante 
inverno. E' rannido de um esporào, que vae cortando e 
desviando o gelo ou a neve. (Fig. 71). 




Fig. 71 — Còrta-gelo on c6rU nere. 

Gortar a madeira ou serrar no sentido do compri- 
mento (Const.) — Refendre le bois. — To cleave timber, to 
rive. — Holz treunen, Klóben. 

Córte (E. de ¥.)—Tranchée, déblai.— Cutting.— Eins- 
chnitt, Durchstich, Durchschlag. -^ Escavagào feila no ter- 
reno para dar passagem a estrada de ferro. 

No córte.que póde ser trabaltiado a picareta e pà, quando 
nào é mirilo alto, coraega-se a escavagào, fazendo-se uma 
cava ao longo, com as paredes verticaes, si a terra tem 
bastante cohesào, e com a largura que deverà ter a piata- 
forma da estrada. A terra vae sendo transportada era carri- 
nhos de mào, em carrogas empurradas por homens ou 
puxadas por anìmaes ou em vagonetes que rodam sobre 
trilhos. Estes meios de transporte dependem da importan- 



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CORTE 



247 



eia do trabalho. Depois de aberta a cava» de urna boca a 
outra, dà-se a inclinagào aos taludes. 

Quando o córte é bastante alto, para facilitar o trabalho 
faz-se a excavagào em diversos planos, mas de modo que 
OS trabalhadores Dào se atrapalhem. 

Para remover maior cubo de terra, mais facilmente, 
emprega-se o processo dos caximbos, que consiste no se- 
guinte : Abre-se no córte um vào de 0"',6 de cada lado, 
BE e MA (Fig. 72 — I) em toda a altura (n'esse vào deve 



a b 



B £ MA 

Elers^So 

Fig. 72 — Caxiinbo, 




Pianta 



poder trabalhar um homemj.Na parte inferior do córte faz- 
se umacava entreae 6 ; depois a certa distancia (Fig. 72 — II) 
abre-se no alto um fosso HF, que se vae aprofundando. 
Manda-se dous trabalhadores ficarem na parte superior do 
córte, nos pontos D, C, e outros tirar os pontos de apoio 
a e 6, que sustentam o prisma. Os trabalhadores da parte 
superior devem observar com toda a attengào o S(Jlo, a ver 
se fende ; e, é menor racha, devem avisar os que trabalham 
erobaixo, para fugir. 

Si depois da cava inferior aberta, o macisso nào dér de 
si, a turma subire para junto do fosso HF e com alavancas e 
bimbarras farà o prisma se afifastar da posigào primitiva e 
cahir, esboroando-se. 



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348 



CORTE CORTE EM GÀIXÌO 



Nos cortes de terra as turmas devem ter de 12 a i4 
trabalhadores e 1 feìtor. Os trabalhadores de picareia 
flcam na fronte cavando a terra; os de enxada, em se- 
guida, reuDindo-a em montes; e os de pà, enchendo os 
carros. Quando a terra do córte nSo tem bastante cohesào* 
vae-se-o rampando com o talude que mais se approxime 
do definitivo. 

Nos grandes cortes empregam-se escavadores. — [Vide : 
Descarga]. 

Cortes notETeis de Estradas de Ferro 



Designa^ào dos 
Cortes 


Estradas de Ferro 


Metros cabi- 
cos escavados 


Tring 


Londres a Birmingbam 


1.100.000 
1.000.000 
860.000 
700.000 
700.000 
646.000 
690.000 
500.000 
470. OÒO 
460 000 
400.000 
882.000 
839.528 
250.000 
260.000 
210.000 
140.000 


Galdebueh 


IJlin a AoflTsbarflr 


Tabatsofen 






Londres a Brigbton 


Cowran. ....... . . 


Newcastle a Carlisle 


Lonpe 


Paris a Bennes 


Blisworth 


Londres a Birmingbam 

Paris a Strasbnrflro. 


f^oincY* ...••.. 


Port-sur-Yoime.. . . 

Yakecshan 

Clamart 


Paris a Lyon. 


Nortb Midland 


Versailles (margem esqnerda). . . . 
Nortb Midland 


Normanthon 

BriollAv 


Mans a Ancrera 


Malaonay # . t • * ^ . • • 


Ronen ao Havre. • 


Dockenberg 


Leste (Franca) • . 


Lvon a Avìimon 


Harfleur 


Ronen ao Havre •..•... 







Córte em caixSLo. — E' assim denominado o córte 
que nSo està rampado. córte em pedra póde se conser- 
var sempre com as suas paredes verticaes. 



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CORTE EM FEDRA GOTA VERMELHA 249 

Córte em pedra (E. de F.) — Tranchée en pierre. — 
Rock excavation. — Steineneschnitt. —A exiraccào da pedra 
éfeita a polvora ou a dynamite. Nas rochas compactas, as 
minas devemterdediainetro0°',04 a0°,6 ede profuodidade 
0",60 a 2",50. A carga sarà de 0,50 a 1,5 kilogrammas 
de polvora. Nas rocbas schistosas, o diametro das minas 
deve ser de 0",03 e a profundidadeestar entre 0",30e 
0",50. A carga é de 125 grammas de polvora. A extracgào 
de 1°' de grès necessita 280 grammas de polvora e a de 
1"' de granilo ou gneiss, 800 grammas. 

Para extrair-se 1"' de granito ou gneiss sSo necessarias 
de 120 a 280 grammas de dynamite. 

Córte longitudinal (Tech.) — [Vide: Sec(ào UmgittJh 
dinal]. 

Córte rampado (E. de F.) — Trwnchée taludée — 
Sloped cutting — Gebòschter Einschnitt. — que tem as 
paredes covenientemente inclinadas. 

Córte transversal (Tech.) — [Vide: Sec(ào tram- 
ver$al]. 

Cota de partida (Tech.) — Cote de départ. — Dattm. 
— Ausgangshòhe. — Altura do ponto em que cometa 
um nivelamento. 

Cota de um desenho (Tech.) — Cote d^v/n demn. — 
Figured dimemion. — Massbezeichmmg, Rote. — Numero 
indicando a dimensao do objecto representado. 

Cota do terreno (Tech.) — Cote du nivdlement. — 
Elevaiion. — Terrainhóhe. — Altura do terreno em rela- 
(ào ao plano de comparando. 

Cota vermelha (E. de F.)—Cote rouge. — ... — jKun- 
shóhe. — Differenza de altura entre o terreno e a linha do 
grade. Quando o terreno està mais alto que o grade ha 
córte ; quando està mais baixo, ba aterro. — [Vide Cader- 
neta de re$idencia'\. 



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250 GOTAR UM DESENHO GRAMPTON 

Cotar um desenho (Tech.) — Coler un dmin. — To 
letter a pian, to tvrite. — Koten einschreiben. 

Gotovello de um eixo (Tech ) — Conde d'un essim. — 
WincL — KurbeL 

Gouceira (Mach.) — Crapaudine. — Stop, hearing, 
stepbrassy step-bearing. — Spurlager, SpurplcUte, Spurs- 
cheibe. 

Gougoeira (Consl.) — Pranchào de madeira de lei ou 
pinhode Riga, tendo para esquadria 0",22x0"*,076. 

Coxim [de abobada] (Consl.) — Coussinet. — Sprin- 
ger, springingslone. — Ànfànger, Wólbanfang^ Anfangs- 
tein, Kàmpferstein. — Fedra que termina o pé direilo e 
recebe a primeira aduella do arco ou adobada. 

Grampton [Locomotiva do systema — ]. Caracterisa-se 
pelo grande diametro das rodas motrizes (2",10 a 2",30), 
pela coUocacào das mesmas atraz da caìdeira, por ter o 
centro de gravidade da caldeira multo baixo,e, finalmente, 
por gastar muito pouco combustivel. E' dotada de grande 
base rigida; nao passa em curvas de pequeno raio. 

A Crampton appareceu em 1843. Nas primeiras expe- 
riencias que fez, rebocou em rampas fracas trens de 
80 tons., com a velocidade de 82 kilometros, por bora, e 
um trem de 50 tons., com 99k,7, de velocidade. 

A locomotiva Crampton recebeu ultimamente notavel 
modifica^ào. engenheiro Flaman, da Gompanhia da E. 
de F. do Leste da Franca, coUocou um segundo corpo 
cylindrico sobre o primitivo, em urna das machinas d'este 
typo,estabelecendo entro elles trez communicacOes degran- 
des diametros. Prendeu as extremidades de traz dos dous 
corpos. cylindricos à extremidade da frenle da fornalha. 
Augmenlou immensamente o tamanho da caldeira, sem 
augmentar a base da locomotiva. crescimento foi em 
altura. No antigo typo, a chaminé nascia no plano em 



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CRAMPTON 351 



gue terminava a caldeira ; no typo modiflcado, esse plano 
foi ultrapassado pelo segando corpo cylindrico. 

A flgura 73 mostra perfeitamente o invento de Fla- 
man, guanto a caldeira. 




6m',49 passou 


a 9ma,72 


84m«,64 


n 


„ ll|m«,44 


90»na,00 


n 


„ 12im«,l6 


4^3,178 


n 


„ 6ni3,066 


3«»3,03l 


n 


„ 4m*,488 



Fig. 73 — Locomotira Crampton, com caldeira Flaman. 

Apresentemos a compara^ào enlre o lypo primitivo e o 
modiQcado, notando-se gue, por causa do peso, o com- 
primento da primitiva caldeira soffreu urna reducQào de 
IO-/-: 

a fi • j (da fornalha, de. . 

Sapeincie de aque- \ , ^ , ' 
. . <d08 tabos, de... . 

cimento /^^, ^ 

\ total, de 

Capacidade total da caldeira, de 

Volarne d'agna, em ordem de marcha de 

Volnme d'agua atilìsayel até qae o nivel 

des^a a 0"i,06 acima do céo da for- 

nalha da antiga caldeira e a Oi°,10 

acima do céo da fomalha da caldeira. 

riamando 0^^666 „ „ ^l^^fiSS 

A potencia da caldeira augmentou de 45 7o> ^ ^ facul- 
dade de funccionar, sem receber nova alimentagào, cres- 
ceude 1287o. peso adherente da machina no antigotypo 
era de 13 tons., 700; no modiflcado é de 16 tons., 400. 

corpo cylindrico inferior da caldeira è completa- 
mente atravessado por tubos ; o superior, de menor 



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253 GREMALHEIRA GIUSTA DE UM ATERRO 

diametro, póde levar agua até meia altura, e d'ahi para 
cima, ser o reservatorio de vapor. Da cupola destaca-se o 
conducto de vapor, que pouco adiaoie bifurca-se e desce 
ale OS cylindros. 

Para os trens expressos è de grande vantagem a 
Crampton modificada. Nas experiencias que fez, apresentou, 
rebocaodo grandes trens, uma velocidade de 82 km. por 
bora. Economisa 9 •/• de combustivel, relativamente ao 
typo nào modiflcado. 

Gremallieira (Tech.)— Crémaillère. — Rack, tooted- 
rack. — Zahmtange. — Barra de ferro dentada. Elemento 
principal das vias ferreas dos systemas Riggenbach, 
Abt, etc. 

Creosoto (Tech. ) — Creosote. — Creosotdy kleosote. — 
Kreosot. — Multo empregado comò anteseptico na prepa- 
ra^ào de dormentes, nos paizes em que ha abundancia de 
carvào de pedra. 

Grescimento ou aug^ento da cai [depois dBeaUincgào] 
(Const.) — Foisonnemmt de la chaux. — Growing, increasing 
of the lime. — Gedeikeriy Wachsen de$ Kalkes, BWien. 

Grescimento das terras (Const.) — Foisonnement de$ 
terres. — Swell of the ground. — Aufgehen, AufqaeUenj 
Wachsen der Erde. — As terras, ou materias escavadas, 
crescem na seguiate porcentagem : Areia esaibro, de 1/2 7o 
do volume primitivo ; barro, de 3 7o ; marne, de 4 a 5 "/•; 
argila dura, de 6 a 7 •/• ; rocha, de 8 a 12 Vo. 

Grfag3o (Const.) — Alvenaria de pedras miudas e ar- 
gamassa, servindo de enchimento aos vSos deixados pelas 
pedras mais volumosas. Seu uso é prohibido em trabalhos 
de estrada de ferro. 

Grista de um aterro (E. de F.) — Créte d^tm remblai. — 
Top of an embankment. — Dammkrone. — Parte superior 
de um aterro. 



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CRUZ DE SANTO ANDRÉ GRUZAMENTOS DE ESTRADAS 255 

Cruz de Santo André (Const.) — Croix de saint André. 
— St. Andrews cross. — Andreaskreuz, Kreuzband. — Dis- 
posìcSo de pegas de madeira ou de metal, em forma de X. 

Cruza vias (E. de F.) — Chariot de service. — Tra- 
velling platform, traversar, sliding plaiform. — Schiebebii* 
hne. — Nas officinas e nos deposilos de carros e locomoli- 
vas ha sempre grande numero de linhas ferreas parallelas 
e para fazer-se passagem dos vehiculos de urna daslÌQhas 
para outra, emprega-se o cruza-yias» especie de carretto 
que percorre» dentro de uma valla, urna linha perpendi- 
cular às oulras. estrado do carretto està no mesmo nivel 
das linhas pararellas, e lem sobre si um trecho de trilhos, 
onde assenta o vehiculo, quando necessita mudar de 
linha. 

carrelào ou cruza-vias é de ferro ou de ago. Compri- 
mento=aH-0",4, sondo: a,distancia entre eixos extremos 
do maior vehiculo a transportar. Emgeral,os cruza-vias 
de locomotiva e tender tém 12 metros, e os de caros 4 a 
7 metros. A valla tem no maximo O^^S de profundidade. 

Ha tambem cruza-vias sem valla, com rodetesinteriores 
ou exterìores, que sào usados nas linhas que estào fora dos 
depositos e das officinas. 

Gruzamentos de estrada de ferro com mas e estra- 
das de rodagem. — Nas clausulas que acompanham os 
decretos de concessào de vias ferreas encontra*seo seguinte: 
«Os cruzamentos com as ruas ou caminhos publicos pode- 
rSo ser superiores ou quando absolutamente se nao passa 
fazer por outro modo, de nivel, construindo, porém, a 
companhia, a expensas suas, as obras que os mesmos 
cruzamentos lornarem necessarias, flcando tambem a seu 
cargo as despezas com os signaes e guardas que forem pre« 
cisos para as cancellas durante o dia e a noite. Torà nesso 
caso a companhia o diretto de alterar a direcQao das ruas 



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254 (21UZ4MENT0 DE VIA CRUZAMENTO RECTO 

ou caminhos publicos, com o flm de melhorar os cruza- 
mentos ou diminuir o seu numero, precedendo consenli- 
mento do governo, e, quando fór de diretto, da Intenden- 
cìa Municipal, sem que possa perceber qualquer taxa pela 
passagem nos pontos de intersecQSo. 

Em todos OS cruzamentos superiores ou inferìores com 
as vias de communica^des ordinarias, o governo levi o 
direito de marcar a altura dos vSos dos viaductos» a lar- 
gura destes e a que deverà haver entre os parapeitos, em 
relaQào as necessidades da circulacSo da via publica que 
Bear inferior. 

Nos cruzamentos de nivel, os trilhos serào collocados 
sem saliencia nem depressSo sobre o nivel da via de com- 
municag<1o que corta r a estrada de ferro, de modo a nào 
embara^ar a circulagào de carros ou carroQas. 

eixo da estrada de ferro nào deverà fazer com o da 
via de communicagào ordinaria um angulo menor de 45\ 

Os cruzamentos de nivel terào cancellas ou barreiras 
para vedarem» durante a passagem dos Irens, a circuIa(^o 
da via de communica^ao ordinaria, si està fór nasproximì- 
dades das povoagOes ou tao frequentada que se tome ne- 
cessaria està precau(^o, a juizo do governo, podendo este 
exìgir, além disto, uma casa de guarda ^. 

Gruzamento devia (E. de F.) — Traversée de voie. — 
Crossing, — Bahnkreuzung. ^-Enconlvo de duas linhas 
ferreas. Ha rectos e obliquos. 

Gnftamento recto (E. de F.) — Travessée de voie à 
angle droit. — Crossing of a righi angle. — RechtwinHige 
Bahnkreuzimg.—ks linhas se encontram, formando angu- 
los de 90^ 

Si cruzamenlo é no mesmo nivel, torna-se necessario 
cortarem-se os trilhos de ambas as linhas, aQm de haver 
espa^o para a passagem dos rebordos das rodas. (Fig. 74). 



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CRUZAMENTO OBUQUO 



35S 



Si crazamentoé feito ero niveis differentes, levanta-se 
urna das liDhas de modo que os rebordos das rodas possano 
passar por cima dos trilbos da outra linha, sem tocal-os. 



Fig. 74 — Crazameoto recto, no mosmo nirel. 

Como se ve na figura 75, sómenle em urna das liohas, 
ha solucQdes de cootinuidade. 



^ 



t 



fi — s 



■fl 



^ 



e 



s 



e 



e 



Fig. 75 — Cratamento recto, em niyeis differentes. 

Cruzamento obliquo (E. ùeF.) — Traveriée devoie 
oblique, — Oblique crossing. — Schràge Bahnkreuzv/ng. — 
As duas linhas se enconiram em angulo menor de 90^ 
craza menlo obliquo apresenla seis soluQdes de coDtinuidade : 
duas, DOS coragOes exiremos; e quatro, nos coragOesin- 



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386 



GRUZETA GUBAgXo 



termediarios. Estes qualro coragOes, com os limpa-trilhos, 
formam o principal appareiho do cruzameoto obliquo. 
(Figura. 76). 





Fig. 76 — CrQxamento obliquo. 

Cruzeta (GoDst.) — Pe^a de ferro qae, nas tezoaras 
do madeirameDto prende as asnas ao pendural. 

Gruzetas (E. de F.) — Nivelletes. — ... — Absehkreuz: 
— Jogo de estacas muoidas de taboletas, com que os as- 
sentadores da linha fazem o nivelamento da mesma. 

Gubag3o (E. de F.) — Cubature, cubage. — Cubature. 
— CubatWj CubmrenJnhaUsbeaimmung. — Sórie^de opera- 
^es feitas com o fim de conhecer-se o movimento de terras 
de uma linha ferrea, etc. 

Nas eslradas de ferro as cubacOes sào feitas em tres cir- 
cumstahcias diversas : 1% No aote^projecto, para reco- 
Dhecer-se o custo provaveU approximado, da terraplena- 
gem ; 2\ Durante a construc^o (nos fins dos mezes) para 
serem pagas as presta^des aos empreteiros ou para veri- 
flcar-se o andamento dos Irabalhos ; 3*, Na conclusào dos tra- 
balhos,para ajustarem-se definiti vascontas e conhecer-se o 
custo exacto da terraplenagem. Nos i"" e 2^ casos emprega-se 



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CUBAgAO 



257 



processo da sem-soinma dos dreas extremas pela dist ancia 
que OS separa. Por exemplo : Eotre a estaca A e a estaca B 
ha 20 metros. Faz-se a cubaQào, sommando-se a àrea da 
estaca A com a da estaca B, mul- 
tiplicando-se depois por 20 e, fi- 
nalmente, dividindo-se producto 
por 2. Este processo nào é rigo- 
roso ; resullado, apresenta-se 
desfalcado, apezar de satisfazer. 
Demonslremos comò existe falla 
de exactidSo. 

Sejaro os trapezias ABGD e 
EFGH as sec^Oes das estacas 10 
e H de uma certa linha (Fg. 77). 

Fa^amos por DG passar um 
plano parallelo ao leito da estra- 
da, que cortaré a secfào EFGH 
segundo MN. Por D e G fagamos passar oulros planos ver- 
ticaes parallelos ao eixo da estrada, cortando o trapezio 
EFGH, segundo MR e NU. 

Teremos o prisma ABGDEFGH decomposto em : 




Pig. 77 — Cubafio. 



1 prisma qaadrangnlar ABCDEFMN 
1 cnnha BUMNDC 



2 pyramides trìaDgolares 


RMHD 

1 e 
' UNGC 


Chamemos : S'. . . area ABCD 


S... area EFGH 


a... area BMH 


a'. . . area UNG 


b,.. area MNRU 


Pela figura, vé-se que 


S' = S 


}- b i a ^ a' 



(1) 



Diocionario- 



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V» CUBAgiO 



volume, pelo melhodo das éreas extremas, é: 

V=^D (2) 

Em vez de S', pondo-se o seu valor, teremos : 

S-^S + b-^a + a' 

2 t 

OU 

b a ^ a} 

V = DS-f ^-D+?-Ì^D (8) 

prìsmoide, porém, flcou dividido em 1 prisma, 1 cuDha 
e 2 pyramides, cujos volumes sSo : 

prisma = SD 

b 
conha *» — ^ D 

a + a! 
pyramides = — - — D 



A somma destes volumes dar-nos-ha o volume total do 
prìsmoide: 

V=SD + -^D+ ^-|^'d (4) 

Comparando as equaQóes (4) e (3), nota-se que aquella tem 
sobre està um excesso de : 



Do segundo membro da equagào (2) subtrahindo-se este 
excesso, ter-se-ha a formula simpUflcada, representando 
exacta mente o volume, do prìsmoide: 



'- (^^-^)'> 



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CUBAgXO CUBO DE RODA 259 

Nas medifoes flnaes emprega-se a formvla prismoidcd : 

V=A±S_±^XD 
o 

Sendo: V, volume do córte ou aterro ; S e S', àreas 
das seccOes extremas; D, distancia entre as seccOes; 
M, àrea da urna seccào mèdia. 

Està formula é a que dà resultados mais exactos. 

CubagSo [Correelo a fazer-na— dos cortes e aterros em 
curva].— Sendo: C, correccào; h, cota vermelha; T, r,p, 
K e h'\ comò indica a figura 78 ; e j, anguio de deflexào 
da curva: 

e = ± [-^/^ (/• + /") + -^p (/^'-/i")]-|- (^' + n sen. ^ 

A correcQao é sommada quando o talude maior està no 
lado convexo da curva» e subtrahida, quando està no lado 
concavo. 



Fig. 78 — CorrecfM da cnbafSo. 



GubagSo previa (E. de F.) — AvarU-métré. — ... — 
Vorkubiren. — A que se faz a vista dos desenhos, antes 
do trabalho executado. 

Cubo de roda (E. de F.)—Moyeu. — Wheel hvb, sotck. — 
Nabe, Radnube. — Pesa, contendo o orificio centrai das 



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260 CUmADA CUPOLA 

rodas dos carros e das locomotivas, onde penetra o eixo. 
Em geral é de ferro fandido. 

Gumiada [de serra] (Tech.) — Fatte. — Summit. — 
Bergspitze. 

Gumieira (Const.). — Fattage.—Ridge piece.— Firap- 
fette, Firgtràhmen. — Parte maiselevada do madeirameoto. 
Assenta sobre os vertices das tezoaras. 

Gunha de trilho de dupla cabega (E. de F.) — Coin 
de raU. — Wedge ofrail. — SchienemtuhlkeU. — [Vide : AU 
mofada]. 

Gonba de encontro do tender (Locom.) — Nas loco- 
motivas americanas ha urna pe^a de ferro fandido com este 
nome, servindo para fazer com que o tender ande sempre 
uoido i machina, evitando os choques prejadiciaes ao en- 
gate. 

Gunhal ;(Const.) — Claveau. — Arch itone of Uraight 
ardì. — WóVbAein xm scheitrechten Bogen. — Adaella de 
piate-banda. 

Ganhas das caizas (Loc.) — Nas machinas america nas, 
entro a caixa de graia e o mancai do longerSo, ha pe^^s de 
ferro fandido, denominadas cunhas das caixas, qae servem 
para nSo deixar o escorregamento das caixas damnificar os 
longerOes. 

Gunhar [os trilhos de dapla cabega nas almofadas] 
(E. de F.) — Coincer let raUs. — To wedge the raiU. — 
Schiene^ verkeilen. 

Cupola do apito ( Locom. ) — Cloche du sifjlet. — 
Whistle cup. — Pfeifengalke. 

Gupola (Locom.) — Dòme, chambre de vapeur. — Sleam 
room, che$t. — Dampfraum. — Espa^o onde se armazena o 
vapor secco ; esté collocado em cima da caldeira. Tem para 
diametro O^^fi a 0",8 e para altura cerca de O^^Q. — [Vide 
figura 62]. 



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GURSO DO EMBOLO GURVAS 261 

As machiuas que percorrem linhas pouco incliDadas, 
pódem dispensal-a. 

Da cupola partem os tubos que transmittem o vapor aos cy- 
liodros. Sobreascupolasassentamas valvulasdeseguran^a. 

Ha locomotivas que tém duas cupolas de vapor. Quando 
se adopta està disposi^ào, colloca-se a valvula de regulador 
na cupola da frente, o que diminue o comprimeoto do 
conducto do vapor. 

Couche emitte a seguiate opiniào sobre este assumpto: 

«A vrai dire, son utilité est douteuse. La grande vitesse 
dont la vapeur y est animée ne permet pas d'attribuer 
une influence sérieuse à Vaccroissement de Thanteur de la 
prise de vapeur au dessus du niveau de Tean. Le dòme 
angmente il est vrai le volume de vapeur, mais mdme avec 
les diamètres qu'on lui donne aujourd'bui» cet appoint 
est presque insigniflant. 

Quoi quii en soit, les cbaudières sans dómes sont 
maìntenant des exceptions....» 

Curso do embolo (Mach.) — Course du piOon.—Stroke, 
throw. — Hub, Kolbenhub Hulblànge^ Hubhóhe, Spid. — 
Caminho total que descreve o embolo. Igual ao dobro do 
comprìmenlo do brago motor ; e tambem igual ao diametro 
do circulo que descreve a manivella. 

Nas locomotivas. — (Formula franceza) C = 1,57 D. 
Sendo: C» curso do embolo e D, diametro do cylindro. 

Curva (Tech.)— Courbe. — Curve. — Curve, Krutnme 
Linie, Bogen. — [Vide : Raio minimo da$ curvas eJ/Kagào], 

Gurvas [Differenza em comprìmento entro o trilho ex- 
. terior e o interior nas — ] 

Scodo: D, differenza; a.simi-largura da linha; R,raiò 
da curva ; C, comprìmento dos trìlbos. 



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J62 CURVAS CURVAS PARABOUCAS 

Curvas [Influencia das — segando Launhardt]. — A 
resistencia por toDeiada de tram póde ser admittida corno 
constante em cada natureza de trem. Na passagem de urna 
curva de raio r, o accresci mo de resistencia e, para todos 
OS trens, é dado pela formula : 

e = i^ — 0,002 

que é Dulia para um raio de 850 metros. 

Se L é comprimente da curva, em kilomelros, e A o 
angulo centrai, em graós, o accrescimo de traballio resis- 
tente do trem de peso P, é dado por : 

PcL = P /ilZii — 0,002 l\ 

ou 

PcL = P (0,00003 A — 0,002 L) 

accrescimo de trabalho, e por tanto de despezas, re- 
sultante das curvas de urna via ferrea, póde-se entào ava- 
llar, addiccionando de um lado os angulos centraes das 
curvas e, do outro, seus desenvolvimentos, exclusào feita 
de todas as curvas de raio igual ou superior a 850 metros. 

Curva do indicador (Mach.) — Courbe de rindicaiear. 

— Diagram of the indicator. — Indicator curve. — [Vide : 
Irdimdor]. 

Curva reversa (E. de F.) — Courhe el contre-courbe 

— Reversed curve. — Gegencurve. — Entre os deus ramos 
da curvj^ reversa deve haver sempre um alinhamento recto 
de 100 metros. 

Curva composta (E. de F.) — Courbe composée. — 
Compound curve. — Gemisehte Kurven. — [Vide: Locagào], 

Curvas parabolicas (E. de F.) — Courbes paraboli- 
ques. — Parabolische Kurve, Einfahrtskurve, Ausgleichkurve. 

— [Vide : Locagào]. 



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GURVAS DE NIVEL S63 



Gunras de nivel (Tech.)— Courbes de niveau. — Con- 
tour lines. — Horizonlalkurven. — Projec^ào das ialer- 
sec(Oes do terreno com urna sèrie de planos horizontaes, 
equidistantes de um, dois ou mais metros. Por meio das 
carvas de nivel é que se obtem o relevo do sólo na faiia 
em que deve ser implantado o tracado da estrada de ferro. 

Na linha de expiora^ào, levaotam-se norraaes a todas 
as estacas do nivelamenlo, para ambos os lados, e com 
exteasOes de 60 a 100 metros, conforme o terreno é mais 
ou menos accidenlado. A clinometro nivelam-se estas nor- 
maes [secfòes tran9ver$ae$). 

Com as cótas do ni vela mento longitudinal e com as 
sec^eslransversaes, sào nas plantas construidas as curvas, 
de nivel. N'este trabaiho, adopta-se o processo graphico» 
em que as seccOes sào desenbadas em pape! quadricnlado ; 
e, depois, as distancias em que passam as curvas,sào trans- 
portadas para a pianta ; ou adopta-se o calculo, pelas ta- 
bellas destinadas a esse firn. 

Entro as tebellas, conhecemos a do engenheiro José 
Americo dos Santos, muitissimo pratica. Tivemos occasiào 
de trabaihar com o auxilio da mesma ; sabemos quanto é 
vantajosa. processo graphico é muito moroso. 

Nos limites d'este livro nào podemos desenvolver con- 
venientemente assumpto ; recommendamos ao leitor a 
Memoria sobre a tabella para a marcagào das curvas de nivel 
nas plantas de e$lradas de ferro, do engenheiro José Americo 
dos Santos. 

Os pontos de passagem das curvas de nivel entro duas 
estacas sào achados pela seguinte formula : 

•*" e — C" 

Sondo : C, a cota da primeira estaca; C", a da seguin- 
te; C", a da curva de nivel ; d, distancia entro as estacas. 



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264 CUSTEIO DAS ESTRADAS DE FERRO CYLINDRO A VAPOR 

Gusteio das estradas de ferro. — Nas clausulas qua 
acompanham os decretos de concessào das vias ferreas en- 
coDtra-se o seguiate : 

« As despezas de custeio da estrada comprehendem as 
que se fizerem com o trafego de passageiros, de mercado- 
rias, com reparos e conservasse do material rodante, offlci- 
nas, estagOes e lodas as dependencias da via ferrea, taes 
corno armazens, ofQcinas, depositos de qualquer nalureza ; 
do leito da estrada e lodas as obras d'arte a ella perten- 
centes )>. 

Gusto kilometrico (E. de F.) — Prix kilomélrique. — 
Kilometer cost. — KUometerpreis. — No livro Varios estu- 
dos publicaraos um traballio sobre o custo kilometrico de 
nossas vias ferreas e concluimos o seguiate, quanto às 
linlia de bitola estreita : — Custo kilometrico mèdio das 
estradas perleaceates a companbias brazileiras que lem 
capital garantidoe subvengOes kilometricas : 37;509$527. 
Gusto kilometrico mèdio das estradas pertenceates a com- 
paahiasestraageirasque tem capital garaatido: 56:503$257. 
Custo kilometrico mèdio das estradas perlencentes a com- 
panbias brazileiras que nào tém garantia de juros — 
23:972$451. Esles tres custos médios fornecem — a 
media do custo kilometrico das nossas esUadas de bitola 
estreita — 3G:328«533. 

governo nas novas concess5es com garantia de juros, 
calcula custo kilometrico das linhas em 30:0008000. 

Gylindro a vapor (Mach.) — Cylindre à vapeur. — 
Sleam cylinder. — Dampfcylinder. — Caixa cylindrica, de 
ferro fundido, dentro da qual trabalba o embolo. Tem na 
face espdho, onde estào as aberturas do escapamento e 
da admissSo do vapor. 

E' munido de fundo e tampa, pe^as parafusadas no 
cylindro de modo a toraal-o eslanque. fundo tem um 



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CYLINDRO A VAPOR 



205 



oriflcio por onde passa a baste do embolo. Nas locomoti- 
vas, OS cylindros sào quasi sempre borizoDtaes, raramente 
inclinados. 




Fig. 79 — Cylindro, OaréU de distrìbnifSo e gnvnd^ZeB (da looomotiTa). 

A, Embolo. B, Cylindro, D, D, Baste do embolo. 1, Cylmdro. S, Tampa. 8, Fando. 4, Goberta 
da fronte, fi, Goberta de trox. t, Sobreposta do Cylindro. 7, Bacha da Sobrepotta do Gy- 
lyndro. 8, Kevestimento de roadeira. 9, Camisa. 10. Calza da gavéta de distribuii. 
11, Tampo da Caiia da Oavdta de distrìbni^So. 1S, Sobreposta da gardta de dÌ8trìbQÌ9&o. 
13, Bncna da Sobreposta da Oavéta de distribnifio. 14, Bobretampa da Caixa da Oardta 
de distrìbnicSo 16, Camisa da OaydU de distribnifSo. 18, Oaréta de dÌBtribaÌ9Ìo. 17, Baste 
da Gayfita de distriboifSo. 18, Janta da Tampa da Caiza da Oavéta. 19, Supporto do Tubo 
de Lubriiicaf ao do QyUndro. 

comprimento do cylindro é igual ao curso do embolo 
mais a espessura d'este. volume depende lamèem do 
diametro do embolo. Na locomotiva Decapod, a maior 
que trabalba em estrada de ferro brazileira, o curso do 
embolo é de 0",660 e o diametro do cylindro de 0"',559. 

Nas locomotivas, o cylindro tem camisa de madeira. 
GoDvinha que estivesse dentro de outro de foiba de ferro 
ou mesmo de (erro fundido, e que entre os dous houvesse 



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166 CYUNDRO A VAPOR 



urna corrente continua de vapor, parlindo da caldeira, 
afim de impedir quaiquer condensagao no cylindro motor. 
Formulas aconselhadas por Debauve: — Chamando- 
se D diametro interno do cylindro, expresso em milli- 
metros, sua espessura e (em millimetros) : 

.-«^^ 

A espessura da lampa = e. Diametro dos parafusos da 
tampa = e. Numero d'esses parafusos = 3 -i--^. Largura 
do colar do cylindro e das tampas = 2 e. Espessura do 
collar=-3- e. 

Espessura do cylindro. — Formula de Tredgold: 

( 4Pxiy \ , , 

\ 420 (D — 6,6) / "^^ 

Sondo: E, espessura do cylindro em centimetros; 
P, pressào do vapor em kilogrammas sobre um centimetro 
circular; D, diametro interno em centimetros. 

Espessura do metal dos cylindros das locomotivas. — 
Formula de Mdesworlh: 

4000^ 2 

Sondo : T, espessura do metal em pollegadas. D, dia- 
metro do cylindro em pollegadas. P, pressào do vapor em 
libras cpr pollegada guadrada. 

Diametro dos cylindros das machiuas de alta pressSo : 



y 0,89 VI 



Sondo : D, diametro; V, velocidade do embolo; C, forga 
em cavallos vapor ; P, pressào effectiva do vapor na caldeira. 



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CYLINDROS EXTERNOS DADO 267 

Diametro dos cylindros das locomolivas. — Formula 
recommendada pela MaHer Mechanics Association : 



Vi 



■ lor- ™<= 



Hbpl 

Sendo : d, diametro do cylindro, em mìUimetros ; 
W, peso adherénte, em kilogrammas ; D, diametro das 
rodas molrizes, em miiiimelros; C, coefficiente d'adhe- 
rencia; p, pressào na caldeira, em kilogrammas; I, curso 
do embolo, em millimetros. 

coefficiente de adherencia lem os valores seguintes : 

-T— para locomotÌTas de passageiros. 
C = ( -r-^r=- para locomotiyas de cargas. 

\ 4)!s0 

.--rr-para locomotiyas de manobras nas estacSes. 

4,5U 

Cylindros ezternos (Locom.) — Cylindres extérieurs. — 
Exlernal cylinders. — Àussencilinder. — CoUocados aos la- 
dos da caixa da fumala. 

Cylindros internos (Locom.) — Cylindres inlérieurs. 
— Internai cylinders. — InnencUinder. — Fundidos em 
uma so poca ; coliocados sob a caixa da fumala. 



D 



Dado (Arch.) — De. — Die. — Wùrfel. — Parte do 
pedestal de uma ordem architectonica, comprehendida 
entro a base e a cornija. 



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208 DADO DAMNOS E AVARIAS 

Dado [dormente de pedra] (E. de F.) — De en pierre. 
— StonC'bbck. — Steinwurfel, Stuhlstein. — Especie de sup- 
porto isolado. Nos primeiros tempos das estradas de ferro, 
OS dadoB de pedra foram multo empregados; hoje quasi 
Dào tem appiica^ào. 

Nas vias ferreas brazileiras nunca assentou-se linha 
sobre taes supportes. 

Em algumas estradas allemàes encontram-se dados com 
as seguintes condicOes: base quadrada, de 0",5xO",5 
ou rectangular, de 0",75 x 0",5; espessura de 0",25 a 
0",40; espacamento de eixo a eixo de 1 metro, a l',25. 

Nas juntas os dados, em geral rectangulares» tem para 
comprimento 0",90. 

Asseotam-se os dados com uma das faces parallela- 
mente ao eixo da lioha, ou na diagonal. 

Tém grande dura^So ; mas o assentamento e a conser- 
va(ào reclamam serios cuidados. 

A pedra dos dados deve offerecer multa resistencia ao 
esmagamento e nào ser sujeita o decompdr-se facilmente. 

Damno (Adm.) — Dommage. — Damage. — Schaden, 
Be$chàdigung. 

Damnos e avarias [causados às estrada de ferro em 
trafego].— Regulamenlo para a fiscalisa(jào da seguranga, 
conservaQSo e policia das estradas de ferro : 

« Art. 26. E' prohibido: 

1% Fazer cavas em legar donde as chuvas possam 
le\'ar as» terras para as valletas de esgoto da estrada de 
ferro; 2% Atulhar as valletas por qualquer modo; 3% En- 
caminhar para a estrada de ferro aguas pluviaes ou quaes- 
quer outras; 4% Vedar de qualquer modo o escoamento 
da estrada de ferro; 5*, Depositar materiaes ou outros 
objectos, quer na estrada de ferro quer em logar donde 
possam correr ou rolar para ella; 6<>, Piantar arvores, 



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DARDO DE JUPITER DEGUNAgìO DA AGULHA 269 

cujas ramagens cubram qaalquer porgào do recinto da 
estrada de ferro; 1\ Deixar aoimaes mortos à flor da terra 
a menos de cem bragas de distancia dos trilhos exleriores. 

Penas: multa de cincoenta mil réis, e obrigagào de 
reparar o damno causado. 

Art. 27. E' tambern prohibido, e se reputare crime, 
ainda que do damno causado nào resuite desastre: l'^, In- 
troduzir de proposito aoimaes dentro do terreno occu- 
pado pela estrada de ferro; 2% Gortar as cércas para 
lenha ou para qualquer flm, sem que seja uà època de 
dobrai-as» e sempre em presenta de um guarda da estrada; 
3"", Arrancar a grama ou outras plautas dos laludes. 
4'', derrubar os postes e marcos; 5^ Destruir do todo ou 
em parte qualquer obra pertenceate à estrada de ferro. 

Penas : multa de cem mil réis, além das mais em que 
incorrerem segando o codigo criminal. » 

Dardo de Jupiter (Const.) — [Emenda de madeira]. 

— TraU de Jupiter. — Skew tabled scarf. — Doppelte. 
Dar mesmo nivel (Cons.) — Affleurir.-^To level 

— Ausgleichen. 

Debenture [Acgào de preferencia] (Adm.) — Debenture. 

— Debenture. — Debentur. 

Decintramento (Const.) — Décintrement. — Striking, 
taking-down a centre. — Abrùsten^ Wegnelmen, Abrùstung 
etnei Bogengeriistes. 

Decintrar (Const) — Décintrer. — To itrike. — Lehr- 
bogen-abrùsten. — Retirar os simples de um arco ou 
abobada. 

DeclinagSo da agulha magnetica (Tech) — Variation. 

— Variation. — Abioeichung. — [Vide: Bussola]. 

DeclinagSo da agulha magnetica em urna epocha 
dada, no Rio de Janeiro. — Formula de Bellegarde: 
D=0M3« — 0^.00035 r. 



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270 



DECLIVE- 



- DEaiVIDADE 



Formula de Scholt : D=0%282 + 0\ ì 395 e+0%00054 1' 

Formala deCruls: D=3^8^+^0^85sen (0%8t— 18%9). 

£m todas estas formulas, t exprime o numero de aonos 
decorridos enlre a epocha considerada e 1850. Os valores 
positivos de Dindicam declinacòes occidentaes. 

Declive (E. de F.) — Pente. — Gradient. — Gefàlle. — 
Trecho de linha em descìda. 

Declividade (Tech.)— Déclivité. — Declivity. — Gefàlle. 
— A declividade, por metro, de uma rampa é dada pela 
seguinte formula : 

D: 



d 



Sondo : D\ a declividade total da rampa ou a differenza 
de nivel eulre os pontos extremos, em melros; (i, distancia 
horizontal gue separa os pontos extremos, da rampa; 
D, declividade por metro. A declividade total flca determi- 
nada pela formula : D' = Dd. 

TabeUa de transforma^ das rampas on deeU?idades metrieas 
em ineUnaQOes angrulares 



Bampa 


IiicIinft9Ìo 


Bampa 


Inclina^io 


Bampa 


InclinafSo 


por 


em 


por 


em 


por 


em 


metro 


grioB 


metro 


gr4o8 


metro 


grioB 


0->,006 


0-17' 10" 


0»,055 


3- 8' 60" 


0-,105 


5<»59'30" 


,010 


85 


,060 


8 26 


,110 


6 16 30 


,015 « 


51 30 


,065 


3 43 10 


,115 


6 83 40 


,020 


1 8 40 


,070 


4 20 


,120 


6 50 30 


,025 


1 26 


,075 


4 17 20 


,125 


7 7 30 


,080 


1 43 01 


,080 


4 34 30 


,130 


7 24 20 


,085 


2 20 


,085 


4 51 30 . 


,135 


7 41 20 


,040 


2 17 30 


,090 


5 8 80 


,140 


7 58 10 


,045 


2 34 40 


,095 


5 25 30 


,145 


8 15 5 


,050 


2 51 40 


,100 


5 42 30 


,150 


8 31 50 



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DBGUVIDADE MAXIMA 



m 



Tabella de trasfonna^jio das i]ieliiia99es angnlares em 
deeliTldades on rampas metrieas 



li 

li 


BampM 

em 
metros 


li 


Bampts 

em 
metros 


fi 

li 


Bftmpss 

em 
metros 


lì 

li 


Bampas 

em 
metros 


0M6' 


0-^00486 


8»80' 


0-,06n6 


10« 


-0,17683 


26« 


€-,48773 


80 


0,00873 


4 00 


,06998 


12 


,21256 


28 


,53171 


45 


,01309 


4 80 


,07870 


14 


,24983 


80 


,57735 


60 


,01746 


5 00 


,08749 


16 


,28675 


82 


,62487 


l 30 


,02618 


600 


,10510 


18 


,32492 


34 


,67461 


2 00 


,03492 


7 00 


,12278 


20 


,36397 


36 


,72654 


2 80 


,04366 


8 00 


,01454 


22 


,40403 


38 


,78129 


BOO 


,05241 


900 


,15888 


24 


,44528 


40 


,83910 



Declividade maxima (E. de F. ) — Dédivité maximum. 
— Maximum gradient. — Maximalge falle. — Nas estradas 
de ferro de primeira ordem estào adoptadas as seguintes 
declividades maximas : era terreno plano 0,5 V» ; em ter- 
reno pouco ondulo 1 V» ; em terreno montanhoso 2,5 •/•• 

Nas estradas de segunda ordem a declividade maxima 
póde ir a 3 •/• e mesmo, no maximum, a 4 7©- 

Nas linhas actualmente em trafego ha exemplos de 
rampas muitissimo inclinadas, onde as iocomotivas desìi- 
sam sem 9uxilio de cabos, nem de cremalheiras, nem 
de trilhos centraes, etc. 

Entre as princìpaes rampas, destacam^se asencAitradas 
nas liohas : , 

De Turim a Genova, de Bayonne a Toulouse, de Bell's 
Gaps, de Midland (na Maurìcia), etc., com declividades 

de 3 7, a 3,7 7,. 

De Ecballoos a Lausanne, de Iquiqae, de MoUendo a 
Puno (Perù), etc, com 4 7.- 



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272 DEGUVIDADE MAXIMA 



De Enghien a Montmorency, de Poli a Tiflis, etc, 
com 4,5 •/•• 

Da Binghan Canon, com 4,5 Ve 

De Einsildem a Woedersweil, de Calbào a Oroya, etc., 
com 5 7o- 

Do Colorado Central Railroad, com 5,2 Vo. 

Das Wasatch and Jordan Valley Railroad, Pillsburgo 
a Sommervile, eie, com 5,4 Vo. 

Da American Forif, com 5,6 Vo. 

Da Summit County Railroad, com 5,7 Vo. 

Da Jefferson and Indianopolis Railroad, com 6 Vo- 

Da Philadelpliia a Columbia, com 6,7 V». 

Da Ulliberg, com 7 V». 

Da Tavaux-Pontsóricourl, com 7,5 Vo- 

Dedimdades maximas das estradai de ferro do Brazil. — 
Foram empregadas: a de 0,5 7o na E. F. Macahé a Campos ; 

A de 1,25 Vo nas estradas de ferro do Recife ao 
S. Francisco, Bahia ao S. Francisco e Ramai Bananalense; 

A de 1,5 Vo nas estradas de ferro Barào de Araruama, 
Campos a S. Sebastiào e Rio a Magé ; 

A de 1,8 Yo nas estradas de ferro de Sobral, Baturité, 
Prolongamento de Pernambuco, Caruarà, Prolongamento 
da Bahia, Central do Brazil e Taquary a Cacequi ; 

A de 2 Vo nas estradas de ferro do Limoeiro, D. The- 
reza Christina, Bragan^a, Santo Amaro, Juiz de Fora ao 
Piau, Recife-Olinda e Beberibe, Oeste de Minas, Soroca- 
bana, &. Leopoldo, Paulista e S. Carlos do Pinhal ; 

A de 2,18 Vo na E. F, Conde d'Eu ; 

A de 2,5 Vonas estradas de ferro Nalal a Nova Cruz, 
Santos a Jundiahy (trecho ordinario), Bahia e Minas, Santa 
Isabel do Rio Preto, Ramai de Canlagallo e Santo Antonio 
de Padua ; 

A de 2,75 Vo na E. F. Bragalina ; 



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DEGUVIDADES 375 



A de 2,80 Vo oa E. F. Ituana ; 

A de 2,90 V» na E. F. Nazareth ; 

A de 3 7o nas estradas de ferro Paulo Affonso, Mo- 
gyana, Rio e Minas, Paranaguà a Coritiba, Rio Grande a 
Bagé, Rezende a Aréas, UoiSo YaleDciana, Rio das Flores 
e Sant'Anna ; 

A de 3,33 % nas estradas de ferro Central da Bahia e 
Caiangà ; 

A de 3,5 7o na E. F. Vassourense ; 

A de 4,1 Vo na E. F. Rio d'Ouro ; 

A de 8,3 Vo no Irecho do systema Fell da E. F. Can- 
tagalio ; 

A de 9 7» na antiga rampa do Ramai da Alfandega, da 
E. F. de Balurité, systema ordinario ; 

A de 11 Vo nos planos inclinados da E. F. de Santos a 
Jundiahy ; 

A de 15 7o no trecho do systema Riggenbach da E. F. 
Principe do Grào Para ; 

A de 30 Vo na E. F. do Corcovado (systema Riggen- 
bach) 

Declividades [Concordancia das — ] (E. de F.) — Rao- 
cordement de$ déclivités. — Concordance of the grades. — 
tJbergangsgefdUe. — A urna rampa nunca deve seguir um 
declive, e vice versa ; de permeio deverà sempre haver um 
patamar ; ainda assim, a passagemdarampapara opatamar, 
si fòr muito pronunciada, sera submettida a sua ve transi- 
Qào. mesmo se farà em relagào às rampas deMeclivi- 
dades desiguaes, quando se acharem uma após outra. 

methodo para concordar declividades, empregado 
pelo engenheiro Nordling nas lìnhas da rede centrai de 
Orleans (Franga), ó o mais expedito possivel: — Consiste 
n'uma sèrie de rectas de 10 meiros de comprimento, ven- 
cendo cada uma 0"',001 de rampa, e ficando o conjuncto 

DIoolonario. 18 



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274 DEGORAgiO DENTE DE RODA 

de todas sobre os trechos a concordar. Exempliflqaemos : 
Sejam um patamar e urna rampa de 0",010. polygono 
de coDcordancia sera de 9 lados igaaes, em 90 metros de 
comprimento ; isto é, 45 metros sobre a rampa e 45 metros 
sobre o patamar. As lerras irSo, com a simples passagem 
do trem de lastro, transformando-se de polygono em pa- 
rabola. — [Vide : Patamar]. 

DecoragSo (Arch.) — Décoration. — Decoration. — 
Architectonischer Schmuck. — Os ediQcios das estradas de 
ferro devem ter decorafào simples e economica, porém 
artistica. 

Decreto (Adm.) — Décret. — Decree. — Erlass. — Acto 
assignado pelo chefe da nagào. 

Deflez3o (Tech.) — Déjlexion. -r^ Deflexion. — De/fec- 
zion. — Em dous alinhamentos que se encontram, deflexào 
ou angulo de deflexào é o angulo formado pelo segundo 
alinhameoto com o prolongamenlo do primeiro* — [Vide : 
Exploragào e Locagào], 

Degrào de escada (Const.) — Marche, degré. — Step 
ofstair. — Stiegemtufe. — Compóe-se da parte horizontal 
capa — e da verlical — pé. A somma das larguras d'estas 
pegas varia entro 0",43 e 0",48, conviodo que a capa 
lenha de 0-,30 a 0",32 eopéde 0-,13 a 0M6. (Vide a 
tabella à pagina 275). 

Degrào de angulo (Const.) — Marche d'angle. — Dia- 
gonal step. — RadiaUtufen, Winkelstufen. 

Degrào ^patamar (Const.) — Marche palier. — Lan- 
ding step. — Ruheplatz. 

Degrào recto (Const.) — Marche droite. — Flyer. — 
Gerade Stufe. 

Demolir (Tech.) — Demolir. — To demdish. — Abbrechen. 

Dente de roda (Mach.) —:Z)en( de roue. — Tooth. — 
Radzahn. 



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DENTE DE SERRA DEPOSITO DE GARVXO 



275 



Fropor^es dos degrios. — Indlea<}5e8 de HOTHES 



Altura 

em 

centimetroB 


Largura ' 
ero 
oentimetros 


Indica^des 


R 


47 


Facil de subìr^ fatiga na descida. 


10 


42 


Maito soave, quer na sobida, quer na descida. 


13 


42 


Fatiga 08 joelhos. 


13 


87 


Soave. 


15 


37 


Fatiga om pooco os joelhos. 


16 


34 


Soave ; fatiga, si ha moitos degràos. 


17 


34 


Moito soave. 


18 


31 


Sobe-se facilmente, correndo. 


21 


26 


Incommoda. 


24 


24 


Moito &tigante. 


26 


23 


Qoasi sem applicalo. 



Dente de serra (Tech.) — Dent de scie. — Saw4ooth. 
— Sàgezahn. 

Dependencias.— [Vide : Annexos]. 

Deposito de carros (E. deF.) — Remise à voitures. — 
Waggor^shed. — Wagenschuppen. — Ediflcio destinado a 
abrigar os carros de passageiros. Deve ter facil commu- 
Dicagao com és linhas principaes da esta^So em que se 
acha. Deve ter portas tao amplas corno as dos depositos 
das locomolivas. Entro as linhas consecalivas do deposito, 
deve ha ver um intervallo de 4",4 a 5',70. Enlre as linhas 
extremas e as paredes do deposito, convem haver 3 metros 
de intervallo. O comprimento interior necessario para um 
carro de I" é = I" + 2",5 ; para 2 carros = 2 /■ + 3' ; 
para 3 carros = 31"" + 3",5. 

Deposito de carvSo [nas eslacOes] — (E. de F.) — 
Fosse à houiUe. — Coal-piU — Kohlenplalz, Kohlenrampe. 



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276 DEPOSITO DE LOCOMOTIVAS DERRUBADA DAS ARVORES 

Deposito de locomoti^as (E. de E.) — Remise à lo- 
comotives. — Locomotive home. — Locomotivremise, Loco- 
tivsohuppen, Maschinenham. — Estes edificios tém portas 
com 4", 80 de altura ou mais,e largas de 3", 35 pelo menos. 
As janellas sào amplas e descem até perto do sólo ; os 
caixìlhos sSo de ferro. madeiramento do telhado, perto 
das chaminés das locomotivas, està a 5",8 pelo menos, 
acima dos trilhos. Entre os trìlbos ha cavas de traballio 
com 0",7 a 0",85 de profandidade. Ao redór de cada lo- 
comotiva deve ficar um espago livre para o servico. 

Os deposilos sào providos abundantemenle de agua. 

Para urna locomotiva de i"é necessario um comprimento 
interior do deposito de ^ + 3" ; para duas locomotivas 
2 Z^+S™ ; para 3 locomotivas 3 /"-i-S". Nunca se collocam 
mais de 3 locomotivas umas atraz das outras, a nào ser 
que haja portas nos dous extremos da linha. 

A distancia entro os eixos de duas linhas consecutivas 
é de 5" a 5",5 ; e, do eixo da linba à parede do deposito, de 
3",25 a 3'",50. chào dos deposilos é calgado a podra ou 
ladrilhado. 

numero e a grandeza dos depositos de locomotivas se 
determinam,para cada estrada, de modo que possam center 
3/4 das locomotivas da mesma estrada. 

Ha depositos retangulares, munidos de cruza vias ; de- 
positos polygonaes em rotunda, em mela rotunda ou em 
quarto^de rotunda, etc. As rotundas e suas fracgOes saio 
munidas de gyradores. Todos estes depositos tém nos te- 
Ihados chaminés ou aberturas para a passagem da fumala 
e do vapor. 

Depositos [de terras que sobram dos cortes]. — 
(E. de F.) — Dépót. — Spoil-bank. — Seilenablagerung. 

Derrubada das arvores (Tech.) — Abatage des arbres. 
— Felling oftrees. — Ausdung. 



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dbsapropriaì;1o 277 



Desapropriag3o ( Adm. ) — Expropriation. — Expro- 
priazion. 

DBSAPROPRIACÀO DE TERRRNOS E PREDIOS PARA ESTRADAS 

DE FERRO. 

Primeiro Congresso das Eslradas de Ferro do Brazil é 
de parecer : 

I. — Que a Lei n. 816, de 10 de Julho de 1855, e 
Regolamento que, para a sua execugào, baixou com De- 
creto n. 1664, de 27 de Outubro do mesmo anno, carecem 
de urgente revisào no sentìdo : 

i\ Da resolugào do Governo, sobre consulla do Conse- 
Iho de Estado, publicada em Aviso de 10 de Fevereiro de 
1871. 

2\ Da dootrina do Aviso de 16 de Novembro de 1857, 
quanto às funcgOes dos arbitros e processo de julgamento. 

II. — Que muìto convèm que na refórma da Lei de des- 
apropriagòes para eslradas de ferro e seu regulamento : 

r, Se eslabelecam nórmas legaes para facilitar e ga- 
rantir a occupagào temporarìa do sólo e a sua utilisacào nas 
obras durante a coustruccào da estrada ; 

2% Se Orme claramente si rendimento do predio, que 
deve servir de base a avaliagào, comprehende, ou nào a 
importancia de decima ; 

3°, Se determine que, na avaliagào dos predios*rbanos 
vulgarmenle aqui denominados cortigos, a importancia de 
vinte vezes valor locativo calculado sobre a decima seja 
maximo, e nào minimo, a que possam cbegar os arbitros, 
afim de que estes effectivamente atteudam ao valor real 
desses predios, tendo em vista a sua construcQào, duragào 
provavel e estado de conservacào ; flcando, além disso, 



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278 DESBASTAR A MADEIRA DESGALgAR A UNHA 

bem eDteodido quo do mesmo valor locativo se deduzirà o 
da decima ; 

4% Se declare expressamente si, na avaliagào do quan- 
tum da indemnisacSo por terrenos, ou predios, póde ou 
nao, DOS casos de traosacgào amìgavel, ser dispensada a 
outorga da mulher quando o proprietario fór casado, visto 
que — a questuo de aliena^ào do bem ji estando vencida 
pelo Decreto de approvando das planlas, que nos termos 
da Lei considera desapropriados em favor da estrada os 
terrenos e predìos designados nas mesmas plaotas, — so 
se trata de liquidar o quantum da indemnisa^So devida ; 

5% Se determine que, nas desapropriacdes e indemni- 
sa(Oes, quando fór parte a fazenda publica, geral ou pro- 
vinciale a nomeagào do 5*" arbitro, seja feita pelo Juiz da 
causa ; 

6% Sejam modiflcadas as nórmas do processo de des- 
apropriagào e indemnisa(ào e fixados prazos para os jul- 
gamentos, afim de tornar-se effectivamente sumroario o 
processo, corno determina a Lei )>. 



DESAPROPRlAgAO DE TERRENOS E PRfiDIOS 

Lei D. 616 de 10 de Julbo de 1855. 

Decreto d. 353 de 12 de Julho de 1845. 

Decreto n. 1664 de 27 de Outubro de 1885. 

Aviao de 16 de Novembro de 1857. 

Desbastar [a madeira] (Tech.) — Kbaucher. — To 
piane. — Abhobeln. 

Descalgar a linlia (E. de F.) — Operando praticada ao 
nivelar-se a linha. Consiste em retirar a terra de sob os dor- 
mentes, emquanto estes, a6m de dar-se aos trilhos a con- 
veniente posiQào, sSo alteados ou rebaixados. Tambem se 



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DESGANSO DA GRELHA DESGARRILHAMENTO 270 

descalga a linha por occasiào de mudanga de dormentes, 
assentameDto de coracOes, de agulhas, etc. 

Bandeiras vermelhas sào collocadas a 500 metros para 
cada lado do locai em gue estes servicos se acham em via 
de execugao, aflm de avisar os trens em marcba. 

Descango da grelha (Mach.) — Sommier. — Bearers, 
— Rosttràger (Rostbalken). 

Descarga (F. de F.) — Déchargement. — Teaming^ut. 
— Abladen. — A descarga das terras, nos grandes aterros, 
è feita pelo metbodo inglez ou pelo methodo francez. 

Mbthodo inglez. — A terra é IraDsportada em vago- 
netes, sobre via-ferrea. Na ponte do aterro forma-se um 
plano inclinado de i metro» com dormentes, munido de 
para-choque. vagonete, ao chegar ao plano inclinado, 
encontra o para-cboque e automaticamente vira a caixa e 
despeja a terra, 

Methodo francez. — A descarga é feita em cima de nma 
ponte movel de madeira. A ponte tem urna das extremi- 
dades assentada sobre a ponta do aterro, e a outra sobre 
um cavallete, cnja baze é munida de rodetes. Està ponte 
vae avancando na razào do crescimento do aterro. 

Descarrilhamento (E. de F.) — Déraillement, deraiir 
ment. — Gelting off the rails. — ErUgleisung, Entgleisen. — 
Accidente commum nas estradasde ferro; difficil de pre- 
ver-se e tambem de eviter-se. 

descarrilbamento póde ser de resultados funestos ; 
em geral n3o apresenla perigo. ^ 

Sào cansas de descarrilhamento:— rupturas do mate- 
rial rodante, rupturas do material flxo, objectos coUocados 
sobre a linha, etc. 

iNSTRUCgÓES REGULAMENTARES DA E. DE F. CENTRAL DO 
BRAZIL, RELATIVAS A DKSCARRILHAMENTOS : — AO primcirO 

abaio produzido pelo descarrilbamento, o machinista deverà 



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,^_-^:. 



380 DESGARRILHAMENTO 



fechar rapidamente o regulador, e apitar a freios. fo- 
guìsta a portare o freio do tender. 

Estes movimenlos devem ser feilos, por assim dìzer 
instioclìvaroente e sem procurar-se reconhecer o accidente. 

E' dever de ambos procurar diminuir a velocidade da 
machioa e nnnca livrarem^se do perigo, saltando ; devem 
conservar-se am na plataforma e outro no freio, afim de 
evitarem que o tender, subindo sobre a machina, possa 
apanbar-lhes as pemas. 

machinista, tendo às suas ordens o foguista, e o 
pessoal do trem e da linha, é o encarregado da direc(ào 
dos trabalbos necessarios ao encarrilbamento. 

No caso de acbar-se isolada a machina, o machinista 
mandare collocar signaes de parada a dista ncias convinien- 
tes adianle e atraz; quando fór um trem, este cuidado com- 
petirà ao chefe do trem. 

Antes de come^ar os trabalbos para o encarrilba- 
mento, deve machinista estudar a posigSo da locomotiva, 
tender ou wagào e resolver qual a manobra necessaria 
para o prompto encarrilbamento. 

Locomotivas: — As manobras a fazer para levantar urna 
machina, dependem das circumstancias do accidente. 

Deve-se comegar por separar o tender da machina, a 
menos que o primeiro nao tenha Qcado na linha e que a 
machina nào tenha senào um ou dous pares de rodas fora 
dos trilhos e a pequena distancia. Quando fór impossivel 
tirar o jyno de uniào ou fazer recuar o tender, corta-se a 
barra de uniao. Depois desarmam-se as pegas que estorvam 
a manobra, taes comò o limpa-trilhos, tubos de alimenta* 
Qào, etc. 

Separado o tender da machina, o machinista esami- 
nare primeiramente a fornalha. Se a fornalha e os tubos 
nào estiverem sufficientemente cobertos d'agua e se a ma- 



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DESGARRILH^MENTO 281 



china nSo tiver injector, vera se nào ha meio de alimen- 
tar, fazendo funccionar a machina com as rodas motrizes 
snspensas. 

Deverà, segundo a gravìdade do descarrilha mento, 
cobrir o fogo com lerra ou area, ou entao tiral-o. 

No caso em que a machina nào lenha senSo um ou deus 
pares de rodas na area e a pequena distancia dos trilhos, 
e que o tender tenha Scado na linha, o machinista proce- 
derà do seguinte modo : 

Calcara por baixo,comcunhas demadeira,as caixas de 
graia dos 3 eixos, para que as rodas sigam o movimento 
da machina quando se levantar. Calcara tambemporsi as 
caixas dos eixos extremos, para que a flexào das molas nào 
fa(a abaixar a machina de um lado, quando se levantar do 
outro e para nào quebral-as. 

Quando nào ha senào um eixo, o de diante, ou, algumas 
vezes, dedelraz, sahido da linha, colloca m-se um ou dous 
macacos de calraca debaixo da travessa de diante ou de 
detraz ; levanta-se a machina até que os resaltos estejam 
um pouco acima dos trilhos, fazendo-a caminhar para 
estes por meio do parafuso de chamada do macaco de ca- 
traca. 

Quando nào houver macaco de catraca à disposiQào do 
machinista, servir-se-ha dos macacos simples, procedendo 
do seguinte modo : Levantarà a machina com um ou dous 
macacos, inclinaudo-os ligeiramente para o lado em que 
ella deve-se deslocar transversalmente, e empurrarJdo-a la- 
teralmente com um outro macaco.' 

Antes de emprehender-se uma manobra desta natureza, 
deve se calcar com cuidado as caixas de graxa e as rodas 
sobre os trilhos para que nào se desloquem para diante ou 
para traz ; procurar-se-ha assentar os pedaQOs de madeira 
sobre os dormentes da linha, dispondo-os de modo a nào 



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DESGARRILHÀMENTO 



eslorvar quando se tralar de collocar os macacos ou liral-os, 
logo que estiverem do firn de seu percurso. 

Quando a machina estiver um pouco distante, sera 
melbor suspender por meio de macacos as rodas, collocar 
por baixo d'ellas trilbos planos qae repousem sobre os da 
linba e sobre outros postos debaixo e concbegados, lubri- 
fricar as partes que produzem attrito e com macacos levar 
a macbina ao seu estado naturai. 

Se eixo da machina estiver obliquo a linba, sera 
preciso sempre leval-a a urna posigSo parallela antesde por 
OS trìlhos atravessados. 

Todas as vezes que urna machina, tender ou wagào 
descarrilhar deve ser, antes de se por em movimento, com- 
pletamente examinada, afim de certiflcar-se que nada se 
desarranjou ou quebrou ; limpar depois todas as partes 
que tem sido cobertas de area, fazel-a marchar lentamente, 
observando o jogo de todas as pe^as do movimento, e tirar 
da linha todos os materiaes que foram necessarìos aos tra- 
balhos. 

Tender. — Para um tender descarrilhado as pres- 
cripQdes sào as mesmas que para a machina. 

Wagào. — Quando o machinista vir que em um trem 
existe um wagào descarrilhado, deverà apitar a freios, re- 
gular a rapidez da parada, segundo a posigào que o wagào 
occupa no trem e segundo o declive da parte que elle per- 
corre. 

No c?so, por exemplo, em que o wagào descarrilhado 
fór ultimo, deverà parar com a maior promptidào possi- 
vel; a mesma cousa se praticarà em um trem multo leve, 
em que o ultimo wagào esteja com o freio apertado. 

machinista deve ser multo prudente quando o wagào 
descarrilhado estiver no principio ou no meio do trem, 
para os trens de viajantes; sobretudo deve assegurar-se 



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DBSGARRILHAR DESENHO 283 

antes de parar completamente, de que os freios collocados 
atraz eslào bem apertados, afim de evitar que o wagào que 
està fora do trilho, nào seja comprimido violeotameute por 
duas forgas actuando em sentido contrario. 

Depois da parada, o machinista entendendo-se com o 
chefe do trem àcerca das medidas de seguran^a e de soc- 
corro, comegarà a suspeosào do wag9o, procedendo da 
mesma maoeira que para a machina. 

Quando um eixo estiver torcido ou partido, ou quando 
nAo se susliver mais nas bra^adeiras, poder-se-ha muitas 
vezes fazer andar o wagào descarregado, collocando a extre- 
midade avariada sobre um outro wagào, levando o seu car-- 
regamento. Reune-se entào mui solidamente os para-chó- 
ques e as travessas dos dous wagOes. 

Se OS dous eixos estiverem inutilisados, sera enlào 
preciso carregar o estrado com a caixa em um wagào 
plano ». 

Descarrilhar (E. de F.) — Dérailler. — To gel off the 
raiU. — Entgleisen. — Sahir a machina ou o carro fora 
dos trilhos. 

Desengatar (E. de F.) — Décrocher. — To unhook. — 
Abhaken, loshakeriy aushàngen. 

Desenhista (Tech.) — Dminateur. — Draughtsman. — 
Zeichner. 

Desenho (Tech.) — Dessin. — Dramng, drafting. — 
Zeichmmg. — Nos Irabalhos de estrada de ferfo os de- 
senhos constam de: 1% Pianta geral oa escala de 1:4000 
da linha ferrea com indicaQào dos declives e raios de 
curvas, na qual se figure os accidentes do terreno n'uma 
zona de 80 metros de cada lado do eixo da linha 

Nesta pianta se indicam os Umites das propriedades 
territorìaes^ as terras nacionaes devolutas comprehendidas 



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2Si DESENVOLVDfENTO DBSPEZA KILOMETRIGA 

na zona estudada e bem assìm os campos, maltas, pedrei- 
ras, etc. 

2"", Perfil loDgitudìDal na escala de 1:4000 para as dis- 
tancias horizontaes, e na de 1:100 para as verlicaes, com 
iodicagào das cotas dos declives e rampas. 

3% Perfis transversaes na escala de 1:200 dos princi- 
paes pontos e em numero sufficiente para determinar-se o 
movimento de terra. 

4% Planos geraes na escala de 1:200 das principaes 
obras de arte, que tenbam de ser construidas na estrada. 

Desenvolvimento (E. de F.) — Développemenl. — De- 
velopment. — Entwiìdmig, Alwiìdung. — Distancia contada 
sobre a directriz. Entro dous pontos, quanto maior é o de- 
senvolvimento tanto menor é a declividade adoptada. 

Desmonte de pedras (Tech.) — Abalage. — Cutting- 
down. — Steinbrechen. 

Desmoronamento (E. de F.) — E'botdement. — Land- 
slip, — Abrutschung. — Escorrega mento de terra dos ta- 
ludes de córte ou alerro. Geralmenle è motivado por 
acgOes atmospbericas. Ainda sào causas : a inclinacào 
muito forte dos taludes,a natureza das terras,a disposigào 
das camadas, a natureza e a inclinaQào do sólo. 

Despacho livre de objectos importados para uso de 
quasquer emprezas : — A viso de 10 de Outubro de 1872. 

Despeza (Adm. )—Frais, dépeme. — Expensc—Aus- 
gabe, Spesen. 

Desp&a de conservagao (E. de F.) — Frais d'eìUre- 
tien. — Expen$e ofmaintenance, — Unterhaltungskosten. 

Despeza de custeio [Reducgào das — nas estradas de 
ferro do Esiodo],— A\i^o de 22 de Setembro de 1883. Aviso 
de 24 de Novembro de 1884. 

Despeza kilometrica (Adm.) — Dépeme kilomàrique. 
— KUometric expense. — KUometerkosten, 



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DfiSPEZA DO TRAFEGO DESTOGAMENTO 385 

Despeza do trafego, por kilometro de linha. — 
Formula de Culmann : 

K^a + br i- Er -+- Fr -h [e + Kr -^{jr-^xr) Zl ^^ "^ ^'' ^ 
'- -^ ^ — r — r 

N'esta formula a + br representam as despezasgeraes; 
r, a rampa ; Er, a despeza das estacOes ; Fr as despezas 
dos trens ; 

a despeza de tracQào; r a resistencia por tooelada, igual, 
em mèdia, a 6 kilogrammas ; z, o coefficiente de adheren- 
cia igual, em mèdia, a 0,16. 

Si M designar o peso da machina, nM o peso total a 
transportar, e T o peso do trem, -^ indicare o numero 
de trens por anno, e Culmann faz : 

nM _ (r-hr') w 
T ~":f — r— r* 

Para os diversos coefficientes, Culmann calcala os va- 
lores por meio dos dados obtidos no trafego das linhas. 

Deseccar um córte (E. de F.) — Dessécher une tranr 
chée. — To drain a cutting. — Trakenlegung des Einsch- 
vnttes, — [Vide : Drenagem, Valletas, etc] 

Despregar (Consl,) — Déclouer. — To unnq^l — Los- 
nageln. 

Destocamento (E. de E.) — Défrichement. — FeUing^cle- 
aring. — Ausrodung. — Os troncos e raizes encontrados 
no terreno em que se vae assentar um aterro, devem ser 
arrancados completamente, quando o aterro tiver menos 
de um metro de altura ; sondo mais alto, é bastante que 
OS troncos sejam cortados rentes ao sólo. 



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286 



DESVIO 



Um trabalhador gasta 1 bora para destocar utn metro 
quadrado. Està mais ou menos calcQlado que a extracQ3o 
de um tronco de arvore, cojas raizes se deseDvolvam 
por 9"2, gasta 14 horas de servifo de um trabalhador. 

Desvio (E. de F.) — Évitement, vaie d'évUement. — 
Siding, siding-way. — Ausweichegleis. — Linha que està 
ligada a outra pelos extremos, onde tem agulhas, appa- 
relbos de mudanga de via. 

Em todas as esta^Oes ha desvios parallelos i linha prin- 
cipale servindo para dar passagem aos trens que marcham 
em seutido contrario e, tambeoi, para tornar possivel as 
manobras dos mesmos trens. N'um desvio ha sempre as 
agulhas, o coraQào, a curva, a alavaoca de manobra, e os 
contra-trilhos. Ao tratar das agulhas» fallamos em agulha 
recta e agulha curva : agora explicaremos a razao de ser 
d'està differenza : — Si ambas as agulhas forem rectas 
(Fg. 80) nos pontos ef bavera angulos, que difficultarào a 
marcha dos trens. Curva-se eotào a agulha que encosta 
em e e deixa-se a outra recta, porém curvando-se o trilho 
onde ella encosta. raio de curvatura é determiuado pela 
formula indicada à pagina 31. 



^,i 







Fig. 80 — DesTio. 



As curvas dos desvios, nas estagOes onde passam trens 
mui longos, costumam ter raios de 300 metros, quando a 



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DESVIO 387 

bitola da linba é de 1",435; e de 90 e 50 metros, quando 
a bitola desce a 1 metro e a 0",75. 

engenheiro B. Weinscheack determinou as formulas 
que adìante apresentamos, chamando: a, angulo que faz a 
agulba com o trilbo, ao qual se encosta ; a angolo do 
corayào; U comprimento da agulha ; b, metade da bitola da 
linba ; r, raio da curva do desvio ; h, comprimento do trecho 
recto aotes do coragào ; z, somma da largura da cabega do 
trilho e do espago para o rebordo no talào da agulha; 
AC (Fg. 80) abscissa da ponta mathematica do coragào ; 
f=GL==LH=comprimento da tangente da metade da 
curva; AB= abscissa da intersecgào das duas taugenles; 
BL=ordenada d'este ponto;a; e j/ coordenadas dequalquer 
ponto da curva do desvio : 

b — f -f ^ C08. a — h Ben. a 



' 2 Ben. V2 (« — ^) 800- Va (* + ^) ' 



Se valor de r fór achado pequeno de mais, tpraar-se-ha 
menores para a eh. Determinado r, seguem-se : 

f = rtg. Val» — ^); AB = / eoa. a 
BL = f+tseu. a ; AC = AB + ^ sen. a + [t -{• h) cob. a 

Para locar a curva, calcule-se para varios valores de 
a; OS 1/ corrospondentes por: 

^ x(x + 2rBen.a) 1 P jc (jc 4- 2 r aen. aH 

-^^^ HrcoA.a 2rco8. ^L 2 r eoa. a J 

Ck)Dtando-se, porém,as abscissas sobre a tangente HL, 
tem-se : 

-^ 2r ^\2r/ 2r ^ \ 2r / (2 r)» 



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288 DESVIO 

Sendo dado o comprimeDto de AC, segue-se : 

_ (AC + f cotg. a — b cotg. V2 «) 86n. a 
~" l — CO8. (a — a) 

L . i. 1/ f CO8. a — CO8. a 

/r = ^ cotg. Va « ^ ^ • 

sen. a sen. a 

Se A fór achado oegalivo, é necessario diminuirò 
valor de AC. 

Sendo duas vias parallelas e d a distancia de seus eixos 
tem-se (6g. 80) : 

sen. a 
AP = 2 AB + LL' C08. a 
CD = AF — 2 AC = i cotg. a — 2 ^ cotg. Va «• 

Havendo pouco espa(o, estarà dado AF; h sera nullo 
e aogulo JSG=a — a é geralmeole menor do que o an- 
gulo formado em S com SO e urna linba passando por S e 
normal sobre HH', de maneira que a curva passa além da 
ponte do coracào. Neste caso tem-se : 

b — ^ -^ b COS. g Q_ 

""^ sen. Va (* — à) sen. Va (« 4- <») ~" S * 

Introduzindo-se as grandezas auxiliares : 

A = (J — 2 f ) COS. a — AF sen. a 
• B = (i — 2 f ) sen. a + AF cos. a 

B 

tem-se : 

cos.(y-S)=y/^Y> HH' = 2rtg.(9-5) 

r = r tg. Va 5 ; AB = f cos. a 
AC = AB -h ^ sen. a + r cos. a ; BL = f + ^ sen. a. 



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DESVJO MORTO DIARIO DE SERMQO m 

No caso ero que o desvio i esquerda nSo exista, póde- 
se escolher raio da curva, por exemplo = /; o angulo 
centrai da inesma é= «, tem-se : 

t = r' tg. -—- a; LB' =^ 

^ 2 sen. a 

1F= AB + *' -H ((^ -BL)cotg. a; HH' =LL' — (^ + O- 

No Manud do engenheiro de 6$tradm de ferro, do eage- 
Dbeiro WeiQgabenck, ainda se eocontram muitas outras 
formulai interessanles sobre diver^ps caso» particulares 
de desvios, 

DesYio morto (E. de F.) — Voie en cul-de-^ac. — 
Todtes Gdeis. — ^ Communica-se com a liaha principal 
apenas por um iado. Serve para receber carros, vagSes^etc. 

DÌ9g^onal ou mio frauceza (Const,) — Aisselier. — 
Struty brace. — Franzosische Strebe. — Pega de raadeira 
que fortifica a emenda de duas outras peQas. Empregada 
DOS madeiramentoSy etc. 

Diagramma do indioador (Mach.) — Courbe de l'in-- 
dieateur. — Diagram of indicalor. — Schema de» Indica- 
tors. — Representacào graphica do modo pelo qual a 
gayéta distribue o vapor, emquanto se dà o curso do embolo. 
E' tra9ado pelo indicador de Watt. Dà a pressào do vapor 
sobre o embolo em qualquer pouto do seu curso. Mostra o 
avanzo da gavéta e o ponto em que està córta a entrada do 
vapor para o cylindro. ^ 

Diamante de vidraceirq (Ferr.) — DiamarU. — Wri- 
tind diamond. — Glaserdiamant. 

Diario de servigo (E. de F.) -^ Cada residencia de es- 
trada de ferro em construcgào deve ter um livro denomi- 
nado Diario de servigo, numerado e rqbricado pelo enge- 
nheiro pbefe. 

Diooioxuuio 19 



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290 DIFFERENgA DE NIVEL DILATACAO DOS TRILHOS 

engenheiro resideale no diario lancarà todos os dias 
asseguiutesnotas: Eslado da atmosphcra. Trechos da linha 
onde se trabalhou. Numero de trabalhadores e operarios 
presenles em cada especie de obra. Andamento do sor- 
vico, etc. 

Differenga de nivel (Tech.) — Difference de niveau. — 
Difference in eleoation. — Hòhenunterschied. — Entre dous 
pontos, è obtida por melo do nivelamenlo. 

DilatagSo (Tech.) — Dilatation. — DUaMion. — Àus- 
dehmmg. — A dilatagao ou conlracoào de urna barra pris- 
matica, para urna variacao de temperatura de t gràos, é: 
P=atSE. 

Sondo: P a for^a ; a, coefficiente de dilalacào ; E, 
modulo de elaslicidade; S, sec^do da barra. 

DlIata<}ào de algans eorpos entre 0* e 100<» (Wurtz) 



Nomea dos oorpoa 


Dilatasse 


Nomee dos eorpos 


Dilatasse 


* 0.0000 

A50 11500 

Aco temnerado ' 1 92.^0 


Granito • 


• 0.0000 

08625 
17182 
10720 
04260 
05502 
04928 
08969 
03520 
29680 


Latao 


Bronzo . . 

Chnmbo 


18492 
28484 
17182 
21780 


Marmore branco 

Marmore preto 

Tijolo ordinario 

Tiiolo dnro . . • . • 


Cobre vermelho 

Estanho 


Ferro 


11821 
11100 
14010 


Vidro em tubos 

Pìnho 


Ferro fandido 

Gesso 


Zinco • 


1 




* Poe-se 0.0000 antes de cada namero da colamna; assim para o a^o, lé-se . 000011600. 



DilataQ9o dos trilhos. — Os efifeitos da dilatagào dos 
trilhos sào evitados, dei\ando-se certa folga (O'",001 a 
0",006) entre as ponlas dos mesmos trilhos. Nào haveodo a 
folga necessaria, a linha fica deformada.— [Vide : Trilhos]. 



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DIRBCTORIA DE UMA COMPANHIA DIRETTOS 291 

Directoria de urna companhia (Àdm.) — Direction 
d^une compagnie. — Direction ofa company, board ofa. — 
Direccion einer GesdUchaft. 

Directores [AltribuigOes dos — das estradas de ferro 
do Estado.] — E' da exclusiva competencia do director: 

§ 1*, A direcgSo goral de todos os servi^os. § 2% A no- 
mea^o de todos os empregados da estrada, que nào com- 
petir ao governo. § 3°, A organizagào ou approva^ào dos 
regulamentos e instruccOes para os diversos servi^os da 
estrada. § 4% A organiza^ào das condicdes geraes, especiQ^ 
cagOes e tabellas de pregos para as obras, fornecimentos e 
quaesguer trabalhos. § 5"", A autorizacdo das despezas 
dentro dos creditos destinados aos àervi^s a seu cargo. 
§ 6% A interprelacào das tarifas e as provìdencias relativas 
ao desenvolvimenlo da renda da estrada. § T^ A decisSo 
das reclamacdes concernentes ao servilo da estrada. § 8% A 
celebralo de contratos deservigos, eessdes, fornecimentos 
e ajuste com particulares. § 9\ A celebracào de contratos 
OQ ajnstes com as companhias e emprezas de transportes, 
para o estabelecimento de trafego mutuo, uso commum de 
estagOes, permutas e outros. § 10, A imposiQào de penas 
aos empregados, de conformidade com as disposigOes deste 
regulamento. § 11, A adopgào de quaesquer medidas ten-* 
dentes à disciplina, seguranca, economia e desenvolvi* 
mento do trafego da estrada. 

Directriz (E.de F.) — Directricey axe. — Directrix. — 
Richtung. — Na exploragao, a directriz é a linhaYormada 
pelos alinhamentos rectos, que se ligam dous a deus pelos 
extremos. 

Direitos [IsencSo de—]* —Lei n. 2237 de 3 de Maio de 
1873. Aviso de 3 de Dezembro de 1869. Aviso de 22 de Ou- 
tubro de 1872. Circular de 17 de Abril de 1871. Circular de 
30 de Marco de 1875. Circular de 3 de Novembro de 1880. 



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m DISCO DISCO DA VALVULÀ 

Sobre este assumpto eis o quo se encontra no § 4% da 
1" da^ oku^plas 4 que se refdre decreto n. 7759 de 
29 de Dezembro de 1880 : 

a governo concede : Isen^^o de direitoi de imporla- 
Qào sobre os triihos, naachinas, instrumentos e mais 
objeclos destinados & conslruccào (da estrada de ferro), 
bem comò 9obre carv&o de pedra indispensavel para as 
ofQcinas e cpsteio da estrada. 

a Està ìsengào nfio se farà effecliva emquanto a com* 
panhìa nào apresentar no thesouro nacional, qii na the^ 
souraria de fazenda da provincia, a reia^ào dos sobreditos 
objectos, especificada a respeclìva quantidade e qualidade, 
que aquellas reparticOes flxarem annualmente conforme 
as ìnstruccOes do mipisterio da fazenda. 

«Gessare p favor, Qcando a companhia sujeila & res- 
tituito dos direitos que teria de pagar, e a multa do dobro 
d'esses direitos, imposta pelo ministerio da agricultura» 
commercio e obras publicas, ou pelo da fazenda, se provar 
que ella alienou, por qualquer titulo, objectos importados, 
Sem que precedesse licenza d*aquelles ministerios, ou da 
presidencia da provincia, e pagamento dos respectivos di** 
reitos ». 

Disco (E. de F. ) — Disqm. — Disc. — SigmUcheibe. 

— Signal avan^ado nas estagdes de estrada de ferro. Com- 
pòe-se de um poste de madeìra ou ferro, tendo na parte su- 
perior urna peoa em fórma circular,collocada verticalmente. 

Os éìscos sào assentados fora das agulhas e servem 
para avisar aos machinistas se a llnha està ou nào livre. 
A' noile, para os discos serem vistos, ha pharóes brancos e 
encarnados ; os prlmeiros indicam — via livre, os ultimos 

— via empedida.^- [Vide : Signal]. 

Disco da ¥al¥ula (Mach.) — Siège de la soupape. -^ 
Valve sealing. — VeniiUcheile. 



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DISCO DO PARA^floeuÈ — DifltlufltngXo m 

Diico do para-choque (E. de P.)— Disque du tampon. 

— Buffer disc. — Puff&rscheibe. — [Vide: Para-choque]. 

Dìstribui$Bo (Much.) — IHstriftttìion* — Stóam distri- 
bution. — Dampfverteilung. — Operacao que determina 6 
regularisa a eotrada e a siahida do vapor nos cylìndros. 

vapor entra» acluando alternativamente sobre tima e 
outra face do embolo ; e sae, depois de produzir o desejado 
movimento. — [Vide : Abertwas do espelho]. 

Està operaQào é executada pelo apparelko de distribuii 
fào^ que foi inventado por Slephensoo, e compOe-se daS 
seguioles pe^as : ei\o •— excentrìco — celiar do excen- 
Irico — barra do excentrico interna — barra do excentrico 
externa —quadrante da dlstrìbuigao ou corredica — stìs- 
pensào do quadrante — gale — suspensorio do quadrante 

— mani velia do contrabalango — supporto do òootraba-* 
lango — barra da marcha — manivella de oscillagfio do 
quadrante— mancai da oscillagao do quadrante— baste da 
valvula . — [Vide : Stephemon] . 

Hoje, além da distribuigào de Stephemon, ha tambem ad 
de Goocbi de Àllan, etc. 

Proporcòes mèdias das ditribulcOes : — excentrlcidade 
0-,050 a 0",080; cobro exterior 0",015 a 0'",030 ; cobro 
interior a 0",010 ; angulo de avanco da gavéta 10" a 35\ 

Nas de Stephenson e Gooch, a corredila è em arco de 
circulo ; na de Allan é rectilinea. 

N'esta ultima a varìaQào do avanzo é menor. raio de 
curvatura da corredila de Stephenson é igual ao^ompri^ 
mento da barra do eccentrico ; na corredioa de Goocb, esse 
raio tem comprimento igual ao da baste da gavéta. 

RefefindO'se aos apparelbod de diisiribuioào emprega- 
dos nas locómotivas, o engenheiro Gustavo da Silvéira, 
escreveu o seguinte : « A preferencla dada ao syslema de 
Stephenson provém do encurtamento da distancia entro o 



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204 distribuiqAo das logomotivas 

centro de osciilaQào da gavéta e o eixo dos excentricos, 
proprìedade està que permitte trabalbar com barras de ex- 
centrico muito curtas ; o que é sempre vantajoso e em 
certos casos indispensa vel, em consequencia do pequeno 
espa^o livre entre os cylindros e o eixo das rodas motrizes. 

a Eotretanto este systema de distribuigào offerece sérias 
difQcaldades de construcQào por causa da fórma da corre- 
dila, que é um arco de circulo, tendo para raio o com« 
prìmento das barras do excenlrico, e a execucSo de pegas 
curvas de grande raio é extremamente difQcil. Àlém disto 
este systema apresenla um outro inconveniente que» em- 
l)ora nào tenha a importancia que Ibe atlribuem alguDS 
coDStructores, nào deixa de prejudiear a bòa utilisaQào do 
vapor. Elle consiste na desigualdade dos avanoos lineares 
da gavéta para os differentes gràos de distensSo, que se 
traduz em perda de trabalho motor pela compressào. 

«K verdade que este inconveniente póde ser facilmente 
removido com o emprego de aogulos de avaugo desiguaes ; 
mas, entao, se o avanzo linear tornar-se quasi constante 
para a marcha para diante, a marcha para traz se faz em 
pessimas condigdes, porque n'esse caso a varia^ào do 
avan(;o é ainda maior n'esse sentido. 

« systema de Àllan faz desapparecer até certo ponto 
estes inconvenientes. 

a Combinando a eleva^ào da corrediga com o abaixa- 
mento simultaneo do ponto de articulagSo da barra de 
tracgSo, ^Ue permitte o emprego de uma corredila recta e 
dà avan^os quasi constantes, porém desiguaes, para os dous 
sentidos da marcha. 

a A escolha judiciosa dos differentes elementos da dis- 
tribuiQào : excentricidade, angulos de avanzo, relaQào 
dos braQos da alavanca da suspensSo, etc., permitte redu- 
zir ao minimo a variagào do avanzo para os differentes 



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DISTRIBUigìO DE STEPHENSON DIYISAS DE TERRENO 2g5 

gràos da distensào e para os dous sentidos da marcha. 

« Assim, debaixo d'esles dous pontos de vista, o sys- 
lema de Allan apresenta urna superioridade incontestavel 
sobre o de Stephensou ; mas em absoluto nào se póde 
dar preferencia àquelle syslema, porque ao lado d'essas 
vantagens està o inconveoiente de exigìr urna barra de 
tracQào muilo longa, o que traz corno consequencia o 
afastamenlo do centro de oscillagào da gavéta do eixo dos 
excentrlcos». 

DistribuigSo das locomotivas. — RelacOes approxi- 
madas : 

Angolo de avango = 80 gràos 

Ayao^o linear das gavétas = 0,018 d 

Cobro interior das gaì^ètas = 0,012 d 

Cobro exterior das gavètas • . . . «= 0,065 d 

Diametro dos ezcentricos =0,16 d 

( Belalo do coroprì- 

Abertara de admissao < mento para a altnia =6,91 

( Sec0o = 0,000182 P 

^Belafào da largura 

Abertura de escapamento l para a altura = 8,66 

(Sec^So =0,000287P 

ÌComprimento = 0,08 |/^P 

Largura =0,04^^P 

Superficie. ....... = 0,0012 P 

Sondo : d, diametro do cylindro a vapor e F, superfi- 
cie total de aquecimento. 

DistrìbuigSo de Stepbenson (Locom.) — Coulisse de 
Slephenson. — Doublé eccentric. — Stephemon's Coulisse. — 
E' a mais adoptada nas locomotivas americanaseinglezas. 

DeYidendo { Adm. ) — Dividende, — Dividend. — 
Dividende. 

Divisas de terreno (E. de F.) — Regulamenlo do go- 
verno : art. 5% Nas divisas de terreno occupado por urna es- 
trada de ferro ninguem podere edificar senào muro ou pa- 



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DOBftADI^A --- ftOftMÈOTE 



Tede sem porta ou janeUa ; deimr beirada de telhado para a 
parte da estrada de ferro ; nem correr para e$ta as aguas 
plwmen que cahirem sobre o mesmo telhado ». 

DobradiQA (Tech.) *— Chamière. — Tufning joird. — 
Anget, 

Dorica (Arch .) — Dorique — Doric. — Dorisch . — [Vide : 
Ordem architectonicas]. 

Dormènte (E. de F.) — Tramrse. — Sleeper. — M- 
wellen. — Pega de madeira ou ferro que serve de supporle 
eoa trilhos. Os dormenles sào assenlados sobre a plataforma 
da estrada, seguudo a normal ao eixo da lìnha, nos alinha- 
mentos rectos, e, segando a direccào do raio, nas curvas. 

Na Inglaterra, os mais exagerados dormentes lem as 
seguintes dimensOes : 3" x 0".30xO'",15. 

Na Foranea, chegam a ter S^JSxO'-.aOxO-^ie. 

Na Belgica, lem 2",70x 0",24 X 0",14; e na Prus- 
sia, 2"30 X o-.a? X 0»,18. 

Gstas ditneusOes referem-se a dormentes de bitola larga. 
As madeiras geralmente empregadas sào o pioho e o 
cartalbo^ que recebem preparagdes antisepticas. 

Nbs Estados Unidos, os dormentes repulados de 
1* classe tém para altura 0",15a 0",17,para largura 0*,20 
a 0",27 e para comprimenlo 2", 40 a 2",60, nas linhas de 
1",435 de bitola, e 2-,60 a 2",70 nas linhas de 1",525 de 
bitola. Nas linhas de 0^^,90 de bitola, o comprimenlo é 
de 1",80. 

Nas fias ferreas brazileiras os dormentes sào quasi 
sempre de secQ<1o reclangular. Na Europa, para se aprovei- 
tar a madeira, empregam-se dormenles de secgOes — re- 
ctangular, circular, semi-circular, trapesoidial, etc. 

A face do dormente que assenta no laslro deve ser 
plana ; e a face superior, nos pontos em que recebe a sa^ 
pata do trilho ou a almofada, deve ser achatada. 



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D0AME9rr£ 297 



lastre é soccado dpenas nas extremidades do dor^ 
mente^sob as porcòes em gue assentam os trilhos. A sócca 
no meio torna o dormente bambo. 







Fig. 81 ~ Yarias Bec^Zea de dormenies de madeira. 

Sob a oarga de 13 T> o dormente exerco sobreo lastre 
urna pressào, por centimetro quadrado, de 2 kllogrammas. 
Està pressào eleva-se aie mesmo a 5 kilogrammas quando 
a sócca do lastro é mal fella. 



Madeiras do BnuU proprias para dormentes 

Sao de 1^ classe as segointes: 

Aderno Astronium-commune 

Cangerana Cabralea-cangerana 

Canella capitào-mór Nectandra^myriantha 

Canella preta Nectandra^mollis 

Garaóoa parda Melanoxylon»brauna 

Jacarandà-tan Machcerium-incorruptibile 

Ipè-tabaco i Tecoma-insignis 

Oleo vermelho MyTOspermum»erythréxilon . 

Pinna 

Sapucaia LecythiS'grandiflofh 

Sobrazil ErythroxUon-aureolatum 

Sacupira Rowdichia'virgililoides 

Tapinhoaa Sylvia-navalis 



Em 2^ classe — estao qualificadas as que seguem : 

Angelini pedra Andira sp, 

Angelini amargoso A ndira-v ermi fugo 



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206 DORMENTE 



Araribi rosa Centrotrolobium-robustum 

Arco de pipa . ErythroxUon'Utilissimum 

Cabicma. Dalbergia-nigra 

Catocahen Rhopala-^dulis 

Canella parda Nectandra-spectahilis 

GrosBahy azeite Moldenhavera-floribunda 

Modtabyba Zollernia-spectabilis 

Oity Moquilea-tormentosa 

Urncorana Hieronima'alchronioides 

Finalmente, em 8a classe, encontram-se : 

Oanell^ amarella Nectandra'tiitidula 

Canella sassafras Mespilodaphne-sassa/ras 

Grapiapunha Apulea-prcecore 

Goarabù Peltogyne-macrocarpus 

Mangal6 . . Pedraltea'etythrinefollia 

Massarandnba Mimusops-ellata 

Merìndiba Terminalia-merindiba 

Oleojataby Hymenea'mirabiUis 

Peroba rosa Aspidosperma'peroba 

Duralo media dos dormentes nas prinelpaes estradas 
de ferro do Brazil 

Batorìté 6 annos 

Prolongamento Pemambaco 4 „ 

Prolongamento Bahia 5 „ 

CentraldoBraxa ! v!"!' '?*, 1 " 

( bitola estreita 4 „ 

Taqoary a Caoeqoi 5 „ 

Becife ao S. Francisco 8 ,, 

Limoeiro 6 „ 

Central d'Alagòas 4 „ 

Bahia ao 8. Francisco 7 „ 

Central da Bahia 5 „ 

S. Paolo e Eio Janeiro 6 „ 

Santos a Jandiahj 5 „ 

Bio Grande a Bagé . ... 4 „ 



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DORMENTE 



200 



Bimensllfes dot dormentes, eie., nas prlnelpaes tIas ferreas 
brazileiras 



ESTBÀDAS DE FERRO 



Dimensdes dos 


dormentes 


comp. 


larg. 


altara 


2*00 


o"l8 


0*14 


2 00 


0.16 


0.12 


2.00 


0.16 


0.12 


1 80 


0.16 


0.12 


2.66 


0.20 


0.14 


1.86 


0.18 


0.14 


1.70 


0.20 


0.12 


1.86 


0.20 


0.12 


2.60 


24 


0.12 


2.00 


0.28 


0.12 


1.80 


0.16 


0.14 


2.00 


0.20 


0.14 


2.00 


0.20 


0.16 


1.80 


0.20 


0.14 


2.00 


0.20 


0.16 


2.90 


0.27 


0.16 


2.00 


0.18 


0.16 


1.70 


0.18 


0.14 


2.00 


0.20 


0.11 


2.00 


0.14 


G.12 


2.00 


0.20 


0.16 


1.86 


0.28 


0.11 


1.87 


0.17 


0.18 


1.90 


0.20 


0.14 


2.00 


0.16 


0.14 



I 

è 

d 
H 



li 



Baturitó 

Prolongamento de Pernambaco 

Camarù 

Prolongamento da Bahia. . . 

^ ^ , ^ « .,(bitola larga. 
Central do Brazil^.^ , ^ .^ 
(bitolaeetreita 

Taqoary a Caceqai 

Conde d'Eu 

Beeife ao S. Prancisco {a).. 

Limoeiro 

Centrai d'AlagOas 

Central da Bahia 

Carangola. 

Rio e Minas 

S. Paulo e Rio de Janeiro 

SantoB a Jondiahy (a) 

Mogyana 

Rio Grande a Bagé 

Santo Amaro 

Nazareth 

Borocabana 

S. Leopoldo 

Valenciana 

Macahé e Campos 

Rio Claro 

(a) mUU larga. 



0.83 
0.83 
0.88 
0.83 
0.80 
0.80 
0.86 
0.90 
0.90 
0.90 
. • . • 
0.86 
0.76 
0.90 
0.80 
0.82 
0.76 
0.83 

0.66 
0.80 
0.76 



0.86 



T 

28.0 
86.0 
86.0 
26.0 
101.6 
27.0 
22.0 
21.1 
66.9 
38.6 
22.0 
80.0 
27.0 
28.0 
28.0 
62.0 
24.0 
88.1 
26.6 
9.0 



28 
18.0 



Nas condicdes para fornecimento de dormentes, convém 
levar maito em conia o seguiate : as madeiras escolhidas 



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800 DORMENTES (DesLOCAMEifTO Dos—) 

serao ds repulddas de primeira qualldade. Os dorinetttes 
devem ser : — rectos, bem serrados, tirados do cerne das 
arvores, e isemptos dos deffeitos conhecidos pelas denomi- 
na^oes : — nós cariados, fendas, ventos, brócas, etc. 

Os dormentes recebidos durante a construc^eio de urna 
via ferrea devem ser convenientemeote empilhados e abri- 
gados em ranchos, atéque se proceda ao assentamento da 
linha. Expostos às iotemperies,estragam-se com facilidade, 
racbam e nào recebem bòa pregagào. E' costume serem os 
dormentes, depois de recebidos, marcados com as iniciaes 
da estrada. 

Dormentes [Deslocamento dos — ] (E. deF.) — W- 
placement des traverses. — Nas curvas de pequeno raìo os 
dormenles, algumas vezes» tendem a se deslocar. Quando 
esle facto se observa, é costume escoral-os por meio de 
estacas cravadas externamente, junto de suas eitremida- 
des> e augmentar o numero de grampos. 

Occasiona, o deslocamento, nao serem os trllhos cut- 
vados convenientemente ; a elaslicidade procura tornal-os 
rectos. 

Em varias estradas de ferro o proprio lastro serve Aé 
escóra aos dormentes.Citemos oseguinte trecho deCoacbe: 

«Dans les courbes de 114 niótresdu chemim de Sleier- 
dorf, on a eu recours à un autre moyen. C'est la butée du 
ballast lui méme qu'on a cherché à opposer plus complé- 
tement a la poussée des mentonnets ; dans ce but, les troìs 
traverses* du milieu, sur les sept qui supporlenl chaque 
rail sont boulonnées sur une longrine inférieure, placée 
suivanl Taxe de la voie, et qui ne peut se déplacer sans 
refouier le ballast par Tune de ses faces latérales. y^ 

Dormentes [Carbonìsacao superficial dos—] (E. de F.) 
— Flambage des traverses. — Processo usado por algumas 
vias ferreas da Europa para preservar os dormentes contra 



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DORMENTE m EBQUADdlA - 



DORMENTE DE FERRO 



SOt 



as causas exteriores de apodrecimento. A companhìa d'Or- 
léans (Franca) faz este serviQo com apparelhos apropria- 
dos de Hugon ede Ravazé; e lem carbonjsado as superficies 
de cerca de um milhào de dormentes. 

Dormènte de esquadria (E. de F.) ~ Travene équar- 
rie. — Sqmre sleeper. — Schwelle im quadrai. 

Dormente de ferro (E. de F.) — • Traverse en fer. — 
Iron sleeper. — Eisenqrier schwelle. — Ainda nào recebeu 
deQnitiva applicagào. Exislem diversos systemas. Entre 
OS mais empregados, estào o de Post e o de Vauihe- 
rin. 

Na figura 82 ha urna sec^ào longitudinal do dormente 
Posi, coni dous trilhos assentados, e urna sec^ào de 
junla de um d'esses dormentes, munido o trilho de taias 
de junc^So e flxado ao dormente por parafusos e porcas. 




Fìg. 82 « Yarios typos 4o dormentes de ferro. 

Damos tambem o desenho de um trilho assentado 
sobre os dormentes Vautherin. Este typo é urna especie de 
coche invertido, corno em geralsào quasi todos. 

A figura tambem traz varias secgóes de dormentes 
muilo usados nas vias ferreas da Europa. 



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302 DORMENTE DE JUNTA DRAGA 

No Brazil ainda nào forani empregados dormentes 
de ferro. Tivemos na estrada de ferro de Mauà supportes 
de ferro isolados ; e ainda os ha na 1' secgào da estrada 
de ferro de Sanlos a Jundiahy. 

Entre os typos de dormentes de ferro espalhados na 
Europa, sào dignos de nota os seguintes: Berg e Marche^ 
Harmanfiy Heindl, Webb^ Severac, Bernard^ Paulel e Lava- 
lette, etc. 

Os dormentes de ferro téin side até hoje usados so- 
mente com o Irilho Yignole. Às dimensOes variam entre 
2",2 a 2",6 de comprimenlo, 0-,24 a O',30 de largura 
na base, 0',05 a 0", 10 de altura. Pesam de 45 a 50 kilo- 
grammas. Tambem ha dormentes de a^, iguaes aos de 
ferro. 

Dormente de junta (E. de F.) — Travene dejoint. — 
JoirU Aeeper. — Slosschwelle. 

Dormente intermediario (E. de F.) — Traverse inter- 
médiaire. — Intermediate sleeper. — Zuvischenschwdle. 

Dormente redondo (E. de F.) — Ronditi de voie. — 
Round sleeper. — Rundschwelle. 

Dormente de 8ecg9o simì-circular (E. de F.) — Tra-* 
verse demi ronde. — Half-round sleeper. — Halbrundsch- 
ivelle. 

Dormente de escada (Const.) — Limon d'escalier. — 
Notch board. — Treppenbaum. — [Vide : Escada]. 

Dosagem das argamassas (Const.) — Dosage des mor- 
tiers. — Vroportion of ingredients for mortar. — MórteU 
dosirung, — [Vide : Argamassa]. 

Doucina ( Arch. ) — Domina. — Cyma^eda. — Ho- 
hekehle. — Muldura archìtec tonica. 

Draga (Const.) — Drague. — Drague. — Baggermas- 
chine. — Apparelho deslinado é limpeza e à escavalo dos 
fundos dos rios^ lagos, mar, etc. 



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DRAGAGBM DRENAGEM DI PLATAFORMA 303 



Dragagem (Const.) — Dragage. — Dredger. — Bagge- 
rung. 

Drenagem (Consl.) — Drainage. — Drainage, — Dre- 
nirung. — Para que as raizes dos vegetaes nào obsiruam 
OS tubos de dronagero, empregam-se os seguiotes meios : 
1% Eovolvem-se as juntas dos lubos com algas maritimas. 
2% Cobrem-se esses lubos coni escórias de carvao de pedra. 
3°, Envolvem-se os tubos com ciiizas de carvao de pedra. 

Estes meios sào usados nas estradas de ferro da Alle- 
mauha. 

Drenagem da plataforma (E. de F.) — Drainage de la 
piata-forme. — Nos cortes nera sempre as valletas lateraes 
garantem o deseccamento da plataforma da linha ; ha cir- 
camstaDcias que exigem completa drenagem. 

exemplo mais nota ve! de córte drenado nas nossas 
estradas de ferro é o da garganta do Joào Àyres, lilstrada 
de Ferro Central do Brazil, serra da Mautiqueira. 

Na escavagào encontrou-se vaza ; construiram-se duas 
fortes muralhas de pedra de 360" x 3* x 7" na maxima 
altura, parailelas e dentro do córte, acompanhadas de val- 
letas de alvenaria de predra e cimento. 

A plataforma foi deseccada por um dreno, segando o 
eixo da linha, nm pouco abaixo donivel desta, e tendo 
473",4e0-,6x0",6. 

As drenagens de cortes mais notaveis, segundo Con- 
che, sào : Córto Montégu (E. de F. de Paris a Strasbourg, 
K. 356). Comprimento do dreno : 240 metros. Cifcle La- 
neuville (mesma E. de F., K. 358,9). Comprimento do 
dreno 300 metros. Córte Saint Phlin, (mesma E. de F.) 
dous trechos : um de 441 metros e outro de 418 metros 
de comprimento. Duas fìias de drenos. Córte Marainviller : 
659 metros scudo, 202 metros com uma Aia de drenos e 
457 metros com duas. 



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304 DRENAGEM A POSTERIORI DUPLA VIA 



Srenagem a posteriori de M. Iialanne. (G. daP.) — 

Oppermann em seu Traile compiei des chemim de fer éco^ 
nomiques, sobre este assumpto, insera a segointa nolicia : 
ìk Au chemia de Blesmes a Gray, on a applique ui) nou- 
veau système da drainage qui avait été iodiqué par 
M» Lalanne, ingénieur eo chef, direclaur des travauK au 
cbamin de fer de Voue$t (Suisse). 

Ce système de drainage consiste à percer le talus de 
trous faits avac une tarière^et a y enfoncer une file de drains 
de O^.OS à 0'",05 enQlés sur une perche en bois, que Ton 
relire ensuite avec précautìont en laissant la file de drains 
dans le trou. Pour que ce cbapelet de drains ne se dislo- 
qoe pas, les manchoqsqui garnisseut les joints soni réliés 
entro eux par un fil de fer Qxé mx drains et aui man- 
cbons extrémes» et simplesnoent enroulé sur les manchons 
interroédialres », 

Dreno ou draiu (Coust.) — Drain.— Brain. — Trocken- 
rohre, dren.^ Canallete subterraneo, cheio de pedras, eie. 

Dualina (Tech.) — Dwdine, — Dualine. — Dualin. — » 
Esplosivo menos forte que a dynamile ; compOe-se de : 

NitroglyceriDa 50 */o 

Sftlitre 20 

Serriigem (tratad» por acidos diloidos e por 

solarlo de hydrato de sodio) , 80 

100 

Dupla oabega [do Irilho do systema ^Fell] (E. deP.) 
— Douìkle champignon. — Doublé headed. — Doppelkòpfige 
Schiene. 

Dupla tracQio (E. de F.) — Emprego de duas loco- 
motivas para mover um trem. Usada sómente em casos 
extraordinarios. 

Dupla via (E. de F.) — Doublé vote. — Doublé line. — 
DoppeUinie. 



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DUPLO T DYNAMTTE 305 

Duplo T (Const.) — Doublé T. — Doublé T. — Doppel 
T. — [Vide: Ferro duplo T]. 

Durometro ( E. de F. ) — Durómètre. — Apparelho 
destinado a medir com precisào a dureza das cabegas dos 
trilhos. 

principio em que se baséa consiste, segando Conche 
« ... à comparer les quanti lés dont un foret à doublé Iran- 
chant de 0^,010, chargé d'un poids Constant (10 kilog.), 
pénètre après un méme nombre de tours (50) dans la cróule 
du rail à essayer et dans une lame d'acier fondu lamine 
prise par étalon ». 

Duty. — Expressào empregada pelos engenheiros in- 
glezes. Designa o trabalho de urna machina, em pés4ibras 
por libra de carvào consumido 

dtrfj/das machinas mais perfeitas regula serde200.000 
a 700:000 pés- libras ; mais ou menos de 60:000 a 210:000 
kilogrammetros por 1 kilogramma de carvào. 

Dynamite (Tech.) — Dynamite. — Dynamile. — Dina- 
mite. — Esplosivo empregado na arrebentagào de rochas. 

A dynamite é encontrada no mercado em cartuxos 
cylindricos, de papel consistente ou pergaminho, pesando 
cada um cerca de 200 grammas, e tendo para diametro 
0",025 a 0-,030 e para compriraento 0^,100 a 0",120. 

Ha diversas especies de dynamite, a saber : 

Dynamite Boghead. — Entra a nitroglycerina na razao 
de 60 a 62 V^ ; e o absorvente empregado é a cinza. E' de 
base inerte. 

Dynamite branca. — Entra^ a nitroglycerina na razào 
de 70 a 75 7o ; o absorvenle é a terra silicosa. E' de base 
inerte. 

Dynamite Chevalier. — E' de base inerte. Comp5e-se 
de 70 Vo de nitroglycerina e de 30 7o de carbonato de 
magnesia. 

Diooionario. SO 



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306 DYNÀMOMETRO 



Dynamite da colonia. — CompOe-se de 30 a 35 y^ de 
nitroglycerina e de 60 a 65 7o de polvora de mioa. E' 
cinco cu seis vezes mais energica que a polvora ; toma-se 
porém mais dispendiosa. 

Dynamite de trauzl. — Composigao : 

Nitroglycerina 73 % 

Algodào polTora 25 % 

Carvao 2% 

E' de base activa. Detona em contacio com a agua. 
Dynamite nobel. — Ha tres especies, que sào conhe- 
cidas pelos ns. 1, 2 e 3. 

^ . - j , ( Nitroglycerina 75 a 77 % 

CompoBicaodan. 1 T,.,. ^ "^ ^^ ^^', 

^ ^ (Silica 25a23% 

( Nitroglycerina 60 % 

Composito da n. 2.. . . . . .< Silica 10% 

( P<5 de madeira e salitre 40 % 

( Nitroglycerina 35 % 

Composigao da n. 3 < Carv5o 6% 

f Azotato eoo/o 

As de ns. 1 e S sao de base inerte, a de n. 3 é de base 
activa. 

Dynamite gomma. — Tambem invenlada por Nobel. 
Nitroglycerina absorvida por algoddo polvora. E' o mais 
energico dos explosivos industrìaes. 

Dynamite vermelha. — Entra a nitroglycerina na razào 
de 66 a 68 7o ; o absorvente é o tripoli. E* de base 
inerte. 

Dynamometro (Tech.) — Dynamomètre. — Dynamo- 
meter. — Krdflemesscr, Dynamomeler. — Geralmente se 
emprega para medir a for^a de traccào das locomotivas o 
dynamometro indicador de Watt. 



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EBULUgiO EIXO DE RODA 307 



E 



EbuUigSo (Tech.) — Ébullition. — Ebullitiorif boiling. 

— Kochen, Sieden. — A temperatura de ebulli^ào da agua 
é de 100* cenligrados ou 212° Fahrenheit. 

Edificio (Arch.) — BdlimenL — Building. — Gebàude, 
Bauwerk. — Nas estradas de ferro a conservagào dos edi- 
flcios està a cargo da via-permanente. 

Um edificio para ser bem conservado deve : receber 
franca venlilaQào, escoar facilmente as aguas pluviaes, ter 
prompta substituicào das pegas avariadas, ter a pintura 
renovada de tempos a lempos, possuir paredes perfeila- 
mente embo(;adas, nào apresentar gotteiras no telhado, 
estar com o soalho isenìpto de buracos e saliencias, estar 
com as vjdragas sempre limpas, manter as fechaduras, 
trincos, dobradigas, ferrolhos, etc, era bom funcciona- 
mento. 

Eixo (Tech.) — Axe, arbre, essieu. — Axis, shafiy axle. 

— Achse, Mittelinie^ WeUe, Wellbaum. 

Eixo de roda (E. de F.) — Essieu. — Axle. — Achse, 
Radachse. — diametro dos eixos de ago das locomotivas 
é dado pela seguiate formula : d = oj iJ^qdT 

Nos cubos, no caso das mangas exteriorfs ; e nos 
mancaes, no caso das mangas interiores. 

Sondo : d, diametro em millimetro ; Q, peso sobre o 
eixo, em kilogrammas; D, diametro da roda em millimetros. 

diametro dos eixos nos carros de passageiros nào 
deve ser menor de 0°,H5. Nos vagOes demercadorias, 
depende do peso bruto que elles tèm de augmentar. 



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308 ECCO DE RODA 



Para eixos de ferro de 1* qualidade póde-se admiUir as 
seguintes dimensOes : 





Diametros dos eixos 




Garga em IdlogrEmmas 


nas mangas 


nos cnbos 


8800 


0,066 


Oin,100 


6500 


0,075 


0m,115 


8000 


0,086 


0m,130 


10000 


0,096 


0ni,140 



3 1 

Comprimente da manga = 1 ^ a 2 -^ do diametro. 
Quando os eixos sào de ago fundido, a carga póde ser 
augmentada de 20 7o- 

Diametro dos eixos dos carros. — Formulas de Wóhler : 

y 0,034 



d = 3,375 v/0,783 ql + (2,75 |/T+ 0,142 ^ + 10) r 

Sondo nas duas formulas : q^ carga do eixo, em centi- 
metros; r, rato da roda em millimetros ; l, distancia do 
meio da maqga do eixo ao ponto do meio da roda mais vi- 
sinha, em millimetros ; f, comprimento da manga do eixo. 

diametro das mangas dos eixos dos carros é dado 
pela seguinle formula : D = 0,73 d. 

Sendo : D, diametro da manga ; d, diametro do eixo. 

comprimento varia entre 1,75 d e 2,25 d. 

Pela seguinte formula se determina a carga de ruptura 
de uma manga de eixo de vagào : 



2c 



Sondo : C, carga de reptura, em kiiogrammas ; R, es- 
for^o maximo por millimetro quadrado de secgào da manga 
do eìxo; r, raio da manga; e, comprimento da manga. 



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EIXO DA FRENTE EIXOS pONVERGENTES 309 

Numero de eixos das locomotivas. — As primeiras 
tiveram dous. Em 1842, por causa do grande desastre da 
estrada de ferro de Paris a Saint Germain, come(jaram a 
ter tres e mais eixos. 

Ha grande perigo na ruptura de um eixo de locomo- 
tiva em marcha; e quando ella tem apenas dous o descar- 
rilhamento torna-se inevitavel. Mesmo assim, aiuda hoje 
ha inuita locomotiva de quatro rodas, prestando magniQco 
servilo. E' que diflìcilmeute dar-se-ha a ruptura de um 
eixo, quando a machina fór ìnspeccionada com todo o 
cuidado antes de sahirdo deposilo. 

No servigo das estagOes e nos trajeclos com velocidade 
menor de 40 kilometros por hora, a machina de dous eixos 
Gonjugados póde ser utilisada com vantagem. 

Ha locomotivas ate de 5 pares de rodas conjugadas, 
comò, por exemplo, a Decapod. 

Eixo da frante (Locom.) — Essim d^avarU. — Leading 
ade. — Vorderachse. 

Eixo da manivella (Locom.) — Axe coudé, essieu coudé. 
— Cranked axle. — Kurbelachse. — Empregado nas loco- 
motivas de cylindros internos. diametro é dado pela 
seguinte formula: 



D = 0.82»?^Q/|/l-h(^)' 



Sondo: D, diametro do eixo no melo: Q, carga sobre 
a manga do eixo; P, pressào sobre o pino da manivella ; 
I, dista noia do meio de uma roda ao melo da manga do eixo ; 
L, dislancia do meio de uma mauga ao meio da manivella. 

Eixo da traz (Locom.) — Essieu d^arrière. — Trairding 
axle. — HirUerachse. 

Eixos convargantas dos carros (E. de F.) — Eixos 
isolados, cuja ligagào com o vehìculo permitte a inscripcào 



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510 EKOS DE TaàNSiaSSiO ELEVAglO 

' 

radiai em todas as curvas admissiveìs, até um mnxvmm 
determiDado. Nào sào convergentes os eixos dos bogies de 
quatto rodas e seis, e tambem aquelles cuja folga ou jogo 
das mangas nas curvas nào passar de 0"',005, medido na 
caixa da graxa, segundo o comprimento do vehiculo, e a 
partir da posilo mèdia. 

Eixos de transmissSo (Mach.) — Arhret àe traìmm- 
sùm. — diametro é dado pelas seguinles formulas : 



Em ferro fondido : 



Em ferro forjado: i = 14l/ — 

Sendo: d, diametro doeixo em centimetros; F, forca 
a transmiltir em cavallos vapor ; n, numero de voltas por 
minuto. 

Eixo de urna ponte (Pont.) — Axe d^un pont. — Axis 
ofthe bridge. — Brùckmmittellinie. — Linl)a longitudinal 
imaginaria que passa pelo centro da ponte. 

Eixo motor (Locom.) — E$sieu moteur. — Driving axle. 
— TriebachCy Treiba4)hse. — Recebe directameote a accào 
do braco motor. Deve ser o mais carregado, o mais adhe- 
rente. Nas machinas de quatro rodas, o eixo motor està 
sempre atraz; e, nas de seis, està no meio. eixo da 
frente, quando nào ha truck, é destinado a dirigir a ma- 
china; nas curvas fatiga-se muito; geralmente tem rodas 
de menor diametro que os das rodas dos outros eixos. 

Elasticidade (Tech.) — Elasticité. — Elasticity. — 
Ela$iicitdi. — [Vide a tabella da pagina 311]. 

ElevagSo (Tech.) — Élévation. — Elevation* — Stan- 
dris$, Aufrisy. — Representagào da fachada de um edificio, 
de ama obra d'arte qualquer, etc. 



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ELO DE CORRENTE OU CADEIA EMBOLO 



311 



Coeffleientes de elasticidade de dlTersos metaes, em kUogrammas 
por millimetro quadrado 



METAES 



COBFFICIENTES 



TraofSo 

OH 

compressSo 



Cisalhftmeikto 



Ferro 

Folha de ferro 

Ferro em fio 

Ferro fimdido 

A90 cementado 

A(o fondldo 

A90 em fio 

Serti 
recosido... 

Cobre em fio 

LatSo 

Latao em fio 

Bronze (18 cobre, 1 estanho). 

Zinco moldado 

Chmnbo 

Ghumbo em fio 

Estanho 



20000 

17500 

20000 

10000 

22600 

27600 

28000 

10700 

10700 

12000 

6400 

9870 

6000 

9500 

500 

700 

4000 



7500 



7500 

8750 

8440 

10812 

4012 
4012 

2400 

2587 

8662 
187.5 
262.5 

1600 



Elo (de corrente cu cadèa) (Tech.) — Ckaimn ou 
anneau. — Link. — Gliedj Gelenk. 

Embogar (Const.) — Enduire. — To plaster. — Abput- 
zen. — Reveslir a alvenaria com urna camada de argamassa. 

Embogo (Const.) — Enduit. — Plasteringy plaister. — 
AbputZy Verputz. — Revestimento de argamassa nas alve- 
narias. 

Embolo (Mach.) — Piston. — Pistorirrod. — KoWen. 
— Pega que se nìove dentro do cylindro de bomba oa 
dentro do cylindro a vapor. 



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512 EMBOLO A VAPOR EMISSlO DE ACgSES 

Embolo a vapor (Mach.) — Piston à vapeur. — Steam 
piston. — Dampfkolben. — vapor actuando sobre as duas 
faces do embolo produz o movimeoto de vae-o-vem recti- 
lineo do brago motòr. 

embolo da locomotiva compóe-se de : corpo, prato, 
baste, molas e contra molas. 

A altura do embolo é geralmeote igual a 1/6 do seu 
diametro. A velocidade do embolo das locomolivas é dada 
pela formula de Molle$worth : 

66,0226 SM 
^■" D 

Sondo : V, velocidade do embolo, em pés, por minuto ; 
S, curso do embolo, em pés ; D, diametro das rodas motri- 
zes em pés ; M, milbas percorrìdas pela machina, em 1 bora. 

Avaria do embolo. — Quando — em marcha — que- 
bra-se um embolo, urge parar immediatamente a locomo- 
tiva e praticar as seguintes operagOes : 1', Desarmar o 
brago motor ; 2\ Collocar o embolo bem no fundo do 
cylindro ; 3% Desmontar os anneis e as barras do excen- 
Irico ; 4*, Fixar, solidamente a corredica no ponto morto ; 
5*, Abrir as torneiras de purgar do cylindro que estiver 
com embolo quebrado; 6*, Trabalhar, finalmente, coro 
outro cylindro, evitando, porém, por a alavanca de mar- 
cha no ponto morto. 

Embolo da bomba (Locom.) — Plongeur. — Pump 
plìmger.m— Plungerkolben. 

Emenda de madeira (Const.) — A^emblage. — Joi- 
ning, joint, framing oflimòers. — Holzverbindung. 

Emendar (Const.) — Assembler. — To make a joint, to 
joint. — Verbinden. 

EmissSo de acg5es (Adm.) — Émission de obligations. 
— Emmion. — Aktienausgabe. 



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EMPEDRAMENTO EBfPRESTIMO DE DINHEIRO 31$ 

Empedràmento (Const.) — Calcamento feito coni pe- 
dras. E' costarne empedrar o leilo da estrada, das val- 
las, etc, quando a oatureza humida do terreno exige. As 
pedras empregadas n'esle trabaiho devem ler de cinco 
millesìmos a cinco centesimos de metro cubico ; e sào bati- 
das a malho de calceteiro. 

Os taludes que nSo ofiferecem resisleocia à ac^ào das 
chuvas devem flcar empedrados. De 0",30 é a espesura do 
empedràmento, que deve ser rejuntado ou nào, conforme 
as circumstancias. 

Empena (Const. ) — Pignon. — Cable. — Giebel. — 
Parte triangular da parede de um edificio, onde assenlam 
a cumieira e os péos ioclinados conbecidos por empenas. 

Empenar (a madeira) (Const.) — Gauchir. — To warp, 
to cast, to wind — Sich werfen, Sich ziehen. 

Empilhamento dos dormentes (E. de F.) — Empilage 
des traverses. — Stacking-up the sleepers. — Aufstaplen der 
Schwellen. — Deve ser feito de modo que o sol e a chuva 
nào estraguem os dormentes. 

Empregado (Adm.) — Employé. — Ofjicer. — Beamte. 

Empreitada em globo (Adm.) — Entreprise à forfait. 
Jolhwork. — Pamchalunternehmung. 

Empreitada por sèrie de pregos (Adm.) — Traile sur 
serie deprix. — .... — Unternehmung mit Einheitspreise. 
— [Vide : Especificagóes]. 

Empreiteiro ( Adm. ) — Entrepreneur. — Jshher. — 
Unternehmer. 

Emprestimo (de terras) (E. de F.) — Emprunt. — 
BarroW'pit or side-<ulting. — Seitenentnahme {von Erde) 
[Vide : Aterro]. 

Emprestimo de dinheiro ( Adm. ) — Emprunt. — 
Barrow. — Anleihe 



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3^4 EMPREZA EaNCONTRO 

Empreza (Adm.) — Entreprise, — Enterprise, — Un- 
ternehmung. 

Empuxo (Const.) — Pousée. — Thrust or pressure of 
earth. — Erddruck. — Esforco produzido por urna abobada 
sobre os encontros, ou por um aterro sobre os muros de 
arrimo, etc. 

Empuxo horizontal de um arco (Const.) — Poussée 
horisontale d'un are. — Thrust of an arch. — Seitenschub, 
Horisontalschub des Bogens. — [Vide : Arco]. 

Encaixe (Const.) — Mortaise. — Mortise. — Zapfen^ 
lodi. 

Encanamento (Locom. ) — Conduit d*eau. — Supply 
pipe. — Wasserróhren. — Tabos de ferro ou cobre que 
conduzem a agua do lanque do tender para a caldeira da 
machina. 

Encarregados das manobras e composigSo dos 
trens (E. de F.) — Employés proposés à la composition des 
trains et manwuvres. — Yard despatchers. — Verschiebedi- 
enstbeamte. 

Encarregado dos signaes (E. de F.) — Chargé des 
signaux. — Flagman of a railway. — Signalwàrter. 

Encasque (Const.) — Eachinìento de fragmentos de 
pedras, de tijolos e de telhas, com argamassa, tendo por 
firn regularìsar o paramento de urna parede. 

Encerado (E. de F. ) — Bàche, prelart. — Tarpaulin. 
— Deckelbezug, Theertuch. — As mercadorias Iransporta- 
das em ftirros descobertos sào preservadas do sol e da 
chuva por meio de encerados. 

Enchamel e trainai (Const.) — Paus a prumo e incli- 
nados dos fronlaes de tijolo e dos tabiques. 

Encontro (Pont,) — CuUe. — Abutment. — Landpfei- 
ler, ^iderlager am Ufer. — Massino de alvenaria onde 
assenta a extremidade da ponte* 



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ENrX)NTRO 315 



EsPESSURA DOS ENCONTROS. — Formulas de Léveillé 
Para arcos plenos : 



25 d 0,866 d 



E = (6.60 + 0,162 <0^^ -0,26i + e 

Para arcos abalidos : 



E = (0,83 + 0,212 <0 1/-5- X 



H ^-J+T 



Para arcos apainelados (anse de panier). 

Formula pratica. — Deduzida das melhores construc- 
9des modernas : 

E = 0,40 i r/-ir- + 0,5 / + 0,20 A 

Sondo, em todas estas formulas : E, espessura dos en- 
contros ; d, aberlura do arco, e espessura da abobada no 
fecho; /*, flecha do arco; h, allura do pé direito,ou distan- 
cia vertical entro a parte superior das fundacOes e a ira- 
posta do arco ; H, distancia vertical entre as fundagOes e a 
superstruclura da ponte. 

Na abobada elliptica, faz-se d=ia para o grande eixo 
e 6 = /* para um meio do pequeno eixo. 

Espessura do encontro em abobadas de arco plbno. 
— Formula de Dejardin : 



Sendo : r, raio da abobada ; e, espessura no fècho. 
Està formula tem applicagào nas abobadas de raios 
maiores de l^^S. 



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316 ENGONTRO 



Formulas de Lesguillier. Em abobada de arco pieno : 

E = |/^D(0,60+0,04H) 

Encontro de abobada de arco de circulo : 

E = |/"D [0,60 + 0,10 (-S_ ~ 2) + 0,04H] 

De arco apainelado (anse de panier) : 

E = |/"D[0,6 +0,05 l-y 2) +0,04H] 

Sondo : E, espessura do encontro ; D, abertura da abo- 
bada; f, Qecha; H, altura do encontro. 
Formula de Edmond Roy: 

E = 0,20+0,30(R + 2e) 

Sondo: R, raio da abobada; e, espessura no fécho. 
Para encontros supportando grandes sobrecargas, na 
Russia e AUemanha empregam a seguinte formula : 

Sondo: E, espessura do encootro; (i,abertura da abobada; 
f, flecha =y nas abobadas de arco pieno; h, altura dos en- 
contros ; S, altura da sobrecarga, em terra, acima do ex- 
tradorso no fécho. 

Quando empuxo produz escorregamentò do encoa- 
tro sobr? a sapata das fundacOes, emprega-se a formula : 

^= fhs ' 

Sondo : d, espessura do encontro ; G, peso da metade 
da abobada e da sobrecarga por unìdade de comprimeuto 
em sentido transversai ; f, coefficiente de attrito, que 



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ENCONTRO DE PONTE ENGATE 317 

varia de 0,5 a 0,75 ; P, empuxo horizontal ; h, altura 
mèdia do encontro ; s, peso de !"• do encontro ; e, coef- 
ficiente de seguranca = 2. 

Encontro de ponte de viga recta. — Muro submettido 
ao empuxo das terras quo suslenta, à pressào vertical pro- 
veniente da parte da viga que n'elle se apoia e, Anal- 
mente, submettido a seu proprio peso. 

A espessura é dada pela seguinte formula : 



e = 



[/ (0,75 P - 



P»+1.6;?(B|-Pr) 



0,76/7 — A^ 1/ (0,75 P-A^)^ ^ hd(p,7bp-\'hd) 



Sondo : R, expuxo das terras ; P, pressào vertical da 
viga ; p, resistencia por metro quadrado da alvenaria ; 
h, altura do encontro ; d, vào da viga ; y, espago entro o 
ponto de apoio da viga e o paramento exterior do encontro 
(o maior possivel) ; e, espessura do encontro. 

Encontros da caldeira (Locom.) — •.. — Fraine clamps. 

— Kesselhcdter, Kesseltràger. — Pe?as em que se apoiam os 
longeròes. Acham-se flxos à caldeira, aos lados, na parte 
que corresponde à fornalba. SSo de ferro fundido. 

Encontro de trens (E. de F.) — Rencoìitre, coìlision. 

— Shock, railway-collision. — Zusammenstoss von Zùgen. 

— [Vide : Accidente]. 

Encosta [A meia — ] (E. de F.) — A demi coté. — Half 
way up the hill. — An der Lehne. 

Engate (E. de F.) — Atlelage. — Railway coupling. — 
Kuppelung. — Apparelho destinado a ligar deus vehiculos 
entro si. 

Engate (por meio de correntes) (E. de F.) — Attelage 
au mayen de chatnes, — Chain coupling. — Kettenkuppelung. 

Engate (por meio de tendores) (E. de F.) — Attelage 
aux tendeurs. — Patent coupling. — Schraubenkuppelung. 



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318 ENGATE ENGEP^EIROS FISGABS 

Engate (E. de F.) — Bovion d'attelage. — Drag-bolt 
or drauygear. — Kuppelvn^sbolzen. — Que une urna Loco- 
motiva ao tender. 

Engenharia (Tech.) — Genie. — Engineering. — /n- 
genieurwesen. 

Engenharia civil (Tech.) — Genie civile. — Civil en- 
geneerin^. — Civilingenieurwesen. 

Engenheiro (Tech.) — Ingénieur. — Engineer. — In- 
genieur. 

Engenheiro chefe (E. de F.) — Ingénieur en chef. — 
Chief engineer. — Chef Ingénieur. — Engenheiro que di- 
rige a coDstruccào ou os esludos de urna via ferrea. 

Engenheiro Civil (Tech.) — Ingénieur civil. — CivU 
engineer. — Civil Ingénieur. 

Engenheiros Fiscaes — (Instrucgóes de 22 de Agosto 
de i86i). « Os engenheiros fiscaes deverào remetler ao 
governo imperiai na Córte ou aos presidentes das respe- 
ctivas provincias. 

Art. 1\ Um relalorio mensal e descriplivo do estado e 
andamento de lodas as obras em construccào na via ferrea 
e da conservagào e reparos operados na parte da linha 
aberta ao trafego. 

Cora este relalorio serao enviadas igualmente as se- 
guinles pecas : 

l^ Um mappa que indique em medidas dopaiz todoo 
trabalho execulado em obras de terras, alvenaria, via per- 
manente, e que sera subslituido no fim de cada trimestre 
por um perfll longitudional de toda a linha em construcgao 
indicando adiantamenlo obtido nas ditas obras ; 

2°, Um mappa do movimento da parte da lioha em tra- 
fego, e receitas realizadas por estafòes, natureza e quanli- 
dade de mercadorias, especie de tarifas, numero de via- 



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ENGENHEIROS FISGAES 310 



jantes por classes» namero de treos e mìlhas percorri- 
das, etc. 

3% Um mappa de despezas para cada ramo especial de 
servigo, com as porcentagens respectivas da receila e des- 
peza miliar. 

4% Um quadro de todos os accidenles que se derem 
durante o mez na estrada de ferro ou em suas dependencias, 
corno sejam os casos de morie, ferimentos, choques e 
descarrilhamenlos, etc., referindo em observacOes geraes 
quaes as providencias dadas para reprimil-as ou evilal-as 
em conformidade da circular de 16 de Julho de 1861. 

Ari. 2% Um relatorio semestral,no qual serào mencio- 
nadas lodas as irregularidades encontradas, quer na con- 
tabilìdade cenlral da via ferrea ou de cada unSa de suas 
reparligOes, quer nas pecas justificativas das conlas da ga- 
rantia apresentadas ao governo, e particular mente quaes. 
as som mas que por indevidos lancamentos devem ser sub- 
Irahidas das ditas contas. 

Este relatorio sera acompanhado do balango da receita 
e despeza do semestre, de conformidade com as contas 
apresenladas, fazendoporémmencào das sommas a sub- 
Irahir, e da copia de loda a correspondencia trocada entro 
OS engenheiros fiscaes e os agentes das companhias acerca 
d'essas sublracgOes. 

Art. 3% Um relatorio circumstanciado, que deverà ser 
enviado até 31 de Janeiro de cada anno, do estado dos tra- 
balhos de construccOes e reparagòes, receilas, despezas, 
melhoramentos obtidos, eie, nodecursodeannoanterior. 
A esle relalorio serào annexos os seguintes documentos. 

§ 1% Um mappa descriplivo de todas as obras execu- 
tadas duranle o anno, e das que ficam por concluir, acom- 
panhado de copias dos planos das mais importantes e jà 
construidas. 



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320 ENGENHEIRO RESIDENTE ENROGAMENTO 

§ 2°, Uro quadro recapitulalivo dos dozes mappas do 
anno concernente ao movimento, receitas, despezas geraes, 
despeza miliar, porcentagem, accidentes, etc. 

§ 3% Um mappa do estado do material flxo, offlcinas, 
trem rodante por especie, numero de vehiculos e repara- 
COes importanles n'elles operadas. 

§ 4% Uro balango demonslrativo do emprego do capila! 
das companhias, com designando da natureza dos diversos 
artigos adquiridos, despezas de administracào etc. 

Art. 4%Nas vias ferreas onde tem o governo igualmente 
direi to de inspeccionar o emprego do capital, deverào os 
engenheiros fiscaes, com a exactidào possivel» declarar em 
seus relalprios mensaes quaes as sommas despendidas por 
aquella verba. 

Ari. 5% Os engenheiros fiscaes proporao em seus rela- 
torios OS melhoramentos que se fìzerem necessarios para 
a bòa marcha e regularidade do servilo das estradas de 
ferro 

Art. 6% Os engenheiros flscaes darào immediatamente 
conhecimento ao governo de quaesquer circumstancias 
notaveis occorridas nas estradas de ferro, e infrac^oes ou 
abusos commettidos por suas admìnistracgSes, tendo par- 
ticularmente em vista a observancia dos regulamentos, 
inslrucgOes ou conlratos jà approvados ». 

Engenheiro residente (Adm.) — Ingénimr chef du 
service de hntretien et de la mrveillance. — AssistarU engir 
neer. — Bahnerhallungsingenieur. — Encarregado da con- 
servalo da viapermanente. 

Enrocamento (Const.) — Enrochemmt ou Empierre- 
ment. — Enrockment. — Packwerk. — Conslruido para pro- 
teger os pegOes das pontes, os enconlros d'estas e dos pon- 
tilhOes, bem comò o pé dos aterros banhados pelas aguas. 



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ENSAIO DAS GÀLDEIRAS ENTRADA DE CURVA 521 

As pedras empregadas nos enrocamentos devem ter de 
Gioco centesimos de metro até um metro cubico de 
volume. 

Ha eDrocamentos de pedras jogadas e de pedras arru- 
madas. Um metro cubico de eurocamento de pedra jogada 
gasta 1,05 metros cubicos de pedra, e 1 bora de servigo 
de um trabalbador. 

Ensaio das caldeiras (Mach.) — Épreuve des chaudiè- 
re$. — Boilers trial. — Kessdversuch. 

Enseccadeira (Const. ) — Batardeau. — Coffer-dam. 

— Fangdamm, Fangedamm. — Tapagem demadeira, cons- 
truida dentro d'agua, hermetìcamente fechada. Dentro da 
enseccadeira executa-se a construcQào de pegOes» etc. 

Entablamento (Arch.) — EntablemeTU. — Entablature. 

— Gehdlk, Hauptgesims. — Parte superior de uma ordem 
architectonica. CompOe-se da architrave, do friso e da cor- 
nila. 

Entablamento de uma porta cu de umajanella 
(Arch.) — Entablement d'une porte ou d'une fenélre — 
Plain mouìding. — Thùr-oder Fensterverdachung. 

Entalhamento dos dormentes (E. de F.) — Sabolage, 
entaillage des traverses. — Jagging-out the slepers. — Ein- 
kerben der Schwellm. 

Entelhar (Const.) — Poser les tuiks. — To lay the tiks. 

— Dachziegd einhàngen legen. 

Entrada de córte (E. de F.) — Entrée de tranchée. — 
Cutting enlrance. — Anfang des Einschnitles. • 

Entrada de curva (E. de F.) — Entrée de courbe. — 
E' de muita vantagem para o servilo da conservagào da via 
permanente que nas entradas de curvas baja postes com 
taboletas, indicando o raio da curva e a sobre-levagSo 
do trilho exterior, bem comò a bitola com o seu alarga- 
mento. 

Dicoionario Si 



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GoK)gle 



322 ENTRADA DE TUNNEL ESBOgO 

Entrada de tunnel (E. de F.) — Entrée de tunnel. 

— Tunnel entrance. — Ànfang des Tunnels. 

Entrar na estagSo, estacionar (E. de F.) — Garer. 

— To shunt. — Slationiren, AnhaUen, Verbleiben. 

Entra columnio (Arch.) — Entre colonnement, — Inter 
columniation. — Sàulenweite, Sdulenabntand. 

Entregar ao trafego (E. de F.) — Livrer à la circuita- 
tion. — To submit to the trafjic. — Dem Verkehr ùbergeben. 

Entreperfil(E. ieF.)Entreprofil —....—Zwischmprofil. 

Entre-via (E. de F.) — Entre-voie. — Intermediale 
ipace. — Zwischenraum. — Nas estradas de ferro dos di- 
versos paizes, varia entre 1",80 e 2",50. Na Estrada de 
Ferro Centrai do Brazil lem 2 metros. 

Entroncamento (E. de F.) — Embranchemenl. —Branche 
road. — Zweigbahn, Nebenbahn. — Ponto da linha em 
que se destaca nm ramai. Quando o trecho se destaca de 
um ramai, denomina-se sub-ramai. 

Entroza (Mach.) — Engrenage. — Toothed wheel-work 
— Zahnràderwerk, Triebwerk. 

Entulho [de obras demolidas] (Const.) — Gravois. — 
Rubbish. — MuImj MuUj Kalkschutl. 

Envernizar (Const.) — Vernir ou vemisser. — to polish 
with sheU4ae. — Mit Schellack poliren. 

Envidragar (Const.) — Poser les vilres. — To glaze. — 
Yergloien. 

En]^ada (Ferr.) — Biche. — Mattock or hoe. — Er- 
dhaue. 

Enxó (Ferr.) — Herminette. — Adze. -^ Dàchsel. 

Enxofre (Tech.) Soufre. — Sulfur. — Schwefel. 

Epura (Tech. ) Epure. — Design in full size. — Scha- 
blone. 

Esbogo [Rascunho] (Tech.) — Croquis, — Sketch. — 
Entwurfy Skizze. 



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ESGADA ESGALA 523 

Escada (Const.) — Esco/ter. —Stairs. -^Treppe, Stiege. 
— [Vide : Degrdó], 

Escada de caracol (Consl.) — Escalier en limafon. — 
Cocìde stairs or helical slairs. — Wendeltreppe mit ringfór- 
miger Spindelmauer. 

Escada de ida e volta (Gonst.) — Escalier à deu% 
rampesalternatives. — Two flighted stairs. — Doppellreppenj 
SchleiferUreppen. 

Escada de rnSo (Consl.) — Echelle. — Ladder. — 
Ldter, 

Escada exterior (Consl.) — Escalier hors d'omvre. — 
Weel stairs. — Freitreppen. 

Escada suspensa ou geometrica (Const.) — Escalier 
su»pendiL — Fliers or geomelrical stairs. — Freitragende 
Wendeltreppe, 

Escada interior (Const.) — Escalier dans oeuvre . — 
Inner stairs. — Innentreppe, Iniiensliege. 

Escala (Tech.) ÉcheUe. — Scale. — Scala, Maassstah.— 
Nos Irabalbos de estrada de ferro, as plantas, perfis, eie, 
devem ser desenhadas nas seguintes escalas : 

Pianta de explora^ao V4000 

i> ^1 1 i. j* 1 :■ 1 «> ( distancias horizontaes Viooo 

Perfìl longitudinal de exploracSo.J ... .. //*^ 

^ ^ ( distancias yertioaes V^qo 

a - ^_ j , » ( distancias horizontaes Viooo 

Sec^Ses transversaes de exploracào . < ,. ^ . . 1/ 

*^ ^ ( distancias verticaes Vaoo 

Pianta de locarlo ^ . V4000 

T>.^i j 1 r ( distancias horizontaes V4000 

Perni de locacào < .. , . _^. ,, 

' ( distancias verticaes V200 

Q^^- . j 1 » ( distancias horizontaes Vioo 

Secgdes transversaes de locacào..< .. ^ . _^. // 

{ distancias verticaes Vioo 

Projectos de obras d'arte Vaoo 

Perfil typo da estrada Vico 

Pianta geral da linha V4000 

distancia horizontaes V400 



Perfil longitudìnal da llinha ^ ,. . ,. ., 

* ' distancias yerticaes V4000 



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324 BSGALA DE PRBSSiO £SGOPRO 



Escala de pressSo (Mach.) — Echelle de pression. — 
Scale of pressure. — Pressionsscala. 

Escapamento (Mach.) — Echappement. — Blast, escape 
of steam. — DampferUweickung. — Sahida do vapor depois de 
haver trabalhado nos cylindros. Faz-se por um tubo que 
vae ter à chaminé, aproveitando-se o vapor para activar a 
tiragem e a combustào. 

A seguinle formula de Zeuner lem por firn mostrar 
que peso de ar aspirado por um peso de vapor, é 
independente da pressào sob a qual esse vapor sae do 
escapamento : 



1/ 5./L± 



A 



u-^m 



+ 1 



Sondo: A, peso de ar aspirado; V, peso do vapor; 
e, secQào minima da chaminé; t, sec^ào minima de escoa- 
mento dos gazes atravez dos lubos da caldeira ; e, secQào 
do tubo de escapamento; D e D', pesos da unidade de 
volume do ar na pressào atmospherica da occasiào, e da 
mistura gazosa, na caixa da fumaca ; a;, um coefficiente 
empirico, variavel de uma locomotiva para outra, dimi- 
nuindo quando t augmenta. 

Escapola (Tech). — Clou à crochet. — Tenter-kook, — 
Bartnagel. 

Escavador (Const.) — Escavateur. — Scraper. — Ex- 
cavalor. — Grande machina empregada nas escavagdes de 
cortes e de tunneis. 

Escoda (Ferr.) — Boucharde, marteau bretté, laye. — 
Granulater hammer, denteled pick-axe. — Stockhammer, 
Zahnammer. — Martello dentado de canteiro. 

Escopro (Ferr.) — Ciseau. — Chisel. — Meissel 



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( 



ESOONSO ESFORgO DE TRaC^XO 325 

Esconso (Tech.) — Biais. — Oblique, skew. — Sch- 
rag, schief. 

Escora (Const.) — CorUre-fiche. — Brace or struL — 
Strebe. 

Escoramento (Const.) — Etaiement. — Propping, slay- 
ing. — Absteifung. 

Escorregamento dos terrenos. (E. de F.) — Glis- 
sement des terraim — Landrslip. — Erdrutsch. — [Vide: 
Desmoronamenló]. 

Escorregamento dos trilhos (E. de F.) — Glissement 
des rails. — Sliping of the rails. — Fortschreiten der 
Schienen. — Evila-se por meio de talas de junc^ào espe- 
cìaes. 

Escorar (Consl.) — Etayer, — To prop^ to stay. — 
Absteifen, abfangen, aòspreizen. 

Escriptorio (Adm.) — Bureau. — Office. — Schreibstube, 
AnU, Bureau. 

Escriptorio de reclamagòet (Adm.) — Bureau de 
reclamatiom. — Reclamations ofj^ce. — Bureau fur Re- 
clamationen, Reclamatiomamt. 

Escriptorio para despachos de bagagem (Adm.) — 
Bureau pour rinscription de bagage. — Baggage -office. — 
BagagenbefòrderungnamU 

Escriptorio para despachos de cargas (Adm.) — 
Bureau de tnéssageries, — Freight-offlce. — Guterbefórde- 
rungsamt. 

EsforQO (Tech.) — Effort. — Strain. — KrafUumerung. 

Esforgo de compressSo (Tech.) — Efforl de com- 
pression. — Compression strain. -^ Druck krafìdusserung. 

Esforgo cortante (Tech.) — Effort tranchanl. — ... — 
Scheerkraflàmserung. 

Esforgo de tracg9o (Tech.J^j- Effort de traction. — 
Traetion strain or tradive pofper. — Zugkraftàusserung. 



, * « 



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396 ESEORQO DE TRACgXO DE UMA LOGOM. B5MAGAMENT0 



Esforgo de tracgSo de urna locomotiva : 

-, 0,65 Pi^/ 
E = 5 

Sondo: E, esfor^ de trac^ào desenvolvido Da cambota 
das rodas motrìzes, em kilogrs. ; P, pressSo effectiva do 
vapor sobre os erabolos ; D, diametro das rodas molrizes ; 
dy diametro dos cylindros ; I, ciirso dos embolos. 

Esforgos permanentes aos qaaes se póde submelter 
OS materiaes, nas construcgOes: 

Metaes x ^ "F ^^ ^^^^ ^^ ruptura 

Madeiras W ^ T ^ ^ 

Pedras 16 ^ ^ ^ * 

Argamassas • • • -^ 21 ^ » ^ 

Esgotamento (GoDSt.) — Epuiss&ment. — Discharching 
ofuxUer, — Entleerung. 

Esmagamento (Const.) — Ecrasement. — Crashing. — 
ZerdrOcken. 

EsBfAGAMBNTO DOS MATERUES : Soguodo Rondelot e 
outras auloridades, esmagamento em um millimetro 
qoadrado é produzido, nos materiaes abaixo coDsignados, 
pelos seguìntes pesos : 

Basalto 20 Kgs. 

Granito .... 4a7 

Mannore 8a6 

Calcareo doro 6 a 10 

Calcareo molle la2 

Tyolo Buperior. 0,6 

Argamassa snperìor 0^76 

Argamassa ordinaria 0,25 



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BSMERIL ESPELHO DA GAYETA 527 

Na pratica, para maior seguranga, entra-se em calcalo 
com a decima parte destes pezos. 

Esmeril (Tech.) — Emeri. — Emery, — Schmirgd. , 

Espago de montagem ou de calgagem (Locom.) — 
Portée de calage. — Key-bed, lenghl of key. — Keilflàche, 
— Por^ào do eixo que flca dentro do cubo da roda. 

Espago nocivo (Locom.) — Espace nuisible. — Capaci- 
dade existente entro o fondo do cylindro e o embolo, 
quando este chega ao firn de seu carso. Evita o cheque 
do embolo centra a tampa do cylindro. 

EspecificagSes [de contratos, etc] (Àdm.) — Às espe- 
cificagdes para uma empreitada de construc^ào de estrada 
de ferro deve conter os seguintes capitulos, detalhada- 
mente desenvolvidos, a nào deixar duvidas no espirito 
nem na perspicacia dos empreiteiros : 

Capitalo I. — Trabalhos preparatorios. 

Capitalo II. — Movimento de ter ras. 

Capitalo III. — Alvenarias e cantarias. 

Capitalo rv. — Argamassas, concreto, embogos, etc. 

Capitalo V. — Tanneis. 

Capitalo VI. — Consolidagao dos taludes. 

Capitalo VII. — Via permanente, cércas, etc. 

Capitalo Vili. — EstagOes e edificios. 

Capitalo IX. — Transporte de material, etc. 

Capitalo X. — Assentamento da linha telegraphica e 
telephonica. 

Capitalo XI. — Assentamento da saperstractHra das 
obras d'arte. 

N. B. — A estas especificagSes acompanha sempre a 
tabella de pregos por unidade, organizada segando a loca- 
lidade em qae se tem de construir a estrada. 

Espelho dagaveta (Locom.)— Siège du tiroir. — Slide 
face. — Schieberspiegel. — Nos cylindros das locomolivas, 



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328 ESPELH06 DÀ FORNAMHA ESTAGA DE FUNDAgXO 

é a parte em quo se acham as abertaras de escapamento 
e admissào. A gavéta trabaiha dentro da caixa de distri- 
buìQào, em contacio com o espelho. 

Espelbos da porta da fornalha (Locom,)— • — 
Door register. — Feuerlhurspiegel. — Orificios de diametro 
peqneno, abertos na porta da fornalha, para facililar- 
Ihe a ventilaQào. 

Espeque (Const.) — Étai. — Prop. — Sleife. 

Espera [de torno] (Tech.) — Chariot de tour. — Slide 
test. — Drehbank-Schlitten. 

Esperas cu dentes (Const.) — Pedras on tijolos qne 
ficam na extremidade de nma parede para mais tarde for- 
mar a amarragào com outra parede. 

Espig3o (Const.) — Pe^a do madeiramento dos te- 
Ihados que nSo sSo de duas aguas. Parte do encontro dos 
frechaes, no angulo do edificio, e vae ter ao extremo da 
cumieira, junto ao laroz. 

Esquadria (Const.) — Équarissage. — Sqmre. — fle- 
chteekig, Winkelrecht. 

Esquadria falsa (Tech.) — Béveau. — Bevel-mle or 
bevel square. — Schràgmass, Schmiegwinkel. 

Esqoadro (Tech.) — Équere. — Sqmre. — WinkeU 
lieneal, Dreieck. 

Esqoadro de agrimensor (Tech.) — Équerre ^arpen- 
teur. — Cro$s-staff. — Winkelmessinslrument. 

Esquadro do regulador (Locom.) — . . . — Lafting- 
shaft $pKng. — Regulirvorrichtìmg. — Pepa que nas loco- 
motivas america nas transforma o movimento horizontal 
da alavanca em movimento vertical da valvola. 

Estaca de fundagSo (Const.) — Pieu. — Pile. — Pfahl. 
— Nas espedficafòes para empreitadas de construcgào 
de estradas de ferro encontra-se o seguinte, sobre estacaria 
para funda^Oes : 



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ESTAGA DE FUNDA^IO 320 

« sólo sobre que tiverem de ser assentadas funda- 
56es nas diversas obras, taes corno viaductos, pontes, pon- 
tilhOes, boeiros, etc, sera estaqueado quando o enge- 
nheiro-chefe entender conveniente. 

A cabeQa de cada estaca sere armada de urna braga-* 
deira ou annel de ferro, que depoìs poderà servir em 
outras ; a extreroidade inferior sera agugada e calgada 
com urna ponteira do roesmo metal. 

Às estacas serào cuidadosamente collocadas nos pontos 
que forem marcados ou prescriptos pelos engenheiros, 
devendo ser bem alinhadas, destorcidas e aprumadas. Às 
que tomarem posigào defeituosa serào arrancadas e sub- 
stituidas ou collocadas de novo, se nào estiverem estra- 
gadas. 

cravamenlo marcharà do centro para a peripherìa 
ou vice- versa, conforme determinar o engenheiro chefe. . 

As percussòes serào dirigidas com tal certeza, segundo 
OS eixos das estacas, que estas nào possam ser desviadas 
da devida direcgào, nem torctdas ou partidas por urna 
pancada em falso. 

Considerar-se-ha cravada urna estaca quando nào en- 
terrar-se mais de 0'",01 por applicagào de dez pancadas 
de um macaco de 600 kilogrammas, cahindo de S'.eO de 
altura, ou'por applicagào de 30 pancadas do mesmo ins- 
trumento, cahiudo de {""^^O de altura. 

Nào obstante, seis dias depois de cravada a estacaria 
de cada fundagào> sera ella submettida a uma Ifutida igual 
àquella com que as estacas houverem manìfestado a nega 
e, se està tiver sido falsa, continuar-se-ha a operagào até 
chegar a nega verdadeira. 

Depois de reconhecìdo que uma eslacada està conve- 
nientemente cravada no terreno, aparar-se-hào as estacas 
de modo que seus topos fiquem oertos em um mesmo 



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330 ESTAGA DE FUNDAgiO 



plano horizoDtal, que sera determinado pelos engenheiros. 

Pagar-se-hào as estacarias por metro de estaca eoter- 
rada pelos pregos que comprehendem, aléra do custo das 
estacas» as despezas de seu transporte até ao lugar da 
obra, as de preparal-as e decepal-as, e ainda o custo do 
mais que é necessario para a execugào das estacarias. 

Se engenheiro-chefe nào preferir que as estacas 
sejam cobertas immediatamente por um massico de con- 
creto» e adoptar o systema de grado coroando as mesmas 
estacas, serào os topos d'estas ligados e cobertos por um 
engradamento formado com linhas de madeira de lei, 
presas com entalhos às testadas das estacas e consolidadas 
com travessas da mesma secgào, nnìdas à meia madeira e 
cavilhadas nas linhas, reunindo as testas das estacas exte- 
riores ou de contorno com uma especie de caixilho goral, 
em que terminarlo tanto as linhas corno as travessas. 

Todas estas pegas horizontaes de madeira, que consti- 
tuem engradamento, repousarào sobre as testas das es- 
tacas e sobre o massame que encher os intervallos d'estas, 
deixando entro si casas vazias, que se encherào de con- 
creto batido com o maior cuidado, para que una e faga 
corpo com o massame inferior. 

Pagar-se-hào os engradamentos por metro corrente de 
viga assentada pelo prego que compreheude, além do 
custo da madeira, de seu transporte até é obra e de sua 
preparagao, o da armagSo e assentamento das grades. » 

DuMBWo DE UMA ESTAGA DE FUNDAgÀo. — Formula 
de Perronnet: D = 0",24 + (L — 4) 0,015. 

Sondo : D, diametro da estaca, em metros ; L, compri- 
mente da estaca, em metros. 

topo de uma estaca cravada até a nega supporta 
com seguranga uma pressào de 30 a 60 kgs. por centi- 
metro quadrado. 



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ESTACA DE FUNDAgÀO 



331 



Diametros e eargras de segaran^a das estacas 



D 
cent 


C 
kUgs. 


D 

cent. 


C 

kilgs. 


D 

cent 


C 
kUgg. 


10 


2 500 


20 


10.400 


30 


23.000 


12 


3.800 


22 


12.800 


32 


26 600 


16 


6.800 


26 


16.200 


36 


31.600 


18 


8.400 


28 


20.000 


40 


41.000 



CRAVAgÀo DAS ESTACAS DE FUNDAgio. — Formulas de 
Brix. — Nào levando em conta a compressibilidade da 
madeira : 

e (Q -^ q)" 

^ 1 (j^hq 

^ m p (Q + ^)2 

e (Q + q)^ 
Q^ nhq 



P-1^ 



T = 



m 



P (Q -f- q)'' 

mpT (Q 4- q)^ 
Q-^ hq 

Sondo: Q, o peso do macaco do bate estacas, em kgs.; 
q, peso da estaca, etn kgs. ; /i, altura da quéda do macaco 
em millimetros; m, coefficiente de seguranga, segando 
Eytelwein = 4 ; P, a maior carga em kgs. qq^ a eslaca 
póde supportar sem cravar-se ; p = — , carga admissivel 
em kgs. ; e, profundidade em millimetros de que a estaca 
se deve cravar na ultima pancada do macaco (nega); 
e\ eravamo em millimetros correspondente a urna pancada 
do macaco ; T, profundidade telai de cravafào, em milli- 
metros ; n, numero de pancadas. 



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333 E8TAGA DE FUNDAgXO 



Quando Q = 9, o macaco do bate-estacas actùa mais 
yantajosamente possi vel. 

Se se emprega uma proIoDga (faux^ieu) do peso (f, 
tem-se : 

^ ■" m e' (Q + qy {q' + q)^ 

. 1 (j'hqq'^ 

m p{Ct + qr tó' + q? 

q é tanto maior quanto e' é menor. 

Formulas de Redtenbacher: — Levando-se em conta 
a compressibilidade da madeira : 



Profundidade de cravagao por pancada : 

aB\Q+ ^ 2E "/ 

Sendo : R, carga que a estaca póde supportar por mil- 
limetro quadrado de secQào ; a, secgào da estaca em millì- 
metros quadrados; /, comprimento da eslaca em niìlli- 
metros ; E» modulo de elaslicìdade da materia de que a 
estaca é constituida. 

emprego de estacas de madeira é vantajoso quando 
se verifica existir no locai em que se vae fazer fundagào 
grande esptssura de terreno molle sobre camada de terreno 
firme, apresentando, porém, terreno molle consistencia 
indispensavel ao apoìo latterai das estacas. 

Nas funda^Oes de pontes, as estacas sào cravadas com 
um espacamento entro si de 0",75 a 1",5. 

Nas fundagòes de obras destinadas a pequeoas sobre 
cargas, espacamento póde altingir a 2 metro$. 



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ESTÀGA ESTAGA AUXILIAR DB rOVELAMENTO 355 

comprimento das eslacas ebega muitas vezes a no- 
ta vel Dumero de metros; vejamos alguns exemplos: Na 
ponte de Leivorno as estacas foram cravadas de 12 me- 
tros. Noviaduclo de Voulzie, cravaram-se diversas com 
24 metros. Na estrada de ferro de Cornwall ha viaductos 
sobre estacas de 25 metros. 

De 400 a 600 kgs. por centimetro quadrado é a carga 
de esmagamento de urna estaca ; e a decima parte, 40 ou 
60 kgs. por centimetro qnadrado. é a carga que a estaca, 
batida e segura centra a flexào lateral, póde supportar. 

Perronet é de opiniào que urna estaca supporta a 
carga de 25 toneladas, desde que se nega a enterrar-se de 
mais deO",01, depois de uma batida de 30 pancadas, 
produzidaspor um macaco de 600 kgs.,equéda de 1",20, 
ou depois de uma batida de 10 pancadas, com igual ma- 
caco, e quéda de 3",60. 

mesmo Perronet, em Neully, assentou 51 toneladas 
sobre estacas de 0",33 X 0",33 de secgào transversal. 

Cravou, porém, a estaca até é nega de 0"",005 depois 
de uma batida de 25 pancadas de macaco de 600 kgs. e 
quéda de 1°*,40. 

Segundo Sauily, as estacas supportam com seguranga 
quarenta tonelladas, desde que a nega é de 0^,042 por 
batida de 10 pancadas de macaco de 750 kgs. e quéda 
de 4 metros. 

Estaca [Annel de — ]. — Quando se orava uma estaca 
colloca-se no tòpo superior um annel de ferro batido para 
receber as pancadas. Este annel tem geralmente 12^,50. 

Estaca [Sapata ou ponteira de — ]. — As estacas que 
sào cravadas em terreno onde ha pedras, levam no tòpo 
inferior uma sapata pontuda de ferro, pesando geralmente 
15 kilogrammas. 

Estaca auxiliar de nivelamento (Tecb.) 



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354 ESTAGA DE MUDANgA ESTAQÌO 

Estaca de mudanga (Tech.) — K' assira chamada a 
estaca que serve de estaQJo no nivelamento composto. 

Estaca de parafuso (Consl.) — Pieu à vis. — Screw- 
pile, — Schraubmpfahl. — Estaca de fuodagao munida de 
parafuso de ferro, Da ponta. E' era vada por meio de rolagào. 

Estaca de pregt) (Tech.) — E' assira chamada a es- 
taca que serve de estagào ao transito. 

Estaca fi^ccionaria.— A que nas medi^Oes representa 
menos de 20 metros, ou um raultiplo de 20 melros mais 
alguDS metros ou partes do metro. 

Estaca inteira (E. de F.) — A medicào é fella nas 
exploraQdes e locagOes de estradas de ferro» fìncando-se 
estacas de 20 era 20 metros; ostacas ioteiras sào as mul- 
tiplas de 20 metros. 

Estaca intermediaria (Nivelra.) — Points inlermé- 
diaires. 

Estaca numerada (E. de F.) — Pieu nun^eroté. — 
E$take marked wUh a number. — Nummerpfahl (pflóck), 

Estacada (Const.)—Estacade,—Estockad.-'Pfahlwerk. 
— Serie de eslacas de fundagào cravadas no terreno. 

EstagSo (E. de F.) — Gare, slcUion. — Station or piai- 
form. — Station, Bahnhof. — Ponto da linha era que os 
trens parara para tornar ou deixar passageiros, cargas, 
aniroaes, eie. As estagOes devem serapre estar assentadas 
era pataraares e langentes. 

Techi^logia da estaqào. — Abrigo. Ageocia. Arma- 
zera. Bilheterìa. Botequim. Gorreio. Deposito de bagagem. 
Deposilo dos carros. Deposito das locomolivas. Escriptorio 
do telegrapho. Escriptorio do agente. Estagào. Latrina. 
Miclorio. Para-choque. Parada. Piata-fórma de cargas. 
Piata-fórma de passageiros. Postigo da venda de bilhetes. 
Rampa de embarque dos aniraaes. Sala de espera. Vesti- 
buio, etc. — [Vide eslaspalavras]. 



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ESTAgiO 535 

CLASSIFICAgÀO BAS ESTA5ÒES, SE6UND0 GOSCHLER. — 

Todos OS typos pódem ser classiflcados pelo seguiate 
modo : Paradas. Estagóes secundarias. Esta(óe$ principaes. 
Bifurcafòes. Grandes estagòes de passageiros. Grande» estar 
(óe$ de carga. Goschler assim explica a sua classiflcao^o : 
« A primeira classe contém as esta^Oes consagradas priu- 
cipalmente ao servilo de passageiros; a segunda compre- 
bende as esta^des onde o servilo de passageiros està 
aDoexo ao de cargas ; a terceira renne os typos em que o 
trafego por sua importancia exige a divìsào dos servi^os 
em varios ramos, e installa(des especiaes ; as ultimas, em- 
fim,compOem-se das esta^Oes excepcionaes,que apenas sào 
encontradas nos pontos de parlida das grandes linhas ou 
nas cidades de primeira ordem». 

As estaQòes, comò é naturai, estào sempre nas proxi- 
midades das estradas de rodagem. 

Gonvém attender-se o mais possivel ao seguiate prin- 
cìpio : edificio principal da eaagào deve ficar do lado da 
localidade que ella tem de servir y e d esquerda do caminho 
seguido pelos passageiros que se dirigirem d^essa localidade 
para a estagào. 

espacamento mèdio entro as estaQdes das estradas 
de ferro é funcQdo do maior ou menor grào de desen?ol- 
vimento das zonas que as linhas atravessam. 

territorio brazileiro é immenso e pouco povoado, 
de modo que ha longos trechos de vias ferrea^ passando 
em terras onde nSo existem nucleos coloniaes, nem villas, 
cidades, etc. Isto faz com que muitas vezes seja consi- 
deravel a distancia entre duas estaQdes de urna mesma 
estrada. 

Gumpre notar que a parte do Brazil onde se desen- 
volvem quasi todas as vias ferreas — a zona do litoral — 
é a mais habitada. 



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336 



fiSTAgXO 



Kunero e espa^amento medio entre as esta^dles das prindpaes 
estradas de ferro do Brazil 



ESTADOS 



Ceari 

B.Gnuid6 do Norie 

Parahyba 

Pemambaco 

AlagOas 

Bahia ... 

Rio de Janeiro 



S. Paulo: 



Santa Gatharìna. . 
B. Grande do Sol. 
Minas Qeraes 



ESTBADAS DE FEBBO 



Buturité 

Sobral 

Natal a No?a Cruz 

Conded'EQ 

BedfeaPalmareB.. .. .. 

Prolong, de Pemambaco. . 

Limoeiro 

Central 

Paolo Affonso 

Central 

Nazareth 

Santo Amaro 

Central do Brazil < 

Bio d'Ouro 

St. Isabel do Bio Proto. . 
Principe do Grìlo-Parà . . . 

Macahé a Campos 

S. Antonio de Padoa 

BarEo de Aramama 

S. Paulo e B. de Janeiro. . 

SantoB a Jundiahy 

Pauliata 

Bio Claro 

D. Thereza Christina. . . . 

Bio Grande a Bagé. ..... 

Bio e Minas 



15 

6 
13 
14 
18 
10 
15 
11 

8 
29 

5 

5 

84 (bl) 

l(b.e) 

11 

7 
12 

9 

9 

4 
15 
18 
SO 
18 

7 
15 
11 



s 
s 



m 



3 f 



km 

8.4 
23.8 
10.1 

9.3 

7 8 
11.4 

6.9 

8.8 

16.5 

10.3 

5.8 

9.0 

8.4 

20.0 

6.5 

12.3 

8.4 

12.0 

11.6 

13.3 

16.5 

8 2 
12 7 
14.2 
19.3 

15 
17 



5I 



109 

129 

121 

121 

125 

103 

96 

88 

116 

288 

34 

36 

725 

20 

65 

74 

92 

96 

93 

40 

232 

139 

243 

241 

116 

280 

170 



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ESTAQiO 337 

A classiflcdQào das estaQdes é feita de accordo com a 
affluencia de carga e passageiros. Nào segue urna lei 
absoluta; varia para cada estrada. As grandes vias ferreas 
lem estacOes de 1', 2*, 3' e 4' classes, aléna das parada$\ 
as lìnhas menos importantes tém 2' e 3* classes apenas. 

Nas economicas vias ferreas da Europa, taes corno a 
de Eskbank a Peebles, Escossia, o servilo das eslagòes é 
feito por um unico empregado ; os destìnatarios e expedi- 
tores das mercadorias enviam pessoal para as manobras 
dos wagòes (carregamento, descarga, engate no trem, des- 
engale, etc.). 

Descrevendo este servilo, M. Bergeron manifesla-se 
pelo seguiate modo : 

« A imi, le pvhlic étant appelé à [aire lui méme une 
partie du cervice des gares, la compagnie du chemin de fer 
oblient une economie comiderable dans son personnel. » 

Vamos traduzir algumas consideragOes do engenheiro 
Emile Level sobre as estradas de ferro agricolas dos Es- 
tados Unidos, que sào oiuito applica veis às linhas identicas 
do Brazil : 

<( Os Està dos Unidos possuem linbas agricolas onde o 
trafego se eflfectua com grande simplicidade. Vé-se ahi 
trens que comsigo carregam o pessoal, os agentes neces- 
sarios ao movimento, e que apresentam certa analogia 
com um navio completamente equipado. pagamento das 
passagens faz-se nos trens; os trabalbos de con«ervaQào, 
expedigào, carregamento, descarga e recepcào das merca- 
dorias estào, comò na Escossia, a cargo do expedilor ou 
do destinatario. E' no carro das bagagens que se faz o 
expediente de escripla. » 

As linhas agricolas nào tém estagòes e sim plata- 
formas muuidas de abrigos, de simples alpendres. 

Diooioaario. 32 



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338 ESTAQiO INTERMEDIARIA ESTAES DA FORNALHA 



comprìmento das linhas de urna eslacào depende 
do comprimento dos Irens que ella recebe. 

Segando as clausulas que regulam as concessOes de 
nossas eslradas de ferro geraes, as eslagOes devem conler 
«... sala de espera, bilbeteria, accommodaQào para o 
agente, armazens para mercadorias.caixas d'agua, latrioas, 
mictorios, rampas de carregameolos e embarque de ani- 
maes» balangas, relogios, lampeòes» desvios, cruzamentos, 
cbaves, signaes e cércas. 

<( As estacOes e paradas terào mobilia apropriada. 

« 0$ ediflcios das estagdes e paradas terSo ao lado da 
linba urna plataforma coberta para embarque e desem- 
barque dos passageiros. 

a As estacOes e paradas terào dimensOes de accordo 
com a sua importancia. » 

EstagSo intermediaria (E. de F.) — Station intermé- 
diaire. — Intermediate station. — Zwischenstation. 

EstagSo de mercadoria (K. de F.) — Gare de mar- 
chandises. — Good$ station. — Gulerhalle^ Gulerschuppen. 

EstagSo telegraphica. — Os apparelhos de urna es- 
lagào lelegraphica corapòem-se de: ipilha do systema 
Ledanché, (formada de varios elementos, conforme a dis- 
lancia a que lem de ir oslelegrammas). 2 bussolas (galvano- 
metros). i manipulador. i receptor. i commutador. 2 parar 
raios. Campainhas de aviso (systema Paure). 

Estae da tolda (Locom.)-- House estays. — Schulzdack- 
stander. ^ 

Estaes da caldeira (Locom.) — Entreloises. — Boiler 
stays. — Stehbolfsen. 

Estaes da fomalha (Locom.) — Entretoises. — Pire box 
stays. — Querbolzen der Peuerbiichse. 



-y^ 



2^ 
P 



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ESTAE8 DA FRENTE ESTATISTICA 



Sendo: I, distancia enire os eixos dos eslaes; ft, a 
maior pressào admissivel sobre chapasda caldeìra ; p, pres^ 
sào effectiva do vapor em athmospberas; e. espessura das 
chapas da caldeira em centimetros. 

Estaes da frente e de traz da caldeira (Locom.) — ... 

— Braces to smoh box and frame. 

Estaes do limpa-trilhos (Looom.) — ... — Cow-catcher 
$tays. — Kreuzriegel der Rahnràumers (amerik.) 

Estanho (Tech.) — Elain. — Tin or pewter. — Zinn. 

— Empregado no fabrico da solda e no reveslimento do 
ferro e do cobre. A cbapa delgada de ferro, coberta de 
leve camada de estanho^é o que se chama folhade Flandres. 

Estaqueamento (E. de F. ) — Piquetage. — Picket- 
work. — Verpfàhlung. — As linhas de exploragào sào esla- 
queadas de 20 em 20 melros. 

Convém collocarla além d'essas estacas, oulras ero 
todos OS accìdentes notaveis do terreno atravessado (bar- 
rancos e leitos de rios e riachos, eie.)- Sào eslacas frac- 
cionarias. 

As collocadas de 20 em 20 melros — estacas irUeiras, 

Na locacào, os alìnhamentos rectos sào eslaqueados de 
20 em 20 metros. bem corno as curvas de raio superior a 
180 metros; e as curvas de meoor raio, de 10 em 10 metros. 

Estaquear (E. de F.) — Piqueter. — To stake otrf. — 
Abpflócken, Abslecken (eine BahrUinie) . 

Estatistica (Adm.) — Stali$tique. — Estatistic. — Sta- 
tistik. • 

Primeiro Congresso das Estradas de Ferro do BrazU 
reconhecendo a Decessidade de se uniformisarem as esta- 
tistìcas do trafego das estradas de ferro, daudo-lbes ao 
mesmo tempo a precisa minuciosidade, é de parecer que : 

I. — Muito convem que, além das tabellas geraes e 
especìaes de receita e despeza, movimento de passagei- 



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340 E5TATISTIGA 



ros, etc, e de outros serviQos, neohuma estrada de ferro 
prescinda de apresenlar tabellas especiaes da utilisagào dos 
Ireos e vehiculos no transporte de mercadorias, passagei- 
ros, etc , devendo nessas tabellas ser consignados os se 
guintes dados : 

ì . — Percurso kilotnetrico mèdio de um via- 

iante de V classe /"< -= ^' 

2. — Idem idem de 2* classe /^ = —^ — 

3. ~ Idem idem de atnbas as classes .... /a = ^^ 

4. — Idem de 1 tonelada de bagagens, ou 
encommendas /^ = —^*— 

5. — Idem idem de animaes 75 = —Ìl- 

^5 

6. — Idem idem de mercadorias /« = -A— 

^« 

7. — Numero mèdio de vehiculos por trem 



kilometro sr^=—~- 

8. — Idem idem de viajantes por trem kilom. ^^ „ _f[3_ 

^< + e, 

9. — Idem idem deloneladas de mercadorias 

(inclusive animaes) por trem kilometro . . g^==.^ii±Jà 

10. — Idem idem de viajantes de 1' classe 

por carro kilomelro a, = — ^_ 

et 

H. — Idetìa idem de viajantes de 2* classe 

por carro kilometro Aa = ^^ 

12. — Idem idem de toneladas de mercadorias 

por wagào kilometro carregado /i3 = _:^«_ 

13. — Idem idem por wagào kilometro carre- 



gado e vasio *4 = ——- 



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ESTEIO ESTOPIM 541 



14. — Rejafào por cento entre o percurso dos wagOes 
vasios e o percorso total dos wagOes vasios e carregados. 

15. — Relagào por cento entre o percurso dos lugares 
ofiFerecidos e o dos occupados. 

16. — Rela§ào por cento entre o numero de toneladas 
kilometros de mercadorias e a capacidade dos wagdes (car- 
regados e vasios). 

II. — Para uniformidade das estatisticas; devem as 
emprezas organisar annualmente deus quadro estatistìcos 
segundo os modelos A * e B, junlando-lhes a maior 
còpia possi vel de informacOes sobre as condicOes technicas 
da sua estrada e remettel-os, dentro dos primeiros mezes 
de cada anno, a Secrelaria do Ministerio da Agricullura. 
Commercio e Obras Publiras, onde serào archivodos». 

A secrelaria d'Agricuitura lem por diversas vezes ten- 
lado organisar a estalistìca das estradas de ferro do Estado 
e das que tém garanlia de juros. Nada conseguiu até hoje. 

Toma-se indispensavel a organisagào d'esle servilo, 
som qua! sera impossivel a boa gerencia das vias ferreas. 

Os quadros estatistìcos apresentados nos ultimos rela- 
torios do ministerio da Agricultura, por muito complì- 
cados, appareceram quasi que em branco. Urge estabelecer 
quadros mais praticos. 

Esteio (Const.) — Étai. — Prop. — Steife. 

Estiva [Pequena ponte usada nos caminhos de ser- 
vilo.] (E. de F.) — Passerelle. — Foot-bridge. — Ufufhràcke. 

Estopa (Tech.) — Étoupe. — Tow. — Werg, Abwerg. 

Estopim (Teclì.) — Méche (TeloupiUes. — Quick match. 
— Zùndfadeii, Stoppine. 

^ quadro A, por ser mnito grande, nSo transcrevemos ; contém 08 
seg^inteR detalhes: Desigtia^ào das verbas da nECRiTk^ (Renda or- 
dinaria e rendas extraordinarias ) e DbsignacÀo^ da despeza — 
( Administra^ao^ trafego^ telegraphoy locomoqao e via-per^ 
manente). quadro É, està oa pag. 342. 



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543 



ESTÀTISTICA 



Quadro do perenrso kilometrieo das uiiidades do trafef o, 
material e tremi 



DESIGNAgÀO 



Locomotiyas 



Trens de paMageiros. 

„ mixtos 

„ oargas 

„ especiaes de viajantes .... 

Total doB trens 

Passageiros de 1* classe (inclasiye os 

transportes gratis) 

Passageiros de 2* classe (iDclasiye os 

transportes gratis) 

Total dos passageiros. . . ..... 

Bagagens e encommendas 

Animaes 

Mercadorias e carros 

Carros de yiajantes de 1* classe... 

2« n ... 

Total dos carros de viajantes 

Wagdes de bagagem 

„ animaes 

„ mercadorias, carregados. 

„ „ Yazios.... 

f, „ carregados e 

yazios ... 

Total dos i^hicalos 

Capacidade de carregamento dos wa- 
gdes (em toDeladas-kilometro, dia- 

poni?eis) 

Logares offerecidos aos yiajantes : 

de !■ classe 

de 2* classe 

Total dos logares offerecidos 



QUANTIDADE8 



M. (numero) 

h n 

h n 

h n 

h n 
B. 



^4 (tonelad.) 

^6 n 



PERCORSO 
TOTAL 



M' (kilomet.) 

^2 ti 

c 



^2 » 

^3 = ^1 + ^3 

d, n 

d, . 

et n 

^a n 

63 = e^ 4- «a 

«7 » 

«8 — ^6 -^ «7 
E. „ 



H. „ 

/a n 

L = /< + /a 



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ESTRADA DE RODAGEM 543 

Estrada de rodagem (Tech.) — Rovte. — Road, way. 
— Strasse. — Em todos os paizes, as vias ferreas com- 
pletam-se com as estradas de rodagem. E' que eslas 
attingerli aos pontos menos accessiveis, ramifìcam-se em 
muUiplas direcQdes, e fazem convergir para as estradas 
de ferro grandes eleroentos de Irafego. 

Nera sempre os pequenos centros pódem manler urna 
linha ferrea, mesmo de condicòes muitissimo economicas; 
e, sendo-lhes iiidispensavel abrir franca passagem aos 
productos necessarios a vida, a estrada de rodagem é a 
melhor soluQào do problema. 

Na America quasi nào ha verdadeiras estradas de ro- 
dagem. Nos Estados Unidos a locomotiva foi rompendo as 
mattas virgens e comsigo introduzindo a colooisagào e o 
progresso. No Brazil tem havìdo menos desenvolvimento 
na viaQào ferrea» e, mesmo assim, nunca se tratou sèria- 
mente de outras vias de communicagào artificiaes, que» a 
nào ser a Uniào e Industria^ nos Estados do Rio de Janeiro 
e Minas Geraes, e a Graciosa, no Parane, nào existem. 
Ha cargueiros, veredas, picadas, emflm, tudo, menos 
estradas de rodagem em condigOes satisfactorias. 

À Europa herdou de seus antepassados habitantes 
uma completa réde de estradas de rodagem, que assombra 
a moderna engenharia pelo criterio com que foi conce- 
bida, pela solidez que apresenla, e pelos excellentes ser- 
vìqos que ainda hoje presta ao movimento cynmercial 
interno das nacOes. 

E' tao evidente o auxilio preslado à viagào geral dos 
paizes europeus pelas estradas de rodagem» que a con- 
servagào das mesmas fórma no velho continente um dos 
ìmportantes ramos de servilo, demandando machìnas 
especiaes e bastante curiosas. 



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344 ESTRADA DE FERRO 



Estrada de ferro (Tech.) — Chemin de fer, vote ferree. 

— Rail-road, railway. — Eisenbahn, Schienenweg. — 
caracterìsiico da estrada de ferro sào os trilhos, sobre os 
qnaes deslisam os vehiculos. 

Ha eslradas de ferro de traccao animai, de Iracgào 
eleclrica, de lrac?ào a vapor, de trac^ào hydraulica, e 
algumas em que o peso dos trens que descem produz o 
movimento dos trens ascendentes. 

Os systemas em uso sào os seguintes : de locomotivas 
de sìmples adherencia; de locomotivas com auxilio de 
cremalheira, com auxilio de Irilho centrai, com au&ilio de 
cabo; e o systema de planos inclinados e machinas fìxas. 

No Brazil, além do systema ordinario, e do grande 
numero de estradas de ferro de tracQào animai ou bonds, 
ha linhas do systema Riggenbach — (estrada de ferro do 
Corcovado e do Principe do Grào-Parà) ; do systema Fell 

— (estrada de ferro de Cantagallo) ; e planos inclinados 
— (estrada de ferro de Santos a Jundiahy). 

Consta que em breve teremos o systema electrico gal- 
gando a serra da Tijuca. 

Das estradas de ferro do Brazil, sào de bitola de 1",60 
as seguintes : Central do Brazil, até a estaQào de Laffayette, 
Santos a Jundiahy, Bahia a Àlagoinhas, e Recife a Pai* 
mares. 

Tem bitola de 1",44, a estrada de ferro de Ja ragna ao 
Bebedouro; de l^jiO, a estrada de ferro do Recife a 
Olinda e Beberibe; de l'",20, a estrada de ferro de Ca- 
xangé; de I^.IO, a estrada de ferro Uniào Yalenciana e 
a estrada de ferro Cantagallo. 

De 1" de bitola sào todas as outras, menos — aMacahé 
a Gampos, a Barào de Araruama e a Campos a S. Sebas- 
tiào, que tém 0°^,95 de bitola ; a Oeste de Minas, que tem 
0",76 ; e a Vassourense e a Descalvadense, que tem 0",60. 



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ESTRADÀS DE FERRO DO BRAZDL 345 

Extensio em trafego dms «stradas de ferro dog Estados Unidos 
do Bradi, em 1890 

Estado do Para 

\ m 

Estrada de Eerro de Bragan9a 59,000 

Estado do Ceard 

Esmrada de Ferro de Baturìté 109,000 

„ „ do Sobral 129,000 

Estado do Rio Grande do Norie 

Estrada de Ferro do Natal a No?a Craz. . . 121,000 

Estado da Parahyba 

Estrada de Ferro Conde d'Eu 189,000 

Estado de Pemambuco 

Estrada de Ferro do Becife a S. Francisco 125,000 

Prolongamento da de S. Francisco 146,000 

Estrada de Ferro de Carnaró 72,000 

n „ de Cazangà 20,000 

„ „ do Recife, Olinda, Beberibe 12,000 

„ » do Limoeiro 141 ,000 

Estado das Alagòas 

Estrada de Ferro de Jaragaà ao Bebedooro 10,000 

„ n Central das Alagoas 88,000 

„ „ de Paulo Affonso 116,000 

Estado da Bahia 

Estrada de Ferro da Bahia a S. Francisco 123,000 

Prolongamento da Estrada de Ferro da Bahia • 322,000 

Estrada de Ferro de Santo Amaro 36,000 

Eamai do Timbó 83,000 

Estrada de Ferro Central da Bahia 815,500 

„ „ de Nazareth 34,000 

„ „ Bahia e Minas . . 142,000 

Estado do Espirito Santo 

Estrada de Ferro de Itapemerim 70,000 



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346 ESTRADAS DE FERRO DO BRAZIL 



Estado Federai 

k m 

Estrada de Ferro Central do BrazU ^ 896,688 

„ „ Rio d'Owo 65,500 

„ » do Corcoyado 4,000 

„ „ do Norte 46,000 

Estado do Rio de Janeiro 

Estrada de Ferro Principe do GrSo-Parà 92,000 

„ „ de Cantagallo 178,400 

Ramai de Cantagallo 69,000 

Liga^So da Leopoldina e Soinidoaro 92,600 

Ramai de Macahé 146,518 

Estrada de Ferro Macahé a Campos 96,000 

„ „ BarSo de Aramama 42,000 

„ „ Campos a S. SebastiSo 20,100 

„ „ Santo Antonio de Padaa 98,000 

„ „ Carangola 288,000 

„ „ de Maricà 38,000 

„ » de Rezende a Arèas 29,000 

„ „ Santa Izabel do Rio Proto 74,800 

» „ Sant'Anna 88,000 

„ „ Uniào Valendana 64,000 

Ramai Bananalense 18,000 

Estrada de Ferro Rio das Flores 86,664 

„ „ Vassoorense . . . , • 6,600 

Estado de 5. Paulo 

Estrada de Ferro de Santos a Jandiahy 189,000 

„ „ S. Paulo e Rio de Janeiro 282,000 

„ „ Paolista 250,000 

„ „ Itoana.... 212,000 

„ „ 8. Manoel 41,200 

» ^ n Mogyana 775,000 

„ „ Sorocabana 222,000 

„ Bragantina 52,000 

„ „ Rio Claro 265,000 

„ „ Tanbaté a Tremembó 9,000 

„ „ Descalvadense 14,000 

„ ^ S. Vicente 20,000 

„ „ Santo Amaro 9,000 

1 A Burada dt Ptrro Centrai do BtomìI tem su» orlgem no Estodo Federai; mu 
4Mtiitol?»-M p«los Bstodot do Blo de Jentiro, S. Paolo o Miiiai Oeraot. 



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fiSTRADAS DE FERRO DO ESTADO 547 

Estado de Minas Geraes 

k m 

Estrada de Ferro Leopoldina 768,818 

„ „ Rio e Minas 170,600 

„ „ Oeste de Minas 820,000 

„ „ do Piào 61,000 

Estado do Paratia 
* Estrada de Ferro de Paranag^uà a Coritiba 111,000 

Estado de Santa Catharina 
Estrada de Ferro D. Thereza Christina 116^000 

Estado do Rio Grande do Sul 

Estrada de Ferro S. Leopoldo 48.000 

y, „ Rio Grande a Bagó 288,000 

„ „ Taquary a Cacequy, 306,000 

„ „ Qoarahim a Itaqay 176,600 

ExtensSo total em trafego 9.866,788 

[Vide : Historico da estrada de ferro,] 

Estradas de ferro do Estado [Glassìflcacào das — ] 
— Pelo decreto n. 9417 de 25 de Abril de 1885, as es- 
tradas de ferro do Estado flcaram classiQcadas pelo se- 
guiate modo : 

Estradas de /^ ordem. — As que tiverera um movi- 
meato de trafego superior a 30.000.000 de toneladas- 
kilometro por aono. 

Estradas de 2*^ ordem. — As que tiverem movimento 
de trafego de 5.000.000 a 30.000.000 de toueladas-kilo- 
metro por anno, • 

Estradas de 3^ ordem, — As que tiverem movimento 
de trafego de 1.000.000 a 5.000.000 de toneladas-kilo- 
metro por anno. 

Estradas de 4*" ordem. — As que tiverem movimento 
de trafego ìnferior a 1.000.000 de toneladas-kilometro 
por anno. 



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348 ESTRADA DE FERRO DE TRACgiO ANTMAL ESTRIBO 

Estrada de ferro de tracgSo animai, bondes (E 

(le F.) — Chemin de fer des$ervi par de$ chevaux. — Tram- 
way. — Pferdebahn. 

Estrada estrategica (Tech.) — Chemtn stratégique. — 
Strategie rail-road. — Slralegische Bahn. 

Estrado [dos carros e locomotivas] (E. de F.) — 
Chassis, cadre, bali. — Frame. — Gestell, Dampfwagm- 
gestell. — Parie da locomotiva onde assenlam os supportes 
da caldeira, a fornallia, eie. Compòe-se de longeròes e 
Iravessas. Os longeròes pódem ser de chapas de ferro de 
0™,03 de espessura oq de ferro chato. Ha tambem de 
madeira guarnecidos de chapas de ferro e algumas vezes 
de chapas de ago. 

Na travessa da freote do estrado sào fixados os para- 
choques e os apparelhos de tracgào, e o limpa-trilhos, 
na locomotiva americana. 

Ha estrados interiores, oxteriores e duplos, conforme 
as rodas fìcam collocadas. No estrado duplo as rodas 
gyram enlre os longeròes, que tambem sào duplos. 

prolougamento do estrado fórma a piata-forma da 
tolda do machinista. 

Os estrados dos vagòes pódem ser de madeira, de 
ferro ou mixtos. CompOem-se de longeròes, de travessas e 
de cruzes de S. André. 

estrado do tender è tambem composto de longeròes 
e travessas de ferro; n'elle assenta a piata-forma, onde 
estào OS lanques e os deposìtos do combustivel. 

Estrado de ponte (Pont.) — Tablier, — Bridge-floor. 

— Brikkenbelag, — [Vide : Taboleiró], 

Estribo (E. deF,) — Marche'pied,— Tread. — Fusstritt. 

— Pega de ferro, flxada ao estrado da machina ou do 
tender, servindo para dar accesso aos machinistas e 
foguistas. 



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ESTRIBO OU SUSPENSORIO EXCENTRICO DUPLO 549 

Estribo OU suspensorio (CoDst.) — Ferragem pregada 
ao pendural e abragando o olivel, na tesoura do madei- 
ramento. 

Estropo (Locom.) — Téle de bielle. — Sirop. — Bra^a- 
deira de ferro, fixada por parafusos aos extremos do brago 
conneclor e motor. — [Vide: Brago motor]. 

Estucar (Coosl ) — Plàlrer. — To plaster or to plaisier. 

— Gipaen, vergipsen, verstucken. — Guarnecer um tecto 
ou urna parede com estuque. 

Estudos de um projecto de estrada de ferro (Adm.) 

— Études d'un prò jet de che min de fer, — Pr eliminar y 
work$ of a railway. — Eisenbahnstudie. 

Estuque (Const.) - Stuc. — Stucco. — Sluck. 
EvaporagSo (Tech.) — Évaporation. — Evaporation. 

— Verdampfung, Evaporirung. 

Eventuaes (Adm.) — Faux-frais, éventuels. — Even- 
tuals. — Mehrauslagen. — Nos orcamentos de estradas de 
ferro ó costume dar l) 7o do valor total para eventuaes. 

Excentricidade (Tech.) — Excentricité. — ExcentricUy. 

— Excentricitàt . 

Excentrico (Locom.) — Excenlrique, — Eccentric. — 
Excenlrik, Excenier. — Peca de metal da locomotiva, cujo 
centro de figura nào corresponde ao centro de rotaQào, 
tendo por firn transfurmar o movimento circular continuo 
em rectilineo alternativo. Compòe-se de disco, annel e 
barra. Serve para transmittir movimento às valvulas de 
distribuicào, às gavetas. • 

diametro dos excentricos, nas locomotivas, è dado 
pela seguinte formula : D' = 0,15 D. 

Sendo : D', diametro do excentrico ; D, diametro do 
cylindro. 

Excentrico duplo (Locom.) — Doublé excentrique. — 
Link motion. — Doppelexcenter. — As locomotivas antiga- 



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350 fXPAMSiO EXFLORAglO 

mente tiDham um so excenlrico para cada gavéta ; isto 
difficultava as manobras. 

Foi engenheiro americano Hawlhorne quera leve, 
em 1837, a idèa de empregar dous excentricos flxos : — 
um que determina a marcba para a frente, outro que de- 
termina a marcba para traz. 

ExpansSo(Macb.) — Détente.expansion. — Expamion. 
— Expansion. — Propriedade do vapor muitissimo apro- 
veitada nas locomotivas. 

Oapparelbo de distribuiQào tem o poder de inter- 
romper — em um ou mais pontos do curso do embolo — 
a admissào do vapor no cylindro. Quando se dà a inter- 
rup^o, vapor que jà està no cylindro expande-se e 
actua sobre o embolo* completando o curso. Quando o 
embolo, depois, cometa a voltar, o vapor escapa-se. 

ExpansSo variavel (Locom.) — Détente variable. — 
Variable expansion. — Verànderliche Expansion. — Quando 
vapor é sempre cortado no mesmo ponto do curso, a ex- 
pansào é flxa ; quando é cortado em differentes pontos, 
é variavel. As locomotivas sào macbinas de expan- 
sào variavel, segundo os gràos em que foi calculada a 
distribuiamo. 

ExpedigSo (E. de F. ) — Expédition. — Dispatch. — 
Expedition, Absendung. 

Experiencia (Tech.) — Expérience, épreuve. — Experi- 
mera, trial, proof. — Probe. [Vide : Prova]. 

Ex^oragSo (E. de F.) — Études. — Sarvey. — Explo- 
ration. — Escolha, entre dous pontos extremos, da zona 
mais vantajosa para o tragado de uma via-ferrea. A Ex- 
plorafào consta de tres operacòes: — T, Tragado do eixo 
poljgonal sobre o terreno. 2\ Determinagào das alturas 
de todas as estacas do eixo polygonal. 3', Topographia 
do terreno até 80 ou 100 metros para cada lado do eixo. 



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f 



EXPLOfilO EXPRESSO S5i 

Na !• opera§ào emprega-se o transito de Gurley ou de 
YouDg. eixo deve sujeìtar-se i declividade maxima 
adoptada ; deve ser tragado de modo a dispensar o mais 
possivel grandes trabalhos de terra, lunneis, eie, e deve 
coDter curvas em que nào haja raio inferior ao minimo 
marcado nas instrucgOes. 

Os dados colhidos n'esle servilo sào registrados em 
caderneta. — [Vide : Cadbmeta de exploragào]. 

A 2* operagào — nivelamento longitudinal do eixo — 
e execulada com o nivel de Gurley. — [Vide : Caderneta 
de nivelamento]. 

A 3* operagào — tomada de secfOes Iransversaes — ó 
execulada a pantometro e clinometro. — [Vide : Caderneta 
de secgòes tran$ver$ae$]. 

Sómente a pratica ensina ao engenlieiro as regras in- 
dispensaveis à escolha do terreno por onde deve passar 
uma linha de exploragào. — [Vide: Reconhecimento]. 

ExplosSo (Mach.) — Explosion. — Explosion. — Zers- 
pringen oder Bersten eines Ke$sels. — Nas locomotivas rara- 
mente dà-se explosào, visto as caldeiras serem munidas 
de todos OS apparelhos preventivos — valvulas, mano- 
metros, tubos indicadòres do nivel d'agua, etc, — e visto 
tambem serem as machiuas minuciosamente examinadas 
antes de entrar em servigo. 

Vamos dar as causas principaes de explosào da cai- 
deira : Falta de alimentagào ; excesso de pressao, nào 
podendo fanccionar a valvola de seguranga ; ^teilo de 
construcgào ; incrustagOes e grandes depositos ; estrago 
pelo uso prcAongado, etc, etc. — [Vide : AbaixamerUo do 
nivel d'agua]. 

Expresso (E. de F.) — Rapide, exprès. — Express- 
train. — SchneUzuy, Eilzug. — Trem directo entre duas 
esta^Oes. 



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3K2 EXTD^GClODAGÀL-' — ^ EXTRADORSO 

Extincgao da cai (CoDSl.) — Extinction de la dmux, 
— Slacking oflime. — Emlóschung, Lo$chen des Kcdkeg. — 
Operando execulada quando. se quer reduzir o calcareo 
qaeimado z cai. Ha tres processos de extinc^o : 

l^ Extincfào ordinaria. — Regam-se as pedras calci- 
oadas e por meio de um rollo de madeira ou ferro redu- 
zem-se a pò. Evita-se que a agua faga pasla. 

2". Extiru^ por immersào. — CoUoca-se a cai viva 
dentro de cestos e mergulham-se estes, por algans iaslan- 
les, dentro d'agua 

3^ Extiru^ expoTOanea. — ExpOe-se a cai viva ao 
ar livre. A humidade vae sondo absorvida, e as pedras. 
calcinadas vSo se reduzindo a pò. 

A cai exlincta nàodeve flcar exposta ao ar livre ; deve 
ser convenientemente guardada. 

Extradorso (Const.) — Extrados. — Exlrados. — Ex- 
trados, Aussenflàche eines Gewólbes. — Superficie externa 
da abobada. 



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DICCIONARIO 



ESTRADAS DE FERRO 



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DICCIONARIO 



ESTRADAS DE EERRO 



Sciencias e Artes Àccessorias 

ACOMPANnADO DE UM 

VOCABOLARIO EM FRANCEZ, INGLEZ E ALLEMiO 



POR 

FRANCISCO PICANgO 

(NATURAL do B8TADO DO RIO GRANDE DO 8UL) 

Sngenheiro Civil, 

Bacharel em leienoUB phjrioM • mathematiou. Bedaeior da Bmtitta d$ BtiraJai d9 

Ftrro^ Fandador da Kmista dt Bngtnharia^ 

Membro effectiTO do Institato Polyieclinico Brasileiro, 

Laureado com a Hodalha Hawkihaw. Sodo bonorario do Club de Eogenbaria, 

CoUaborador da SecfSo BrazUeira na EzpOBÌ9Ìo Uaiversal de Antaerpia, 

Laiareado oom a Hedalba de Prato da meana expoiiiclo. 

Membro da Commisero ExecntlTa da Primeira Bxposi92o de Caminbos de Ferio 

Bruileirott etc., «lo. 



VOILiTJli^E II 



RIO DE JANEIRO 

Imprbnsa a vapor H. LOMBAERTS & Comp 
7 — rua dos ourives — 7 

1892 



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AO LEITOR 



Com esle segundo volume completo a publica^o do 
DiccioDario de Estradas de Ferro. 

Por falla de xilographos, deixo de dar algumas figuras. 
Fiz pomvely porém, para tornar o texto comprehensivel, 
mesmo iem esse grande atixiliar. 

Pego aos Collegas que corrijam e augmentem o meu 
trabalhOy desculpando às lacunas de urna primeira edifào. 

Terei immenso prazer, dar-me-hei por muilo recom- 
pensadOy se esle modesto limo [ór o ponto de partida de uma 
importante obra, organisada por dislinctos profissìonaes. 

Rio de Janeiro^ 2i de Fevereiro de i892. 



FUANaSCO PlCANCO, 

Bngenbeiro Civil. 



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ei?:r-a.t-a. 



»g. 


Linha 


Krro 


Emenda 


1 


17 


Degossir 


Degrossir 


]3 


18 


diametro interno 


diametro externo 


IB 


19 


diametro extemo 


diametro interno 


47 


10 


eixo fino 


eixo fizo 


112 


13 


pressSo 


pressao, de ezpansào variaTel 
e sem condensag&o 


129 


5 


cinter 


cìntrer 


154 


3 


Niche 


Man hole 


165 


25 


nÌTelamento 


Os niyelamentos 


184 


33 


Magico 


Ma88Ì90 


190 


7 


oa 


08 


214 


25 


1—0,1306/ 


1—0,00186/ 


219 


15 


piò droits 


piédroits 


297 


16 


nas de bitolade 


nas de 


299 


18 


comprimente; L 


comprimento L 


802 


8 


estatisticas 


estaticas 


304 


9 


Contra-frio 


corta-frio 



N. B. — No volnme I, i pagina 171, substitna-se a formula: 



pela seguinte : 



100 ^ 



1000 ^ 



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digoionàbio de estbàdàs db fbbbo 



F 



Face plana do cylindro (Mach.) — Bande du cylindre. 

— Cylinder face or cylinder's back piate. — Cylinderdeckel. 

Fachada (Arch.) — Fagade. — Front of a building. — 
Front, Fagadcy Aussenseite. — Nos ediflcios de estradas 
de ferro, principalmenle nas eslacòes, as fachadas devem 
ser elegantes e sempre dotadas de sentido moral. Os cara- 
cterislicos princìpaes sào os amplos portOes e o grande re- 
logie cercado de emblemas apropriados. 

Fachada lateral (Areh.) — Fagade de cóle. — Side- 
face, flank-front. — Seitenfront, Seitenfagade. 

Fachada principal (Arch.) — Fagade principale. — 
Principal'front or main-face, — Hauptfagade. 

Fachina (Const.) — Fascine. — Fascine. — Faschine. 

— Meio de preservar os pés dos laludes dos alerros, da 
ac(jào das aguas, composto de galhos de arvores. E' mais 
usado na engenharia militar. 

Falquejar a madeira (Const.) — Degossir le bois. — 
To bavlk or lo rougìi-hew. — Bewaldrechlen. 

Falsa estaca (Const.) —Fausse pieu. — ... — Fehlge- 
gangener Pfahl. — [Vide : Prolonga\ 

Diooionarlo 



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FALSA NEGA FEITOR 



Falsa né^a (Constr.)— Fausse réfus.— . . . —FaUche 
Versagung. — [Vide : ?féga]. 

f also-olivel. — Pega da tesoura de um madeiramento 
parallela ao oli vai. 

Fasquia [laboa delgada] (Const.) — Tringle ou ais. — 
Board or baUens. — Di4e, Bohle. 

Fazer partir um trem (E. de F.) — Lancer un train. 
— To start a train. — Einen Zug ablassen. 

Fazer péga [a argamassa] (Const.) — Faireprise. — 
To harden. — Erhàrten. — [Vide : Argamassa], . 
Fechadora (Const.) — Serrare. — Look. — Schloss. 
Fècho de abobada (CoDSt.) — Clef de la voéle. — 
Crown, key-stone. — Schlusstein. 

Feitor (E. de F.) — Chef d!equipe. — Fore man ofroad 
repairs. — Vorman. — ^ào do regulamenlo da Estrada de 
Ferro Central do Brazil os seguinles artigos, determinando 
as obrigacOes do feilor : 

<( 1% Percorrer todas as manhàs seu distficto, exami- 

nando minuciosamente o eslado dos Irilhos, juntas, dor- 

mentes, lastro, taludes, chaves, passagens de nivel e obras 

de arte. Marcar os logares em que haja necessidade de 

reparacdes urgentes, afim de n'ellas empregar de prefe- 

rencia a sua tarma, emquanto nào receber dos superiores 

ordens contrarias. A' tarde, antes de dei\ar a linha, farà 

outra visita, veriflcando se tudo se acha em bom estado 

e se nào bo necessidade de tomar alguma providencia para 

assegurar a marcha dos trens durante a noile. 2% Apertar 

OS parafusos que affrouxarem, levantar as juntas dos . 

trilhos que abaterem, calgal-os e compor o laslro na fórma 

das instruccOes que Ihe forem dadas. 3% Cuidar dos es- 

gotos, desobstruir as valletas e fazer todos os Irabalhos 

necessarios para evitar que as cbuvas eslraguem o leito 

da estrada. 4% Remover toda a vegela^ao do leilo da es- 



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FETTOR 3 

Irada, das valletas lateraes, boeiros e poiiles. 5% Con- 
servar sempre rogadas as margens da linha e bem assim 
as pìcadas por onde passa a linha telegraphica, de modo 
que OS galhos nào toquem nos flos. 6% Arrecadar as fer- 
ramenlas e utensìlios do uso de sua turma, pelos qmes 
sera pecuniariamente responsavel. 7% Ter sempre presente 
no servico a bitola da linha e regua de nivelar com suas 
pertengas. 8% Conservar a boa ordem e moralidade no seu 
pessoal, dando parte quando houver insubordinados para 
serem puuidos. 9% Ter a linha desempedida vinte minutos 
aotes da bora da passagem dos trens de tabella ou dos que 
forem annunciados. 10, Ter sempre no servilo as cader- 
nelas de ponto e de viso. H, Acudir promptamenle com 
toda sua gente, quer de dia quer de noite, aos cbamados 
dos empregados do Irafego, em qualquer ponto em que 
sua presenta fór necessaria. 12, Mandar rondar a linba 
por um trabalhador de sua conflanga, pela manbà, antes 
da passagem do prime! ro trem, e depois, segundo as 
instrungOes que Ibe forem dadas pelos cbefes de divisào, 
por intermedio dos mestres da linha. 13, Os feitores exa- 
minarào em suas visitas a linha telegraphica, com a 
mesma attengào que a via ferrea e farào reparar imme- 
diatamente qualquer avaria ou desarranjo, empregando 
OS objectos de reserva deposi tados nas subdivisOes ou nas 
lurmas. Assignalarào sem demora ao mestre de linba, 
cbef(^ de divisào ou agente da estagào mais proxima as 
reparagOes que nào puderem fazer. 14, Logo que qualquer 
feitor receba aviso de haver perturbagào no telegrapbo, 
deve, se possivel fór, percorrer seu districto examinando 
attentamente a linha telegraphica e, se nào encontrar a 
causa da perturbagào, transmitlirà o aviso à turma se- 
guinte, onde o feitor procederà da mesma fórma até à 
turma immediata e assim por diante. feitor que des- 



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FELDSPATH FERRO 



cobrir a perturbagào se conformarà com as disposigòes do 
artigo antecedente. 15, Para as inspec(8es que seflzerem 
na linha telegraphica, deverào estar munidos de urna 
escada quealcance a extremidade superior do poste, afim 
de que possam verificar se as cruzetas ou ferragens, bem 
corno OS isoladores, estào bem seguros e se os fios estào 
bém presos. 16, Logo depoìs de urna tempestade deverào 
OS feitores inspeccionar a linha telegraphica.. 17, Se al- 
guma turma deixar o servilo à noite, Beando a linha em 
estado que nào permìtta aos trens andarem com a veloci- 
dado regulamentar, o feitor deverà collocar n'esse logar 
uno homem de sua conQanga para arvorar, i passagenl 
dos trens, o signal verde. » 

Feldspati! (Tech.) — Feldspalh. — Feldspar or felspar. 
— Feldspath. — Silicato duplo de alumioio e de um alcali. 
li' riscado pelo qaarlzo, e risca o vidro. Tem para peso 
especiflco 2,763 no maximo. Brilhante, branco, amarello 
ou vermelho. 

Femea da porca (Const.) — Taraud. — Screw tap. — 
Schneidbohrer. 

Fenda da caldeira (Mach.) —Fuite. — Leakage. — Leck. 
Ferragem (Tech.)— Ferrure, ferremenl. — Iron-work. 
— Eisenbeschlag. 

Ferramenta (Tech.) — OutiL — Tool. — Werkzeug. 
Ferrar urna estaca de fundagSo (Const.) — Saboter 
une pieu. — To shoe a pile. — Collocar-lhe uma sapata 
de ferro, para que ella melhor perfnre o terreno. 

Ferreìro (Tech.) — Forgeron. — BlacksmUh, — Schmied^ 
Hammerschmied. 

Ferro (Tech.) — Fer. — Iron. — Eisen. — Melai 
mais empregado nas iodustrias. Peso especifico 7,783. 
Entra em fusào a 130*^ do pyrometro Wedgewood, ou 
a 10.393'» centigrados. 



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FERRO ACERADO FERRO EM ^- 



Ferro acerado (Tech.) — Fer aciéreiuc. — Steely iron. 

— Feinkorneisen. 

Ferro cli|Lto (Tech.) — Fer méplat. — Flat-iron. — 
Flacheism. — Para acharse o peso dos ferros chatos — 
para um melro de complimento — multiplica-se a largura 
pela espessura e o total por 7^,788. 

Ferro corrugado (Tech.) — Fer corrugué, tóle corrtir 
guée. — Corrugated iron, — Runzeleism. — Empregado 
em coberturas. 

Ferro de plaina (Tech ) —Fer de rabot. — Piane iron. 

— Kobeleisen. 

Ferro de pua (Tech.) — Cintre. — Center-bit or centre' 
bit. — Bohrklinge. 

Ferro de soldar (Ferr.) — Fer à souder. — Soldering- 
iron. — Lótheisen. 

Ferro em barras para triihos (Tech.) — Fer en barres 
pour les rails. — Rail-iron. — Paketirtcs Schieneneisen. 

Ferro em barras (Tech.) — Fer en barres. — Iron in 
bars. — Zaineisen. 

Ferro em C (Tech.) — Fer àC. — C iron. — C eism. 

Ferro em chapas (Const.) — Tóle. — Sheet iron. — 
Eisenblech. 

Ferro em folhas ondulado (Const.) — Tóles ondidées. 

— Empregado em coberturas de armazens de mercado- 
rias, etc. 

FOLHAS DE FERRO ONDULA DAS/ DA FUNDIQÀO DE MONTATAIRE 

Dima, das folhfts Altnra da onda Larg. da onda 

Grandes ondula^des. .... Qm, 854X2^,000 0^,082 0^,166 

Médias „ .... 0m,740X2m,500 0^,028 0ni,1865 

Pequenas ^ .... 0^,500 XI"™, 100 0^,018 0^,076 

« 

Ferro em-|- (Censi.) — Fer en barres faconné en+. — 
-^-iron. — Kreuzeisen. 



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FERRO EM LAMINAS EERRO EM U 



Peso das ehapas de ferro, por metro qaadrado 



Espessura das ehapas 


Peso em kilogs., se- 


Peso em kilogs , se- 


em milliroetros 


gando G. Wanderley 


gando Oppennann 


V4 

Va 




1,947 




3,894 


1 


7,78 


7,788 


2 




16,676 
23,364 


3 


23,34 


4 




31,164 
38,940 


6 


38,90 


6 


46,68 


46,728 


7 


64,46 


54,616 


8 


62,24 


62,304 


9 


70,02 


70,092 


10 


77,80 


77,880 


11 


85,58 


. 85,668 


. 12 


93,36 


92,456 


13 


101,14 


100,234 


14 


108,92 


109,032 


16 


116,70 


• 116,820 


16 


124,48 


124,608 


17 




132,396 




18 


140,04 


140,184 


19 




147,972 
155,760 


20 


155,60 



Ferro em laminas (Tech.) — Fer en lames. — Iron 
piate. — Gewalzte Eisenblech^ Walzblech. 

Ferro, em laminas, forjado (Tech.) — Fer en lames 
forge. — Hammered iron-plate, — Hammerblech, 

Ferro em duplo T (Const.) — Fer en T doublé. — 
Doublé T iron. — DoppeUT-eisen. 

Ferro em T (Const.) — Fer enT. — T iron. — T-eisen. 

Ferro em U (Const.) — Fer àU. — U iron. — U eisen. 



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FERRO EM V FERINO LAMINADO 



Ferro em V (Const.) — Fer en V. — V iron. — V eisen. 
— Empregado em cumieiravS, etc. 

Ferro fibroso (Tech.) — Fer fihreux. — Fibrom iron. 
Sehnige Schmiedeisen, Zugeisen. — Entra na fabrica^slo da 
alma e da sapala do trilho Vignale. 

Ferro forjado (Tech.) — Fer forge. — Wrought-iron, 
hammered iron. — Hammer eisen, Schmiedeisen. — Balido, 
em estado rubro, sobre a bigorna ou no martinete. Cin- 
zento claro. Textura nervosa. Dotndo de grande lenaci- 
dade, que varia segundo o grào de pureza do metal. Os* 
ferros de superflcies forjadas oxidam-se menos facilmente 
que OS de superflcies limadas. 

Ferro fundido (Tech.) — Fonie. — Casl-iron. — Gus$- 
eisen. — E' combinado com urna certa quantìdade de car- 
bone, nos trabalho^ dos fornos allos. Tem grande numero 
de applicacòes nas pecas sujeitas a compressào. 

Ferro galvanisado (Tech ) — Fer galvanisé. — Calva- 
nized iron. — Galvanisirte Eisen. 

Ferro guza (Tech.) — Gueuse. — Pig-iron. — Ganx^ 
Flosseisen. 

Ferro laminado (Tech.) — Fer lamine. — Rolled-iron. 
Walzeisen. — que é passado no laminador. Mais homo- 
geneo que p forjado^ tem mais elasticidade e cohesào, 
e mais resìste aos esfor(^s de tracQào. Bastante usado 
na confecQào de columnas ócas, onde as laminas reunem- 
se por meio.de rebites, e no fabrico das cabegas do trilho 
Vignale. 

ClassiBcaQào geral dos ferros laminados das forjas da 
Franca (segundo Oppermaan) com as dimensOes de cada 
aniostra. 

Primeira classe. — Carrés. de 18 a 61 (millimetros) ; 
lìonds : de 21 a 68 ; Ptats: de 40 a 115 sobre 9 e mais ; 
Plats: de 27 a 38 sobre He mais. 



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FERRO QUADRADO FERRO ZORÉ 



Segunda classe. — Carrés: de 12 a 17 (millimetros) ; 
Gros carrés : de 62 a 81 ; Ronds: de 14 a 20; Gros ronds: 
de 69 a 81 ; Plats: de 40 a 115 sobre 6 a 8 e mais; Gros 
plals: de 120 a 162 sobre 12 e mais. 

Terceira classe. — Carrés: de 9 a 11 (millimelros); Gros 
carrés: de 82 a 95 ; Ronds: de 9 a 13 ; Gros ronds: de 82 a 
95 ; Banddeltes : de 20 a 36 sobre 4 1/2 e mais ; Aplatis : de 
40 a 115 sobre 4 1/2 e mais; Plats: de 120 a 162 sobre 7 
ali; Piale bande demi-ronde: de 27 a 40 sobre 7 e mais. 

Quarta classe. — Carrés: de 6 a 8 (millimetros); Gros 
carrés: de 96 a 108; Ronds: de 6 a 8; Gros ronds: 96 a 
108; Bandelettes: de 14 a 18 sobre 4 1/2 e mais; Aplatis: 
08 sobre 3 1/2 e mais ; Piate bande demi ronde: de 16 de 
18 a 1 a 25 sobre 7 e mais. 

Ferro quadrado (Tech.) — Fer carré. — Square iron. 
— Walzeisen, Quadrateisen. 

Ferro redondo (Coust.) — Fer rond. — Round-iron. 
Rundeisen. 

Ferro semi-redondo (Tech.) — Fer demi rond.—Half- 
round iron. — Halbrundeisen. 

Ferro relaminado (Tech) — Ferro veiho, trilhos, etc, 
passados no forno e no laminador. E' muito superior ao 
ferro laminado, pois que a nova fusào augmenta-lhe as 
antigas propriedades. Usado no fabrico de trilhos. A in- 
vencào pertence ao industriai inglez Baine. 

Ferro [VergalhOes de — ]. — Ferro de maior bitola en- 
contrado no commercio. Tem para seccào transversai 
0'",13x0",13 ou nas medidas inglezas 5 pollegadasX5 
poUegadas. Tambem ha vergalhóes redondos, tendo para 
diametro do circolo da seccào transversai : 0'",13. 

Ferro Zoré (Tech.) — Fer Zoré. — Zoré-iron. — Zore 
Eisen. — CoUeccao de ferros laminados, fabricados pelo 
industriai Zoré. Apresenta fórmas variadas. 



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TABELLA DOS FERROS QUADRADOS 



Tabella dos ferrds qnadrados desde O^^OOl até O^^llO de grossara, 
eom sea peso por 1 metro de eomprimento 



1 

00 

fi 
B 


1 


1 

i 


1 


i 

s 


o 


5 




5 




S 




mUl. 


kil. gr. 


mìU. 


kil. gr. 


mill. 


kil. gr. 


ì 


008 


38 


H 246 


75 


43 806 


2 


031 


89 


11 806 


76 


44 983 


3 


070 


40 


12 451 


77 


46 176 


4 


125 


41 


13 092 


78 


47 382 


5 


195 


42 


13 738 


79 


48 666 


6 


280 


43 


14 400 


80 


49 843 


7 


382 


44 


45 078 


81 


51 097 


8 


498 


45 


15 771 


82 


52 367 


9 


631 


46 


16 479 


83 


53 632 


10 


779 


47 


17 204 


84 


54 952 


11 


942 


48 


17 944 


85 


66 208 


12 


1 121 


49 


18 699 


86 


57 600 


13 


1 816 


50 


19 470 


87 


58 947 


14 


1 526 


51 


20 257 


88 


60 310 


15 


l 752 


52 


21 059 


89 


61 689 


16 


l 994 


53 


21 876 


90 


63 088 


17 


2 251 


54 


22 710 


91 


64 486 


18 


2 523 


55 


23 559 


92 


65 918 


19 


2 811 


56 


24 423 


93 


67 358 


20 


3 115 


57 


25 303 


94 


68 815 


21 


8 435 


58 


26 199 


95 


70 287 


22 


8 769 


59 


27 110 


96 


71 774 


23 


4 120 


60 


28 036 


97 


73 262 


24 


4 486 


61 


28 979 


98 


74 776 


25 


4 868 


62 


29 937 


99 


76 330 


26 


5 265 


63 


30 911 


100 


77 880 


27 


5 677 


64 


31 900 


101 


79 445 


28 


6 106 


65 


32 884 


102 


81 026 


29 


6 550 


66 


33 925 


108 


82 623 


30 


7 009 


67 


34 900 


104 


84 236 


31 


7 484 


68 


35 012 


105 


85 863 


32 


7 975 


69 


37 079 


106 


87 506 


33 


8 481 


70 


38 161 


107 


89 165 


34 


9 003 


71 


39 259 


108 


90 839 


35 


9 540 


72 


40 373 


109 


92 529 


36 


10 093 


73 


41 602 


110 


94 235 


37 


IO 662 


74 


42 647 







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10 



FERROS REDONDOS • 



• FERROLRO 



Tabella dos ferros redondos de li°,001 até 0(n,100 de diametro, 
com sea peso por 1 metro de eomprlmento 



© 

6 
a 

5 


© 
1 


2 
5 


1 

kU. gr. 


Cj Diametro 


£ 


min. 


kil. gr. 


min 


kil. gr. 


2 


024 


35 


7 496 


68 


28 294 


3 


055 


36 


7 930 


69 


29 133 


4 , 


098 


37 


.8 377 


70 


29 983 


5 


158 


38 


8 836 


71 


30 846 


6 


220 


39 


9 807 


72 


31 721 


7 


300 


40 


9 791 


73 


32 548 


8 


392 


*4l 


10 280 


74 


33 508 


9 


496 


42 


10 794 


75 


34 119 


10 


612 


43 


11 314 


76 


36 343 


11 


740 


44 


11 846 


77 


36 280 


12 


881 


45 


12 391 


78 


37 228 


13 


1 034 


46 


13 048 


79 


38 189 


14 


1 199 


47 


13 517 


80- 


39 162 


16 


1 377 


48 


14 098 


81 


40 147 


16 


1 506 


49 


14 692 


82 


41 144 


17 


1 768 


50 


15 296 


83 


42 154 


18 


1 983 


51 


15 916 


84 


43 176 


19 


2 209 


52 


16 546 


85 


44 210 


20 


2 448 


53 


17 183 


86 


45 256 


21 


2 698 


54 


17 813 


87 


46 315 


22 


2 962 


55 


18 510 


88 


47 380 


23 


3 237 


56 


19 189 


80 


48 469 


24 


3 525 


57 


19 881 


90 


49 563 


25 


3 824 


58 


20 458 


91 


50 671 


26 


4 136 


59 


21 200 


92 


51 791 


27 


4 461 


60 


22 028 


93 


62 923 


28 


4 797 


61 


22 769 


94 


54 067 


29 


5 146 


62 


23 521. 


95 


65 224 


30 


5 507 


63 


24 286 


96 


•56 393 


31 


5 880 


64 


25 063 


97 


57 574 


32 


6 266 


65 


25 863 


98 


58 644 


83 


6 664 


66 


26 664 


99 


59 972 


34 


7 074 


67 


27 468 


100 


61 190 



Ferrolho (Const.) — Verrou ou loquet. — latch or 
boU. — RiegeU 



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FERRO-VIA OU VIA-FERREA FLECHA il 

Ferro-via ou via-ferrea (Tech.) — Chemin de fer. — 
Rail-road. — Eisenbahn. — [Vide : Estrada de ferro], 

Ferrugem (Tech.) — Rouille, — fiusì. — Rosi. — Per- 
oxido de ferro hydratado. Camada de pò Ano e vermelho 
escuro, que ataca o ferro quando exposlo ao ar Bumido. 
^A ferrugem corroe o ferro. Preserva-se o melai conlra os 
seus effeilos e presenga por meio de pinturas a eleo. 

Fiada [de pedras ou de tijolos] (Const.) — Assise.— 
Course. — Schicht, Lage. 

Fianga (Adm.) — Cautionnemenl . — Security. — Kau- 
zion. — Circulares : de ii de Janeiro e de 12 de Novembro 
de 1880. 

Ficba (Tech.) — Fiche — Countcr. — Messpflock. — Baste 
de ferro empregada pelo medidor para eslicar a corrente. 

Filale [fazeuda para fazer as bandeiras de signaes]. 
— Etamine, — Bunfing. — Fahnentuch. 

Filete (Arch.) — Filet ou lislel. — Fillet. — Leislchen. 

Filtro do tanque do tender (E. de F.) — Panier à 
fiUre. — Coue de cobre, munido depequenos oriflcios, que 
deìxa passar a agua vinda dos reservalorios, e detem os 
corpos estranhos. 

Fio de ferro. — [Vide: Ararne de ferro]. 

Fio de rosea do parafuso (Tech.) — FUlel du vis. — 
Screw thready Schraubenschneide. 

Fio telegraphico (Tech.) — FU télégraphiqtie. — Tele- 
graph-wire, — Telegraphendraht. 

Fiscalisag3o (Adm.) — Surveillance. — . . . — Aufsicht. 
— [Vide; Engenheiro fiscal]. 

FiscalisagSo das emprezas de viagSo ferrea. — 
Aviso de 11 de Janeiro de 1883 ; Decreto n. 8947 de 19 
de Maio de 1883. 

Flecha [devida a flexào] [Tech.]— Flèche^—DefkctiQn. 
PfeU des Durchbuges. 



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12 FLBCHA DE ABOBODA OU DE ARCO FLEXAO 

Às flechas da curva torà para as diversas dìsposiQOes 
de vìgas e cargas sào dadas pelas seguintes formulas: 

/•= 1- ^^ i ^^^ engastada por rnn extremo e carregando no outro 
^ "3 EI (opesoP. 

- _ _!_ PP ( Viga assentada sobre deus apoios e carregada no meio 
•^ ~" 48 EI ( com peso P. 

-__ _1_ PP ^ Viga engastadd pelos eztremos e carregada no meio com 



192 EI 



( Viga eni 
(o peso P. 



^_ 6 pl^ ( Viga assentada sobre dons apoios e carregada onifor- 
384 EI ( memento de p por metro corrente. 

._ 1 pl^ i Aiga engastada pelos eztremos e carregada unifomie- 
•^ "~384 EI (mente de p por metro corrente. 

Sendo : h momento de inercia ; E, modulo de elasli- 
cidade. 

Valores médios de E por metro quadrado : 

Carvalbo 900.000.000 

Ferro fundido 10. 000. 000. 000 

Ferro 20.000 000. 000 

Ago 22.000.000.000 

Flecha de abobada ou de arco (Const.) — Flèclie ou 
montée. — Rise or pitch. — Bogenstkh^ Pfeil. 

FlexSo (Tech.) — Flexion. — Flexure. — Biegv/ng. 

riex3o [Resistencia a — ] — Formula geral para as 
vigas submetlidas à flexào : 

M = R — 

f 

Sendo: M, momento de ruptura da viga ; R, coefQcienle 
de resistencia a flexào; I, momento de inercia da secgào 
da viga ; z, distancia da fibra mais alongada ou da mais 
comprimida à Qbra neutra. 



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PLEXÀO 



15 



Yalores praticos de B por millimetro qaadrado 



Desìgna^ào dos materiaes 



Carvalho 

Pinho vermelho 

Vigas arroadas 

Vigas de ferro 

Vìgas de ferro fandido 
Vigas de a^o 



COEFFiaENTB DE 



raptura 



6 a 7 kg. 

5 a 6 „ 

3 a 4 „ 

30 a 40 „ 

20 a 25 „ 

60 a 80 „ 



segoran^a 



0,6 a 0,8 
0,6 a 0,7 
0,8 a 0,5 
6 a 10 
2 a 8 
12 a 20 



Yalores de— -para differentes see<^oes 



Sec^o da viga 


I 
Z 


Z = 


Qaadrado de lado = e 


C3 

6" 

0,118 c3 

bh^ 

6 

bh^ 

24 

0,l9r3 

^i«=0,0982i 
82 D 

BH3 — ^/i3 
bH 


e i 

vt 

6 
2 

0,58r 

à 
2 
D 
2 
D 
2 

H 
2 


Lozango de lado = e 


Bectangulo = bxh 


TrianguloSJ^^r = ^J 


^ Moaltara=:^) 

Semi-circalo de raio = r 

Circalo de diametro = d , 


Annel circukr dej '^''"»«*" "J*™*» = ^|. . . 
( „ externo =d) 


( diametro menor = d ) 
Duplo T, sendo : H, altura total ; h, aitar** 
entre as faces iateraas das raesas ;— , es- 
peflsara da alma , 







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14 



FLEXiO: VALORES DO MOBfENTO M 



TaloreB do momento M 

I— VI6A8 CARRE6ADAS DB UM PESO P 



Disposi^ào da viga e da carga 

Viga engastada por um extrerao e carregada no outro ....... 

Viga descansando sobre dous apoios e carregada no meio 

Viga descansando sobre dous apoios e carregada em um ponto 
qualqner 

Viga descansando sobre dous apoios e carregada em dous pon- 
tos symetricos 

Viga engastada por um extremo, apoiadn pelo outro e carre- 
gada no meio. • 

Viga engastada p«lo3 extremos e carregada no meio 



M: 



P/ 

P/ 

4 

Pmxn 



/ 

?m 
3P/ 

P/ 

8' 



Yalores do momento M 

II — VI6AS CARREGADAS UNIFORHEUKflTE DO PESO ;?— POR HETRO CORRENTE 



Disposiglo da viga e da carga 

Viga engastada por um extremo e livre pelo outro. . 

Viga assentando sobre dous apoios 

Viga engastada por um extremo e apoiada por outro 

Viga engastada pelos extremos 

Viga assentada sobre tres apoios eqnidistantes 

Viga assentada sobre qaatro apoios equidistante^. . . 



Mi 



p!1 

2 

» 

PJl 
8 

Pji 
Ì2 

02 

PlL 

90 



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FLUCTUADOR FORQA MOTRIZ DE UMA QUEDA D'AGUA 15 

Fluctuador (Tech.) — Fbtteur. — Water-gauge. — 
Schwimmerj Wasserstandsmesser. 

Foguista (Locom.) — Chauffeur. — Stoker or fire man. 

— Feuermann. — Compete ao ìfoguista : Alimentar o fogo, 
^pertar o freio do tender. Puxar o fogo. Piear o fogo nas 
estagOes. Limpar os tubos, caixa da fumaca e chaminé. La- 
var a caldeira e o tender. Finalmente, coadjuvar ao machi- 
nista em tudo. 

Fogueiro (Tech.) — Em Portugal assim é chamado o 
foguista. 

Folha ou chapa de ferro (Tech.) — Tóle. — Iran piate, 
sheet^rjon. — Schwarzblech. 

Folha de Flandres (Tech.) — Fer blam. — Tin piate. 

— Weissblech. — Folha de ferro revestida por uma camada 
de estanho. 

Folha de serra (Ferr.) — Lame de scie. — Saw-blade. 

— Sàgeblalt. 

Folha mestra da mola (Tech.) — E' a principal, a 
maior ; a que recebe o esforgo das outras folhas. 

Folle (Tech.) — Soufflet. — Bellows. —Blasebalg, Gè- 
blasé. 

Fonte. — Em Portugal, é por este nome conhecido o 
ferro fundido. 

Forga (Tech.) — Force. — Power. — Kraft. 

Forga de tracgSo (Mach.) — Force de traclion. — Tra- 
div^'power. — Zugkraft. 

Forga em cavallos (Mach.) — Force en chevaux. — 
Borse power. — Pferdekraft 

Forga motriz de uma quéda d'agua. P= — ^~- 
Sendo: P, forga, em cavallos- va por; Q, volume d'agua, 
em metros cubicos, por segundo; H, altura da quada, em 
metros. 



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16 



FORJA FORMULA PRISMOmAL 



For^a dos honiMitf, dos càTftllos-ftnimaes e dos caTallos-Tapor, 
em kilogrametros 



Forfa nominai em 
homens e cavallos 


Valor nmo dos ho- 


Valor mèdio dos ca- 


Valor real dos caral- 


mens emkilogra- 
metros 


Tallos-animaeif em 
kilogrametroB 


los-Tapor em kilo- 
grametros 


1 


7 


45 


75 


2 


14 


90 


150 


8 


21 


185 


225 


4 


28 


180 


300 


6 


•35 


225 


875 


6 


42 


270 


450 


7 


49 


815 


525 


8 


56 


860 


600 


9 


63 


405 


675 


10 


70 


450 


760 


11 


77 


495 


825 


12 


84 


540 


900 


13 


91 


585 


975 


14 


98 


680 


1.050 


15 


105 


675 


1 115 


16 


112 


726 


1.200 


17 


119 


765 


1.275 


18 


126 


810 


1.350 


19 


188 


855 


1.425 


20 


140 


900 


1.500 


25 


175 


1.125 


1.875 


80 


210 


1.850 


2.250 


85 


245 


1.575 


2 625 


40 


280 


1.800 


3.000 


45 


815 


2 025 


8.375 


60 


850 


2.260 


8.750 


60 


420 


2.700 


4.500 


70 ^ 


490 


3.150 


5.250 


80 


560 


3 600 


6.000 


90 


630 


4 050 


6 750 


100 


700 


4 500 


7 600 


200 


1.400 


9 000 


15.000 



Foqa (Tech.) — Forge. — Forge or sinitKs fire. — 
Schmieie. 

Formao (Ferr.) ~ Fermoir. — Chissel -^ Slemmeisen. 

Formula prismoidal (Tech.) — Formule prismoidde. 
— Pri$moidal formula, — Prismoidale FormeL — [Vide : 
Cubagào]. 



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FORNALHÀ FORNALHAS DE LOCOMOTIVAS 17 

Fomaiha (Mach.) — Foyer, boite à fea.— Fire-box. — 
Feuerkasten.Feuerbiichse. — Onde sequeima o combustivel. 

Fomaiha [Porta da— ]. — Porte du foyer, — Aberlara 
para introducgào do combustivel na foraalha. Em geral é 
ovai ; ha tambem circolar, quadrada, e com os cantos arre- 
dondados. 

Fomalhas de locomotivas. — Na Europa sào fabri- 
cadas com fothas de cobre, e nos Estados Unidos com cha- 
pas de aco. Na Austria experi men tara m chapas de ferro 
ondulado; nSo tiraram resultados satisfactorios. 

A altura entre o céo da fomaiha e a grelha é ge- 
ralmente de 1",20, 

A parede da frenle da fornalha — placa tubular — mu- 
nida dos orificios, onde terminam os tubos da caldeira, é 
de cobre e lem para espessura de O^^OIS a 0",030. 
Na parede de traz està a porta da fornalha. — [Vide: 
Caldeira]. 

As paredes lateraes e o céo da fornalha sào quasi sem- 
pre formadas de nma so foiba de cobre vermelho de 
0",012 a 0",015. Nos Estados Unidos emprega-se muito 
no fabrico da fornalha chapas de ferro e de ago. 

A fornalha supporta grande pressào, e, por esse mo- 
tivo, é consolidada por meio de estaes. — [Vide : Estaes de 
fornalha]. 

A fornalha da locomotiva deve desenvolver grande 
combustào e apresentar superflcie de aquecimento maior 
possivel. — [Vide : Superficie de aquecimento]. 

Diametro dos rebites das fornalhas : 



D=«0,07|/ (n — 1;A 

Sendo: D, diametro de ura rebite, em cenlimetros; 
A,superflcie da parede da fomaiha, di vidida pelo numero de 

Dicoionario 



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18 FORNECIMENTO FOSSO DE UMPEZA 

rebites; n, numero de athmospheras correspondendo à 
pressào do vapor. 

ESPAgAMENTO DOS REBITES NAS PAREDES DAS FORNA- 



LHAS: 



E = 24 ^ 



y^Ti'-i 



-y-^-^ 



Sondo: d, espessara da parade; E, espacamento na 
fiada borizontal; E\ espacamento na Qada verlical; L, lar- 
gura da fornalha ; C, comprimento da fornaiha ; n, nu- 
mero de albmospheras que correspondem à pressao do 
vapor. 

Fornecimento (Adm.) — Fournissement. — Fumishing. 

— Lieferung. 

Fornecimento de objectos as REPARiigOES subordi- 

NADAS AO MINISTERIO DA AGRICULTURA. — CìrCular dO 30 de 

Novembro de 1878. 

Forno (Tech.) — Fourneau ou foar. — Furnace. — Ofm. 
Forno [Alto] (Tech.) — Haut-fourneau. — High furnace. 

— Hohofen. 

Forra [Fedra] (Const.) — Pierre de base ou de soubas- 
sement. — Basement-stone. — Grundstein. — Fedra de oan- 
taria que re veste a parede, acima da sapata. 

Forro do tecto (Const.) — Lambris de plafond. — 
Wainscotting on the ceiling. — Deckengetàfel. 

Fosso de limpeza (E. de F.) — Fosse à piquer le feu. 

— Engine piU ash-pit, — Feuergrube^ Lóschgrube. — Cava 
praticada nas estagOes e depositos, onde a loconjptiva vae 
apagar o fogo e descarregar a fornalha. Em goral mede 8 a 
10 metros de comprimento, 0",6 a 0",8 de allora e l'",2 a 



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FOUCE FREIO 19 

0",80 de largura. Convém ter facil escoamento, aGm de 
nào guardar humidade. fosso de limpeza é geralmeDte 
de alvoDarìa de tijolos refractarìos. Tem escada na extre- 
mìdade, que permitte a descida do machioista, quando 
quer revistar a locomotiva. 

Foncé (Ferr.) — Serpe, faux. — Bilk. — Sense. 

Frechal (Const.) — Sablière. — Trimmer ofrafìers. — 
SìK, Schwelle. — Viga que assenta na extremidade superior 
da parede, e sobre a qual descansam as tesouras do madei- 
ramento. 

Freio (E. de F.) — Frein. — Brake. — Bremse. — 
Àpparelho destinado a fazer parar o trem ou a machina, e 
a moderar a marcha dos mesmos. Faz-se uso dos freios nos 
seguinles casos: 1% Em presenta de um signal de perigo 
(bandeira ou lanterna encarnada) ou de um obstaculo im- 
previsto. Apertam-se fortemente os freios, para o trem ou 
a machina parar o mais brevemente possivel. 2% Na che- 
gada das eslagOes. A velocidade do trem sondo jà mode- 
rada, aperlam-se os freios para o trem parar exactamente 
no ponto conveniente. 3% Nos declives longos e fortes. 
Aperlam-se os freios suavemente, para o trem manter a 
velocidade normal. 

Os freios estào classiflcados pelo seguinte modo : de 
mao e aulomaticos (continuos ou nao) . Os freios sào con- 
linuos, quando, em diversos vehiculos de um trem, eslao 
ligados entro si e sào manobrados de um so ponto do trem. 
Os freios de mào, usados desde os primeiros tempos da 
estrada de ferro, sào manobrados pelos guarda-freios e 
compOem-se de systemas de alavancas e de sapatas ou 
tamancos de madeira ou ferro. Os freios automaticos sSo 
postos em acQào pelo macbinista, pelos agentes do trem, 
por qualquer passageiro, ou mesmo por si, quando se dà 
alguma inlerrupcào nos tubos de ligagào. 



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20 



FREIO 



Nas estradas de ferro da Franga està adoptado o se- 
guinte : 

Os Irens de passagelr(»s e os Irens mixlos devem ter 
um numero minimo de freios mauobrados, determinado, 
segundo a veiocidade do trem e a declividade da linba, de 
accordo com o seguiate quadro: 



Veloc. normal 
do8 trens 



Declividades 



até 



0%010(a). 



5(>km por hora e) 
mais i 

/ n Om,005 

De 41kin a 55^"».) de mais de 0^,005 a 0^,010. . . 

( „ 0"»,010 a 0^,015 (^; 

até 0«»,006 

de mais de 0^,006 a 0",008 . . . 

„ 0m,008a0m,010.. 

„ 0m,010a0m,012... 

De40kinporhor. ^ O^.OIS a 0na,014. . . 

«mais < ^ 0»n,014a0m016... 

„ 0m,0J6a0m,018... 

„ 0ra,018a0m,0SJ0... 

„ 0»n,020a0m,025 .. 

„ Om 025 a ora 030... 



Numero de veluculos 

com freio (nào en- 
trando a machina e 
^0 tender) 



freio para 6 Tehicol. 

» » ^ » 

»» n 6 „ 

n . 12 „ 

» » 11 n 

» „ 10 „ 

n n ^ n 

n » 8 I» 
7 

n ti • n 



5 

4 
3 



(a) Nas rampas inperiores a O^.OIO, a Telocidade nonnil nio dere passar de 
66 km. por bora. 

(6) Nas rainpas snperiores a O'.OIS, a veiocidade normal nio de?e passar de 
40 km. por bora. 



Os trens de carga, transportaodo ou nào passageiros, 
devem ter, além do freio do prìmeiro carro, um numero 
minimo de frdos manobrados, determinado segundo o 
quadro seguinte: 



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FREIO 



21 







Num. de vehiculoB coni 


Yeloc. normal 
do8 trens 


Declividades 


freio (nào comprehen- 

dendo a machina, o 

tender e o carro da bag ) 




ató 0"i.005 


] freio para 60 carros 

In n 50 „ 




aciraa de Ora,005 ató 0^,006 




„ 0m,006 „ 011,008 


In n 25 ,! 




0ra,008 „ O^filO 


In n n n 




Om,010 „ 0ni,012 


1 » n 13 „ 


86kin por bora e 


„ 0°>,012 „ O'^^OU 


In n IO „ 


mais < 


„ 0-,014 „ 0"',016 


In n ^ n 




„ 0»,016 „ O-.OIS 


* n n ' n 




„ 0™,018 „ . 0«,022 


In n ^ n 




„ 0-,022 „ 0«,026 


' n n 5 „ 




„ 0-,026 „ 0-030 


1 » n ^ » 



Freio Westinghouse. — ar é compriraido — por urna 
pequena machina a vapor especial — nos reserva torios col- 
locados sob os carros. freio entra em ac^ào desde que a 
pressao diminue nocondacto, qae entresi renne os diversos 
reservatorios. 

Freio de vacuo. — ar póde ser rarefeito n'um con- 
dacto qne passa sob todas as caixas dos carros. Os tamancos 
atlritam nas rodas pela pressSo atmospherica. 

CONDigÓES A QUE UM BOM FREIO CONTINUO DEVE SATIS- 

FAZER, enumoradas ria circular do Broard oftrade, de 
Londres, dalada de 30 de Agosto de 1877, bem comò em 
notavel memoria do capitào inglez Douglas Galton : 

1*, Àctuar sobre cada uma das rodas da locomotiva, 
do tender e de lodos os carros do trem. 2% Posto em acgào, 
exercer sobre cada roda, no espago de dous segundos, esr 
for^ igual a duas vezes, ou a uma e tres quartos, o peso 
que ella supporta. 3% Desenvolver attrito entro os tamancos 



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22 FREIO 

e a roda, nao excedendo aadherencia da roda sobre o trilho, 
que é bastante para produzir o maximum de effeilo. 
4*, Poder a pressào ser applicada pelo machinista e con- 
ductores do trem. 5% Ter motor independente para a loco- 
motiva, tender e os carros. 6% Applicar immediatamente 
OS tamancos sobre as rodas, quando se dér ruptura no 
trem, ou quando houverdescarrilhamento de um carro cu 
de um par de rodas. 7% Actuar automaticamente em caso 
de ruptura de pegas que tornem a applica^ào ulterior im- 
possivel, até a substiluicao das mesmas. 8', Poder variar 
a pressào, na applicagao dos tamancos sobre as rodas, até 
maximum ; obler acgào continua sobre as rampas, e 
repelir as paradas em curtòs intervallos nas eslacOes. 

Afóra estas indispensaveis condicdes, as de prego, du- 
ragao, facilidade de manobra e outras menos importantes, 
devem naturalmente ser tomadas em conta. 

Na Revista de Estradas de Ferro publicamos uma im- 
portante sèrie de arligos (1885) a respeitò do Congresso de 
Estradas de Ferro, de Bruxellas, escriptos pelo engenheiro 
civil Fernandes Pinheiro, onde se encontram as seguintes 
consideracOes, muitissimo judiciosas, sobre freios: 

« A questào dos freios, tao debatida hoje, e que tanto 
lem despertado 'a iniciativa dos inventores, nào podia 
deixar de ter echo na seccào ; de facto, ahi foi ella materia 
de larga troca de observagOes e de inleressantissimas com- 
municacdes. 

Foram passados em revista todos os systemas, e no- 
meadamente os de Westinghouse, Hardy, Heberlein, Koer- 
ting, Wenger e Achard. 

A questào da sua ou nSo automacidade occupou igual- 
njente larga parte das observagOes, pois ahi se encontraram 
reunidos fortes defensores da automaticidade e nao menos 
convictos partidarios da nào automaticidade. 



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FREIO 23 

D'essa discussSo resultou, quanto à automaticìdade, 
que nào se podìa por ora consideral-a questào vencida, 
pois que ao lado das vantageos peculìares à automatici- 
dade do freìo, o que se revela na occasiao de urna ruplura 
de trem ou de accidente grave, caso em que ella sobresàe 
entro todos os outros systemas, se podia apresentar as 
vantagens para o servico corrente que trazem os freios nao 
automaticos; vantagens que se inscrevem corno economia 
de custo dos apparelhos e corno menor probabìlidade de 
desarranjo d''esses apparelhos, devido isso à sua maior 
sìmplicidade. 

que ficou fora de duvida foi a opiniào unanime de 
que OS freios deviam ser continuos ; isto é, applicados a 
lodo trem e mauobrados de urna so vez pelo machi- 
nista. 

Automatico^ on nào, sejam elles continuo$; tal foi em 
substancia a decisào da seccao. 

N'essa occasiao tivemos ensejo de ouvir uma impor- 
tantissima communicaQào do Sr. Ditler, delegado suisso, 
sobre as experiencìas feitas nas estradas suissas com di- 
versos freios, experiencias que os tém lévado a preferirera 
OS freios auloraaticos ; mas, d'estes, o de Heberlein ao de 
Westinghouse. 

que OS suissos criticam mais, e com razao, no Wes- 
tinghouse, é a sua acgào immoderavel Para o caso de um 
accidente elle é exceliente, mas no servigo ordinario toma- 
se um agente perigoso e por isso, com motivo, nao em- 
pregado. 

que mais tem preogcupado os suissos, e elles n'esse 
particular acham-se em ponlo de vista multo interessante, 
pois que as suas estradas tém grandes declividades, é 
obterem um freio bastante energico para o caso de acci- 
dente, mas que ao mesmo tempo, sendo preciso, se tome 



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24 FREIO 

de urna acQSo mais moderada para servir de meio de re- 
golar OS trens na descida das rampas. 

Collocada assìm a questào n'esse duplo ponto de vista* 
reconhece-se logo quanto ella sóbe de importancia. 

E' sob esse duplo ponto de vista que os suissos tém 
sido levados a preferirem o freio Heberlein ao Westing- 
house. Afflrmam elles que de suas experiencias tem resul- 
tado que o freio Heberlein apreseuta todas as vantagens, 
ao mesmo tempo, dos freios automaticos e dos nào auto- 
maticos, isto é, rapidez e energia da acQào quamdo toruam- 
se necessarias, caso dos automaticos, e moderabilidade, 
caso dos nào automaticos. 

Em favor dos freios nào automaticos foi citado o 
exemplo da Estrada de Ferro Norte-Francez, onde exctusi- 
vamente se emprega, e com bastante successo, o freio 
Hardy, talvez o mais barato de todos. 

Urna cousa notàmos e que nos fez bastante impressào : 
ó que informando a maioria que empregava o freio Wes- 
tinghouse, este pareceu entretanto ter perdido muito da 
aureola com que atò boje se tem imposto. 

Com effeito a sua fatta de moderabilidade, que é vicio 
capital, tem levado os engenheiros a experimentarem outros 
typos. 

Sem querer ir mais longe do que tao competentes au- 
torìdades que se fizeram ouvir, lembraremos entretanto 
aos nossos collegas. pois que* no Brazil o Weslinghouse 
parece ter ganho os fóros de nec plus ultra; 1*, o exemplo 
do Norte-Francez, nào querendo saber de freios automa- 
ticos; 2% exemplo da Suissa, com suas estradas de fortes 
rampas, onde o freio Heberlein parece, até certo ponto, ter 
satisfeito o maior numero de condicdes de um bom freio. 

delegado do governo francez apresentou um quadro 
graphico do resultado das experiencias feìtas ultimamente 



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FREIO 35 

em Franga, na réde do Eslado, com diversos freios, onde 
tambem se nota que o primeiro lugàr nào cabe ao Wesling- 
house, e que, se n'aquella réde nao se faz a sua substi- 
tuic^o por outro, é unicamente pela despeza jà realizada 
all'i em larga escala, pois que tambem, levados pelo enthu- 
siasmo que a principio despertou o Westlngbouse, os en- 
genheiros francezes o applicaram em larga escala. 

Para um paiz comò o nosso, onde o emprego dos freios 
contìnuos ainda nào tem Udo largo desenvolvimento, nos 
parece que as adminislragdes das estradas de ferro antes 
de multo se engajarem em uma vìa de despezas, devem 
procurar utillsar a experiencia alheia e nào deixarem-se 
levar unicamente por um preconceito, qualquer que elle 
seja, ou por um enthusiasmo talvez excessivo. 

N'essa ordem de idéas, nos parece que a nossa Estrada 
de Ferro D. Fedro li preslària assignalado servigo a todas 
as outras vias ferreas do paiz, adquirindo, experl menta ndo 
e publicando os resultados de diversos typos de freios, jà 
que d'ella partio a corrente, no Brazil, a favor de um, sem 
duvlda excellente, mas adoptado sem competigào com todos 
OS outros typos reconhecidos bons na Europa. Se o resul- 
tado confirmar aquella primeira inspiragào, tanto melhor; 
se nào confirmar, tempo sera ainda de parar a corrente e 
encaminhal-a para mais vantajosa solugào. 

E' questào que muito importa, pois que se a seguranga 
deve primar, maior prìmor sera quando està se reunir à 
economia, qualidade dupla que nem todos os freios 
realizam. y> 

Forca retardatriz do freio de locomotiva em 

TANTOS POR cento DA DO PESO TOTAL DO TREM. — Valor 

mèdio d'està forga é dado pela seguinte formula : 

F = 0,66 -~- +1001 



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26 FREIO 

Sendo : F, forga retardatriz durante urna parada de 
I melros de comprimento, com urna velocidade v era kilo- 
metros por hora; i, rampa ou declive era raillimelros 
por metro. 

TaABALHO ou forca viva ABSORVIDA PELOS FREIOS : 

P5=^-^(V2-.V2)_/Q5±-1.QS 

Sendo : P, resistencia creada pelos freios em kilogram- 
mas ; s, exlensào da estrada sobre a qual actùa a resis- 
tencia P, em metros; —, rampa; Q, peso do trem, em 
kìlog., comprehendidos a machina e o tender; gf, accele- 
ragao da gravidade; V, velocidade supposta do trem, em 
melros por segundo; v, velocidade mudada ou modiflcada, 
em melros por segundo; f, coefficienle de resistencia para 
a machina, tender e vagOes sobre urna linha em patamar 
e langenle. signal positivo do ullimo termo do segundo 
membro da equa^ào refere-se às descidas; o negativo, às 
subidas. Este ultimo termo desapparece nos patamares. 
Para os freios occasionarem parada completa, é preciso na 
formula fazer-se v = 0. 

Resistencia que o attrito de escorregamento dos 
carros munidos de freios oppòe ao movimento do trem, 
quando os freios se acham apertados a ponto de impedir 
GYRO DAS RODAS. — Formula de Poirée : 

R=P/-35V-f 0,35V2 

Sendo: R, resislencia; P, peso total do carro munido 
defrèio; /, coefflciente deatrilo: 0,13 para trilhos hu- 
midos e 0,30 para Irilhos muilo seccos. Quando se calcula 
a carga que póde serarrastada por urna locomotiva, faz-se 
f=0,ì7; V, velocidade em metros, por segundo, com- 
prehendida enlre 5 e 22 melros. 



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FREIO ELECTRICO FREIOS (Tamahcos oo cèpos dos— ) 27 

Formula de Bochet : 

R = P 



IH- 0,08 V 



R, P e V tèm os mesmos volores que na fòrmula pre- 
cedente ; b = 0,31 para trilhos muilo seccos e 0,14 para 
trilhos molhados. A neve e as folhas seccas, na Europa, 
fazem muitas vezes 6 = 0,010 e raesmo 6=0,008. 

Freio electrico (E. de F.) — Era traballio escripto sobre 
a Exposifào Universal de Paris de 1878, enconlramos estes 
interessa ntes apontamentos : 

«... le frein électrique Achard (syslème frangais) a 
été essayé par plusieurs corapagnies; malgré certaines 
qualités, son empiei ne saurait se généraliser comme celui 
des freins à vide, à cause de son principe moleur lui-méme. 
En eflfet, Tapplication de Télectricité à la manoeuvre des 
freins n'esl pas sans inconvénients et bon nombre d'ingé- 
nieurs hésitent à employer un agent aussi capricieux qui, 
tantót agit bien, tantót n'agit pas, et dont, dans tous Ics 
cas, il est Irès difficile de régler Tefifel. En résumé, le 
frein Achard peut étre un bon frein quand il fonclionne; 
mais, ainsi que dans beaucoup d'appareils où Télectricité 
est employée comme moteur, on n'est jamais certain à 
priori de son fonclionnement. » 

Freios [Tamancos ou cépos dos — ]. (E. de F.) — Sabot 
de frein. — Brake-block. — Bremsklotz. — Pecas de madeira, 
ferro fundido ou aQO fundido, que attritam sobre as rodas 
dos carros e das locomotivas e produzem a parada, quando 
freio està em ac^ao. A materia para tamancos de freio 
que tem dado melhor resultado, é o aco fundido; a 
madejra produz nos aros das rodas depressOes desiguaes 
e, tambem, facilmente se estraga. espago entro o aro 
da roda e o tamanco do freio, quando o trem està em 
marcha, deve ser de O'",005 a 0",006. 



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28 FRETO DE PARAFUSO FRONTÀO 

Freio de parafuso (E. de F.) — Frein à vis, — Screio- 
brake. — Schraubenbremse. — Movido a mào. 

Freio dynamometrico (Mack). — Frein dynamomé- 
trique. — Dynamometrical brakex — Bremsdynamoter. — 
ÀpparelUo destinado a medir o trabalho das machinas. 

Freio de Navier : 



60X76 



Sendo: R, raio da polia; N, forca em cavallos-vapor; 
P, peso collocado no plateau; Q, teiisào indicada pelo dy- 
Damometro; n, Dumero de vollas por minuto. 

Freio de Prony : 

L«~-n(PX4 + QX^) 
N = 0,0014n(PXtf-i-QX^)* 

Sendo : Q, peso complessivo do apparellio ; fc, distancia 
do centro de gravidade do «pparelho ao centro de rotacào ; 
P, peso collocado no plateau; a, dislancia de P ao eixo de 
rotaQào; n, numero de voltas por minuto; L, trabalho em 
kilograramelros por segundo; N, forga em cavallos-vapor. 

Prete (Adm.) — Fret. — Freight. — FracU. — Quanlia 
que se paga pelo transporte de mercadoriase animaes. 

Frizo (Arch.) Fme. — Frize. — Frieze. — Parte cen- 
trai do enlablamento de urna ordem architeclonica. 

Frontal (Censi.) — Parede formada de alvenaria de 
lijolo e de pecas de madeira cruzadas em diversas direc- 
COes. Os lijollos sào assentados de modo que a sua largura 
forme a espessura da parede. 

Frontao (Arch.) — Fronton. — PedimerU, — Giebel.— 
Ziergiebel. — Peca architectonica de fórma triangular, 
circular, etc.» que encima a fachada dos edìflcios. Assenta 
sobre a cornija. 



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FUGA DE AGUA OU DE VAPOR DA CALDEIRA FUNDAgOES 29 

Fuga de agua ou de vapor da caldeira (Mach.) — 
Fuile d^eaii ou de vnpeur. — Leakage, — Dampfoder Wasse- 
reni weichung. —Sd^hià^ do vapor pelas rupturas ou inters- 
ticios (las caldeiras, cylindros e outras pegas das locomo- 
tivas. As fugas devem ser tomadas com maslique, quando 
forem pequenas ; e, sondo grandes, a locomoliva deve 
entrar em reparagào nas officinas. 

Fuligem (Mach.) — Suie. — Soot^ chimney-sool. — 
Schorustcinrmi, Kienruss. 

Fulminato (Techn.). — Fulminate. — Fulminate. — 
KnaUsaure Salz. 

Fumaga (Techn.) — Fumèe. — Sm^ke. — Ranch. — 
[Vide : Caixa da fuìnaga]. 

Fundagio (Pont.) — Fondatimi. — Foundation. — 
Grùndungy Fundamentirung. — Serie de Irabalhos exe- 
cutados com o firn de sustentar urna construcQào. 

Technologia DAS FUNDAgòEs: Alicerce, abarcadeira, 
arranca-estacas, bate-estacas, batida, caixào, cravar urna 
estaca, enseccadeira» estaca, estaca de parafuso, estaca 
calgada, eslacaria, falsa nega, grade, longarina, macaco 
do bate-estacas, nega, poco, prolonga, respaldo, sapata de 
estaca, sólo, sub-sólo, sonda, sondagem, terreno, vasa,etc. 
— [Vide estas palavras]. 

Fundag5es [Terrenos de—]. — A resistencia dos ter- 
renos é muito variavel ; elles, porém, classificam-se 
em: — lerrenos incompressiveis e compressi veis. Nos 
incompressiveis ha duas classes: —1', rochas de lodas 
as especies. Resistem às infiltragOes ; 2% terras consis- 
tentes e areias, quando limitadas por muralhas, enroca- 
mentos, estacadas, etc. Nào resistem às infiltragOes. Nos 
compressiveis, que formam urna so classe, eslSo : terrenos 
argilosos, terras vegetaes, pantanos, mangues, eie. Os 
terrenos de 1* classe sào os que mais vantagens apre-- 



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30 FUNDAgÒES 



seDtam para receber as fundacOes de urna construccào. Os 
de 2* classe reclamam obras de sustentacào, garantìado a 
necessaria estabilidade. Os compressiveis sSo pessimos e 
s6 por extrema necessidade devem receber fundapOes, que 
ahi sempre requerem trabalho muitissimo dispendioso. 
A carga por metro quadrado, que deve aguentar, sem 
soffrer depressao alguma, um bom terreno de fundagào, é 
de 30.000 kgs. Solidifica-se um terreno compressive! ou 
por meio de pedras ou de estacas. 

FnndaQ5es [Altura das]. — E' necessario que as fun- 
dagOes cheguem a urna profundidade tal, qué as aguas 
nào possam nunca exercer sobre ellas acgào corrosiva. 
Nas fundagòes em terrenos de areia e argila, quando a 
profundidade a cavar é muito grande, para que as obras 
nao fiquem por pre^o muito elevado, alarga-se a sapata 
dos alicerces, formando-se degràos. A profundidade 
necessaria a excava^^o em que tem de assentar um 
alicerce, é dada pela seguinte formula : 



h = 



,[.^(45o-4-)J 



Sondo: h, altura da cava; K angulo de attrito do 
terreno; p, peso de 1"' do terreno; p\ peso de 1°* do 
alicerce; q, peso que o alicerce supporta por 1"*. 

Fundag5es [Carga de segurancja das]. — Em argila 
compacta, marga, areia e cascalho, em goral, é de 300 a 
600 kgs. por decimetro quadrado. Na ponte de Gorai, 
sobre areia compacta, a carga attinge a 902 kgs. por 
decimetro quadrado; e, no viaducto de Loch-Hem, sobre 
cascalho, chega a 4.011 kgs. Em fundo de rocha, a carga 



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FUNDAgiO COM ENSECADEIRA FURAR 31 

de seguranca tem attingido a 1,474 kgs. por decìmetro 
quadrado. 

Fundagao com enseccadeiw (Pont.) — Fondation à 
bàlardeau. — Foundation by coffer-dam. — Grùndung mit 
Spundwanden. 

FundagSo em caixSo (Pont.) — Fondation en caisson. — 
Foundation by caisson. — Fundinrug mil caissons. — [Vide : 
caixào]. 

FiindaQ3o por esgotamento (Pont.) — Fondation par 
épuisement. — Foundation by dredging. — Fundirung mil 
Trakenlegung. 

FundagSo por meio de ar comprimido (Pont.) — 
Fondation par l'air comprime. — Compressed air foundation. 

— Fundirung miltelst comprimiter Lujì. 

Fundag3o sobre concreto (Pont.) — Fondation sur 
beton. — Foundation on conerei. — Beton fundirung. 

FundagSo sobre estacas (Poni.) — Fondation sur 
pUotis. — Foundation on piles. — Fundirung auf Pfahlm. 

— [Vide: Esfaca de fundagào]. 

FundagSo tubular (Ront.) — Fondation tubulaire. — 
Tabular foundation. — Brunnenfundirun^g. 

FundigSo (Techn.) — Fonderie. — Foundry. — Sch- 
melzhiilte, Giesserei, Giesshaus. 

Fundidor — (Techn.) — Fondeur — Fonder, smelter. 

— Giessery Schmelzer. 

Fondir (Tech.) — Couler. — To cast. — Giessen. 

Fundo de custeio (Adm.) — Fond de roulement, — 
Floating capital. — Betriebskosten. 

Fundo de reserva (Adm.) — Fond de reserve. — 
Reserve capital. 

Fundo de um rio (Techn.) — Fond d'urte rivière ou 
d^un jleuve. — Bottom afa river. — Grand eines Flusses. 

Furar (Tech.) — Percer. — To drill — Bohren. 



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5J FUSXO FUSO 



FusSo [de duas companhias de estradas de ferro] 
(Adm.) — Fusion. — Fusion (of the raiUway companies). — 
Fusion^ Vereinigimg. 

Fuste (Archn.) — Fét. — Shaft of a column. — San- 
lenschaft. — Parte da columna comprehendida enlre a 
base e o capilel. Na ordem dorica grega o fusle assenta 
sohre a cornija do pedeslal; a columna nào lem base. 

Fuzo [A — ].— George Slephenson conslruiu a sua pri- 
meira locomotiva — a Blucher, em 1814. Foi, porém, em 
1829 que o distìncto industriai apresentou a Fuzo ao 
concurso de Rainhill, aborto pela directoria da E. de F. de 
Liverpool a Manchester. A Fuzo venceu todas as suas 
corppelidoras, ganhou o premio de 10.000$000 (de nossa 
moeda), entrou em servilo e foi depois vendida a outra 
empreza, e depois a outra, até que, pertencendo a 
M. Thomsom, passou às màos de Roberto Stephenson, que 
em hoora de seu pae offereceu-a ao Museu de Ken- 
singtoQ, onde actualmente è um simples objecto de 
grande curiosidade. Apresenta as seguintes condi^des : 

Diametro dos cylindros 0",900 

Carso dos embolos 0">,410 

Diametro das rodas motrizes 1",450 

» » » conductoras 0"^,980 

Peso da machina em serrilo 4^,50 

» do tender em servilo 8^ ^25 

Comprimento 1",820 



^^^^ » Diametro l-,OaO 

Superficie da grelha Ott'jSS 

ì> de aqaecimento total lOn^,? 

Numero 25 

Diametro 0»,076 



«, 1^ :■ ,:■ . t Noi 

Tabos da caldeira. . < ^. 



Os cylindros acham-se inclinados a 45'. As rodas, 
sondo de madeira, lem aros de ferro. Os tubos que alra- 
vessam a caldeira sào de cobre. (Vide flg. 4). 



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GABINETE GARANTIA DE JUROS 33 

Os excenlricos, quando a machina trabalhava, eram 
accionados por hastes, que o machinisla facilmente mano- 
brava, aflm de mudar o senlido da marcha. 

A Fu^o fui a \ocotùolì\di ponto de partida de todas as 
oulras, que, apezar de muitas alteracOes nos detalhes, 
ninda guardam os primitivos caracterìsticos. 



G 



Gabinete (Arch.) — Cabinet. — Cabinet. — Cabinet. 

Galeria (Arch.) — Galene. — Gallery. — Galene. 

Galeria de avango — [Vide : Tunnel]. 

Galerias de madeira contra a neve (E. de F.)— Gale- 
ries en bois. — Snow sheds. — Schneeschutzdach. — Usadas 
nas estradas de ferro dos Estados-Unidos. 

Gancho de tracsSo (E. de F.)— Crochet.— Clap, hook. 
— Hàkchen, Haken. — Peca de ferro, flxada às Iravessas 
dos yehiculos, onde se engatam as correnles, as barras 
de trac(So ou os tendores. E' munido de molas. 

Garantia de jiiros (Adm.) — Garantie d*intérét. — 
Gtmranlee of interest. — Zinsengaranlie. 

Garantia dk juros, subvencào kilometrica e outros 

FAVORKS PECUNIARIOS AS ESTRADAS DE FERRO. — PrìmeirO 

Congresso dos Estradas de Ferro do Brazily é de parecer que : 
I. — Comquanto de todos os meios que o Estado póde 
empregar para animar as emprezas de estradas de ferro, 
seja, em goral, a garantia de juros o que mais vantagens 
offerece, devem, lodavia, ser mantidos tambem o da sub- 
vencào kilometrica a titulo de emprestimo, o da co-parli- 
cipagào dircela na execucào das obras e oulros ; cabendo 

Dioolonarlo 8 



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54 GARGANTA 



ao governo a escoiha de um desses melos pard cada caso 
especial, tendo em vista o interesse publico, o futuro 
provavel da empreza, a maior ou menor difQculdade de se 
levanlar capitaes para ella e o pedido de concessào que 
por ventura Ihe fòt feito. 

II. — Para a concessao, quer da garantia de juros, 
quer da co-participagào na faclura das obras, quer ainda 
da subvenQào kilometrica e oulros favores pecuniarios, 
muilo convém que o governo fixe a natureza e caracler 
dos documentos que devem ser apresentados para de- 
monstrar-se o trafego provavel da estrada e urna renda 
liquida de 4 Vo pelo menos. 

III. — Garanliado-se juros, o capital sobre o que elles 
tenham de ser contados so deve ser definitivamente 
fixado é vista das despezas feilas bona fide até um ma- 
ximo pre-estabelecido. 

IV. — A taxa dos juros garantidos nào deve exceder 
i da renda dos fundos publicos. 

V. — Tanto para o calculo do capital a ^ubvencionar, 
corno para o do maximo a garantir, deve ser flxada, 
em cada contracto, urna tabella dos precos de unidades 
das obras, materiaes, etc, approvada pelo governo, e que 
variare para cada concessao, segundo o tempo em que se 
tiver de construira estrada; servindo tambem a mesma 
tabella, no caso de garantia de juros, para mais tarde 
computar-se o capital efifectivamente despendido e que 
deverà gozar em definitiva dessa garantia. 

VI.— Convém que o governo adopte um systema fiscal 
que, sem tolher a bem enlendida liberdade de accào das 
emprezas concessionarias, de mai^ garantias de sua jusla 
e proficua applicagào aos actos das mesmas emprezas. 

Garganta (Tech.) — Col, gorge. — Narrow-passage. — 
EinscUllung^ Gebirgssallel. — Passagem de um valle para 



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GARLOPA ■ 



•GAVETA 



35 



oulro; depressào na crlsta de urna cadeia de monlanhas. 
Observa-se, geralmente, que nas garganlas o terreno sóbe 
para dous lados oppostos e desce para dous oulros. 

Garlopa (Ferr.) — Varlope. — Long piane. — Rauli- 
bank, Fiighobel. — Especie de plaina de carpioteiro. 

Garlopa [Meia] (Ferr.) — Dermi-varlope, — Jack piane. 

— Kleine Rauhbank. 

Gato (Consl.) — Hook. — Haken. —Widerhaken. 
Gato de tesoura (Consl.)— Doublé eroe— Safety-hook. 

— Doppelhaken. 

Gavèta (Locom.) — Tiroir. — Slide valve, slide. — 
Schieber.—Ve(}di applicada pela pressào do vapor centra o 

Mastici 




Fig. 1 — Oavéta de dÌ8tribuÌ9ao« cyliadro e giiarni9?e9 (da locomotiva.) 

A, Embolo. B, Cyliadro. D, D, Haste do ombolo. 1. Cyliadro. 3, Tampa. 8, Faado 4, Coberta 
da freote. 5. CoberU de traz, 6, Sobreposta do Cyliadro 7, Bucha da sobreposta do Cy- 
liadro. 8, Bov«8timeato de madeira. 9, Camisa. 10, Caixa da gaySta de distribaÌ9Ìo . 
11, Tampo da Caixa da Qavéta de distriboifao. 12, SobrepoKta dagaréta de distribai^So . 
13, Bucha da Sobreposta da QavSta de distribuifio 14, Sobretampa da Caixa da Garéta 
de distribofSo. 15, Camisa da GaySta de distribal^ao. 16, Gavéta de dL8ÌribaÌ9Ìo. 17, 
Hadte da GaT^ta de di8)ribaÌ9Ìo, 18, Junta da Tampa da Caixa da Gavota. 19, Sapportt 
do Tabo de LabriflcafSo do Cylindro. 



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36 GAXETA GIGANTE 



espelho do cylindro (Fig. ì) e movendo-se na caìxa da 
gavéla (Fig. 1), fechando conslantemente a aberlura do es- 
capamento e abriado alternalivamente cada urna das aber- 
turas de admissào. excentrico é que determina o mo- 
vimento rectilineo alternativo da gavéta. 

Formulas francezas, relativas a gavétas de loco- 
molivas : 



c = 0,68 D e = 0,03 yn 

L => 0,82 D L = 0, 4 j/TT 

S « 0,59 A S = 0,0012 H 

Angolo de avanzo 80®. 

A = 0,013 D 

Sondo: C, comprimenlo da gavéla; L, largura da 
gavéta ; S, superficie da gavéta ; A, avanco linear. — 
[Vide : Distribuifào das locomolivas]. 

Gaxeta (Tech.) — Gamiture d'etoupe. — Gasket. — 
Werg. — Tranca de mialhar. Empregada nas machinas, 
guarnecendo as hastes que atravessam oriQcios, com o 
fim de evitar a passagem do vapor nos mesmos. A pega 
que aperta a gaxeta toma o nome de — sobre-posta. Ga- 
xelas metallicas sào as formadas por pe^as de metal, subs- 
tituindo a tranga de mialhar, tambera sào chamadas — 
gaxetas de palente. 

Gaz (Tech.) — Gaz. — Gas. — Gas. — Um bico de gaz 
de illuminafào queima por bora 75 litros de gaz (em 
mèdia). — [Vide: Bico de gaz]. 

Gesso (CoDSt.) — Plàtre. — Gypsum, plaster. — Gips^ 
Gj/p5.— Sulphatodecal. Peso de um metro cubico = 2340 
kilogrammas. 

Gigante (Ctonst.) — Contre-fort, éperon. — Counter- 
fort, buttress. — Slrebefeiler. —[Vide: Controrforte]. 



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GIZ GRAMINHO 37 



Giz (Tech.) — Graie. — Chalk. — Kreide. 

Gneiss (Tech.)— Gneiss. — Gneiss. — Gneiss^ Gneuss. 

— Fedra tendo a mesma composigào que o granito — 
(quarlzo, feldspatho e mica) ; diflfere, porém, por apre- 
sentar aspartes constituìntes em camadas parallelas. 

Godet (Tech.) — Godet. — Coloure-saucer, ink-bowi — 
Tuschschàlchen. — Palavra franceza. Pires em que se 
desmancha a tinta para o desenho de aquarella. 

Goiva (Ferr.) — Gouge. — Gouge. — Gutsche. 

Goivadura (Tech.) — Goujure. — Groove. — Fcdz, 
Purché. 

Groivete (Ferr.)— Bouvet. — Grooving-plane. — Ntk- 
thobel — Ferramenta de carpinteiro. 

Gomma arabica (Tech.) — Gomme arabique. — Ara- 
bine-gum. — Arabische Gummi. 

Gromma gute (Tech.) — Gomm^ guti. — Gamboge. — 
Gummigutti. 

Gronzo (Const.) — Gond. — Hinge-joint. — Bandliaken. 

— StiUzhaken, 

Gothico (Arch.) — Gothique. — Gothic. — Gothisch. 

Gradeamento ou grado de fundag5es (Const.) — 
Grillage. — Grillage. — Rost. 

Grado (E. de F») — Déclivetés et pdiers. — Grade. — 
Gradient. — Palavra ingleza empregada pelos engenheiros 
do Brazil. Indica a sèrie de patamares, rampas e declives 
que constituem a plalafórma da estrada de ferro. 

Grammagem ou plantio (E. de F.) — Gazmnage, ga- 
zonnement, — Sod-work. — Rasenbekleidung. 
• Grammar (os taludes dos aterros) (E. de F.) — Gazon- 
ner. — To sod. — Berasen. 

Graminho (Ferr.) — Traceret, trusquin. — Scriber. — 
Reissspitzej Reisssahle. — Ferramenta de carpinleiro. 



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38 



GRAMPO GRAO da CURVA 



Grampo (E. de F.) — Crampon de raiL — Iron rail 
cramp. — Schienen-nagel. — Os grampos empregados para 
flxar Irilhos Vigìiole sobre dormenles, sào de ferro batido. 
Os prismaticos, terminando em cunha, apresenlam mais 
vanlagens que os redondos; em igual volume e compri- 
mento, tém 1,28 vezes mais superfìcie. A espessura dos 

grampos varia entre O^jOlS 
a O^OiO. A cabeca, que 
segura a sapata do trilho, 
lem 0"',013 a O^^OIS de 
comprimenlo e 0'",0I8 a 
O^OSO de espessura. 
peso de um grampo varia 
entre 225 e 480 grammas. 
Na fig. 2; a lelra E eslà 
sobre a cab*eca de um gram- 
po, e a letra D sobre a ca- 
Fig. 2 -Grampo iJeQa do um parafuso. 

Grampos de almofadas. — Os que prendem as almo- 
fadas aos dormenles. Tém 0",i60 a 0", 175 de compri- 
menlo e 0",014 a 0^,016 de espessura. 

Grandes reparagSes (E. de F.) — Grosses réparatiom. 
— Repairings large. — Ansgedehnte Reparationen. 

Granito (Tech.) — Granite. — Granii. — Granii. — 
Rocha ignea. Compòerse de feldspath, quartzo e mica. 
Massa crystallina. Ha granilos de grào grosso. Quanto A 
cor, em geral é cinzento, algumas vezes rosado, e rara- 
mente esverdeado. E' muilissimo empregado em canlarias 
e alvenarias. 

Grào (Tech.} — Dégré. — Dcgree. — Grad. 

Grào da curva (E. deF.) — Dégré de courbe. — Degree 
ofcource. — Absleckgrad der Curve. — [Vide: iocafòo]. 




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GRAPHOMETRO GRAVTOADE 39 

Graphometro (Tech.) — Graphomètre. — Graphomeler. 

— Graphomeler, Winkdmesser. — Inslramento de medir 
angulos no terreno. 

Gravidade (Tech.) — Gravile, pensateur. — Gravity. 

— Schwerkraft . — Schwere . 

Grayida.de [Accelera^ao da — ao nivel do mar no Rio 
ie Janeiro] : 

fi^=: 9V8764 log. ^=0,9906780 

2 ^ = 19^,67628 log. 2^=1 ,2917080 

--= 0V0217 log.— «0,0098220—10 

-L- = 0-,061086 log. -^ = 8,7082920 — 10 

l/— = 0-,81964 log. l/— = 9,5045610-10 

l/-i-^= 0-,22602 log. |/y~ = 9,8641460 - 10 

Gravidade [Variacào da — com a lalitude] : 

^= 9,780 78 + 0,050 821 sen^ L 

Scado : gf, gravidade; L, latilude. 

Gravidade [Varia^ào da gravidade com a altitade] : 

^ R — 2/r 



^-{^*) 



Sendo: g, valor da gravidade no nivel do mar; gf', 
valor da gravidade correspondente i allitude h; R, raio 
da terra ; h, altitude. 



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40 GRAIA GRELHA 

Grua (Tech.) — Graisse. — Tdlow, grease. — Sch- 
wierc.— Lubriflcante multo usado no material rodante das 
estradas de ferro. 

Grelha (Mach.) — Grille. — Pire gale. — Feuerrost. — 
Parte da machina onde se queima o combuslivel. 

Grelha de locomotiva. — E' quasi sempre horizonlal. 
Em algumas locomotivas que tèm eixo passando sob ? 
fornalha, a grelha é um tanto inclinada. As barras dai 
grelhas sào de ferro ou de ferro fundido. espaco enlie 
ellas costuma ser de 0",003 a 0",015, conforme o con- 
bustivel queimado pela machina Às dimensOes das barms 
da grelha e o espagamento entro ellas depende do con- 
bustivel que a machina queima. A grelha deve dar franca 
passagem ao ar; a seccao livre deve ser a maior possivel. 
A relagào entre a somma dos orìflciosea secQào total da 
grelha, nas locomotivas, é de 3/8 a 1/2. Em algumas 
locomotivas americanas as barras das grelhas sào tibos 
de ferro, onde ha circulacSo d'agua, que evita os màos 
efifeitos da alta temperatura desenvolvida pelo aotra- 
cito. 

FORMULAS RELAT1VAS A GRELHAS DE LOCOMOTIVAS : 



Para carvSo-em grandes pedras E =: -— — - 

Para carvSo em pedraa miudas R = 

1 F V 

Para carvSo em grandes pedraB B == 



Para carrSo em pedras miudas B = 



I-OOOO 
P V 



16000 



Sondo: R, superficie da grelha em metros quadrados; 
B, quantidade de combustivel queimado na grelha em 
kgs. por bora; F, for^a de tracgào necessaria para rebocar 
um comboio (machina, tender e vagOes) sem levar em 



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GRÈS GRUA HYDRAUUCA . 41 

conta OS attritos da machina; v, velocidade do (rem, em 
metros, por segando. 

Vamos dar ainda algumas formulas francezas : 

L= 0,114 j/nr" 

A = 0,013 H 

F = 0,08 |/" H 

Sondo: G, comprimenlo da grelha da locomotiva; 
L, largura da grelha; A, area da grelha; F« dìstancia 
entre a grelha e a primeira carreira de tubos; e H, super- 
ficie de aquecimento. 

Grelha de machinas fixas de offiginas : 



860 V 



Sondo : S, superficie livre da grelha para o consumo 
de 100 kgs. de combustivel por hora, era metros qua- 
drados; Q, duplo do volume de ar theoricamente neces- 
sario para queimar 100 kgs. de combustivel, em metros 
cubicos; V, velocidade, em segundo de hora, do ar quo 
penetra na fornalha, em metros. 

Grès (Tech.) — Grès. — Sandstone. —Sandstein. — Fedra 
formada de areia agglutinada. Emprega-se em alveoarias. 

Greta (Tech.) — Grotte. — Grotto. — Hóhle. — Grande 
depressào do terreno. 

Grua hydraulica (E. dft F.) — Grue hydraulique d'ali- 
mentalion. — Appareiho de alimentacao das locomotivas, 
coUocado nas estagOes, tendo forma de columna. E' de 
ferro fundido. Deve fornecer l"'* de agua por minuto e ter 
as bocas de descarga, pelo menos, a ^",850 acima do 
nivel dos trìlhos. Convém estar a pequena distancia 
(13 a 14 metros) dos fossos de limpeza das locomotivas. 



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42 . GUARDA-CANCELLA GUARDA DOS TUNNEIS 

Guarda cancella (E. de F.) — Gar de barrière. — Gate- 
keeperj barrier-waiter. — Barrière Wàrter. — Os guarda- 
cancellas devem: Conservar as cancelins francas ao 
publico, mas fechal-as com promplidào cinco minutos 
antes da passagem dos irens oq quando esles forem 
assignalados. Nào consentir que ninguem atravesse a 
linha emquanto as cancellas estiverem fechadas. God- 
servar sempre limpo o espago comprehendido entro os 
trilhos e conlra-trilhos. Transmiltir ao guarda da cancella 
immediata/ por meio das sinetas, o aviso da approxi- 
ma^o de qualquer trem ou machina, segando as ins- 
trucQòes que receber. 

Guarda chaves. — [Vide: Agulheiro]. 

Guarda da linha ou ronda (E. de F.)— Carde ligne. — 
... — Bahnwàchter, — Traiwlhador que percorre a linha, 
observando-a attentamente, afim de verse ella estànos casos 
de ser circulada pelos trens. Assim que o ronda descobrir 
algum defeito na linha deve communicar ao feitor da 
turma. 

Guardas das pontes. — [Vide : Parapeilos]. 

Guarda dos tunneis (E. de F.) — Os guardas do tunnel 
devem: Percorrer o tunnel, segundo as instruc?Oes ministra- 
das pelo chefe de divisSo e approvadas pelo chefe da linha, 
antes e depois da passagem de cada trem, veriflcando se 
ha algum embarago a circulagao, removendo-o sem 
demora e devendo arvorar o signal encarnado sempre que 
veriflcar a existencia de obslaculo que nào tenha podido 
remover. Fazer signal aos trens, coUocando-so na bocca, 
do lado donde devem vìr e é direita do machinista. Exa- 
minar diariamente durante as horas de menos transito, se 
OS trilhos, dormentes, parafusos, grampos, eie, estào em 
perfeito estado ; se nas abobadas ou pés direitos apresen- 
tam-se desaggregagOes de argamassa ou fendas que de* 



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GUARDA-FREIOS 43 



nolem movìmenlo na alvenaria; se naquelles quo sào 
perfurados em rocha ha algum fragmento de pedra que 
ameace cahir; se nos cortes, à eotrada do tunnel, ha 
iadìcios de desoioronanfiento, etc. 

Guarda freios (E. de F.) — Carde freins. — Brake man. 
— Bremsen Wàrtar. — Empregado do trem, que manobra 
OS freios. Deve obedecer coin presteza aos signaes dados 
pelo machinista. 

Regulamento da E. deF. Central do Brazit.— Art. 1% Os 
guarda-freios devem achar-se na eslacào pelo menos urna 
bora antes d5 partìda do trem para que estìverera desig- 
nados. Art. 2% Em cada treni bavera um guarda-freio 
chefe escolbido d'enlre os guarda freios mais bybilitados 
e morigerados. Art. 3**, Os guarda-freios chefes sào obri- 
gados a h\tev o mesmo servigo que os outros guarda-freios 
e sào responsaveis pelas fallas dos mesmos se nào as cora- 
municarem ao conductor do trem na primeira estagào em 
que trem parar. Art. 4% E' dever dos guarda-freios: 
§ 1% Examinar com cuidado, antes da parlida dos trens, 
se OS freios funccionam bem e estào em bom estado, azei- 
tal-os engatar os carros, preparar as caixas d'agua e os 
lampeOes, ajudar a limpeza dos trens e collocar a corda de 
signal ; § 2% Apertar e alargar os freios, attendendo, com 
maior cuidado e promplidào, aos signaes que, para esse 
flm, Ihes der o machinista por meio de apitos da machina, 
sendo um apito o signal de apertar e dous apitos 
signal de alargar; § 3**, Prestar .lodos os servigos 
que Ihe forem ordenados pelos conduclores de trem, 
e ajudar nas estàcòes, sob as vistas dos agentes e 
dos conduclores, o servilo de bagagem, mercadorias, 
manòbrase quaesquer outros que Ihes forem delerminados 
relativos ao trem. Art. 5% Durante a viagem velarào 
incessantemente sobre o trem, examiaando com cuidado 



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44 GUARDAFREIOS 

se ludo vai em ordem, e, caso assim nào seja, ou descon- 
fiarem que possa haver perìgo na conlinuacào da marcha 
do trem, darào signal ao machinista por melo da corda e 
aperlarào immediatamente os freios sem esperar pela 
ordem do machinista. Art 6% Os guarda-freios chefes 
devem examinar anles da parlida do trem : 

ì\ estado completo dos freios; 2% Se a porca 
trabalha bem nos parafusos ; S'', Se todos os pinos e 
contra-pinos se acham em seus lugares ; 4^, Se as do- 
bradigas dos cepos estào em bom estado e se estes tém 
grossura bastante para impedirem que o ferro da dobra- 
dica venha tocar na roda, quando apertado o freio; 5% Se 
se acbam em seus lugares os estaes dos cepos e das bra- 
cadeiras, com os compelentes parafusos e pinos. 

Devem tambem examinar o estado dos engales e das 
lanternas de signaes e lauternas que sào necessarias. 
Darào immediatamente parte ao conductor chefe do trem 
das irregularidades, fallas ou defeilos que encontrarem. 

Ari. 7% Os guarda-freios serào responsaveis por todas 
as avarias que sofifrerem os freios, bem corno pelas 
descravagOes que sofifrerem os aros das rodas, prove- 
nìentes de terem sido arrastadas por excesso de aperto 
dos freios, sendo-lhes expressamente prohibido, sob pena 
de severa punigào, apertar os freios ale aquelle ponto. 
Art. 8% Os guarda-frios chefes sào responsaveis pela boa 
illuminagào e conservagào dos signaes da cauda do trem. 
Art. 9% Os guarda-freios chefes devem sempre trazer 
comsigo: 1% Um exemplar do presente regulamento; 
2% Um dito do regulamento de signaes; 3% Um temo de 
baodeiras ; ì% Urna lanterna com vidro encarnado b 
outra com vidro verde ; 5**, Urna caixa com phosphoros ; 
6% Um apito. Art. 10, Nas esta^Oes em que o trem parar 
OS guarda-freios chefes deverào percorrer o trem lodo para 



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GUARDA CADO GUARITA 45 

examinarem OS engates. Ari. H, Os lugares que devem 
occupar os guarda-freios bem comò o servico especial 
que compete a cada uin serào designados pelo guarda- 
freio chefe, de accòrdo com o condutor do trem e o 
agente da eslagAo de parlida. Art. 12, E' probibido aos 
guarda-freios: i\ Esperar que o Irem se ponha em marcha 
para tomarera seus lugares; 2% Conservar de pé sobre a 
tolda dos carros durante a viagem ; 3°, Abandonar seus 
lugares durante a viagem ; 4% Andar descalgos e inde- 
centemente vcstidos ; 5% Usar de vestimentas ou objectos 
encarnados; 6% Conversar com os passageiros e empre- 
gados da estrada ; 7% Fumar nas plata-fórmas das esla- 
fOes e nos trens. Art. 13, Nas estagòs em que permane- 
corem, os guarda-freios sào subordinados ao respectivo 
agente e obrìgados a fazer todo e qualquer servigo, que 
Ihes fór ordenado pelo mesmo agente. Art. 14, Cada 
guarda-freio deve trazer sobre a listra do bonnet o nu- 
mero sob qual estiver matriculado no escriptorio do 
trafego. 

Guarda gado (E. de F.) — Carde bestiaux. — Caltle- 
guard. — Obras construidas na via permanente para 
abrigar o gado, na passagem dos trens. 

Guarda lama (Locom.) — Carde evolte. — Spess-herr. 
— Radschale, Raddeckel. 

Guarda trilho (Locom.) —Chassepterre. — Life guarde 
[eler. — Schienenràumer. — Bahnràumer. — Chapas de 
ferro que, nas locomolivas da Europa, descem a té porto 
dos trilhos, para desviar as pedras, eie, que estiverem 
sobre os mesmos. limpa -trilhos americano é multo mais 
vantajoso. 

Guarita (E. de F.)—Cuerite de garde. — Watchbox. — 
Wachthàuschen (ùr Bahnwiirler. — Pequeoa casa onde 
se abriga o guarda cancella, eie. 



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46 GUARNigOES DA CALDEIRA GUINCHO A VAPOR 

Guarnigoes da caldeira (Locom.) — Conjuncto de 
apparelhos e pepas que garaolora o soguro e bom fanccio- 
namento (la caldeira: — manometro, torneiras de prova, 
indìcador do nìvel d'agua, vàlvula de segQraaca, bujào 
fusivel, eie. 

Guia da baste da gaveta (Locom.) — Guide de la 
tige du tiroir. — Slide valve guide? — Sehieberfùhrung . 

Guilherme (Ferr.) — Guillaume, rabot feuilleret. — 
Rebate-plane. — Falzhobel. — Ferramenta de carpìnteiro. 

Guincho (Tech.) — Treuil. — Winch. — HaspeL — Ap- 
parelho de sospender cargas. A seguinte tabella dà o tempo 
necessario para elevar por meio de um guincho um metro 
cubico de cantaria a diversas alturas. 

Àltnras Horas IGnatos 

2 metros 10 20 

4 » Il 40 

6 » 13 

8 ju 14 20 

10 » • 15 40 

12 » 17 

16 » 19 40 

20 » 22 20 

24 » 25 

30 » 29 

A seguiate formula: 

t = ioli 20' ■\-{a — 2) 40' 

de tempo necessario para a elevacào de 1™' de can- 
taria, sendo a a altura da elevdeào. guincho occupa 
ciuco trabalhadores : Ires para lingar e igar e dous para 
receber as peAas e assenlal-as. 

Guincho a vapor (Tech.) — Treuil à vapeur. — Sleam 
winch. — DampfhaspeL 



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GUINDASTE GYRADOR 47 

Guindaste (Tech.) — Grue. — Grane. — Krahn. — 
Grande apparelho de suspensào de cargas. Os guiridastes 
fixos das estagOes de estrada de ferro pódem sospender 
ale 15 toneladas, e os moveis ale 10 toneladas. — Sobre 
esle assumplo recommendamos a obra de Goschler — 
Entrelien et exploitation de$ chemins defere a Gollection 
Bazaine. 

Guindaste a vapor (Tech.) — Grue à vapeur. — Steam 
orane. — Dampfhrahn. 

Guindaste de eixo fiao (Tech.) — Grue à pivot fise, — 
Fixeó-stUe-crane. — Sldnderkrahn, Drehkrahn. 

Guindaste hydraulico (Tech.) — Grue hydraulique. — 
Watcr-crane . — Hydraviische krahn. 

Guindaste locomovel (Tech.) — Grue roulante. — 
Moveable orane. — Fahrkrahn. 

Guindaste para levantar vagoes (Tech.) — Grue 
pour sovlever les wagons. — "Waggon-hoist. — Wagen- 
anfzug. 

Guindaste rotatorio (Tech.) — Grue à pivot mobile. — 
Sleam orane with moveable pivot. — Krahn mit beweglichem 
zapfen. 

Gusano (Tech.) — Ver de mer. — Sea worm, teredo 
navalis. — Schiffsbohrumrm. — Pequeno animai maritimo, 
que ataca as estacas de fundacào, eie. 

Gyrador (E. de F.) — Plaque tournanle, pont tournant. 
— Turnplate, turntable keeper. — Drehscheibe. — Apparelho 
qac serve para effecluar a passagem de urna locomotiva 
ou de um carro de urna linha para oulra. Ha gyradores 
de madeira, empregados nas manobras internas das està- 
COes, bem comò de ferro fundido, que sào muito sujeilos 
a estragos, produzindo descarrilhamentos. Os que lem 
provado melhor sio os de chapas do ferro balido e de 
aco. Esles empregam-se muilas vczes nas manobras 



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48 HASTE DA BALANgA BASTE DA GAVÉTA 

extemas. diametro do gyrador em goral é de 5 a 
6 raelros. Quando, em officinas, quer-se um gyrador qua 
sirva para manobras da locomotiva com o tender, emprega- 
se a ponte gyratoria de 12 a 17 metros de comprimeli to. 
Todas as semanas devem ser os gyradores engraxados nas 
coròas de rola mento, e lubriflcados com azeite nos eixos 
dos rodetes e no pido. A linha do gyrador e as margens da 
cava por elle occnpado devero ter sempre igual nivel. A se- 
guinte formula dà o comprìmento do diametro do gyrador: 



-V^^^) 



Sondo: D, diametro do gyrador; L, comprimenlo do 
triiho sobre o gyrador; b, bitola da linha. 



H 



Haste da balanga (Locom.) — Tige de la balance — 
Safety valve rod. — E' de ferro. Tem um extremo preso à 
alavanca de seguranga, e o outro preso à balanga. Des- 
tina-se a fazer com que a alavanca carregue ou descar- 
regue a valvula. 

Haste da cupola do apito (Locom.) — Tige de la cloche 
du sifflet. — Whistle dome rod. — Assenta verticalmente 
ao corpo do apito. No extremo superior Gca atarrachada a 
cupola, que póde subir ou descer, afinando o som do 
apito. E' de ferro. 

Haste da gaveta (Locom.) — Tige du tiroir. — Serve 
para transmittir as oscillagoes do baiando a gaveta. E' de 



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HASTE DA VALVULA DO REGULADOR BASTE DO EMBOLO 40 

ferro. Àrticula um dos e&tremos ao baiando da distri- 
buigào e lem o outro fìxado à guia da gavéla, por meio de 
chavela. 

Baste da valvula do regulador (Locom.) — Tige de 
la soupape da régalaleur. — Transmilte o movimento do 
esquadro do regulador à valvula. Enconlra-se nas loco- 
molivas americanas. Àrticula um dos extremos ao es- 
quadro e fixa outro na valvula. 

Baste do embolo (Mach.) — figa du piston. — Piston- 
rod. — Kolbenstange. — Pega destinada a transmitlir o 
movimento do embolo ao brago motor. Tem fórma cylin- 
drica. Deve ser de ferro forjado ou de ago. 

Formulas relalivas à haste do embolo: 

P TcDa 



D'-^ 



4R5 

piz 



Seado : s, secQào da baste ; P, pressalo total do vapor 
sobre o embolo ; R, coefficiente de resistencia do metal 
empregado na haste; D, diametro do embolo; p, pressSo 
do vapor que o embolo supporta por centimetro quadrado ; 
D\ diametro da baste do embolo. 

Quando a haste do embolo é solicitada à flexào por 
seu proprio peso, é necessario juntar-se ao valor D' o 
seguinte accrescimo : 



2R ^[/4B^ + 



Sendo: d, peso do metro cubico do noetal; I, compri- 
mento da haste ; N, peso da haste. 



Dioolonarto 



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50 BASTE DO PARACHOQUE IIISTORICO DAS EST. DE FERRO 

Nas locomotivas convém augmenlar um pouco os 
valores D' e D". 

Oulra formula para determinar o diametro da hasle: 



y 100 



Sendo: d, diametro da baste do embolo; a, superficie 
do embolo, em cenlimelros quadrados; 6, pressào do 
vapor, em kilogrammas, sobre cada centimetro quadrado 
da superficie do embolo. 

A hasle do embolo tem uma das extremidades fixa ao 
corpo do embolo e a oulra ao braco motor; atravessa a 
lampa do cylindro na sobreposta. (Vide a fig. de cylindro). 

Baste do parachoque (E. de F.) — Tige de choc. — 
Buffer rod. — Bufferstange. — [Vide: Parachoque]. 

Baste do regulador (Locom.) — Tige du régulaiear. 
— Regulator rod. — Transmitteo movimento da alavanca 
do regulador à valvula. E' de ferro redondo. 

Bistorico geral das estradas de ferro. — Na estrada 
de ferro ha dou» elementos dislinctos : a via permanente 
e a locomotiva. Estudemos a evolucào de cada um d'elles, 
na ordem cbronologica. 

Sabe-se que para diminuir o allrito na remoQào das 
grandes massas, dos obelisc(Js, etc, os egypcios, na mais 
remola anliguidade, flzeram uso de liras de ferro, assen- 
ladas ao sólo, onde rodavam enormes carretOes e lóros 
rolicos de madeira. 

Sabe-se, tambem, que os romanos e os carthaginezes 
flzeram identicas applicacòes, afim de conseguir a mobili- 
sagSo de suas pesadas machinas de guerra. 

So multo mais tarde, entretanto, leve ingresso na in- 
dustria esse elemento de transporle, que recebeu o nome 
de trilho. 



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HISTORICO GERAL DE ESTRADAS DE FERRO 



51 



Em 1550 foi pelsr primeira vez empregado o vagonete, 
bem corno o Irilho de madeira, nas miuas de carvào de 
pedra da Inglaterra. 

Beaumontem 1630, melhorando o servico das minas de 
New-Caslle, ìntrodiizio os wagOes aperfeìcoados. Em 1700 
comecaram a ser os Irilhos protegidos por chapas de ferro. 

Papin, em 1690, pensou na applicagào do vapor à 
tracQào de um carro ; em 1758 o Dr. Robison, depois pro- 
fessor da universidade de Glascow, leve a mesma idèa. 

Ben Curr, em 1766, fabricou, na Inglalerra, para o 
Irabalho das minas, os primeiros trilhos de ferro fundido, 
que nào tinbam mais de um metro de comprimento, e 
assenta vam sobre longarinas de madeira. 

Em 1768, Cugnol, ofQcial do exercito francez, con- 
struio primitivo carro a vapor- Em 1769 fez os pri- 
meiros ensaios do carro, em urna estrada de rodagem, 
na presenca de varios generaes francezes e do ministro da 
guerra de Luiz XV, sondo muito encorajado pelo invento. 

A macbina de Cugnot (Fig. 3) compunha-se de um es- 
trado sobre tres rodas. Na fronte, que era arliculada ao 
resto do carro por uma cavilba, estavam a caldeira, a 
fornalha, a roda molriz e o mechanismo motor. 




Fig. S*— Locomotira de Cagnot 



Este carro tinha o grande inconveniente de nào pos- 
suir reservatorio ; n'um quarto de bora gastava a agua da 



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52 HISTORICO GERAL DAS ESTRADAS DE FERRO 

caldeira, e, depois, via-se obrigado a parar,afim de rece- 
ber nova provisào. Cugnot prelendia melhoral-o ; veìo, 
porém, a Revolucào Franceza, e a commissào de salvagào 
publica quiz destrail-o e transformal-o era armas de de- 
feza. A esla barbara resolu^ào oppuzeram-se os officiaes de 
arlilharia, e conseguiram salvar ^ machina, que, nào apre- 
sentando vantagens praticas, foi reraettida para o conser- 
vatorio de artes e officios de Pariz, onde se acha actual- 
raente corno objecto de curiosidade. 

Em 1784, James Watt, depois de muitas experiencias 
sobre o vapor, descreveu urna engenhosa machina, ba- 
zeada nas referidas experiencias, e apresentou o melo de 
applical-a aos carros. Tal projecto nào chegou a ser reali- 
dade, por causa da difQcil conserva^ào da machina, que 
era de baixa pressào. Walt, porém, tirou privilegio para 
sea invento. 

Em 1789, Jessop inventou o trilho saliente e as almo- 
fadas assentadas em dados de pedra. John Burkinshaw, 
em 1820, com o auxilio do laminador, inventon o trilho 
dupla-cabe^a, de ferro, de 4 a 5 metros de comprimeoto. 

Em 1800 Olivier Evans, cidadào americano, pro- 
pagador das machinas de alla pressào, fez, com successo, 
funccionar nas ruas de Philadelphia um carro a vapor. 
Evans foi quem formulou, antes de qualquer outro, o mais 
exaclo juizo a respeito do futuro da locomotiva, dizendo : 
<( Tempo vird em que se ha-de viajar de urna cidade a outra, 
nos carros movidos a vapor, com velocidade superior d dos 
passaros, Passageiros, partindo de Washington pela ìnanhà^ 
poderào almogar em Baltimore, jantar em Philadelphia 
e celar em Nova-York. 

Trevithick e Vivian, em 1801, tambem construiram 
carros a vapor. Viram, desde logo que nas estradas de 
rodagem apresentavam pouco resultado. Em 1804 ex- 



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HISTORICO GERAL DAS ESTRADAS DE FERRO 53 

perimentaram um dos seus carros na estrada de ferro do 
Merthyr-Tydwil, no paiz de Galles. Com a velocidade de 
8 kìlometros por bora, elle rebocou 10 lonelladas.. Foi a 
primeira applica^ào de um carro a vapor sobre Irilhos, 
inicio da locomotiva ! carro, porém nào podia galgar 
pequenas rampas, faltava-lhe pezo para produzir adheren- 
eia... e por esse motivo foi abandonado. 

Comegou, depois d'islo, a invengao dos artificios para 
se obler a desejada adherencia. Blenkinsop, em 1811, 
propoz collocar-se ama cremalheira ao longo da linha, 
sobre 'a qual corresse uma roda dentada da locomotiva. 
resuUaclo obtido nao foi satisfactorio. 

Em 1812 Edward e Chapmann tiraram privilegio para 
uma locomotiva de quatro eixos e oito rodas, sendo a 
iforga motriz transmiltida de um para outro eixo por 
meio de correntes de connexào. 

Brunlon, n'essa mesma epocha, ìmaginou uma lo- 
comotiva com pernas na parte posterior, que apoiando-se 
ao sólo, em posicSo mais ou menos iDclinada, faziam o 
vellicalo mover-se. Gordon executou a burlesca idèa. 

Blackett, em 1813, procedendo a experiencias, reco- 
nheceu que o pezo da locomotiva e o attrito dos trilhos eram 
sufflcìentes para produzir a indispensavel adherencia. 

Em 1814, Jorge Stephenson, antigo operarlo e en- 
genhciro das minas de Killingwortb, ainda nào apro- 
voltando a notavel descoberla de Blackelt, construio a 
sua primeira locomotiva— a Blmher^ — multo compll- 
cada, tendo engrenagens e cadelas sem flm para utilisar 
a adherencia de todas as rodas. Em 1815 Stephenson 
engendrou outra locomotiva mais aperfeigoada. 

Hackworth, em 1825 construio a locomotiva Royal 
George, onde substituio a cadeia sem flm pelo braco 
connector. 



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54 HISTORICO GERAL DAS ESTRADAS DE FERRO 

A 27 de Selembro de 1825 foi inaugurado o trafego 
de passageiros na primeira estrada de ferro da Inglaterra 
e do mundo, linba de Slockton a Darlington, coni 25 ki- 
lomelros de extensào. 

Houve verdadeira alegria durante a ina uguracao d'està 
via-ferrea ; formou-se um trem composto do seguinte 
modo: — Locomotiva, dirigida por Jorge Stephenson ; seis 
carros, com carvào de pedra e farinha de trigo; um carro 
fechado, com a directoria e os proprietarios da estrada de 
ferro; vinte e um (Jarros abertos, completamente replelos 
de convidados ; e, finalmente, seis carros com carvào de 
pedra. 

Um arauto — a cavallo e de estandarte — precedia o 
trem ; muitos cavalleiros, a lodo o galope, o acompanha- 
vam ; e o povo enchia as margeos da estrada, saudando^ 
a passagem da locomotiva. 

Stepbeoson, ao partir, deu pouca for^a à machina ; o 
arauto por algum tempo desempenhou seu papel, cheio de 
nobre orgulho. De repente, Stephenson fez-Ihe sìgnal para 
sahir da lioha ; e a locomotiva come^ou a deitar 
15 milhas por bora... Araulo e cavalleiros ficaram muitis- 
simo distanciados ; e o trem seguiu, sem novidade, ale 
DarlingtoQ. 

peso do trem, com a carga e os 450 convidados, 
attingia a 90 toneladas. A locomotiva custou £ 500. 

Em 1828, Marc Seguin tirou privilegio para a caldeira 
tubular, que muito augmentou a superficie de aque- 
cimento da locomotiva. 

Emquanto, na Franca, Seguin fazia tao importante 
descoberta, na Inglaterra, Henry Bootbi lembrava a mesma 
a Jorge Stephenson. É o que se póde chamar — coindden' 
eia scientifica. N'aquella epocha as communica^des eram 
difficeis, Booth com cerleza nào leve noticia da descoberta 



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HISTORICO GERAL DAS ESTRADAS DE FERRO 55 

feita na Franca. As altenQdes estavam todas volladas para 
a locomotiva; nào foi de espantar as idenlicas desco- 
berlas. 

Roberto Stephenson ( filho de Jorge ) aproveilou o 
escapamento do vapor dos cylindros para augmentar a 
liragem da chamìné, que ficaria prejudicada, visto sereno 
mui pequenos os dìametros dos tubos da caldeira, rela- 
tivamente ao comprimento dos mesmos. 

Com estes extraordioarios meltioramentos, a locomotiva 
elevou ao quintuplo a sua for^a. 

Por esse tempo jà estava em construccào a estfada de 
ferro de Liverpool a Manchester, autorisada pelo par- 
lamento inglez em flns de 1828. 

A directoria da importante empreza, desejando es- 
colher com lodo o criterio o melhor meio de tracgao para 
OS comboios, resolveu abrir um concorso, onde seriam 
inscriptas as locomotivas que apresentassem as seguinles 
condigOes: Queimar a fumaga, desprendida pela combus- 
tào na fornalha. — Ter para peso 6 loneladas. — Rebocar 
regularmente urna carga de 20 toneladas, comprehen- 
didas tender e as provisOes, com ama velocidade de 
16k'',6 por bora, e uina pressào de vapor nunca maior 
de 50 libras. 

Esse programma foi espalbado por toda a Inglaterra; 
e concurso de Rainhill realisou-se em 6 de Oatubro 
de 1829. 

Apresentaram-se as seguintes locomotivas: a Fuso, de 
Jorge Stephenson ; a Novidade, de Braithwaite e Erickson ; 
a Sem Rivai, de Timothy Backv/orlh ; a Perseveranga, 
de Brustal. 

A Fuso foi a vencedora ; e flcou sendo o ponto de 
partida das actuaes locomotivas, que ainda guardam os 
seus tragos caracleristicos. — [Vide : Fuso]. 



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S6 



mSTORIGO GERAL DAS ESTRADAS DE FERRO 



A Nomdade nSo tinha caldeira tubular. Podia rebocar 
apenas 7 toneladas. Nào dea resultado. 




Fig. 4» Locomotiva F%90 



A Sem Rivai tinha na caldeira apenas um tubo. Nào 
possuia molas de suspensao. No firn de algiunas viagens fi- 
cou inutilisada. A Perseveranga nSo salisfezo programma. 




Fig. 6 — Locomotiva Ufotidade 



coDcurso de Raiahill veio firmar a primazia da 
estrada de ferro com locomotivas, sobre todos os outros 
meios de locomoQSo terrestre. 



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HISTORICO GERAL DAS ESTRÀBAS DE FERRO 



57 



Desde entào comegou a serie de aperfeìgoamentos. 

Os detalhes foram estudados debaixo de lodos os 
ponlos de vista; e a estrada de ferro chegoa rapidamente 
ao estado de prestar ulilissimos servicos à Humanidade. 



rw 




Fig. 6 — LocomotiTa Sem Rivai 

A 15 de Setembro de 4830 foi inaugurada a E. F. de 
Liverpool a Manchester. Houve extraordiuario enlhu- 
siasmo e compareceram os mais notaveis personagens da 
Inglaterra. Infelizmente dea-se um accidente, que eniuctou 
acto. deputado Huskisson, por imprudencia propria, 
foi colhido por urna das locomotivas, quando estava entre 
OS trilhos, na estagao de Parkside. Està morte causou 
certo panico no povo e Servio de argumento aos rotineiros 
contra o importante invento. 

Roberto Peel, conhecendo a prodigiosa forca do novo 
agente de progresso, exclamava no meeting de Tamvort, 
em 1834 : « Apressemo-nos, apressemo-nos I É indispeo- 
savel cortar a Inglaterra de um extremo ao outro de com- 
municacOes a vapor, se quizermos manter no mando o 
nosso lugar, a nossa superiorìdade ! » 



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hS HISTORICO GERAL DAS ESTRADAS DE FERRO 

A rolina, apezar de ferrenha, foi vencida; e a Grà 
Bretanha, em pouco tempo, cobrio-se com a mais com- 
pleta rede de via-ferreas. 

Em 1831, inaugurou-se a primeira estrada de ferro 
dos Estados Unidos da America. 

As outras naQOes acompanharam este movimento, 
ainda que lentamente ao principio. 

A Franga inaugurou a sua primeira estrada de ferro 
em 1832, linha de Saint-Etienne a Andrezieux. 

Nesle prodigioso paiz, a estrada de ferro encontrou 
forte opposigào. Quando na Inglaterra os industriaes prò- 
curavam resolver o problema, Charles Dupin, membro 
da Academia Franceza, demonstrava, n'uma curiosa me- 
moria, apresentada ao Instituto, a improficuidade da lo- 
comotiva, concluindo pelo seguinte absurdo : « Lc« roiie« 
tourneront sur place, et ne déinarreronl pus». 

Thiers, em 1835, na tribuna do parlamento francez, 
brada va : Il n*y a pas aujourd'hui huii ou^ dix lieaes de 
chemins de fer en constr action en France et, pour mon 
compte^ si on venati m^assurer qu'on ferait cinq par année^ 
je me tiendrais pour fori heureux. Il faut voir la réalité: car 
méme en supposant beaucoup de succès aux chemins de fer, le 
développement ne serait pas ce quc hn avait suppose. 

E depois, distincto Thiers, ainda dizia a uns enge- 
nheiros que o foram procurar : Vous voulez que je propose 
aux chambres de vous concéder le chemin de Rouen, je ne 
le ferait cerlainement pas: on ms jetterai au bas de la 
tribune. 

Quanlas vezes, mais tarde, Thiers se arrependeu de 
pronuncìar-se tao erroneamente I 

A Belgica, depois da Inglaterra, foi a potencia eu- 
ropèa que melhor comprehendeu o alcance da estrada de 
ferro. Perdonnet, um dos mais illustres engenheiros da 



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HISTORICO GERAL DAS ESTRÀDAS DE FERRO 



Franga, referindo-se aos belgas, leve a nobre franqueza de 
dizer: <<LesBelges,nos premiers maitresdans Tari decons- 
truìre les cbemios de fer, ont été aussi deputs quelques 
anoées de bien utiles auxiliaires podr nous dans la 
construction de dos graudes lignes». Em 1834. esse pe- 
queno reino, decretoa a creagào de sua grande rede; em 
1835 inaugurou a lìnba de Bruxellas a Mallines. 

leitor, DO quadro por nós organisado e que em 
seguida apresenlamos, lerà a introducgào da via ferrea 
DOS diversos paizes do mundo : 



8. 

4. 

5. 

6. 

7. 

8. 

9. 
10. 
11. 
12. 
13. 
U. 
15. 
16. 
17. 
18. 
]9. 
20. 
21. 
22. 
23. 
24. 
26. 



Paixet Datu da inangnn^Io 

Injsrlaterra 27— Setembro. 1826 

Estados-Unidos 

Franca 

Belgica 

AllemaDha 

Cuba 

Russia 

Hollauda , 

Italia 

Suissa 

Dinamarca 

Jamaica «... 

Hespanha 

Mexico 

Perù 

Chile; 

India Ingleza 

Noruega 

"Brazil .•..,.. 

Portagal 

Victoria (Oceania) 

NoYa Granada 

Snecia 

Nova Galles do Sul 

Egjpto 





1831 




1832 


5-Maio 


1835 


Dczenìbro. 


1835 


Agosto... 


1837 


Abrii 


1838 


Setembro. 


1839 


Outubro . . 


1839 


Julho 


1844 


Setembro . 


1844 


NoYembro. 


1845 


Outubro.. 


1848 


Outubro,, 


1850 


Maio 


1851 


Maio 


1852 


Abril 


1863 


Julho .... 


1853 


0— Abril 


1854 


Julho 


1854 


Setembro . 


1854 


Janeiro... 


1855 


Fevereiro . 


1855 


Maio • 


1855 


Janeiro... 


1856 



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60 



mSTORlCO GERAL DAS BSTRADAS DE FERRO 



26. 
27. 
28. 
29. 
80. 
31. 
82. 
83. 
34. 
85. 
36. 
37. 
88. 
'89. 
40. 
4i. 
42. 
48. 
44. 
45. 
46. 
47. 
48. 
49. 
50. 
51. 
52. 
53. 
54. 
55. 



Australia Meridional ... 

Costa Bica 

Goyana Ingleza 

Grecia 

Cabo da Boa E8peran9a 
Qaeensland (Oceania). . . , 

Tarqnia 

Tnrqaia da Asia , 

Manricia 

Algeria 

Paraguay ; 

Repablica Argentina. . . . 

Nova Zelandia 

Ceylao 

Venezuela 

Jaya 



Abril... 



Dezembroc 
Fevereiro . 
Janho.. .. 

Julbo 

Oatubro . . 
Dezembro. 

Maio 

Agosto... 
Outubro , , 
Dezembro. 
Dezembro. 
Outubro, . 
Fevereiro, 
Agosto... 
Agosto... 
Fevereiro . 
Fevereiro . 
Setembro . 
Novembre. 
Janeiro... 
-Junbo.... 



Taiti *. 

Bepublica do Uruguay 

Tasmania (Oceania) 

Honduras 

Japio 

Australia Occidental 

China (U vez) 80 

Nubià 

Siberia Mar^o. . . • 

Uba Hawaù 

Dha Maou'i 

Guatemala Junho. . .- . 

Equador 

China (2» vez) 20— Novembro. 



1856 
1858 
1858 
1860 
1860 
1860 
1860 
1860 
1862 
1862 
1863 
1863 
1868 
1865 
1866 
1867 
1868 
1869 
1871 
1871 
1872 
1874 
1876 
1877 
1878 
1879 
1879 
1880 
1881 
1886 



Na China, em 1876, os inglezes inauguraram urna 
pequena via-ferrea; pouco depois o governo chìnez a 
resgalou e mandou destruil-a, por ser elemento perigoso 
para o Celeste Imperio. 

Em 1886 foi inaugurada outra pequena estrada de 
terre; até hoje nào consta que fosse destruida. Parece que 
progresso perfurou aflnal as muralhas da China. 



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HISTORICO GERAL DAS ESTRADAS DE FERRO 



61 



Apresentemos agora a mais recente estalislica das es- 
tradas de ferro do mundo. Alcanfa ao anno de 1886. 
Actualmenle o numero de kilometros em trafego està 
augmentado e póde-se fazer idèa approximada d'esse aug- 
mento, desde que se saiba que de 31 de Dezembrp de 
1883 até 31 de Dezembro de 1886, o accrescimo foi de 
70.306 kilometros. E' naturai que o augmento — de 31 de 
Dezembro de 1886 até hoje — seja relativo àquelle. 

BXTENSÀO EM TRAFEGO DAS ESTRADAS DE FERRO DOS DIVBRSOS 
PAIZES, EM 31 DB DEZBMBRO DE 1886 

Kilometrot 

1. Estados-Unidos 222.010 

2. Allemanha 88.264 

3. Franca 88.845 

4. Inglaterra 81.106 

5. Eassia. 27.855 

6. Austria 28.890 

7. India Ingleza 20.728 

8. Canada 17.800 

9. Australia 14.148 

10. Italia 11 .888 

11. Hespanha 9.809 

12. Brazil 7.669 

18. Succia 7.277 

14. Mexico 5.750 

15. Eepublica Argentina 5.500 

16. Belgica '. 4.582 

17. HoUanda 2.865 

18. Sdssa ; 2.797 

19. Colonia do Cabo * 2.795 

20. Chile 2.695 

21. Algeria e Tunisia 2.312 

22. Dinamarca 1.965 

23. Boumania. 1.940 

24. Cuba 1.600 



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HISTORICO GERAL DÀS ESTRADAS DE FERRO 



25 Portagal *. 1 .577 

2f>. Noruega 1.562 

• 27. Egypto 1 .500 

28. Turquia, Bulgaria, etc l 'SOi 

29. Perù 1 .309 

80. India Holiandeza 1 .070 

di'. Russia Transcaspiana ] .060 

82. Japào 692 

83. Uruguay 656 

84. Grecia 615 

85. Mauricia, ReuniSo e Senegal 492 

36. Servia 473 

87. Asia Menor 400 

88. Cejlàe 289 

89. Colombia 265 

40. Natal 160 

41 . Venezuela é 153 

42. Rep. S. Domingos \ 80 

43. Equador 79 

44. Paraguay 72 

46. Bolivia 70 

46. Malasia « 45 

47. Goyana Inglcza 85 

48. Porto Rico 18 

ExtensSo total 512.505 

Nesle quadro o Brazìi lem logar bem honroso; acima 
de si estào apenas as mais poderosSs nacòes do mimdo. 
Relativamente ao continente americano, occupa o terceiro 
logar: e, na America *do Sul, occupa o primeiro. 

Para terminar o bistorico geral das estradas de ferro, 
vamos dar lìgeiros aponlamentos sobre as notabilidades 

DA LOGOMOCÀO TERRESTRE A VAPOR : 

AcHARD. — Engenbeiro. — Inventor de um systema 
de freios eleclricos, que ainda nào tiveram definitiva 
applicagào. Na Exposicao de Paris, de 1855, pela primeira 
vez appareceu o freio eleclrico ; que depois d'isto tera side 



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HISTORICO GERAL DAS ESTRADAS DE FERRO 63 

muito modificado. A Companhia dm'estradas de ferro do 
Leste.'Adi Franga, lem feito grande numero de experiencias 
presididas pelo proprio Àchard, tirando resullados bem 
salisfactorios. 

Agudio. — Engenheiro italiano. — Inventor de um 
systema de viàs ferreas, constituindo engenhosa combi* 
nagao do plano inclinado de machina pana com p caho tele-» 
dynamico e o trilho centrai Urna das mais nolaveis appli- 
cacOes do syslema Agudio é a estradi de ferro da Superga, 
na Italia. 

Alexandre Mitchell. — Engenheiro americano. — 
Projectou a primeira locomotiva do typo consolidation, 
que foi construida nas ofBcinas de Baldwin, em 1866. 

AvEJjNG E PoRTER. — Constructorcs inglezes. — In- 
venlores de uma das mais aperfeigoadas locomotivas de 
estrada de rodagem. 

Aix\N. — Engenheiro inglez. — Inventor da corredila 
de fórma recta. 

Andraud. — Engenheiro francez. — Inventor do .sys- 
tema de vias ferreas eolicas e da primeira locomotiva de ar 
comprimido. 

Arnoux. — Engenheiro francez. — Inventor do ce- 
lebre systema de trens articulados que funccionaram na 
linha de Paris a Orsay. 

BooTH. — Industriai inglez que na Inglaterra in- 
ventou a caldeira tabular, ao mesmo tempo que na 
Franga Marc Seguin apresentava igual invencào. 

Braithwaite. — Engenheiro inglez. — Com o seu 
compatriota e collega Erickson construiram a locomotiva 
Novidade, que entrou no concurso de Rainhill, efifectuado 
a 6 de Outubro de 1829. 

Bruèrb. — Notavel engenheiro francez. — Muilo se 
distiuguiu em trabaihos de consolidacào de taludes. 



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64 HISTORIGO GERAL DAS ESTRADAS DB FERRO 

Brunel (filho). — Um dos mais emioentes engenheiros 
inglezes. — Constructor da E. de F. de Londres a Bristol, 
onde applicou a grande bitola de a^j^lSS. Inventor do 
tri! ho conhecido por bridge rail. 

Brunel (pai). — Engenheiro francez, que emigrou 
para a Inglaterra e ahi se immorlaiisou pclos seus tra- 
balhos de estradas de ferro. 

Brunton. — Constructor inglez. — ImagiDOU urna loco- 
motiva coro pemas na f^rte posterior, além das rodas quo 
devia possuir. As taes pernas, apoiando-se ao sólo em 
posigào roais ou menos inclinada, faziam o vehiculo 
mover-se. Gordon executou a burlesca idèa de Brunton, 
nào tirando resultado favoravel. 

BuRR. — Engenheiro inglez. — Inventor de um sys- 
tema de pontes mixtas de ferro e madeira. 

BuRSTALL. — Mecanico inglez. — Constructor da loco- 
motiva Perseveranga, que apresenlou-se para o conaarso de 
Rainhill; porém nelle nao tomou parte, visto nào satisfazer 
às condicOes do programma. 

Chaperon. — Distinclo engenheiro francez. — Notavel 
pelos seus Irabalhos e processos de consolidagao de 
laludes. 

CoLLADON. — Engenheiro suisso. — Inventor dos per- 
furadores movidos a ar comprimido, empregados nos 
trabalhos do immenso tunnel de S. Golhardo. 

CuGNOT. — Engenheiro francez, a quem se deve a 
primeira applicagào do vapor à locomogao terrestre. 

Baldwin. — Ourives americano. — Tornou-se notavel 
constructor de locomotivas, fundando urna das mais 
importantes fabricas da grande republica dos Estados- 
Unidos. 

Bayard de la Vingtrie. — Engenheiro francez que 
com seu collega e compatriota de Vergés inauguraram a 



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HISTORICO GERAL DAS ESTRADAS DE FERRO 65 

_ 

primeira estrada de ferro italiana, em 1839 — linha de 
Napoles a Nocera. 

Battio (allemào) — (Vide Koslling). 

Beaunier. — Engenheiro francez, que em 1823 ob- 
teve a concessào da mais anliga estrada de ferro da 
Franga : — Saint Etienne a Andrezieu, 

Bell. — Engenheiro francez. — Invenlor de um sys- 
lema de locomolivas destinadas às vias ferreas de triiho 
centrai (syst. Fell), tendo por caracterislico percorrer 
rampas de grande declividade e curvas de mui pe- 
queno raio. 

Belpaire. — Engenheiro belga. — Distinclo por muitos 
molivos e principalmente pela grelha de locomotiva que 
inventou e que tem o seu nome. 

Bessemer. — Conhecido metallurgista inglez, que em 
1858 propoz ao director da North Western RaUwayo 
emprego de trilhos de ago fundido ou de ago Bessemer. 
Actualmente quasi todas as estradas de ferro do mundo 
empregam trilhos d*esse metal. 

BicALHO (Honorio). — Engenheiro brazileiro. — No- 
ta vel por sua vastissima illustracào technica. Autor do 
importante Irabaiho — Largura das eslrados de ferro e 
resislencia dos trens. Fallecido a 5 de Maio de 1886. 

Blacket. — Engenheiro inglez que — anles de oulro 
qualquer, — teve a verdadeira idèa do valor da adhe- 
rencia da locomotiva^sobre os trilhos. 

Blenkinsop. — Engenheiro inglez. — Em 1821 con- 
slruiu uma locomotiva munida de roda dentada e que se 
movia sobre trilhos e cremalheira centrai. 

Bollman. — Engenheiro americano. — Autor de um 
sy.4ema de pontes de ferro. 

CooKE. — Mecanico inglez, que em 1808 empregou 
pela primeira vez a machina fixa a vapor e o cabo na 

DiooionaMo 5 



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HLSTORIGO GERAL DAS ESTRADAS DE FERRO 



traccao de wagòes, na estrada de ferro das minas de 
carvao de Urpeth, em Birlley-Fell, no condado de Du- 
rham. 

Cooper. — Mecanieo americano, a quem se deve a 
primeìra locomotiva construida nos Estados-Unidos. 

A machina de Cooper era imilaQào da que Horacio 
Alien trouxe da Europa; foi encommendada pela Com- 
panhia Baltimore and Ohio Rail Road. 

Church. -^Mecanieo inglez que, em 1838, conslruiu 
a primeira locomotiva-tender. Cumpre notar que no con- 
carso de Rainhill, em 6 de Outubro de 1829, apresentou-se 
a machina Novidade, de Braithwaite e Erickson, que em 
si mesma carregava as provisOes de agua e de carvao. 

Crampton. — Mecanieo inglez. — Constructor do typo 
de locomotiva que se distingue por ter a roda motriz, de 
grande diametro, collocada por de traz da caldeira. A pri- 
meira dessas locomotivas capazes de realisarem velo- 
cidades considera veis, foi construida em 1851, nas offi- 
cinas de Roberto Stephenson, na Inglaterra. 

Daigremont. — Engenheiro francez. — Notavel pelo 
systema de consolidagào que applicou nos trabalhos de 
terra da E. F. de Mulhouse. 

Desbrière. — Engenheiro francez. — Inventor dos 
anneis que tém o seu nome e que servem para combater, 
na via permanente das estradas de ferro, o escorregamento 
dos trilhos. 

Denis. — Engenheiro francez. — Constructor da mais 
antiga estrada de ferro da Allemanha. 

DoDD. — Mecanieo inglez que em 1815 ajudou 
George Stephenson a aperfeicoar a sua primeira locomotiva. 

Eambs. — Engenheiro americano. — Inventor do sys- 
tema de freios continuos de vacuo mais usados nos 
Estados-Unidos. 



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fflSTORICO GERAL DAS ESTRÀDAS DE FERRO 67 

Eduardo Mac-Donnkl. — Industriai inglez, que muito 
se distinguiu no 4)rimeiro periodo da viacào ferrea da 
Inglalcrra, sendo director da réde irlandeza. 

Engerth. — Engeuheiro austriaco. — Inventor da loco- 
motiva para as forles rampas da E. F. do ScBmmering. 
A locomotiva Engerth lem o tender de algum modo soli- 
dario com a machina ; porèm os dous vebiculos sdo ligados 
por uma articulacào que permitte a passagem em curvas 
forles. As rodas do tender sào conjugadas com as da 
machina por melo de eugrenagens, ficando o peso total 
aproveitado para a adherencia. A locomotiva foi modi- 
Qcada ; e hoje jé nàó tem engrenagens. 

Fairlir. — Engenheiro inglez. — Inventor da locomo- 
tiva a trucks arliculados de eixos duplos. Partidario decìdido 
e propagandista das estradas de bitola estreita. 

Fell. — Engenheiro americano, que em 1863 applicou 
trilho centrai em High-Peak, porto de Manchester, a 
uma rampa de 0,083. Depois o mesmo engenheiro ap- 
plicou systema, t[ue entào tomou o seu nome, a E. F. 
do Monte Genis. 

FiNK. — Engenheiro americano. — Autor de um sys- 
tema de pontes de ferro. 

Flachat. — Engenheiro francez. — Notavel por seu 
systema de locomotivas e por outros melhoramentos que 
ìntroduziu na utilhagem das estradas de ferro. 

FowLER. — Engenheiro inglez. — Inventor da poha, 
que tem o seu nome, muito empregada nos planos in- 
ciinados. 

Galy-Gazalat. — Engenheiro francez. — Inventor de 
um notavel apparelho, especie de carro a vapor, destinado 
a percorrer as estradas de rodagem. apparelho foi cons- 
truido pouco depois de 1819; n'elle se fizeram varias 
viagens. 



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68 HISTORIGO GERAL DAS ESTRADAS DE FERRO 

Geddes. — Engenheiro inglez. — Com o seu collega e 
compatriota Saint* Àlvord, conslruiram o mais antigo 
plarà-road; o qual foi estabelecido no Canada, em 1837, 
ligando Salina a Central Square. 

Geigy. — Industriai suisso. — Um dos introductores 
da estrada de ferro na Helvecia. 

Gerstner. — Engenheiro austriaco. — Projectou e 
construiu a mais antiga estrada de ferro da Russia, — 
iinha de S. Pelenburgo a Tsarkoeselo — com 27 kilome- 
tros. 

GiFFARD. — Mecanico inglez. — Inventor do conhecido 
apparelho (injector) empregado na alimentagao das cai- 
deìras das locomotlvas. 

Girard. — Engenheiro francez. — Inventor do systemn 
de vias ferreas hydraulicas. 

GoscHLER. — Engenheiro allemào. —Autor de varios 
melhoramentos inlroduzidos na industria das estradas de 
ferro e de um magniQco tratado de conservaQào e trafego 
de vias ferreas. • 

Greaye. — Mecanico inglez. — Inventor dos dormentes 
de ferro fundido que os francezes denomina m cloches cn 
fonte ejio Brazil chamam-se panellas. 

Guerin. — Engenheiro francez. — Autor de um sys- 
tema de freios automaticos. 

GuRNEY. — Mecanico inglez. — Constructor de um 
carro a vapor que funccionou de 21 de Fevereiro a 22 de 
Junho de 1831, na estrada de rodagem de Glocester a 
Chellenham. carro fazia 4 viagens diarias, com velo- 
cidade de 3 a 4 leguas por bora, transportando em cada 
uma — 36 passageiros. 

Hamond. — Mecanico francez.— Constructor de um 
carro a vapor que em 1834 percorreu as pricipaes estradas 
de rodagem da Franca. 



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HISTORICO GERAL DAS BSTRADAS DE FERRO CO 

Harding. — Engenheiro inglez. — Autor de urna im- 
portante e conbecida formula sobre resistencia de trens. 

Hardy. — Engenbeiro inglez. — Inventor de um sys- 
tema de freios continuos nào automaticos, empregados 
com \erdadeiro successo na E. F. Norte-franceza. freio 
Hardy è talvez o de menor custo. 

Harisson. — Industriai inglez. — Director da estrada 
de ferro de Liverpool, a quem se deve o grande Concuno 
de RainhUU onde a locomotiva Fuso de G. Stephensm foi 
vencedora. 

Harrisson. — Constructor inglez, que em 1844, pri- 
meiro que outro qualquer, empregou o ferro laminado do 
fabrico de pontes. 

Harvey. — Engenbeiro americano, que em 1866 con- 
cebeu o primeiro projecto de estrada de ferro aerea para 
a cidade de Nova York. 

Heberlein.— Engenbeiro suisso. — Inventor de um 
systerna de freios continuos automaticos mui preconisados 
pelos engeùbeiros suissos, por se preslarem com bastante 
energia em casos de accidentes, e, com a necessaria 
modera(ào, na descida das rampas, onde regula a marcba 
dos trens. delegado suisso, no Congresso Intemadonal 
de Eslradas de Ferro (Belgica), communicou que nas vias 
ferreas de sua patria o freio Heberlein prestava melbores 
servigos que o freio Westinghouse. 

Hkusinger von Waldegg. — Engenbeiro allemào. — 
Inventor de um systema de via metallica, empregado no 
Hannover, dando resultado pouco satisfactorio. 

Horacio Allen. — Engenbeiro americano, a quem se 
deve a introducalo da locomotiva nos Estados Unidos, 
em 1829. A macbina que Alien trouxe da Inglaterra, foi 
construida por Foster & C, de Stowrbridge, e tinba 
caldeira tubular vertical; 



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70 HISTORICO GERAL DAS ESTRADAS DE FERRO 

HowE. — Engenheiro americano, autor de um systema 
de ponles, onde predomina a madeira. 

James Watt. — Habilissimo mecanìco inglez. — Em 
1784 tirou privilegio de urna locomotiva, que nào chegou 
a executar. 

Jessop. — Conslructor inglez. — Lembrou-se, era 
1789, de asseutar os trìlhos em dados de pedra, por meio 
de almofadas de ferro fundido. Eoi lambem o inventor 
das rodas com rebordos. 

John B. Jervis. — Mecanico americano. — Em 1832, 
construiu a primeira locomotiva de caracter americano 
bem definido. A machina foi executada nas ofQcinas de 
Westpoint, e serviu na E. F. de Mehawk ao Hudson. 

John Birkinshaw. — Mecanico inglez. — Em 1820 
descobriu os meios de fabricar no laminador, trilhos de 
qualguer fórma ou typo. Autor do trilbo de, dupla cabe^a. 

Kennedy. — Engenheiro inglez. — Serviu de juiz no 
celebre Concurso de Rainhill, em 6 de Outubro de 1829. 

Knight. — Engenheiro americano. — Em 1828 em- 
prehendeu a construc^ào da E. F. de Baltimore a Ohio, a 
primeira via ferrea inaugurada nos Estados-Unidos da 
America. 

Koerting. — Engenheiro allemSo. — Inventor de um 
systema de freios. 

KosTUNG. — Engenheiro allemào. — Com o seu com- 
patriota Battig inventaram um systema de via-metallica, 
que em 1867 foi ensaiado na E. F. do Wurlemberg, na 
extensào de 1.965 melros, em uma das liuhas compre- 
hendidas entro Aalen e Goldshofe» com rampas de 0"',010 
e curvas de raios variando de 900", 5 a 300 metros. 
ensaio nào deu bons resultados. 

Laidlaw. — Engenheiro inglez. — Promotor das pri- 
meiras estradas de ferro de bitola estreita do Canada. 



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HISTORIGO GERAL DÀS ESTRADAS DE FERRO 71 

Laignel. — Engenheiro francez. — Propozum syslema 
de material rodante, tendo por firn diminuir a resistencia 
dos treos na passagem das curvas. systema tem tido 
bom exito em linhas de fabricas, officinas, etc. 

Lalanne. — Engenheiro suisso. — Inventor do systema 
de drainagem a posteriori, empregado na consolidacào dos 
taludes. 

Larmanjat. — Engenheiro francez. — Inventor de um 
systema de estradas de ferro que se distingue por ter 
apenas um trilho. 

Lechateuer. — Engenheiro francez. — Multo conhe- 
cido por suas experiencias sobre resistencia de trens, etc. 

LiNviLLE. — Engenheiro americano. — Autor de um 
systema de pontes de ferro. 

LocK. — Engenheiro inglez. — Muito se distinguiu no 
primeiro periodo da viagào ferrea da Inglaterra. 

LoTz. — Mecanico francez. — Constructor de urna lo- 
comotiva de estrada de rodagem. 

LouGHRiDGE (americano). — Inventor de um systema 
de freios de ar comprimido, empregado nas linhas da réde 
— Baltimore e Ohio, dos Estados-Unidos. 

Luiz Favre. — Engenheiro suisso. — Autor do gigan- 
tesco projecto do tunnel de S. Gothardo. Elle deu comego 
aos trabalhos de perfuragào em 1872 ; dirigiu o servico 
por muito tempo, fallecendo pouco antes da inauguragào 
do tunnel. 

Marc-Seguin. — Engenheiro francez. — Inventor da 
caldeira tubular, que deu grande impulso à locomoQào a 
vapor; e constructor da primeira estrada de ferro da 
Franga. 

Marsh. — Engenheiro americano. — Projectou em 
1857 a E. F. do Monte Washington, nos Estados-Unidos. 
Systema de cremalheira centrai. 



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72 HISTORICO GERAL DAS ESTRADAS DE FERRO 

Mathieu. — Engenheiro francez. — Mqì conhecido 
por seus Irabalhos de estradas de ferro. 

Maua (Visconde de). — Industriai brazil^iro, que em 
1854 ioaugurou a mais antiga via-ferrea do Brazil, da 
qual foi concessionario. Falleceu em 1889. 

Medhurst. — Engenheiro dinambrquez. — Foi quem 
prinfìitivamenle imaginou o systema de vias ferreas almos- 
phericas, em 1810. 

MoLiNOS. — Engenheiro francez. — Molinos e Pron- 
nier inventaram um systema de freios de emprego muitis- 
simo vantajoso nos planos inclinados. 

Murdoch. — Mecanico inglez. — Em 1784 fez um 
modelo da locomotiva de James Watt, de quem era aju- 
dante. 

Naff. — Engenheiro suisso,que com Riggenbach cons- 
truiram a E. F. do Monte Rigi. 

Olivier Evans. — Mecanico americano. — Fez func- 
cionar com successo nas ruas de Nova York, em 1801, um 
carro a vapor. 

Oppermann. — Engenheiro francez. — Conhecido por 
seus multiplos trabalhos sobre estradas de ferro. 

Ottoni. — (Conselheiro C. B.) — Engenheiro brazi- 
leiro, que mais lem contribuido para o desenvolvimento 
da viagào ferrea brazileira ; a seus esforgos se deve a E. F. 
Central do Brazil. Decano da engenharia brazileira. 

Pambour. — Engenheiro francez. — Conhecido por 
suas experiencias sobre a resistencia do ar, por sua im- 
portante formula, eie. 

Pecquer. — Inventor francez de um systema que 
emprega o ar comprimido para mover as locomotivas. 

Pettit. — Engenheiro americano. — Autor de um 
systema de ponles de ferro. 



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HISTORIGO GERAL DÀS ESTRADAS DE FERRO 73 

Pierre Simons. — Engenheiro belga. — Consiractor 
da mais anliga estrada de ferro da Belgica- — Bruxellas a 
Malines — inaugarada em 1835. 

PiNKUs. — Engenheiro inglez, que de 1834 a 1839 
conseguiu melhorar as valvulas empregadas no syslema 
de vias ferreas atmospliericas. 

Post. — Engenheiro americano. — Autor de um sys- 
tema de pontes de ferro. 

Prati. — Engenheiro americano. — Invenlor de um 
systema de pontes de ferro. 

Rammel. — Engenheiro inglez. — Constructor da es- 
trada de ferro pneumatica, que desde Agosto de 1864 
funcciona no palacio de crystal de Sydenham, porto de 
Londres. 

JRamsbottom. — (inglez). — Inventor dos apparelhos 
de alimentar as locomotivas em marcha. 

Rastrick. — Engenheiro inglez. — Um dos juizes do 
concurso de Rainhill, effectuado em 6 de Outubro de 1829. 

Rebouqas (Antonio.) — Engenheiro brazileiro. — Dis- 
tincto propagandista das estradas de ferro de bitula estreita. 

Redtembacher. — Engenheiro alleniào. — Muilo co- 
nhecido por suas formulas. 

RmDER. — Engenheiro belga. — Construclor da E. F. 
de Anvers a Gand, urna das mais antigas de bitola estreita. 

RiGGENBACH. — Eugenheiro suisso. — Construclor da 
notavel E. F. do Monte Rigi. 

RoBisoN. — Malhematico inglez. — Em 1759 sug- 
geriu a idèa de applicar-se o vapor à locomogào terrestre. 
Nào executou seu pensamento. 

RosEN. — Industriai sueco. — Concessionario da pri- 
meira vìa ferrea de sua patria. 

Robert Stevens. — Engenheiro americano. — In- 
ventor» em 1830» do trìlho de sapata» hoje conhecido por 



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74 mSTORIGO GERAL DAS ESTRADAS DE FERRO 

trilho Vignale. — A linha na qual Stevens applicou o seu 
trilho, fói a de Canden a Amboy, no Estado de New-Jersey. 

RoGiER. — Esladista belga, ministro de Leopoldo I. — 
£m 1 de Maio de 1834 referendou a primeira lei relativa 
às estradas de ferro da Belgica. 

Saint-Alvord (inglez). — (Vide Geddes). 

Sazilly. — Engenheìro francez. — Inventor de um 
interessante processo de consolidagào de taludes. 

ScHEFFLER. — Engenhoiro allemào. Inventor de um 
systema de via metallica, appUcado nas estradas de ferro 
do ducado de Brunswick. 

Seguier. — Engenheiro francez. — Poi quem primeiro 
lembrou o emprego do trilho centrai, mais tarde carac- 
teristico do systema Fell. 

Seller. — Engenheiro americano. — Fez a primeira 
applicacào, em 1848, do systema de via-ferrea actual- 
mente denominado Fdl. A lìoha foi construida na Pen- 
syl Vania. 

Shuttleworth. — Engenheiro inglez. — Constructor 
da primeira estrada hydraulica, linha de Dublin a Cork, 
na loglaterra. Mais Iarde, Girard fez applicagào deste 
systema com algumas modiQcagOes. 

Smith. — Mecanico inglez. — Inventor de um systema 
de freios continuos de vacuo. 

Spooner. — Engenheiro inglez. — Constructor da E. 
F. de Festiniog, o typo de estrada de bitola reduzida. 

Stephenson (George). — Notavel inglez. — Consi- 
derado o pae da locomotiva. Construiu a sua primeira 
machina, a Blucher, em 1814, deslinada aos trabalhos das 
minas de Killing-Wort. Foi, porém, em 1829, que o 
distincto industriai apresentou a locomotiva Fuso ao 
concurso de Rainhill, aberto pela directoria da E. de F. de 
Liverpool a Manchester. 



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HISTORICO GERAL DAS ESTRADAS DE FERRO 75 

Stephenson (Roberto). — Engeaheiro inglez, fllho de 
Georgo Stephenson. — Dislinguiu-se muilo em materia de 
via^ào-ferrea. 

Stilmant. — Engenheiro francez. — Inventor de am 
systema de freios, muilo usados nas estradas de ferro da 
Franga. 

Teichmann. — Engenlieiro belga, chefe do corpo de 
pontes e calcadas. Foi qaera dirigiu em 1830 os esludos 
da primeira via ferrea de sua patria. 

Timotheo Hackworth. — Mecanico inglez ^qne em 
1825 construiu a locomotiva Royal Georges, a qual apre- 
senlava 2 embolos actuando sobre o mesmo eixo, porém 
com cylindros verticaes. — Annos depois construiu a loco- 
motiva Sem Rivai, que tomou parte no concurso de RainhilL 

Trevithick. — Mecanico inglez que com o seu collega 
e compatriota Vivian em 1801 construiram carros a vapor. 
Em 1804 ensaiarara seus carros sobre trilhos na E. de F. 
de Merlhyr-Tydwil, no paiz de Galles. Um dos carros 
rebocou 10 toneladas com a velocidade de 18 kilometros 
por bora, Foi a primeira applicagào do vapor à via ferrea. 

Vallancb. — Engenheiro inglez que teve, em 1824, 
a primeira idèa sobre o systema de estrada de ferro 
atmospherica. Muilo mais tarde Glegg e Samuda estabele- 
ceram a primeira linha por esse systema, na Irlanda, com 
2.722 melros de extensào, entro Kingstown eDalkey. 

Vignoles. — Engenheiro inglez. — Vulgarisador do 
trilho de sapata ou patim, inventado por Steì^ens. Esìe 
profissionai com Erickson,em 1830,tiraram na Inglaterra 
privilegio para o emprego do trilho centrai, que mais 
tarde constituiu o caracteristico do systema Fell. 

Vergés. — (Vide Bayard de la Vingtrie). 

Walter. — Engenheiro inglez. — Multo se distinguiu 
no primeiro periodo da viagào ferrea na Inglaterra. 



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76 HISTORICO DAS ESTRADAS DE FERRO DO BRAZIL 

Westinghouse. — Engenheiro americano. — Inventor 
do celebre e couhecido freio aulomatico de ar comprimido. 

Wktli. — E'.ngenheiro italiano. — Inventor do syslema 
de estradas de ferro de cremalbeira helicoidal. 

William Barlow. — Engenheiro inglez. — Inventor 
do triiho que tinha por firn substiluìr a longarina de 
madeira. Irilho de Barlow foi appiicado de {849 a 1850. 

William Ghapman. — Mecanico inglez, que com seu 
irraào Edward Chapman, em 1812, liraram privilegio para 
conslruir um carro a vapor com 4 eixos, enlre os quaes 
era Iransmillido o movimento por meio de rodas denladas. 

Williams Reynolds. — Engenheiro inglez, que em 
1768 empregou trilhos de ferro fundido, em substituigào 
aos trilhos de madeira, até entào usados nas estradas de 
ferro das minas de carvào da Inglaterra. Esse melhora- 
mento havia sido ensaiado em 1738. 

WooD. — Engenheiro inglez. — Multo se dislinguiu 
pelos servicos preslados ao desen voi vi mento da viacào 
ferrea na Inglaterra, no primeiro periodo. Foi um dos 
juizes do importante Concurso de Rainhill. 

Historico das estradas de ferro do Brazil. — Divi- 
diremos o historico das eslr<jdas de ferro do Brazil, no 
tempo do Imperio, em tres periodos: — Antes, durante 
e depois da guerra do Paraguay. 

i** periodo : — Antes da guerra do Paraguay 

( 1835— 1865). 

• 

Na regencia do padre Diogo Antonio Feijó appareceu 
primeiro acto officiai relativo a nossa viacào ferrea : 
Lei n. iOi de 3i de Outubro de 1835. * 

' Autorìsava o Governo a conceder pri?ilegio por 40 annos a ama 
oa mais companhias qae constraissem estradas de ferro entro a capital do 
Imperio e as promcias de Minas Geraes, Bio Grande do Sol e Bahia. 



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HISTORIGO DAS ESTRADAS DE FERRO DO BRAZIL 77 

Em 20 de Selembro d'esse anno arrebenlou a revo- 
lucao rio-grandense; de tal aconlecimento a regencia levo 
nolicia em Outubro, e logo cogitou dos meios de rapida- 
mente ligar a provincia revoltada, bem corno outras, ao 
Rio de Janeiro. 

Decorreu muilo tempo sem que a idèa recebesse 
impulso, ainda que a 3 de Novembro de 1835 baixasse 
um aviso do minislerio do Imperio sobre a formagào de 
companhias européas emprebendedoras de construcQào 
de vias ferreas no Brazil. 

parlamento em Oulubro de 1838 approvou a lei 
aceiUmdo a resolugào tomada pela assemblèa proviDcial 
de S. Paulo, sobre a conslrucgào de urna estrada de ferro 
n'essa provincia, cujo privilegio mais tarde caducou. 

Em 1840 governo concedeu ao Dr. Cochrane privi- 
legio exclusivo para a construcQào de uma estrada de 
ferro que, partindo da capital do Imperio, fosse ter à 
provincia de S. Paulo. 

Surgiram immensas difQculdades; o concessionario 
nào conseguiu realis^r o seu projecto. 

Os capitaes brazileiros, apezar de pequenos, cumpre 
dìzer, est:ivam infelizmente empregados no indigno com- 
mercio de escravos da Africa. So depois de abolido o 
trafico, esses capitaes comecaram a ter applicagào às 
industrias honestas. 

Emquanto o governo geral promovia os meios de 
implaijj^r a via^ào ferrea no Imperio, a provincia do Rio 
de Janeiro, em 27 de Abril de 1852, conlratava a cons- 
IrucQào da E. F. Mauà. 

decreto n. 987 de 12 de Junho de 1852 approvou 
esse con tra to. 

Os nossos estadistas comecaram a se convencer de que 
era necessario garantir os juros dos capitaes embarcados 



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78 HISTORIGO DAS ESTRABAS DE FERRO DO BRAZDL 

nas emprezas de vias ferreas e trataram da Lei d. 641 de 
26 de Jnnho de 1852, em vìrtude da qual foram concedidas 
as estradas de ferro D. Fedro II e Recife ao S. Francisco. 

Em 3 de Outubro de 1853 foi promulgada a Lei 
D. 725, autorisando o Governo a conceder a E. F. da 
Bahia ao S. Francisco. 

A 29 de Agosto de 1852 leve comego a construcgào da 
primeira via ferrea brazileira — a legendaria E. de F. 
Maua ^ que abriu ao trafego a sua 1' secQao em 30 de 
Abril de 1854. 

É dever lembrar o nome do distincto rio-grandense 
do sul, cidadào Irinéo Evangelista de Souza (Visconde de 
Mane) que por conta propria, sem receber o menor auxilio 
da Nacàio e da provincia, construiu a estrada de ferro 
— ponto de partida do progresso material de nossa patria. 

Em 1885, em um numero da Revista de Estradas de 
Ferro escrevemos o seguinte, a respeito da linlia de Mauà : 

4( Houve quem trocasse o nome da pequena via ferrea, 
quem livesse tao triste lembranga...; mas, nào bavera 
quem se esquega de que aquelles poucos kilometros 
representam o esforco de um espirito superior. » 

Ao inaugurar-se a primeira estrada de ferro do Brazil, 
foram dirigidas ao Imperador, pelo illustre cidadào Irinéo 
Evangelista de Souza, as seguintes palavras, que trans- 
crevemos corno um dos mais nolaveis documentos da 
via^ào ferrea brazileira : 

« SENHOR. • 

«f A directorìa da companhia — Navega^ào a vapor e estrada de ferro 
de Petropolis — vem render gra^as a W. MM. pela honra que se digiiaram 
conferir à estrada, vindo assistir à solemnidade da soa inaugara^ao. Vinte 
mezes sào apenas contados desde que V V. MM. honraram com as soas 

' Hoje 1* secfao da £• F. Principe do Grao Para. 



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HISTORIGO DAS ESTRADÀS DE FERRO DO BRAZIL 70 

augnstas presengas o prìmeiro acampamento dos operarìos da companhia ; 
coube-me entao a distincta honra de depositar Das roSos de Y. M. nm 
bumilde instramento de trabalho, do qual Y. M. nào se desdenhoa de 
fazer aso^ corno para mostrar aos seas subditos qae o trabalho, essa 
fonte perenne da prosperìdade pablica, era nào so dìgno da sua alta 
protec^ao, porém mesmo de tao extraordinaria honra ! 

« Esse exemplo, Senhor, nao foi perdido ; elle fez vibrar em nossos 
cora^oes o enthasiasmo, e o enthasiasmo é esse sentimento nm tanto 
indefìnivel, poréra qae ama vez despertado em cora^des generosos nao ha 
mais sacrificios de qae nào sejam capazes, nào ha mais obstacolos qae nào 
saibam vencer ! 

« Hoje dignam-se VY. MM. de vir ver correr a locomotiva veloz, 
cajo sibilo agado echoarà nas mattas do Brazil — prosperidade e civili- 
sagào, e marcarà sem davida ama nova èra no paiz. Seja-me permittido. 
Imperiai Senhor, ezprimir n'esta occasiào solemne um dos mais ardentes 
anhelos do mea cora^ào: està estrada do ferro^ qae se abre hoje ao 
transito publico, é apenas o prìmeiro passo uà realìsa^ào de am pensa- 
mento grandioso. Està estrada^ Senhor, nào deve parar, e se pader contar 
com a protea^ào de Y. M. segaramente nào parare mais, senào qoando 
tiver assentado a mais espa^osa de saas esta9de8 na margem eeqaerda do 
Rio das Yelhas. AUi se agglomerarà para ser transportada ao grande 
mercado da Córte a enorme massa de produc^o com qae devem concorrer 
para a rìqaeza pablica os terrenos banhados por essa immensa artetia 
flovial, rio de S. Francisco e os seas innameros tribatarìos. E' entao, 
Senhor^ qae a magestoea Bahia, c^jas agaas beijam com respeito as 
praias da capital do Imperio, vera sargir em sea vasto e abrìgado anco- 
radoaro navios sem conta. E' entao, Senhor, qae o Rio de Janeiro sera am 
centro de commercio, indastria, riqaeza, civilisa^ào e forga, qae nada 
tenha qae invejar a ponto algam do mando I 

« Uma protecgào efficaz aos prìmeiros passos d'este meio de loco- 
mofào admiravel, qae tem contrìbaido poderosamente para a prosperìdade 
e grandeza de oatros povos, farà com qae se) a ama realidade, e por ventura 
em època nào muì distante, està vbào qae me preoccapa. 

« Dignai-vos, Imperiai Senhor, de acolher os ardentes votos qae faz 
a directorìa da companhia qae leva a efifeito no Brazil a prìmeira estrada 
de ferro, pela gloria do reinado de Yossa Magestade, pela ventara da 
aagusta familia imperiai e pela prosperidade da grande nagào cajos 
destinos se acham confiados à alta eabedoria e patemal solicitude de 
Yossa Magestade. » 



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80 HISTORIGO DAS ESTRADAS DE FERRO DO BRAZIL 

imperador respondeu pelo seguinte modo : 

« A directoria da estrada de ferro de Maaà póde estar certa de qne nao 
é menor o men j ubilo ao tornar parte no comedo de unia enipreza qae 
tanto ha de animar o commercio, as artes e as industrias do Imperio. » 

Em 10 de Julho de 1855 foi assignada a Lei n. 816, 
relativa ao processo de desapropriacòes para a conslrucgào 
de estradas de ferro. decreto n. 1664 d'esse mesmo 
anno, de 27 de Outubro, deu regulamento para execucào 
da lei. 

A 9 de Fevereiro de 1858 a E. F. do Recife ao S. Fran- 
cisco enlregou ao publìco os primeiros kilòmetros. 

A E. F. D. Fedro II, pertencente a urna companhia 
brazìleira e dirigida pelo benemerilo Conselheiro C. B. 
Ottoni, inaugurou primeiro trecho da linha — Córte a 
Queimados, IBN^IO" — a 29 de Margo de 1858. 

Narram as velhas chronicas que n'esse dia o povo do 
Rio de Janeiro agglomerou-se no campo de Sant'Anna 
em freute à rua de S. Diego, e no auge do mais nobre 
enthusiasmo saudou o comego de urna nova propaganda 
de luz, de tiivilisagào. 

Depois da ceremoniosa bengào das locomotivas, o 
illustre engenheiro Dr. Christiano Benedicto Ottoni, era 
nome da directoria da empreza, dirigiu ao Imperador 
as seguìntes palavras, que ainda hoje encerram grande 
còpia de valiosos ensinamentos : 

« SENHOR. 

« E' 8ó sentimento do dover o qne me inspira a coragem de levantar 
n'este momento a minha voz, ainda abafada pelo èco dos hymnos sagrados 
que sobem ao throno celeste 1 A religiào acaba de implorar a protec9ào 
divina para as aspira^ues do progresso qne se desenvolvem sob os anspicios 
de V. M. I. 



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HISTORICO DAS ESTRADAS DE FERRO DO BRAZIL 81 

« Temoa fé, Senhor, a ben^ao de Deus coroarà nossos esfor^os ; o 
Kei dog rei8 sanccionarà do alto da esphera a anìmafào offerecida por 
V. M I. a este grande beneficio pablico. 

«r Senhor, a historia severa e investigaJora, etn cada seculo asBÌgnala 
o beni e o mal, desenha as eombras e a laz; nào póde existir perfci^ào na 
fraca nafcureza humana. Porém a gloria das batalhas em nm reinado, a 
Kabedorìa das leis promuìgadas em outro, a consolida^ào da paz e o 
dominio da justiga em um terceiro, qdalquer d'esses tra9(»8 caracteristicos 
qne recommendam certos monarchas à admiravào ou ao respeìto da poste-* 
ridade, sao pharóes qne illuminando todos os angulos do quadro nào 
pefmittem aos olbos deslambrados dos vindonros a aprecia^ào das iraper- 
feìrdes, tributo de nossa fragilidade. pharol quo V. M. I. accenden, e a 
cuja laz estudarào nossos netos o reinado deV. M. 1., é a inangura^ào 
das estradas de ferro em nossa patria. 

« Nào repetirei o qne todos sentem, qne d'este facto . depende a 
industria e a riqueza do paiz; erguendo-me, porém, a idéas mais altas, a 
unidade do imperio e as franquezas proviuciaes, estes deus pensamentos 
apparentemente adversos encontrarào na rapidez das communica^óes o 
principio fecnndador que deve consagral-os, fazendo-os convergir igual- 
mente para o bem da communidade. 

ff Approxime-se os centros; possa correr o irmào cm defeza do irmào, 
reduziudo os mezes a boras, e zombando dos canhoes inimigos que por- 
ventura atroarem os mares; cbegue a palavra de Y. M. I. em poucos 
minntos às eztreraidades do Imperio; ou^a Y. M. I. com rapidez electrica 
a voz de seus subditos ; e a paz e a concordia reinarào, porque semente 
serào dependentes da illustra9ào do governo de Y. M. I. 

ff Seguindo o fio de minha idèa, Senhor, ouso esperar que a benevo- 
lencia de Y. M. I. me permiHa accrescentar um pensamento, que nào 
tenbo a audacia de erigir em conselho : a necessidade palpitante do nosso 
syscema de vias de communica^ào consiste hoje principalmente, Senhor, 
em ser methodisado. Seja estudada e tragada nos manpas a rede dos 
caminhos de ferro do Brazil, ligando os principaes centros e adaptada 
para estender-se ao Paraguay e à Goyana Franceza. Subordinem-se todos 
08 projectos ao plano goral. 

« Para que os 68for9os de cada um nào possam isolar-se e todos 
tendam para um fim uniforme. 

« Para que as foryas sociaes nào se fatiguem, sem que do sen . 
dispendio colha a sociedade a maxima vantagem. 

Diooionarlo 



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Sì HISTORICO DAS ESTRADAS DE FERRO DO BRAZIL 

« Para que o principio civilisador circule sera internip^o por todo 
corpo politico, comò o sangue pelas nossas arterias. 

« Se beni comprehendo, Senhor, o pensamento que acabo de enunciar, 
a estrada de ferro D. Fedro II sera para o futuro um dos troncos princi- 
paes da gigantesca ramiflcaf^o. E' pois, em nome da associa^ào que està 
cimentando urna das pedras angulares do edifìcio ; e é em nome de seus 
directores, de quem sou orgào perante V. M . I. ; é da parte da industria e 
da[cÌ7ÌlÌ8a(ao ; é por todo o Brazil, emfim, quo eu tenho a bonra de coropri- 
mentar a V. M. I. » 

Imperador assim respondeu : 

« Srs. Directores, a Na9ào reconhece voss e s perseverantes esforcos 
a bcm de urna empreza de tanta importancia para este vasto Imperio; e 
possuido do maior jubilo pelo acontecimento esperangoso que hojo todo's 
applaudimos, rogo a Deus que me conceda uma longa vida para ver os 
Brazileiros sempre amigos, sempre felizes, e caminbando, com a velocidade 
cada vez mais crescente da civilisa^ào, para o brilbante futuro que a 
FroTidencia nos destinou. » 

Em 28 de Junho de 1860 a E. F. da Bahia ao S. Fran- 
cisco fez circular em sua 1* secgào o trem inaugurai. 

decreto n. 2737 de 1861 concedeu a estrada de ferro 
das mìnas do Tubarào à Laguna, depois E. F. D. Thereza 
Christina. 

Na lei n. 838 de 12 de Outubro de 1855 teve origem a 
E. F. de Santos a Jundiahy, decretada em 26 de Abril 
de 1856. 

Em 8 de^ Junho de 1857 a provincia do Rio de Janeiro 
conlratou a £• F. de Cantagallo, que em 23 de Abril 
de 1860 inaugurou o Irafego em sua 1' seccào. 

a viso de 22 do Agosto de 1862 deu inslruccOes aos 
engenheiros fiscaes de eslradas de ferro. 

A provincia de Fernambuco, por lei n. 578 de 31 do 
Julho de 1861, concedeu a E. F. de Caxangà. 



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HISTORICO DAS ESTRI)AAS DE FERRO DO BRAZIL 83 

* . 

decreto n. 2913 de 23 de Abril de 1862 ampliou 
algumas disposigòes do regulamento para a fiscalisacào da * 
seguranca, conservagào e policia rtas estradas de ferro, 
approvado pelo decreto n. 1930 de 26 de Abril de 1857. 

A provincia de S. Paulo, por lei n. 8 de 19 de Maio 
de 1862, aulorisou a conslrucgào da E. F. Paulisla. 

Ahi ficam consignados os principaes aconlecimentos 
historicos do i^ Periodo de nossa viacào ferrea. 

Em3rde Dezembro de 1864 o desenvolvimento em 
trafego das estradas de ferro do Brazilera de 411^,755", 
a saber : 

k m 

E. P. Mauà 16 190 

E. P. D. Fedro II 105 080 

E. F. Kecifo ao S. Francisco 124 739 

E. F. Bahia « » .... 123 840 

E. P. de Cantagallo 39 406 

2° Periodo, — Durante a guerra do Paraguay 

(1865 - 1870) 

N'este quinquénio houve urna especie de paralysacao 
no movimento industriai do paiz; o espirilo publico pre- 
occupava-se inteiramente com a luta provocada pelo dic- 
tador do Paraguay. 

Ainda assira, em 1865, o Estado resgalou a E. F. 

D. Pedro II e deu-lhe algum impulso. 

Na lei geral n. 1242 de 16 de Junho de 1865 leve 
orìgem a E F. Central da Bahia, concedida em 17 de 
Janeiro de 1866. 

Em 16 de Fevereiro de 1867 inaugurou-se o trafego 
em toda a E. F. de Santos a Jundiahy ; e a 12 de Agosto 
d'esse mesmo anno foi inaugurada a linha principal da 

E. F. do Recife a Caxangà. 



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8i HISTOmCO DAS ESTRADAS DE FERRO DO BRAZBL 

Em 10 de Janeiro de 1867 a provincia do Rio Grande 
do Sul autorisou a construcgào da E. F. S. Leopoldo. 

ministerio da Agricultura, ein Margo de 1868, 
ordenou ao engenheiro Krauss que, por conta do Estado, 
estudasse eprojectasse urna via ferrea, ligando o Baixo ao 
Allo S. Francisco. Em 24 de Margo de 1869 foi ao 
Governo apresentado o respeclivo projeclo. 

A 4 de Janeiro de 1868 leve comego a construcfào da 
E. F. Uniào Valenciana — primeira via ferrea* brazileira 
de bitola eslreita — concedida por Decreto n. 3641 de 
27 de AbriI de 1866. 

Em 4 de Abril de 1868 foi assignado o contrato 
provincia! no Cearà, relativo a E. F. de Baturité. 

No dia 22 de Julho de 1868 foi pela provincia de Fer- 
nambuco contratada a E. F. do Recife, Olinda e Beberibe. 

A provincia do Rio de Janeiro, por lei n. 1407 de 
24 de Dezembro de 1868, autorisou a construcgào da E. F. 
de Campos a S. Sebastiào. 

Em 18 de Agosto de 1869 a E. de Ferro de Canta- 
gallo abriu ao trafego o trecho comprehendido entre 
Porto das Caixas e Villa Nova. 

Apezar de estarem as attengOes voltadas para o Para- 
guay, n'este segundo periodo, sempre se cuidou alguma 
cousa de viagào ferrea ; e, a 31 de Dezembro de 1869, era 
de 633^,762" o deseuvolvimento de nossas eslradas de 
ferro em trafego. 

Durante o quinquennio de 1865 a 1870 houve um 
augmenlo de 252\007'", assim distribuidos: 

k m 

E. F.D. Fedro II *. . . 89 680 

E. F Caiangà 14 600 

E. F. Santos a Jundiahj 139 450 

E. F. Cantagallo 8 377 



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HISTORICO DAS ESTRADAS DE FERRO DO BRAZIL 8:J 

Nào se fez mais, por falla de tino ^dministrativo, por 
falla de iniciativa particular. 

Em 1869 Conselheiro Manoel da Cunha Galvào 
escreveu estas duras verdades: 

« As estradas de ferro nào tem lido no Brazil o des- 
envolvimenlo que fora para desejar. governo do paiz e 
seus habitantes occupam-se de preferencia de politica, 
e entrelém-se na parte especulativa, abandohando em 
geral o que diz respeìto ao bem-estar material do 
povo. » 

Em*31 de Dezembro de 1870, o numero de kilometros 
em trafego era de 663 e 762 metros, a saber: 

k m 

E. P. Mauà 16 190 

E. P. D. Fedro II 197 660 

E. F. Recife ao S. Prancisco 124 739 

E. F. Bahia » » 123 340 

E. P. Cantagallo 47 783 

E. F. Caxangà 14 600 

E. F. Santos a Jimdiahy 139 450 

5* Periodo. — Depois da guerra do Paragtiay 
(1870 em diante) 

Terminada a grande campanha, que por cince annos 
absorveu todas as energias dos brazileiros, recomegon o 
Estado OS seus trabalhos de progresso, agindo por si 
mesmo e lambem animando a iniciativa particular, enlào 
mais pronuiicìada. 

N'esle — 5* Periodo — foram promulgadas as seguinles 
leis, que deram nolavel impulso A viacào ferrea do Im- 
perio : 

— Lei n. 1953 de 17 de Julho de 1871, concedendo 
um credilo de 20.000:000$000 para a construc^ào do 



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86 HISTORICO DAS ESTRADAS DE FERRO DO BRAZIL 

prolongamento da «E. F. D. Fedro II, e authorisando o 
Governo a ilesponder 3.000:0008000 por anno com os 
prolongamenlos das vias ferreas da Bahia, de Fernambuco 
e de S. Faulo. 

— Lei n. 2237 de 3 de Maio de 1873, isen- 
lando de direitos de ìmportagào lodo o material flxo e 
rodante, oombiislivel, machinas, ferramentas, eie, ne- 
cessarios ao Irafego das vias ferreas conslruidas no Im- 
perio. 

— Lei n. 2397 de 10 de Setembro de 1873, con- 
cedendo 40.000:000)!!000 para a conslrucgào da rede 
commercial e estrategica da provincia do Rio Grande 
do Sul. 

— Lei n. 2450 de 24 de Setembro de. 1873, conce- 
dendo garantia de juros sobre o capital de 100 rail contos 
apidicjdo na conslruccao de estradas de ferro nas diversas 
provinciifs do Imperio. 

— Lei n. 3396 de 24 de Novembro de 1888, conce- 
dendo garanlias de juros até 6 Vo, sendo 30 annos o prazo 
maxime das concessòes e 30:000$000 o maximo custo 
kilometrico, para a conslrucgào de varias estradas de 
ferro. 

Muitas estradas foram concedidas com garantia de 
juros, em virtude das leis n. 2450 e n. 3396; e assim o 
territorio hrazileiro recebeaum pouco de séiva, que forgo- 
samenle ha de fazer a nagào progredir. 

As concessòes se mulliplicaram e o numero de kilo- 
metros entregucs ao Irafego attinge a milhares. 

Depois da guerra do Faraguay — do comego de 1870 
até a proclamagào da Republica — foram decreladas e 
concedidas as seguintes vias ferreas, afóra as que jà 
cahiram em caducidade : 



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fflSTORICO DAS ESTRADAS DE FERRO DO BRAZIL 87 

Eslradas de ferro concedidas pelo Estado e pelas 
provincias com capilaes gararUidos 

FroTucias Estradas de ferro Datas das concessoes 

Paró. '. Bragan$a < 21 Mar^o 1879 

Maranbao Caxiaa a Cajazeiros 

Cearà Baturitó 3 25 Jalho 1870 

Rio Grande do Norte. . Natal a Nova Graz 2 Julho 1 871 

Parahyba Gonde d'Eu 22 Junlio 1872 

Fernambuco Limoeiro •. 16 Julbo 1870 

Alagòae . . . , Gentral d'Alagòas ^ 18 Cut. 1874 

Bahia Central da Bahia *.. 28 Cut. 1874 

» Nazareth 6 Jan. 1878 

» Ramai do Timbó .7 Abril 1883 

Espirito-Santo Itapemerim 15 Set. 1883 

» St. Eduardo ao Gachoeiro 15 Dez. 1888 

Rio de Janeiro Carangola 12 Abril 1872 

» . Santa Isabel do Rio Preto.. . 23 Dez. 1876 

» Macahó Serra do Prade 15 Dez . 1888 

Minas Geraes Rio e Minas 22 Fer. 1875 

» Juiz do Fora ao Pian 1 Set. 1880 

» Sapucahy 

S. Paulo S. Paulo e Rio de Janeiro 2 Marijo 1872 

» Sorocabana 18 Jonho 1871 

» Prolong. Sorocabana 24 Nov. . 1888 

» Ituana 10 Cut, 1870 

» Bragantina 15 Set. 1873 

» Mogyana 19 Julho 1872 

« Prolong. Mogyana 17 Fev. 1888 

» Taubaté a Ubatuba 6 Jan. 1889 

Paranà Paranaguà a Gurytiba 5 Cut. 1878 

Santa Gatharina D. Thereza Christina 1 Junho 1874 

Rio Grande do Sul. . . Rio Grande a Bagé 26 Gat. 1878 

* Foi encampada pela provìncia. 
3 Foi encampada pelo Estado. 

^ iLm 24 de Maio foi autorisada està via ferrea : organisou-se nma 
coropanhia que a construiu ató o Bebedouro, e caducou. 

* A construc9ào foi autorisada em 16 de Junho de 1865; mas sé 
em 1874, a companhia obteve garantia de juros. 



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88 niSTORICO DAS ESTRADAS DE FERRO DO BRAZIL 

Bio Grande do Sul. . . Qaarahim a Itaqoi 15 Nov. 1881 

» S. Paulo ao Rio Grande No?. I8b9 

» Pelutas a S. Lourenjo 5 Jan. 1889 

Estradas de ferro concedidas com subvengào kilometrica 

ProTincias Estradas de ferro DaiM das conoessóes 

Bahia Bahia e Minag 1 Julho 1880 

Kio de Janeiro Bezende a Arèas 21 Fev. 1872 

Minas Geraee Leopoldina 27 Mar^ 1872 

» OesteeMinas 80 Abril 1873 

» Prolong, da Oeste de Minas. . 4 Fev. 1881 

E$tradas de ferro concedidas som garantia de juro$ 
nem mbvengào kilometrica 

ProTindas Estradas de ferro Data da» oonoessoes 

Bio de Janeiro Principe do Grao-Parà 28 Fev. 1879 

Norte 4 Nov. 1882 

» Bamal de Cantagallo 12 Mar^o 1872 

• N . Macahó e Oampos 3 Fev. 1870 

» Santo Antonio de Padna 11 Maio 1874 

» Sant'Anna 28 Jnnho 1879 

» Barao de Araruama 4 Dez. 1876 

» Alcantara a Maricà — 

'» ....... BiodasFòrea 26 Jnnho 1874 

» Bio Bonito a Jutumahyba. ... 16 Nov. 1880 

» Bamal Bananalense 31 Maio 1880 

» Vassourense 1883 

» S. Fidelis 8 Jnnho 1876 

« Piedade e Theresopolis 1 6 Ont . 1880 

S.Paulo... S. Carlos do Pinhal 4 Out. 1880 

» Bamal do Bio Pardo 8 Abril 1884 

» Santos a S. Vicente - 

» S. Paulo a Santo Amaro. ... 

Pemambuco Bibeirao ao Bonito - 

Municipio Neutro .... Corcovado 7 Jan . 1882 

.... Bio d'Ouro 22 Fev. 1876 

» .... Botafugo a Angra 1889 



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HISTORICO DAS ESTRADAS DE FERRO DO BRAZIL 89 



Para terminar o historico das vias ferreas do Brazil 
durante o Imperio, vainos dar as inauguragòes das pri- 

meiras estradas de ferro nas diversas provincias : 

Provineiaa Estradas de ferro Dalas daa ìnaagara^ffes 

Rio de Janeiro Mauà 30 Abril 1854 

Peraambuco Recife ao S Francisco 9 Per. 3858 

Municipio Neutro* .... D, Fedro II 28 Maryo 1858 

Bahia Bahia ao S. Francisco 28 Jauho 1860 

S. Paulo Santos a Jundiahy 16 Fev, 1867 

Alagòas Jaraguà a Bebedouro 19 Outu. 1873 

Cearà Baturitó 30 Nov. 1878 

Rio Grande do Sul. . . S. Leopoldo 14 Abril 1874 

Minas Greraes Leopoldina. . 8 Out. 1874 

Rio Grande do Norte. . Natal a Nova Cruz 28 Set. 1881 

Parahyba Conde d'Eu 7 Set 1883 

Parane Paranagaà a Curitiba 17 Nov. 1883 

Santa Catharina D. Thereza Christina 1 Set. 1884 

Para Bragan^a 10 Nov. 1884 

Espirito Santa Itapemirim 15 Set. 1687 



Feita a Republica, a Dictadura deu grande impulso às 
Qossas estradas de ferro. Resolveu problemas urgentìs- 
simos e laoQou as bases da futura réde de communica^òes 
do Brazil. 

No tempo do Imperio, o parlamentarismo foi o terrivel 
empecilho que as grandes idéas encontraram. Muitas 
vezes pensou-se em ligar o Rio de Janeiro com os mais 
longioquos pontos do Brazil; a rhetorica parlamentar 
teve meios de protelar sempre taes resoluQòes. 

A Dictadura, podendo agir livremente, concedeu as 
estradas de ferro iudispensaveis ao progressivo desenvolvi- 
mento da Republica. Foi bem iospirada n'este ponto, aìnda 
commettendo pequenos erros, que desapparecem ante a 
magnitudo do conjuncto das medidas decretadas. 



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00 HISTORICO DAS ESTRADAS DE FERRO DO BRAZIL 

ultimo ministerio da monarchia, cheio de iniziativa, 
concedeu, com garantia de juros, a E F. de Itareré a 
Santa Maria da Bocca do Monte (S. Paulo ao Rio Grande 
do Sul), ficando o acto do governo dependente da appro- 
vafào do poder legislativo. 

A Dictadura comegou os seus trabalhossobre viagào 
ferrea, decretando essa garantia de juros. 

A estrada de ferro para Goyaz e Matto Grosso mereceu 
a maxima attengào dos estadistas do Imperio; e nunca foi 
decretada, porque faltou aos governos d'esse tempo, 
relativamente à questào, a boa vontade do parlamento. 

De todas as vias ferreasbrazileiras,esta é a mais neces- 
saria, visto a posicào geographica dos Estados a que vae 
servir. Matto Grosso, além de tudo,sofifreu immensamente, 
por estar comò que desligado do Brazil, durante a guerra 
do Paraguay. A communicagào para estes Estados far-se-ha 
em breve por S. Paulo (prolongamento da Mogyana, até 
Catalào) e por Minas Geraes (prolongamento da Oeste de 
Minas, até Calalào). Do ponto de encontro destes dous 
prolongamenlos partirla linha, que em menosde lOarmos 
deverà altingira seus terminus; e partirà tambem a linha 
que vae ter a Palmas, no valle do Tocanlins, que foi 
concedida. 

Para a ligagào da Capital Federai com o norte da 
Republica, foi decretada a E. de F. de Petrolina a The- 
rezioa, na qual entroncarà o prolongamento da E. de F. 
de Baturité, ainda nào concedido, e a E. de F. do Caruarù 
ao Grato, concedida. 

A E. de F. Central do Brazil sera prolongada atè o rio 
S. Francisco, a cuja margem esquerda Oca Petrolina. 

Do There2ina, a réde terà ligacào para S. Luiz e Belém. 

No Estado do Miranhào foi pelo governo federai 
concedida uma importante via ferrea. 



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HORARIO 01 



Foram tambem decretadas, enlre outras vias ferreas, 
as linhas de Peganha a Araxà, de Itabira a Jatobà, e do 
Estreito a Chopim, que eomplelam a rède da Republica e 
loroam facillima a satìida de mercadorias de immensa 
zona para o liltoral. 

Houve muila concessào de estradas de ferro com 
^aranlia de juros; iste, porém, nào é cousa de ame- 
drontar...; sào despezas reproductivas. Quando todas as , 
vias ferreas decretadas esliverem conslruidas, a Republica 
tornare uoiavel desenvolvimento. A nagào, é muilo pro- 
vavo!, nào fera nunca de pagar integralmente os 6 7o 
garantidos; e o créscimento das rendas ha de por forca 
chegar para as despezas a fazer-se com a viacào ferrea. 
A réde de estradas de ferro do Brazil sera um forte lago 
para a integridade da Republica e, tambem, poderoso 
agente para o governo federai. 

A Dicladura leve o bom senso de nomeiar a Commissào 
de Viagào Geral, que fez aceurado estudo e apresentou 
ao governo um plano do viacào, onde foram tragadas 
todas as grandes linhas ferreas indispensaveis e necessarias 
à Republica, bem comò aproveilados todos os rios nave- 
gaveis e aquelles que podem ser facilmente desobstruidos. 

decreto de 26 de Junho de 1890 descriminou a 
competencia do governo federai e dos governos dos 
Estados Unidos do Brazil em materia de viacào ferrea. — 
[Vide: Competencia, etc] 

Horario (Adm.) — Horaire. — Horary. — Fahrplan. 
— Tabella contendo às horas de partida e de chegada 
dos trens nas dififerentes estagòes da estrada de ferro. 
Como documento historico bastante curioso, apresen- 
ta mos em seguida o primeiro horario officiai de estradas 
de ferro, extrahido de um dos numeros da revista technica 
Engineering, publicada em Londres. 



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01 



HORARIO 



Viagem pela E. F. de Liverpool a Manchester 



Os directores tèm a honra de informar fto pnblìco qne— 'trens coni- 
postos de varios carros — partem da esta^ào de Liverpool, rua da Coròa, e 
da e8ta9ào de Manchester, rua Liverpool, na seguinte ordem : 

HORAS DE PARTIDA 

(Os trens de 2* classe estavam impressos em vermelho) 

DE LIVERPOOL DE MANCHESTER 



• Sute horn» Tr«*m de !• oluti^. 



Sete horas- e om quarto.. 

Dea horaa.... „... 

Dea e mela horati 

Meio dia.. .„ 

Daas horas „.. 

Tre* horaa » 

Qnatro horas .., 

lineo horas 

Cince e ineia horas.. ..... 



de 2* 
del» 
de 2* 
de 3" 
del* 
dea* 
dea* 
del* 
dea* 



Sete horas Trem de 1" classe. 



Sete horas e nm qaarto.. 

Gito huras ^.. 

Dei horas 

Meio dia 

Urna hora..... 

Duas horas. 

Tres horas.... 

Ciuco horas .. 

Ciuco e meia horas .. 



dea* 
dea* 
del* 
dea* 
dea* 
del* 
dei* 
del» 
dea* 



H. B. — Os nltimos trens, nos dias de feira em Manchester (ter^a feira e qointa feira) 
partirSo de Manchester 4s seis horas e nào às cince » meia horas. 

00MING08 

Sete horas Trem de 2* classe. 1 Unco horas Tiem de 1* classe. 

Oito Uoras „ de 1* , | Seis horas , de 2* , 

PREQ08 

Em trem de 1* classe, carro de 4 logares dentro 6 sh. d. 

» » » 6 » 5 sh. d. 

Em trem de 2* classe, carros envidracados 3 sh. d. 

> » > carros descobertos * 3 sh. 6 d. 

Pre^o do transporte de um carro de 4 rodas 20 sh. 

i » > » » 2 rodas 15 sh. 



Recebem-se tambem passageiros e mercadorias no escriptorio da companhia 
em Liverpool e Matichester para 

WARRINGTON 

4sh. 



5sh. 



Prece de Liverpool e de Manchester \ ^] ^^^^' ' ' ' 

LIVERPOOL A BOLTON 

IloRAs DE Partida *. Orzc da manhà, cince e um quarto da tarde. Urna so 
pallida aos domingos, is cince e meia da tarde. 
PREgo : — Dentro, 5 sh. ; fora, 3 sh. 

Escriptorio da Estrada de Ferro, Liverpool. 1852. 



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HULHA- 



HYGROMETRO 



05 



Hulha (carvào de pedra) — (Tecìm,) — Houille. — 
Pit'CoaL — ^einkohle. 

Hygrometro (tech.) — Hygroìnè're, — Hygrometer. — 
Hygrometer. — Instriimeiilo servindo para medir o grao 
de humidade da atmosphera. 



Tabella para determinar a hamidafle relativa por melo do hygrro- 
metro de eabello de Saassare (calcai, por T. Haegheus) 



Hygrometro 

de 

Gabello 


9 


Hygrometro 

de 

Gabello 


11 


Hygrometro 

de 

Gabello 


n 


Hygrometro 

de 

Gabello 


il 


0^ 





26*» 


16 


60° 


35 


75« 


62 


l 





2» 


17 


51 


36 


76 


63 


2 


1 


27 


18 


52 


37 


77 


65 


8 


1 


28 


18 


53 


37 


78 


66 


4 


2 


29 


19 


54 


38 


79 


68 


5 


3 


30 


19 


65 


89 


80 


69 


6 


8 


31 


20 


66 


40 


81 


70 


7 


4 


32 


21 


67 


41 


82 


72 


8 


4 


33 


22 


58 


42 


83 


73 


9 


5 


34 


23 


59 


43 


84 


76 


10 


5 


36 


24 


60 


44 


85 


77 


11 


6 


86 


24 


61 


45 


86 


78 


12 


6 


87 


26 


62 


46 


87 


79 


13 


7 


38 


26 


63 


47 


88 


81 


14 


8 


39 


26 


64 


49 


89 


82 


16 


8 


40 


27 


65 


60 


90 


83 


16 


9 


41 


27 


66 


61 


91 


85 


17 


10 


42 


28 


67 


52 


92 


87 


18 


11 


43 


28 


68 


53 


93 


88 


19 


11 


44 


29 


69 


55 


94 


90 


20 


12 


46 


30 


70 


56 


95 


91 


•21 


12 


46 


31 


71 


57 


96 


93 


22 


13 


47 


32 


72 


68 


97 


95 


23 


14 


48 


33 


73 


59 


98 


97 


24 


16 


49 


34 


74 


61 


99 
100 


98 
100 



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94 ILLUMlNAgiO INAUGURgXO DE UMA ESTRADA DE FERRO 



I 



IlIuminagSo (Tech.) — Eclairage. — Lighling. — Be- 
leuchiung. — Nas estradasde ferro, as estafOes sào illumi- 
nadas a luz eleclrìca, a gaz cu a kerosene. A illuminacào 
(los Irens, em geral, ó feita a kerosene. Algumas vias 
fcrreas da Europa illumìnam os carros a gaz. 

Illuminag3o dos trens pelo freio Westinghouse. — 
Ò freio WesUnghouse nào tem sómente a grande appli- 
cacào que todos conhecem ; serve, ainda, para fornecer o 
ar necessario a passar por pequenos reservatorios de 
hydrocarborelo e a transformar-se em gaz de illuminagào. 
Os reservalorios (neste systema) estao coUocados por baixo 
dos carros, e o gaz percorre os tubos, tendo sahida por 
bicos convenientemente dispostos. trem que tiver o freio 
Westinghouse, nào precisa de canalisagào especial para o 
gaz; aproveita a do freio e com iste faz grande economia. 
Esle systema de illuminagào eslà ensaiado nas linhas 
inglezas de Ioyi(fon Briglon and South-Coast. A luz pro- 
duzìda è bòa; os reservatorios podem conter materia para 
15 dias. Na exposicào de Pariz, em 1878, tratou-se de tao 
curioso assumpto. 

Imposta (Consi.) —, Naissance, — Springing ofa vault. 
— Gewólbanfang, Kàmpfer. — Extremo do encontro,.do 
pegao ou do pé direilo, onde tem origem a abobada. 

InauguragSo de urna estrada de ferro (E. de F.) — 
Ouverture à!un Qhemin de fer. • — Opening of a line. — . 
Eròffnung einer Eùenbahn. 



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INGLINCgÀO DOS TALUDES INJECTOR 95 

Inclinag3o dos taludes (E. de F.) — Inclinaison des 
talus, — Degrec ofslopeness. — BòschungsiOinkeL — [Vide: 
Taludei. 

Incrustagao (Tech. — Inscrmlation ou Mimeni. — 
Scale ^ inscrmlation , sediment. — Kesselstein , Ffannens-^ 
teinuberzug. — Crosta calcarea que se fórma nas cal- 
deiras das locomolivas, pelas substancias contidas nas 
aguas da alimentafào. Adhere às paredes das caldeiras e 
toma-se causa de explosòes e de maior consumo de com- 
buslivel. 

IndemnisaQSo (Adm.)— Indemnité. — Indemnily. — 
Enlschàdigung. 

Indicador de declividade (E. de F.) — Indicatcur de 
declivité. — Gradienl'posL — Neigungszeiger, Gradienten- 
zeiger. — Poste de madeira, fmcado no comego de urna 
rampa ou de um patamar, tendo n*uma tabolota a indi- 
cagào da declividade n'esse trecho de linha. 

Indicador de velocidade . ( Tech. ) — [ Vide : Toco- 
melró], 

Indicador do nivel d'agua (Locom.) — Indicateur du 
niveau de Veau. — Water-mark, waler-gav^e. — Was- 
serslandszèiger. — Tubo de vidro, montado em dous tubos 
metalhcos que penetram na caldeira. Tem por fim mostrar 
ao machinista qual a altura da agua dentro da caldeira. 
Està collocado na fronte da caldeira, à esquerda. — 
[Vide: Abaixamento do nivel d'agiw], 

Indigo (Tech.) — Indigo. — Indigo. — Indigo. — 
Tinta empregada no desenho de aquarella. 

Injector. (Locom.) — Injccteur. — Injedor. — Damfh 
fstrahlpumpc, Injector. — Apparelho automolor que serve 
para alimentar a caldeira da locomotiva, fazendo a agua 
passar do tender para a machina. Ha de diversos auto- 
res ; mais empregado é o de Giffard. 



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96 



INJECTOR 



Damos em seguida urna seccào deste engenhoso ap- 
parelhò. Ellecoramunica coma parie superior da caldeira, 
onde recebe o vapui, e com o tariqne do tender, onde 
recebe a agua. Por nieio de urna aguiha, movida por 
manivella, faz-se chogar ao tubo da agua um pequeno 
jacto de vapor ; produz-se o vacuo, e a agua desde logo 
éaspirada. Depois, alravessando urna valvula, que scabre 
com a forca da corrente liquida, a agua ebega à caldeira. 




fkWk 
Fig. 7 -« lujector Giffard 



Formula de Giffard, relativa ao seu injeclor : 
E-ÌJ8 4» l/IT 

Sendo: E, quanlidade d'agua. em litros, por bora, 
fornecida pelo injector, no maximo ; d, diametro minimo 
do tubo divergente, em millimetros; n, pressào effecliva 
do vapor na caldeira, em atlìmospheras. 

Uma outra formula franceza, dando a quantidade de 
agua fornecida pelo mesmo injector: 

Sendo: Q, quantidade de agua, em litros, por se- 
gundo ; K, coefiQcieute que varia de 0,90 a 1 ; s, seccào 



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INTERCOLUMNIO SKCMÌÈ 97 



minima do tubo divergente, em inillimetros ; p, pressSo 
eflfecliva do vapor na caldeira, em kilogrammas por cen* 
limetro quadrado. 

Formulas de Mdesworth, relativas ao injeclor Giffard : 

D= 0,0158 1/ -7=r 



(ì- 



:(.3,4D)y' 



Sendo: Q, quantidade de agua injeclada, em gallOes 
por hora ; P, pressào do vapor em almospheras ; D, dia- 
metro do tubo em pollegadas. 

Intercolumnio (Arch.) — ErUrecolonnement. —Inter" 
columniation. — Sàulenweile. — Intervallo entre duas co- 
lumnas. 

Na ordem toscana é de 4 diameòros da eolamna 
» » dorica » » 2 ^y^ » » » 

» » jonica » » 2 Va ■ » * 

Nas wdens corinthia e composita é de 2 diametrot. 

Intradorso (Coostr.) — Intrados. — Intrados. — In- 
nenflàche des Bogens. — Superficie interna da abobada. 

Isolador (Tech.) — Isolateur, — Insulator. — Isolator. 
Pega de louga ou vidro, que se colloca na extremidade su- 
perior do poste telegraphico, para isolar o fio. 



j 



Jacaré (Ferr.) — Fiche ^ queu de morue. — FUling- 
trowel. — FvgkeUe, Streicheisen. -^ Especie de colher de 

Dlooionario 7 



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98 J ANELLA JUNTORA 



pedreiro, que serve para ìntroduzir argamassa nas junlas 
das alvenarias. 

Janella [Consl.)—Fenélre, croisée. — Window, Femter. 

Jogo da via (E. de F. ) — Jeu de la voif. — . • . — Enbreù 
terung der Spurweite. 

Sendo : J, jogo da liuha ; b, bitola entre Irìlbos ; 
f, espacamenlo entre as faces ìnlernas dos aros das 
rodas de um mesmo eixo ; e, espessura do rebordo da 
roda. 

Jogo da linha é o espaco livre, existante entre o 
rebordo da roda e o triiho, indispensavel para empedir 
que rebordo attrite frequentemente contra a face interna 
da cabota do trilho. 

Jogo da locomotiva (Locora.) — Truck. — Truck. — 
Truck. — Apparelho, munido de rodas, que, naslocomo- 
tivas americanas e algumas europeas, suspeade a frenlc 
da machina. 

E' independentc do estrado da machina ; apresenla 
Tantagens por diminuir a base rigida da mesma. 

Jogo do mechanismo (Locom.) — Jeu du mécanmie. 
— Slaking. — Folga que as diversas pegas do mechanismo 
adquirem com a contiQuagSo do trabalho. 

machinista deve evitar os màos eflfeitos produzi- 
dos pelo jogo, apertando convenientemente as referidas 
pegas. 

Jonica (Xrch.) — lonique. — Ionie. — lonisch. — Ordem 
architectonica ; dislingue-se pelas volutas do capile!. — 
[Vide : Ordem]. 

Juntora (Ferr. de carp.) — Varlope à corroyer. — Joinr 
ter. — Fiigebank, Stossbank. 



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JUNTOKA JUNTAS EM FXISO 99 

Juntora (Const.) -^Os pedreiros assim denominam a 
pedra que atravessa a parede em loda a sua espessura, dei- 
xando appareccr a ponla para fazer amarracào com outra 
parede. 

Jusante [4 — ] (Tech.) — Aval. — Downward, down- 
slream. — Slromabwàrts. — N'um rio, una ponto està a 
jusante de outro, quando occupa posicSb abaixo d'esse 
outro. 

Junta dos trilhos (E. de F.) — Joint des rails. — 
Joint of rails. — Sckienemtoss. — As juntas dos trilhos sào 
consolidadas por meio de talas. Reduz-se o numero de 
juntas, empregando-se trilhos longos. Na Franca estào 
adoplados trilhos de 11 metros, na Italia de 12 metros ; e 
na Ingla terra foram onsaiados alguns de IS'^SO, dando 
bom resultado. 

Trilhos [Dllatacào nas juntas dos — ]. — Attendendo- 
se à dilatando do metal, devida às mudanQas de tempera- 
tura, OS Irilhos devem ser assentados com um espaco livre 
entro si. A dilatacào dos trilhos é calculada pela seguiate 
formula : 

D = 0,01 18 (t — r) / + 0,002 

Scudo : D, dilatacào em mìllimetros; t, maxima tem- 
peratura provavel; t\ temperatura no momento em que 
se assenta o trilho ; I, comprimento do triiho em metros. 

A junta póde ser appoiada sobre o dormente ou ser em 
falso. 

Juntas em falso (E. de F.) —Joints en porte^-faux. 
— Suspended joints. — Schwebender Stoss. — No assenta- 
menlo dos trilhos, a junta em falso tem actualmente mais 
aceitagào que a junta appoiada. 

Apresenta as seguintes vantagens : as cabe^as dos tri- 
lhos conservam-se mais, a passagem dos vehiculos toma- 
se mais suave, etc. 



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100 JUNTA LADRILHO 

Junta (Consl.) — Joint. — Joint. — Page. — As jun- 
tas das alvenàrias devem ser tomadas com argamassa. 



K 



Kilogrammetro (Tech.) — KUofmmmètre. — iCilo- 
grammeter. — Kilogrammomeler. — Forga capaz de elevar 
um kiiogramma à altura de um metro, D'um s^uado de 
tempo. 

Kilometro (Tech.) — Kilomètre, — KUomeler. — Ki- 
lomeler. — Medida de exteosào igual a mil melros. Adop- 
tada nas estradas de ferro do Brazil . 



L 



Lacrimai (Xrch.]—Larmier. — Corona, drip. — Han- 
geplatte, Kranzleiste. — Corpo saliente n'um muro para 
impedir que as aguas da chuva corram sobre elle. 

Ladrilhamento (Const.) — Carrelage. — Flag-pavemerU, 
— Fliesenpflastery PlaUenbelag. — Revestimento feito a la- 
drilho. 

Ladrilhar (Const. ) — Carreler. —To fhg.— Ppit- 
tern. 

Ladxilho (Const.) — Carreau. — Paving bridi. — Plas- 
terziegely Fliese. — Fedra naturai ou artificial, cortada em 
fórma de polygono e servindo para revestìr o sólo, etc. 



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LAGE LANGIL 101 



Lage (Const.) — Dalle.— Slab, tabk of itone, — Stein- 
pialle, Steinftie$e. — Fedra de pequena espessura relativa- 
mente ao comprimento e à largura. 

Lage para capeamento (Const.)— ^jDalIe de couvertwre. 
— Covering-slab. — Deckplalte. 

Lageamento (Const.) — Dallage. — ToWe fioor. — Plot- 
tenbeleg. — Resveslimenlo feito a lage. 

LsgSo (Const.) — Lage 4e g^randes dipneqsOes. Para se 
obter 1™' de lajOes para capa de boeiro, gastapd-se 1"*',80 
de rocha e 7 horas de traballio de um canteiro. 

Lambrequim (Copsl.) — Lambrequin. — label. — Be- 
hànge, Lambrequin. — Enfeite de madeira, ferro ou zinco. 
Empregado em beira de telhados, etc. 

Lamiaador (Tech.) — Laminoir. — Ralling mill. — 
Walzmrk, Wcdzhutte. 

Laminar (Tech.) — Laminer. — To roU. — Atmoalzen, 
Strecken. 

Lampeoes de kerosene (^. de f.) — Sendo multo 
empregado o kerosene na ìlluminacào dos carfos e està- 
còes de estradas de ferro, achamos conveniente conseg- 
nar aqui as precaugòes recommendadas por Sir Frederick 
Abel: 

1% reservatorio do lampeào ser^ de metal, sem ne- 
nhuma abertura ; 2% A meqha deve ser de um tecido 
frouxo, bem justa no porla-mecha, sem estar rauito aper- 
tada. Deve estar perfeitamente secca. Nova, tocarà o fundo 
do reservatorio ; 3% reservatorio deverà estar sempre 
cheio no momento de accender-se o lampeào ; 4% Baixar a 
mecha o menos possivel e com cuidado ; 5*, Para apagar, 
baixar a meptia e ^m seguida soprar horizontalmente na 
extremidade inferior da chaminé. 

Lancil (Const.) — Pedra de cantarla, longa e de pouca 
espessura. 



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102 LANgO DE ESCADA LASTRO 

Lango de escada (Const.) — Portée d'escalier. — Flight 
of stair. — StiegenflùgeL — Parte comprehendida entre 
dois patamares. 

Lanterna da cauda de um trem (E. de F.) — Lanterne 
de queue. — Tail Ughi. — ScMusssignaJJcUerne. 

Lanterna de passagem do nivel (E. de F.) — Lan- 
terne ou falot depa$sage à niveau. — Cressct. — Stocklanteme. 

Lanterna àà locomotiva (E. de F.) — Phanal, lan^ 
terne. — Head light. — Lanterne. 

Lantema-signal (E. de F.) — Lanterne signd. — As lan- 
lernas-signaes téra as tres cores : branco, verdee encarnado, 
cono as mesmas sigoiflcacOes das cores das bandeiras. 

Laroz (Const.) — Chevron de croupe. — Jack-rafter, — 
Schiflparren, — Pe^a do madeiramento. E' inclinada e parte 
do meio do frechal do oitào do edificio, para ir ao extremo 
da cumieira. 

Lascas [de pedras para encher as juntas] (Goost.) — 
Recoupes de moèllon. — Garretings. — Steinbrodien Zivickel. 

Lastramento (E. de F.) — Balastage. — Ballasting. — 
Beschotterwng. — AcQào de deitar lastro na liDha. 

Lastre (E. de F.) — Baiasi, — Ballast. — Betlungstnate- 
rial,Schotter. — Camada de terra, pedra,eto.,quefleasobre 
a plataforma da lintia, garaotindo a posigào dos dormentes. 

Actua muito na destruicào dos dormentes o man lastro 
argiloso, geralmente empregado nas linhas brasileiras. —- 
Quando chove a argila embebe-se de agua ; e conserva-se 
dormente impregnado, ató que o calor solar opere a 
evaporacào. 

lastro de mac-adam é muilo vantajoso'; dà prompto 
escoamento às aguas ; e, com elle, os dormentes, depois 
das chuvas, seccam facilmente. 

Um bom lastro deve satisfazer estes requisitos : sor de 
cascalbo ou pedra brìtada ; nào center terra nem corpos es- 



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LASTRO 105 



tranhos ; nao formar poeira nos tempos seccos, nem lama 
quando chover; dar rapido escoamento às agoas, etc. 

Nos Estados-Unidos o lastro nunca passa da superflcie 
superìor dos dormentes; e os lopos d'estes ficam quasi 
sempre desenterrados. Lavoinne e Poiilzen, referindo-se a 
este facto, escrevem o soguinte em seu trabaiho — Les 
cheminsjie far en Aìnérique — : «...les ingénieures améri- 
cains ne sontpas uniquement guidés par les considérations 
iréconomie. Ils croient que la durée des traverses serait 
sérieusement compromise, si les téles des traverses étaient 
enterrées, surlout lorsque le ballast est lorreux et argileux, 
ce qu'on ne pourrait souvent éviter qu'agrands frais. C'est 
en vue d'assurer la conservation des traverses que les 
règlements de certaines compagnies prescriverti de laisser 
visible au moins Fune des létes des traverses. » 

Em nossas vius ferreas adopta-se a pratica europèa ; os 
dormentes fìcam completamente enterrados. 

lastro, sob os dormentes, deve ter de espessura, pelo 
menos, 0^,200. 

Yamos trauscrever algumas linbas de uma noticia de 
Bergeron, sobre estradas de ferro economicas : « On de- 
mandait un jour à M. Betts, entrepreneur anglais, que est 
le meilieur ballast à employer sur un cbemin de fer : C'est 
colui que Von trouve sur place, répondìt-ìl. Getto maxime, 
qui ù'est pas vraie pour Tespèce ou la qualité da balast, est 
essentiellement juste pour Téconomie de la depense. Les 
constructeurs de cbemins de fer écossais la pratiquent 
avec le plus grand soin. Si la trancbée présente des déblais 
d'une nature favorable ils uè se font pas faute d'abaisser 
la piate-forme du chemiu, d'elargirla trancbée et de modi- 
fier le profil, pour se servir, comme ballast de toat Texcé- 
dant des déblais. La voie de fer, posée diQnitivement, sert 
a les transporter ou loiu par locomotives, et il arrivo sou- 



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104 LATXO IETTO DA ESTRADA 



veot que le chemin est ballaste et pret à TexploitatìoD, dès 
que les aqtres travaux d'art et de terrassemeots soot 
achevés. » 

Lat9o (Tech.) — Laiton. — Brau. — Mesting, Lattun. 
— Liga, em geral, de 65 parles de cobre e 35 partes de 
zinco. lalào empregado em algumas pecas das machinas 
e locomotivas tem 90 parles de cobre e iO de zinco. 

Latitud9 (Tech.) — Lalitude.—Latitude. — Breite. — 
A latitude de um ponto determina-se pelo calcalo da 
altura noerìdiana do Sol ou de urna estrelia de i* grandeza. 

A longilude póde ser determinada por diversos pro- 
cessos; mas o que geralmen|e se emprega é o dos chrono- 
metros : — Tendo-se a latitude de um ponto, toma-se a al- 
tura de um astro de 1' grandeza e por meio da formula 
determina-se a bora exacta do legar. Do confronto da 
bora acbada com a do cbronometro, regulado para um 
determiuado logar, obtem-se a longitude em relagào a esse 
legar. Formula que dà a bora no legar: 



■4-*=-/ 



o os^S gen (S — a) 
C08 / sen d 



Sendo : a, altura verdadeira do centro do astro ; d, dis- 
tancia pelar; //latitude do legar. 

Os elemeotos da formula sào obtidos nas Ephemerides 
do Observatorio a que se referem as longitudes, ou no Nau- 
tical Almanack de Greenwich. 

Latoeiro (Tecb.) — Ferblanlier. — Bra$sier. — Blei- 
ch$chmied. 

Latrina (E. de F.) — Cabinet d^aisance. — Water-do- 
set. — Abtritt. 

Leite da cai (Const.) — Lait de chaux. — Lime-woih. — 
Kalkmilch. 

Iieito d«L estrada (E. de F.) — [Vide : Piata-forma], 



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LEIVAS UMPA TfUi^OS m 

Leivas (Coost.) — Peda?08 de(errp vegetai, contendo pès 
de gramma» capìm, etc. As empregaclas qos revestin^entos 
dostaludes dos cortes e aterros, quando collocadas ao cbato, 
devem ter as seguiiìles dimens5es : 0",33X0",33X0",8; 
e, quando collocadas a tìcào, 0'',33 X0'",33 X 0",16. 

Lenha (E. de F.) — Boi$ à brùier, — Pire wooi. — 
Feuerholz. — Combaslivcl usado em algumas estradas de 
ferro economicas. 

Lente de algibeira (Tech.) — Loupe de poche. — Poc- 
ket-glasses. — Taschenluppe. — Empregada ao se fazer com 
cuidado a leilura no vernier do transito, eie. 

Licenga (Adm.) — Congé. — Leave. — Urlaub. 

LlCENgAS AOS EMPHKGADOS DO MINISTERIO d'aGRICUL- 

TURA : Decreto n. 4484 de 7 de Marco de 1870. Circula- 
res de 3 de Novembre de 4875; de 19 de Janeiro de 1877; 
de 10 de Agosto de 1877; de 8 de Maio de 1880; de 4 de 
Junho de 1881 e de 18 de Agosto de 1885. 

Lima (Ferr.) — Lime. — File. — Feile. — Ferramenta 
de ferreiro. Ha iimas: chata, circular, fina, de meia cana, 
pontuda, quadrada, surda, trlangular, etc. 

Limar (Tech.) — Limer. — To fUe. — Feilen. 

Limador (Tech.) — Limeur. — Filer. — Feiler. 

Limalha de ferro (Tech.) — Limaille de fer. — Iran 
filings. — Eisenfeilspà/ne. 

LimatSo (Ferr.) — Rape. — Rasp, — Raspel — Espe- 
cle de lima de grandes dimensOes. 

Limbo (Tech.) — Limbe. — Divided cirele. — Grad- 
bogen, Limbus. — Circulo graduado dos tramitos, etc. 

Limiar (Const.) — Seuil. — Door sili. — Thùrschwelle. 
— Fedra que fica na base da porta. 

Limpa trilhos (E. de F.) — Coto-catcher. — Cou)- 
catcher. — Schienenràumer, Bahnràumer. — Egpecie de 
grade pregada à travessa da frente da locomotiva, servindo 



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106 



UMPATRELHOS EUROPEO 



para desviar da linha algum corpo que possa tornar-se 
obstaculo. (Fig. 8). Ha limpa trilhos de ferro e de madeira. 




Fig. 8 — Locomotiva com nm limpa-trilbos 



InvenQSo americana. As locomolivas de suburbios, sào 
munidas de dois limpa trilhos (Qg. 9). Isto dispensa o 
gyrador para virar a machina. 




Fig. 9 — LocomqtiTft com dooK limpa-triliioi 

Limpa -trilho europèo (E. de F.)—Chasse-pierre. — 
Hastes de ferro coliocadas na travessa da fronte da loco- 
motiva e a pequena altura dos trilhos, a 0",07. Eis a opi- 
niào de With, sobre o chasse-pierre : a Au fait, ces 
soi-disant chasses*plerre oe chasseot rien, ils n'y font que 
déplacer. Sur un chemin de fer étranger, un poteau télé- 
graphique, tombe à la suite d'un ouragan sur la ligne» fut 
poussé de coté par le chasse-pierre et colle contro les 
rails. Il y eut un effroyable déraillement que ne serait pas 
arrivé avec le chasse-vache américaìn... » 



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UNGOETA DE FECaUDURA LOGXgXO 107 



Lingoèta de fechadora (Const.)— Péne. —Boll.— 
Riegei, Sclo$sriegeL 

Linha (E. de F.) — Emprega-se muilo corno synonimo 
de estrada de ferro, de via-permanenlo. A liiiha é consti- 
tuida pelas duas fllas de trilhps. 

Linha de cumìada (Tech.) — Ligne de partage des eaux. 
— Water-spot. — Wafiserscheide, Scheidmgslinie. 

Linha dupla (E. de F.) — [Vide : Via dupla]. 

Linha franca [signal de—] (E. de F.) — Voie libre. — 
AWi rigfa, — Bahn-frei. 

Linha perdida (E. de F.) — As lìnhas de exploracào 
muitas vezes encontram obstaculos imprevistos e nào pò- 
dem transppl-os ; sào os casos em que lornam-se perdidas. 

Linha principal (E. de F.) — Voie primipak. —Main 
line. — Havptbahnlinie. 

Linha provisoria (E. de F.) — Voie provisoire. ~ 
Temporary railtmy. — Interimsbahn, Nothbahm. 

Linha telegraphica (Tech.) — Ligne télégraphique. — 
Telegraphic-line. — Telegraphenlinie. 

Linhas de manobra [ nas estaQóes ]. (E. de F.) — 
Voie$ de garage. — Side-track^ passing-place. — Nehengo- 
leise, Seitengeleise. 

Livrea [Escripturagào dos — de entrada e sahida do 
material].— A viso de 24 de Abril de 1885. 

LocagSo (E. de F.) — Trace des courbes et des aligne- 
menls droits. — Location, — Aussteckung der Linie. — Im- 
piantando do tracado no terreno. 

Iragado consta de alinhamentos rectos ou tangentes 
e de curvas. As curvas empregadas nas estradas de ferro 
sào geralmente circulares : simples, compostas e reversas. 

Nas curvas reversas deve sempre ha ver um aiinba- 
mento recto entro os dous ramos consecutivos voltados 
para lados oppostos. 



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iOfi 



LOCÀQiO 



Ponto de curva é aqueUe em quo termina o alinha- 
mento recto e cometa a curva ; ponto de tangente, aquelle 
em que termina a curva e comega o alinhamento recto. 
Sào indicados por PC e PT. 

Nas curvas compostas, o ponto de tangente confi mum 
às duas curvas denomìna-se ponto de curva composta; e 
nas curvas reversas, o ponto de tangente commum às duas 
curvas, ponto de curva rei^ersa. Sào indicados por PCC 
ePCR. 

processo de locar as curvas — preferido pelos nossos 
engenheiros — é o dos angulos dedeflexào. 

Elementos com que se entra em calculo no tra^ado das 
curvas: — Angvio de deflexào, formado pela tangente com a 
corda. — Angula centrai, formado pelos raioa, parlindQ para 
OS extremos da curva. — Grdo da curva, angulo centrai 
subtendido pela corda de 20 metros. 



PT 




Pig. 10 — Looft9So. 

Sendo: R, raio da curva; C, corda; Q. grào da curva, 
tera-se : 



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LOCAgiO lOD 



R ^^ i — 77" 

sen. \ Q 

angtdo de %ntenec(ào (angulo em I, flg. 10) dos ali- 
nhamentos reclos que tétti de ser ligàdos ^mr tìirià ttìrva, 
è igual ao angulo centrai (angulo em Q). 

Indicando-se a dislancia que vae do ponto I ao PC ou 
ao PT, pela tetra T, ter-se-ha : 

T = R tang. -i-I 

e 

T 



B< 



tang. 'i 1 
OU 

R = Tcotang. -— -I 

Agora ter-se-ha> fazendo-se a substiluigào na formula 
do grào da curva : 

10 



Ben. ^ Q» 



T. cot. i I 



ou 



3en..Q = l^Ì5flil 



lOiang. II 
sen. \ Q 



angulo em I.como jà dissemos, é igual ao angulo em Q. 

Dividindo-se o angulo centrai pelo grào da curva, obtem- 
se numero de cordas de vìnte melros contidas na curva. 

Si angulo centrai nào fdr multiplo do grào da 
curva> resto obtem-se pela seguinte formula : 

^ R sen. J Q 
^ 2 

Cumpre notar que n'esta ultima formula Q representa 
resto da divisào do anguìo centrai pelo gràò da curva. 



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Ilo uycKQlo 

Nas curvas empregadas nas eslradas de ferro a diffe- 
renga entre a corda de 20 melros e o arco que subtende è 
muito insignificante ; de modo que o comprimento das 
curvas é medido pelo numero d'aquellas cordas. 

Locagàq das curvas : Nas plantas — sdo marcados os 
PC e PT, calculadas as langenles e dados os gràos das 
curvas» os raios e os angulos centraes. Por meio de nor- 
maes levantadas no terreno, sobre a linha de exploraQào, 
determinam-se exactamente os PC e PT. 

Para locar-se urna curva, assenta-se o Iheodolito (tran- 
sito) sobre o PC (centrando-o e o pondo a zero). Faz-se 
com que a linha de colUmagào coincida com o^linhamento 
recto. Dà-se para deflexào da 1* estaca a metade do grào 
da curva,poisoangulo de deflexàoé metade do angulocen- 
tral subtendido pela corda de 20 metros. Nas cadernetas de 
campo ba tabellas de deflexOes para diversos gràos. 

Seja a' + 6' a deflexào para a !• estaca. 

Sobre a tangente, prolongada além de PC, dà-se essa 
deflexào, afim de obter-se o primeiro ponto da curva. 

Esse ponto fica determinado medindo-se 20 melros na 
direcQào dada pela deflexào. 

Para obter-se os 2^, 3® e 4^^ pontos etc., basta, com a 
tangente, formar angulos com as deflexòes: 

Si ao chegar à 4' estaca, por um motivo qualquer, 
nào se puder visar a 5% muda-se o iostrumento para o 
ponto em que foi era vada a 4' estaca. 

N'esse ponto coUoca-se o instrumento a zero e na di- 
recQào da corda de todo o arco locado até entào. 

Sobre essa corda dà-se uma deflexào igual à somma 
das deflexOes parciaes : 4 (a° + 6') ; e tem-se de novo o 
instrumento na tangente à curva. 



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LOCAi^O tu 

D'esse ponto parte-se do mesmo modo que parlio-sc 
do PC, dando-se novamente as deflexSes : ' 

a*» -h ^* 2 (a« -h y) 3 {ao + b*) 4 {a^ + b'} etc., 

ale encontrar-se o PT. 

No PT centra-se o inslrumenlo, de novo somniam-se 
as deflexòes, e entra-se no alinhamento recto. 

A ultima visada quasi nuYica abrange urna corda de 
20 metros ; muitas vezes o PT cahe em eslaca fraccionaria. 

engenheìro, enlào, calcula a deflexào para o numero 
de metros necessarios para lìgar a ultima estaca inteira da 
curva ao PT. — [Vide : Cadernela de locafào]. 

Ha muitos problemas sobre localo, que se acham 
perfeitamente resolvìdos na Cadernela de campo do enge- 
nheiro Francisco Pereira Passos. 

Na E. de F. Central do Brazil, as instrucQòes relativas 
à locaQào das linlias sào as seguintes : — « Art. r. A 
lìnha sere implanlada com estacas distantes entre si de 
20 metros nos alinhamentos reclos. — Art. 2". Todos os 
elemeutos das curvas exarados nas plantas, sào calculados 
para a corda de 20 metros. — Art. 3\ As curvas de grào 
inferior a 3" + 49' (300",30) serào locadas com cordas 
de 20 metros; as de grào superior a 3'' +^9' e inferior a 
6* + 22' (108-,08) serào locadas com cordas de 20 metros 
e sub-cordas de 10 metros. — Art. 4'. Além das estacas 
a que os arligos anleriores se referem, implantar-se-hào 
todas aquellas que os accidentes de terreno exigirem. 
— Art 5% As estacas cujas distancias ao zero da linha 
forem multiplas de 20, serào designadas, segundo suas 
respectivas posig^es, pelo termo correspondente da sèrie 
naturai dos numeros. Todas as outras serào consideradas 
e designadas comò inte'rmediarias. — Art. 6\ As estacas 
que senrirem para a assignalag&o dos pontos de curva e 



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112 LOCOMOgiO LOCOMOTIVA 

tangente serSo lavradas etn daas faces : em urna d'ellas se 
escreverà o seu respectivo numero e na nutra as letlras 
PC e PT. — Art. T. Para corrigir diflferencas na implan- 
tagào da linha, ter-se-ha muitoem vista nào modiQcarde 
modo sensivel as condiQdes technìcas do projecto. » 
LocomogSo (E. de F.) — Tradion et malériel rotdanl, 

— Locomotion. — Ortsverànderung^ Ort^ewegung, Zughe^ 
fórderung. — Abrange tuào quanto concerne ao servilo 
das locomotivas e à construccào» conservaQào e reparagào 
do material rodante. 

Locomotiva (E. de F.) — Locomotive. — Locomotive. 

— Locom^tive^ Dampfwagerij Maschine. — Machina de alta 
pressào — montada sobre um vehiculo, fazendo este 
mover-se sobre trilhos — e deslinada a rebocar oom 
grande velocidade carros carregados de passageiros, de 
carga, de animaes, etc, etc. 

A locomotiva compOe-se de 3 parles : — A caldeira, 
onde é gerado o vapor. — mechauismo, que transmìtte 
movimento às rodas motrizes. — vehiculo, que com- 
pde-se do estrado e dos supportes. 

CLAssiFiCAgio DAS LOCOMOTivAS.— E' fcita seguudo 
numero de par de rodas, seus diametros e distribuito re- 
lativa ao conjuncto da machina; segundo o isolamento do 
eixo motor, ou o seu conjugamento com os oulros eixos ; 
segundo a posicào dos cylindros : horizonlal ou inclinada, 
externa ou interna. 

A potencia da machina é expressa pela maior ou menor 
extensào da superficie de aquecimento. 

Em servilo adopta-se a seguinte classifica^ào : 

i^. Locom^otivas de passagciros. — Velocidade de 40 a 
100 kilometros por bora. 

2^. Locomotiva^ de carga. — Velocidade limitada de 
20 a 30 kilometros por bora. 



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LOCOMOTIVA 113 



5^. Locomolivas mixtas. — Velocidade- de 45 kilome- 
tros por bora. 

5^. LocomotivaS'tender. — Economicas e aleis em pe- 
queno trafego. 

4°. Locomotivas para fortes rampas, — Tendo grande 
esforfo (le Iraccào. 

Technologu da locomotiva. — Adherencia, admissào, 
alimenlaciìo, apito, arieiro, aro de roda, bujào fusivel, 
brago molor oii puchavanle, caixa de graxa, caixa da fu- 
mala, caldeira, camara de vapor, camisa da caldeira,cin- 
zeiro, conduclo de vapor, chaminé, conneclor, cylindro, 
cubo, corpo cylindrìco, corredila, distribuicào, eslropo, 
eixo, embolo, estrado, excenlrico, oscapamenlo, esforco 
de traccào, expansSo, fornalha. freio. gavela, grelba, ìii- 
jector, Indicador do nivel, limpa-lrllho, maiiga do eixo, 
longerào, manometro, para-choque, parallelos, palìnacào, 
regulador, roda, rebordo, superficie de aquecimento, ten- 
der, tolda, liragem, tubos, valvula de seguranca, etc. — 
[Vide estas palavras]. 

Carga que uma locomotiva póde rebocar {Formula 
de Ledoux] : 

r -\- tn 

Sendo: C, carga rebocada; T, trabalho do vapor 
sobre osembolos, por metro percorrido; R, resistencia do 
machinismo ; r, resistencia por tonelada ao rolamento, 
correspondente a velocidade do trem ; m, inclinacào da 
linha, expressa em millimetros por metro; Q, peso total 
da machina ; Q', peso do tender. 

Vamos dar outra formula : 



c= ^ 



?^ - 0,00484 N V-» 



(2,27 + 0,094 V+ 1000 I) 
Dlooionaiio 



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114 LOCOMOTIVA 



Sendo : C, carga que póde ser rebocada ; p, pressào 
mèdia util do vapor em kilogrammas por ceDlimelro 
quadrado ; d, diametro dos cylindros em centiraetros ; 
I, curso dos erabolos em ceatimelros ; D, diametro das 
rodas motrizes em centimelros ; V, velocidade em kilo- 
metros por bora ; N, maior secgào transversai do Irem»; 
i, rampa maxima da estrada. 

Locomotiva [Avarias aa — ]. Ém servigo, as locorao- 
tivas estuo siijeitas a soffrer as seguintes avarias : 

— Na caldeira: Explosào, fugas na fornalha e em 
outros pontos, fractura de tubos, quéda de barras da 
grelha, combustào* no feltro da camisa, ruptara da cha- 
mine. 

— Nos accessorm da caldeira : Ruplura das molas das 
valvulas, obstrucgào do tubo do nivel d'agua, fractura do 
tubo do nivel d'agua, desarranjo no apilo, desarranjo nas 
diversas torneiras ; desarranjo nas bombas alimentares, 
desarranjo no regulador, fugas nos conduclos de dislri- 
buigào, fiigas nos lubos ae escapamento. 

— No machinismo : Rupturas nos embolos, rupturas 
nas hastes dos embolos, rupturas nos cylindros, fugas ao 
redor dos embolos, fraclura dos bragos motores, fractura 
dos bragos connectores, fraclura dos eixos motores, forles 
aquecimentos nos bragos molores, desarranjo no appa- 
relho de distribuigào. 

— No estrado e nos supportes: estrado póde apenas 
soflfrer pequenos estragos, arranhaduras, eie. Os sup- 
portes estào sujeitos a soflfrer : rupluras nas caixas de 
graxa. aquecimento nas caixas de graxa, aquecimenlo 
nos bronzes, aquecimento nas mangas^dos eixos, fractura 
das molas de suspeusào, fratura dos aros das rodas, frac- 
lura dos eixos das rodas. 



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LOCOMOTIVA 115 



Locomotiva [Peso da — ]. [Formula de Grove) — Com 
tender separado : ^ 

G=,6 + 4- 

Locomotiva-lender : 

G=15-hO,8H 

Sendo: G, peso da locomotiva em toneladas; H, su- 
perQcie de aquecimeDto da machina em melros qua- 
drados. 

Locomotiva [Trabaiho produzido pelo vapor na — ]. 

D 

Sendo: T, resislencia total do comboio, em kilogram- 
mas; D, diametro das rodas motrizes, em centimetros ; 
p, pressào mèdia util do vapor nos cylindros, por centi- 
metro quadrado; d, diametro dos embolos,em centimetros; 
I, curso dos embolos, em centimetros. 

Locomotiva [Condigòes que devem ser altendidas 
na conslracQào de uma — ]. 1', a superficie de aque- 
eimento ser proporcional à tonfa de tracco; 2', o peso 
da machina ser fixado e repartido sobre os eixos, nào 
passando de 14,000 icgs. para cada um ; 3*, a base rigida 
ser limitada de accòrdo com o raio minimo das curvas da 
linha; i\ as rodas motrizes lerem o maior diametro 
possivel, sem comprometter a estabilidade ; 5^ nSo haver 
pegas em falso ; 6% nào se darem pulsa^des no machi- 
nismo. 

LocoMOTivAs [ConstrucQào das — J. {Regras de Lechor 
telier). 

ì\ numero de vollas das rodas motrizes, por segundo, 
deve estar comprehendido entre 2^5 e 3. 



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HO • LOCOMOTIVA 



Sendo: V a velocidade da raachina, em kilomelros, 
por bora : D, diametro das rodas motrizes, em metros» 



leremos : 



^""TóoiT ^ ^^^ X 3^ D X 2,5 ou 3 



(0,036) 
( 0,029 ) 



2*. Os cylindros devem ter dimemóes taes que o e$for(o 
mèdio da tracgào exercida na cambota das rodas motrizes 
seja igual d resistencia total encontrada pelo trem, machina 
e tender comprehendidos. 

3*. À adherencia deve s^r supposta igual a ije. 

4'. A superficie de aquecimento da fornalha deve estar 
para a dos tubos na razào de i : io. 

5'. A rela^ào entre a superficie de aquecimento total e o 
volume de vapor gasto por um passeio do embolo deve ser /, 
ou muito se approximar de i, 

LocoMOTiVAS [ProporQOes a dar às caldeiras das — ]. Dos 
dados colhidos pela commissào da sociedade dos meslres 
machinislas, apresentados no 12° meeting annual de 
Richmond (Estados Unidos), em 24 de Maio de 1878, 
resulta que as mais vantajosas proporQOes a dar às caldei- 
ras das locomotivas, sob o ponto de vista da economia do 
combustivel, sào pouco numerosas. As melhores machinas 
guardam pouco mais ou menos as seguintes relaQdes: 

Relagào enlre o numero de metros quadrados de 
superflcie de aquecimento fda fornalha (nào comprehen- 
didos OS tubos e a porta) e o volume t^ dos cylindros; 
^-...50 a 55. 

V 

Relacào entre a superficie de aquecimento i dos tubos e 
a da fornalha /*, com tubos de cerca de 3", 30 e de 
0",050 de diametro, 4- = .'. 40 a 50. 



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LOCOMOTIVA 117 



Relagào entro o volume d'agua, com 0'",0I0 a 0",015 
de carga acìma da fornalha, e o volume dos dous cy- 
lindros... 20 a 25. 

Relafào enlre o volume do vapor e o dos cylindros... 
5 a 7. 

Vaporisagào por 1 kilogramma de carvao... 6 a ki- 
logrammas. 

LocoMOTivAs EM SERvigo. — Arligos do Regulamento 
para a fiscalisacào da seguran^a, cooservacào e policia das 
eslradas de ferro : 

« Art. 66. Nenhuma locomotiva podere entrar em 
servilo sem que passe pelos examei e experiencias que a 
cngeoharia aconselhar, em presenca do engenheiro fiscal 
do Governo, ou de quem o mosmo Governo determinar, o 
qual terà o direilo de exigir repetigào dos ensaios, ou 
outros que julgar necessarios. 

Art. 67. A opposi^ào por escripto do engenheiro fiscal 
ou da pessoa commissionada, segundo o artigo antece* 
dente, que assisliu à experiencia, suspende o emprego da 
locomotiva ; mas a adminìstraf^Ao da estrada póde exigir 
nova experiencia em presenta de arbitros, que decìdirào 
sem appellacAo. 

Art. 68. Sera aberto a cada locomotiva um registro 
especial, do qual consto a data em que comegou a tra- 
balhar, o seu cusio, a despeza que costuma a fazer por 
dia ou por viagem, o numero de leguas que anda, a 
qualidade, o tempo e o custo dos concerlos que tem lido, 
e todas as cìrcumslancias que occorrerem na duragào da 
machina. 

Art. 69. Ninguem, excepto o machinisia e o foguista, 
poderà subir à locomotiva ou ao carro das provisOes 
(tender) sem licenza escripta de quem dirigir comò chefe a 
circulagào da estrada. Excepluam-se o engenheiro fiscal 



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118 



LOCOMOTIVA 



-^ 



CB 



do Governo, ou quem suas vezes flzer, declarando os 
motivos 80 chefe do comboio. 

Art. 70. Cada comboio sera 

movido por urna so locomotiva, 

excepto nas rampas que possam 

exigir machinas de reforgo. 

Art. 71. A locomotiva ou lo- 

rt s > i^ ~~gSA^f1 comotivas marcharào sempre na 

I J^^^nj ED frente do comboio ; e so poderào 

1 y^N ^^ ^^ relaguarda ou erapurrando 

ft\\^ |i^y OS carros nas manobras das esta- 

*^J-"l/ J *^9y • Còes, em casos de accidentes ou 

por motivos imperiosos e impre- 

KTY\ HxRl s ^'^^^^- Nestes mesmos casos so 

kLW (^ j ^ poderào ir por està fórma ale à li- 

• nha de desencontro (Joruot) mais 

proxima, e a veiocidade nunca 

excederà de duas leguas por bora. 

Art, 72. Nos comboios bavera 

um cbefe a que obedecerSo todos 

OS oulros empregados. Bavera 

lambem pelo menos um machi- 

Disla e um foguista para cada mr.- 

china. 

Art. 76. De notte a locomotiva 
terà um lampeào ou pharol de cor 
que facilmente se distinga dequal- 
quer luz ordinaria. 

Estese outros signaes de qual- 
quer natureza que sejam consla- 
rào de um regimento proposto pela adminislracào, e ap- 
provado pelo Governo, sem cujo accòrdo nào poderào scr 
alterados. » 



1^ 



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LOCOMOTIVA DE AR COMPRIMIDO LOCOMOTIVA DE CARGA HO 

Locomotiva de ar comprimido (E. de F.) — Loco- 
motive à air comprime. — Compressed-air locomotive. — 
Comprimirt'Luft'Locomotive. 

LocoMOTiVAs DE AR COMPRIMIDO empvegadas nos trabi- 
Ihos da perfuragào do monte S. Gothardo. — Foram eoa- 
siruidas pela fabrica do Creusot, percorriam urna linha 
de 1" de bitola, linham 4 rodas conjugadas, e apreseft- 
tavam as seguintes condigòes : 

Diametro mèdio do grande reservatorio l" ,700 

Comprìmento total )d » 8™ ,550 

Capacidade » » » l^^ytOO 

Diametro mèdio do peqneno reservatorio 0" ,820 

Comprìmento total » » 0"" ,700 

Capacidade » • • 0"3,320 

Pressao maxima do grande reservatorio 12 kgs. 

» mèdia do pequeno » 4 kgs. 

Diametro dos cjlindros 0<n ,204 

Corso dos embolos 0™ ,360 

Comprìmento do bra90 motor 1 ,200 

Distancia entro «ixos dos cylindros 1" ,350 

Diametro das rodas 0"^ ,760 

Afastamento int^rìor dos longeròes 0"^ ,874 

» exterior » » 1"^ ,250 

Comprìmento entre para-choques 4^ ,820 

Distancia entre eixos dos para-choques 0™ ,670 

Altura acima dos trilhos 2^ ,800 

Peso 6.400 kgs. 

Compòe-se de um estrado e de um mechanismo de 
locomotiva. Em vez da caldeira tabular, tem um 'grande 
reservatorio de ar comprimido. Por meio de um regu- 
lador automalico, distribue aos cylindros — com cons- 
tante pressào — oar comprimido. 

Locomotiva de carga (li. de F.) — Locomotive à mur- 
chandise. — Freight locomotive, — Frachten-Locomotive. — 
Deve ser muito possante e ter grande numero de pares 
de rodas conjugadas de pequeno diametro. Ha de tres. 



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120 



LOCOMOTIVA DE GARGA 



de quatro e mesmo de cinco pares. Os lypos mais empre- 
gados no Brazii sào — Mogul e Consolidation. [Vide : 
Baldmn]. 

Vamos dar ligeira nolicia do lypo Decapod, o mais 
possante da fabrìca de Baldwin. 

A locomotiva Decapod é a segunda de uma nova classe. 
{Vide Og. II, pag. 118). Foi conslruida para vencerasr 
rampas da Serra do Mar, 2* seccào da E. de F. Central 
do Brazii, rebocando por inteiro o trem de cargas. 



PESO E DIMENSOBS PRINCIPAES 

Bitola im,60 

Peso da machina em serTÌgo (menos o tender} 65817 kilogs. 

» Bobre as rodas conjugadas 58059 » 

» calcnlado do tender, incloindo combostivel e 

agua 36287 » 

» calcnlado da machina com o tender em sern^o. • 101604 » 

Cylindros 0^,569 XO^ ,660 

fiodas, cinco pares conjngades, diametro 1 "1,143 

Base de rodas, total % 7in,417 

» das rodas conjugadas S'^ylSl 

» rigida 3™,861 

Caldeira de chapa de ferro de 5/8 de pollegada (16 

millimetros) de grossnra^dìametro 64 poUegadas. ini,626 
Altura da linha do centro da caldeira acima do 

trilho 2m^l34 

Pomalha 3»n,073 de comprimente e im,003 de lar- 
gura interior. 
Tubos,em numero de 268, com 2pollegadaB (0°i,051, 
de diametro,e 12 pés e 9 1/2 poUegadas (3ni,899) 
de comprìmento. 

Superficie de aquecimento da fomalha 14"° ,2,854 

» » » dos tubos 166m,2,640 

» » « total 180n»,2,604 

Capacidade do tanque do tendor. •.•••• 13251 lits 



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LOCOMOTIVA DE MANUTENgXO 



121 



Forqa de tracgao em toneladas metricas^ de carros de carga^ em 
patamares e em rampas de um a quatro por cento em tangente^ 
estando os trilhos e os carros em condigoes favoraveis. 



PATAMAR 


1 o/o 


2 o/o 


3 o/o 


4 o/o 


3658 tons 


986 tons. 


608 tonf. 


825 tons. 


824 tons. 



A locomotiva póde Irabalhar em curvas de 100 me- 
tros de raio. primeiro, o quarto e o quinto pares de 
rodas conjugadas tém rebordos nos aros; o segundo e o 
terceiró pares de rodas nSo os tém. Para reduzir o attrito 
na passagem das curvas, as rodas conjugadas de traz tém 
folga addicional. A base rigida ó, portante, praticamente 
so a distancia entro os centros da primeira e quarta rodas 
conjugadas, islo é, 3™,861, ou menor do que a de qual- 
quer locomotiva Consolidation ou Mogul do typo ordinario. 

Locomotiva de manutengio (E. de F ) — Locomotive 
de manulention. — Especie de locomotiva de manobras. 




Fig. 12 — LocomotiTa de manuteu^So. 



Nas estagòes das linhas europeas, quando o movimento 
diario dos Irens è de 150 a 300 vagòes, emprega-se a 



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122 LOCOMOTIVA DE PASSAGEIROS 

• 

locomotiva de manutengào, manida de um guincho hori- 
sonlal T a vapor, e tendo mui pequoria base rigida, de 
modo a ser virada nos gyradores. Trabalha corno loco- 
moli va, para rebocar e emparrar de urna so vez 8 carros 
carregados ou 16 vasios; e trabalha corno inacliina fl&a 
para, por melo do guincho, manobrar rapidamente muitos 
carros. 

A locomotiva de manutengào da Companhia do Norte, da 
Franga, tem os seguintes elemeutos: 

Superficie da grelha 0^^,49 

. de aquecimento | Fornalha 3mM8 ) g,, 3^ 

/ Numero 56 

Tubos < Comprimento 0™,600 

( Diametro exterior 0^,055 

^ , , . , ( Diametro Oni,989 

Caldeira (ver- \ „ j v nm mi 

. ,, ' < Espessura das chapas. . . .\ 0"^,011 

'""'^ ìcarimbo 9 kg. 

Cylindros.... M^'""'*''» «'"•'8<* 

( Curso do8 embolos 0^,250 

Diametro das rodas raotrizes 0^,620 

Peso da machina em servipo 9"° ,950 

Locomotiva de passageiros — (E. de F.) — Loco- 
motive à voyageurs. — Passengen locomotive — Personen- 
Zug Locomotive,— Xo principio entenderam que as grandes 
rodas raotrizes resolveria o problema da velocidade das 
locomolivas de passageiros. Appareceu o typo Crampton 
com rodas de 2", 30, n'um eixo. Ficou reconhecido que 
tal exageiro augmentava a instabilidade da locomotiva ; e 
que era necessario conjugar as grandes rodas com as do 
eixo proximo. Creou-se o lypo de quatro rodas conju- 
gadas de 2", que dà magnifico resullado, e consegue 
velocidades de 75 a 80 kilometros por bora. Ultimamenle 
coaslruiram na Franga urna locomotiva, do systema Es- 



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LOCOMOTIVA SEM FOGO E SEM FUMAgA 123 



trade, de grande velocidade, com Ires eixos conjugados e 
rodas de 2",50 de diametro. Nào deu resullado salis- 
factorio. Na Inglalerra empregam locoraotivas de rodas 
livres, que lem veloeidade de 90 a 100 kilometros por 
bora, rebocando grandes trens. 

Locomotiva sem fogo e sem fumaga, — Emprega-se 
a soda caustica em soluQào para obter oaquecimento da 
agua e tambem o vapor. Vamos transcrever o seguinle, 
a respeito do assumpto: 

<( Era Setembro de 1873 o Dr. Lamra empregou a 
primeira locomotiva, conslruida segando os principios 
por Perkins, jà em 1823, no tramway de Carrollon a New- 
Orleans. Esses principios consistem em que a agua super- 
aquecida debaixo de pressào, póde se converter em vapor 
na razào da diminuicào d'essa pressSo. A caldeira tinha 
urna camisa de materia isolante do calor e a locomotiva 
pesava 4 tons. A carga era de 1.500 lilros com tempe- 
ratura de 193° C, correspondentes a 13 atmospheras. 
Segundo o relatorio do engenheiro Malézieux (1874), a 
locomotiva percorria 5 kilometros em 25 minutos ; por- 
tanto, com 12 kilometros de veloeidade por bora, com urna 
economia de 76 7o» comparado com o trafego de trac^ào 
animada, que n'esse tempo era effectivamènle caro. 

systema de Lamm foi aperfeicoado pelo engenheiro 
americano Scheffler, bem corno pelo engenheiro francez 
Leon Francq, quo obteve os privilegios do Dr. Lamm para 
todos OS estados da Europa. Esse engenheiro considera 
(sem duvida, em vista do perigo da caldeira estacionaria 
para produzir o vapor) a pressào de 15 atmospheras comò 
maxima a dar-se ao reservatorio ; assira corno a de duas 
atraospheras (ou 121 *" C.) corao minima, até onde ainda 
se póde aproveitar uma carga ; e chega a concluir que 
cada kilogramma de agua resfriada de 200" C. a 121* C. 



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124 LOCOMOTIVA TENDER LONGERXO 

produz um trabalho de 2.000 kilogrammelros. Tem-se, 
pois, a seguinle equagào : 

2000 P = Q(/L + H) 

Sendo: P (kilos), o peso da agua do reservatorio antes 
de aquecida ; Q (kilos), o peso a rebocar» incluindo o da lo- 
comoliva ; L, o caminho a percorrer em njetros ; f, coeflB- 
ciente de atlrito em palamares, que em tramways com 
trilho cavado atlinge a 10 k. com trilho de cabefa a 7 k. por 
tonelada. Se desigoarmos por a o alludido trabalho ma- 
limo de 2.000 kilogrammas, resulta : 

p 

Sendo a estrada horizontal. ... La = 



/Q 



As distancias entro as esta^óes devem ser menores do 
que as delermiuadas theoricamente, para se ticar ao abrigo 
de imprevisto?, comò : defeito na machina, vento, excesso 
de carga, eie. Para cada carga conta-se urna demora de 
15 a 20 minutos. Se a demora (oas esta^des de carga) fòr 
inferior a este tempo, tem-se de empregar outra loco- 
motiva, eie.» 

Locomotiva tender (E. de F.) — Locomotive-tender. — 
Tender-locomotive or tank locomotive. — Tender-Locom^olive. 

Locomovel (Tech.) — Locomobile. — Portable-engine. 
— Locomobile. — Motor a vapor, montado sobre vehiculo 
de traccao animai. — (Videfig. 13). 

Lodo (Tech.) — [Vide: Vaso]. 

Longarina (E. de F.)—Longrinedevoie. — Longi- 
tudinnl sleeper. — Langschwelle. — Pega longitudinal de 
madeira onde assentam os trilhos nas pootes, etc. 

Longer3o (Locom.) -^ Longeron. — Frame piate. — 
Làngentràger des Rahmens. — Peca laleral do quadro que 



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LONGITUDE LUBRIFICAgiO 125 

suslenla o eslrado da locomotiva. Tambem ha longeròes 
no tender. Os longeròes das locomolivas sào de ferro chato, 
de chapas de ferro de O'",03 de espessura, inadeira reves- 
lida de folhas de ferro e, raramente, de chapas de ago. 




• Fig. 13 — LocomoTol. 

Longitude (Tech.) — Longitude. — Longitude. — 
Lànge. — [Vide: Lalitude]. 

Lotag3o (E. de F.j — Capacitò ^ tanìiage, exposant 
de cliarge. — Barthen, tonnage or capacity. — Capacitai. 

Lubrificador (Mach ) — Lubrificatmr. — Sdf-oil- 
feeder. — Sclbslóler. • 

Lubrificag3o (Mach.) — Lvòrilication. — Lubrifica^ 
tion, greasing, oiling. — Schmieren, Oelen. — Por muito 
tenripo quasi todas as vias ferreas da Europa usaram a 
graxa corno unico lubrificante dos eìxos dos trens, tanto 
que houve a denominacào de caixas de graxa para os 
apparelhos que hoje, muitas vezes, nào passami de caixas 
de azeite, Na Inglalerra a graxa ainda è muilissimo usada. 
Actualnoente ha na Europa os lubriQcantes liquidos, que 



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126 LUBRIFICANTE LUZ ELECTRICA 

tem tornado a primazia : — oleo animai, oleo minerai e 
oleo vegetai. Nos Estados-Unidos lambem fazem uso dos 
oleos. As linhas européas empregaram, ao abandonar a 
graxa, oleo de colza puro; depois o misturaram com 
oleos miueraes ; e actualmente muitas estradas lubriflcam 
OS trens com oleos mineraes puros. Na mistura dos oleos 
miueraes e vegetaes, estes entram geralmente na razào de 
15 a 40 7o A réde de Parts, Lyon e Mediterraneo chegou 
a conclusào de que os oleos mineraes a ugmentam de 10 7o 
coefficiente de attrito ; mas que uas misturas onde o oleo 
de colza entra na razào de 25 7oi a resistencia ao attrito 
soffre quasi que nenhum augmento. 

Lubrificante (Tech.) — Enduit, graisse. — Grease. — 
Schmiere. 

Luz electrica (Tech.) — Lumière électrique, — Elee- 
trical'light. — Etektrischlicht. — Nas lampadas, ao passar 
pelos vidros, a luz electrica perde muito mais forca do que 
geralmente se suppOe. As experiencias feitas em Berlim 
por Herr Herrabourg, de coilaboracao com Siemens, 
deram os seguintes resultados: Ao passar por vidros 
planos da melhor qualidade a luz perde 10 Vo da sua 
forga. Com vidros planos de uso commum nas ianellas 
perde 12 7o- Com vidros foscosde umlado perde 35 7o, de 
ambos os lados a luz perde 40 •/« da forga. Os vidros com 
estrellas e outros deseubos symetricos fazem perder até 
60 Vo de luz. 

As estacóes principaes das estradas de ferro da Eu- 
ropa e dos Eslados-Unidos sào illuminadas a luz ele- 
ctrica. 

Ha muitos annos a estacào do Rio de Janeiro, da 
Estrada de Ferro Central do Brazil, recebeu este impor- 
tante melhoramento. 



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MACACO MACHADO DE DOUS GUMES 127 



M 



Macaco (Constr.) — Vérin, cric. — Jack. — Puppe, Ha- 
bestock, Hebe Scftraufce.— Appare! ho de levaiitar pesos. 

Macaco a vapor (Constr.) — Vérin à vapeur. — Sleam 
jack. — Dampf'Hebe-Schraube. 

Macaco de arrancar estacas (Constr.) — Vérin ar- 
rache-pieux. — Wilhàrawing-screw. — Pfahl Auszteh- 
schraiibe. 

Macaco de fuvar (Mach.) —Poingon. — Punchingbear. 

— Apparelho empregado pelos caldereiros de ferro para 
puntar chapas. 

Macaco do bate estacas (Constr.) — Mouton de sm- 
nete, belier, billot de batte. — Ram-block. — RammMotz, 
Rammbàr. — [Vide: Bate^staca]. 

Macaco hydraulico (Mach.) — Cric hydraulique. — 
Hydranlic jack. — Especie de prensa hydraulica, des- 
tinada a levantar pesos. 

Macadame (Constr.) — Macadam. — Mac-Adam. — 
Macadam. — Pedras britadas, serviiido para lastre nas es- 
tradas, ponles, ruas» etc. As pedras devem ter de lado 
0"',02 a 0",06, e a espessura do lastro ser 0-, 15 a 0-,30. 

Macete (Ferr. de carp.) — Maillet. — Malici. — 
SchlàgeL 

Machadinho (Ferr.) — Hàchereau. — Woodm^n't axe. 

— Famtaxt. 

Machado (Ferr.) — Hdche. — Axe. — Axt, Beil. 
Machado de deus gumes (Ferr. de carp.) — Besaiguè. 

— Twibil. — Queraxt Doppelaxt. 



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128 MACHADO DE FALQUEJAR MACHINA DE DROGAR 

Machado de falquejar (Ferr.) — Cognée. — Hatchel. 
Zimmeraxt, Bundaxt. 

Machina (Techn.) — Machine. — Machine or engine. 
— Maschine. — Apparelho deslinado a augmentar ou regular 
a acgao de urna forca, ou deslinado a produzir movimealo 
com economia de tempo e de trabalho. 

As machinas dividem-se em simples e composlas. 

As simples sào: — alavanca, torno e plano inclinado. 

As compostas sào as ronstituidas por duas ou mais 
machinas simples, formando um conjuncto de orgàos 
convenientemente combinndos entre si. 

Segundo motor que ihes dà movimento, as machinas 
dividem-se em : — pncumalicas, hydraulicas, a vapor e 
eleclricas. • 

Effeilo util de uma machina é o trabalho que ella 
produz ; sempre menor do que a forca inicial que Ihe dà 
movimento, visto ter a machina de vencer o attrito e a 
ìnercia dos orgàos de que ella se compòc. Convém que as 
machinas nào sejam complicadas. 

Machina a vapor (Techn.) — Machine à vapeur. — 
Steam engine. — Dampf maschine. 

Machina de abrir enpaizes (Constr.) — Machine à 
morlaiser, — ^ Morlising machine. — Stemmasdiine. 

Machina de alta pressSo (Mach.) — Machine à haute 
pression. — High pressure engine. — Hochdruckmaschine. 

Machina de aplainar (Constr.) — Machine a planer ou 
raboter. — Planing machine. — Hobelmaschine. 

Machina de atarrachar (Constr ) — Machine à filiter. 
— Screwing machine. — Schraubemchneidmaschine. 

Machina de baixa press3o (Uach ) — Machine à basse 
preision. — Low pressure engine. — Niederdruckmaschine. 

Machina de brocar (Constr.) — Machine à percer. — 
Drilling-machine. — Durchslossmaschine. 



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MAGHfifA DE CURVAR MADEIRA -^— MACHINA DE LIMAR 129 

machina de curvar madeira (Tech.) — Machine à 
courber le bois. — Wood-bending-machine. — Holzbieg- 
maschine. 

Machina de curvar trilhos (E. de F.) — Machine à 
cinter les raiU. — ... — Schienenbiegmaschine. 

Machina de escariar (Tech.) — Machine a fraiser. — 
Shaping-machine. — Frdsmaschine. 

Machina-ferramenta (Tech.) — Machine-outU. — Ma- 
chine-tool or tool engine. — Werkzeugmaschine. 

Machina fixa (Mach.) — Machine fixe. — Fixed-engine. 
— Fixe Maschine. — A machina flxa està presa ao solo. 
Empregada nas offlcioas, nos planos iDcliQados* etc. 




Fi^. 14 — Machina flxa. 

Machina de imprimir bilhetes (E. de F.) — Machine 
à imprimer les biUets. — Priniing tickets machine. — Billet- 
druckmaschine. 

Machina de limar. — Machine à limer. — Shaping 
machine. — Feilmaschine. 

Dlooioiuurio 9 



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130 MACHINA DE PROMPTIDÌO MADEIRA 



Machina de proiiiptid3o (E. de F.) — Machine tou- 
jours en feu. — ... — Machine im Bereilschafls dienst. — 
[Vide : Machina de soccorro]. 

Machina de soccorro (E. de F.) — Machine de 
secours. — ... — Ililfsmaschine, Hilfslocotnotive. — Nos 
deposilos deve haver sempre urna locomotiva prompta 
para soccorrer qualquer Irem.em caso de accidente. 

Machinista (Tech.) — Mécanicien. — Engineer or 
engine-man. — Maschinist. 

Machinista de [ocomotiva (E. de F.) — Mécanicien, 
conducteur de machine. — Engine-driver , — Locomotive- 
fùhrer. 

Em todas as vias ferreas ha regulamentos mui dela- 
Ihados para os machinistas : 

Machinista de locomotiva. — Por dia um matchinista 
póde executar o seguinte trabaiho : 

KnometroB 

Em trens de mercadorìas llOa 160 

» • » passageiros 150 a 200 

Em manobras póde trabalhar de 10 a 12 horas por dia. 

maior percurso quo um machinista póde fazer em 
um dia, è de- 
sco kilometros em trens expressos. 
400 » » » de passageiros. 

200 » » » de carga. 

Macho de abrir roscas (Tech.) — Taraud. — Screw- 
tap. — Schneidbohrer. 

Macho de torneira (Tech.) — Clefde robinel. — Plug. 
— Hahn. 

MaQo (Ferr.) — Baite. — Bamimr. — Ramme, 
Schàgel. 

Madeira. (Constr.) — Bois. — Wood. — Holz. 



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MADEIRA BRUTA MADEIRA DE GONSTRUCglO 131 

Madeira bruta (Constr.) — Bois en grume. — Undefi- 
timber. — Randholz. 

Madeira de construcgSo (Coastr.) — Bois de cons- 
truction, de charperUe. — Timber. — Bavholz. 

Madbiras do brazil rmprrgadas em construccóes cims : 
— Abiurana, acari, acari-jarana, adorno, adiroba, angelim 
auiargoso, angico, aparaju, aracà-piranga, arapary, ara- 
ribà branco, araribà vermelho, araribà araarello, ara- 
ticum, aroeira, barba-timào, bicubiba-assù, balsamo» 
benjoim, braùna, cabreuva, cacunda, cangerana, camarà, 
canella preta, canella capitào-mór, canella sassafràs, 
carnaùba, cocào, condurli, coragào de negro, crumurim, 
embaurana, grossahy-azeite» guarajuba, guarapeapunha, 
guarauna, gitahy, ingà, ipé, iri, ilaùba, jacaranda, ja- 
queira, jatobà, jequitibà, jurema, licorana, louro branco, 
mangabeira, mangalò, niassaranduba, naerindiba, mai- 
rapiranga, oili-mirim, oleo de copahyba, pào d'arco, pào 
de raocó, pào ferro do Céarà, pào cruz,pào santo, pequià, 
peroba parda, peroba rosa, pinho do Paranà, quiri, ra- 
bugem, sucupira-assù,sucupira-amarella, sucupira parda, 
taroborii, lapinhoan, latajuba, latù, urucurana, vinhatico, 
violeta, etc. 

Madeiras do brazil empregadas em obras internas : — 
Abacaterana, abiurana, acari enarra, acari-uba, alcaguz, 
alecrim, araribà proto, araticum pedra, aroeira, canella 
amarella, canella cedro,' canella de veado, canella do 
brejo, canella limào, cedro, copahyba, emburana, gua- 
peba, ipé-noirim, mocilahyba preta, oleo de copahyba, 
oleo vermelho, etc. 

Madeiras do brazil proprias para vigas r frechaes : 

— AraQà do malto, cabui pitanga, ingà, etc. 
Madeiras do brazil proprias para obras hydraulicas : 

— Acaricuara, acari-uba, angico, ara poca amarella, aroeira, 



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)33 MADEIRA DB GUARNECIM£NTO HADfiIRAS 

bacury, carne de vacca, copabyba, guarabù, ipé prato, 
itapìcurù, itaùba.jacarandà'tan, jatobà, jundiahyba, loaro 
vermeiho, oiti, oleo vermelbo, pào ferro do Cearé, péo 
santo, sucopira-assù» tapinhoam-amarello, eto. 

Madbìras db lbi: — Àcapù, aderno» ararìbà rosa, 
araribà ròxo, balsamo, barba-timào, ipé, ipé amarello, ipé 
tabaco, massaranduba, p^o de peso, pào santo, sucopira 
amarella, sucopira assù, jacaranda cabiuna, jacaranda tan. 

Madeira de guarnecimento (Constr.) — Bois de gar- 
ni$$age, — Faeing board. — Blendholz. 

Madeira de marcenarìa (Constr.) — Bois de menuise- 
rie. — Joinery wood. — Tischlerholz. 

Madbìras do brazil proprias para biarcbnaria: — 
Acapù-rana, acende-candeia, amoreira, ararlbà amarello, 
cabreùva, cabuf vinhatico, cejerana, cipó escada, genipapo 
branco, gennaio alves, guarabù, jacarandà-cabiuna, jaca- 
randa rdxo, jacaranda tan, jurema, muirapenima, oleo de 
copabyba,oleo pardo,oleo vermelho, pào-brazii, pào d'arco, 
pào setim,pào violeta, peqnià, pequià marOm,perobaparda, 
peroba revéssa, peroba rosa,rabugem, sebastiSo d'arruda» 
sobrasil, nbatan amarello, ubatan preto, vinhatico, eto. 

Madeiras (Constr.) — No commercio as madeiras de 
construc0o recebem diversos nomes, conforme as dimen- 
sOes que apresentam, a saber: 



Cougoeiras ì 



9 pollegadas de largura. 
8 a 6 » « espessnra. 

» largura. 
» espestnra. 

/ 18 a 20 palmos de comprìmento. 
\ 4 



Barrotes j 4 pollegadas de largura. 

( 9 » » espeBsora. 

ÌfiO palmos de comprimento. 
4 pollegadas de largura. 
4 » » espessura. 



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MiDEIRAMENTO MANGA DO EIXO 155 

/ 20 palmos de comprìmento. 
Pàos de prumo .\ 4 poUegadat de largora. 
\ 6 • » espessnra. 

Caibros Dìmensdes TamTeii. 

!14 pét de comprìmento. 
S poUegadas de largura. 
Va • » espeisara. 

ÌComprimento mnito variaTel. 
8 a IS poUegadas de largura. 
Va A 1 Va * * etpeisara. 

Madeiramento (Gonstr.) — Charpente. — Timber fvork, 
frame-work, charpentei^s work. — Holzwerk. — Conjiinclo 
de pecas de madeira qoe entrain na construccéo de om 
edificio. 

Madeiramento de telhado (Gonstr.) — Canible. — 
Roof, roofing. — Dachabbindtmg, Dachwerk. — Conjuncto 
de pegas de madeira que entram na construc^ào do 
telbado. 

Technologu do madeiramento do telhado: — Asua, 
barrote, boneca, caibro, chapuz, calheìro, contra-feito, 
contra-oliveU copiar ou tergo* cnmieira, escóra, espigào, 
frechal, laroz, mào franceza, olivel ou linha, péo de 
flieira, pendural, ripa, tesoura, ter^a oa cinta, trava- 
deira, etc. —[Vide estas palavras]. 

Madre (Gonstr.) — Poutre. — Girder, beam. -r-Balken. 

— Pega de madeira de grandes dimensOes, que serve de 
apoio ao vigamento do soalbo. Nas pontes sostenta o 
estrado. 

Malho (Ferr.) — Marleau à devant. — Sledge-hammer. 

— Hauklotz, Wiu^hthammer. 

Manga do eixo (E. de F.) Frnée d'euieu.—ÀxU^oumal, 
neek. — Aeh$schenkel. — Parte do eixo que Oca dentro da 
caixa da graxa e recebe o peso do vehiculo e de sua 
earga. comprimente das mangas dos eixos varia entre 



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154 MANGUEIRA MARCO DE BIANOBRAS 

ì 3/4 a 2 1/4 vezes o diametro do eixo. Nas locomotivas 
as mangas dos elxos sào em goral reclas; algans fabri- 
canles fazem-nas biconicas, formadas de dous Ironcos de 
cone ligados pelas bazes. — [Vide: Eixo de locomotiva]. 

Mangueira (Tech.) — Manche. — Hose, — Schlaiich. 
— Cano de Iona oii sóla qiie serve para transporlar agua. 

Manilha (Tech.) — Manille, buse — Shaclde. — liòhre. 
Cano de barro cosido, ou de cimento. Póde ser vidrado. 
Ha manilhas rerlas e curvas. 

Manivella (Locom.) — Manivelle. — CrauL — Krum- 
mzapfen. — Pega da locomotiva, deslinada a transformar 
em circular o movimento rectilineo do braco molor e 
vice- versa. 

Manobra (E. de F.) — Mammvre. — Wtrking, ma- 
nagement. — Manoemre. 

Manometro (Mach.) — ManomMre. — Pressure or 
steam gauge — Manometer, Dampfdruckmesser. Appa- 
reltio deslinado a medir a pressào do vapor nas caldeiras 
das machinas. Os manometros de mercurio e de ar livre 
nào sào empregados nas locomotivas, onde so resistem os 
metallicos, que se dividem em duas classes: manometros 
de membranas e manometros de tubos. 

MSo d'obra (Adm.) —Main d'wuvre. — Hand labour. 

— Handarbeit. 

M5o franceza (Constr.) -r- Aisselier. — Strul or brace. 

— Bùge, franzosische Strebe. — [Vide: Escora]. 
Marcenaria (Tech ) — Menuiserie. — Joinery. — Baù- 

tischlerei. 

Marceneiro (Tech.) — Menuisier. — Joyner. — Tis- 
chler ; ScHreiner . 

Marco das manobras (Nas estagOes) — (E. de F.) — 
Voteau d'arrét. — Mark-pile. — Markirpfahl. — Posle coUo- 
cado nos extremos dos desvìos, entre as duas linhas. 



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BIARCO DE REFERENCIA MANTINETE 135 

a firn de marcar os pontos em que a enlre-linha cometa a 
se estreilar. 

Marco de referencia. — [Vide : Bench-marh]. 

Marco kilometrico. — [Vide: Poste kUometrico]. 

Marmore (Censir.) — Marbré. — Marble, — Warmor. 
—Calcareo de grào fino e crystallino. Resiste às intemperies 
e recebe poliinenlo. mais lindo marmore é o de Carrara, 
extrahido da ilha de Paxos. Ha grande variedade de mar- 
mores, apresentando diversas córes. Ò peso de 1 metro 
cubico varia entre 2,800 e 3,200 kilogrammas. 

Marne (Constr.) — Marne. — MafL-- Mergel — Sub- 
slancia composta de argila e calcareo. 

Marrio (Ferr.) — Batterand — Sledge-hammer. — 
Wuchthammer. 

Marreta (Ferr.) — Masse. — Small hammer. — Schldgel. 

Martello (Ferr.) — Marteau. — Hammer. — Hammer. 

Martello de cravar (Constr.) — Marteau à river, rivoir. 

— Rivetting hammer. — Niethammsr. 

Martello de pedreiro (Constr.) — Grelet, — Pick-axe or 
gurlet. — Spitzhammer, Maurerhammer. 

Martello de unhas (Constr.) — Marteau àdents. — Car- 
penter^s hammer. — Splitthamm^r. 

Martello dos calceteiros (Constr.) — Épingoir. — 
Pavier's dressing hammer. — Pflasterhammer, Zùrich- 
thammer. 

Martello (Dos pedreiros que cobrem lelhados) (Constr.) 

— Essete. — Small croked hatchet. — Dachsbeil. 
Martinete (Tech ) — Marteau-pilon, marteau à vapeur. 

— Steam-hammer. — Dampfhammer. — Grande martello 
movidó a vapor. A potencia varia conforme o flm a que 
elle se destina. peso do martello varia entre 50 kgs. e 
50.000 kgs. ; a allupa da quéda do martello entre 0",150 
e 3"',200; numero de pancadas por minuto, entre 400 



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136 



MARTINETE 



(nos de martello mais leves) e 60 (nos de martellos mais 
pesados). 

A altura da quéda é dada pela seguiate fòrmula : 

H= 0.025 [TG 




i 

-a 



s 

33 

o 

a 
8 



t 

•e 



I 
I 



i 



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MASSA DB VIDRAGEIRO MATERIABS 157 

Sendo: H, altura em metros, e G, peso do martello 
com embolo e a baste do mesmo. 

Nos grandes martinetes a baste do embolo tem para 
diametro Vs ^ Vs ^^ diametro do embolo; nos pe- 
quenos martinetes està rela^ào desce a Vai Vs» ® Vio ® 
mesmo Vis- 

Na pag. 135 apresentamos o grande marlinete da fa- 
brica de locomolivas de Baldwio, que tem as seguintes 
condicOes: Peso do martello = 3,175 kgs. Altura da 
quéda = 1",37. Diametro da baste do embolo = 0",127. 
E' de simples effeito. 

Massa de vidraceiro (Const.) — Mastic de vitrier. — 
Glazier's putty. — Glaserkitt. — Alvaiade e oleo de linba^a. 

MasfiÌQo (Constr.) — Massif. — Stone-mcas. — Kern, 
Mcmif. — Grande porcào de alvenaria ou cantaria. 

Mastique (Constr.)— Mastic. — Mastic, cemerU. — Kilt. 

Mastique de ferro (Const.) — Mastic de fer. — Iran- 
rust-cement. — Rostkitt^ Eisenkitt. 

Mastro de signaes (E. de F.) — MAt de signaux. — 
,... — Signalmast. — [Vide: Semapharó]. 

MatacSo de pedra (Const.) — Gros moeUon. — Big 
shiver — Bruchstein. 

Materiaes (Constr.) — Malériaux. — Materials. —Ma- 
terialien. — Os materiaes de construcQdo mais empregados 
sàoos seguintes: Ago, adobo, ararne, ardozia, areia, 
argila, basalto, barro, bronze, cai, calcareo, cascalbo, 
cimento, chumbo, cobre, estanbo, feldspalbo, ferro, ferro 
fundido, foiba de flandres, gèsso, granito, grès, gneiss, 
ladrilho, madeira, marne, marga, marmore, pedra, pi- 
^rra, pozzolana, porpbyro, quartzo, ripa, saibro, schisto, 
telba, tijollo, tnrfa, vidro, zinco, etc. — [Vide estas 
palavras]. 



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i38 



MBTERUL DO TRAFEGO - 



MATERIAL RODANTE 



Peso mèdio por metro cabieo de diTorsos materiaes 
de eonstrae^So 



Nomea dos materiaes 



Peso 
éin kilogram. 



Nomea dos m&teri es 



Peso 
em kilogram. 



Gesso ordinario . . . . 

Gesso fino 

Gesso cosido 

Telila ordinaria 

Ardesia 

Alven. de pedras irreg. 
Alvenaria de tijolos. . . 
Ptfdra de construc^ào. 
Fedra de liós molle... 
Granito, syenifeo^gneiss 
Argamassa de cai e area 
Argam. de cai e cimento 

Cai viva 

Cai bydratada.. 

Area para 

Area terrosa 

Area de rio, humida. . . 
Pazzolana de Italia. . . 





2168 




2264 




1200 




2000 




2600 


1700 


a 2300 


1860 


a 1890 


2499 


a 2713 


2142 


a 2284 


2356 


a 2956 


1856 


a2l42 


1656 


a 1718 


800 


a 857 


1328 


a 1428 




1900 




1700 


1771 


a 1856 


1157 


a 1228 



Fedra de mós 

Tijolo maito cosido. . . 

Tijolo mal cosido 

Gesso amass. , hamido. 
Gesso amassado, secco 

Terra vegetai 

Terra argilosa 

Terra misturada com 

seixos 

Terra mistarada com 

calhàos 

Turfa secca 

Tarfa humida 

Vasa 

Greda 

Marga 

Scorias dos volcoes. . . . 
Fedra pomes 



2484 
2200 
lòOO 
1571 a 1599 
iB99al4l4 
1400 
1600 

1910 

2290 

514 

1214 a 1285 

164 J 

1906 

1571 a 1642 

785 a 1328 

557 a 928 



Material do trafego (E. de F.) — Matèrici d'exploi- 
tation. — Circulation stock. — Betriebmaterid, — [Vide : 
material rodante]. 

Material fixo (E. de F.) — Matèrici fixe — Railway 
plant. — Licgcnde Material, Fixc Bahnm. — Consta do se- 
guinte: agulha, almofada, contra-lrilho, contra-porca, 
coracào, cruzamento, dormenle, grampo, gyrador, lala 
de juncào, trilho, eie. — [Vide estas palavras]. 

Material rodante (E. de F.) — Materici roulant. — 
Rolling- stock. — liollende Material. — Comp5e-se do ma- 
lerial de tracgào: lor^motivas e tenders; e do material de 



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MECHA MEDIDA 139 

movimento: carros de passageiros e vagóes de carga, de ani- 
maes, cfo.Nas vias ferreas de grande Irafogo a dura^ào das 
locomolivas ó de 20 a 25 annos ; e a dos carros de carga, 
de 15 a 25 annos, conforme a construcgào. 

Material pam estradas de ferro (Gompras, encom- 
mendas, eie.) Aviso de 5 de Marco de 18^4, circulares de 
19 de Marco de 1883, de 25 de Fevereiro de 1885 e de 
8 de Abril de 1885. 

Mateaurs transportados para a construccào de es- 

« 

TRADAS DE FERRO *. —Avigos de 17 do Julho de 1882. 

Mechà (Conslr.) — Tenon. — Tenon. — Zapfen. 

MedigSo (E. de F.) — Memrage. — Measurement. — 
Ausme$sii/ng. — [Vide: Cademeta de medisóes]. 

Madida (Tech.) — Mesure. — Measure. —Maass. 

Conversào ile pezos e medidas inglezes e americanos em pezos 
e medidtis do systema metrìeo 

1 pé 0^,805 

1 pollegada. 0^,025416 

1 jarda 0m,91 5 

1 milha 1609 metr. 

1 pé quadrado 0ni2,098 

1 acre 0»405 hect. 

1 pé cubico °^,028 

1 jarda cubica 0»n^766 

1000 pés (board measure) 2^3,364 

1 galào dos Estados Unidos 8 1^,766 

1 galào de New- York 8»624 

1 bushel dos Estados Unidos 35''S235 

1 bushel de New-York 36"»,24d 

1 libra avoir dii poids 0^g,458 

1 quintal 60kg,80() 

1 tonelada de 2240 libras 1016 kilogs. 

1 tonelada de 2000 libras 906 kilogs. 

1 tonelada a 1 milha 1635^9 a 1^ 

1 libra por jarda 0kff,496p. m. 

1 libra por pollegada qnadrada 0^ff,07 p e. q. 



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440 MEDIDOR MESTRE DE UNHA 

Medidor (E. de F.) — Porte chaine. — Meoiaring-man. 
— KeOmxiéheT. — Trabalbador que na explora^o e localo 
faz a medi^ao com corrente ou Irena. 

Medir (com a corrente) (E. de F.) — Chatner. — To 
chain. — Mit der Kette messen. 

Meia agua (Constr.) — Demi-comble. — Shed roof. — 
Halbdach, Sheddach. 

Memoria justificativa do projecto (Àdm.) — Me- 
moire à Vappui du project — ... — Begrùndumfg (det Pro- 
jectes). 

Memoria descriptira (Adra.) — Memoire de$creptif. — 
Descriptive memoir. — Beschreibung (de$ Projects). 

Mercadoria (Àdm.) — Marchandise. — Marchandize 
or good tvares. — Ware, Gut. 

Mestre de linha (E. de F.) — Extraclo do Regulamento 
da via permanente da E. de F. Central : « mostre de linba 
exocutarà as ordens do cbefe de divisào, dentro da sub- 
divismo a seu cargo. Sera incumbìdo do ponto goral de 
todo pessoai que trabalhar effectivo ou prò visoria mente 
na subdivisào. Percorrerà diaria e alternadamente a pé 
pelo menos metade de sua subdivisào, examiuando mìnu- 
ciosamente a linha, obras d'arte, edificios, linba telegra- 
pbica, etc., providenciando sem demora sobre o que fór 
mais urgente. Informarà em parte diaria ao cbefe de 
divisào sobre o resultado de sua inspecgào, sobre todas as 
occurreucias e necessidades do servilo e sobre o modo do 
cumprimeulo de deverespor parte do pessoai da subdivìsào. 
Estabelecerà e fiscalisarà o servilo das rondas, de accòrdo 
comas instruccdes que receber^ficando responsavel por toda 
e qualqiier irregularidade. Residirà nos limites da sub- 
divisào e iiào se rotiraré,ainda que por horas,sem permìssào 
do cbefe de divisào. Terà uma caderneta em que escreverà 



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METAL 141 

todas as occurrencias do servico e todas as ordens ou 
esclarecimenlos dados aos feìtores» guardas, etc. Terà 
tres caderDetas de ponto, de modo que esleja urna em 
servilo, emquanto as oulras duas perroanecerem no es- 
criptorio do cbefe da linha. Enviarà ao chefe de divismo, 
no dia 1* de cada mez, sua caderneta e a de todos os 
feitores. mestres de obras, etc. , para serem conferidas. Sera 
responsavel pela guarda e conveniente emprego do ma- 
terial em ser, ero sua subdivisào. Instruirà os feitores 
sobre os detalhes de servilo, sempre de accòrdo com as ins- 
IfucfOes em vigor. Escreverà nas cadernetas — de aviso — 
dos feitores todas as ordens, esclarecimenlos e observagOes 
sobre o servigo e mencionaré sempre na mesma caderneta 
dia e bora de sua visita. Communicarà pelo telegrapbo 
ou pelo melo mais conveniente ao seu alcance, ao chefe de 
divismo, todos OS accidentes que interroroperem a circu- 
iamo dos trens, esclarecendo minuciosamente sobre sua 
natureza, auxilio necessario e-duracao provavel da inter- 
rupgào. Em casos multo urgentes e na ausencia do chefe 
de divismo, coromunicarà o occorrìdo ao cbefe da linha. 
Examinarà com especial cuidado, uma vez por semana, 
todos OS apparelhos de mudanga de linha, ficando respon- 
savel por todos OS accidentes que se derero por defeito dos 
mesmos. Terà um talào para os pedidos dos materìaes de 
que carecer para o servilo de sua subdivisSo, devendo re- 
metter ao chefe de divisào os pedidos, sempre que necessitar 
material do deposito. Estes pedidos devem ser conferidos 
mensalmente com a escrìpturagào da divismo. Lan^^rà em 
um livro todo o material que receber do deposito da 
divisào e que empregar nas obras da subdivisào, pres- 
tando contas mensalmente ao respectivo chefe de di- 
visào. » 

Metal (Tech.) — Metal — Metal. —Metdl 



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i42 



METAL 



Coeffleientes de elastleidade de dirersos metaes usuaes, em kilos 
por milUmetros qaadrados 



METAES 



Cobra laminado 



Ferro 

Foiha de ferro.. 
Ferro em fio . . . 
Ferro fondido.. 
A(o cementado , 
A 90 fandìdo.. . . 
A90 em fio . . • 

erti. 

recosido . 

Cobre em fio 

Latào 

Latao em fio 

Bronze ( 8 cobre, 1 estanho ) . 

Zinco rooldado 

Chombo 

Chumbo em fio 

Estanho 



■■! 



COEFFICIENTE 



Traccio om 
compressio 


CisAllia- 
mento 


•20000 


7500 


17500 


6562 


20000 


7500 


10000 


3750 • 


22500 


8440 


27500 


10312 


28000 


— 


10700 


4012 


10700 


4012 


12000 


— 


6400 


2400 


9870 


— 


6000 


2587 


9500 


3562 


600 ' 


187 5 


700 


26à 5 


4000 


1500 



METAES — Ordem de dureza 



CKnmbo 1 

Estanho 2 

Cobalto 3 

Antimonio 4 

Zinco 5 

Curo 6 

Bismutho 7 

Prata 8 



Cobre 9 

Platina 10 

Nickel 11 

Ferro 12 

Manganez 13 

Palladio 14 

Tungsteno 15 



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METAL 



143 



Tabella da tenaeidade dos metaes mais nzados 



HETAfiS 



Peso supportado 

por nm millim. 

qnadrado no iast. 

da niptara 


39kg,l 


a 46kg 


40kg,8 


37 


,4 


13 


,70 


24 


,86 


21 


,10 


13 


,39 


3 


,32 


1 


,27 


1 


,35 



Ferro foijado 

Chapa de ferro no eentido da laraina^ao 

Chapa de ferro perpendicalarmente ao sentido da la- 

mioa^ao 

Ferro fandido 

Cobre batido 

,1 laminado 

„ fondìdo 

Estanbo fandido ; 

Cbumbo fandido 

Chambo laroinado « 



ClassifieaQSo dos metaes, segando a sua dnctibilidade, maleabi- 
lidade, tenaeidade e eonduetibilidade ealorifiea e electriea 



DnetibiUdade 


HaleabUidade 


Tenaeidade 


Condnctibilidade 
calorìfica 


Condaetìbilidade 
electriea 


Platina 


Ouro 


Ferro 


Ouro 


Prata 


Prata 


Prata 


Cobre 


Platina 


Aluminio 


Aluminio 


Aluminio 


Platina 


Prata 


Cobre 


Ferro 


Cobre 


Prata 


Aluminio 


Ouro 


Nickel 


Estanbo 


Aluminio 


Cobre 


Zinco 


Cobre 


Cbumbo 


Ouro 


Ferro 


Estanbo 


Oaro 


Zinco 


Estanbo 


Zinco 


Ferro 


Zinco 


Platina 


Zinco 


Estanbo 


Cbumbo 


Estanbo 


Ferro 


Cbumbo 


Cbumbo 


Platina 


Cbombo 


Nickel 






Mercurio 
Potassio 



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144 MEZAIimA MINÀS E SUBTERRANEOS 

Mezanina (Arch.) — Mezzanine. — Mezzanina. — 
Halbsikoc. — JaDella de pequenas dimensOes. 

Mina (Tech ) — Mine. — Miae. — Mine. — A carga 
da mina vana conforme a qualidade da rocba e segundo o 
volume dos blocos que se quer extrahir. Em geral a carga 
da polvora està entre 0^500 e 2 kilogrammas. 

Em granito ou gneiss, para furar um cavouco de mina 
de 0-,025 e 0-,030 de diametro e 1" de profundWade 
gastam-se 4 boras de trabalbo de deus cavoqueiros. 

Mina de areia (Const.) — Sablikrey sablomiire. — 
Sand^piL — Sandgrube, 

Minas e subterraneos [Artigos do Regulamento para 
a flscalisa0o da seguran^a, conservagSo e policia das 
estradas de ferro] : 

Art. 122. direito de desapropriacào exercido por 
qualquer empreza de estrada de ferro, individuai ou 
coUectiva, estende-se nSo sómente aos terrenos e bemfei- 
torias comprehendidas nas plantas, mas tambem às minas 
de carvSo^de areia, eàs pedreiras, ou quaesquer mate- 
riaes necessarios às construc^Oes situados nas visinbangas 
da estrada. 

Art. 123. Os proprietarios de taes minas poderào evi- 
tar a desapropria^ào fornecendo os materiaes por a) uste 
amigavel e pre(^s razoaveis, ou consentindo na sua ex- 
trac^ao. 

Art. 124. mesmo direito subsistirà, nào so durante 
a construcQào, mas tambem durante as obras de conser- 
va^ào e reparos que exigirem o emprego dos materiaes. 

Art. 125. As pedreiras e minas sujeitas é explosào, 
siluadas nas immediagOes de uma estrada de ferro em 
efifectivo trafego, nào poderào ser aproveitadas sem as 
cautellas que forem prescrìptas pelo Governo, ouvida a 
admiDÌstra0o, em rela$ào à seguranga do trafego. 



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MINAS E SUBTEaRANEOS 145 



Art. 126. Se qualqner pessoa particular ou roesmo o 
Estado abrir subterraneo por baìxo de urna estrada de 
ferro, em busca d'agua ou exploraudo mina* ou abrindo 
via de communicaQào, ou para qualquer outro firn, sera 
obrìgado a fazer as obras de seguran^a necessarias; e no 
caso de desastre, ou de deterioragSo causada pelo sub- 
terraneo à estrada de ferro, sera responsavel nào so pelo 
prejuizo immediato, mas pelas perdas e damnos resul- 
tantes da interrupQào do trafego, Sendo pessoa parlicular, 
prestarà prèviamente fianca a contento da administracao 
da estrada de ferro, coro recurso para o Governo na corte 
e para os presidentes nas provincias. 

Art. 127. Aos mesmos onus fica sujeita a adminis- 
tracao da estrada de ferro que, abrindo um subterraneo 
para qualquer fim, prejudicar urna via de communicacào 
ou outra obra publica, anteriormente existente. 

Se, porém, o prejuizo fór causado à propriedade parti- 
cular, bavera opcao entre a indemnisa^ào pelo damno 
causado e a desapropriacào total, com approvacào do 
Governo. 

Art. 128. As minas de carvào que forem descobertas 
dentro da zona de urna estrada de ferro, poderao ser explo- 
radas além destes limites, embora penetrando em terrenos 
de parliculares, pagando-se as indemnisacSes que forem 
devidas, sem prejuizo do que a tal respeilo dispuzer a le- 
gislacào que regular a exploragào e a lavra de taes mìnas. 

Art. 129. A conc^ssào para lavrar, e approveitar as 
dita$ minas e as de pedras preciosas, ouro ou qualquer 
metal que forem descobertos nos exames preliminares, ou 
nos trabalhos definitivos da estrada de ferro, sera regulada 
pela legislacào concernente a este objecto, e pelos con- 
tractos celebrados ou que se^ celebrarem com os respec- 
Uvos emprezarios. » 

Dicelonario 10 



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146 BORA MOLA DG SUSPES^SiO 

Mira (Tech.) — MirB. — LeveUing-staff. — Nivellir- 
latte, Ableselatte. — Às empregadas dos nivelamenlos das 
nossas vias ferreas, sao formadas de tres pegas qne, se 
encaixando umas nas outras, formam, quando se quer, 
um pequeno volume, muito commodo para ser trans- 
portado. Sao dìvididas de 5 em 5 millimelros, e tem 3 e 
4 metros de altura. A mira para bem funccionar deve ser 
resguardada da humidade. Para os niveis francezes, as 
miras tém os algarismos invertidos. 

ModilIiSo cu cachorro (Arch . ) — Corbeau. — Corbel 

— JSCrogfstem. — Ornamento de pedra, madeìra ou ferro, 
saliente no paramento de urna parede, serviodo para 
sustentar vigas, traves, pedras, etc. 

Modulo (Arci).)— Module. — Modide. — Modul — Raio 
do fusto da columna na extrcniidade inferior. Ao modulo 
referem-se todas as medidas da ordem archi tectonica. 

Moinha (Tech.) — Charbm de terre en Ipoudre, menu 
du charbon. — Coaldmt. — Kohlenneste. 

Mola (Tech.) — Ressort. — Spring. — Feder. 

Mola de suspensSo (E. de F.) — Ressort de suspension, 

— Bearing-spring. — Trag feder. — Em geral é formada 
de folhas sobreposlas. 

Para igualar o effeito do choque e para melhor repartir 
a carga, as molas das locomotivas sao ligadas entro si por 
melo de balancins longiludinaes. Algumas vezes se col- 
locam OS balancins traasversalmente, quando se quer 
igualar as cargas sobre às duas rodas de um mesmo eixo. 

Formulas relativas ao assampto : 

K nbh^ 6P/ /•_ « P^ 

' i 



al Kbh^ 'E nbh^ 

Sondo: P, carga actuando em urna das extremìdades 
da mola ; U semi-comprimento da mola ; n, numero de 



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MOLDAR MOTOR 147 

folhas da mola ; ò, largura das folhas ; h, altura das 
folhas no ponto de engastamento ; K, carga em kgs. por 
millimelfo quadrado ; f, flecha da mola ; E, modulo de 
elasticidade da materia que compOe a mola. As molas dos 
carros devem ser de aco ou de borracha. As melhores 
molas de suspeusào sào de ago, compostas de folhas de 
0",013 de espessura. Nào devem ter para comprimeoto 
menos de 1",5, nos carros de passageiros, e menos de 
1 metro, nos de carga. 

Moldar (Tech.) — Mouler. — To modd. — Formen. 

Molde (Tech.) — Moide. — Mould. — Form. 

Moldura (Arch.) — Moulure. — Moulding. — Gesims. 

Molinete de Woltmann (Tech.) — Moulinet de WoU 
tmann. — Sail-wheel of Woltmann. — Woltmann'sche 
Flùgel. — Instrumenlo destinado a medir a velocidade da 
agua nos rios, eie. Formula de Baumgarten: 



V = 0,3595 n^^n^ A +B 

Sendo: V, velocidade da corrente; n, numero de 
voltas por minuto ; A e 6, constantes relàtivas a 
cada molinete, determinadas, movendo-o em agua tran- 
quilla. 

Montagem (Tech.) — Montage. — ErecUng. — Au 
fsleUung. 

Montante [A] (Tech.) — En amonl. — Up stream. — 
Stromaufwàrts. — A montante de um poeto, é a parte do 
rio acima d'esse ponto. 

Mordente (Tech.) — Mordanl. — Mordant. — Bciz- 
mitlel. 

Motor (Tech.) — Moteur.— Motor. — Motor, Beweger. 
— Agente que produz movimento. 



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148 



MOVIMENTO- 



MOVIMENTO DE TERRAS 



CLASSIFIGAgÀO DOS MOTORES, SEGUNDO RaNKINB '. 

« i^ Potenda muscular, applicada pelo homem às 
machinas de todas as especìes; e pelos animaes, especial- 
mente aos trabalhos de tracgào e de transporte. 

« 2\ Peso e movimento dos fluidos, actuando nas ma- 
chinas de pressào d'agua, às rodas e oulras machinas 
hydraulicas, e aos moinhos de vento. 

<( 3\ CaloTy oblido pelas combinagOes chimicas e ap- 
plicado em produzir mudangas no volume e pressào dos 
fluidos, de modo a mover machinas, principalmente ma- 
chinas a vapor. 

« i\ Eleclricidade, obtida geralmente por meio de 
combinaQòes chimicas e applicada é producQào ou alte- 
ra(ào da for^a magnetica, de modo a dar movimento a 
machinas. )> 

Movimento [de urna Estrada de Ferro] (Adm.)— Mou- 
vement. — Menagement. — Fahrplan. 

Movimento de terras (E. de F.) — Travaux de ter rosse- 
m^ent. — Earthwork. — Erdarbeiten. — [Vide: aterro e corte]. 

A classificagào dos materiaes exlrahidos dos cortes 
é a seguinte: 

Areia. 

Terra vegetai. 

Argila, 

Barro. 

Lodo. 

Pi^arra. 

Casoalho. 

Pedregulho, etc. 
Materiaes eztrahidos a pi- / Pédras on rocha em 
careta, alavanca, bimbar- 1 pedala, schistos, 
ra, canha, etc., etc. Ha < etc, tendo am vo- 
casoB em que se emprega I lame menor qae 
a polTora. \ 2m',5. 



rp ^ Materiaes extrahidos a pà, 

\ enxada e picareta. 



Pedras soltas.. 



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MOVIMENTO DOS TRENS MUDANgA DE VIA m 

ÌMaterìaes exirahidos a poi- l Pedras, tendo mn 
vora, dynamite, etc, (mina < volume snperìor a 
e fogo). ( 2m3,6. 

N. B. — Algons engenheiros e empreiteiros tèm querìdo sabdivìdìr 
a 1* classe em terras e pigarras; a snbdivi^So nao tem sido acceita. 

Movimento dos trens (E. de F.) — Momement des 
traim — Train's motion. — Zug^lan. 

Movimento lateral de vai e vem (Locom.) — Mouve- 
meni de lacet. — Irregviar osciUaling motion ofa locomotive 
tail motion ofa locom>otive. — Schlingern. 

Movimento longitudinal (Locom.) — Mouvement de 
tangage ou de galop. — Pitching motion. — Stossbewegung. 

Mudangademardha (Locom.) — Changemsnt de marche. 

— Reversing motion. — Gangànderung. — E' feila por meio 
da corredila de Stephenson, Allan, etc. 

Mudanga de via (E. de F.) — Changemmt de voie. — 
Turn-out or changing-place. — Weichestelle, Àusweichplatz. 

— Apparelho dèslinado a permittir um carro, urna loco- 
motiva OQ um trem passar de ama linha para OQtra. — 
[Vide: agulhay cruza-vias, gyrador]. 

Mudanga de via com agulhas fixas e contra-trilhos 
moveis (E. de F.) — Changement à aiguilles fixes et contre- 
rails mobiles. 

Mudanga de via com trilhos moveis (E. de F.) — 
Chagement d rails mobiles. — Foi o meio primitivo para 
fazer-se um trem passar de ama linba para outra. 

Os pedacos de trilho, ab, ab, (Fig. 16) gyram pelo 
extremo sobre a linha commum V ... V, e podem se diri- 
gir para o prolongamento da linha commum vp, vp ou 
para a linha desviada vd, vd. Hoje esle apparelho é so-, 
mente usado nas linhas provisorias ou de trabalbos de 



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180 



MUDANgA DE VIA 



construcgào. Produz facilmeate descarrilhamentos de 
trens. 




Fig. 10 — Mudanfa de yia com trilhos moveis. 

Mudanga de via de trilhos duplos moveis (E. de F.) 
— Changement à dovbles rails inobUes. — Dous pedacos de 
trilho fixados a chapas de ferro, gyram ao redor de um 
parafuso collocado no eixo do desvio, e dirigem os treas 




Tig, 17 — Mndan^a de via de trilhos dnploe moreis. 



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MULTA MURO' DE ARRIMO OU DE APOIO 154 

para o prolongaroento da linha comronm ou da linha 
desviada. Este appareiho lambem póde produzir moitos 
descarrilhailìeQtos, e para que isso nao se de, colloca-se 
ao lado do trilho interno ab (Fig. 17) um conlra-triiho de 
nivel superior ao do Irilbo movel. Tero applicagào em al- 
gumas estradasse ferro de pequeno trafego. 

Multa (Adm.) — Àmende, peine pécuniaire. — Mula. 
— Strafe. 

Hurallia (Constr.) —MuraiUe ou Mur étendu. — Long 
wcdl. — Wall. — Mauer. 

Muro (Constr.) — Mur. — Wall — Mauer 

Muro de arrimo ou apoio (Constr.) — Mur de soutè- 
nement. — Brea$t-wall or Betaining-wall. — Stùtzmauer. 
— Molesworth dà para espessura dos muros de arrimo 1/4 
da altura; ou, entào, divide a altura do muro em tres 
partes, e na primeira parte, junto à sapata, dà para 
espessura 1/3 ^a altura, na parte media, dà 1/4, e na parte 
superior, dà 1/8. 

Nào tendo sobre-carga, ou sondo està apenas de um 
metro, a espessura dos muros de arrimo é dada pela se- 
guinte formula : 

H = 0,4d8 + 02A 

Sendo : E, espessura em metros ; /i, altura do muro 
em metros. 

FORMULAS DO ENGENHEIRO DUBOSQUE 

Muro de paramentos verticaes sem sobìemrga : 

Sendo: E, espessura do muro; h, altura do muro; (f, 
peso de 1"' de alvenaria do muro; d, peso de 1™' da 



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153 MURO DE ARRIMO OU DE APOIO 

terra suslODtada; a, angulo formado pela veritcal com o 
talude naturai das terras. 

Muro vertical stistentando aterro com sobrscarga: 



Sendo: p, sobrecarga. 

Muro com taludes exterior e interior sustentando aterro 
Sem sobrecarga : 

Sendo : —, talude do paramento exlerior do muro. 

—, talude do paramento interior do muro. 
Muro Sem sobrecarga com talude exterior : 



Muro sem sobrecarga com lalude interior: 

Muro com taludes interior e exterior^ suslmlando aterro 
com sobrecarga : 



Muro com talude exterior, sustentando aterro com 
sobrecarga : 

Muro com talude interior, sustentando aterro com 
sobrecarga : 



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MURO DE REaipRgO NEMBO 153 

Muro de reforgo (Constr.) — Contremur. — Coun- 
terwaU. — Gegemoall, Gegenmauer. — [Vide : Contra- 
forte]. 

Muro de revestimento (Constr.) — Mur de revétement. 

— Flankrwall or Revetment-wall. — • Verìdeidungsmauer. 

— (Formula de Poncdet). — Paramentos verticaes : 

jr^ 0,285 (H4-^) 

Sondo : x, espessura do muro ; H, altura do revesli- 
mente; /i, altura da sobre-carga. 

N. B. — Nos muros de pedra secca toma-se mais 1/4 
da espessura achada pela formula acima. 

Muro que limita ou fecha terreno (Constr.) — Mur 
de clóture ou d'enceinte. — Close walL — Ringmauer. . 

Muro taludado (Constr.) — Mur tduté. — ^oped-wall. 

— Talutmauer, Bòschmauer. 



N 



Nega [das estacas defundagao] (Constr.) — Refus. — 
Set. — Àufsitz. — Limite de penetracào da estaca no 
terreno. Em goral considera-se a estaca bem fincada 
quando, depois de uma batida de 10 pancadas, tendo o 
macaco do bate-estacas para pes,o 600 kgs. e cabindo de 
3%6 de altura, ella nào penetra mais de 0'",01. 

Nembo (Constr.) — Massigo entro os vàos das janellas 
e das porlas. 



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154 NERVURA DE ABOBADA NIVEL 

Nervura de abobada (Arch.) — Nervure de votile, 
nerf. — Ribe, nerve. — Rippe, Gewòlbrippe. 

Nicho (E.de F.) — Niche. — Niche.—Nische. — Nas clau- 
sulasque regulam as concessòesde estradasde ferro encon- 
tra-se o seguinte: «... haverà de distancia em distanda, 
no interior dos tunneis, nichos de abrigo. » 

Estes nichos sào cavados nas paredes dos tunneis e 
devem ter o espaco necessario para abrìgar um ou dous 
homens. 

Nivel (Tech.) — Niveau. — Level. — Léelle, Nivellirim- 
trument. — Inslrumento que serve para determinar a difle- 
renga de altura entre dous ou mais pontos. Nos trabalhos 
de estrada de ferro o nivel mais empregado é o de Gurley. 

Ao comecar uro nivelamento, deve-se praticar no nivel 
as seguintes correc(des: 1*. Fazer a linha de collima^So 
coincidir com o eixo do oculo. 2\ Tornar o nivel de bolha 
d'ar parallelo à linha de coUima^ào. 3*. Por a linha de 
collimaQào perpendicular ao eixo vertical. Estas tres cor- 
recQOes estào perfeitamente explicadas nas cademelai de 
campo,que geralmente acompanham os engenheiros du- 
rante servilo de exploraQào e locacao. 

engenbeiro F. P. Passos, sobre este instrumento, 
dà OS seguintes conselhos : « Na escolha de um nivel 
deve-se examinar com cuidado o tubo de bolha de ar, de 
cujas boas condigOes depende principalmente o resultado 
das operagòes. vidro deve ter o mesmo diametro em 
todo comprimeuto, o que praticamente póde-se verificar, 
notando-se a expansào da bolha, quando submettida a 
duas temperaturas differentes, é a mesma dos dous lados 
do tubo. A curvatura da parte interna do tubo deve ser 
tal que a bolha tenha sufficiente sensibìlidade, nSo mo- 
vendo-se multo, rapidamente, nem tao pouco multo vaga- 
rosamente. 



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NIVELAMENTO iStt 



Quando, para graduar-sa a distancia focal para a 
visao distìDcta, move-se, corno nos niveis modernos 
inglezes, o tubo que contém os ritìculos e o ocular, ou 
comò nos niveis americanos, o tubo que conlém o obje- 
tivo, acontece em alguns iostrumentos que às lìnha de 
\isada aparta-se da borizontal, por desequilibrar-se o 
oculo ou nào ser perfeitamente recto o respectivo tubo. 
Deve-se rejeitar os iostrumentos que apresentam esse 
defeito. » 

Nivelamento (Tech.) — Nivellement. — Levelling. — 
Nivellirung, Nivellement. — Oblengào das alturas — : refo- 
ridas a ura plano de comparacào — de diversos pontos do 
terreno, determinados anteriormente. Em geral o plano 
de comparaQào é o mar. Quando nào é possivel tomar esse 
plano de comparagào, dà-se ao ponto de partida do nivel- 
lamento urna cóta arbitraria ; mas que seja superior às de 
todos OS outros pontos a nivelar, aflm de nào apparecerem 
quantidades negativas. nivelamento é que dà ao enge- 
nbeiro a conformagào do terreno por onde deve ser tracada 
a estrada de ferro ; deve, pertanto, ser executado com teda 
a precisào. systema de nivelamento preferido na enge- 
nbaria brazileira é o americano, muitissimo exacto e expe- 
dito. Jà apresentamos, emjoutro lugar, a cademeta de nive- 
lamento. Uma simples observagào d'esse modelo, orienta o 
engenheiro no servilo. nivelamento da exploragào e da 
locaQàoabrangem todas as estacas implantadas pélo transito, 
e todos OS pontos do terreno em que houver depressOes que 
chamem a attencào do nivelador — (margens de corregos, 
grotas, leito de cursos d'agua, etc.) nivelador deverà 
tambem tomar a cóla das maximas encbentes, pelos 
signaes deixados no terreno. nivelamento deve ser 
veriflcado [vide : Contrornivelamento] em todas as estacas, 
sondo està operagào praticada por outro engenheiro e nào 



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1^ 



NIVELAHEmX) 



pelo que fez o nivelameato primitivo. Admilte-se para 
dififerenca entre os dous nivelamentos até 0"",02 em cada 
kilometro, sendo essa quantìdade, ora para menos, ora 
para mais, nào passando, porém, de 0°',05 para um 
trecho de 10 kilometros. 

CorreoQfto derida & canratiira da terra e à refraeQio 
atmospherica 

D = dUtancia do/iivel d mira. 

C= altura d subtrahir da indicada pela mira. 



D 


C 


D 


C 


D 


C 


100 


0.0007 


400 


0.0106 


700 


0.0323 


110 


0.0008 


410 


0.0111 


710 


0.0333 


120 


0.0009 


420 


0.0116 


720 


0.0342 


130 


0.0011 


430 


0.0122 


730 


0.0352 


140 


0.0013 


440 


0.0128 


740 


0.0361 


150 


0.0015 


450 


0.0134 


750 


0.0371 


160 


0.0017 


460 


0.0140 


760 


00381 


170 


0.0019 


470 


0.0146 


770 


0391 


180 


0.0021 


480 


0.0152 


780 


0.0401 


190 


0.0024 


490 


0.0158 


790 


0.0412 


200 


0.0026 


500 


0.0165 


800 


0.0422 


210 


0.0029 


510 


0.0172 


810 


0.0433 


220 


0.0032 


520 


0.0178 


820 


0.0444 


230 


0.0035 


530 


0.0185 


830 


0.0454 


240 


0.0038 


540 


0.0192 


840 


0.0465 


250 


0.0041 


550 


0.0200 


850 


0.0477 


260 


0.0045 


560 


0.0207 


860 


0.0488 


^70 


0.0048 


570 


0.0214 


870 


0.0499 


280 


0.0052 


580 


0.0222 


880 


0.0511 


290 


0.0055 


590 


0.0230 


890 


0.0523 


300 


0.0059 


600 


0.0237 


900 


0.0534 


310 


0.0063 


610 


0.0245 


910 


0.0546 


320 


0.0068 


620 


0.0254 


920 


0.0558 


330 • 


0.0072 


630 


0.0262 


930 


0.U571 


340 


0.0076 


640 


0.0270 


940 


0.0583 


350 


0.0081 


650 


0.0279 


950 


0.0595 


360 


0.0085 


660 


0.0287 


960 


0.0608 


370 


0.0090 


670 


0.0296 


970 


0.0621 


380 


0.0095 


680 


0.0305 


980 


0.0634 


390 


0.0100 


690 


0.0314 


990 
1000 


0.0647 
0.0660 



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NIVELAMENTO BAROMETRICO i57 

Nivelamento barometrico (Tech.) — Nivellement feo- 
rométrique. — Baromelrical levdUng. — Barametrisehe 
Hòhenmessung. 

Formula de Saint Robert : 

i = 5S,S °-^ 



H 



T -f 273 t -^ 278 

Sendo : dy differenza de nivel entro as duas esta^des ; 
H, altura do barometro na estacào ìnferior; h, altura do 
barometro na estagào superior; T, temperatura centigr.na 
estaQào inferior ; t, temperatura centigr. na estagào su- 
perior; T+273 e f+273, temperaturas absolutas, isto é, 
medidas a partir do zero absoluto, supposto em — 273'C. 

Formula de Laplace: 

D = 18393 (l + 0,002887 cos 2 lFi 4- i^±i)1 log -5.\ 

SeodorD, distancìa vertical entro os dous lugares 
cuja diflferenca de nivel se deseja ; Hj altura do baro- 
metro na estaQào inferior; h, altura do barometro na 
estafào superior; T e «, as temperaturas do ar corres- 
pondentes a cada observagao; L, latitude. 

Na latitude de 45% sendo cos. 2 L=Oy a formula se 
transforma em : 

Formula de Babinet : 

Para alturas que nao excedem a 1.000 metros. 



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158 NIVEL DE ASSENTADOR DE LINHA OBRAS D'ARTE 

Às letras tém os roesmos valores que na formula de 
Laplace. 

Nivel de assentador de linha (E. de F.) — Niveaude 
poseur. — Plate-layer level. — Schienerdegwaage. 

Nivel de carpinteiro (Const.) — Niveau de charpen-' 
tier. — CarpenXer'% level. — Zimmermanmwaage. 

Nivel de pedreiro (Tech.) — Niveau de magon. — 
Ma$on'$ level. — Maurersetzuxmge. 

Nivel de Stampfer (Inslr.) — Niveau de Stampfer. — 
Slampfcr level. — Slampfef$ Nivellirinstrument. — Emo 
n. 19 da Revista de E$lrada$ de Ferro encontra-se um 
minucioso artigo do Dr. Antonio de Paula Freilas, dando 
completa noticia sobre o nivel de Stampfer. 

Nonius (Inslr.) — Noniu$. — Nonius. — Nonius. — 
Vernierci rcular. — [Vide : Vernier]. 







Obra (Tech.) — Ouvrage. — Work. — Werk.—QnH" 
quer construccào de alveoaria, de madeira ou metal- 
lica. 

ObRAS CONTRACTADAS pelo MINISTERIO DA A6RIGULTURA : 

Circular de 4 de Junho de 1868. 

ObRAS DECRETADAS pelo MINISTERIO DA A6RIGULTURA : 

Aviso de 24 de Abril de 1871 . 

Obras d'arte (E. de F.) — Ouvrages d'art. — Cons- 
tructive Works. — Kunstbauten an einer Eisenbahn. — As 
obras d'arie, nas estradas de ferro, constam de boeiros, 



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OBSERVAgOES METEOROLOGIGAS 159 



pontilhOes, pontes, vtaductos, passagens superiores, passa- 
gens inferìores, tunneis, galerias de abrìgò contra-neve, 
contra aareia,etc. 

* Os muros de arrimo e os de reveslimeoto tambem sào 
considerados obra$ d'arte. 

Os desenhos das obras d'arie constam de : — elevagào, 
plantas e cortes. 

As escalas variam, conforme as dimensOes reaes das 
obras projectadas, de 1:50 a i:200. 

Os desenhos devem ser convenientemente cotados, 
de modo quo dém com precisao e presteza todos os* 
detalbes da obra. 

As fundaQOes s3o indicadas de accòrdo com os estados 
feìtos no terreno. — [Vide : Typo$ de obras d'arte]. . 

Obras d'arte [ Prova de solidez das — ] Nas clausulas 
que acompanham os decretos de concessào de vias-ferreas 
enconlra-se o seguinte : 

« Antes de entregues à cìrculagào, todas as obras 
d'arie serao experi mentadas, fazendo-se passar e repassar 
sobre ellas, com diversas velocidades, e depois de estacio- 
nar algumas horas, um trem composto de locomotivas ou, 
em falta destas, de carros de mercadorìas quanto possivel 
carregados. As despezas destas experiencias correrào 
por conia da companhia. » 

Observagoes meteorologicas (Tech.) — Nas prin- 
cipaes estagoes das estradas de ferro do Brazil encontram-se 
apparelhos indispensaveìs às observacOes meteorologicas, 
a saber: barometro, thermometro, psychrometro, hygro- 
metro, anemometro e pluviometro. 

No Annuario do Observatorio Astronomico ha todas as 
labellas necessarias ao calcalo das observagOcs. 

Yamos dar o modelo do mappa das observacSes men- 
saes, usado em nossas vias-ferreas : 



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160 



observa4;;0eb meteorcHìOgigas 



^1 



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1 

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53« 



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OCULO OlTiO 161 



Oculo (Pont.) -^ OeU-de-porU. — Bridge-eye. — Brik^ 
kenloch. — Abertura circular feita acima dos pegdes e dos 
tympaDOs das abobadas das pontes, afim de tornar a obra 
mais leve e de augmentar a vasào em casos de en- 
cheDtes. 

Officina (Tech.) — Atelier. — Workshop. — Werhr 
stolte. — Às officinas de uma estrada de ferro devem 
ser montadas de modo que possam ter em reparagOes 
25 •/. das locomolivas da raesma estrada, 8 •/. dos car- 
ros de passageiros e 3 •/• dos carros de carga. Devera 
poder, além disto, abrìgar 5Vo da totalìdade dos vehi- 
culos. 

Às grandes offlcinas das estradas de ferro se compOe de : 
officina de repara^ào das locomotivas» officina dos tor- 
neiros, officina de reparagào das rodas» forja, officina de 
caldeireiro, fundigSo em bronzo e latoeiro, officina de 
reparacSo do^ vagòes, depositos para a revista dos vagdes, 
officina de carpinteria e marceneria, officina de cruza- 
raenlos, coragOes, mudangas de vìa, etc, armazens, 
officina de pintura, etc. 

Officinas [Pessoal das — ]. — Nas estradas de ferro da 
Europa estào adoptadas as seguintes rela^/Oes: 

!Por locomoti?a com Bea tender 1 operano 

Por carro de passageiro 0,26 „ 

Por carro de carga 0,60 „ 

Pelas installa^es mecanicas 0,14 „ 

Total 2 operarios 

Ogiva (Arch.) — Ogive. — Groin-rib. — Gratrippe. — 
Arco diagonal da abobada gothica. 

Oitao (Constr.) — Parede externa de um edificio, per- 
pendicular à direcQào da cumieira. 

Diooionario 1 1 



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162 OLARIA ORgAMENTO 

Olaria (Constr) — Fabriqae de briques. — Potter* s- 
work'house. — Ziegdfabrik, Ziegelbrennerei. 

Oleo de colsa (Tech.) — Iluile de colza. — Rape-seed^ 
oil. — KohUaatól. 

Oleo de linhaga (Constr.) — Huile de Un. — Lin-ieed- 
oU. — Leinól. — Muito empregado na pintura, etc. 

Olhal. — [Vide: Vào de ponte]. 

Olho de manivella (Tech.) — Encoche. — Eye ofcrank. 
— Kurbelloch. 

Olivel (Constr.) — Entrait. — Tie beam. — Zugbdkm. 
-r Pe^a de madeira ou ferro que fórma a base de urna 
tesoura de madeiramento. Nj olive) assentam as asnas. 
Atravessa o vào do edificio e fixa as extremidades sobre 
as paredes. olivel tambem se chama: linha^ tirante e 
trave. 

Olivel [Contra — ] (Constr.) — Fam enlrait. — Strai- 
nin^'fill, top-òeajn. — Hàngebalken. 

Orgamento (Adm.) — Devi$. — Estimate. — Voraus^ 
maas Kostenvoranschlag. — Calculo approximado da des- 
peza a fazer-se com a execugào de qualquer traballio. 



ORfAMENTO GERAL DE UMA VIA FERREA DEVE CONSIGNAR 
DETALHADAMENTE TODAS AS VERBAS, A SABBR : 

Estudos e trabalhos preliininares: 

Reconhecimento (metros correo tes) $ 

Eiploracào ( „ „ ) $ 

Locagao ( „ „ ) S 

Destocamento (metros quadrados) S 

Ro^ado ( „ „ ) S 

Caminhos de servilo (metros correntes) .... $ 



l'otal. 



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ORgAMENTO 165 



Moviraenlo de lerras: 

Terra excavada (metros cubicos) $ 

Fedra solta ( „ „ ) $ 

Rocha extrahida ( „ „ ) $ 

Vallas lateraes (excava^oes) (metros cubicos). $ 
Alargamento da plataforma para esta^oes, 

desyios, etc. , (metros cabicub^ $ 



Total. 



Muros de arrimo, de revestimento e enrocamentos : 

Excavagoes em terra (metros cabicos).. $ 

pedra solta ( „ » ).. S 

n rocha ( „ » )•• S 

Arenaria com argamassa ( „ » )•• $ 

„ de pedra secca ( „ » ) • • S 

Eorocamento com pedra jogada (metros cubicos) $ 

„ com pedra armmada ( „ „ ) $ 



Total 

Obras d'arte: 

Boeiros 

Excavagào para funda^des (metros cubicos). $ 

9 para erapedraniento ( „ n )• S 

Àlvenaria com argamassa ( „ n )• S 

„ de lajoes { „ „ ). $ 

Empedramento ( „ n )• S 

Rejantamento com argamassa (metr. quadr.). $ 

Superstractura de madeira (metro cubico). $ 



Total. 



Pontilhoes^ pontes e viaductos 

Excava^ào em terra (metros cubicos). $ 

„ em pedra solta ( „ » )• $ 

„ em rocha ( „ „ ). $ 

Al?enaria ordinaria com argamassa (metros 
cubicos) 



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164 ORgAMENTO 



Alvenarìa de apparelho (roetros cubicos). ... $ 

Cantaria com argamassa de cimento e areia 

(metros cabìcos) $ 

Rejantamento (metros qnadrados) $ 

Saperstnictara de madeira (metros cabicos). $ 

„ de ferro batido (kilogrammas). $ 

„ de ferro fundido ( „ )• $ 

Total S 



Tunneis 

Perf uranio (metros correo tes) incloindo re- 
vestimento, etc $ 

Drenos (metros correntes) $ 

Total 8 



EslacOes : 

Edificios, annezos, mobilias, etc $ 

OfQcinas, deposilos para material rodante etc : 

Officinas para grandes repara^os $ 

„ para pequenas „ S 

Depositos para locomotiyas $ 

„ para carros e wagòes S 

Reservatorios para agaa e eucanamentos. .. $ 

Totol S 



Via permanente: 

Trilhos $ 

Talas, grampos, parafasos, etc. S 

Apparelbos de mQdan9a de via $ 

Dormentes $ 

Gyradores e craza-rias $ 

Lastro $ 

Assontamento da yia $ 

Mastros de signaes, etc $ 

Casas para as tarmas de trabalhadores $ 

„ para engenbeiros, etc $ 

Total $ 



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ORgAMENTO 



165 



Material rodante: 

Locomoti?a8 

Carros de passageiros de 1* classe, 

de 2* „ . 

WagSes de carga 

„ para animaes 

n para lastre 

Gaindastes moTeis 

Trollys para o servilo 

Total. . . 

Telegrapho e telephone 



S 

? 
$ 
3 
$ 

S 

s 



Besiuno do ornamento 



SspecifieaQào das Terbts 



Estndos e trabalhos preliminares. . . . 

Desaproprìa^des 

Movimento de terras 

Mnros e enrocamentos 

Obras d'arte 

Estacdes 

Officinas e depositos 

Via permanente 

Material rodante 

Telegrapho e telephone 

Direcgào technica dos trabalhos 

Beneficio do empreiteiro e jaros d< 

capital empregado 

Administra^ào da companhia 

Eventnaes 10 % 

Total 



Prego de 


Prego 


cada Terba 


kilometrioo 


S 


$ 


% 


S 


$ 


S 


S 


$ 


$ 


s 


s 


$ 


s 


s 


s 


$ 


$ 


s 


s 


s 


$ 


s 


% 


s 


% 


$ 


$ 


$ 


s 


$ 


$ 


$ 



Além das despezas consignadas» ha outras que dizem 
respeito à oblengao do privilegio, forma^ao da compa- 
nhia, etc. 



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166 



ORDEM 



Ordem (Arch.) — Ordre. — Architedural order. — 
Sàulenordnung. — Em architectura é o coQj aneto do 
pedestal, da columna e do entabla mento. 



Tabella eomparatlva das proporcoes das partes prineipaes das 
ordens archlteetonlcas 



DESIONA^AO DAS PARTES 



-< 






3 ' O 

^ , * ° I « 



Cornija... 
Entablanento^f Friso.... 



I Altura ... 
Saliencia.. 



Architrave 
Capite!.... 



Colunina < Faste. . 



Base.. 



Pedestal... 



Baso.. 



Altura 

; Altura. 

Saliencia 

Altura 

Saliencia 

Altura 

^ Diametro super. 
r N. de canelluras. 



Altura. 
Salienda.. 



Corpo.. 



; Altura 

' Saliencia «obre o 
tante,. 

Altura... 

Saliencia. 



Do entabl amento 

Da columna 

Do pedestal 

, Da ordem 

Entro colui'nio de eixo a eixo .. 

Distancia de eizo a eixo 

Abertura do arco entro os pò» 

direitos. 

Distancia vertical da chave da 

arco acima da architrave. . 
Distiincia de eixo a eizo. . . . 
Abeitura do arco entro os pés 

direitos .... 

Distancia verticni da chave do 

arco acima da architrave . . . 



Altura total.. 



Portico sem 
podestal 



Portico com 
pedestal 



1 


2 


1 


P 


1 


12 


1 


27 


1 


4.6 


1 


12 


2 




1 26 


1 


15 


1 


4 


1 


12 


1 18 


1 


15 


1 




1 




1 


9 




1.95 




4 




4 




10 




18.85 


1 




1 






24 




9.1 




10 




10 




10 


10 


5.15 


12 




14 




16 


9 


1 


12.4 


1 


14 


1 


16 


1,24 


20 








20 




24 




8 


1 




1 




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3.73 




9 




10 




14 




10.4 




12 




12 




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8 




12 




20 


2 


9.9 


3 


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4 




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3.73 




9 




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20 




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8 




10 




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ORDEM DE SERVigO PANELLA 167 

Ordem de servi go (Adm.) — Ordre de service — .... 

— Dienstordre. 

Orientar urna pianta (Tech.) — Orienter un pian. 

— Indicar-lhe a posifào dos ponlos cardeaes. Colloca-se- 
Ihe urna flexa, tendo a ponta para o norie. 

Ornamento (Arch.) — Ornament. — Ornement or 
dress. — Ornament, Verzierung. 

OmamentagSo (Arch.) — Omammtaiion. — Orna- 
menlation, dressing. — Omamentirung. 



p 



Pà (Ferr.) — Pelle. — Spade, shovel — Schaufel, Schippe. 

Panella (E. de F.) — Cloche en fonte. — Greaveh pot- 
sleeper. — Muschel. — Supporte de trilhos isolado. Com- 
poe-se de um calotte espherico óco, do ferro fundido, com 
ligacOes transversaes. 

Foi applicado nas nossas estradas de Mauà e de Sanlos 
a Jundiahy, onde ainda se encontram, no Irecho de Sanlos 
à raiz da serra do Cubalào. Os calottes esphericos desta li- 
nha tenfi para diametro 0", 5, e pesam, cada um, 37*8^,6; 
as ligacòes sào feitas por barras de ferro transversaes 
que pesam i3i^^,& cada urna. 

As panellas nào tém dado resultados satisfaclorios. 

Em 1874, Debauve escrevia o seguinte sobre està 
especie de dormente: « On congoit que le supporl Greave, 
bien encastré dans le ballast, ne doil se dèplacer facile- 
ment et esl susceptible de donner une voie solide ; l'ex- 
perience lui a été favorable. Dans les Indes et sur le 



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168 



PANTOGRAPHO 



chemin de fer d'Alexandrie à Suez, les traverses en boìs 
ne poiivaient étre adoptées, car elles se détruisent en 
quelques mois sous Tinfluence d'un climat chaud et hu* 
mide; la cloche de Greave a rendu la de sérieux ser- 
vices. Il en est de méme au Brésìi, dans la République 
Argentine. Mais ce genro de support exige un ballast 
special, de sable fin Constant, comme celui des alluvìons 
du Nil. » 




Fig. 18 — Panella. 

No calotte espberìco està fixa a almofada, que recebe o 
trilho. Perto da almofada ha um orificio, por onde se faz 
a soccagem do lastre que fica dentro do edotte. 

Pantographo (Tech.) — ParUographe. — Pantograph. 
— Pantograph, Storchschnabel. — Instrumento destinado a 
copiar desenhos na escala que se quìzer. 



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PANTOMETRO PARA-CHOQUE 



Pantometro (Tech.) — Panlomètre. — Siirveying cross. 
— Panlometer. — Instrumento que serve para medir an- 
gulos no terreno. E' empregado com vantagem nos reco- 
nhecimentos, no tra^ado das picadas de secQdes transver- 
saes, etc. Ha pantometros munidos de oculo, sobre cavai- 
lete, e de sector vertical graduado. Estes podem subslituir 
clinometro do levantamento das sec(des traosversaes. 

Padìola de carregar pedra (Constr.) — Bard. — 
Stone-barrow. — Trage^ Steinbahre. 

Pào de prumo (Conslr.)— Peca de madeira, tendo em 
goral 3",96 a 4metros de comprimente e 0",41x0",45 de 
esquadria. 

Papel de desenho (Tech.) — Papier à dessin. — Drch 
wing-paper. — Zeichenpapier. 

Papel tela (Tech.) —Papier toHe. — Tracing^loth. — 
Zeichenkaltun. — Emp regado para copiar desenhos. 

Papel quadriculado (Tech.) — Papier qmdrUlé. — 
Rotde^aper. — Geteiltes Papier. — Empregado no desenho 
de perfis, secgOes transversaes, eie. 

Papel sem firn (Tech.) — Papier sans fin. — Conti- 
nuous dramng paper. — Papier ohne Ende. — Empregado 
no desenho da pianta goral da estrada de ferro, etc. 

Para-cheque (E. de F.) — Tampon de choc. — RaUway- 
buffer. — Buffer. — Apparelho destinado a diminuir o 
effeito dos choques produzidos pelo enconlro dos vehi- 
culos entro si, durante a marcha dos trens e por occasiào 
das partidas e paradas. Ha para-choques nas locomotivas, 
nos tenders e nos carros. Quasi sempre sao de ferro fun- 
dido. Consta o para-choque de uma caixa, presa à tra- 
vessa do vehiculo, e da bucha que trabalha dentro da re- 
fenda caixa, em contacto com a mola (de ago ou de bor- 
racha) que serve para amortecer os choques. 



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170 PARA-CHOQUE DE RODELLAS PARAFUSO DE FIXAR 

Nas curvas quando os para-choques interiores se en- 
contram, os exteriores se affaslam ; esle affaslamento é 
dado pela seguiate formula : 

m=:- 



B 



Sendo: m, afifastamenlo ; /, distancia que separa dous 
para-choques do mesmo lado do vagào ; R, raio da curva ; 
d, distancia enlre eixos dos para-choques. 

Para cheque de rodellas de borracha (E. de F.) — 
Tampon à rondelles de caoiUchom. — India ruhber buffer. 

— Kautschukbuffer. 

Para-cheque das estagòes (E. de F.) — Tampon 
stalionnaire, heurtoir. — Buffing stand. — Bufferslànder. — 
Collocado nas estacdes terminaes, ou no firn das linhas 
que nào se lìgam a outras. 

Parada (E. de F.) — Malte, arrél. — Hait.—Halt. — 
Ponto de pouca importancia,onde o trem péra, afim do re- 
ceber passageiros e cargas. Em goral tem piata-fórma e 
alpendre. — [Vide: Abrigo]. 

Parafuse (Constr.) — Vis. — Screw. — Schraube. 

Parafuse de fixar trilhes aos dermentes (E. de F.) 

— Tire-fond. — Screw for rails. — Schraubenbolzen zum 
Befestigen der Schienen aufden Schwellen, — Tem cabega 
polygonal, munida de pequenina pyramide,que serve para 
mostrar que foi^ eravado no dormente por meio de rotagào 
e nào a martello, o que é muito prejudicìal. compri- 
mento dos parafusos é de 0^,17 a 0°",18. diametro, 
junto à cabega, è de 0",019; e, na penta, de 0"*,010. 
Ha parafusos de ferro galvanisado e de aco. Em goral o 
peso de um parafuso é de 0^^,320. Os parafusos de ago 
devem ser alcatroados, afim de resistirem à oxydagào. Nas 



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PARALLELAS PARA-RAIO 171 

estradas de ferro do Brazil dà-se preferencia aos grampos 
para fìxar os Irilhos aos dormentes. 

Na figura 19 a letra D eslà sobre o parafuso e a le- 
Ira E sobre o grampo. 




Fig. 19 — D, parafhso ; E, grampo. 

Parallelas [Regoas] (Tech.) — Règie à paraUèles. — 
Parallel vale. — Parallellineal, — Instrumento de desenho, 
servindo para tirar parallelas. 

Parallelos (Locom.) — Glissières, —Slide, guide. — 
Gleitbahn,— Pegas de ferro batido enlre as quaes trabalha 
a cabega do embolo. — Tém urna das extremidades fixada 
por meio de castanhas e parafusos à lampa do cylindro, e a 
oulra flxada a chapa dos parallelos. 

Paramento (Constr.) — Parement. — Facing, — Slirn- 
fioche. — Face do um muro, parede ou pedra. 

Parapeito (Constr.) — Carde- fon, garde corps. — Fa- 
rapet, slide raii — Gdànder, Drustung, Brmlwehr. 

Parapeito de janella (Arch.) — Appui de croisée, 
accoìidoir.—Breast'Work, parapet, prop.—Femterbrùstung. 

Para-raio (Tech.) — Paratonerre. — Conductor of light- 
ning. — Blitzableiler. — Apparelho destinado a preservar 



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172 PAREDE 



OS edificios dos effeitos do rato. Ck)[Dpde-se de urna baste 
metallica de O^.SS de comprimento, terminando em 
penta, e de um conductor de cabo de ararne de cobre,que 
liga a baste ao sólo. CondigOes necessarias a um para- 
raio: tara penta da baste (de platina) muitissimo aguda; 
ter conductor communicando com o sólo, sem apre- 
sentar em toda a sua extensào a menor solugào de conti- 
nuidade. Um para-raio bom preserva as pessoas e os 
objectos que se acbarem dentro do circulo, cujo raio fór 
urna distancia dupla da altura do para-raio. 

Parede (Constr.) — Mur ou muraille. — Party waU. — 
Mauer, Wand. — Póde ser construida de cantarla ou de 
alvenaria de pedra ou de tijollo. 

Para determinar a espessura das paredes existem as 
seguintes fórmulas de Rondelel: 

Paredes mestras de casas sem divisOes, sendo de 
conslrucQSo ligeira : 



Idem, idem, de construcQào mèdia : 



4<i 



Idem, idem, de construc^ao solida: 



E=:?i±^+0m,054 
4o 



Paredes mestras de casas com' divisOes, sendo de 
construcQdo ligeira : 



48 



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PARTIDA DOS TRENS 175 



Idem, idem, de conslrucgào mèdia 



4o 



Idem, idem, de coDstruccào solida 



Paredes divisorias em casas de um pavimento : 

Paredes divisorias em casas de dous ou mais pavi- 
menlos : 

/' 4- h* 
E = -— -+0'n,014n 

Sendo: E, espessura da parede ; 2, largura do edificio 
entro as paredes mestras ; A, altura das paredes ; l\ espa^o 
a dividir entro duas paredes ; h\ altura das paredes divi- 
sorias; n, numero de andares. 

Paredbs aacuLARES.— Formula de Rondelel : 



y^ 



+ H« 



Sendo : E, espessura da parede ; r, raio de curvatura 
da parede ; H, altura da parede. 

Partida dos trans (E. de F.) — Départ des trains. — 
Departure of the traim. — Abgang des Zuges. — E' aiinun- 
ciada aos passageiros por melo de badaladas da sineta da 
esta^ao Um Irem nào parte de uma esta^ào para ou tra 
sem ter licenza d'està outra, e sem que haja certeza de que 
a liuha esteja desempedida. 



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174 PASSADIQO DE LOCOMOTIVA PASSAGEM DE NIVEL 

Passadìgo da locomotiva (Locom.) — Espago ao lado 
da caldeira» onde os foguislas transitarli, em vìagem, 
quando inspeccìonam e lubrifìcam o machinismo. 

Passageiro (E. de F.) — Voyageur. — Passenger. — 
Reisende. 

Passageiro kilometro (E. de F.) — Unidade de tra- 
fego dos passageiros. E' o passageiro que percorre um 
kilometro. 

Passageiros que percorrem toda a linha (E. de F.) 

— Voyageurs à parcours total. — Though passengers. — 
Reisende auf der ganzen Lànge, Durchreisende. 

Passageiros que percorrem parte da linha (E. deF.) 

— Voyageurs à parcours partici . — Way passenger s. — 
Reisende auf theilstrecken. 

Passagem de nivel (E. de F.) — Passage à niveau. — 
Level'Crossing. — Niveauùbergang . — No cruza mento de 
urna via ferrea com urna estrada de rodagem ha tres casos 
a considerar: ou a estrada de ferro ó estabelecida em plano 
suporior a de rodagem ; ou è estabelecida em plano infe- 
rior; ou, Qnalmente, sào ambas estabelecidas no mesmo 
plano. Esle ultimo caso é chamado passagem de nivel. Nas 
passageos de nivel, junto aos trilhos, pelo lado interno, ha 
ranhuras por onde passam os rebordos das rodas das 
locomotivas e dos carros. As ronhuras ficara entre os 
Irilhos e os contra-lrllhos; e lem para largura 0",05. Os 
exlremos dos contra trilhos sào curvados para dentro da 
linha. As passagens de nivel em geral sào munidas de 
cancellas, de vera ser calcadas e planas, para cada 
lado do eixo da linha, n'uma exlensào igual a urna vez e 
meia o comprimente das carrogas ou carros (com animaes 
atrelados) que fazem a travessia n'esse ponto. As passagens 
de nivel dividem-se em guardadas e nào guardadas. As 
primeiras sào munidas de cancellas que reclamam a pre- 



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PASSAGEM DE NIVEL 



175 



senga de empregados [guardai] para manobral-as antes e 
depois da passagem dos treDs. 

As segundas tém caDcellas manobradas a distaDcia 
pelos guardas da passagem de nivel visinha (aclualmenle 
multo uzadas na Europa), ou sào abertas e fechadas pelos 
proprios transeunles. 

Nas vias-ferreas do Brazil estas ultimas sào as mais 
encontradas. 

Ha varios typos de cancellas, sendo multo usados os 
seguintes : 

Cancella de madeira, com dom bqtentes. — Encontrada 
em geral dentro de cidades. 

Tem apenas alguns tiranles de ferro e as compelentes 
ferragens. 

E' munida de pequenos portOes, que dào passagem 
às pessoas que Iransitam a pé. 

Os pequenos portòes sào automalicos e nào deixam 
OS animaes penetrar na linha. 

Este typo lem a vantagem de fechar a estrada de ro- 
dagem ou a rua, emquanlo abre a via ferrea, e vice-versa. 





/■■Th!«Tft^^^^gnnnnnnnnnnnnn .1 i-x 



Fig. 20 — Cancella de madeira com dona batentes. 



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176 



PASSAGEM DE NIVEL OBUQUA 



Cancella de ferro, com baterUe. — Na Europa empregam 
muìto as formadas de Irilhos e de barras, consliluindo 
trelica. 




Fig ai — Cancella de ferro, com batente. 



Cancella de ferro, de correr. — Tambem se empregam, 
nas vias-ferreas da Europa, cao'^ellas de ferro de correr, 
munidas de rodeles que gyram longitudinalmente no 
cavado de urna barra de ferro em U. 




Fig. 28 — Cancella de ferro, de correr. 



Passagem de nivel obliqua (E. de F.) — Passage à 
niveau oblique. — Level-crossing on the $kew. — Schràge 



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PASSAGEM DE NIVEL RECTA PASSÀGCM DE TANGENTE 177 

■ 

Schiefe, Niveauiibergang. — Nào deve a estrada de ferro 
formar com a de rodagem anguìo menor de 45^ 

Passagem de nivel recta (È. de P.) — Passage à 
niveau droite. — Level-^ossing in righi angle. — Rechtwin- 
kelige Niveauiibergang. 

Passagem inferior (E. de F ) — Passage en dessous, 
passage inférieur. — Crossing under the railway. — We- 
ganterbruckung. — Eoconlro da estrada de ferro com a de 
rodagem, passando està por baixo, e a de ferro por cima, 
em ponte. Em geral adopla-sa a ponte de trave recta, que 
póde ser de ferro ou de madeìra. 

Passagem supeHor (E. de F.) —Passage par dessus, 
passage superieur. — Crossing over the railway. — WegU' 
berbruckung. — Enconlro da estrada de ferro com a de 
rodagem em planos dififerenles, passando a via-ferrea por 
baixo, pelo córte, e a estrada de rodagem por cima, pela 
ponte. typo de passagem superior que dà melhores 
resultados é a ponte de encontros perdidos. 

Passagem de tangente para curva (E. de F.) — 
Sobre este assumpto vamos transcrever o que disse o 
Dr. Benjamin Weinschenck, em seu Manual do engenheiro 
de estradas de ferro : a Aflm de que se obtenha, na pas- 
sagem de recta para curva, a diflferenga de nivel dos trilhoà 
mais de accòrdo com a theoria, usa-se na Europa, quasi 
em todas as estradas de ferro, incluindo as de segunda 
ordem, intercalar uma parabola do terceiro grào entro a 
curva e a recta. Àcha-se da seguinte maneira a equacào 
d'essa parabola : seja h a sobre elevacào do trilho exterior 
em qualquer ponto P da curva ero raio de curvatura 
n'este ponto, tem-se: 

h = ou « == -r - 

Diooionaiio 12 



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178 PASSAGEM DE TANGENTE PARA CURVA 

Seodo: 8, distancia transversai de meio a meio do 
trilho; v, velocidade do trem em metros por segando; 
j = 9°,79;4-» declive por metro, e considerando-se 



Fig. SS— Pa^sagem de tangente para eorra. 

a origem das coordenadas (fig. 23), a? a abissa do ponlo P, 
segue-se: 

1 ^x dx^ 



\"" [-(IJ)-]' 



Desprezando (-j^) Por seu valor em rela^ao a 4 , 
temos : 

d'onde 

ffX^ x^ 

porque g,$,i^ì) sào grandezas coohecidas. Na pratica é 
permittido considerar-se DB = OB= 0B\ ponto A fica 
no meio, entre principio e firn da parabola ; o comprimento 
d'eslairi = -^- A tangente OU dista da outra DT de 
4/3 AE Oli de 4/4 Ji- Nas curvas de raios menores, a 
distancia DO attinge valor bastante grande para ser 
tornado em consideragào na locacSo primitiva )>. 



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PASSE PATINA^XO 



179 



Passe (Adra.) — Permis de circulation. — Pa$$. — 
Passirsehein. — Cartào que dà direi to ao portador a tran- 
sitar gratuitamente nos trens da estrada de ferro. 

Passeio do embolo (Mach.) — C assim chamado, em 
Portugal, curso do embolo. 

Patamar (E. de F.) — Pdier. — Level-road or horizon- 
talness. — HorisorUale Slrecke. — Trecbo de linha completa- 
mente horizontal. Nas estradas de ferro, entro duas rampas 
de senlidosoppostos, ha sempre uid patamar, que deve ter 
pelo menos a extensào do maior trem que percorrer a estrada. 

Patamar de escada (Constr.) — Paiier ou repos d^es- 
calier. — Landing-place. — Ruheplatz. — Plano horizontal 
comprehendido entre deus lances de urna escada. 

Patinag3o (Locora.) — Patinage. — Sliding. — Galop- 
piren der Ràder. — Por falta de adherencia, às vezes, as 
rodas das locomotivas gyram, mas uào avan^am; diz-se, 
entào, que a machina patina. manhinista, quando se 
Aà patinaQóo, abre o arieiro ; cahe areia adiante das rodas 
motrizes e a machina pOe-se cui marcha. 

Patinajao da locomotiva. — As rodas dos eixos mo- 
tores da fronte das locomotivas patinam em curva. en- 
genheiro Pochet depoìs de muitas experiencias organisou 
a seguinte tabella : 



SBLA9A0 
pua a 


PATINA^AO (porkilomttro) 


Raio = 800m 


Baio = 1000m 


0.800 
0.900 
0.950 
0.990 
0.999 


17?40 
27.50 
40.50 
93.70 
293.30 


5"30 

8.20 

12.20 

28.10 

88.00 



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tao PATTA DB LEBRE PÈQAS DE PONTE OU TRAYESSAS 

Patta de lebre (E.de F.) — Patte de libere. — ... — Zie- 
genfuss. — Trilhos especiaes que se usam nos apparelhos de 
mudanca de via e nos cruzamentos. Estdo coUocadas ao 
lado do coragào. — [Vide: Coragao]. 

Pé de cabra (Ferr.) — Pied de biche. — Spike-drawer. 
— Gemsfuss. — Especie de alavanca de ferro. 

Pé de encontro das abobadas (Gonstr.]— Claveau de 
nauiance. — Springer. — Kàmpfer. 

Paga de engate (Locom.)— Pièce d'aiteltage. — Pw- 
Wn^j. — Barra de ferro cyiindrica, munìda de manillia, 
onde se prende a corrente de engate. E' flxa i (fa vessa 
da frente da locomotiva. Ha outra qae se Qxa à tra vessa 
trazeira do tender. 

Paga de machina (Mach.) — Pièce de machine. — 
Piece ofa machine. — Maschinentheil. 

Pegas de ponte cu travessas (Pont.) — Poutres en 
travers. — Cross-girder. — Qaertràger. — Pe^as do ferro, 
occupando posigào transversal, fortemente Iravadas às 
vigas da ponte. Cada pega de ponte esli sujeita, além do 
proprio peso, a daas for^^s que sSo transmittìdas pelas 
longarinas, trilhos, etc., nos pontos de apoio das louga- 
rinas. A fòrmula que dà com approxima(ào o valor de 
urna d'essas for^as (cumpre notar que sào iguaes] é a se- 
guiate : 

D = /l.lO + 0,055 -^\p. 

Sondo : D, valor da forfa ; P, pressào exercida por 
uma roda das locomotivas ; d, distancia dos eixos; I, dis- 
taucìa das travessas entre si. 

peso de uma pega de ponte é com approxima^o 
dado pela fòrmula : 



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PEDESTAL PEDRA CALCAREA 481 

. Sendo : P^ peso em kilogrammas ; s, espessur^ em 
mìllimetros da alma cheia ; b. compriipento total d^ pega 
de ponte ; h, altura da peca de ponte ; a, dìstancia entre 
urna viga da ponte e a longarina mais proxìma, em 
metros ; e, comprìmento da pe^a de ponte, entre as lon- 
garinas, em metros; D, forga vertical que actùa nos 
extremos da pe^a de ponte» em toneladas ; K, coefficiente 
de resistencia, em toneladas, por centi metros qnadr^dos. 
No ferro lamìnado o coefGciente de resistencia é de 600 e 
700 kiiogs. por centimetro quadrado, conforme às velo- 
cidades dqs treps de 90 a 20 kilometros por bora. 

Pedestal (Arch.) — Piédestal. — Pedestal. — Piedestaly 
FussgeUell. — A ordem architectonica comp6e-se de po- 
destà], columna e entabalamenlo. pedestal compOe-se 
de base, dado e cornija. 

Pé direito (Constr.) — Pied droit. — Pier. — Pfeiler. 
— Enconlro, parede, pilastra ou pegào^ onde assenta um 
arco ou abobada. Tambem se chama pé direito a altura de 
um pavimento de edificio. 

Pé do aterro (Constr.) — [Veja-se : Baz6 do talude]. 

Pedra (Constr.) — Pierre. — Stone. — Stein. 

Pedra apicoada (Constr.) — Moellon piqué. — Hani' 
mered shiver. — Hauitein. 

Pedra artificial (Censir.) — Pierre artificielle. — Ar- 
iifidal stone. — Kvnststein, Krmstiicher Stein. — TijoUos, 
blocos de concreto, etc. 

Pedra britada ou quebrada (Constr.) -^Pierre cassée. 
— ... — Schìàgektein. — Para se obter um metro cubico 
(Je pedia britada, gastam-se 0"^,380 de rocha e 40 horas 
de Irabaiho de um servente. Empregada em lastre, etc. 

Pedra calcarea (Constr.) — Pierre (ialcaire. — Calca- 
reonS'Stone. — Kalkstein. 



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18) FEDRA DE AMOLAR FEDRA DE CONSTRUCgÀO 



Fedra de amollar (Tech.) — Pierre à aiguùer. — 
Grinding-stone. — Schleifslein. 

Fedra de construcgSo (Tech.) — Pierre à bàlir. — 
Building stone. — Bausteine. — Em geral sào proprias para 
coQStruc(So, as pedras de grande peso especifico, grà fina e 
cor uniforme. As pedras de grà grossa, cheias de manchas, 
veìas, ou de cor variada, nào prestam; decompOem-se facil- 
mente. As melhores pedras para fortes obras immersas ou a 
secco, sào: granito, gneiss, basalto e porphyro. Em obras 
leves podem ser empregadas as pedras calcareas e o grès. 

Rondelel, na sua importante obra Art de bdtir, esta- 
belece os seguinles principios : 

a !•. Dans toutes sortes de pierres, la pesanteur, la 
force, la dureté, la nature du grain, la contexture plus 
ou moins serrée, sont dcs qualitésqui semblent se déduire 
Ics unes des autres. 

a 2*. Les pierres doni la couleur tire sur le noir ou le 
bleu, sont plus dures que les grìses, et celles-cl que les 
blanches ou rousses, et qu'en general celles qui ont les 
couleursles plus claires sont ordinairement moins fortes 
et moins pesantes. 

« 3*. Les pierres dout le grain est homogène et la 
texture uniforme, sont plus fortes que celles dont le 
grain est mélange, quoique ces dernières soient quelquefois 
plus dures et plus pesantes. 

<( 4*. Les qualités des pierres influent aussi sur la ma- 
nière dont elles s'écrasent: celles qui ont le grain fin, la 
texture homogène et compacte, et qui rendent un son 
clair lorsqu'on les frappe, se divisent en lames ou aiguilles ; 
les plus fières se brìsent tout à coup et avec bruii, et se 
réduisent en poudre. 

« 5*. Les pierres dont le grain est moins fin et qui ne 
résonnent que peut ou poinl, se déconoposent en pyra* 



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FEDRA DE PAHAMENTO FEDRA MIUDA i83 

mides ayant pour base les surfaces du solide, de manière 
que les pointes se réunissent au centre où la pìerre se 
réduit eri poussière; les deux pyramides ayant le dessous 
et le dessus du solide, chassenl celles du tour; ces der- 
nières se divisenl par fentes verlicales. 

« 6*. Toules les espèces de pierres éprouvées ont 
diminué sensiblemenl de bautcur avant de s'écraser et 
méme de se fendre. Cotte diminution a élé plus codsì- 
dérable dans les pierres qui se dècoinposont en pyra- 
mides. 

«•7*. Lorsque les pierres avaienl en hauteur plus de 
deux fois la largeur de leur base, les parties comprises 
entre les pyramides formées, se fendaient verticalement 
en se divisant en lames ou en aiguilles. 

« 8*. On a éprouvé encore qu'il faut moins de force 
pour faire fendre les pierres vives que pour les écraser, 
tandis que les pierres molles s'écrasent plutòt qu'elles ne 
se fendent. 

a 9*. La force des pierres du méme genre est à pen 
près comme le cube de leur pesanteur spécifique. » 

Segundo as especificagdes para as empreitadas de cons- 
trucQào das estradas de ferro do Estado — « A pedra a 
empregar, quer nas cautarias, quer nas alvenarias, terà a 
necessaria resistencia. Sera expurgada de crosta decom- 
posta e de qualquer outra parie menos resistente, devendo 
ser de bòa qualidade, si e isenta de defeitos. Sera assen- 
tada segundo o leito naturai da pedreira». 

Pedra de paramento (Conslr.) — Pierre de paremerU. 

— Faeing stone. — Blendsleinj Verblendungsstein. 
Fedra dura (Constr.) — Pierre dure, pierre vive — 

Hard itone. — Hartstein. 

Pedra miuda (Constr.) — BlocaiUe. — Rubble-sUme. 

— Futhteine. 



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184 PEDRA FUNDAMENTAL PEGlO 



Fedra fundamental (Gonstr.) — Pierre fondamentale. 

— Foundatwn^stone. — FundamenMeien. 

Fedra mó (especie de grès). (Conslr.) — Meulière. — 
Kind of lime-itone. — Miihlslein. 

Fedra molle (Couslr.) i— Pierre tendre, pierre mdle. 

— Soft'Stone. — Weicher ttein. 

Fedra para calgamento (Constr.) — Pierre àpavé. — 
Paving stone. — Pflatterstein. 

Fedra rustica (Constr.) — Pierre ruslique. — Rough- 
bossed stone. — Bo$sagesteine. 

Fedregolho (Constr.) — Caillou, galel. — Pebble. — 
Rundschotter, RoUschotter. — Cascalho grosso. 

Fedreira (Constr.) — Carrière. — Quarry. — Stein- 
bruch, Steingrube. — Rocha d'onde se exlrahe pedra. 

Extracgào de l"' em pedreira a céo aberto : 

Trabilho de caYoqaeiro 1 dia 

PolYora 0]cg,8 

Eetopim im,8 

Ferramenta... 5 o/o das outras despezas. 

Extrac(ao de 1"°^ de granito i cunba : 

Trabalho de cavoqaeiro 2 dias 

Ferramentas... 5 ^fo dos jomaes dos ca?oqaeiro8. 

Pedreiro (Tech.) — Magon. — Mason. — Maurer 
Féga da argapiassa (Constr.) — Prise du mortier. — 

Holding, cementing, hardening. — Bindung, Binden. — 

[Vide: Argamassa], 

Péga lecita (Comtr. ]~Pri$e lente.— Slgwlyhardfnif^' 

— Langsamet Binden. — [Vide: Argamassau 

Pepa rapida (Conslr.) — Prise rapide. — Quickly 
hardening. — Schnelles Binden — [Vide : Argaffìa$$fi]. 

fe^^^ (Pont.) — ^j'k. — Pier. — ^r^fkenpfei^er. — 
MaciQo de alvenaria, co islruido . dentro d'^gff^, ou 



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PBGÀO DE MADEIRA OU FERRO PEGOES OSCILLANTES 185 

mesmo fora» aQm de servir de ponto de apoio é abqbada 
OU à trave da ponte oa do viaducto. 

EsPESSURA DOS PEGOES DAS PONTES DE PBDRA : 
E » 2,50 e + 0,10 h 

Sendo: E, espessura do peg3o; e, espessura da abo- 
badano fecho; h, altura ou distancia vertical entro a 
parte superiordas fundagòes e a imposta do arco. 

Espessura dos pbgòes das pontes de viga recta, 
sujeitos sómente a pressòes vertigaes : 



ìi — hd 



Sendo: e, espessura do pegao; P, peso das vigàs 
sobre o pegao ; R, resistencia por metro quadrado da 
alvenarìa do pegào; h, altura do pegSo; d, peso de um 
metro cubico da alvenaria do pegao. 

Ottlra fòrmula ipuito usada : 



E = 0m,762 + 0,147 h 



j/x 



Sendo: E, espessura do pegao na extremidade supe- 
rior; h, altura do pegao; v, distancia entro o eixo vertical 
de um pegao e o de outro, que Ibe seja vìsìnho. 

Aos altos pegOes, deve dar-se um taludamento de 

1 1 

20 ^ 12 . 

FegSo de madeira ou ferro (Pont.) — Palée. — 
Pile-pier. — Briickenjoch. Pfahijoch. 

FegSp ex^contro (Pont.) — Pile culée. — Aìmtment 
pier. — Widerlager, Landpfeiler. 

Pegdes oscillantes das pontes de ferro. — Em al- 
guns vìndnctos da Noruega e ultimamente no viaducto 
do valle de Oschiilz, perto de Weida (Saxe), foram 
empregados pegOes .oscillantes. Estes pegòes sàq arli- 



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186 PENDURAL PERGURSO KILOMETRIGO 

culados e podem acompanhar o movimento longitu- 
dìnal das vigas, provocado pela passagem dos trens cu 
pela dilataQào. Gonvem apresentar aqui a opinido de Croi- 
zette-Desnoyers : « N3o é prudente fazer circolar sobre 
estes viaductos trens maito carregados, passando em 
grande velocidade )^ e a de Morandière: m Estas disposi^Oes 
de pegOes oscillantes sào pouco cmpregadas, e é provavel 
que receio de nma facii destruicào total da ponte, 
impedisse e impela, na maior parte dos casus, a appli- 
calo d'este systema.a um tempo engenboio e economico.)^ 

Pendural (Constr.) — Poingon, aiguille pendante. — 
Kin^'post. — Hàngesàule. — Pega da tezoura do telhado. 

Feneira de pedreiro (Constr.) — Tamis de passage. — 
Screm. — Durchwurf, Sandsieb. 

Penna de desenho (Tech.) — Piarne à des$iner. — 
Drawing-pm. — Zeichenfeder. 

Parcinta metallica (Constr.) — Frette métaUique. — 
MetaUic hoop. — Metcdlband^ MetaUgùrtel. 

Percurso (Tech.) — Parcours.—Trip.—Lauf, Allauf. 

Percurso kilometrìco (E. de F.).— Percurso kilome- 
TRico DAS LocoMOTivAS. — Nos Estados-Unidos urna locomo- 
tiva faz annualmente um percurso mèdio de 42.000 
a 54.000 kilometros. Os effectuados pelas locomotivas 
das eslradas de ferro das principaes nagOcs da Europa 
estuo consignados na seguintc tabella : 

AUemanha .. ]8.618 km. 

Aiutrm 21.725 « 

Belgica 25.800 „ 

Dinamarca 27.748 „ 

Italia 27.880 « 

Noraega 25.887 „ 

EoUanda 27.899 „ 

Boomania 19.898 „ 

Suecia 80.068 „ 



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PERGURSO KILOMETRIGO 



187 



Suìssa. 28.409 km. 

Norte 12,010 „ 

Leste 21.617 „ 

Pn.n^i. joeste 26.181 „ 

franca... ••< ^ , ^. ,^« 

] Orleans 21.153 „ 

Mediterraneo 21.158 „ 

Sul 22.715 „ 

Great Northern 82.522 „ 

I London and North Western .... 23 . 845 „ 

Inglaterra..{ Middland • 29.785 „ 

' North Western 28.828 „ 

QreatWestem 27.731 „ 

No artigo Vtilisagào das locomotivas nas estradas de 
ferro do BrazU, que publicamos no livro Varios Estudos, 
encontra-se a seguinle tabella : 



H.d» 
ordem 



ESTBADAS DE FEBEO 



PBBCUB80 MEDIO 

de tmift locomotiva em 

1886 



1 

2 

3 

4 

5 

6 

7 

8 

9 

10 

11 

12 

18 

14 

15 

16 

17 



S. Paolo e Bio de Janeiro. 

Mogyana 

Stntos a Jondiahy 

D. Fedro II 

Bahia ao S. Francisco. . . . 

Bio Grande a Bagé 

Leopoldina 

Becife ao S. Francisco. . • . 

Cantagallo 

BioeMinas 

donde d'Ea 

Limoeiro 

Central da Bahia 

Sobral 

Central de Alagoas 

Paranagoà a Cnritiba. . . . 
Batnrité 



40.661k 
87.792 
84.019 , 
25.827 . 
25.818 . 
18.956 . 
18.641 . 
17.642 
15.532 . 
18.775 , 
18.019 . 
12.922 . 
12.733 . 
12.653 . 
11.988 . 
10.915 . 
10.884 . 



.812». 
766„ 
240 „ 
.408 « 
►777 „ 
812» 
000 „ 
200 „ 
947 „ 
857^ 
338 „ 
785 „ 
400„ 
754 „ 
875 „ 
930 „ 
833» 



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188 PERFIL DE PROGRESSO PERFII, LONGITUDINAL 

Perm 4e progresso (E. de F.) — Perfil longiMidinal 
da linha , desenhado na escala de i .2000 para as distancias 
horizoDtaes e i:200 para as distancias verticaes, onde se 
indica mensatnoenle o eslado das obras, durante o correr 
da constraccào. N'elle tambem se registra a natureza do 
terreno em cada córte. movimento de terras deve ser 
marcado com tintas differentes para cada mez, de modo 
que urna simples inspecgào do perfil mostre a marcha dos 
trabalbos. 

Perfil longitudinal (Tech.) — ProfU longitudind, — 
Longitudinal'$ection. — LàngenprofU, — perfil longitu- 
dinal da linha da 6xplora(^o é feito, com as alturas obtidas 
pelo nivelamento, na escala de 1/1000 para as distancias 
borizontaese 1/200 para as distancias verticaes. D^'esse 
perfil é tra^ado o nivel das maximas enchenles dos cursos 
d'agua atravessados. Os dados para o perfil longitudinal 
do projecto sào lirados da pianta onde fór Iragada a linha 
a locar-se. Obtém-se as cotas dos pontos de intersecgào 
do traodo com as curvas de nivel e tomam-se na pianta 
as distancias horizontaes enlre esses pontos. Escala: 
1/lOUOpara as distancias horizontaes e 1/200 para as 
dislancias verticaes. Este perfil serve para avallar o 
volume de terra provavel a excavar. Depois da lipha 
locada» faz-se o nivelamento da mesma; e, com as alturas 
obtidas, desenba-se o perfil longitudinal da construcgào. 
N'elle é Iracado o grade e sao indicadas as cotas de todas 
as estacas, as declividades dos diversos trechos, as cotas 
dos pontos de passagem e de lodos os pontos importantes 
da linha E' costume abaixo do perfil tra^ar-se um dia- 
gramma contendo: as distancias kilometricas.as extensdes 
das curvas e das tangentes, dos patamares, dos declives 
e das rampas. No perfil da construc^ao sào mar- 
cadas todas as obras d'arte, tunneis, esta^Oes, etc. 



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PERFIL TRANSVERSAL PERFORADOR 189 

A linha do perfii do terreno é tracada a nankim, e a liiiha 
do grade, a carmim. Com este perfll longiludinal e os 
perfis transversaes faz-se a cabacao exacta do volarne de 
terras a excavar. Depois de coostruida a linha, faz-se o 
perfii goral, na escala de 1/4000 no sentido horizontal e de 
1/400 no sentido verlical, com lodas as indicacOes indis- 
pensavclà ao trafego e é conservagào da via permanente. 

Perfii transversai (E. de F.) — Profil en travers. — 
Lateral sectioìi. — ProfiL — Os pcrfls transversaes sào 
construidos com os aponlamentos tomados has secQòes 
transversaes da locagào. Servem para se obter as areas 
transversaes dos cortes e alerros em todas as estacas da 
linha, aQm de se obter a cubagào das terras. perfii trans- 
versai póde ser em aterro ou em córte; ou, simultanea- 
mente, em córte e aterro. — [Vide : Oubagàó]. 

Perfii typo (E. de F.) — Representagào graphica de 
uma sec^ào normal ao eixò da estrada de ferro, contendo as 
seguintes indicagOes: — bitola da linha, banquetas do 
lastro, entre-via (nas linhas duplas), banquetas da piata- 
fórma, inclina^ào do talade do lastro, inclinagSo do talude 
do aterro ou do córte, valletas, cercas, etc. Ttìdo deve ser 
convenientemente cotado. perfll typo é de grande ne- 
cessidade durante a construcQào, e tambem durante o tra- 
fego, afim de ha ver conveniente conservalo. 

Perfurador (Constr.) — Perforateur.— Rock drill. — 
Bohrer.Sleinbohrer. — Machina destinada a fazer buracos 
do mina, empregada principalmente nos tfabalhos de 
tunneis. Os perfuradores sào movidos a mào, a vapor, por 
melo d'agua e por meio de ar comprìmido. Ha de per- 
cussào e de rotagSò. Os perfuradores a mào servem para 
rochas lenras: — gesso, calcareo, ardozia, etc. Nos tunneis 
empregam-se de preferencia os perfuradores de ar com- 
prìmido. Em n. 40 (Agosto de 1887) da Revisla de Es, 



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190 PERNÉTE PERSEVEJO 

troiai de Ferro, o eogenheiro Dr. Antonio de Paula 
Freitas, publicou, a nosso pedido, am detalhado estudo 
sobre perfaradores, que termina do seguinle modo : 

«Comparando os differentes typos de perfaradores 
enlre si. póde-se estabelecer as seguinles regras: 

Nào è indifferente empregar um ou oulro typo. 

Nas rochas tenras ou perfaradores de rotacào sào 
preferiveis, por serem mais expeditos e economicos a todos 
OS respeitos: os de percussào nada fariam, porque a ponta 
do florete penetraria profuodamente na rocha, e depois 
exigiria um esforco consideravel para sahir. 

Nas rochas duras, a escolha nào é absolutamenle 
determinada, ainda que os perfuradores de percussào 
sejam preferidos. 

Os perfuradores de percussào dào lugar a alguns acci- 
dentes, a grandes despezas de conservagào, a uma renda 
mecanica fraca, porque os choques absorvom uma grande 
parte da forga viva : produzem entretauto uma desaggrega- 
Qào intermittente na rocba, que se nào poderia obter com 
um esforQO continuo ou com os perfuradores de rotagào. 

Dos perfuradores conhecidos, os de Burlesgh e suas 
variantessào os mais reeommcndados, pois que prestam-se 
a todos OS geoeros de trabalhos, ao ar livre, ou nos tua- 
neis. Sào os unicos que tém sido ensaiados no Brazil para 
OS trabalhos de rochas. » 

Pernète (Tech.) — Clou barbelé. — Spike-nail. — Wi- 
dernagd. 

Perpiano (Constr.) — Parpaing. — Trough-slone. — 
Durchbinder. — Fedra de dous paramentos. 

Persevejo (Tech.) — Punaise. — Fastening tacky dra-- 
wing pin. — ReismageL — Pequeno prego de cabega chata, 
servindo para segurar sobre a plancheta o papel em que 
se desenha. 



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PESO ESPEaFICO !01 



Peso especifico (Tec\ì.)—Poidse!ipecifique. — Especifie 
weight. — Spezifìsche Geimhi, 

Peso especifico de elgmts materiaes de construcgào: 

A^ dmentado 7,3 — 7,80 

» commam 7,5 — 7,81 

» fandido 7,83—7,92 

Bronzo 8,80 

Oobre fandido 8,80 

» laminado 8,88 

» om ararne 8,95 

Chnmbo fandido .. 11,36 

» laminado 11,38 

9 emarame 11,40 

Estanho fandido.. 7,28 

» batddo 7,81 

Ferro batido.. 7,60 — 7,89 

» fandido 7,0 —7,50 

» em arame 7,60 — 7,76 

LaiSo fandido 8,44 

» laminado 8,60 

» em arame '. 8,54 

Zinco fundido 6,90 

» laminado 7,12 — 7^17 

9 emarame 7,14 

Areia fina e sécca 1,60 

» » homida 1,90 — 2,10 

» grossa, sécca 1,43 

Argila homida 2,60 

» secca 1,80 

Barro 1 ,60 

Basalto 2,72—2,86 

Gal queimada 1,55 — 1,80 

Cimento 2,72 — 8,05 

Féldspatho 2,54 

Gneiss 2,4 —2,71 

Granito 2,6 —8,06 

Grès 2,80 

Marmore 2,65 



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IW PESO MORTO PESO UHL 

Fedra calcarea (densa) 2,40 

» de constrac^ao (em mèdia) 2,50 

Qoartzo 2,50 

Terra hamida. 2,06 

» secca. 1,65 — 1,90 

» argilosa, bécca 1,50 

TijoUo commam 1,40 — 2,20 

a prensado 1,60 

» refractario 2,12 

Argamassa de cai e areia 1,64 

» prensada^ de cai e areia. 1,89 

» de cimento 1,46 

o » prensada 1,66 

Concreto 1,68 

Madeira secca (mèdia) 0,66 

1 bnmida (mèdia) 1,11 

Peso morto (E. de F.) — Poids mori. — Dead-weigla, 
— Eigengewicht. 

Peso util (li. de F.) — Poids net. — Net weight. — 
Nettogewicht. 

Peso dos trens : Nos trans de estradas de ferro ha 
Ires pesos: — Peso utU: Tolal dos pesos ùoi passageiros, 
animaese mercadorias transporlados. — Peso morto: Peso 
dos vehiculos que constituem o trem. — Peso bruto: 
Somma dos pesos util e morto. 

material rodante das vias-ferreas reseute-se do 
grande peso morto. Em 1866, o estadista francez Rouher, 
Iratando d'este assumpto, proferiu a seguinte verdade: 
<( Pour l'industrie des transports, par chemia de fer, la 
grande plaie, je vais le dire en termos tectiDigaes, c'est le 
poids m4)rt ». 

Os fabricantes de carros de passageiros e tagGes de 
carga tém prbcurado diminuir o peso dos vehictilos, em- 
pregando materiaes mais leves; comtudo, aihda nào 
conseguiram grande desideratum. 



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PESO DOS TRENS 103 



peso nas locomotivas construidas n'estes ullimos 
tempos lem sido muitissìmo augmenlado. A Decapai — 
possante locomotiva da E. F. Central do Brazil— tem para 
peso da machina e tender, em servilo, i 01*^,604 kgs. 
EX Gobernador, que perlence à Central Pacif Railroad, 
dos Estados-Unidos, lem para peso total da machina e 
tender, emservico, 107*^,683 kgs. 

Nas vias-ferreas dos Estados-Unidos a rela?ào entre o 
peso morto e o peso util nào se mostra pequena, comò se 
ve dos dados de algumas linbas, que em seguida apre- 
senta mos. 

Peso morto por viajante transportado : 

LÌDha principal da E. F. Pensylvania 3^,1 

E. F. Philadelphia Erie 4 ,1 

E. F. Pittsburgo, Fort Wayne e Chicago 4 ,3 

E. F. Lake Shore e Michigan Soathern 4 ,3 

E. F. Atlantic e Great-Westem 4 ,5 

E. F. Louisville-Nashville 4 ,5 

Peso morto por tondlada transporlada : 

Linha principal da E. F. Pensylvania 3^,8 

E. F. Philadelphia Erie 3 ,2 

E. F. Pittsburgo, Fort- Wayne e Chicago. . . 1 ,8 

E F. Lake Shore e Michigan Southern 2 ,6 

E. F. Atlantic e Grcat Western 2 ,2 

E. F. Louisville-NashviUe .... 2 ,8 

Os carros de passageiros das linbas americanas sào 
mais espacosos que os carros europeus. Tem muilo mais 
altura quo os carros francezes. Lavoìnne e Pontzcn dao os 
seguìnles detalhes : 

Altura interior no meio das caixas dos carros: 

Nos Estados-Unidos 8ni,04 

Na Franca l^fiò 

Di£f6ren9a a faror dos carros amerìcanos. lin,09 

Diooionarlo 18 



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iU PESO DOS TRENS 



Numero de logara de passageiros por metro quadrado 
de caixa: 

No8 EstadoB-Unidos lP,dl 

Na Pranza 1P,84 

Differenza a faror dos carros americanos 0^,63 

Peso do carro por logar de passageiro : 

NoB EstadoB-UnidoB 293 kg. 

Na Fran^ 287 kg. 

Differenza a favor dos carros francezes 5 kg. 

As vantagens que apresentam os carros americanos 
compensam perfeitamente o excesso de peso sobre os 
carros francezes. 

Nos wagòes de carga americanos o peso morto é 
de 85,5 7o do peso util; nos francezes é de 59,5"/,. 

qae eleva extraordinariamente o peso morto dos 
trens sào os wagóes mal aproveitados, carregando menos 
que a lotaQào marcada, e os wagOes vasios, quaudo o 
movimeoto de mercadorias nSo é o mesmo em ambos os 
sentidos da linha. 

Muitas vezes parte um wagào da estagào inicial da 
estrada, com a maior parte da carga remettìda para uma 
proxima estacào e com o resto destìnado a um dos uUimos 
pontos da linha. Isto obrìga o wagào a fazer grande 
percurso, guardando mui desfavoravel relagào entre o 
peso util e peso morto. 

Compete i reparti^ào do Trafego de cada estrada 
estudar sèriamente a importando e a exportagào de todas 
as estagOes, afim de obter uma boa composi^ào de trens. 

Os wagOes destinados a mercadorias especiaes sào os 
que mais complicam o problema. 

Em nossas vias-ferreas a rela^ao entre o peso util e o 
peso morto é multo desfavoravel. 



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PBSSOAL TEGHNIGO PHAROL DA LOCOMOTIVA 195 

Pessoal technicD das estradas de ferro do estado. 

— Porlaria de 26 de Fevereiro de 1876; idem de 19 de 
Maio de 1876 ; idem de 31 de Agosto de 1876. 

Fetroleo (Tech.) — Pétrole. — Petroleum. — Petro- 
leum. — Tem para caler de combastào 12 calorias. Em- 
pregado pelas vias ferreas da Russia corno combustivel, 
nas locomotivas. apparelho que realisa a combustào do 
petroleo, faz com que esle seja atravessado por urna cor- 
rente de ar ou de vapor, em jactos mui finos, de modo 
a mistural-o, em fórma de chuvisco, com o ar da for- 
nalha. 

Petticoat (Locom,) — Termo inglez, adoptado na 
engenharia brazileira. Para que o leilor conhega-o com 
teda a precisào, vamos transcrever um trecho de Richard e 
Blaclé: « Avec un tuyau d'échappement débouchant dans 
l'axe de la chaminée, à peu près au niveau de la rangée 
supórieure des tubes, il arrive que le jel de vapeur aspire 
l'air plus vivement dans les tubes du haut que dans les 
tubes inférieures. Dans les machines américaines, la tuyère 
d^éctiappement débouche tout au bas de la botte à fumèe, 

— le plus souvent par deux conduits, un pour chaque 
cyliudrc — dans une sorte de chaminée ^uxiliaire qui va 
depuis rorifice de la tuyère jusqu'à quelques cenlimètres 
de Torigine de la vèritable chaminée. Cette chaminée 
auxiliaire, que les Amèricaius désignent sous le nom de 
petticoat, parco que sa base couvre le débouche de la 
tuyère comme une sorte de jupon, a pour eflfet de régula- 
riser le lirage, qui s'exerce alors, par les deux extrémités 
du petticoat, à la fois sur les rangées inférieures et supé- 
rieures des tubes. Get appareil ne s'est pas répandu en Eu- 
rope, bien qu'il soit utile et simple ». 

Pharol da locomotiva — [Vide : Lanterna da loco- 
motiva]. 



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196 PliO DO TRUCK OU DO JOGO PINO 

Pi5o do truck cu do jogo (Locom.) — Pe?a de ferro 
fundido, em fórma de argola, existente no centro do 
truck, sobre a qual assenta outra pe^a semelhante exis- 
tente na fronte da locomotiva. 

Um pino de ferro balido atravessa estes dous oriflcios, 
e liga a machina ao trnck, deixando livre articulagào. 

Ficada (E. de F.) — Passagem eslreita,aberta no mato. 
Ha picadas de loca^ào, de exploragào e tambem de sec?5es 
transversaes. 

Ficadeira de grelha (Mach.) — Ringard à crochet. — 
Slice. — Feuerhacke. — Ferramenta com que o foguista 
limpa a grellia. 

FicSo (Ferr.) — Fioche à pie. — Pick<ixe. — Spilzhaue. 

FicSo de lavrante (Ferr.) — Épingoir. — Pavier^s 
dressing-hammer. — Pflasterhammer. 

Ficar cu apicoar a superficie de urna pedra (Coostr.) 
— Délarder une piene. — To hew with the pick-hammer. — 
Bespitzen. 

Ficareta (Ferr.) — Fioche. — Long-pick. — Kreuz- 
haue.Spitzhaue. 

Figarra (Constr.) — Schiste fin. — Stony substance. — 
Fe$ter Thonboden. — Especie de saibro, contendo frag- 
mentos de pedra mais ou menos volamosos. 

Pilastra (Arch.) Pilastre. — Pilastcr. — Pilaster. — 
Columna de quatro faces planas. 

Fincel (Tecli.) — Pinceau. — Pendi. — Pimel. 

Pinnula (Tech.) — Pinnule. — Sighl-vane. — Diopter, 
Àbsehvorriehtung. — Fenda rectangular, atravessada ver- 
ticalmente por um flo, servindo para dirigir a visada 
do observador que trabalha com o pantometro, etc. 

Fino (Locom.) — Bouton, iourrillon. — Pin. — 
Warze. — Pequena peca cylindrica de ferro batido, ser- 
vindo para ligar duas outras pe^as por articulafào. 



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PINO DO BRAgO MOTOR PINTURA A OLEO 197 

Pino do brago motor (Locom.) — Tourillon de la 
bielle motrice. — Connecting rod pin. — Arlicula o brago 
motor à cabega do embolo. 

Pino da baste da gaveta (Locom.) — Tourrilon de la 
tige du tiroir. — Slide rod pin. — Arlicula a baste da 
gaveta à manìvella do balango, nas locomotivas ame- 
ricanas. 

Pino do engate (Locom.) — CheviUe d'attelage. — 
Pmhing pin. — Serve para ligar a locomotiva ao tender, 
alravessando-lhes os eslrados e a barra do engale. 

Pino do jogo (Locom.) — Atravessa o estrado da 
locomotiva e o piào do jogo, liga-os articulando. 

Pino do quadrante (Locom.) — Tourrillon du cou^ 
lisseau. — Link block pin, — Articola o cepo do quadrante. 

Pinos de manivella das rodas (Locom.) — Tourrilons 
de manivelle de roues. — Crank pins. — Estào fixos às 
rodas ; n'elles se articulam os connectores. 

Pintura (Tech.) — Peinture. — Plainting. — Malerei. 

Pintura a colla (Tech.) — Peinture à la colle. — Plain- 
ting with glue-ìvater-colours or Size colours. — Limfar- 
benmalerei. 

Pintura a oleo (Censir.) — Peinture d l'huHe. — Oil 
plainting. — Oelmalerei. — Na pintura do ferro, para que 
a tinta nào se desprenda em camadas, a Revue métallur- 
gique ensina que se lave a superficie a pintar e que se 
passe depois sobre ella oleo de linhaca quente. Os ob- 
jectos pequenos e que supportam calor, sào aquecidos ale 
que oleo de linhaga de sua superficie comece a fumegar, 
e levam depois nova camada de oleo e sào resfriados, 
flcando assim nos casos de receber pintura. Quando os 
objectos sào mui volumosos e nào podem ser aquecidos, o 
oleo de linhaga deve ser applicado bem quenle. Penetra 
em todos os póros, faz desapparecer a humidade, e adhere 



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198 PINTOR PLANO GERAL DE VIAglO DO BRAZIL 

de tal modo qae nem a chuya,Dem o vento podem tiral-o. 
As superflcies do ferro revestidas de oleo recebem e con- 
senam a pintura perfeitamente. mesmo processo é com 
vantagem applicado à pintura de madeiras que Gquem 
expostas ao ar. 

Pintor (Tech .) — Peintre. — Painter. — Makr. 

Fistio.— [Vide : Embolo]. 

Fistolet (Desen.) — Pistolet. — Irregular curves. — 
Curvenlineal. — lostrumento para tramar curvas irregu- 
lares. Està adoptado o termo francez. 

Placa gyrante (E. de F.) — [Vide: Gyrador]. 

Plaina (Ferr.) — Rabot. — Piane. — Hobel. 

Plaina mecanica (Tech.) — Machine d raboter. — Pia- 
ning machine. — Hobelmaschine. 

Planalto (Tech.) — Plateau. — Table-land.— Plateau. 
— Superficie mais ou menos plana no cimo de uma mon- 
tanha ou de uma serra. 

Planimetro (Tech.) — Planimètre. — Planim^ter. — 
Planimeter. — Inslrumento que serve para medir a area 
das figuras. mais empregado é de Amsler. 

Plano geral de viagSo do Brazil. — A Dictadura 
creou a commissào de via^ào geral; e està organisou o 
plano, aproveitando as vias ferreas em trafego e em cons- 
trucQào, bem comò os cursos d'agua navegaveis. 

Poi adoptada comò principal arteria da rede brazileira 
uma linha centrai na direccào geral E 0, desenvolvendo- 
se sobre o mais notavel divisor d'aguas do nosso systema 
bydrographico. Està linha,partindo de uma dasestacdes da 
E. de F. Central do Brazil, irà ler à Bolivia, locando em 
Catalào,na capital de Goyaz, no rio Araguaya, era Cuyabà e 
S. Luiz de Cacéres. Ligar-se-ha, em seu terminus, com os 
estados do Amazonas eParà^pela navegaQào do Guaporé. 
estrada Madeira e Mamoré e pela navegagSo do Madeira e 



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PLANO GERAL DE VIAgìO DO BRAZIL 100 

do Amazonas ; e, ao Para, ainda mais directamente, pela 
navega^So do rio das Mortes, do Araguaya, pela estrada 
de ferro de Alcobaga e pela navega^ào do baixo Tocantins. 

Cono systema de via^ào do Norie da Republica, ligar- 
se-ha a refenda arteria — pela E. F. de Catalào ao Tocan- 
tios, pela navegacào d'esse rio e por urna estrada de ferro 
que locare em Porto Franco, vindo de Therezina por 
Gaxias ; e lambem pelo S. Francisco, ao qual se ligarà 
pela E. de F. Central, ou, mais dìreclamenle, pela linha 
que, parlindo do tronco e desenvolvendo-se pelo valle do 
Paracalli, attingir àquelle rio. 

ramai de Ouro Preto, da E. de F. Central do Brazil, 
prolongado até Pecanha, estabelecerà communicagào para 
a capital do Estado do Espirito-Santo, encontrando a via- 
ferrea da Victoria a Natividade, que tambem se desenvol- 
verà até o prolongamento d'aquelle ramai. 

A grande linha N S, ligando o systema de viagào do 
Norteao do Sul, sera o rio S.Francisco, que dà navegagao 
eutre Paracatù e Petrolina, ponto de partida do systema de 
via§ào do norte e, tambem, localidade que flca fronteira 
a Joazeiro, * ponto terminal da E. de F. da Bahia ao 
S. Francisco. 

De Petroli na, ha de se destacar uma linha com destino 
a Therezina, linha que receberà os prolongamentos das 
vias ferreas de Baturité e Garuarù. 

prolongamento da Caruani se bifurcarà, para li- 
gar-se à E. de F. de Paulo Affonso, e assim proporcionar 
mais directa communicagào entro os estados de Per- 
nambuco,daParahyba e do Rio-Grande do Norte com o rio 
S. Francisco. 

Partirà de Therezina a lìuha em demanda do Araguaya, 
passando por Porto Franco à margem do Tocantins, e 
pondo-se em communìcagào com S. Luiz do Maranhào, 



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200 PLANO GERAL DE VIAQXO DO BRAZIL 

pelo rio Itapicarù. Em ponto conveniente, està iinlia se 
bifurcarà, afim de attingìr à Belém, capital do Estado 
do Para. 

estado de Sergipe ficarà ligado ao systema de viagào 
do Norte, pelo prolongamento da E. de F. de Aracajù a 
Simào Dias, até Timbó, no estado da Bahia; e, tambem, 
por um ramai que irà de Aracajù a Piranhas- 

A estrada de ferro que parie actualmenle da Capital do 
Estado de Alagòas sera prolongada até Piranhas, ponto de 
partida da E. de F.de Paulo Affonso, linha que liga o baìxo 
ao alto S. Francisco. 

No Amazonas, pelo valle do Rio Branco, sera construida 
a estrada de ferro de Manàos a S. Joaquim. 

Para a regiào do Sul, a arteria centrai ligar-se-ha a 
navegagào do Paraguay e Jahurù ; à fronteira do Paraguay, 
ao Sul de Matto-Grosso, pela linha de Coxim em direccào 
a Nioac; ao systemo de viagào dos estados de S. Paulo, 
Paranà, Santa-Catharina e Rio-Grande do Sul, pelas vias 
ferreas Mogyana e Sorocabana, que se ligarà A estrada de 
Itareré (em S. Paulo) a Santa Maria da Bocca do Monte, 
estafào da E. de F. de Porto-Alegre e Uruguay^na. 

Està ultima via-ferrea irà ter à fronteira da Republica 
Argentina (Uruguayana) ; e jà tem trafego até Taquary, 
d'onde ha navegagào franca para Porto-Alegre. 

De Uruguayana dirige-se a E. de F. de Quarahim 
a Itaquì, de um lado, para Quarahim, na fronteira da 
Republica Orientai; e, d'outro lado, a Itaqui, S Borja, etc. 

Ainda farào parte do systema do Sul os ramaes que, de 
Cruz Alta, se dirigirem às fozes dos rios Ijuhy, Piquery, 
Piquery-Guassù e a linha de Guarapuava à foz do Iguassù, 
em nossas fronteiras. 

A linha de Itaréré a Santa-Maria da Bocca do 
Monte ligar-^se-'ba as linbas de Ponta Grossa a Coriliba 



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PLANO AUTOMOTOR 201 



e Paranagué. e a do Ghopim ao Estreito (em Santa- 
Catharina). 

Outras linhas de menos importancia completarào o 
plano, cujo objeclivoé ligar todos os estados enlre si 
e à Capital Federai. 

Plano automotor (E. de F.) — Pian automateur. — 
Doublé acting inclined piane. — Selbstwirkende^schiefe Ebene, 
oder Rampe, (im Kohlenbergbau :) der Bremsberg. — Systema 
especial de locomocào. Consta de um plano inclinado 
com trilhos, no alto do qual ha urna polla, onde se enrola 
cabo em cujas extremidades se prendem os vehiculos. 
rootòr é a accào da gravidade. A iiuha ou é dupla, ou 
tem OS indispensa veis desvios para evitar o oncontro dos 
vehiculos em marchas oppostas. 

peso do carro que desco, para dar movimento ao 
cabo, deve ser superlor ao do carro que sóbe. 

Este systema so é applicavei em pequenas extensOes, 
e, quando o ponto mais elevado ó o que fornece maìor 
peso de cargas a transporlar; quando é, por exemplo, 
urna pedreira, ardoseria, mina de carvào, etc. 

Havendo quéda d'agua consideravel no allo do plano, 
este póde funccionar, mesmo que faltem cargas para a 
descida. Euche-se o carro com agua ; e, d'este modo, 
dà-se movimento ao cabo. Para maior seguranca, nos pla- 
nos automotores, intercala-se na linha uma cremalheira, 
onde eogrenam rodas dentadas dos carros. 

Yamos dar ligeira noticia do mais notavel plano auto- 
motor até hoje construido : 

E. de F. Gies$bach. — Rampa rectilinea de 0",028, 
com 860" de extensào. A linha é munida de cremalheira ; 
OS trens sào rebocados a cabo. trem que desco dà movi- 
mento ao que sóbe. A forca motriz é fornecida pela tor- 
rente de Giessbach. Quando a carga do trem que tem de 



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20Ì - HJU^O mCLINADO 



descer nào é bastante para fazer o outro subir ; enchem-se 
OS tanques dos carros com agua, ale obter-se o peso 
desejado. Chegando o Irem embaixo,abrem-seas valvulas 
dos tanques ; e os carros ficam leves para a subida. 

Plano inclinado (E. de F ) — Pian incline. —Inclined 
piane. — Schiefe Ebene, SeUebene. — A locomotiva de 
simples adhereucia póde ser empregada excepcionalmente 
para vencer rampas até de 0™,070 e mesmo de 0™,090, 
corno na E. de F. de Baturité, ramai da Àtfandega, cujo 
tra<;ado foi ultimameale methorado. plano automotor so 
póde prestar servi^os nas linbas de diminuto trafego. Em 
outras condifOes, recorre-se, desde que se faz uso de pla- 
Dos iDclinados, ao auxilio das machiuas fixas e dos cabos. 

No BraziI encontra-se um dos mais bellos exemplos de 
planos inclinados, na subida da serra do Gubalào, E. de 
F. de Santos a Jundiahy. Os planos sào quatro, com 
a extensào total de 8 kilometros, a saber: 

!• plano 1905 metroB 

^ n 1774 „ 

8« n 2085 „ 

4* „ 2236 „ 

A declividade maxima éde 11 °/o;eoraio minimo das 
curvas, de 603". cabo, de ararne de ago, constituido por 
42 Bos, tem para diametro 0"',34. As polias tém por dia- 
metros 0'",225 nas curvas, e O^'.SOi nas tangentes. A trac- 
Qào é fella por machinas flxas, de 150 cavallos. 

A estrada de ferro do Vesuvio é tambem um curioso 
typo de planos inclinados. Tem para extensào 800""; e a 
declividade varia entre O^.OiS e 0-.060. 

Resistencia nos planos inclinados, devida ao attrito 
das curvas : 



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FLANOS E DESENHOS DE DETALHES DE OBRAS D'ARTE 203 

Seodo: R' resistencia em kilogrammetros ; T, teosào 
do cabo em kilogrammas ; /, coefficiente de attrito na 
circumferencia das polias=0,02; L, comprimento da 
curva; R, raio da curva. 

Planos e desenhos de detalhes de obras d'arte. — 
Nas clausulas que acompanham os decretos de concessào 
de vias-ferreas com capitaes garantidos encontra-se o 
seguinte : 

a Os planos e mais desenhos de detalhes necessarios à 
construccào das obras de arte, taes corno: pontes, via- 
ductos, ponlilhOes, boeiros, tunneis, ou os de qualquer 
edificio da estrada de ferro, bera comò os necessarios ao 
material fixo e rodante, serào sujeitos à approvagào do 
fiscal por parte do governo um mez antes de dar-se cpmeijo 
à obra, e si, findo este prazo, nào ti ver a companhia 
soluto do fiscal, quer approvando, quer exigindo modifi- 
ca^Oes, serao elles considerados corno approvados. 

No caso de serem exigidas modificagOes pelo fiscal do 
governo, a companhia sera obrigada a fazel-as, e si o nào 
fizer, sera deduzìda do capital garantido a somma gasta 
na obra executada com a modificacAo exìgida. 

g 2°. Si alguroa alteracào fdr feita sem o consentimento 
do governo, nos dilos estudos, jà approvados e compre- 
hendendo planos, desenhos, documentos e requisitos 
necessarios à execugào de todos os trabalhos, quer digam 
respeilo ao leito da estrada, quer às suas obras de arte, edi- 
ficios de qualquer natureza, ou se refiram ao material fixo 
e rodante desta e a linha telegraphica, a Companhia per- 
derà diretto à garantia dos juros sobre o capital que se 
tiver despendido na obra executada, segundo os planos, 
desenhos, documentos e mais requisitos assim alterados. 

Si, porém, a alteragào fór feita com approvagào do 
governo e della resultar economia na execuQào da obra 



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204 PLANTA PIANTA 



construida segando a dita alteragào, a metade da somma 
resultante desta economia sera deduzida do capital 
garantido. » 

Pianta (E. de F.) — Plan. --Pian —Pian.— Entwnrf. 
— Com OS dados da exploragào é desenhada a pianta 
contendo a linha polygonal e as curvas de nivel, os cursos 
d'agua, e todas as construccOes exislentes dentro da zona 
esludada. A linha polygonal è tragada no papel com o 
auxllio do transferidor ou, para maior exaclidào, pelo 
processo baseado uà relagào cxistenle enlre a corda e o 
raio do circulo. Nas caderuetas dos engenheiros Passos e 
Lacerda encontram-se laboas, contendo cordas de arcos 
desde 0** até 90'. 

Sobre a pianta, assim construida, é tragada a linha do 
projecto, tendo as curvas todas as suas condicOes te- 
chnicas: — raios, gràos, angulos centraes e tangentes. 

Tanto a linha de exploragào (a traco preto) quanto a 
linha de projecto (a trago de carmim) tém as eslacas mar- 
cadas; e, tambem, a linha do projecto tem todas as dis- 
tancias kilomelricas indicadas. 

Na pianta sào Iragadas cuidadosamenle as normaes à 
linha da exploracào, que vào ter aos ponlos de curva e de 
tangente da linha do projecto, com as compelentes dis- 
ta ncìas. 

Pepois da locacào,sào feilas na pianta as modificagòes 
que resultarem do trabalho de campo, visto ser impossivel 
implanlar-se no terreno com loda a precisào a linha do 
projecto ; e sào indicadas as obras d'arte, as oslagòes, as 
tomadas d'agua para asmachinas,etc.,etc. — [Vide: Perfil 
longitudinal e Sec^óes transversaes]. 

Pianta (Tech.) — Coupé ho montai — Pian. — Drau- 
fuchi. — Representagào graphica da projecgào vertical de 
urna obra d'arte, edificio, eie, sobre um plano horizontal. 



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PLATA-FORMA DA LINHA PLATA-FORMA DA LOCOMOTIVA 205 

Piata-fórma da linha (E. de F.) — Plataforme.'--Sur' 
face of formalian. — Planum (die Bahnflàche unter dem 
BettungsmaterialJ. — Superficie dos cortes ou aterros, 
onde assenta o lastre. 

A largura da piata-fórma varia conforme a bitola da 
linha. A E. de F. Central do Brazil, no trecho de bitola 
de 1",60, conta : 

Em vìa singella : 

Nos cortes 6nJ,5 

No8 aterroB 4«»,5 

Em via dupla : 

Nos cortes 9^^\ 

Nos aterros 8%1 

No trecho de bitola de 1", quer nos cortes quer nos 
aterros, a piata-fórma é de 3",60. 

Na E. de F. de Santos a Jundiahy (bitola de 1",6) : 
Em via singella : 

Nos cortes 6^,96 

Nos aterros 4™,67 

Em via dupla: 

Nos cortes 9m,76 

Nos aterros 7^,77 

Nas estradas de bitola de 1" a largura da piata-fórma 
varia entre 3'",6 e 4" para os cortes; e, enlre 3" e 3",6 
para os aterros. Na E. de F. Oeste de Minas, cuja bitola é 
de O^'je, a largura da piata-fórma é de 3™,4 a 3",50. 

Piata-fórma da locomotiTa (Locom.) — Plaieforme de 
la machine. — Foolr-plate. — Fussplatte. — Espago existente 
entre a caldeira e a tra vessa da fronte da locomotiva. 



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206 PLATA-FORMA DE ESTAgiO PLUVIOlfBTRO 

Piata-fórma de estagSo (E. de F.) — Plate-forms, 
quai à voyageurs. — Plaiform^ poisengen plalform. — 
Einsteigeplalz, Aussteigeplatz, Personenperron. — Deve ter a 
largura necessaria para dar franca passagem aos passa- 
geiros nas occasiOes de parlida e chegada dos trens, e 
prestar-se, dos armazens, ao rapido embarque e des- 
embarque das cargas e bagagens. 

A largura da piata-fórma costuma ser de 7",5. Nas 
graudes eslagOes, convém ser maior. 

A altura vae de 0^,201 a 0"*,380, acima dos trilhos. 

comprimento, nas pequenas estagòes, é de 50 a 
100°*; e, nas grandes, de 150 a 500". 

Nas clausulas que acompauham os decretos de con- 
cessào de vias-ferreas ha o seguinte : « Os edificios das 
estaQdes e paradas terào do lado da linha urna piata-fórma 
coberta para embarque e desembarque dos passageiros». 

Platebanda (Arch ) — Piate-bande. — Plat band. — 
Band, Bort, Bunde. — Abobada recta, formada de cunhaes. 
Serve para fechar pequenos vàos de portas, de janellas, etc. 

a -f 5 . 3 (a* — e') 

'--uT ^==— 2i — 

Sondo : e, espessura da platebanda ; a, semi-largura 
do vào ; h, distancia do ponto de concurso de todos os 
planos de juotas ao intradorso da platebanda. 

Platina (E. de F.) — Selle, platine. — Reil-plate, 
ground-piate. — Stuhlphtte. — Chapa de ferro que — em 
algumas vias-ferreas — fica entre o trilho Vignale e o dor- 
mente. Nào é uzada nas estradas de ferro do Brazil. 

Vlinio [\rch.)—Plinthe.—Plinth.—Plinthe.—}Aemhro 
que forma a parte mais baixa da columna, do pedestal, etc. 

Pluviometro (Instr.) — Pluviomètre. — Rain gauge. 
—Regenmesser. — lustramento destinado a medir a quan- 
tidade de agua que cahe por occasiSo de chuva. 



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POgO POLVORA 207 



Fogo (Techo.) — Puit. — Weel — Brunnm. — Fòr- 
mula de Perlhuis, para determinar com exactidào suffi- 
ciente a profundidade provavel de um poco, quando se 
conhece urna fonte na visinhanga : 

^^H j— 

Sendo: x, profundidade approximada do pogo; H, 
dififerenga de nivel entre a fonte visivel e o ponto om que 
se quer abrir o poQO ; D, dislancia do poco à fonte; h, 
dififerenca de nivel entre a fonte e um ponto bastante 
proximo, onde se faz urna sondagem até o leito da fonie ; 
h\ profundidade do buraco d'esla sondagem ; d, distancia 
d'esteburaco à fonte visivel. 

Nas uossas estradas de ferro enconlram-se muitos lan- 
ques de alimentagào que recebem a agua de po^os, onde 
ha bombas que fazem a mesma subir. 

Fogo de extracgao (Tunnel) — (Censir.) — Puit.— 
Shaft. — Auszichschacht. — [Vide : Tunnel]. 

Fodometro (Tech.) — Podomètre. — Podometer. — 
Schrittmesser. — lustruraento empregado na contagem dos 
passos do homem e dos animaes de montarla. Presta multo 
bons servigos no reconhecimento de estradas de ferro. 

Folla (Techn.) — Poulie. — Pulley. — Rolle, Fiasche, 
Kloben, Rolkloben. 

Folia doida (Techn.) — Poulie folle, — Loose pulley. — 
Lose Rolle oder Scheibe. 

Folias do excentrico (Locom). — Poulies de hxcen^ 
trique. — Excentric pulleys. — Pegas de ferro, flxas ao 
eixo motor, por melo de parafusos e chavelas, e abra- 
gadas pelos collares do excentrico. 

Folvora ( Techn. ) — Povdre. — Gunrpowder. — 
Pulver. 



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208 PONTA DE GORAgXO PONTE 

Ponta de coragSo (E. de F.) — Pointe de mur. — 
Point, frog. — HerzspUze. — [Vide : Coragàó]. 

Ponta de Pari» (Constr.) — Pointe de Paris. — Wire- 
tack. — Drahtstift, Drahtnagel, Pariser Stifl. 

Ponta de trado (Tech.) — [Vide: Mosca do trado]. 

Pontalete (Constr.) — Blochel. — Hammer-beam. — 
PUchbalken. — Peca do madeiramente do telhado. 

Ponte (Pont.) — Pont. — Bridge. — BrOcke. — Obra 
d'arte destinada a vencer cursos d'agua e bragos de mar 
que tenham mais dequatro metros de largura. 

Nas estradas de ferro, as pontes sào de madeira, de 
pedra e, mais geralmente, de ferro. 

Ultimamente està sendo muito empregado nas super- 
stvnclnvd^soagomalleaveldoce. — [Vide: AgomaUeavel]. 

Pelos calculos de M. Barbet, chega-se ao seguiote re- 
saltado, muito satisfactorio para o ago : 

de 100™ pe«a tanto quanto mna de ferro de 50™ 

r> 160m „ „ „ „ » „ » 76tn 

Urna Yiga de a^o { „ 200™ „ „ n n » « « 100™ 

800™ „ „ „ „ ^ „ „ 130™ 

400™ „ „ „ „ „ „ „ 160™ 

Quando se tem de construir uma ponte, procura-se a 
parte do rio que apresenta mais vantagens, que seja mais 
estreita e tenha melhor fundo para receber os alicerces dos 
peg5es e dos encontros. 

Estuda-se covenientemenle a seccào de vasào do rio 
no ponto que lem de ser atravessado. 

Faz-seopossivel para que o eixo da ponte seja per- 
pendicubr à direcQào da correntoza do rio. 

Sobre pontes ha magniflcos tratados, que o leitor 
deve consultar. dosso livro nào comporta estudos muito 
longos; damos sobre o assumpto aquilio que se deve pro- 
curar n'um diccionario. 



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PONTE 209 

Technologu da ponte: — Abobada, arco de ponte, 
cantoQeira, carga move), contraveQlamento, dilatagào, 
duplo T, enconlro, enrocamento, estrado, escóra, flecha, 
jusante, loDgarina, madre, malha de treliQa, mesa, mon- 
tante, oculo, olhal, pegào, pegso-encontro, pegào de 
madeìra ou de ferro, placa de dilatagào, parapetto, pe(a de 
poote,rebitagem, rebite, ròlo das aguas ou repreza, ròlo de 
dilalacao, sob-vìga, sobre-carga, tirante, trave, travessas, 
secolo de vasào, talha-mar, tympano, treliga, vasào, vào, 
viga, etc, — [Vide estas palavras]. 

Carga movel sobre uma ponte db estrada de ferro. 
— .Na Franca admitte-se 4"^ por metro corrente, na Iq- 
glalerra 3*^3 e nos Estados-Unidos de 3"^ a 4^ . peso do 
material rodante, por metro corrente, em bitola larga, é 
mais ou menos o seguiate: 

LocomotÌTa com tender separado 4^,80 

LocomotiTa-tender 5 ,00 

Garros carregados 2 ,67 

DisposigAO DA PONTE, n'um trecho curvo da estrada 
— eixo da ponte nào coincide com o eixo da estrada ; 
determina-se a posicSo mais conveniente do eixo da 
estrada sobre o da ponte com as formulas seguiutes : 

Sondo : a^ea^ distancias do eixo da estrada, no melo 
da ponte, à viga do lado concavo e à do lado convexo ; 
r, raioda curva ; ò, distancia de centro a centro das vigas ; 
/, distancia entro os apoios. 

Dlooloiurto li 



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210 PONTE 



E sendo d, e d, as distancias de abscissa x, contada 
do meio da ponte, tém-se : 



<^\ =" ^< - ^ 

X* 

^'2 = ^i + -^ 



FOKgA CENTRIFUGA NAS PONTES EM CURVA. — E' dada 

pela formala : 

Sendo: G, forQa centrifuga por metro corrente: p,carga 
movel por metro corrente, exercida pelos trens velozes ; 
gf, acceleracao da gravidade ; r, raio da curva ; e, velo- 
cidade por segando. 

FoRfA DO VENTO. — A fórmula quo nos dà està for^a é 
a seguiate: 

W = 0,00012 v» 

Sendo : W, a forga em tonelladas por metro quadrado e 
t;, a velocidade do vento em metros por segando, variando 
de 5 a 48 metros. 

No calcalo das pontes basta tornar W = 0'' ,17, para 
quando houver vehìculos sobre a ponte, e W = 0*^,27, 
para quando nSo houver. Gom a àrea da face vertical 
apresentada ao vento, é que se calcula a pressào do 
mesmo, nas pontes de alma cheia ; e com o duplo d'essa 
àrea, nas pontes de treliga. 

PrOVAS por que DEVE PASSAR UMA PONTE. — Na pa- 

lavra ohra diarie jà consignamos alguma cousa a este 
respeito. Vamos agora Iraduzir o que prescreve o governo 
francez, sobre o assumpto : 

<i A ponte sera submettìda a duas especies de provas ; 
urna de carga permanente e oatra de carga movel. 



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PONTE DE CAVALLETES PONTE DE FERRO 211 



No caso de vigas continuas, um trem odo cobrirà mais 
de dous vàos successivos. peso do trem deverà ser pelo 
menos igual dquelle de um trem do mesmo comprimento, 
composto de urna locomotiva, pesando (com o tmder) 
72^ e de uma sèrie de carros de carga, pesando cada 
um 15*^. 

trem estacionarà — pelo menos — durante duas 
horas, depois dos recalques haverem terminado. 

Nas pontes em arco carregar-se-ha prioieiramente 
todo comprìmento e depois so a metade. 

A prova com carga movel terà logar com uma velo- 
cìdade de 25 km. por bora, si fòr trem de carga, e de 
50 km. por bora, si fór trem de passageiros. 

Nas pontes de linha dupla, a prova de cada linha sera 
feita separadamente, e depois simultaneamente. » 

Ponte de cavalletes (Pont.) — Pont de chevdets. — 
Trestk-bridge. — Bockbrtkke. — Em geral sào de madeira. 
Usadas nas vias ferreas economicas. 

Ponte de descarga (nos alerros) (E. de F.) — Pont de 
décharge. — Baleine. — Ladebrucke. — [Vide : Descarga]. 

Ponte de ferro (Pout.) — Pont en fer. — Iron-bridge. 
— Eiserne Briicke. 

Formula dando a altura das vigas : 

h = 0,092 / + 0,20 

Sendo: h, altura» em metrqs; l, comprimento da viga 
em metros. 

Ajvcoragkm das pontes. — Nas vigas continuas a an- 
coragem é feita no pegào do meio. Nas vigas simples bori- 
zontaes é feita em uma das extremidades, dando-se a 
dilatacào na outra. Nas vigas inclinadas è feita na extre- 
mìdade mais baìxa, dando-se a dilatacào na extremidade 
mais alta. 



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212 



PONTE DE FERRO 



GaRGA PERMANENTE DAS PONTSS DE VI6AS RECTAS. — 

Suppóe-se a ponte para vìa-simples; e» no caso de via- 
dupla, OS numeros iodicados devem ser dobrados. 



Tigat eheliiBi 6tinMl« taf#ri#r 

Cargo pennanente por metro de vao, em kilogrammoi 



li 


Conttnic^ 


2 


610 k 


8 


610 


4 


670 


5 


62<) 


6 


6dO 


8 


660 


10 


790 


12 


980 


14 


1020 


16 


1140 


18 


1580 



Ki^pfsadaB 


Consinicf 6m Um$ 


lograminas 


610 


Idlograniiiias 


» 


450 


n 


n 


600 


n 


r» 


550 


n 


n 


560 


• 


n 


600 


n 


ti 


700 


n 


n 


840 


n 


n 


950 


ìì 


n 


1060 


n 


n 


1410 


rt 



Tlgas clieliis, estrado inférior 

Gorga permanente por metro de vSo, em kilogrammoi 





Constrac^oes 
pesadas 


Constrocfoes 
leves 

740 kgs. 
780 „ 
870 „ 


S aa 

0, o 

14 
16 
18 


Constrac^oes 
pesadas 


Constracfoes 
t leves 


6 

8 

10 

12 


840 kgs. 
950 „ 
970 „ 
1090 „ 


1150 kgs. 
1220 „ 
1320 „ 


1060 kgs. 
1100 „ 
1200 „ 



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PONTE DE FERRO 



313 



Tigas paniboliCM, Tigaa de Sehwedler e de Piiuli 

Carga permanente par metro de vàOy em kilogrammas 



l\ 


Construc^Ses 
pesadas 


Constroc^des 
leves 


70 


Construc^Ses 
pesadaa 


Construc^Ses 
leves 


25 


1220 kgs. 


1090 kgs. 


2560 kgs. 


2310 kgs. 


30 


1480 „ 


1320 „ 


80 


2780 , 


2710 „ 


40 


1640 „ 


1460 „ 


90 


3270 „ 


3080 „ 


50 


1760 „ 


1550 „ 


100 


3760 „ 


3870 „ 


60 


2320 „ 


2080 „ 









DlLATAgAO MAXIMA DAS VIGAS: 

Sendo: d, dilatacào em milimetros; G, coefficiente 
de dilatacào. para o ferro = 0,0000118; t, a maxima 
differenca de temperatura, que do Brazil é de SS""; 
L, comprimento da viga. 

GOEFFICIENTB DE TRABALHO POR MILLIMETRO QUADRADO. 

— Nào deverà passar de 1,5 kgs. para o ferro fundido 
trabalhando em extensào dìrecta ; 3 kgs. para o ferro 
fundido trabalhando n'uma pega flexida; 5 kgs. para o 
ferro fundido trabalhando a compressào ; 6 kgs. para o 
ferro forjado ou lamioado. 

PeQAS SUBMRTTIDAS A ESFORCOS DE C(»IPnESSA0 : 

Em pe^as de extremidades rectangulares trabalhando 
em compressào : 

5,6 



1 + 



L« 



40.000 R« 



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214 PONTE DE FERRO 

Pecas trabalhando em c^mpressSo, articuladas em uro 
extremo, e tendo o outro extremo em secQào rectangular: 



5,6 

1 + 



^=— L« 



80.000 R* 

Pegas trabalhando em compressào, articuladas nos 
dous extremos : 

6,6 

^ = — "n:^ 

^ ■*" 20,000 K* 

Sendo: p, carga de compressao maxima tolerada, em 
kgs. por millimetro quadrado de seccSo trans versai ; 
L, comprimento da pega comprimida, em millimetros; 
R, raio de gyragào minima de sua secQào, em millimetros. 

Peso proprio das pontes de vìa singella, por metro 
corrente: Sendo: l, distancia entro os apoios ; p, peso por 
metro em toneladas. 

Pontes de vigas recUu continuai : 

/<26- 0.98 + 0,0262/ 

v^-flw . . ^ 1 — 0,00126/ 

/>26- 1.20 + 0,0176/ 

^^ ^ 1-0,00126/ 

Pontes de vigas parabolicas : 

f ^ «rm 0i88 + 0,0288 / 

/<26™...., P =» ^ r- 

^ ^ 1 — 0,00156/ 

/>05«n J.07.-H0.0175/ 

^ ^ 1 — o,iao6/ 

Pontes de vigas de alma cheia: 

/<.26- ^^035-^0,027/ 

^ ^ 1—0,004/ 

/>25» ^^0.98 4-0.21/ 

^ l— 0,0042/ 



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PONTE DE FERRO 215 



Pontes de vigas recta$ de titelicas : 

/<25 0.96 + 0.0247/ 

^ ^ 1 - 0.00170 / 

1,16 + 0,0168/ 
^ ^ 1 — 0,00170/ 

N. B. — Estes pesos sSo para bitola larga ; para bitola 
de l'", convém mulliplicai-os por 0,65, e para bitola de 
0™,75 por 0,50. 

Placas db DiLAgÀo. — Sào eropregadas qos v3os me- 
nores de 30" (pontes de vigas reclas de ferro). 

Formulas : 

b = 1,60 b' 

e = 0,82 -h 0,007 /. . . Tigas slmplos 

e = 0,27 H- 0,006 /• . . nas exfcreroidadefl, vigas continnas 

e = 0,46 4-0,010/. .. no pUar do raeio, „ „ 

<i = 40 -h 0,9 / 

Sendo: 6, largura da placa; tf^ espessura da mesa da 
viga ; e, comprimeato da placa em roetros ; d, espessura 
da placa ; I, distancia entro os apoios. 

RÒLOs DE DiLATAgAO. — Sào emprogados nos vàos 
maiores de 30" (pontes de vigas rectas de ferro) : 

<i = 100 + L \ 
e = 100 + 0,7 L / 

J 60 P / Ancoragem no extremo da viga. 
n = — r- \ 

e [Ty? d ) 

Em pontes continuas, a ancoragem é feita no pegao 
centrai, e n, (numero de ròlos) é dado pela fòrmula : 

100 p 



c\rwd 



Sendo : d, diametro do rólo (cylindro) ; L, compri- 
mento da viga em metros; P, pressSo total exercida sobre 



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316 PONTE DB FERRO EM CHAPAS 

• 

ròlo, em tonelladas ; K, coefficiente de resistencia em 
toDelladas, por centimetro quadrado ; o, comprimento do 
rólo em millimetros. 

SOBRE-CARGA DAS PONTES DE FERRO. — CSforCO ma- 

ximo devido i sobre^carga de locomotivas se realisa 
quando a origem da sobre-carga està a urna dislancia x 
da origem da trave, determinada pela seguinte fòrmula : 



'(-■f) 



Sendo : /*, comprimento occupado pelas locomotivas 
que estào servì odo de sobre-carga, cujo peso é supposto 
repartido uniformemeule ; d, distancia do ponto consi- 
derado; /, vao da ponte. 

SOBRB-CARGA DAS PONTKS DE FERRO EM ARCO, — FÓf- 

mulas de Heinzerling : 

Para vaos entro 10 e 50 metros: 

p == 4«07 L + 795 kilogrammas 

Para vàos entre 50 e 100 metros: 

p ^ 8,65 L + 575 kUogrammas 

Sendo: P, sobre-carga em kilogrammas; L, vào da 
ponte. 

Ponte de ferro em cliapas (Pont.) — Pont m tóle. — 
Sheet iron bridge. — Blechbrùcke. - 

Vigas de alma chela. — As vigas rectas sào em fórma 
de duplo T. 

duplo T se compOe de : — alma (parte verlical) ; 
mezai (partds horizontaes superior e inferior) ; e canUmeiras 
(que unem as mezas & alma). 



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PONTE DE FERRO PONTE DE MADEIRA 2i7 

MezoB. — A largura nao deve ser inferior à encon- 
Irada pela seguinle fòrmula : 

^ = 16 + 0,6 / 

Sendo : b, largura em cenlimelros ; l, distancia entro 
OS apoios 

rigfa. — A distancia I entre apoios determina-se ap- 
proxìmadamente pela fòrmula : 

/ == 101 /' + 0,42 

Sendo : I, distancia em metros ; l\ distancia a vencer 
em metros! [Vide: Cantùneiras]. 

Alma. — A espessura è dada pela formula : 

E > Q 
— asoD 

Sendo: E, espessura em millimetros; Q, forga vertical 
actuando sobre a viga ; D, distancia entre os centros de 
gravidade das duas mezas (superior e inferior). 

Na pratica o valor minimo de E nunca deve ser in* 
ferior a 0™,007. (Vide tabella da pagina 218 ) 

Ponte de ferro fuadido. — Poni en fonte. — Cast 
iron bridge. — Gusseiserne Briicke. — Nào tem applicagào 
nas estradas de ferro. 

Ponte de madeira. — Pont en charpente. — Timber 
bridge. — Holzbrucke. — Muito usadas nas estradas de 
ferro economicas. 

De vigas simples e rectangulares. — A largura e altura 
da viga sào determitiadas pelas formulas : 



b = 0,707 h 



»/ 6M 
y 0,707 K n 



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218 



PONTES BE GHAPAS DE FERRO 



PesM dM snperstmetarM (tegiuido Croizette-Desnojers) 



Comprimento 
mèdio daa traves * 


PONTES DB CHAFAS DE FESSO 


i;b»> do kbtbo uhkab 


Pmo por metro 
np niobi 


VU dnpU 


TU •imples 


5 metros. 


1.156 knogr. 


635 kilogr. 


144 kilogr. 


10 „ 


1.425 „ 


786 „ 


i78 „ 


15 „ 


1.716 , 


943 , 


214 n 


20 , 


2.029 , 


1.116 , 


253 , 


25 » 


2.359 „ 


1.296 „ 


295 „ 


30 „ 


2.703 „ 


1.485 „ 


337 , 


35 „ 


3.061 „ 


1.682 . 


382 „ 


40 „ 


3.429 „ 


1.884 , 


428 , 


« « 


3.807 „ 


2.092 „ 


476 „ 


60 „ 


4.195 , 


2.305 „ 


624 „ 


66 , 


4.590 » 


2.522 . 


573 , 


60 „ 


4.990 „ 


2.742 , 


623 „ 


65 „ 


5.396 , 


2.966 „ 


674 „ 


70 „ 


6.808 „ 


3.191 „ 


725 „ 


75 , 


6.224 „ 


3.420 , 


777 , 


80 „ 


6.643 „ 


3.650 „ 


880 „ 


85 „ 


7.063 , 


3.881 „ 


882 . 


90 , 


7.491 , 


4.116 , 


936 , 


95 , 


7.919 „ 


4.351 , 


989 . 


100 , 


8.350 , 


4.588 , 


1.043 „ 


106 „ 


8.783 „ 


4.826 „ 


1.097 „ 


"0 , 


9.218 „ 


5.065 „ 


1.151 „ 


116 „ 


9.657 „ 


5.306 , 


1.206 . 


120 „ 


10.095 „ 


6.647 , 


1.261 „ 


125 „ 


10.636 „ 


5.789 , 


1.316 „ 


130 „ 


10.976 , 


6.030 „ 


1.371 „ 


135 „ 


11.422 , 


6.276 , 


1.426 „ 


140 „ 


11.864 „ 


6.519 „ 


1.481 „ 


US „ 


. 12.310 , 


6.764 „ 


1.537 „ 


160 „ 


12.766 „ 


7.009 , 


1.593 , 


156 „ 


13.204 , 


7.266 , 


1.649 , 


160 „ 


13.652 „ 


7.601 „ 


1.705 „ 


* 0>comprim«ntos 
«8 Ti«s Httm. 


alo tomidcm «itre «• ptrunentos d«s «noonti 


roB e dot pogSoo. BI» 



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PONTE DE FEDRA il9 



Sendo : M, o momenlo maximo das for^as exteriores ; 
n, numero de vigas da poQte; h, largura da viga; 
/i,allura da viga; k, carga admillida por unidade dearea,que 
dSo deve passar de 600 tonelladas. Em vigas refor^adas 
deve ser no maximo de 400 tonelladas. 

Ponte de pedra (Pont.) — PotìX en piene. — Slone- 
bridge, — Steinbrikke. 

CondicOes principaes, segundo Humbert, que devem 
ser attendidas para assegurar a eslabilidade de uma 
ponte : 

« A). — Les épaisseurs de maconnerie doivenl étre 
réglées de telle sorte que, à toute hauteur, le coefRcient 
de eslabililè (a) pour la rósistence au renversement soil au 
moins égal à 1 ,5 pour les culées et i pour les piles ; B. — 
Les joints des voùtes el de leurs pie droils doivenl étre 
dirigés de manière à empécher tout glissement» et, pour 
assurer celte condition, il faut que la resultante des pres- 
sions qui s'exercent sur un joint quelconque ne fasse 
nulle part avec la direction de joint un angle plus petit 
que 63*^; C — La pression par unite de surface ne doit, 
ea aucun point, dépasser le 10* de la charge qui produirait 
Técrasement des matèriaux employés. 

Pour realiser cette condition, il est necessaire : 

i\ De s'attacher, autant que possible, à faire passer 
la resultante des pressìons sur un joint eutre le tiors et les 
deux tiers de la longueur de ce joint ; 

2*. De ne compier comme longuer utile da joint pour 
les voùtes et les culées que le triple de la dislance qui 
séparé le point d'application de la resultante des pressions 
de Taréte la plus voisine ; 

(a) On entend pour coefflcieDt de stabilite le rapport entre le mo- 
ment de résistence et le moment de renversement. 



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220 PONTE DE SERVigO PONTE DE TREUgA 

3'. De no pas porter à plus de 20* de la charge d'écra- 
semeot la pressioa moyeoQe compté sur la longaer utile 
de chaque joint; 

4*. De cbercher d rendre égales entre elles les pressious 
moyennes dans un méme ouvrage, parlout où on y em- 
ploie les mémes matériaux. )> 

FORMULAS DE MOLESWORTH RELÀTIVAS A PONTES DB 
PBDRA PARA BSTRADAS DB FERRO : 

Para vàos entro 25 e 70 pés : 

Vio = 8 Plecha=4- 
o 

EspesBura do arco = -rr- 

lo 

S S 
Espessnra dos encontroe.... — a — 

Q S 

Espesenra dos pegSes.... ---- a -— 

7 

Talnde dos muros... 1" : V 

Ponte de servigo (Pont.) — Pont de servke ou pas- 
$ereUe. — Foot bridge. — Laufb bruche^ Steg. 

Ponte de taboleiro ou estrado inferior (E. de F.) — 
Pont à tablier inférieur. — Over-grade or troiAgh bridge. — 
BrOckemit unterer Fahrbahn. 

Ponte de taboleiro ou estrado superior (E. de F.) — 
Pont à tablier supérieur. — Under grade or deck bridge. — 
Briicke mit oberer Fahrbahn. 

Ponte de treliga (Pont.) — Pont de treiilis. — Lattice 
bridge. — Gitterbrucke. — Inclinacào das barras de 
Ireliga: — No systema de triangulo isoceles, a inclinacào 
è de 45'; no de triangulos rectangulos, varia entre 
AH' e 54\ 



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PONTE ESCONSA PONTE GYRATORIA 221 

Dimensòes das malbas. — Empregando-se barras rec- 
taogulares: 

m = 0,94 + 0,04 h 

Empregando-se cantoneiras : 

m = 0,86 + 0,14 h 

Sendo: m, largura da maiha; h, altura da viga. 
Vamos dar algumas formulas de W. T. Doyne : 

= S no centro. 



8D 

W 
■; , A - (Lr — Jf*)*=8>*»>>. n'om ponto coja distancia para o encon- 

tro = X. 

-^ ^ DL 

para viga triangular simples. Para viga triaogular com- 
posta, divide-se pelo numero de séries de triangulos. 
EsforQO em todas as trelì^as : 



2D 



Sondo : W, peso distribuido ; S, esforQO nos centros 
das mesas superior e iuferior ; x, distancia de um ponto 
para os encoq^os; y, esforgo em qualquer treliga; 
a, distancia entro o centro de qualquer trelica e o centro da 
viga ; {, comprimento de qualquer treli(a ; L> vSo da viga ; 
D, altura da viga; u?, peso applicado no meio da viga; 
$\ esforco em todas as treli9as. 

Ponte esconsa (Pont.) — Pont biais. — Skew bridge. 
— Schiefe BrOcke. — Àquella que nSo é perpendicular às 
margens do rio. 

Ponte gyratoria (Pont.) — Poni tournant. — Recol- 
ving bridge. — Drehbrucke. — Empregada sobre rios onde 
ha navega^ao, a que tem de dar passagem. 



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M2 PONTE liOVEL VERTICAL 



Em geral é composta de tres vìgas, sendo movel e 
continua a do centro, qae prende-se ao pegào centrai e 
tem OS extremos apoiados aos oulros pegdes contiguos, 
quando fecbada. 

A viga movel tem rotagao sobre o pegào, que é 
circular. N'elle assenta urna coròa de rolamento (cujo 
diametro chega a ser de 9", 16, comò na grande ponte 
Rariian Bay), onde gyram os rodeles. No centro do 
pegdo ha urna cavidade conica, que recebe o piào da 
viga. 

Possanle apparelho, composto de manivellas e rodas 
dentadas, que torna a forca de um homem quarenta vezes 
maior, dà movimento à viga. 

Nas grandes pontes gyratorias emprega-se o vapor e a 
agua comprimida para se obter a rotacSo. 

Formulas de Shaier Smith: 

E = 0,007 P n = 0,00056 ED 

Sendo: P, peso total da viga movel; E, resistencia 
total a vencer, tangencialmente à circumferencia dos 
rodetes ; D, diametro do circulo ou corda de rolamento ; n, 
numero de mìnutos necessarios para se operar a rotacSo. 

Ponte movel vertical (E. de F.) — Poni à soidevement 
vertical, pont levant. — Lift bridge. — Nos Eslados-Unidos 
ha uma destas pontes, em estrada de rodagem, sobre o 
canal de Erié a Utica. Em Pariz, na estrada de ferro de 
cintura, sobre o canal de Ourcq, existe outra, porém 
dando passagem a estrada de ferro. estrado, por meio 
de correntes, prende-se a allos arcos e é equilibrado por 
contra-pesos. A manobra, na subida, é feita a mào; na 
descida, é ajudada pelo peso da agua com que se enche o 
interior do estrado movel. 



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PONTE PENSIL PONTILHXO 



225 



Ponte pensil (Pont.) — Pont suspendu. — Suspension- 
bridge. — Hàngebrikke. — Actualmente nào lem appli- 
cafSo nas estraclas de ferro. Recommendamos ao leitor o 
magniflco artigo, tratando destas pontes, do Diclionnaire 
des mathématiques appliquées^ de H. Sonnet. 

Pontes americanas. — Sao caracterisadas pela ele- 
gancia, regidez, economia e facilidade de montagem. Entro 
OS systemas mais notaveìs, enconlram-se os de Linville, de 
Post, de Fink, de Bolmanriy de Warren, etc, que eslào 
perfeitamente estudados na obra de Gomolli : — les 
ponls de VAmérique du Nord, e na de Lavoinne e Pontzen : 
— Le$ chemins de fer en Amérique. 

BelftQio entre a altara e o eomprimento das Tlgas 
das pontes americanas 



COMPRIMENTO 
EMPÉS 


ALTURA EH 
PÉS 


REI.ACÀO 


100 


17 


'k 


160 


21 


Vy 


200 


26 


Ve 


250 


28 


Vo 


300 


30 


Vio 


400 


40 


V^o 



Vamos apresentar um dos maisbellos typos de pontes 
americanas, a que atravessa o Colorado, na California, 
Estados-Unidos, construida pela Phoenix Bridge Company. 
— [Vide pagina 224]. 

Pontilh3o (Pont.) — Ponceau, pontceau, — Small- 
bridge. — Kleine Briickc^ Offener Durchlass. — Ponte de 
pequeno vào (até 4 melros). Às vigas dos pontilbSes quasi 



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224 



PONTILHiO 




sempre sao de chapas de ferro 
batido, em duplo T, tendo em 
lodo comprimento a mesma 
secjào. 

Formulas empregadas no 
calculo das vìgas : 



a 



> Q 



350 A 



. E + k' 

* = — a— 

Sendo : M, momento ma« 
ximo absoluto ; d, espessura 
da alma da viga, em centi- 
melros; H, altura da viga, 
em centimetros; h\ altura da 
alma da viga,em centimetros; 
h, mèdia arithmetica destas 
aituras ; I, momento de iner- 
cia da secQào, relativo ao eixo 
neutro ; Q, maxima forga 
transversai ; K, coefficiente 
de resistencia ; b, largura das 
mesas das vigas ; a, mela al- 
tura da viga; t^ espessura das 
mesas da viga. 

Os encontros dos ponti- 
Ihoes sào calculados do mes- 
mo modo que os das pontes. 
[Vide : Encontro]. 



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PONTO PONTO MORTO 285 

Ha tambem pontilbOes de alvenaria. typo mais adop- 
tado e qae apresenta maior numero de vantageiis é o de 
abobada de enconlros perdidos. 

Ponto (Adm.) — Point. — Time. — Presenznote. — 
Prova de que o empregado comparecèu ao servilo. 

Ponto de chegada (E. de F.) — Point iParrivée. — 
Sloping. — Endpunìa. 

Ponto de curva (E. de F.) — Commencemmt de la 
courbe. — Point of curve. — Anfangspunkt der Curve. — 
Ponlo em que cometa um alinbaraento curvo- — [Vide: 
Seguran^ da linha]. 

Ponto de parada (E. de F.) — Point d'arrét. — Slop^- 
point. — Haltepunkl. 

Ponto de partida (Tech.) — PoirU de départ. — 
Starting-point. — Ausgangtpunkt. 

Ponto de passagem (E. de F.) — Point de pasiage. — 
.... — Ubergang$punkt. — Encontro da linha do perfil do 
terreno com o grade. Ponto em que a cota vermelha lem 
mesmo valor que a cota preta. Para um lado do ponto 
de passagem ha córte, e para o outro lado aterro. For- 
mula para determinar a situaQào do ponto depasmgem: 

hd 



h-i-k' 



Sendo : x^ dìstancia a contar da eslaca que precede o 
ponto de passagem; A, A', cotas vermelbas das estacas 
elitre as quaes deve estar o ponto de passagem: d, dis- 
tanza entro as duas estacas. 

Ponto de tangente (E. de F.) — Principio de um 
alinhamento recto. 

Ponto morto (Tech.) — Point mort. — Dead-point. 
— Todte Punkt. — SituacSo em que se acha a mani velia 
da roda motriz de uma machina, quando o embob està 

Diooionario 16 



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M« PONTO MORTO DA ALAVANa\ PORTA MIRA 

DO firn do seu carso. N'essa occasiào a baste do embolo, o 
bra^ motor e a mani velia estuo cm urna mesma linha rccta 
que passa pelo eixo do cylindro. Nas macbìnas de um 
cyliDdro ha o volante para destruir o effeito do ponto 
morto. 

Ponto morto da alavanca de marcha (Locom.) — 
Ponto do sector em quc a alavanca de marcha toma a 
posicSo vertical e fecha a communicagào da caixa de 
distrìbuigào ou gaveta com o cylindro. 

Ponto obrig^do (E. de F.) — Point force. — Obliged 
point. — Forcirte Punkt. — N'um tragado é a localidade 
que por motivos commerciaes, polilicos oa estrategicos 
deve ser servida pela estrada de ferro. 

Por fogo às mìnas (Tech.) — Faire sauter les mines, 

— To fire ihe $hot$. — ErUziinden der Minen, 

Pòrca (Tech.) — Ecrou. —Nut. — Mutter. — Pe^a 
complementar do parafaso. Serve para conservar apcr- 
tado corpo que fór posto eotre ella e a cabe^a do pa- 
rafuso. 

Porta (Const.) - Porle, — Door. — Thure, Pforte. 

Porta da caixa de fumaga (Locom.) — Porte de la 
boite à fumèe. — Sfnoke-box-door. — Rauchkammerlhure. 

— [Vide : Caixa da famaga]. 

Porta da caldeira (Mach.) — Trou d^homme. — Mann 
holenloor. — Mannloch, Einsteigeloch. — [Vide: Caldeira]. 

Porta da fornallia (Mach.) — Porte du foyer. — Fire- 
box'door. — Feuerungsthùre. — [Vide: Fomalha]. 

Porta de corrediga e roldanas (Constr.) — Porle à 
coulisse. — Draw door. — RolUhùre, RoUthor. — Empre- 
gada DOS armazens de estradas de ferro e dos vagOes de 
carga. 

Porta mira (Tech.) — Porte-mire. — LeveUing-staff" 
man or staff-holder. — Figuranl, LaUenmann. — Traba- 



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PORTA-SIGNAES POSTE KILOMETRIGO 227 



Ihador qae carrega a mira, colloca ndo-a sobre as eslacas 
que tem de ser niveladas. 

Porta-signaes (Locom.) — Porte-signaux. — Na frente 
da locomotiva deve haver supportes para as bandeiras e 
lanlernas. Alraz do tender tambem bavera identìcos 
supportes. 

Portico (Arch.) — Portique. — Portico. — Porlikus. 
— Enlrada de edificio, mais ou menos samptuosa. 

Portinliola (E. de F.) — Portière. — Waggon door. — 
Wagenschlag, Wagenthùre. — Existe nos vagOes inglezes 
de passageiros. 

Poste (Tech.) — Poteau. — Post. — Stènder, Sliei ^ 
Pfosten. 

POSTES DE MADEIRA PARA TELEGRAPHO. — Gilda i(Ìlo- 

metro de linha requer de 10 a H posle.^. As madciras 
mais usadas sào : 



Canella preta. 


Sacnpira. 


Canella vermelha. 


Piana. 


Massarandaba. 


Ipè. 


Oleo vermelho. 


Peroba vermelba. 


Jatahy 


Sapucaia. 


Canafistola. 


Piiiuinha, etc. 



Devem ser isentas de defeitos, serradas e falquejadas. 
Dimensdes dos postes : 

Sec^ao da base 0in,19 X 0^,19 

„ no alto 0»,14X(>",14 

Comprimento 6^,60 

Os posles roliQOS tambem sào usados ; mas de cerne e 
coro 0"J9 de diametro na base e 0",14 no allo. 

A parte dos posles que Oca implanlada, e até 0",20 
acima do solo, deve ser carbonisada. 

Poste kilometrico (E. de F.) — Indicateur de dis- 
tances, poleau kilométrique. — Section mark. — Kilome" 



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tSB POSTIGO PRANGHiO 

— — ^ — — — » 

terpfoslen. — A partir da origera, toda a estrada deve ter 
om cada Sdì de kilometro um poste de 0°,75 de allara, 
de pedra, madeira ou ferro, com a indicao^o da distancia 
D'esse ponto. 

Postigo (Arch.) — Guiehet. — Wieket. — SchaUer, 
Guckfensler. — Deve dar para o veslibulo da esta^ao o 
postigo em que se faz a venda dos bilhetes de passagem. 

Potencia calorifica do combustivel(Mdcb.) — Porgào 
de calorias prodazidas por i^^ de combustivel. E' dada 
pela seguinte formula : 



8080rC4-4,8 ^A- A\1 



Sendo: C, quantidade de carbono contida n'um kilo- 
gramma de combustivel, h, quantidade de bydrogeneo, 
0, quantidade do oxigenéo. 

Potencia de vaporisaQSo (Mach.) — Formulas rela- 
livas ao assumpto : 

Q 



V' = VX/ v = 



688,6 



^ ■*■ 536,6 

Sendo: /*, factor de evapora^ao; V, peso da agua em 
kilogrammas que póde ser vaporisada por um kilogramma 
de combustivel ; X\, temperatura inicial da agua de ali- 
mentagào; f^, temperatura de saturando correspondente a 
pressao em que se faz a vaporisagào ; Q, potencia calo- 
rifica do combustivel. — [Vide està palavra]. 

Pozolana (Const.) — VmzzoXtk'M. — VutKÀùim. — 
Vuzzo\an, — Especie de cimento. Materia volcanica. 
Usada na Europa. 

PranchSo (Const.)— Jfcfadrter.—rAtck-fcoard. — V^ofie, 
fio/il6.— -Taboa de grande grossura, de madeira de lei. 



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PRANCHiO PRESSiO DO VAPOR 229 

-^-—~ — - — —— — »» * 

PranchSo (para fanda^ào), estaca prancha (GoQStr.) 

— Palplanche. — Plank-pile. — Bohlen. 

Prego (Adm.) — Prix. — Price. — Preis. — Os 
pregos no Brazil yariam muilo de urna para outra loca- 
lidade, visto a eileosào do territorio e os difficeis melos 
de transporte. 

Quando se tem de coostruir ama via-ferrea, deve-se 
obter com a maior exactidào os salarios dos traba- 
Ibadores e operarios nas localidades atravessadas pela 
via-ferrea, bera corno os pregos elemenlares dos diversos 
materìaes a empregar. Depoìs disto, os engetiheiros 
organisarào a tabella de precos. (Vide tabella à pags. 230 
e 231). 

Pregos elementares (Tech.) — Prece de unidade 
dos materiaes e jornal dos trabalhadores e operarios. 

Pr£Cos elementares das obras : — Gircular de 28 de 
Maio de* 1869. 

Pregar (Tech.) — Clouer. — To spike. — Nageln. 

Prègo (Const.) — Clou — Nail. — Nagel. — com- 
primente do prego deve ser tres vezes maior que a espes- 
sura das pegas que se vào pregar . 

Prensa de datar bilhetes de passagem (E. de F.) — 
Presse à dater les billels. — Ticket date slamp. — Fahr- 
karten Datumpresse. 

Prensa *de crivar bilhetes de passagem (E. de F.) — 
Presse à perforer les billets de voyages. — Perforating press 
tickels. — Durchschlagstempelpresse. — Està prensa data 
OS bilhetes por meio de oriflcios. 

Prensa hydrauliea (Tech.) — Presse hydraulique. — 
Water-press or hydraulic press. — Hydraulische Presse. — 
Empregada na prova das caldeiras das locomotivas. 

PressSo do vapor (Tech.) — Pression de la vapeur. 

— Steam-pressure. — Dampfpressung. — [Vide: Vapor]. 



Digitizec^by VjOOQ le 



230 



PRKgOS 



Tabella de pre^os 



1 



9 

10 

11 
12 

13 
14 



16 
16 



DESlGNAi^O DOS TRABALHOS 



TRABALHOS PREPARATORIOS 

Bogado em capoeirào de machado 

Bogado em matta virgem 

Destocamento 

KXCAVAClO A CÉO ABERTO COM 180" DE TRAM»- 
PORTE MÈDIO 

Terra 

Fedra solta 

Pedreira 

OBRAS DE ARTE 

Cantarioi medidoi em óbra^ $em tramporte 

1* classe, com argamassa de cimento paro 
2* classe, com argamass% de cimento paro 

Alvenarioi de pedra 

Al? enaria de apparelho com argamassa de 
2 yolames de cai e 3 de areia 

AWenaria ordinaria com argamassa de 
2 do cai e 3 de areia 

Alvenaria de pedra secca 

Alvenaria de lajdes 

Alvenarias de tiiolot 

Alvenaria de tijolo comraam com arga- 
massa de 2 de cai e 3 de areia 

Alfenaria de tijolo prensado com arga- 
massa de 2 de ca! e 3 de areia ...... 

TUNNEIS 

ExcttvoQffo (sera detertninado o pre^ para 
cada caio etpecial) 

Enchimento de y&os com pedra secca 
miada 

Enchimento de vàos com pedra miada e 
argamassa de 2 de cai e 3 de areia. . . . 



PRBCO POR METRO 



8 

s 



s 

S 
$ 



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PREgOS 



231 



Tabella de pre^os (Contìnoa^o) 



a 

§ 



17 

18 
19 

20 
21 

22 



24 

25 
26 
27 
28 

29 
80 
81 
82 
33 
34 

35 

36 

87 

88 



39 
40 



DESIGNAi^O DOS TRABALHOS 



TRABALHOS DIVEB80S 

Apparelho em alvenarìa de pedra (a en- 

copro) 

Dito, dito (a picSo) 

Rejantamento com argainassa de 2 de cai 

e 3 de areia 

Dito, dito, de cimento paro 

Concreto n. 1 para fnnda^&o de edifìcios 

em terreno nnmido 

Dito n. 2 para funda^oes de boeiroe e 

pontilboes 

Dito n. 3 para funda^des de pontes em 

terrenos permeaTeis com grande pres- 

82o de agoa 

Empilliameato de pedras em montes re- 

gnlares 

Qnebramento de pedras para lastro 

Revestiniento de talndes com leita. . . . 

Argamassa de cimento paro 

Dita de 2 volnmes de cimento e 1 de 

areia 

Dita de 1 de cimento e 1 de areia. . . . 

Dita de 2 de cimento e 3 de areia 

Dita de 1 do cimento e 2 de areia 

Dita de 1 de cai e 1 de areia 

Dita de 2 de cai e 3 de areia 

Dita de 2 de cimento, 2 de cai e 8 de 

areia 

Dita de 1 de cimento, 2 de cai e 8 de 



Embolo e rebòco com argamassa de 2 de 
cai e 8 de areia 

Dito, dito, com argamassa do 2 de ci- 
mento e 3 de areia 

Transporte por cada 10 nietros para os 
materiaes provenientes das escava^oes 
e pedras dcstinadas às alvenarìas, etc, 
por m^ 

Enrocamento 

Empedramento 



PBECO POR METRO 



I 

co 



i 

3 



s 
$ 

$ 
$ 



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232 PR£SSXO DAS GALDEIRAS PROVA DAS CAIìDEIRAS 



PressSo sob a qual dere fdnccionar urna caldeira 
de locomotÌTa (Locom.) — Na palavra caldeira apresen- 
tamos a formula mais conhecida para calcular essa 
pressào; agora daremos outra: 

DE 

Sendo : P, pressào effectiva do vapor em kìlogrammas 
por centimetro quadrado ; D, diametro da caldeira em 
cenlimelros ; E, espessura das chapas em cenlimetros ; 
R, resisteucia pratica, em icilogrammas por centimetro 
quadrado. 

A espessura das chapas é calculada pela formula : 

Projecto (Tech.) — Projet. — Project. — Project. 
— Esludo detalhado de urna obra d'arte, acompanhado 
de desenhos, or^amentos, eie. 

projecto de uma estrada d^ ferro é o esludo do 
tra^ado, das obras d'arte» emfim, de tudo quanto diz 
respeito à estrada. — [Vide: Tragado]. 

Prolongamento. — Nome dado às estradas de ferro 
que partem de poutos terminaes de outras. 

Prova (Tech.) — Epreuve. — Proof. — Probe. 

Prova das caldeiras (Mach, e Locom.) — Faz-se com 
agua fria, por melo de bomba de compressào. Cheia a 
caldeira que està a prova, dà-se movimento a bomba, 
ÌDtroduz-se mais agua e observa-se a pressào maroada no 
manometro. Faz-se uso da seguìnte formula para ter-se a 
pressào de prova : 



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PRUMO QUEDA D'AGUA 253 

Sendo: P, pressào de prova, e p^ pressào absoluta 
do vapor. 

Prumo (Fio a—) (Tech.) — FU à plomb. — Plum- 
line or Plum-mel. — Senkfaden. 

Prumo do transito (Tech.) — Plomb. — Plumbob, — 
Senkbler. 

Pua (Techn.) — [Vide: Arco de pud]. 

PungSo (Ferr.) — Poingon. — Punch. — Stempel — 
Ponteiro de ago temperado com que se furam chapas, por 
ineio de machina, cu com auxilio do martello. 

Pulsometro (Locom.) — Pulsomètre. — Apparelho 
(especie de bomba) que conduz agua para o tender, sendo 
posto em accào pelo vapor da propria locomotiva. Dis- 
pensa em prego de reservalorios elevados nas estaQdes, 
pois que desco ao pogo, ao rio, ao a^ude, eie, de onde 
lem de relirar a agna. eraprego do pulsometro é muito 
vantajoso nas linhas de pequeno trafego. Eotre os mais 
aperfeigoados, distinguem-se os de UlricH, de Greeven, de 
Hall e de Boioin. 







Quéda d'agua (Tech.) — Chute £eau. — Fall — Gè- 
falle. — Nas estradas de terrò, havendo perto das ofQcinas 
uma bòa quéda d'agua, deve-se aproveital-a para mover 
as machinas-ferramentas. 

Em algumas vias-ferreas funiculares da Europa os 
cabos sào movidos por meio d'agua, que toma-se motór 
muito economico, desde que ha quéda importante. 



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254 QUEDA DE PRfiSSiO NOS GYUNDROS BAIO DE CURVA 

A forca motriz de urna quéda d'agua é dada pela 
seguiate formula : 

p_1000QH 
76 

Sendo: P, forga,em cavallos vapor; Q, volume d'agua, 
em nietros cubicos por segundo; H, altura da quéda, em 
metros. 

Quéda de pressio nos cylindros (Locom.)— C/iute 
de premorì aux cylindres. — vapor ao passar da caldeira 
para o cylindro perde parte da pressào, por causa das 
resisteocias que encontra no regulador, nos conductos e 
nas aberturas de admissao do espeiho da gaveta. 



R 



Rabote (Ferr.) — Rabot. — Jackflane. — Hobel. — 
Plaina de grandes dimeusOes. 

Raio de curva (E. de F.) — Rayon de courbe, — Ror 
diu8 of curve. — Curvenradius. — Nas estradas de ferro de 
bitola larga — de primeira ordem — os raios minimos go- 
ral mente empregados sào os seguintes : 

Em terreno plano 10001° 

„ „ poueo accidentado 600™ 

„ „ montanhoso 800™ 

Nào é permittido o emprego de curvas que tenham 
raio menor de 180". 

Nas linhas de segunda ordem— de bitola larga— o raio 
mioimo desco a 150" e mesmo a 120'". 



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RAIO DE RODA RAMPA 235 

Nas linhas de bitola estreito, de 1"^, o rato minimo 
póde ser de 100" ; e so em casos excepcioDaes deve em- 
pregar-se curvas de 80" de raio. Apezar da pratica Iiaver 
demoDstrado as inconveniencias das curvas fortes, ha 
estradas de bitola estreita que empregam o raio minimo 
de 30". — [Wiùe.Base rigida, resistencia devida às curvas, 
comprimento virtìml]. 

raio minimo das curvas, em relacào ao material 
rodante, é dado pela seguinte formula : 

R=»9WG 

Sendo : R, raio ; W, base rigida maxima dos vehiculos 
que transilam na estrada; G, bitola da estrada. 

Raio de roda (Tech.) — Rai. — Àrm of wheel, 
spoke. — Radspeiche, Radarm. — Convèm ter urna sec^ào 
transversai crescente — em largura e espessura — a partir 
da cambota para o cubo. 

Ramai (E. de F.) — Embranchement. — Branch-road^ 
branch line. — Ztoeigbahn, Nebenbahn. — Linha ferrea 
que se destaca de outra. 

Rampa (E. de F.) — Rampe. — Ascending gradient. — 
Anstieg, Anfslieg, Steigung. — Trechode linha em subida. 
— [Vide: Declimdade maxiìna]. 

Rampa fundabiental db uma estrada de ferro : 

Sendo: S, rampa fundamental; s, rampa maxima da 
linha ; e, resistencia devida à curva de menor raio situada 
n'essa rampa maxima. 

Rampa mais conveniente: Entre dous pontos, a rampa 
mais conveniente é aquella onde a relacào entro a carga 
util que por ella transita e a extensao é a maior possivel. 



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330 RAMPA 

ÀGREsano DEViDO Às RAMFAs. — eQgeDheiro Atniot, 
.depois de sórios estudos que fez, conciaio que um kilo- 
metro deverà ser contado : 

Por 1000 m. em rampa de a 6 "^/m 

„ 1900 ^ ^ , ^ 6,1 a 10 „ 

» 1400 „ , „ , 10,1 a 16 ^ 

n 1600„ , . , 16,1 a fio „ 

« 1800, . , , 20,1 a 96 „ 

„ 2000, . , „ 26,1 a 30 „ 

« 2200 , , , , 30,1 a36 „ . 

RÀMPAS EQuiYALENTEs A CURVASI engenheìfo allemào 
Roekl admitte. sob o ponto de vista de resistencia, a equi- 
valeocia entro as curvas e as rampas seguiules: 

Baio dM cnrru Kampas eqxiiTal«Bt6« 

800m, 0,00626 

860.. 0,00580 

460 0,00867 

640.... 0,00240 

360 0,00143 

Acima de 750. 0,00000 

MédiA àuÈ rela^Ses entre o pezo dft looomotiTa e o pezo l»nit# que 
ella póde rebocar em rampaa de 0"),005 a 0<",060 por metro 

BampM Yeies o peto da 

looomotiTa 

Om,006 20 

0m,007 18 

0m,0l0 • 10 

0^,015 6 

0«,020 6 

0m,025 4 

0«n,030 8 

0ni,085 2,5 

0in,040 2 

V OnJ,060 * . . . 1,6 

,060 1 



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RAMPA 



237 



Ao eogenbeiro allemào Bwdecker deve^se a tabella que 
em seguida publicamos : 



BUOS nA> 
«UBYAS 


BAUPàS EQUITALENTI8 A CUBVAS 


Afk«taneiit« dot «ixoe 
S metrot 


AHutwMiito du «Un 
«-,86 


300 metro» 


2.60 millimetroa 


8.06 millimetros 


360 , 


2.19 


2.60 


400 , 


1.90 


2.26 


460 „ 


1.67 , . 


1.99 


600 , 


1.88 „ 


1.63 


660 , 


1.20 „ 


1.47 


600 


1.12 


1.86 


650 „ 


0.89 


1.18 


700 , 


0.88 


1.06 


760 „ 


0.77 


0.98 


800 , 


0.72 


0.92 


900 „ 


0.64 


0.81 , 


1000 „ 


0.88 


0.72 


1100 „ 


0.87 


0.66 


1200 „ 


0.87 


0.46 


1800 ^ 


0.86 


0.46 


1400 „ 


3.86 


0.42 , 


1600 , 


0.28 


0.86 


2000 „ 


0.26 


0.81 




0.19 „ 


0.28 



affastamento dos eixos exerce mui sensi vel in- 
fluencia sobre a resislencia devida às curvas ; por isto 
Bcddecker organisou a tabella para os dous afaslamentos 
mais em uso. — [Vide: Comprimento virtud]. 
Para organìsar esla tabella Bwdecker admiltio : 
V. Gonecidade dos arosdas rodas, de—. 



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238 RANCHO IIEBITAGEM 

2\ Jogo entre o rebordo da roda e o trìlho, compre- 
hendido entre 10 e 25 millimetros. 

3*. Goefflciente de attrito do aro da roda sobre o 
trilho, de -7- 

Rancho (E. de F.) — Casa de pallia» fella no matto^ 
para morada de engenheiros e Irabalhadores durante o 
servilo da construcgào da estrada de ferro. 

Rascunho (Tech.) Croquis, — Sketch. — Entwurf^ 
Skizze. — Desenho felto a olho. 

Raspador (Ferr.) — Ripe. — Thootlxed scraper. —Krat- 
zeisen. 

Reharba (Tech.) — Bavure. — Seam. — Gussnaht. — 
Saliencìa de metal que fica na pega depois de fun- 
dida. 

Rebater um prègo (Const.) — Reballrc un clou. — 
To clinch a nati. — Nennageln, Narhnageln. 

Rebitagem (Locom.) — Rivure — Rivetting.—Nieten. 
— Nas caldeìras as chapas sào juxtapostas. A rebitagem 
é simples quando consta de urna carreira de rebites, e 
dupla quando tem duas carreiras, sendo entào os rebìtes 
dispostos em zig-zag, aflm de tornar a ligaQào das chapas 
mais estanque. Formulas sobre rebitagem : 

<f = 001,004X1,5 e f=15i 

p « Dm ,010 X 2 4 P = On>,010 X 2,6 d 

Sendo, em millimetros: d, diametro do rebite; e, 
espessura das chapas de ferro; z, distancia do eixo do 
rebite a borda da chapa ; p, distancia de eixo a eixo, eutre 
OS rebites, na rebitagem simples; P, distancia de eixo a 
eixo, entre os rebites, na rebitagem dupla. 

diametro da cabeca dos rebites, em geral, é ìgual 
a 5/3 de d; e, a altura da cabeca, a 2/3 de d. 



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UEBITAGEM ' :*59 



Nas especificaQdes para o fomecìmento de superstruc- 
luras de ferro para pontes, encontra-se o seguinle: « Os 
rebiles serao de ferrò, da mesma qualidade dos empre- 
gados nas caldeiras de locomolivas. ferro sera ductil e 
tenaz, em relacào i contestura, fibra e pureza e apre- 
sentarà loda a apparencia do ferro mais resistente. 

Cravafào. — Os rebiles a cravar serào levados à tem- 
peratura do verraelho cereja e applicados com essa tempe- 
ratura» completando-se a operaQào na temperatura do 
vermelho escuro. 

Os rebìtes serSo fortemente rccalcados contra as pegas 
a reunir e as cabe^as deverào assentar em toda a sua 
superficie. 

Os furos relativos a um mcsmo rebìte oas chapas e fer- 
ros superpostos deverào corresponder-se exactamente. Sera 
permiltido em todo o caso uma tolerancia de 1 millimetro de 
excentricidade, que deverà desapparecercom oalargador. 

A cravacao sera precedida do aperto das pecas umas 
contra as outras; deverà, além dìsso, ser praticada a nào se 
darem inclinaQoes ou enjambramentos no corpo dos 
rebites ou na cabota da cravacao. 

Os rebites serào preparados com um diametro de 1/20 
menor dos que os furos. 

As cabegas dos rebites serào bem centradas, a de 
cravagào sera bem recalcada na base e achatada depoìs; 
nào deverà apresenlar rachas ou fendas. 

A cravacao sera feita com eslampa, tendo o encon- 
trador no minimo 9 kilos. Permitlir-se-ha tambem a 
cravagào a machina. A cravacao feita cxclusivamente com 
martello de caldeireiro nào é permittida. 

Resistenda da cravagao. — esforco capaz de pro- 
duzir a ruptura nào deverà ser menor do que 36 kilos 
por mm* da secgao rompida. » 



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240 REBITE RBCETTA LIQUmA 

Rebite (Const.) — Rivet. — Rivet. — Niei. — Especie 
de prègo com que se lìgam chapas de ferro GoropOe-se da 
hasle e de urna cabega em cada exlremo. — [Vide: Rebi- 
tagem]. 

Reboco (Const.) — Enduit. — Plaiaer. — AbptUz. 

Rebolo (Tech.) — Meule. — Grindstone. — Schlei- 
fslein. — Apparelho que serve para amolar ferramentas. 

Rebordo das rodas (E. de F.) — Boudin dei roues. — 
Flange. —Spurkranz, Rand, Kragen. — Saliencia exis- 
teole nos aròs das rodas das locomotivas e dos carros, 
afim de nào deixar as rodas sahirem de sobre o trilbo. 
A folga entro o trilho e o rebordo da roda nào deve ser 
menor que O'",010 nem maior que 0",025. Nas rodas 
centraes das machinas de tres eixos, a folga póde attìngir 
a 0"»032. Todas as rodas das locomotivas em geral lem 
rebordos* A altura dos rebordos é de 0",025 pelo menos. 

Recalque das terras (Const.) — Tassemenl de$ terres. 

— Sinking of earths or settling. — Senkung, Sackung. 

— [Vide: Àbatimento das terras]. 

Receita (Adm.) — Recelte. —Receipt. — Einnahme. — 
Rendimento do traifego de urna estrada de ferro. 

Receita bruta (Adm.) — Recetle brute. — Gross- 
receipt. — BruttoeinaJime. — Rendimento do trafego de 
urna estrada de ferro, sema deduccsio da despeza. 

Receita kilometrica (Adm) — Rereite kilométrique. 

Kilomelrical receipt. — Kilometereinnahme. Receita 

bruta kilometrica é a receita bruta dividida pelo numero 
de kilometros que a estrada tem em trafego ; receita 
liquida kilometrica é a receita liquida dividida pelo nu- 
mero de kilometros que a estrada tem em trafego. 

Receita liquida (Adm.) — Recettc nette, — Neat re- 
ceipt. — Reineinahme. — E' a receita bruta menos a 
despeza. 



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REGONHECIMENTO 241 



Reconhecimento (E. de F.) — Reconnais$anc€. — JRe- 
conmissance. — Operafào prelirainar do estudo e cons- 
trucQào de urna via-ferrea.' iDvestigaQ^o mais ou menos 
rapida que o engenbeiro faz no terreno conipreheodido 
entre os pontus extremos da linha a construir. 

Pelo reconhecimerUo fórma-se idèa approximada dos 
accidentes que determi nam a mais vanlajosa directrìz da 
estrada em projecto. Fica-se conhecendo as passagens 
mais convenientes para o tracado da liolia, as montaohas 
a atravessar, as correntes d'agua a vencer, os valles a 
seguir, etc., etc. 

Para obter-se resultado satisfactorio, convém observar 
OS seguintes preceitos, durante o reconhecimento: 

— Percorrer algumas vezes a zona comprehendida 
entre os ponlos extremos, em varias direcQ5es. 

— Obler dados estalisticos dos logares atraves- 



— Golher os dados technicos indispensaveis, etc. 

Os moradores das regiOes em reconbeci mento podem 
prestar muitas ioformaodes de utilidade sobre as maximas 
cbeias observadas, etc; cumpre, porém, dar algum des- 
conto aos exageros dos sertanejos, que muitas vezes se 
entbusiasmam e ultrapassam os limites da verdade. 

Do campo, depois do reconbecìmento, o engenbeiro 
deve trazer, mais ou menos determinadas : 

A directriz da linba, a sua extensào, e as alturas dos 
pontos mais elevados do percurso reconhecido. 

A directriz è obtida pela bussola de algibeira, to- 
mando-se todos os rumos entre os pontos notaveis. 

A extensào é avaliada pela marcba do animai em que 
engenbeiro vae monlado. Em gerai um bom cavallo 
percorre 100" em um minuto. De modo mais exacto» as 
distancìas sào marcadas pelo podometro, 

Diooloaarlo 10 



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ut RECTlFIGAgXO DE INSTRUMENTOS 

As alturas dos pontos principaes sào tomadas a 
aneroide. N'esta especie de b|romelro, cada millimetro de 
descida na escala indicadora da pressào athmospherica, 
corresponde & elevagào vertical do observador de 10",6. 

Gom OS dados obtidos no reconbecìmeoto, feitas as 
correcQdes que o tino pratico do engenheiro acoose- 
Ihar, deve ser constraida uma pianta approximada de 
toda a zona percorrida, bem corno o perfil longitudinal da 
linha percorrida. 

Divel de Stampfer é o instrumeDto mais appropriado 
a um bom reconhecimento ; com elle so o engenheiro póde 
obter todos os dados technicos necessarios. 

Regras de Brisson, applicaveis aos Irabalhos de reco- 

NHEGMENTO : 

1'. A crisla de uma raonlanha desenvolve-se mais ou 
menos em recta parallela à linha do thalweg, e tendo sobre 
horizoote inclinando no mesmo sentido que o ihalweg. 

2*. No ponto de encontro de uma crisla principal e 
duas secundarias ha um maximum de altura. 

3\ No ponto da crista eoconlrado por dous thaiweg$ (de 
Tertentes oppostas) ha um minimum de altura. 

Esse ponto é conhecido pela denominalo de gar- 
ganta. 

4*. Quando dous thalwegs parallelos (em vertentes op- 
postas] dìvergem» no ponto em que elles prolongados 
encontrariam a crista, ha forcosamente um minimum de 
altura. 

5*. Dous thalu)egs parallelos,porém inclinados em sen- 
tidos oppostos, formam, na crista que os separa, um 
minimum de altura. — [Vide: Thalweg], 

RectificagSo de instrumentos (Tech.) — Rectiftca- 
tion. — Adjustment. — Rectifizirung. — [Vide : Nivel e 
transito]. 



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REDE DE ESTRADAS DE FERRO REXUNTAMENTO US 

Rede de estradas de ferro (E. de F.) — Ré$eau. — 
Sìjilem of rail-roads. — EiseTibahnnetz. — Conjancto de 
estradas de ferro ligadas entre si. 

Referencia de mvel (Tech.) — [Vide: Bench-mark]. 

RefràcsSo (Tech.) — Réfraction. — Refraction. — 
Brechimg, — [Vide : Nivelamento]. 

Registro (Locom.) — Regislre. — Regùler. — RegiOer. 

— Valvula com que o machìDista gradua a tiragem. 
Registo das bagagens (Adm.) — Enregistrement de$ 

bagages. — Registering of baggages. — Gepàckaufgabe. 

Regoa (Chata e larga, dos marcineiros) — (Tech.) — 
Limande. — Broad and fiat piece of wood. — Richtsdieit. 

Regoa de pedreiro (Tech.) — Règie de magon. — 
Rule. — MaurerkMe. 

Regoa para sobreleTasSo (E. de F.) — Règie de sur^ 
haussement^ règie à dévers. — Rule for élevation of ihe 
raiU. —Schabloìie fw uberhòhung. 

Regoas para tragar as curvas do projecto (E. de F.) 

— GabariU des courbes. — RaU-road regular curves. — Cwr- 
venlineale. — Estas regoas tém em si marcado o grào da 
curva. 

Regulador (Locom.) — Régulateur. — Regulator. — 
Regtdator. — Apparelho com qae o machinista, por meio de 
urna barra, augmenta ou diminue, segundo as circums* 
taDcias, a entrada e sahìda do vapor da caldeira para o 
cyliodro. — [Vide figura da palavra Caldeira]. 

Regulamento (Adm.) — Règlement. — Slaiement. — 
Vorschriflen. — Nas estradas de ferro em trafego ha regu- 
lamentos impressos, marcando descriminadameote as at- 
tribuiQdes e os deveres de todo o pessoaL 

Rejontamento (Const.) — Rejoinloiement. — Rejoin- 
ting.—Fugenverslrich. — Tomada das juntasdas alvenarias 
com argamassa, em goral de cimento. 



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244 RELATORIO RESGATE 

Relatorio (Adm.) — Rapport. — Reporl. — Bericht. 

Relogio (Tech.) — Horloge. — Clock. — Uhr. — Os re- 
logios de todas as estacOes de urna mesma estrada de ferro 
devem seracertados pelo da estacào principal. 

ReparagSo (E. de F.) — Réparation. — Repair.— Aus- 
bessemng.— Concerto feito no material rodante ou na linha. 

As grandes reparagOes das locomotivas e dos carros 
sdo executadas nas officinas especiaes da estrada; as 
pequenas reparacOes sào feitas mesmo nos depositos. 

Reprehens9o (Adm.) — Réprimande. — Repriimiid. 
— Vemeis. 

Repuzo (Ferr.) — Repoussoir. —Punch.— Stemmmeissel. 

Resalto (Const.) — Saillie, graditi^ rmaut. — Res- 
$aut. — Risalita Vorsprung. 

Reservatorio d'agua (E. de F.) -r Réservoir £eau. — 
Tank. — Woi^erkaslen. — [Vide : Alimentagào e tanque]. 

Resgate [De urna E. de F.] — (Adm.) — Rachat. — 
Repurcha$e. — Rùckkauf. — Entre as clausulas que acom- 
panham as concessOes de estradas de ferro encontra-se a 
seguiate : 

<( governo terà o direito de resgatar a estrada que 
se refere à presente concessào depois de decorridos 
30 annos desta data. 

prego do resgate sera regulado, em falta de accòrdo, 
pelo termo mèdio do rendimento liquido do ultimo quin- 
quennio e tendo-se em consideracào a importancia das 
obras, material e dependencias no estado em que esti- 
verem entào, nào sendo esse prego ioferior ao capital 
garantido se o resgate se effectuar antes de expirar o 
privilegio. 

Se resgate se effectuar depois de expirado o prazo do 
privilegio, governo so pagarà à companhia o valor das 
obras e material no estado em que se achar,comtanto que 



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RESIDENCIAS RESKTENCIA DOS TRENS A TRAC0O 248 

a somma que tiver de despender nào exceda ao que se 
tiver effectivamenle empregado na construcgào da mesma 
estrada. 

A importancìa do resgate podere ser paga era titulos 
da divida publica interna de 5 ^o de juro annual. 

Fica eatendido que a presente clausola so é applica vel 
aos casos ordinarios, e que nào abroga o direilo de des- 
apropriafào por utilidade publica que tem o estado. » 

Residencias (E. de F.) — A estrada de ferro no pe- 
riodo da construccào è dividida em secgóes e estas sSo 
snbdivididas em residencias. Cada residencia, conforme 
as difficuldades do tracado, tem de 6 a iO kilometros, que 
sào entregues à direccào de um engenheiro. 

Resistencia dos trens à tracgio (E. de F.)— Formulas 
deduzidas por varios engenheiros. 

Resistencia dos trens em rampa. — Formula de Ran-- 
kine: 

R = 1,83 (T + E) [0,00268 (1 + 0,0003 V«) + i] 

Sondo: R, resistencia do trem em alinhamento recto; 
i, declividade em millimetros ; T, peso do Irem em tone- 
ladas metricas ; E, peso da machina em toneladas me- 
trica»; Y, velocidade em kilometros, por bora. 

RESISTBNaA DOS TRENS EM PATAMARES E RAMPAS, EM 

TANGENTE. — Formulas do Baum: 
Em patamar e tangente: 

R = P (2 + 0,06 V) + M (4,6 + 0,16 V) 

Em rampa ou dedive, em tangente : 

R = P(2 + 0,06V±j) + M(4,6 + 0,16 VifcO 

Sondo: R, resistencia, em kilogrammas por tonelada; 
V, velocidade, em kilometros, por bora ; t, declividade em 



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2^ RESISTENGIA DOS TRENS À TRACgìO 

millimetros; P, peso do trem em loneladas; M, peso da 
machina em toneladas. 

ReSISTBNCIA DOS TRENS EM RAMPA E CURVA. — FonnulaS 

de Honorio Bicalho : 

Em estradas de ferro de bitola de 1*,44 (e tambem nas 
de 1 "",60, bemapproximada mente, comò material rodante 
actual), declive de % millimetros por metro e curvas de 
raio R, a resistencia total dos trens, em kiiogrammas por 
tonelada de carga bruta rebocada, encontra-se pela se- 
guiate formula: 

R' = — (9,20 + 0,20 V + 0,00185 V*) + -^^ + t 
p R 

Sondo: Em rampa + i; em declive — i; em patamar 
t=0; em tangente R=x ; V, velocidade, em kilome- 
tros, por bora; p, toneladas do peso bruto do trem, por 
eixo. 

HoDorio Bicalho observa que està formula tem appli- 
ca^So aos trens de todas as especies e com qualquer quan- 
tidade de carga, com a condigdo sómente de nào exceder 
a velocidade a 40 kilometros por bora. 

Para trens leves, de velocidade superior a 40 kilo- 
metros (trens de passageiros] o illustre engenheiro apre- 
sentou a seguinte formula : 

1 sn V 

R'= — (7,5 + 0,16 V + 0,00185 V>) + -=^ + i 
P ^ 

Formula de Abt: 

Sendo: R, resistencia total por tonelada; v, velo- 
cidade ; X, rampa ; h, coefflciente de augmento de resis- 
tencia devido às curvas; a, coefficiente = 0,001 7; 6, co- 
efficiente =0,00008 (trens de carga). 



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RESISTENOA DOS TRENS À TRACgìO 247 

Os valores de k, indicados por Abt, sào : 

Bftio de euTts Volorte d« k 

200 metros 2,80 

260 „ 2,50 

300 „ 2,25 

400 „ 1,90 

600 „ 1,30 

Acima de 800 metros 1,00 

Resistenoa DOS TRKNS NAS cuRVAs. — FormuIa da E. F. 
de Orleans: 

B=1000-^n 

Sondo: R, resistencia do trem, em kilogrs., por tone- 
lada ; r, caio de curva em metros ; V, velocidade, em kilo- 
metros por bora ; n , oumero de vehiculos atraz do 
tender. 

Formala de Von Róhl : 

P 0,6504 
r — 56 

Sendo: R, resisteacia em kilogrammas por kilogramma 
do pezo bruto ; r, raio da curva em metros. 

ReSISTBNOA DOS TRENS BM TAN6BNTES E PATAMARES. — 

Formula de Pambour : 

R'=/l +-y-) (6 M+ 0,002687 Sv«) + R 

Sondo: R', resistencia do trem em libras inglezas; 
M, peso dos vehiculos e do tender em toneladas inglezas; 
R, resistencia da macbina, que é avaliada em 15 libras 
por lonelada de machina ; v^ velocidade em milbas, por 
bora ; S, superficie de resistencia do ar. Està resistencia é 



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348 RESlSTENdA DOS TRENS À TRAG0O 

igual a 70 pés quadrados, mais tantas vezes 10 pés qua- 
drados quanlos forem os vebiculos dos treas. 
Formulas das estradas de ferro do Hannover: 

P 

Quando a velocidade està entro 6 ^^5 e 11 ks. por bora B = 



Quando a velocidade està entro 84 e 40 ks. por bora B = 



592 
P 



465 



Sendo: R, a resìsteocia do trem inteiro em kilo- 
grammas; P, peso do trem em kilogrammas, compre- 
headido o peso da locomotiva. 

Formula de Clarck: 



«=p(«+-^) 



Seodo: R, resislencia do trem em libras ioglezas; 
P, peso do Irem em toneladas ìDglezas, entrando a ma- 
china ; V, velocidade do trem, por horay em milhas ia- 
glezas: 

Formula de Koch : 

R= P(l + 0,04 V) +PÌÌ2 + 0,0044 V*) 

Sendo : R, resistencla do trem em kilogrammas ; P, peso 
do trem em toneladas, nào entrando a locomotiva e o 
tender; p, peso de uma machina de tres eixos conjugados, 
em toneladas; V, velocidade por hora, em kilometros. 

Formula de Gooch e Sewel: 

R = P /e + -~-\ + ? (5 + -|- + 0,00004 PvA +0,00002Vv« 

Sendo: R, resistencla do trem em libras inglezas; 
P, peso dos vehiculos, nào entrando a machina e o tender. 



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RESISTENOA DOSTRENSÀ.TRACgìO 340 

cm loneladas ; p> peso da machina e tender em toneladas ; 
V, volume do trem em pés cubicos inglezes; v, velocidade, 
por bora, em roilbas. 

Formqlas de Vuillemin Dieudonné e Guébhard: 

Trens de carga : 

Lnbrìficagio com gran R = (2,3 + 0,05 v) P. 

, „ azeite R = (1,6 + 0,06 v)P. 

A velocidade v està comprendida eotre 12 e 32 kilo- 
metros por bora. 

Trens de passageiros, com velocidade comprehendida 
entro 50 e 65 kilometros por bora : 

B = (1,8 + 0,08 V) P + 0,006 Av« 

Trens expressos, com velocidade comprebendida entre 
70 eSOl^ilometros: 

R « (1,8 + 0,14 V) P + 0,004 Av3 

Sondo em todas as formalas: R, resistencia do trem em 
kilogrammas ; P, peso do trem em toneladas, nSo compre- 
hendidos a locomotiva e o tender ; v, velocidade do trem, 
por bora, em kilomelros; A, superficie da fronte do trem, 
em metros quadrados. 

Formula de Harding : 

R =» «,72p + 0,094 Yp -H 0,00484 nV* 

Sondo: R, resistencia total do trem em kilogrammas; 
\, velocidade. do trem, por bora, em kilometros; p, peso 
do trem em toneladas metricas; n, maior sec^ao do trem 
em metros quadrados, em goral igual a 5 ou 7 para 
e%fTe$$o% e 14 para outros trens. 



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250 RBSISTENOIA DOS TRENS À TRACgXO 

Formula de Redtenbacher : 

E = P (3,11 + 0,077 Y)+p (7,25 + 0,577 V) + 

+ 0,0704 V* A + -^ 
4 

Sondo: R, resistencia do trem em kiiogs.; P, peso dos 
carros, em toneladas ; p, peso da locomotiva e do tender; 
n, numero de vehiculos do trem ; a, secgào de face de um 
vehiculo, em metros quadrados; A, secQào de face do 
trem ; V, velocidade em metros por segando. 

Formula empregada em varias estradas de ferro da 
Europa : 

p 



R = 0,0848 V + 2,34- 



200 



Sondo : R, resislencia em kilogrammas, por tonelada ; 
V, velocidade, por bora, em kilometros; P, peso do trem, 
em toneladas. 

Està formula satisfaz quando o valor de P està entro 
80'^ e 120'^ e o valor de V entro 40 e 80 kilometros 
por bora. 

Rbsistencu DOS TRENS. — Formula goral adoptada pela 
sociedade allemà Butte : 

Sondo : W, resistencia do trem inleiro, em kilogrammas ; 
w, coefQciente de resistencia total do tender e dos wagdes 
(comprebendida a resistencia do ar) em kilogrammas por 
tonelada, isto é, em-— . w\ coefficiente de resistencia da 

00 I Q 

locomotiva sera tender em-rr-; L,peso total da locomotiva, 

vv 

som tender, em toneladas ; G, peso total do tender e dos 
carros do trem. 



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RESISTENdÀ DOS TRENS A TRACgìO 



251 



Os coefQcientes de resisteocia total ti? e t^;' se deoom- 
pdem pelo segainte modo : 



Resotekcia Opposta ao Motimerto 


paraG 


PARA L 


Em tangente e patamar 


±5 


±5 


Em coTTa de raio r 



Em rampa de s 


Total 


W 


w' 





Os valores raédios dos coefficieates de resisteocia sao 
dados pelas formulas coDlidas no seguinte quadro: 



Bitola da linha 


W^em-^- 


^'-i 


^'•-(i 


Linhas 
prìncipaes 


Linhu 
•ecnndur. 


l-,485al»460. 
1»» 


1,5 + 0,001 V« 
1,7 + 0,0013 V« 
2.0+ 0,0016 V> 


4v^ + 0.002 va 
4 v/«+ 0,0026 V« 
4v^ + 0,008 V« 


675 
r — 80 


600 

r — 60 

476 

r-ao 

870 
r — 10 


0».75 





Nesta tabella : Y, representa a velocidade em kilome* 
tros por bora ; n, o numero de eixos motores da locomotiva ; 
r, raio da curva. 

N. B. — \ resistencia varia de modo notavel coma 
rela^ào exislente eolre o diametro das rodas e o das mangas 
dos eixos» com o affastamento dos eiios, com o numero 



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352 RB5PALDAMENT0 RETIGULO 

dos eìxos, com a posigao do centro de gravidade dos 
wagOes, eie., por isto os resultados obtidos por meio das 
formulas devem ser considerados approximados. 

As experieocias sobre a determinagào da rosisteacia sào 
ainda iDSufficieotes, sobre tudo nas linhas de bitolaestreita. 
Estas formulas dSo levaram em conta a resistencia do 
vento, quo nào é proporcional ao peso do Irem, e sim às 
superficies da frente, de traz, ou às latteraes, segando o 
vento aclùa n'uma d'essas direccOes. No caso do vento 
soprar de lado, é preciso ainda levar em conta a resistencia 
occasionada pelo attrito centra os trilhos, produzida pelos 
aros das rodas oppostas à direc^ào do vento. 

Resistencia dos carros. — Formala de MolesworUi : 



R=/(W+M')+ (wF-—) 



Sendo : W, peso do vehiculo, afóra rodas e eixos ; 
w, peso das rodas e eixos ; D, diametro das rodas ; d, dia- 
metro das mangas dos eixos ; F, coefflciente de attrito do 
eixo, seja 0,018 com azeite ou 0,035 com graxa ; f, coeffi- 
ciente de attrito de rolamento, seja 0,001 ; R, resis- 
tencia do vebicolo. 

Resistencia de uh carro em curva. — Formula de 
Redtenbacher: 

2 a 

Sendo : f, coefflciente de attrito de escorregamento dos 
aros das rodas sobre os trilhos; I, afastamenlo dos eixos; 
6, bitola da linba ; r, raio da curva ; Q, peso do carro. 

Respaldamento (Const.) — ArasemerU. — Levelling. 
— Au$gleichm, abgkichen. 

Reticolo (Tecb.) — Réticde. — Hair-cross or crois.-- 
Wires. — Faden-Kreuz. 



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REVESTIMENTO DOS TALUDES ROGHA 253 

Revettimento dos taludes (E. de F.) — Revétement 
des talus. — Revetment of the slopes or soiling of the $lope$. 

— Bekleidung der Bóschungen. — Os talades dos aterros 
e dos cortes sào revestidos de pedra, de leivas ou gramados. 
conforme a natureza das terras. Algumas vezes exigein 
muros, que podem ser de pedra secca ou de alveaaria 
com argamasa. — [Vide: Muro de reveaimentó]. 

R6Yolug9o na caldeira (Mach.) — Prqjection d'eau. 

— Priming. — Aufwaìlen (im Kes$el). 

Rins (De ponte). — Reins. — Spandrel. — SpandriUe, 
Gewólbzwickd. 

Ripa (Const.) — Latte, — Lath.^ — Latte. 

Rìpado (Const.) — Lattis. — Lath-work. — Lattung. 

Rogado (Const.) — Abatage — Holding-up ^hammer. 

— Fallu/ng. — Córte e derrubada do matto esistente no 
terreno. Està operagào é praticada depois de locada a 
linba, aQm de flcar preparada a facba de terra onde mais 
tarde serao executados os cortes e aterros. 

RogADO £M cAPOEiRAO. — Em 9 horas de servico, uma 
turma de seis trabalbadores, cince com fouces e um com 
machado, limpa 2400°"' de terreno em capoeirào. 

R05ADO KM MATTA viRGBM. — Em 9 boras de servilo, 
nma turma de oito trabaihadores, seis com fouces e dous 
com macbados, limpa 2000°"' de terreno em matta virgem. 

Rocha (Tecb.) — Roche. — Rock. — Gestein. — Clas- 
siQcacSo das rocbas, segundo Evrard: 

V classe : rochas campactas (muitissimo duras). — Eu- 
ritos, arkoses, quartzitos de gràos unidos e flnos, etc. 
Requerem o eroprego de polvora e dyoamite. 

2' classe: rochas duras. — Porpbyros, granitos, eie. 
Requerem polvora e dynamite. 

3* classe: rochas mais ou menos duras. — Calcareos, 
scbistos, etc. Requerem polvora. 



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3SU 



RODA- 



• RODA con DISCO DE MADEIRA 



4' classe : rocha$ moìles. — Schistos pouco duros, etc. 
Reqoerem picareta. 

5* classe: e$broadi{a$e de$agregadas. — Mlaerios de 
alluviào. Requerem picareta. 

Roda (F4. de F.) — Roue. — Wheel. — Rad. — As rodas 
dos carros de estradas de ferro e das locomotivas tém 
para caracteristicos a cooecidade dos aros e os rebordos. 

As melhores rodas sào as de a^o. 

Tkchnologia da roda. — Rebordo, aro de roda, cam- 
bota, cubo, raio, cooecidade do aro, etc. — [Vide estas 
palavras]. 

Roda chela (E. de F.) — Roue à disque^ roue pleine. — 
Disk wheel. — Scheibenrad. — Multo usada nas machiuas 
de carga, e nos carros de passageiros, de carga, eie. 




Fig. 26 — Soda clirà». 



Sào muito empregadas nos Eslados-Unidos rodas 
cheias, com discos de ferro e aros de ago cavilbados, 
proprias para transilarem sobre a aeve. 




Fig. 26 — S6C9S0 de umft roda ebeU. 

Roda com disco de madeira (E. de F.) — Roue en 
fc(H5. — Wooden disk wheel. — Holzscheibenrad. — Nào tem 



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RODAS GOM RAIOS RODA MOTRIZ 255 

emprego nas locomolivas. Poi ensaiada na Inglaterra ; deu 
mèo resultado. 

Rodas com raios (E. de F.) — Roues avec rais. — 
Wheds with spokes. — Speichenrad. — Apresentam o in- 
conveniente de produzirem muita poeira. Os raios actuam 
corno ventiladores. 

Rodas coiyugadas (Locom). — jRot^e^ acouplées. — Con- 
nected-wheeU. — Verkuppelte Ràder — [Vide: Brago connector] 

Roda da frante (Locom.) — Roue d'avant. — Leeading 
ijoheel. — Vorderrad. 

Roda detraz. — (Locom.) — Roue (Tarrière. — Hind 
wheel or trailing wheel. — Hinterrad. 

Rodas (para vagoes) com discos de papel (E. de F.) — 
Nos Estados-Unidos o papel comprimido tem sidoapplicado 
na fabricac^o de discos de rodas para vagoes. Existe em 
Nova-York um grande estabelecimento com o seguìnle 
litulo: American Paper car Wheel Company, que fornece 
rodas, com diametros ale 1",07. As rodas sào formadas 
de discos de papeU comprimidos dentro de aros de ferro. 
Os discos submettidos à pressSo de 400 toneladas, ad- 
quirem grande dureza. 

A companhia dos Pulmann car$ emprega de preferen- 
cia rodas de papel; e attribue à elaslicidade d'està materia 
a grande duracao de certos aros de rodas. Ha rodas de 
discos de papel e aros de aco fundido que, tendo feito sob 
um vagào-dormitorio 525.000 kilomelros de percurso, 
apenas passaram uma vez pelo torno. A espessura do aro 
das rodas permitte duas passagens pelo torno. Elias 
podem efifectuar um percurso total de 650.000 kilometros. 
Além disto, disco de papel é tao forte que póde ser apro- 
veitado em um segundo aro, depois de gasto o primeiro. 

Roda motriz (Locom.) — Roue motrice. — Driving- 
wheel — Treibràdery Triebràder. — A que recebe directa- 



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mò RODA MOTRIZ 



mente o movimenlo do brago motor. diametro varia 
conforme a velocidade qae as m^icbioas devem desen- 
volver. 

Para trens de velocidade de : 

25 km. por bora. . - 0",900 

80 » » » / 1»,100 

46 » » » 1-200 

De mais de 45 km 1",500 

Nas locomotivas dos trens expressos> o diamelro das 
rodas motrizes chega a {""^SO e mesmo a 2",30. 

Apresentemos um trecho de Debame, contendo codsì- 
dera(^es mui judiciosas : a Les roues d'un diametro exa- 
géré soni exposées, malgré le mentonnet, à passer par- 
dessus les rails; d'autre part, si on augmenle le diamètre 
D, il faut, pour conserver Tefforl de traction T, augmeoler 
le volume (ndJ) du cylindre, ce qui conduit à des di- 
mensions défavorables. » 

Segundo Redtenbacher, as rodas motrizes nao devem 
ter diamelros menores de 

nem maìores de 

8.46 Vj/-!- 

Sondo : Y, velocidade, em melros, por segando; 
I, compressào das molas, pelacarga; 9, acceleracSo da 
velocidade pela gravidade. 

Diametro que devem ter as rodas motrizes para prò- 
duzirem urna certa velocidade : 

V 



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RODAS 



i57 



Sendo: D, diametro proourado; V, velocidade em 
metros, por segundo ; N, numero de voltas das rodas, por 
segundo. 

PrBSSÀO EXERaDi PELA RODA MOTRIZ SORRE OS TRILHOS. 

— E' dada pela formula : 

P = 6,261^ 

Sendo: P, pressao ; K, coefficiente de resistencia do 
material do trilho (para ferro = 750 kg. e para o ago 
= 1.000 kg.) por centimetro quadrado; I, momento de 
inercia da sec(ào do trilho, refendo ao eixo neutro; 
a, distanoia da fibra mais afastada do eixo neutro ; l, dis* 
lancia entre os apoios dos trilhos. 




Fig. 27 — For^ftndo aa rodas motrizes. 

Àpresenlamos na figura 27 o maio mais empregado nas 
fabricas de locomotivas para introduzir o eixo nas rodas 
motrizes. — Vé-se pelo desenho qua o trabalho é feito a 
malho. 

Rodas (Contra-peso das — de locomotiva). — [Vide : 
Contra^esó], 

Diceionaxitf. 17 



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RODA DENTADA 



Noi locoìnotivas de rodas livres: 
Na$ locomotims de rodas conjugadan: 

p = -^r«.m-i-H-B-^4- (n - 1) ^'J 

Sendo: p, poso approximado do coDtra-peso; r, raio 
da maDivella; d, distancia do centro de gravidade da 
manivella é linha centrai do éixo motor; R, distancia 
(a maior possivel] do centro de gravidade do contra-peso a 
liniia centrai do eixo ; m, peso da manivelia ; B, peso do 
braQO motdr ; 6, comprimento do bra^ molór.; l^ distancia 
do centro de gravidade do brago motór ao centro da cabega 
do embolo; n, numero dos eixos conjugados; b, peso dos 
eixos conjugados ; b\ peso de um brago de connexSo. 

Roda dentada (Mach.) — Roue denUe ou, d'engrenage. 
— Toolhed wheel. — Zahnrad. — Dados praticos : 

Numero (n) de dentes : 

8,1415 D 
n — 



P 

Velocidade (V) na cìrcuroferencia : 

60 

Numero de voltas (G) por minuto : 
G== ^ V 

8,1416 D 



Diametro (D) da roda : 






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RODETE RONDA 3»9 



Yelocìdade (V) angalar : 

V 



V' = 



8,1416 D 

Eifor^o (P) a transmiUir, em kilogrammas : 

P==764 

Sendo: N, forga em cavallos ; p, passo dos dODtes. 

Rodete (Tech.) — Gala. — Roller. — Bolle. — Roda 
troDconica de peqaenas dimeosOes, usada dos gyrado* 
res, etc. Tambem ha rodetes circulares. 

Ròlo (Pont.) — Remous. — Shoot. — Kolck. — Rodo- 
moinho das aguas, formado em redor dos pegOes de ama 
poDte, produzido pelo estreitamento da secQdo do canal. 

Formulas relalivas ao assumpto : 

H = (0,066 V* + 0,016) (-^ - \\ 
V = l,10— V 

Sendo: H, altura do rolo; A» area da sec0o primitiva; 
a, area da sec^io estreitada ; v, velocidade da agua antes 
do estreitamento; Y» velocidade da agaa depois do es- 
treitamento. 

Ròlo de dilatagSo (Pont.) — Roleau de dUaUUum, 
glissiére. — Roller. — DilalatiomplaUe. — [Vide : Ponte de 
ferro]. 

Ronda (E. de F.) — Garde ligne. — Rail^way guard. — 
Bahnwàehter. — Thibalhador da via permanente que per- 
corre a lioha» examinando-a com teda a minncia, afim de ver 
se existe algnm obstacnlo a passagem dos trens. ronda 
deve andarmunido de bandeiras (signaes) durante o dia e 



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160 ROSGA DE PARAFUSO SALA DE ESPERIA 

de laDlerna durante a noite. Havendo algum perìgo na 
linha^o ronda irà incontinente esperar o treno, apresentando- 
Ihe bandeìra encarnada. No caso de estar tudo etn ordeno, 
quando o ronda encontrar o Irem, desenrolarà a bandeira 
branca. A' noite farà os signaes com a lanterna, que deve 
ser de tres faces, tendo cada urna a sua cor (branco, 
verde e encarnado), mostrando a face que o caso in- 
dicar. 

Rosea de parafìiso (Tech.) — FUet de vis. — Sùrew- 
thread or screw worm. — Schraubengewinde, Drall. 

Rosilhio (Arch.) — Rosace. — Roee-mndow. — fltifk?- 
fenster. — Ornamento multo empregado no estylo gothico. 

RotundA (E. de F.) — Remite à locomotives, Rotonde. 
— Locomotive engine-home, round home. — Locomo" 
tiveremtse, Lokomaimchuppeny Maschinenhaus. — Depo-^ 
sito de locomotivas, de fórma circular, tendo no centro 
um gyrador que communica a estrada com as linhas 
internas. — [Vide: Deposito de loconudivas]. 

Rustico (Arch.) — Ruslique. — Rustie. — Rustik. — 
Estylo empregado nas estacdes secundarìas. 



s 



Sacada de janella ou yaranda (Gonst.) — Raicon de 
fenétre. — Ralcany ofwindow. — Bàlkon. 

Saibro (Gonst.) — Gravier. — Gravd. — Groie Sand^ 
Grus^ Kies. — Areia grossa. 

Sala de espera (E. de F.) —Sulle d'attento. ~ Wai- 
ting^oom. — Wartesad* — A sala de espera das estagOes 



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SAPATA DE ESTACA SE3GT0R DA ALAVANGA DE MARGHA 961 



deve ter franca sahida para o vestibulo e para a piata- 
fórma de embarque. 

Nas pequeoas esta^es o proprio veslibulo coniUtue 
sala de espera. 

Sapata de estaoa (CoDSt.) — Sahot de piea. ~ Pile 
shoe. — Pfahhohuh. 

Sapata de muro (Gonst.) — EmpaUement. — Footing. 

— Afilage, LaUche. 

Sapata do trilho (E. de F.) — Palin du raU. — 
Rail fooU paUen. — LaUche, Sehienenfuu. — Parte do 
trilho Vignole que assenta sobre o dormente. 

Sargento (Ferr. de carp.) — SargetU, Cramp. — 
Cramp. 

Sarrafo (Gonst.) — Latte. — Lath. ~ Latte. 

SecgSo de yasSo (Gonst.) — Seetion traniver$ale 
mouiUée. — Seetion ofunUer way. [Vide: Vatòo]. 

Secsdas transTersaes (E. de F.) — ProfUt en travers. 

— Tramversal-frofiles — Querschnitt. 

SBcgOBS TRANSYBRSABS DB BXPLORAQAo. — Durante a 
exploracào faz-se o estudo do terreno em 80 a 100 metros 
para cada lado da linha. Em todas as estacas levantam-so 
normaes (seccOes transversaes) i linha e abrem-se picadas. 
A clinometro sào lomadas as inclinagaes das differentes 
secQOes. Nos angulos as sec^es sào levantadas na direcQào 
das bissetrizes. — [Vide: Cadernetade %ecfòe% trannoertaet]. 

Sbccóes transvbrsabs db LOCAgAO. — Sào levantadas 
normalmente a todas as estacas da locaoSo. Tomadas a 
regna. Servem para fazer-se a cubacào previa das terras. 
Dào OS perfis transversaes do traodo. 

Baotor da alayanca da mudanga de marcha (E. de F.) 

— Secleur du levier de ehangement de marche. — Seclor oj 
the revening-lever. — Fiihrungtbogen. — [Vide : Alavanca 
demareha]. 



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262 SE6MENT0S OU MOLAS DO EMBOLO SERRA 

' ■' \ ' ' • ... 

Segmentos cu molas do embolo (Locom.) — Seg- 
mento du pi$Um. — Pistotirrings, pUtan-pouMng. — Kol' 
benpaekung. 

Seguranga da linha -^ (Instrucgóei teehnieat da E. de 
F. CerUrd do Brazil) : « A linha sere segura em todos os 
pontos de carva e langeole, assim corno em todos os 
poDtos de passagem. 

« Cada am d*esses pontos sere seguro por duas linhas 
de estacas, cruzando-se sobre elle em angulo recto. 

<( Cada urna d'essas linhas de seguran^a conterà, pelo 
menos, qnatro eslacas, dispostas duas a duas, symetrica- 
menle» em relagào ao eixo da linha ferrea. 

« Essas estacas serào laxeadas e sua posiQJo, em 
relaQào ao eixo da linha, sera determinada a transito e a 
corrente com toda a eiactidào. 

a As estacas de seguranga serào enterradas e sua 
presenta assignalada por outras, em cujas faces se es- 
creverà a lelra — S. 

a As estacas de seguran^a serào collocadas a conve- 
niente distaùcia da linha» de modo que nào sejam cobertas 
pelos aterros, etc., e n&o soflfram com as derrubadas e 
queimadas que teoham de ser feitas para o servilo da 
linha. » 

Seizos (Gonst.) — CaiUoux. galleU. — Flint-itoim, 
pebUes. — Nào sào empregadas na construccào das al- 
venarias. 

Semaphoro (E. de F.) — Setnaphore. — Semaphor. — 
Oplisehe TeUgraphensignal. — Mastro de signaes munido 
de bra^os. A' noite emprega lanlernas. 

Sepia (Tech.) — Sepia. — Sepia. — [Vide : AquaréUa]. 

Serie de pregos (Adm.) — Serie de priees. — Prices 
li$l. — Preiiverzeidiniis. — [Vide Prefo*]. • 

Serra (Ferr. de carp.) — • Spie. — Sojw. — Sàge. 



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SERRA GIRGULAR 



963 



Serra circular (Ferr. de carp.) — Sete circulaire. — 
Circular $aw. — Circidarsàge. — Consta que foi Branel o 
iQventor de tiio util machina-ferramenta. Existe em todas 
as ofScinas de estradas de ferro. Os discos dentados cos- 
tumam ter diametros que vào de ccnlimetros a mais de 
um metro, conforme a applicagao da serra. movimento 
póde ser dado por melo de machina a vapor cu por meio 
hydraulìco. Ha serras circulares que tambem servem para 
corlar trilhos. 




Fig. 38 — S«m dreiilMr. 

As officinas do Cremot possuem urna destas machìnas, 
cujo disco tem para diamelro um metro e para espessura 
0-,00275, com dentes de 0-.02 de largura e 0-,009 de 
saliencia. disco faz perto de 850 rota(Oes por minuto. 

Serra «rgular para cortar metaes a quentb. — 
Diametro 0™,8 a 1",2. A velocidade circumferencial com- 
porta 60 a 80 metros por segundo. 

Serra qrcular para cortar metaes a frio. — Quando 
diametro vae até 0",1, a serra tem para espessura 
0%001 e um passo de 0",003. As serras de diametro 



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S84 SERRA DE VOLT/I SIGIf AL ACUSTICO 



superior a 0",500, podem ter 0",0045 de espeseara. Os 
doDtes sao disposlos alterfìativamente de um lado e d'ootro 
do disco e tem 0",0015 de espessura. passo é de O",005 
a O'^OIS. A velocìdade da circamferencia comporta O*,220 
por seguDdo. avangamento varia de 0"'«00135 a O'^^OO^S 
por segundo. 

Serra de folta (Ferr, de carp.) — Scie à chantoumer.-- 
Tennon mu). — Laubsàge. 

Serralheria (Tech.) — Serrurerie. — Locksmiih^s u)ork. 

— Schlosserarbeiten. 

Serralheiro (Tech.) — Serrurier. — Locksmith. — 
Schlos^er. 

Serrar (Const.) — Seier. — To taw. — Sàgm. 
Serrote (Ferr. de carp.) -^Scie à main. — Hand-saìc. 

— Handsàge. 

Serrota de costas (Ferr. de carp.) — Scieà dos. — 
Backed $aw. — Deutche Fuchsschwanz. 

Serrote da penta (Ferr. de carp.) — Seieàguichet.— 
CompasS'Saw. — Lochsàge. 

Signal (E. de F.) — Signal — Signal. — Signal. — 
Nas estradas de ferro os signaes sào classificados em tres 
classes: 1% signaes moveis; 2% signaes fixos; 3% sigDa6 
do trem. 

Signaes moveis : Bandeiras, lanteraas, bombas ex» 
plosivas, trompas» apitos, sioetas, etc, 

Signaes fixos : — Discos, semapboros, electro-seroa- 
phoros» appar)3lho6 Tyer, signaes de passagem de Dive, 
laboletas de aviso, signaes de bifurcagao, etc., etc. 

Signaes do trem : — Nos trens sào usadas lanternas^ 
bandeiras. 

Signal acustico (G. de F.) — Signal acousUque. - 
Acoustie signal. -*^ Ahutische Signal. 



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SIGNAL AVÀNg ADO SIMPLES MS 

Signal ayangado (E. de F.) — Signal à diilanee. — 
Distant $ignal. — Distanzsignal. 

Signal a noite (E. de F.) — Signal de nuit. — Night- 
signal. — Nachlsignal. 

Signal da linha (E. de F.) — Signal de la vote. — 
Railway-signal. — Linieiignal. 

Signal de dia (E. de F.) — Signal de jour. — Day- 
signal. — Tagsignal. 

Signal de partida (E* de F.) — Signal de dipart. — 
Down-signal. 

Signal de ramai ou de agulha (E. de F.) ~> Signa 
de branehement. — Switch-signal. — Weithmmp^. 

Signaaa do trem (E. de F.) — ^ Signaux du train. — 
Train signals. 

Signaea fizoa (E. de F.) — Signam fixes. — Fia^ 
signals. 

Signaes moTeie (E. de F.) — Signaux mobiles. — 
Movable signals. 

Signaes [Encarregado dos — ] (E. de F.) —Signaliste. 
— Signal-man. — Zeichengeber. 

Simples (Censir.) — Cintre. — CetUre. — Lehrbogen. 
-^ Armac^o de madeira» sobre a qual é construida 
a abobada. Deve ser retirada depois de haverem seccado 
bem as alvenarias da abobada. 

Excesso de altura dos simples para conlrabalan^ar o 
recalque das abobadas de vàos maiores que 12 metros: 

Nas construcQdes ordioarias : 

B = 0,019 (y^/) 

Nas conslruc^Oes regulares : 

E = 0,010 (V — /) 



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366 SINET A SOBRELEVAgiO 

Nas coastruc^des eiecutadas cono esmero: 

E = 0,006 (v—/) 

Sendo : E, excesso de altura ; v, v9o da abobada ; 
f, flecha da abobada. 

Sineta (E. de F.) — aoehette. — Beli. *- Glocke. — 
Nas estagOes» a sineta serve para avisar aos passageiros a 
sahida dos trens. 

Scalilo (Const.) — Plancher. — Fìoor. — Didang. 

Sobre-carga (Tech.) — Surcharge. — Overeharge. — 
Ueberlatt. 

SobreleyafSo (E. de F.) — Surélivation, dhers. — 
Cani or super-elevation oflhe outer rail. — N^igung der 
Schienm. — Altura que se dà ao trilho eiterior das curvas, 
aflm de destrair os eflfeitos da for^a centrifuga na marcba 
dos vehiculos. 

SoBRBLKVAgAO NAS cuRVAS. — Formula ingleza: 

Sondo : S, sobrelevasio do trilho exterìor, em polle* 
gadas; V» velocldade, em milhas, por bora; W, bitola da 
linha em pés; R, raio da curva em pés. 

Os inglezes possuem outra fòrmula, porém mais com- 
plicada : 

e [0,782V«(NDW)1 — 4PB 
^^ NDB 

Sondo: D, diametro das rodas dos carros em pés; P, 
jogo da linha, em pés; -~-, rela^ào da inclina^ào do aro da 
roda. As outras letras tém a mesma significalo apresen- 
tada na fòrmula precedente. 



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SOBRELEVAglO 967 



Urna das fórmulas mais adoptadas é a seguiate: 

Sendo: S, sobreleva^ào do trilbo exterior; B» bitola 
a linha; R, raio da curva; g, accelera^So da gravidade; 
% Telocidade media dos trens» por segundo. 

Na réde Parù-Lyon-MedUerranée, na FrauQa» esU ado- 
lada està fòrmula : 

Sendo: V, velocidade maxima dos trens, em kilo- 
letros» por bora; R» raio da curva em metros. 
Formula de Varroy e Bauer: 

o 20 + 0,012 v« 



B 

Sendo : S, sobrelevac^o em metros ; V, velocidade em 
ilometros, por bora ; R, raio da curva, em metros. 
Formula de Kaven: 



-/ 



8ys« 



Sendo: S, sobreleva^o em millimetròs; $, bitola da 
nha em metros; v, velocidade dos trens em metros; 
, accelerac§o de gravidade. 

engeoheiro Jorge Rademaker publicou em um dos 
iimeros da Revi$ta de E$tradat de Ferro a seguinte nota : 

a SOBRELBVA(AO DO TEILHO BXTBRIOR NAS CURVAS DB ES- 

lADAs DB FERRO. —A formula QUO dà essa sobrelevagao é : 



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MS SOBREUSVAOXO 

no qual L, represeDta a largura da liaht ; V, a velocìd^ 
dos trens em kilometros e por bora, e R» o raio da m 
em metros. 

A relagào entro urna corda C» de urna circumfereiKÌ 
de raio Rea respectm flecha F, é: 

e* = 4 F (2 B — F) = 4 (2 EP — P«) 

Para C, muì peqaeno relativamente a R» o termo 
póde ser desprezado e teremos : 

C« = 8RF 

d'onde 

F = -^ 
8B 

Da formula [i] resulta que para urna mesma velocid* 
as sobrelevagOes sào inversamente proporcionaes aos m 
e teremos : 

S : 8' : : E' : R. 

Da formula (2) resulta que para C, constante, as flec^ 
sào tambem inversamente proporcìoqaes aos raios,el 
remos : 

F : F' : : R' : E. 

Porlanto, dados os valores de V è de C, as sobreW 
serào proporcionaes às flechas da corda C, e se igaalarfl 
entra si os valores de S e de C, leremos urna cxpresèo' 
qual deduziremos os valores de C, cujas flechas ^ 
iguaes às sobreleva§Oes correspondentes às velocidate^ 
e leremos: 

Tr'^TsTr. 
d'onde 

e =0,261 v/r 

expressào nolavel por ser independente do raio. 



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SOBRELEVAgiO EH AUNHAMENTO RfiGTO — ^ SOLDA S60 

Para L== 4",00. leremoa C==0'",251 V, e para 
= i,60. bilola da estrada de ferro D. Fedro II, teremos: 

C = 0-,3175V. 

ÀppucAgAO. — Determinar o valor da sobrelevagào do 
ìlho exterior para a velocidade de 40 kilometros por 
ora e para uma linha de l'^.OO de largura. 

Teremos : 

e = 0»,951 X 40 = I0«",a4, seja 10"»,00 

Tomam-se sobre o eìio do trìlbo exterior duas dislan- 
ias ac = 06= 1/2 C = 5"*,00* A perpendicular abaixada 
ponto a sobre a corda bc, que se póde obler por melo 
e um cordel estendido entre os pontos 6 e e, sera a 
)brelevacào que se procura. » 

SobrelevagSo em alinhamento recto (E. de F.) — 
luando entre duas curvas voltadas para mesmo lado, ha 
m alinhamento recto de menos de 40 metros» a sobre- 
^vagào das curvas estende-se pelo reterido alinhamento. 

Sobresalente (Tech.) — Pièce de réchange. — Spare- 
ear. — Ersatz$tuck. 

Sobre-posta (Mach.) — Couronne de pi$lon. — Jun- 
ring. — Pega que cobre as molas do embolo. 

Sóca do8 dormentes (E. de F.) — Bourrage, — Tamp. 

- [Vide: Dormentes]. 

Socadeira (E. de F.) — Fioche à bourrer. — Pick axe. 

— Krampe. — Ferramenta com que os assentadores da 
ìnha soeam lastre sob os dormentes. 

Secar 08 dormentes (E. de F.) — Bourrer \e% tra- 

ìersei. — To ballast the sleepert. — [Vide : Dormentes], 

Sòcco (Arch.) Socie, de. — Footing, sode. — Sockei 

Sólda (Tech.) — Soudwe. — Solder or welding. — 

Lóthzmny Sddagloth. — Metal que funde facilmente e que, 



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STO SOIAVANGO SONDAGEM DO TERRBK) 

no estado liquido, posto entro doas outros metaes os lig; 
ao resfrìar-se. A sólda mais empregada é composta di 
doas partes de estanho e urna de charobo. 

Solavanco (Tecb.) — Cahotage. — JoUing. — Ruttdn 

SolBÌra da porta (Consl.) — Seuil. ~ Door^siU. - 
Thùrtchwdle. 

Soltar freio^ (E. de F.) — Deserrer le$ freins. — T 
slacken. — Lósen. 

Sonda (Ck)nst.) — Sonde. — Borer. — Bohrer. — Ap 
piireiho com quo se conhece a nalureza do sub-sólo. 

Sondagem do terreno (Coost.) — Sondage. — Baring 
— Erdbohren. — Operaio praticada nas eslradas de ferro 
quando se trala de conbecer a natureza do terreno em qa( 
se vae executar alguroa funda^o de obra d'arte ou abrìi 
algum tunneL 

Em goral a sondagem nào desco a profandidad^ 
superiores a 20 metros, e os furos praticados sdo quas 
sempre verUcaes. Estes furos, por melo de apparelhos e fi^- 
ramentas apropriados, sào abertos com todo o coidado, t 
d'elles sSo extrahidas as amoslras das camadas atraves- 
sadas. 

Os apparelhos e ferramentas trabalham oa superficie 
do sólo, ao longo do furo e no fondo d'este. CkMistam do 
seguinte : Ferramentas perfurantes : 

Trados de colher ) , „ 

Trado, de ratea l^''^ »«"'«°^ '™'"^- 

Trepanot, para terrenos resistentes. 

Nas grandes sondagens empregarse sempre o trapano. 

Para executar-se a extraccSo das amostras do terreno 
ha um grande numero de ferramentas e accessorìos da 
sonda, que muitas vezes sio todos empregados em urna 
so operacào. Ennmeremos: Ha$te$. — Siqiplementos. — 
Cobo de tonda. ---Chave de esperà. — Chave de (feiotorro- 



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SONDAGEM DO TERREMO 271 

char. — Manivella de nf^anobrar. — E$garavatador. — 
Chapeleta àeparafmo. — Gaucho de oaracol, — Sacalrapos. 
-r Tubo$ de revestimerUo^ ctc. 

apparelho geral è preso a urna Irìpe^a, durante a 
operoQào, Dàs pequenas profundidades ; e a urna cabrea, 
si OS furos sào profundos. 

Quando se opera ein rios, em lagos ou no mar, é neces- 
sario um barco para servir de ponto de apoio ao appa- 
relho. N'esles casos, algumas vezes, obtém-se urna boa 
platafórma por meio de andaimes, que devera ter a base 
no fundo do rio ou do mar. 

A introduc^ao do trado e dos tubos no terreno éfeita sìm- 
plesmente a bra^os, até a profundidade de 8 a 10 metros; 
d'ahi em diante empregam-se apparelhos movidos a bra^o» 
a animai ou a vapor. A marcba da operagio é de simples 
bom senso ; deve haver todo o cuidado em nào trocar as 
amostras extrahidas. Durante a operaio o engenheiro to- 
rnare apontamentos em uma cademeta, contendo as se- 
guintescasas: 

Numero do furo. — Profundidade a contar do sólo. — 
Especie de ferramenta perfurante. — Natureza da camada 
do terreno. — Numero de trabalhadores. — Numero da 
amostra. — Observa^Oes» etc. 

Rbvestimbnto DOS FUROS. — Quaudo terreno atra- 
vessado pela sonda mostra-se esbroadl^» reveste-se o furo 
com tubos de folbas de ferro ou com madeìra. 

Os tubos coslumam ter 2 metros de comprimenlo cada 
um e 0",14 de diametro exterior e 0",13 de diametro in- 
terior, com um annel de ligaQdo no extremo de 0",14 de al- 
tura e 0*,15 de diametro exterior. Depois de enterrado o 
prìmeiro tubo, faz-se no annel a liga^ào do segundo ; pro- 
cede-se a crava^So d'este,e assim por dianle até chegar-se 
à profundidade desegada. trepano atravessa os tubos. 



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273 STADU SUPERFICIE DE AQUBCI1I£I9T0 

leitor eocontrarà grande cópit de ìnformagdes nt 
obra de Degoussée e Laurent* — Le guide du imdeur oq 
Traile ihéorique et pratique dei $ondage$. 

Stadia (Tech.) — Stadia. — Stadia. — Instromeoto que 
serve para medir distancias, Divelar, e medlr angulos ver- 
ticaes e horizontaes. À melhor é a de Reichenbach. 

Superficie de aquecimento (Locoro*) — Surfaee de 
chauffe. — Heatingmrf^ifìe.--*Feuef fioche^ HmjWche.~Sa- 
perficie da fornalha (oéo da fomalha) que recebe a ac$So 
das chammasesuperQcie interna dos tubos da ealdeira. 
— [Vide: Caideira tubular], 

Formulas relativas ao assnmpto : 

Oli Ql 1 

«•"Io t^-lo «" = •««' 

Sendo : S, superficie total de aquecimento ; S', super- 
ficie de aquecimento da fornalha ; S", superficie de aque- 
cimento dos tubos; I, ctirso do embolo; d, diametro do 
embolo. 

H = — - Fv. . • para locomotifas de «ipi^essos 

H = ^-Fv ,. » » d« pasaAgeiros 

H = Y^Fv — .... » » de carga 

H == j^ Fv » » de fortes rampas 

Sendo: H, superficie total de aquecimento em metros 
quadrados ; F, for^a de tracgào necessaria para rebocar 
um comboio ; i>, velocidade do trem, em metros por se- 
gundo. 



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SUPERINTENDENTE TABELLA DAS CURVAS 273 

Na Franca estao adoptadas as seguinles rela^Ses : 

Saperficìe de aquecimento da fomalha ~008H 

Superficie de aqaecimento do8 tubos ~ 0*92 H 

Superficie total de aquecimento ... , = H 

Superintendente (Adra.) — Surintendant. — High- 
commissionery superintendant. 

Superstmctura (E. de F.) — Superstructure. — Su- 
perstructure. — Oberbau. — Conjaoclo dos seguinles tra- 
balhos : via-permanente, estacdes, edificios, officinas, 
linhns de manobra, depositos de carros e de looomotivas, 
reservalorios d'agua e de combuslivel, eie. A infraslruc" 
tura comprehende a lerraplenagen] e as obras d'arte. 

Supportes da caldeira (Locom.) — Supportsdelaclinu- 
dière. — Boiler holders. — Kmelstùlzen.—lYide: Caldeira], 

Suta (Ferr. de carp.) — Fau$$e éguerre. — Bevel. — 
Schràgwinkel. 

Sutamento [de ura muro] — (Const.) — Fruii. — 
Slopeness. — Verjùngung, Anlaufen. — Talude dado ao 
paramento do muro. 



T 



T [Esquadro era T] — (Tech.) — Équerre en T, Té. — 
T'Square. — Reissschiene. 

Tabella das curvas (E. de F.) — Tableau des courbe$. 
— Curve-tahle. — Curvenlafel. — A repartigào da via- 
permanente de cada estrada de ferro deve fornecer a todos 
OS mestres de linlia urna tabella de lodas as curvas da 
estrada, com os respectivos raios e sobrelevaQóes. 

Biooionarlo. 18 



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«74 TABOA TALA DE JUNCgÀO 

Taboa (Const.) — Planche. — Board. — Bret. 
Taboleta de aviso [Nas passagens de nivel] (E. de F.) 

— Tableau d'avis. — Notice. — Wamungsiafel. 
Taboleiro de ponte. — [Vide: Estrado], 

Tacha (Consl.) — Clou à téle large, broquette. — Stud, 
tack. — Zwecke. 

Tacometro (Tech.) — Tacomèlre. — Taco^neter. — 
Tacometer. — Apparelho de medir a voìocidade das loco- 
motivas. CompOe-se de iim pendalo conico formado de 
qualro molas com pequenas espheras de cobre deslinadas 
a augmentara forga centrifuga. Poe-se em movimento por 
intermedio de uma correia, quo do apparelho passa a um 
dos eixos da machina e transmitte o movimento por um 
machinismo de relogio a uma aguiha que registra a 
velocìdade, marcando linhas interrompidas, que sobem ou 
baixam, segundo augmenta ou diminue a velocidade. 

Tala de juncQ5o (E. de F.) — Eclisse. — Fish-plate. 

— Lasche. — Chapa de ferro ou de ago com que se cod- 
solidam as juntas dos trilhos. 

Ha planas e curvadas ; estas sào preferiveis. 

Gomprìmento das talas (em bitola larga) O^AO a 0".50 

Oomprimento das talas (em bitola estreìta) 0".28 a 0>".237 

Espesiiira no maio O^.OIO a 0™.016 

Peso (em bitola larga) S^fi.f» a 5kg 

Peso (em bitola estreita) lJ<p.7 a 1 kg.7 

Cada tala é flxa aos trilhos por 
quatro parafusos de 0'",019 a 0",025 de 
diametro (em iiuhas de bitola larga) e 
0".014 a 0"^,016, nas linhas de 1 me- 
tro ouO", 75 de bitola. 
\ As porcas dos parafusos das talas 

«g.if.-Triadejimovso. ^q juncfào ficam no lado interno da 
lioha e, pelo menos, a 0^,038 abaixo da cabeca do Irilho. 




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TALA DE JUNCgÀO DE MADEIRA TALUDE 275 

Talas de juncgSo de madeira (E. de F.) — Éclmse 
en bois. — Splice-block, — Usadas nas eslradas de ferro eco- 
nomicas dos Eslados-Unidos. 

Talas [Assentamento das — de juncgào] (E. de F.) — 
Éclissement, éclmage. — Fishing. — Verlaschung. 

Talhadeira (Ferr.) — Ciscau. — Chizel. — Meissel, 
Beissel, Beilel. 

Talha-mar, talhante (Pont ) — Avant-bec, arrière-bec. 
— Starling, break-umter . — Pfeilervorspitze, Pfeilersterz. 
-^ Macisso de alvenarìa que guarnece a lesta do pegào a 
montante, com o firn de protegel-o contra os choques 
de corpos acarrelados pela correnteza do rio, e diminuir a 
refrega das aguas. A secQào Iiorizonlal do talha-mar póde 
ser triangular, ogival, semi-circular ou semi-elliptica. Està 
ultima apresenta mais vantagens que as outras. A altura 
do talha-mar deve exceder a das raaximas enchentes. 

A jusante do pegào o talha-mar lem a mesma fórma. 
Facilita a passagem das aguns, que assim nào encontram 
resìstcncia. 

pegào de ponte escousa tem para secQào do talha- 
mar uma curva composta por dous arcos de circulo, 
tangentes as faces lateraes. 

Talha {Tech.)—Moulle. — Tackle. — Flaschenzug. 

Talude (Consl.) — Talun. — Slope, — Dó$chung. — 
Inclina(;ào dada iis paredes dos cortes e dos alerros e aos 
muros, etc. 

Formula relativa a taludes: 

"" m — n 

Sendo : x, base do talude; A, altura do córte ou do 
aterro no ponto mais alto ; m : 1 , declividade do terreno ; 
w: 1, declividade do talude. 



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276 



TALUDE TAMANCO DO FRHO OU CEPO 



Iiiclina<^o dos taludes dos cortes e dos aterros em rela(^ 
& Tertieal 



TERRAS 



Indina^ao 


Bela9So 


' eoo 


r.1,70 


64° 


1:1.34 


16° a 470 


i:i,a5 


350 


1:0.60 


450 


1:1,00 



Areia fina e secca. 

Terra hamida 

Terra secca em pò. 

Terra densa, ...... 

Terra mèdia 



Tabella dos angalos correspoudentes aos taludes mais 
emprej^ados na pratica. 



TALUDES 



Angnlos 



1/4 para 1 750 58' 

m n » 

2/8 „ „ 

8/4 „ , 

1 n n 

11/4 „ „ 

11/2 „ n 

I3M n 

2 » H 



63 26 

56 19 

53 8 

45 

38 40 

33 49 



29 


44 


26 


84 , 


18 


26 


14 


2 


11 


]9 


9 


27 



Taludar (Const.) — Taluter. — To dope. — Bóschen. 
— Dar lalude às paredes dos cortes. 

Tamanco do freio oa cepo (Locom. e carros). — 
Sabot. — Brake-block, — Bremsbacke. — [Vide : Freio]. 



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TAMPA DE CYLINDRO TARUGO 277 

Tampa de cylindro (Mach ) — Couvercle du cylindre. 

— Cylinder cover — Cylinderdeckel. — [Vide: Cylindro], 
Tangente — [Vide : Alinhamento recto], 

Tanque (Tech.) ~ Caisse à eau. — Tank, — A espes- 
sura das chapas de ferro batido dos taogues é dada pela 
seguinle formula : 

E- ^^ 

Sendo: E, espessura ; H, pressào da agua por unidade 
de superQcie; D, diametro do tanque; R, esfor^o admet- 
tido 110 material das chapas por unìdade de àrea. 

Os tanques sào de fórma cylindrìca, com fundo es- 
pherico. Os maiores tanques tem 150"'. 

Tanque do tender (Locom.) — Carne à eau du tender. 

— Tank ofthe tender. 

Tarifa (Adm.) — Tarif. — Tariff, price list. — Pre^os 
eslabelecidos para o transporte de passageiros, animaes, 
carros, mercadorias, etc. A tarifa geral é aquella em que 
ofrete é proporcional ao percurso. Ha tarifas especiaes e 
outras. Sobre esto assumpto recommendamos ao leilor a 
obra de Gustave Fóolde — Des transporls par chemim 
de fer. 

Tarifa differencial (Adm.) — Tarif différenliel, — 
Differential tariff, — Aquella, cujo frete kilometrico, para 
aunidade de carga, diminue quando o percurso augmenta. 

Tarracha (Ferr.) — Tarand. — Screw4ap. — Seh- 
neidbohrer. 

Tarracha. (Ferr.) — Filière, — Screw pkte^ — Ferra- 
menta para abrir rosea nas cavilhas e para fazer parafusos. 

Tarugo( Const.) — ErUretoise. — Pega de madeira as- 
sentada entre os barrotes do soalho. 



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278 TBCTO TELEGRAPHO 

Tecto (Const.) — Plafond. —Ceiling. — Plafond, Deche. 

Telegramma (Adm.) — Télégramme. — Telegram, 
lelegraphic dispatch. — Tclegramm. 

Telegraphista (Adm.) — Tèlégraphiste. — Telegraph 
man. — TelegraphisL — Empregado do lelegrapho incum- 
bido de passar telegrammas. 

Telegrapho (Tech.) — Télegraphe. — Telegraph. — 
Telegraph. — Enlr e 2iS clausuìas que acompanham os de- 
crelos de concessào de estradas de ferro encontra-se a se- 
guinte : « governo poderà realizar em loda a exlensào da 
estrada as construcQòes necessarias ao eslabelecimento de 
urna linba telegraphica de sua propriedade, usando ou 
nào, corno nìelhor Ihe parecer, dos mesmos posles das 
linbas telegraphicas que a companhia é obrigada a cons- 
truir em loda a extensào da estrada, responsabilisando-se 
a mesma companhia pela guarda dos fios, postes e appa- 
relhos electrìcos que perlenccrem ao governo. 

Emquanto islo nào se realizar, a companhia è obrigada 
a expedir telegrammas do governo com 50"/. de abali- 
menlo da tarifa eslabelecida para os telegrammas par- 
ticulares. » 

Dados TFXHNicos. — Numcro dos elemenlos para urna 
pilha : 

Linbas de 100 kiloiuetros 30 elementos 

Linbas de 200 „ 50 „ 

Linhas de 500 „ 100 „ 

As pilhas locaes precisam de 6 a 8 elemenlos. 

Os flos sào de ferro galvauisado; e, quando eslicados. 
devem guardar entro si a distancia de 0",3. 

A espessura do fio varia entro 0"",003 e O^.OOI. 

A tensào maxima para os fios de 0",003 é de 60 kgs., 
e, para o de 0'",004, de 90 kgs. 



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T£LEGRAPHO 270 



peso por metro corrente é de O^g, 10 para o fio de 
0™,003 de diametro e 0''^^6 para o de 0-,004. 

A flecha em 100 metros è de l'",25. A dlstancìa entre 
OS postes. para linhas de menos de 6 flos, é de 90 metros, 
e, para linhas de maior numero de fios, de 70 metros. 

Akphabeto telegraphico. — Nas estradas de ferro do 
BraziI està adoptado o alphabelo Morse, onde as letras 
sào indicadas por pontos e linhas. 



AL 


PHABETO MORSE 


a . _ 


n «- • 


b 


o 


e — . — . 


p .— — . 


d 


q _ — • -. 


e . 


r • .. • 


f 


m . . . 


« 


t — 


n • • • • 


u • • «• 


i .. 


V • • • .. 


j 


w • ..«• 


k 


x .. • • .. 


1 


y — • — — 


m _ _ 






ALGARISMOS 


1 . 


^P ^mm • • • • 


«. 


9 


«» • • • «MB «MB 


8 


4 • • • • «MB 


9.. — .. 


5 


O....^ 



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S80 TELEPHONE TELHADO 

ApPARELHOS de UMA BSTACAO TELBGRAPHIGA. — Um3 

pilha, contendo numero de elementos relativo à dìslancìa 
qua telegramma tem de percorrer. 

A pilha é apparelbo quo produz a etectricidade. 

As pUhas do systema Leclanché sào as mais usadas nas 
estradas de ferro. Usam-se pilhas horizonlaes ou verticaes. 

— Duas bussolas, tendo por Qm accusar a direccào e 
a intensidade das correntes. 

— Manipukdor, apparelho com que se traosmittem 
OS telegrammas. 

— Receptor, apparelho que serve para receber os 
telegrammas. 

— Campainhas de avi$o. — As mais empregadas sào 
de systema Paure. 

— Pararaio, destinado a preservar o apparelho tele- 
graphico e os lelegraphistas. 

— Cammutador, apparelho que póe um mesmo flo 
successivamente em rela^ào com muitos outros. 

Telephone (Tech.) — Comp5e-se do transmissor, do 
receptor e do apparelho de chamada. 
Elementos Leclanché empregados : 

Para tympanos de chamada, ezternos 24 a 30 

Para tympanos intemos 4 a 6 

Para cada telephone em serrilo. 2a 4 

Os fios empregados sào de aco ou bronzo phospho- 
retado de 0-,001 a 0»,0015 de diametro. 

Espaco entro os fios, O^^as a O^^iO. Distancia das 
linhas telegraphicas, 3 metros. 

Telha (Const.) — Tuile. — Tile, — DachziegeU Da- 
chstein* 

Telhado (Const.) — Toifure en tuUes. — Tiling. — 
Zi^eldach. — Gobertura de um edificio feìta a felhas. Em 



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TELHADO 281 



ger«l (liz-se lelhado qualquor que soja a especie de cober- 
tura empregada. 

Telhado de ardozu. — Pouco empregado no Brazil. 
As ardozias devern ler 0",003 de espessura. Um metro 
quadrado pesa 25 kgs. A inclinalo deve estar entre 
25* e 30*. 

Telhado db chapas de cobre. — Um metro quadrado 
p.'sa de 6^^,30 a 7^^,70. A espessura das chapas varia 
entre 0",00068 a 0-,00070. A inclinacào deve ser de 
20* a 25*. 

Telhado db chapas de ferro. — Empregam-se cliapas 
chatas ou onduladas da espessura de 0°',00035. Um metro 
quadrado pesa cerca de 8^^,80. Inclinacào do telhado, 
to'" a 25^ Muito usado na Inglaterra. As folbas sào ondu- 
ladas e preparadas em alcatrào ou em azeite de baleia, 
aflm de melhor resistir aos effeitos da ferrugem. Recebem 
quatro màos de pintura a eleo, quer interior, quer exte- 
riormente. Nào tem dado resultado satisfactorio. Tam- 
bem se usam chapas galvanisadas. 

Telhado de chumbo. — Pouco usado. Em sua cons- 
truc0o empregam-se folbas de 3",9 X 1".9'^ X 0",0035 
a 0",0045. peso de um metro quadrado é de 40 
a 53 kgs. A inclinacào varia entre 20' e 25^ 

Telhado de papelào alcatroado. — Bastante empre- 
gado nas estofóes das estradai de ferro das margens do 
Rheno. Mui leve e de pequeno custo; a sua dura^ào ainda 
nào se acha determiuada. 

Telhado de telha francrza ou tblha chata. — 
metro quadrado pesa 81 kgs. A inclinagao deve ser 
de 29*. 

Telhado de telha redonda. — E' o mais encontrado do 
Brazil. Deve ter para inclinaQào 24". Um metro quadrado 
pesa de 50 a 60 kgs. 



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288 TELHEIRO TENDER 



Tklhado db zinco. — E' a cobertura metallica mais 
usada. Apresenta facilidade no assenlamento, grande 
duragào e solidez. telbado de zinco lem para inclinagào 
maxima 15". Póde ser formado de folhas ou lelhas de 
phanlasia. As folhas geralmente lem 1" X 2", 25. peso 
do zinco empregado em telhas é de 8^«' ,08 por metro 
quadrado. metro quadrado de cobertura, incluindo 
pregos, etc, pesa 10 kgs. As folhas oa telhas de zinco sào 
pregadas com pregos tambem do mesmo metal. Nas es- 
tradas de ferro ha muitos ediflcios cobertos de zinco. 

Telhado [Pressào do vento sobre o — ]. Admitte-se que 
vento actue sobre o telhado seguindo uma direccào que 
fórma angulo de 10* com a horizootal. A pressào do vento 
é dada pela seguinte formula : 

2h 

F = p aen* a = p sen* (b + 10°) Bendo : tang. b = — 

Sendo: P, pressào vertical do vento por metro qua- 
drado da projecQào horizonlal do telhado; s, projecgào 
horizontal de uma ajua do telhado; p, pressào do vento 
por metro quadrado sobre uma superfìcie normal a sua 
direcQào; h, altura do telhado; a, angulo que fórma o 
vento com a superficie do telhado ; b, angulo da indi- 
naQào do telhado com a horizontal. 

Telheiro (Gonst.) — Appentis, hangar. — Shelter. — • 
Anbau^ Schauer. 

Tempera (Tech.) — Trempe. — Temper. — Hàrlegrad. 

Tenaz (Ferr.) — Tenaille. — Tong. — Zange. 

Tender (E. de F.) — Tender, dlège. — TenA&r. — 
Tender, Munitionswagen. — Carro que acompanha a loco- 
motiva, levando agua e combustivel. — Os tanques 
contèm de 8 a 11"' d'agua. As caixas de carvào carregam 
de 3.000 a 4.000 kgs. tender é sempre munido de freios 



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TENDOR THALWEG 283 

e de um cofre de ferramentas. As partes mais elevadas 
dos tanques nunca devem estar a mais de 2™,750 acima 
do nivel dos trilhos. tender na parie de traz deve ser 
munido de apparelhos de trac<;ào e de para-choques. 

Tendor (E. de F.) — Tendeur. — Coupling screw. — 
Kuppelschraube, — Peca de engalar os carros. 

Terga cu cinta (Coast.) — Panne. — Purlin. — 
P felle, fette, — Pega do madeira mento. 

Terraplenagem (E. de F.) — Terrassemenl. — Earth- 
work. — Erdbau. — Conjuncto dos trabalhos de terra : 
alerros, córles, etc. 

Terreno (Tech.)— Terrain. — Ground. — Erde, Grund, 
Boden. 

Terreno arenoso (Const.) — Terrain Sablonneux. — 
Sandy ground. — Sandige Boden. 

Terreno compressive! (Const.) — Terrain compres- 
sibte. — Compressible soU. — Sich setzende (Zusammen- 
drùckbare) Boden. 

Terreno pedregoso (Const.) — Terrain pierreux. — 
Stony ground. — Sleinige Boden. 

Tesoura (Const.) — Ferme. — Truss. — Dachgebìnde. 

— Armacào de madeira, de ferro ou mixta, composta de 
ama$, linha e escoraa. No angulo saperior da tesoura 
apoiam-se a camieira do telhado e asterfos. Ha diversos 
typos de tesouras, sendo muito empregado nos ediflcìos 
de estradas de ferro o typo mixlo Polonceau. 

Testemunha, cene testemunha (E. de F.) — Témoin, 
cane en terrain. — Witness, old-man. — Maasskegel^ Erd- 
kegel. — Maeisso de terra em fórma de cone truncado, 
que se deixa dentro dos cortes, quando se faz a exca- 
vacào, aQm de servir de gaia na cubagào final. 

Thalweg (Tech.) — Thalweg. — Thalweg. — Thalweg. 

— Palavra allemà adoptada pela engenharia brazileira; 



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284 THBODOUTO TINTA 



significa : — linha que pas$a pelos pontos mais baixo$ de 
um valle. 

Theodolito [Tech.) — Théodolile. — TheodoUte. — 
Instrumento topographico destinado a medir os angulos 
formados pelos alinhamenlos reclos. Nas eslradas de 
ferro empregam-se os de Gurley. -^ [Vide : Transito]. 

Thermometro (Tech ) — Thermomètre. — Thermo- 
meter. — Thermoìneter. — Instrumento qne marca o grào 
do calor atmospherico. Ha de diversos aatores. Aliante 
damos a tabella (pag. 285], para a Iransformacàodas es- 
calas dos principaes thermomelros. 

Tijolo (Const.) — Brique. — Brick. — Mauerziegel^ 
Barren, Ziegelstein. — Geralmente os tijolos empregados 
em obras de estradas de ferro lem as seguintes di- 
mensdes : 

0m,27 X 0m,l3 X 0^,06 

Devem ser duros, sonoros, bem queìmados, nào vitri- 
ficados, de fórmas regulares, de areslas vivas e de faces 
planas. 

A argila empregada no fabrico dos tijolos deve ser 
magra econter um pouco de oxido de ferro. 

Um tijolo leva de argila 1,25 vezes o seu volume. 
A argila plastica necessita de 20 a 25 % de areia para 
poder entrar no fabrico dos tijolos; e està areia devo ser 
Qna elimpa. 

Tijolo òco (Const.) — Brique creuse. — Hallow brick. 
— Hohlz Ziegd. 

Tijolo refractario (Const.) — Brique refradaire. — 
Pire brick. — Feuerfeste Ziegel. 

Tina de pedreiro (Const.) — Bayard. —Han-barrow. 

Tinta (Const.) — Covleur. — Colour. — Farbe. 



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TH£RMOMETRO 



285 



Tabellii para a transformacào das escalas dos thermometros 
Centigrado, Béaamnr e Fahrenheit 



! 
1 



I ? 



e 




1 

*5 


i 

2 







o 


o 


o 


., 


o 


— 20 


— 16.0 


- 1.0 


+ 29 


+ 23 2 


19 


15.2 


2.2 


30 


24 


18 


14.4 


-h 0.4 


31 


24.8 


n 


13.6 


1.4 


32 


2r..6 


16 


12 8 


3.2 


:<3 


26.4 


15 


12.0 


5.0 


34 


27.2 


14 


11.2 


6.8 


35 


28.0 


13 


10.4 


8 6 


3R 


28.8 


12 


9.6 


10.4 


37 


29.6 


11 


8.8 


12.2 


38 


30.4 


10 


80 


14.0 


39 


31.2 


9 


7.2 


15.8 


40 


32.0 


8 


6.4 


17.6 


41 


32 8 


7 


5.6 


19.4 


42 


33.6 


6 


4 8 


21.2 


43 


31 4 


5 


4 


2J.0 


44 


35 2 


4 


3.2 


24.8 


45 


36.0 


3 


2.4 


26.6 


46 


36 8 


2 


1.6 


28.4 


47 


37 6 


- 1 


- 0.8 


30.2 


48 


38.4 





0. 


32.0 


49 


39.2 


+ 1 


+ 0.8 


33.8 


50 


40.0 


2 


1.6 


;tó.6 


51 


40.8 


3 


2.4 


37.4 


52 


41.6 


4 


3.2 


39.2 


53 


42.4 


r> 


4.0 


41.0 


54 


43.2 


6 


4.8 


42.8 


55 


44 


•7 


5.6 


44.6 


56 


44 8 


8 


6.4 


46.4 


57 


45.6 


9 


7.2 


48.2 


58 


46.4 


11) 


8.0 


50.0 


59 


47.2 


11 


8.8 


51.8 


60 


48.0 


12 


9.6 


53.6 


61 


48.8 


13 


10.4 


55.4 


62 


49.6 


14 


11.2 


57 2 


63 


504 


15 


12.0 


59.0 


64 


51.2 


IC 


128 


60 8 


65 


52.0 


17 


13.6 


62.6 


66 


52.8 


18 


14.4 


64.4 


67 


53.6 


19 


15.2 


66.2 


68 


54.4 


20 


16.0 


680 


69 


55.2 


21 


16.8 


69.8 


70 


56.0 


22 


17 6 


71.6 


71 


568 


23 


18 4 


73.4 


72 


57 6 


24 


19.2 


75 2 


13 


584 


25 


20.0 


77.0 


74 


59.2 


26 


20.8 


78.8 


75 


60.0 


27 


21.6 


80.6 


76 


60.8 


+ 28 


+ 224 


+ 82.4 


+ 77 


+ 61.6 



+ 



84 2 
86 
87.8 
89.6 
91.4 
93.2 
95 
96.8 
98.6 
100 4 
102.2 
104.0 
105.8 
107.6 
109.4 
111.2 
113 
114.8 
116 6 
U8.4 
120 2 
122.0 
123.8 
125 6 
127.4 
129.2 
131.0 
132.8 
134.6 
136 4 
138.2 
140.0 
141 8 
143.6 
145 4 
147 2 
149-0 
150.8 
152.6 
154.4 
156.2 
158.0 
159.8 
161.6 
163.4 
165 2 
167.0 
168.8 
I- 170 6 



+ Tf8 

79 

80 

81 

82 

83 

8t 

85 

86 

87 

88 

89 

90 

91 

92 

93 

94 

95 

96 

97 

98 

99 

100 

101 

102 

103 

104 

150 

160 

170 

180 

190 

200 

220 

840 

250 

260 

280, 

300 

325 

350 

375 

400 

450 

500 

610 

710 

+ 810 



+ 62.4 
63.2 
64 
64 8 
65.6 
ti6 4 
67.2 
68.0 
68 8 
69.6 
70.4 
71.2 
72.0 
72.8 
73.6 

74 4 

75 2 

76 
76.8 
77.6 
78.4 
79.2 
80.0 
88.0 
96.0 

104.0 
112.0 
120 
128 
136 
144 
152 
160 
176 
192 
200 
208 
224 
240 
260 
280 
800 
320 
360 
400 
488 
568 
+ 648 



•s 

.a 

« 

2 
•3 



+ 172.4 
174.2 

176 V 

177 8 
179.6 
181.4 
183 2 
185 
186.8 
188.6 
190.4 
192.2 
194 
195.8 
197.6 
199 4 
201.2 
203.0 
201.8 
206.6 
208.4 
210.2 
212 
230 
348 
266 
284 
302 
320 
338 
356 
374 
392 
428 
4&1 
482 
500 
536 
572 
«17 
662 
707 
752 
842 
932 

U30 

1310 

+ 1490 



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286 TTRAGEIi TORNEIRO 



Tiragem (Mach.) — Tirage. — Draught. — Zug. — 
Quantìdade de ar que atravessa o combuslivel na unidade 
de tempo, durante a combustalo. — [Vide: Chaminé]. 

Regna pratica de Rankine: Para assegurar a melhor 
tiragem atravez de urna chaminé, a temperatura do ar n'essa 
chaminé deve ser pouco mais ou menos capaz de fandir 
chumbo. 

Tira-linha (Tech.) — Tire-ligne. — Drawing-pen, — 
Reissfeder. 

Tirante (Const.) — Tirant. — Truss^od. — Zugs- 
tange. 

Tirante de connex3o das aguUxas (E. de F.) — 
Tringle de connexion des changetnents de voie, — Switch- 
rod. — Verbindungsstange einer Weirhe. 

Tiro de pà (Const.) — Jet àia pelle. — Throw, — 
Eine Schaufel voli. 

Tolda (Locom.) — Palier couvert. — Abrigo, em geral 
envidracado na frente e lateralmente, onde o machinìsta 
se resguarda das ìnlemperies. machinista tem ao 
seu alcance, dentro da tolda da locomotiva, as se- 
guinles pegas: — manometro, balangas das valvulas, 
alavanca de regulador, lorneiras de prova, de descarga, do 
nivel, do injector, do ventilador, bem corno a lorneira que 
regula a entrada da agua do tender nos encanamentos da 
machina. Estas pe^as estào todas flxadas a caldeira. Em 
outros pontos tèmo sector, a alavanca de marcha. as 
alavancas das lorneiras de purga^òes, dos cylindros, de 
prova das bombas, do escapamento, do arieìro e da aber- 
tura das portas do cinzeiro. 

Tomar as juntas da alvenaria com banho de arga- 
massa (Consi.) — Coulerlapierre. — To groiU masanry. 
— Amfugen. 

Torneiro (Tech.) — Tourner. — Turner. — Dreher. 



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TORNEIRA TRABALHOS DE TERRA 287 



Torneira (Tech.) — Robinel. — Cock, — Hahn, — Nas. 
locomotivas encontram-se as seguintes: — torneira da 
prova, torneira de purga^ào do nivel, torneira do venti- 
lador, torneira de descarga da caldeira e torneiras de pur- 
gacào dos cylindros. 

Torno (Const.) — Tour. — Tarn. — Tour, Drehung. 

Tomo de bancada (Const.) — Étau. — Vice. — Sch- 
rauhstock. 

Torno de pé (Const.) — Tour au pied. — FootAalhe. 

— FussdrehbanJi. 

Torno mecanico (Const.) — Tour mécanique. — 
Lathe. — MoAchinendrehbank. 

Tòro (Arch.) — Tore, boudin. — Torus. — Stab. 
Torquez (Ferr.) — Tricoise. — Pincer. — Beisszari^e. 
Toscana (Arch.) — Toscan. — Tuscan. — Toskanùche. 

— Urna das ordens archilectonicas. Distingue-se pela 
simplicidade. — [Vide: Ordom architectonica]. 

Trabalho total, em kilogrametros, de um trem 
(E.de F.) — E' dado pela seguinte formula de George Marie 
(machina e tender incluìdos) : 

Sendo: P, peso do trem; p, peso da machina com o 
tender; /, extensào em kiloraetros do trecho pereorrido 
pelo trem ; ff, differenza de nivel em metros dos pontos 
extremos; r, coefficiente de resistencia. 

Trabalhos de campo (E. de F.) — Trabalhos exe- 
culados no terreno. 

Trabalhos de escriptorio (E. de F.) — Constam 
de plantas, perfls, projectos de obras d'arte, cubaQòes, or- 
?amentos, etc, etc. 

Trabalhos de terra. — [Vide: Terraplenagemy córte e 
alerro]. 



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TRABALHOS PRÉPARATORIOS TRAgADO 



Trabalhos preparatorios (E. de F.) — Travaux pré- 
paratone. — Preliininary iDork$ ofa railway. — Vorar- 
beiien zueiner Eisenbahn. — Conslam do reconhecimento 
e da explora^ào. 

Trabalhador (Adm.) — Ouvrier. — Workman. — Ar- 
beiter. 

Trabalhador de aterro (E. de F.) — Terrasner. — 
ErcavaJor. — Erdarbeiter. 

Tragado (E. de F.)— Traci. — DiredionAine of a raU- 
way. — BahrdiniCy Bahnnchtung. — Serie de alinhamenlos 
reclos e curvos que constilue a lioha ferrea. Enlre doas 
ponlos ha muìlos tra^ados possiveis; a escolha do mais 
vanlajoso é feila de accòrdo com as coodifOes commer- 
ciaes, politicas e, muitas vezes, cstrategicas que a estrada 
tenha de attender, e com a situaQào dos pontos obrìgados. 

Às condiQdes technicas adoptadas e os accidentes do 
terreno influem immensamente na direc(do do tragado. 

Na Europa, os engenbeiros projectam as vias-ferreas 
nos mappas, que s3o organisados com a maior minacia ; 
nós ainda temos necessidade de fazer reconhecimento e 
exfloragào. 

Na pianta da exploracào, representando urna facha de 
terreno de 160 a 200 melros de largura e contendo carvas 
de nivel distanciadas de metro em metro, o que dà idèa 
exacta dos accidentes do terreno, projecta-se a via-ferrea, 
determina-se o Ira^ado mais conveniente, servindo a 
todos OS pontos obrigados. 

trabalho de escriptorio, relativo ao tra^ado, faz-se 
por tentativas, procurando-se projectar a linha que melbor 
attenda as condìQOes technicas eslabelecidas. 

Da intersecQào do tragado com as curvas de nivel 
oblém-se os dados para organisar-se o porfll e fazer-se a 
cubagao prèvia. 



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TRAgADO 289 

I — ■ — • — ~~— — — — ~-^-— 

projecto de urna estrada de ferro exige serios cui- 
dados. Muitas vezes o eogenbeiro julga haver conseguido 
um tragado conveniente — por ofiferecer pequeno movi- 
mento de lerras e pouco desenvolvimento — e nào attende 
às futuras despezas do trafego, que tornam-se conslantes 
eem pouco tempo absor vera as economias realisadas durante 
a construccào. Deve, porlanto, o engenheiro que projecla 
procurar sempre — por meio do calculo de comprimento 
Virtual — Iracado que dér menor coefficiente virtud. 

Conforme a importancia do trafego futuro da via-ferrea 
faz-se a distribuicào dos alinhamentos e das rampas. Nas 
linhas de primeira ordem, nas que exigem grandes veio- 
cidades, convém dar-se ao tragado extensos alinhamentos 
rectos, curvas do grandes raios e rampas fracas; as des- 
pezas do trafego serào diminuidas,o que compensare uma 
construccào mais dispendiosa. Nas linhas secundarias — 
de bitola estreita — empregam-se curvas e declividades 
mais fortes sem inconveniente, visto nào haver necessi- 
dade de rapidez excessiva na marcha dos trens. 

engenheiro que projecta uma via-ferrea deve ter em 
vista seguinte : Evitar, quanto possivel, o emprego da 
declividade maxima permeltida e da curva de raio mi- 
nimo. Nunca, n'um mesmo trecho, empregar simultanea- 
mente a mais forte rampa e a curva de menor raio. 
Empregar o mais possivel as declividades fortes em alinha- 
mentos rectos ou curvas de grande raio. Collocar sempre 
um alinbamento redo entro duas curvas de sentidos op- 
poslos, e um patamar entro uma rampa e um dective con- 
secutivos. Procurar estabelecer compensacào entro os 
cortes e os aterros. Evitar, quanto possivel, as grandes 
pontes, viaductos e tunneis. Tramar a linha de modo que 
nào seja attingida pelas maiores cheias. Escolber trechos 
rectos e de nivel para as estacOes. Attender à alimentacào 

Dicolonarìo 19 



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290 TRACgXO 

das locomolivas. Nào quebrar, nas subidas ou descidas, 
a declividade por moUvos de pequena monta. Diminuir a 
declividade nos lunneis, cujo terreno mais ou menos 
humido é nocivo à adherencia das rodas motrizes das 
locomotivas. Reunir, quanto possivel, as fortes rampas 
n'um unico trecho da linha, em que se empregarà loco- 
motivas possantes. Etc, eie. 

Vamos apresentar os importantes principios estabele- 
eidos por G. Vose, que realmente sào de ulilidade para 
OS engenheiros que dirigem exploragóes, bem comò para 
aquelles que. projectam: « As linhas ferreas traca(i:is a 
margem dos grandes rios corlam muitos afOuentes, o que 
eleva extraordinariamente o numero das pesadas obras 
d'arie. 

« As linhas que se desenvolvem pelas encostas das 
monlanhas estào mais sujeitas aos escorregameutos de 
terras do que as que percorrem valles e planallos. 

« As linhas que cortam sormalmeole os contra-fortes 
de uma mesma serra, galgando osprincipaes cursos d'agua 
que elles separam, sobrecarregam-se de rampas, o que 
torna o trafego munissimo oneroso. )> 

Maximo dksknvolvimento dr um TRA5AD0 de estrada, 

ENTRE DOUS PONTOS, ADOPTANDO-SK UMA CERTA DECIJVI- 
DADE MAXIMA : 

Sendo: x, desenvolvimento niaxìmo entro dous pontos; 
d, declividade maxima do projecto; à\ declividade do 
terreno; /*, distancia entro os dous pontos, em linha recta. 

TracgSo (Tech,) — Tr action. — Traction. — Zug. 

Tracgao (Tech.) — Traction, — Traction. — Ziehen. 
— Nas estradas de ferro servigo de tracgào comprehende 



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TRAgO DE SOMBRA TRANSFERmOR 291 

ludo que diz respeilo a locomolivas. No Brazil, nas es- 
Iradas de ferro do Estado, deriomina-se Locomogào a re- 
partigào que se incumbe das locomotivas e do material 
rodante. 

TRAcgAO [Modulo de — das locomotivas]: 

Sendo: M, modulo de Iraccào; rf, diametro dos cy- 
lindros; /, curso dos embolos; D, diametro das rodas 
molrizes. 

Trago de sombra (Tech.) — Hachurc. — Hatching. 
— Schrafjiruììg, 

Trado (Const.) — Tarière, — Auger. — Stangm- 
b'ìhrer, grosse Bohrer. 

Trado de colher (Const.) — Tarière à cuiller. — 
Sliclì -anger. — Lùjfelbohrer. 

Trafego (E, de F.) — ExploitatÌQu. — Woi^king. — 
Hctvieb. — Os servigos do trafego geral compreheiidem as 
seguinles secgòes : 

1*. Trafego (servigo centrai e das eslagOes). 

2". Movimento (servigo dos trcns). 

3'. Telcgrapho (servico lelegraphico). 

Trafego [Entregar ao] — (E. de F.) — Livrer à Vcx- 
ploUalion. — To open for drcidalion. — Dcm Verkehr 
ubergeben. 

TransmissSo (de movimento) — (Mach.) — Trammis- 
Sion. — Trammission. — Uebertragung, Lcitung. 

Transferidor (Tech.) — Rapporleur. — Protraclor. — 
Tramporteur, Gradbogcn. — Instrumento de desenho, des- 
tinado a tragar angulos. Os melhores sào de marfim. Uà 
com vernier. 



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TRANSITO 



Transito (Tech.) — Théodolite. — Transit. — lustra- 
mento de mcdir aDgulos no terreno. 

Vamos transcrever o que o engenheiro F. P. Passos, 
em sua Caderneta de CampOy diz sobre o transito : «Esle 
inslrumento, chamado pelos norte-americanos Rail-road 
Transit, nào lem comò o theodolito inglez o circulo ver- 
tical ligado ao eixo horizoQtal do oculo, e portanto nào se 
presta corno este a medida dos angulos de elevagào e 
depressào. Tem, porém, outras vantugens qae o tornao) 
preferivel para os trabalhos de estrada de ferro. 

l\ Toda a construcQào é muito mais solida e o instru- 
raento ofiferece loda a flrmeza desejavel para as observa- 
Qòes; 2% a chapa que contém os indices do circulo azi- 
muthal cobre a graduaeào deste, deixando-a sóroenle 
apparecer em frenle dos nonius, que sào cobertos de vìdro» 
disposiQào que preserva da poeira e da humidade os dous 
limbos e a respectiva superficie de contacio ; 3% o dia- 
metro do circulo gradaado ó maior; 4% os Ires brafos 
munidos de parafusos e a pega triangular independenle, 
que no theodolito inglez cx)nstituem a base de todo o appa- 
relho, sào aqui substìtuidos por dous discos parallelos 
atravessados por quatro parafusos, formando om todo 
muito Orme e sufficientemente resistente para os trans- 
portes de urna eslacào para oulra. » 

transito para medir com precisao os angulos é neces- 
sario que : 

l^ eixo azimuthal, ìslo è, o eixo em torno do qual 
gyra o limbo horizoatal, esteja perfeitamente vertical ; 
2% a liiìha de visada avanle fique no mesmo plano da 
linha de visada a ré, isto é, a linha de coliimaQào seja 
perpendicular ao seu eixo de rolagào ; S\ a linha de colli- 
magao fique n'um mesmo plano vertical nos seus movi- 
mentos acima e abaixo do horizonte. 



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Got>gle 



TRANSPORTE EU GARRINHO DE MÌO i95 



Na Cadernela de Campo enconlra-se detalhadamente o 
processo empregado nestas rectifica^joes. 

Transporte em carrinho de mSo (E. de F.) — Trans- 
pori à la brouette. — Carting. — Karrentransport. 

Transporte de terra em carrinho de mSo, em car- 
roga (E. de F.) — Tramport à la brouette, au tombereau. 
— Carting, wheeling, cartage. — Anund Abfuhr mit dem 
Karren, Karrentransport. — No transporte de terras dos 
cortes empregam-se carrinhos de mào, até a distancia de 
40"". Garrogas empurradas a mào, até 450". Garrogas 
puchadas por um so animai, até i.400". Yagonetes» sobre 
Irilhos provisorios, puchados a animai, de 750' até 5. 000™, 
quando o volume de terras a transportar é pelo menos de 
40.000"'. Locomotivas puchando vagonetes quando a dis- 
tancia é de 5 kilom. e o volume de 100.000"'. 

Prejo de l'Vde terra transportado em carrinho de 
mào, em plano borizontal : 

2PD 



1000 



Sendo: x, prece ; D, distancia percorrida; P, jornal 
do carregador. 

Prece de um metro cubico de terras transportadà em 
carroca, puchada por animaes: 

^ p(2D+d) 

^~ le 

Sondo : x, preQo de um metro cubico transportado ; 
p^ jornal do carroceiro e aluguel diario da carroca ; D, dis- 
tanza a percorrer; d, distancia correspondente ao tempo 
perdido em carregar e pdr-lhe os animaes; I, distancia 
percorrida em um dia de 10 boras de trabalbo; e, cubo 
de carga da carroQa, 



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294 TRANSPORTE MÈDIO DAS TERRAS TREM 

Transporte mèdio das terras de um córte (E. deF.) 
— E' dado pela seguinte formula: 



^~ Y 



Sendo: D, Iransporle mèdio; V, volume total do 
córle; t?,, i?2, Vy..., volumes parciaes; dj, d„ d,..., dis- 
lancias percorridas pelos volunies parciaes. 

Travadeira (Ferr.) — Outil pour écari&i^ lez derUs des 
$cie$. — Saw-seL 

Trave (Consl.) — PotUre. — Guard, team. — Balkm, 
Tràger. — [Vide : Viga]. 

Travejamento em cruz de Santo André (Const.) — 
Contreventement. — Bracing. 

Travessa (Const.) — Traverse, — Cross-beam. — 
Querholz. 

Travessas. — [Dormentes, em Portugal]. 

Trecho de linha (E. de F.) — Troncon de vok. — 
Portion of a line. — Bahn$trecke, Schienemlrang, Zweigbahn. 

Treliga (Const.) — Treillis. — Lattice, — Gitler. — 
[Vide: Ponte de treliga]. 

Trem (E. de F.) — Train. — Train. — Eise^nbahnzug, 
Wagenzug, Zug. — CDiijuncto de carros puchados a loco- 
motiva. 

OrGANISACÀO DOS TRKNS DR PASSAGEIROS. — SegUndO 

Congresso de Estradas de Ferro, eflfectuada em Milào» em 
SeteàTibro de 1887, os treiis das estradas de primeira 
ordem, devem ter a seguiate divisào: 

^^ Trem rapidon, deslinados a ligar cidades impor- 
tantes, situadas a grandes distancias urna da entra, e a 
manler relacOes internacionaes. 



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TREM GORREIO TREM DE PASSAGEIROS 205 

2*. Trens expressos, pondo em communicagào todas 
as graDdes cidades de urna mesma linha e garantiodo o 
servico do correlo. 

3*. Trens directos^ pondo igualmente as grandes ci- 
dades em commiinicacào, no servilo de passageiros de 
todas as classes. Esles trens fazem tambem o transporte 
de mercadorias com grandes percnrsos. 

4'. Tren$ omnibus, que param em todas as eslacOes. 

5\ Trens mixtos, que transportam passageiros e cargas 
e complelam muitas vezes o servico dos trens omnibus nos 
trechos de linha pouco importantes. 

6*. Em cerlas linhas de grande trafego as admi- 
nistragùes comecam a fazer circalar alguns trens ligeiros 
— tramways — com pequeno pessoal, aflm de completar a 
organisacào do servico dos subarbios dos cenlros de popu- 
lacào secundaria. 

Trens de carga. — Dividem-se em : directos, semi- 
directos e omnibus. 

Os trens directos param sómente nos pontos terminaes 
dos percursos. 

Os trens semi-directos param nas priocipaes localidades 
da lioba. 

Os trens omnibus param em todas as eslagOes. 

Tram correio (E. de F.) — Train postd. — Mail- 
train. 

Trem de lastre (H. de F.) — Train de ballast. — Bai- 
last'train. — Està a cargo da repartigào da via permanente. 
CompOe-se da locomotiva e de carros abertos para carregar 
terra cu pedra quebrada. 

Trem de mercadorias (E. de F.) — Train de mar- 
chandises. — Goods-train, — Guferzug. 

Trem de passageiros (E. de F.) — Train de voya^ 
geurs. — Passengers4rain. — Personenzug. 



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296 TREM DE PASSEK) OU DB RECREK) TRILHO 

Trem de passalo ou de recreio (Ei de F.) — Train 
de plaisir. — Excursion train. — Vergnùgungszug, 

Trem especial (E. de F.) — Train $pecial. — Special 
train. — Extrazug. 

Trem espresso (E. de F.) — Exprèt^ train exprk. — 
Express. — Eilzug, Schnellzug. 

Trena (Tech.) — Traine, meiure en ruban. — Mean^ 
rir^ tape. — Messband. — As de a^o sao as que apre- 
sentam mais vantagens, nao alteram sensivelmente o 
comprìmenlo ; tém, porém, o defeito de se partirem com 
facilidade no servilo. 

Trapano (Ferr*) — Trépan. — Earthborer. — Erd- 
bohrer. — Ferramenta de furar. 

Triangulo de rsTersSo (E. de F.) — Triangle de re- 
broussement. — SubsUtue-se o gyrador, em algumas liobas, 
pelo triangulo de reversào, formado de tres curvas de 
grandes raios» tendo urna agulba em cada vertice. Dm dos 
lados do triangulo é a linha da estagào. Nos outros lados 
a machina faz a manobra^ subindo — de cauda — por um 
d'elles e descendo — de frente — pelo outro, ale apanhar 
a linha da esta(£lo. 

Esle meio de virar a locomotiva, dispensando o 
gyrador, é muilo empregado nas vias-ferreas dos Estados- 
Unidos e da Russia. 

Debarme, referindo-se ao assumplo, diz: « Ce procède 
est très cber comme premier établissement, mais il ne 
demando pas de personnel accessoire, le chauffeur pou- 
vant très bien faire Tofflce d'aiguilleur. » 

Triglipho (Arch.) — Trigliphe, — Trigliph. — Tri- 
glyph, — Ornamento do friso da ordem dorica grega. 

Trilho (E. de F,) — flati. — RaiL — Schiene. — 
Barra sobre a qua! gyram as rodas das locomotivas e dos 
carros. Ha trilhos de ferro e de a90. Estes, actual- 



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TRILHO 197 

mente, sSo os mais empregados. Existe grande variedade 
de typos, sendo mais encontrados os typos Vignale e dupla 
cabefa. 

Alma dos trilhos. — A espessura (d) da alma varia 
conforme a altura (h) dos trilhos. Em geral adopta-se o 
seguinte : 

d = 0,UQh 

Altura dos trilhos. — Nas linhas de bitola larga e 
de grande Irafego é de O"",!!? a 0",145. Nas linhas de 
bitola de um metro è de 0°",H0 a 090, e, nas de bitola 
de 0^75, de 0",093 a 0"^,070. 

Gabbca DOS TRILHOS. — Nas estradas de bitola larga de 
primeìra ordem, a largura da cabeca do trilho varia entre 
0",057 e 0'",070; nas de segunda ordem, entro O^^SO 
e 0"',055. Nas linhas de bitola estreita de um metro a 
largura està entre 0'",48 e 0",055 ; e, nas de bitola de 
bitola de 0",75, enlre 0-,0375 e 0",039. A altura da 
cabega do trilho é muito variavel; vae de 0",009 a C'^OSO, 
conforme a importancia da estrada de ferro. 

CoMPRiMBNTO DOS TRILHOS. — Considerando-se a linha 
com juntas em falso collocadas entre dormeutes distantes 
de 0",600, comprimenlo é dado pela formula: 



.. oia,800 + ,/ Oi«0OP4-0,09p 



Sendo: P, carga do eixo da locomotiva; p, peso do 
trilho por metro corrente; x, comprimento do trilho. 

Na Franga estào adoptados trilhos de 11 metros de 
comprimento; na Italia tem-se empregado ale de 12 me- 
tros; e, na Inglaterra, \à se attingiu ao comprimento 
de 18'",28. 



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S98 



TRILHO 



TnbellR psra » 


enrratara do8 trllhoi 


(«) 






Flecha no meio do comprimente dos 


Orio da corra 


Baio da corra 




trilhosde 














em.eo 


6",80 


6»0 

t 


' 

9.16 


123.79 


44 «n/m 


40 «>la 


36 ">/„ 


9. 


127.46 


« , 


39 „ 


35 „ 


8.40 


132.35 


41 » 


37 , 


34 , 


8.20 


137.63 


40 „ 


36 . 


33 , , 


8, 


143.36 


38 , 


35 „ 


31 . . 


7.20 


156.37 


35 „ 


31 „ 


28 „ 


7.10 


160.00 


34 „ 


30 „ 


27 „ ! 


6.40 


171.98 


32 „ 


29 „ 


26 „ 


6. 


191.07 


29 , 


26 „ 


'24 „ 


S.40 


202.30 


27 „ 


25 „ 


22 „ 


5.20 


214.94 


25 „ 


23 „ 


21 „ 


6. 


229.26 


24 » 


22 , 


20 , 


4.40 


245.62 


22 „ 


20 „ 


18 „ 


4.30 


254.71 


21 . 


19 „ 


17 , 


4.20 


264.51 


20 „ 


18 „ 


16 » 


4. 


286.51 


19 , 


17 » 


15 , 


3.40 


312.58 


17 „ 


16 , 


14 . 


3.30 


327. i5 


17 „ 


15 , 


14 . 


3.20 


3^3.82 


16 , 


14 „ 


13 „ 


3 10 


361.91 


14 , 


14 » 


12 „ 


2.50 


40t.i8 


13 „ 


12 „ 


11 » 


2.40 . 


429.76 


13 n 


ii n 


11 n 


2.30 


458.40 


12 „ 


11 » 


10 „ 


2.20 


491.14 


11 » 


10 „ 


9 , 


2.10 


528.92 


10 „ 


9 „ 


8 » 


2. 


572.90 


10 » 


9 „ 


8 „ 


1.50 


625.07 


9 , 


8 „ 


7 , 


1.30 


763.97 


7 « 


7 , 


6 n 


1.20 


859.46 


6 „ 


6 . 


5 . 


1.10 


982.23 


6 „ 


6 . 


s „ 


: 1. 8 

1 


1011.120 


5 „ 


5 , 


5 „ 



(a) A cnryatara deye ser onifonne em toda a extensSo do trilho. 



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TRELHO 299 

Curvatura dos trilhos. — Póde ser calculada pela 
seguìnte formula : 

^"~ 2R ""8R 

Sendo: C, ordenada do meio do trilho; I, compri- 
mento do trilho ; R, raio da curva. 

Nas curvas de raio superior a 220" os trilhos sdo 
curvados a alavanca, na occasiào de serem assentados 
sobre os dormenles. 

Nas curvas do raio i iferior, sao cun^ados antes do 
assentamento, pelo processo de fazel-os cahir de urna 
certa altura sobre dormentes espagados de seis metros, atè 
obter-se no meio do trilho a flecha indicada na tabella 
à pag. 298. 

Encurtamento da fila interior de trilhos de uma 

CURVA : 

Sendo: D, o encurtamento em millimetros da fila 
interior de um comprimento ; L, em metros ; $, distancia 
enlre eixos dos trilhos em millimetros ; R, raio da curva 
era metros. 

Por exemplo : 

R = 250« s == 1000"", L = 9» 
D= 1^9 = 36-. 

Gasto DOS TRILHOS. — Seguudo OS resultados conhe- 
cidos, gasto de um millimetro — em espessura — de 
cabeQa de trilho é determinado pela passagem do peso 
bruto de 10 a 20 milhOes de toneladas sobre o trilho, 



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800 TROiHO 

na8 linhBs de fraca declivìdade (menos de 0"",006 por 
metro) e de curvas de graodes raios. 

que fica dito se refere aos trechos de linha onde os 
freios nào trabalbam. 

Nas llnhas de curvas suaves, porém de declividades 
de 0'"»007 a O^^OOS por metro e nas quaes ha emprego de 
freios, gasto de 0",00i de cabota de trilho é produzido 
pela passagem de 6 a 7 milbòes de tonebdaSi 

Nas linhas de 500" de raio e declividades de 0",OiO 
a 0",0i7 por metro, o gasto é produzido pela passagem 
de 4 milbòes de loneladas* 

Nas lìnbas com rampas de O'.OSS por metro e cunras 
de 200^) a passagem de 1 a 3 mìlhOes de toneladas deter- 
mina gasto de 0"^,00i de cabeca de Irilbo. 

iNCLINAgÀO DOS TRILHOS PARA DENTRO DA UNHA. — Dcve 

ser pelo menos de 1/20 de sua altura. dormente deve 
ter entalhe com a referida inclina^^o. 

Momento de inercia dos trilhos. — Formula de 
WinMer: 

I = (OjfiO b^ h^ -h 0,04 ^i h^ H- 0»15 b^ h^) A» 

Sondo: A^ altura da sapata; h^, altura da alma; 
A,, altura da cabota; b^, largura da sapata; 6,, largura da 
alma; 6,, altura da cabota ; h, altura total do trilho. 

Nos trilhos de a^o, cujas cabe^as sào mais baixas, 
convém substituir os coefBcienles 0,20 e 0,15 por 0J8 
e 0,17. 

Peso dos trilhos. — Formulas de Moletworih: 

W = 12L W = 10,08P 

Sendo : W, peso do trilho em libras por jarda ; 
L» maior carga de uma roda molriz da locomotiva em 
toneladas ; F, secgào do trilho em pollegadas quadradas. 



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TRILHO 301 



Peso dos trilbos em kìlogrammas, por metro corrente, 
nas priDcipaes vias-ferreas do Brasi) : 



Ditola larga 



E. F. Central do Braiil 81,0 

E. F. Santos a Jandiahj 82^0 

E. F. Becife ao S. Francisco 89,0 

Ditola estreita 

E. F. Sobral. 22,6 

E. F. Baturité 26 e 28 

Prolongamento de Pemarobaco 95,0 

E. F. Caruarù 25,0 

E. F. Central do Brazil 29,7 

E. F. Taquary a Caceqni 20,4 

* E. F. Conde d'En 24,8 

E. F. Limoeiro 24,8 

E. F. Central d'Alagòas. . 22,0 

E. F. Central da Bahia 20,0 

E. F. Carangola 20,0 

E. F. Bio e Minas 25 e 20 

E. F. S. Paalo e Bio de Janeiro 22,8 

E. F. Mogyana 19,5 

E. F. D. Thereza Christina 20,0 

E. F. Bio-Grande a Bagé 20,0 

E. F. Braganga 20,0 

E. F. Santo Amaro 22,0 

E. F. Nazareth 24,0 

E. F. Santa Isabel do Bio Proto 20,0 

E. F. Soroeabana 20,0 

E. F. S. Leopoldo 20,5 

E. F. Macahé e Campos 20,0 

E. F. S. Carlos do Pinhal 19,0 

E. F. Natal a Nova Craz 24,0 

E. F. Valenciana 20 e 22 

PoNTOs DB APOio DOS TRiLHos. — A distaiìcia cotre OS 
poDtos de apoio do trìlho è dada pela formula : 



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OJ TRILHO BARLOW TRILHO DE AgO 

Sendo : i, dislancia ; K, coerOcicnlc de rcsislencia do 
material do Irilho (para ferro =. 750*^^' e para o aco lOOO*'*) 
por centimetro quadrado; P, pressào exercida por urna 
roda motriz do locomotiva ; I, momento de inercia da 
secfào do trilho, refendo ao eixo neutro; a, distancia da 
fibra mais afastada do eixo neutro. 

Prova dos trilhos. — Os trilhos antes de serem rece- 
bidos da fabrica devem passar por provas estatisticas e 
dynamicas, que sào estipuladas nos contro tos. 

Resistenda DOS TRILHOS. — Os trìlhos dcvcm com 
loda a seguran^a» em qualquer ponto de seu comprimente, 
resistir a uma carga movel ou immovel de 7.000 kgs. 

Formula Ae Conche: 

R =1 0,192 — — 

Sendo: R, resìstcncia em kiloyrammas, por millimetro 
quailrado; P, carga transmittida por uma roda, supposta 
no meio do espago exislente entre dous dormenles visì- 
nhos; a, afastamento normal dos dormentes; I, momento 
de inercia da secQào do trilho; n, dìslancia do eixo neutro 
ù fibra mais afastada da secQào do trilho. 

engenheiro Sévène tem a segniiitc upiniào sobre o 
assumpto : « Le meilleur calculaleur do la rèsistance des 
rails, c'est Texperience. C'est elle qui a determinò, par 
une succession d'accroisements reconnus nécessaires, le 
profiil adoptó; c'est elle aussi que le justiQo. » 

Trilho Barlow (E. de F.) — Rad lìarlow. — Barlow's 
rati, — Barlowschiene. 

Trilho Brunel (E. de F.) — Rail Brunel. — Bmml's 
rati, bridge raii — BrOchchkne. 

Trilho de ago (E. de F.) — Rail en ader. — SteeU 
rail. — Stahischiene. — trilho de ago Besseìuer tende a 
substituir trilho de ferro. 



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trìlho de aqo 



303 



Tabella comparatiTa de dlTersos typos de trilhos de a^o, empre- 
gados em diversas estradas de ferro, segando M. J. Michel 



TYPO DOS TBILHOS 


Altura 


LABOUBA 


1 

6 

1 
1 


Sapata 


Alma 


Oabe9a 


FRANfA 

Trilhos { ^^^\ f -^^ ^'''''' 

^""""•f Typo L-P (uovo).. 
Novo trìlho do Norte 


m 

140 
0.142 
0.142 
0.141 

0.145 

0.1387 

0.14127 
0.135 
0.1302 
0.143 

0.127 
0.127 
0.127 


m 

0.130 
0.130 
0.134 
0.180 

135 

0.102 

0.102 
0.102 
0.102 
0.102 

127 
0.127 
0.127 


m 

0.014 
0.014 
0.015 
0.0135 

017 

0.020 

0.0174 
0.020 
0.0174 
0.020 

0175 
0.0135 
0.0127 


m 

0.060 
0.066 
0.060 
0.060 

0.072 

0.060 

0.070 
0.069 
0.067 
0.067 

0.067 
0.065 
065 


kg. 

43 5 
47.0 
43.2 

44.2 

62.7 

40 

42.7 
41.7 
40.6 
42.2 

44.6 
42.4 
39.7 


n « Lèste 

BELGICA 

Estradas do Estado 

HOLLANDA 

E. F. do Estado Neerlnndcz .... 

INGLATEIIRA 

/ Great Western.... 
Trilhos de \ North Western... 
dupla cabe^a) Great Northern. . . 
( Midland .. . 

ESTADOS UNIDOS 



Formula de Winkler: 

3 

Sondo : A, altura em millimetros ; C, carga maxima de 
uma roda ; /, distancia enlre os eixos de dous dormentes 
consecutivos. 



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304 TRILHO GHATO TRILHO DE DUPLA GABECA 

N.B. — A altura fc é a que o triiho deve ter quando 
gaslo; quando elle fór empregado deve apresentar mais 
alguns millimetros. 

Triiho chato (E. de F.) — Rati piai. — Piate rail. — 
Plattschiene. 

Triiho cortado (E. de F.) — Rail coupé. — Fragment 
ofraU. — Schtenenstiicke. — Nas curvas e nos desvios è 
sempre necessario o emprego de trilhos cortados. Os 
cortes sào feitos a talhadeira ou contra-frio. A sec^ào pro- 
duzida pelo córte deve ser preparada a lima e talhadeira. 
Os furos para receberem os parafusos das talas de juDC^o 
sào eiecutados a catraca. Nào se deve deixar arestas vivas 
na parte superior da cabe^a do triiho cortado. 

Triiho de dupla cabega (E. de F.) — Rail à doublé 
champignon, — Doublé headed rail. — Doppel-TSchiene. 
— Formado de alma e duas cabe^as. Assenta sobre 
almofadas. Muito usado nas estradas de ferro da Inglaterra. 
Inveutado com o fim de ser virado, quando tiver urna 
das cabe^as estragadas. Nào tem dado bons resultados. 
Està sendo subslituido pelo triiho Vignole, 




Fig. 80 — Triiho dupla cabefa — B, triiho ; A, cnnha ; C, almofada 
DURAgiO DE UM TRILHO DE DUPLA CABEQA DEPOIS DE 

usADO DE UM LADO. — Sobre este assumpto, damos a 
seguinte nota do engenheiro Bernard : 



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TRILHO DO MEIO DE UM GRUZAMENTO TRILHO VIGNOLE 508 

« Quand un rail peul étre retoarné sens dessus des- 
sous, la durée du npuveau champignon est d'environ un 
qaart moindre que la durèe du primier. Si l'on tient 
compie de ce que beaucoup de rails (corame ceux de 
3ikg25 de la lìgne de Namur à Liège) sont aplatis au poiot 
de ne pouvoir caser le champignon retourné daus le cous- 
sinet, eldece que d'autres ne peuvent y élre conveua- 
blement coincés parco qu'ils ont pordu tout un coté» on 
arrivo à ce rèsullat que Ton ne peut guère coler la valeur 
du nouveau champignoo qu'à la moitié de celle de l'an- 
cien. )> 

Trilho do meio de um cruzamento (E. de F.) — Rail 
du mUieu £un crommerU. — Point-r&U afa siding. — Mit' 
telschiene einer Kreuznng. 

Trilho em H (E. de F.) — RaU mH — Channel rail. 

— Rinnenschiene. — Empregado com vanlagera nas linhas 
de bonds. 

Trilho exterior [mudanga de via] — (E. de F.) — 
Rail exterieur. — Wing rail. — Divergirend Schiene^ 
Trilho fixo [mudanfa de viaj (E. de F.) — Rail fixe. 

— Main-rail^ stock-^ail of a stvitch. — Feste Schiene einer 
Weiche. 

Trilho movel [das agulhas] (E. de. F.) — Rail mobile. 

— Slide-raU, moveable rail. — Weichenschiene. 

Trilho Vignole (E. de F.) — RaU à patin. — Foot- 
rail. — Vignolesschiene. — Formado de alma, cabota e 
sapata. Àctualmenle è o typo mais empregado. 

Alha DO TRILHO. — A ospessura varia entro 0",0!2 
e0",015. 

Cabe^a do trilho. — Vamos dar as convengSes tech- 
nicas da Uniào das estradas de ferro allemàs relati vasà con- 
slracgào dos trilhos: « A cabega dos trilhos (Vignole) deve 
ter* uma largura de 0",055 pelo menos ; e deve apre- 

Diooionavio SO 



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506 TRITURAR CIMENTO TROLHA 

sentar urna superficie plana oa curvada s^[undo um 
raio minimo de 0",200. 

« A cabota dos trilhos a fabrìcarem-se para o futuro 
deve ser arredondada lateralmente, segundo um raìo 
de 0-,014. » 




. Fig. 81 — Trilho rignol9 — A, sapaU ; B, alma ; C, cabala 

Sapata do trilho. — Deve ter de largura 8/iO da 
altura do trilho, se a linha fòr assentada sobre dormenles ; 
e nunca menos de 7/10, sendo assentada sobre lon- 
garinas. 

A espessura da sapata nos extremos é dada pela se- 
guinte formula : 

à' = 0.6 à 

Sendo: A\ espessura da sapata ; d, espessura da alma 
do trilho. 

No melo da sapata a espessura é de 1,9 i\ 

Triturar o cimento (Const.) — Conca$$er le ciment. — 
To pownd. — Zerstampfen. 

Trolha (feraraenta de pedreiro) — TrueUe. — Troùxil. 
— Kelk, Mauerkelle. 



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TROLLY TUBO DA CALDEIRA 307 

Trolly (E. F.) — Wagonet. — Trolly. — Draisine. — 
Pequeno carro, composto de plala-fórma e de dous pares 
de rodas. Desmonta-se com facilidade. Serve para traos- 
portar os engenheiros e mestres de linha nas vìagens de 
iospeccào da via-permaneote* Nos Estados-Unidos usam-se 
trolys — movidos a mào, com rodas de discos de madeira 
e aros de ago — para auxiliar as manobras dos carros, 
dentro das estagOes. 




Fìg. S2 — Trolly de manobra, americano 

Truck (E. de F.) — Truck. — Truck. — Truck [Vide : 
Bogie.] 

Tvho da caldeira (Mach.) — Tube. — Pire tube. — 
Siederóhre. — Às caldeiras das machinas de alta pressSo 
sSo atravessadas por tubos, afim de haver aùgmeolo da 
superficie de aquecìmenlo. [Vide : Caideira tubular.] 

Os tubos sia de latSo ou ferro» e algamas vezes de 
cobre ou de ago. diametro exterior varia de 0",040 
a 0",052 e a espessura da parede de 0™,002 a 0",003, 



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308 TUBO DA CALDEIRA 



numero de lubos de urna caldeira de locomotiva vae 
de i 50 a 300. Os lubos sào collocados de modo que seos 
centros se achem u'um exagono regular, do qual deus 
lados sào vertìcaes. Apreseotam comprimeotos que vào de 
3",50 a 5-, 36. 

Os tubos curtos fazem com que os gazes saiam multo 
quentes; o combustivel é mal uUlisado e a caixa da 
fumala destróe-se em pouco tempo. Os tubos muito longos 
produzem pouco vapor e dào graodes comprimeotos e 
pesos à machina, sem proveitos reaes. 

espago entre os tubos vae de 0",015 a 0"*,023. 

Formula de Clark: 

E= «- 
10 

Sendo : E, espago em millimelros (borda a borda) ; N, 
numero de tubos da caldeira. 

Eotre OS tubos extremos da carreìra superior e a chapa 
do corpo cylindrico da caldeira deve haver um espaco 
livre igual, pelo meoos, a i/16 do diametro da caldeira. 
Na Frao^a nào ha regra precisa sobre este ponto, o 
espa^-E- tem para valor 0™,0!5, mais ou meoos, para 
os tubos de 0™,050 de diametro exterior. 

Sào de Fairbairn as seguintes formulas relativas aos 
tubos das locomolivas: 



P = 



L D.»>278 

E.a»08i 



L.0»564 D.0.889 



Sendo: P, pressSo effecliva, em kilogrammas por cen- 
timetro quadrado, que produz o esmagamento do tubo; 
Er espessura do tubo em millimetros; L, comprimente 
em centimetros ; D, diametro em centimetros. 



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TUNNEL 309 



Tunnel (E. de F.) — Tunnel — Tunnel — Tunnel. — 
Orificio pralicado atravéz de urna montanha ou por baixo 
d'agua, servindo para dar passagem aos trens. 

Technologia do tunnel. — Abobada, ar comprimido, 
aduella, buraco de mina, calcada do tunnel, céo da 
galeria, cbapa da abobada, dynamile, desmonte de pedra, 
desmoronamento, entrada oa bocca do tunnel, escora- 
menlo, esgotamento, estoplm, excavaQào, eixo do tunnel, 
exlraccào das terras, galeria de avanfo, infiUracào, nicho 
de abrigo, pé direito, perfuracào do tunnel, perfurador, 
polvora de mina, poco de extracQào, revestimento de 
madeira, revestimenlo de alvenaria, simples, secgao, 
strauss, tiro de mina, valleta, vasa, ventilacào, ventilador, 
etc. [vide estas palavrasl. 

Abobada. — Os tunneis abertos em rocha que se de- 
compòe exposta ao ar, exigem abobadas de re vestimento, 
que, segundo Mìnard, devem ter de 0",20 a 0",30 de es- 
pessura. 

Os tunneis abertos em terra devem ter para espessura 
da abobada de 0"™,70 a um metro, sendo a largura do 
tunnel de 5 a 8 metros. 

Alvenaria de Tuaos dos tunneis. — M. Haupt nas 
especificagòes para construccào de tunneis, que teve occa- 
siào de escrever, recommenda o seguinte sobre as alve- 
narias de tijolo : — tijolo pouco afttes de assentado deve 
ser mergulhado n'agua ; a argamassa de cimento deve ser 
pouco espessa e preparada pouco antes de ser empregada ; 
as juntas da alvenaria devem ser bem cheias de arga- 
massa. Os tijolos devem ser introduzidos em seus respec- 
tìvos logares a pancadas de malhete. Cada flada de tijolos 
deve ser cuidadosamente respaldada com argamassa ; o 
extradorso da aboboda deve ser embogado a cimento para 
evitar inflltracOes. 



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510 TUNNEL 

— ■ — • I t 

GuusuLAS DAS^coNCEssòES. — SeguDdo as clausulas 
que regulam as concessOes de estradas de ferro geraes do 
Brazil « nos tunneis deverà haver um intervallo livre 
nunca menor de ("".SO para cada lado dos trilhos. A.lém 
d'isso bavere de distancia em distancia no interior dos 
tunneis, nichos de abrigo. 

Às abertaras dos pogos de construccào e ventilasse 
dos tunneis serSo gnarnecidas de um parapetto de are- 
naria de dous metros de altura e nào poderSo ser feitas 
nas vias de communica^o existente. y> 

Eixo DO TUNNEL. — A locacào do tunnel deve ser fella 
com maximo cuidado. eixo è determinado por uoelo de 
pontos fixos, quer por cima do tunnel, quer nos prolonga- 
rnentos do mesmo, para ambos os lados. Quando o com- 
primento do tunnel nào é grande, procura-se — no alto 
da montanha — um ponto d'onde se possa visar as extre- 
midades do tunnel, e determina-se com exactidSo o eixo. 
Muitas vezes torna-se necessario conslruìr uma torre no 
alto da montanha para se alcangar com a visada os ex- 
tremos do tunnel. Ha muilos casos em que o tunnel é 
tao longo que so por meio de trianguladas determina-se 
exactamente a direc^o do eixo. 

Galbaia de avanzamento. — A perfaracao de um 
tunnel — em terreno sujeito a desmoronamento — co- 
meoa sempre pela abertura de uma galeria, cuja directriz è 
eixodo tunnel. Essa galeria mede dous metros de largura 
por dous metros de altura, e deve ser toda revestida de ma- 
deira. revestimento compOe-se de quadros formados por 
vìgas, sustentando as taboas que constituem as paredes 1a- 
teraes e o tecto da galeria. Oespagamento entre os quadros 
geralmente è de um metro a l'",30. A superflcie inferior 
da galeria deve apresentar um canalete coberto, de 0",30 
a 0",40 de profundidade, afim de facilitar o escoamento 



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TUNNEL 341 

das aguas encontradas durante a perfuragao. A galeria 
dSo so facilita a perfura^ào total, corno tambem serve para 
verificar-se a direcgào do eixo do tunnel. 

Galerias laterabs. — Gonvém, sempre que fór pos- 
siyel, abrir galerias lateraes que se communiquem com a 
galeria de avangamerUo. Servem para facilitar a sahida das 
aguas, iotroduzir os materiaes necessarios à perfura^So e 
dar passagem às terras e pedras excavadas. 

Mbthodos de EXEcugÀo. — Conforme a consistencia 
do terreno e a presteza com que se tem de executar o 
trabalbo, escolbe-se um dos metbodos de execucSo, que 
sao tres : — belga, francez e inglez. 

Meihodo belga: — Consta decinco opera^Ses: 1% aber- 
tura da galeria de avanzamento no vertice da sec^o do 
tunnel; 2', abertura de teda a parte superiorda abobada; 
3\ construcgào da parte superior da abobada, que deve 
assentar provisoriamente sobre o terreno ; 4*, extracgào 
do strauss (poroso de terra ou pedra que se acha entro a 
galeria de avanzamento, os macissos que aguentam a abo- 
bada e a base do tunnel) ; 5"^, construccào da parte ioferior 
da abobada. dos pés-direito e da calgada. 

methodo belga dà magnificos resultados quando o 
terreno é bastante resistente. 

Methodo francez -.--E* uma variante do methodo belga. 
Em vez de se construir a abobada por partes e de se 
retirar o straim, (depois da 3' opera^ao), faz-se a remolo 
das partes lateraes e deixa-se o strams para servir de 
ponto de apoio ao revestimento de madeira do céo e das 
paredes do tunnel. Feito isto sao construìdos os pés- 
direito e a abobada por inteiro. Depois de prompto o tra- 
balbo das alvenarias, é facilmente retirado o strau$$. 

Este methodo augmenta immensamente a superficie 
que fica a descoberto e retarda a construcgfio da abobada. 



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S12 TUNNEL 
1 . — i— 

que póde dar logar a desmoronameotos. Deve ser em- 
pregado em terreno muìto resistente. 

Melhodo inglez: — A galeria de avanzamento é pra- 
ticada na base do tunnel e serve de ponto de apoio ao 
escoramento das lerras. A seccào éaberta por inteiro, eas 
alvenarias sào conslruidas, come^ando pela cal^ada, pas- 
sando aos pés direito e terminando na abobada. Este 
methodo é empregado em terreno molle e suceptivel de 
desagregar-se sob a pressao das camadas superiores. 

PÉS DiREiTO. — Devem ter para espessura a da abobada 
que sustentam mais 0™,10 a 0"*,20, conforme a natureza 
do terreno Podem ser verticaes cu mais ou menos curvos. 

Pogos DE EXTRAcgio. — Si tunnel a construir fór 
extenso e a montanha nào apresentar grande altura, 
ataca-se o servilo pelas duas boccas e tambem abrem-se 
pogos verticaes ao eixo. Quando um poco chega ao nivel 
da galeria de avangamento, vae-se abrindo està para ambos 
OS lados, e pelo pogo faz-se a. remogào do material eica- 
vado. 

Uepoìs da coiutìw:(ào do tunnel terminada, deixam-se 
algUDs poQOS abertos para ventilaQào e obstruem-se os 
que se tornam desnecessarios. 

Preferencia de tunnel a córte. —Era geral prefere-se 
abrir tunnel a excavar córte que tenba mais de 16" de 
altura. Este limite, porém, nào està fixado. Na E. F. 
Central do Brazil exisle um córte de 22™ de altura, na 
serra do Ouro Branco, ramai de Ouro Preto. 

Sobre o assumpto existe a formula de Vallèe : 

p = ;?A (/ + nh) 

Sendo: P, prego de metro corrente de tunnel, no 
logar em que se o vae construir; p, prego mèdio de metro 
cubico de excavagao a cèo aberto ; ft, profundidade do 



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TUNNEL 



315 



córte; i, largura da plataforma da linha; n: 1» iDclinacào 
dos laludes. 

Se, feita na formula a substituigào das letras por seus 
valores, houver igualdade entre os membros da equacào, 
sera indifferente construir tunnel ou abrir córte. Quando o 
valor de P fór menor que o segundo membro da formula, 
sera preferivel tunnel ; quando fòr maior, sera preferivel 
córte. 

Secìjào do tunnel. — A altura e a largura de um 
tunnel devem ser taes que dém facil passagem aos trens. 
Variam conforme a bitola da linba e a altura maxima dos 
vehiculos. A secgào geralmenle é mais ou menos ovai; éa 
que melhor resiste à pressào das terras. 

TanneiB existentes nas prlncipaes estradas de ferro do Brasil 
om 31 de Dezembro de iS87 



ESTRADAS DK FBBBO 



Numero de 
toneis 



Prolongameuto de Pemarabnco • . 

Central do Brazìl 1 ^!, * ^^^^' ' 
{ bitola estreita 

Eecife ao 8. Francisco 

Bahia ao S. Francisco 

Central da Bahia 

Rio e Minas 

S. Paulo e Rio 

SantoB a Jundiahy. 

Mogjana , 

Paranagnà a Corityba 

Santa Isabel do Rio Preto 

Principe Grào Para 

Ramai de Cantagallo 



Extensào 

total entre 

boccas 



Bzteusào do 
maior 





m 


2 


300 


31 


7.897 


1 


254 


1 


160 


3 


561 


1 


65 


6 


1.126 


1 


230 


.1 


591 


1 


105 


14 


1.724 


3 


490 


il 


441 


2 


68 



200 

2.238 

254 

150 

262 

65 

997 

230 

591 

105 

429 

283 

147 

58 



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514 TURFA TYMPANO 

TUNNEIS MAIS NOTAVEIS DO MUNDO*. 

■ttroi 

S. Gothardo U.920 

Monte Cenit 12.283 

A rlberg 1 0.270 

Hoosac 7.645 

Ncrthe 4.600 

Blai8y-Ba8 4.000 

Credo 8.900 

RiUy 3.500 

Montplaisir 2.400 

Lioran 2.000 

Turfa (Tech.) — Tourbe. — Turf. — Torf. — Sabs- 
^ncia coDstituida por fragmentos de malerias vegetaes 
decompostas pela acgao continua das aguas. Ha duas 
especies : fibrosa e mais ou menos compacta. 

Forma terrenos poaco favoraveis a trabalhos de cortes 
e alerros. 

Torma de trabalhadores (E. de F.) — Equipe. — 
Gang of tvorkmen. 

Tympano de alarme. — Acha-se na locomotiva. Por 
meio de ama corda» està em communicagào com todos os 
carros de passageiros do trem. chefe do trem oa qaal- 
quer passageiro podere pnchar a corda do tympano para 
dar aviso ao machinista, sempre que houver necessi- 
dade. machinista ouvindo o tympano soar, fare parar 
otrem. 

Tympano (Arch.) — Tympan. — Sprandd. — Giebd- 
feld. — Espago triangalar dentro das molduras do frontSo. 
Nns estagOes de estradSs de ferro, os tympanos dos fron- 
tOes sSiO geralmente omamentados pelo relogio e por 
allegorias da industria. 



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TYPO DE OBRA D*ARTE [UTILHAGEM 315 

Typo de obra d'arte (E. de F.) — Type (Pouvrage 
d'art. — N'uma estrada de ferro ha mnitas obras d'arte, 
corno boeiros, pontilhses, poates de peqaenos vaos, etc., 
qae se repetem. Durante a coostrucQdo sào organisados 
projectos-typos, qae os engenheiros escolhem conforme 
as condìgOes dos cursos d'agaa a vencer. Ha tarobem typos 
de estagOes, ediflcios, etc. 



u 



Udometro (Tech.) — [Vide : Pluviometro.] 

Uniforme (Adm.) — HabiUement. — Regimentdn. — 
Os empregados suballeroos das \ias-ferreas em trafego 
devem andar uniformisados e ter distinctivos da repar- 
tìgào a que pertencem e dos cargos que occupam. 

Utilhagem (C. de F.) — Outillage. — Conjuncto de 
ferramentas» iostrumentos, apparelhos, machinas, etc, de 
urna offlcina. Adoptamos o termo; torna-se necessario o 
gallicismo. 

Coocordamos com a opiniSo emittida pelo eogenheiro 
civil Femandes Pinheiro, em nota ao artigo — Congresso 
Internacional de Estradas de Ferro — , publicado em o 
numero de Outubro de i885 da Revisla de Estradas de 
Ferro, do teor seguinte: « Nào temos traduc<jào para a 
palavra otUiUage; entretanto, carecemos d'ella. Porqne 
nào ulilisarmo-nos de urna palavra que, embora nào de 
bom portugaez, lodo o engeubeiro e operarlo sabe o que 
quer dizer? » 



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516 VAGÀO VALVULÀ DE SBGURANgA 



Y 



VagSo (E. de F.) — [Vide: Wagdo.] 

Valla lateral para emprestimo (E), de F.) — Fo$$é 
laterd (pour remprurU). — Trench. — Graben (zur Seite- 
nenlnahme). 

Valla estaleiro (E. de F.) — Exisle oas grandes offi- 
cinas de estradas de ferro ; n'ella entram as locomotivas e 
OS wagòes para ser reparados. 

Valle (Tech.) — Vallèe. — Valley. — Poroso de ter- 
reno mais cu menos concavo, formado pelo encontro de 
duas vertenles. 

Vallata (E. de F.) — Fosse. — Ditch. — Abzugsgraben. 

— Nos cortes ha valletas aberlas entro as banqnelas e 
OS pés dos taludes, aflm de dar escoamento às aguas. 
Téra para largura na base 0°",30 e apresentam taludes 
de 2.3. 

Nas linhas de bitola larga, a altura das valletas é 
de 0",30; nas linhas de um nietro e 0",75, é de 0",20. 

Devem estar sempre completamente desobstruidas 
e devem ter a ìncllnacào necessaria para dar prompto 
escoamento. 

Valvola (Tech.) — Soupage. — Valve. — VentU, 
Klappe. 

Valvula de seguranga (Mach.) — Soupape de sAreté. 

— Safetìj'valve, — Sicherheitsventil. — Apparelbo auto- 
matico que serve para dar passagem ao vapor da caldelra 
para a athmosphera, quando ha excesso de pressao. 



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VALVULA DE SEGURANgA 317 

CaRGA da VALVULA DK SEGURANGA. — Deve SGf applì- 

cada DO extremo da alavanca. E' dada pela formula : 

1,033 SNC 
P= ^ ;, 

Sondo: P, carga em kilogrammas; S, superficie da 
valvula em cenlimetros quadrados; N, pressào eflfectiva do 
vapor por centimetro quadrado ; p, peso da valvula, ala- 
vanca e accessorios, em kilogrammas; L, comprimente do 
brago grande da alavanca, em metros ; C, comprimento 
do braco pequeno da alavanca, em metros. 

Diametro da valvula de seguranga: 

Sondo: d, diametro da valvula, em centimetros; s, su- 
perficie de aquecimento da caldeira, em metros quadrados ; 
n, pressào absoluta do vapor em alhmospheras : 



4 = 2,6|/ i 

y n -0,412 

SeC^AO da valvula de SEGURANgA: 

Formula de Molesworth : 

a = 0,006 A 

Sondo: a secgSo da valvula ; X, secgào da grelha. 
Formula de Bourm: 

a = A^0,07 

Sondo: a, secgào da valvula; A, seccào do embolo; 
V, velocidade do embolo em metros por minuto; P, 
pressào efifectiva na caldeira em kilogrammas por centi- 
metro quadrado. 

Pressào effectiva do vapor sob uma valvula de 

SEGURANgA : 

P = 1,038 n -!^ 0,8112/7 i«=0,7854 n d^ 



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318 ViO DE JANELLA OU DE PORTA VAPOR 

Sondo: p, pressSo effediva do vapor em atmospheras; 
n, carimbo da caldeira, em kilogrammas, por centimetro 
quadrado; d, diametro da secQào da valvola, em ceoli- 
metros. 

V3o de janella cu de porta (Const.) — Baie. — Bay. 
— (Effnung. 

Vao de ponte (Pont.) — Partée. — Span, — Bruc- 
kenfpannung. Espa^o entro os encontro$. vào das pontes 
deve ser o maior possivel, quando a construc^^o dos 
pegSes se tornar difficii e dispendiosa. 

Vapor (Tech.) — Vapeur. — Sleam. — Dampf. 

ExPANSÀo DO VAPOR. — À seguinto fòrmula dà a pressào 
P que vapor saturado, de pressào p e de volume V, ad- 
quire, quando se o expande até que elle occupo o vo- 
lume V : 

Para;? < 8,5 atra, acha-ae n= 0,0061 atra. 
„ p>9fi „ „ «=0,292a „ 

PESO DE UM METRO CUBICO DE VAPOR: 

0.7827 



P« 



1 + (0,00876 X t) 



Sondo: P, peso procurado; t, temperatura em gràos 
ceutigrados; p. pressào em kilogrammas por centimetro 
quadrado. 

PrESSÀO MAXIMA DO VAPOR NAS CALDE IRAS : 



E-3 



Sendo: p, pressSo do vapor em atmospheras; E, es- 
pessura da cbapa da caldeìra, em millimetros; d, dia- 
metro da caldelra, em metros. 



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VAPOR 



319 



For^ elastlea do Tapor d'atniftf pura diTersas temperaturas 
expretsa em millimetros de mereurlo 



Teiypera- 


For^a 


Tempera- 


For^a 


Tempera- 


For^a 


tora 


elastica 


tara 


elastica 


tura 


elastica 


o 


mn 





mm 


• 


mm 


— 82 


0.810 


+ 12 


10.457 


+ 56 


123.244 


31 


0.386 


18 


11.162 


57 


129.251 


80 


0.865 


14 


11.908 


58 


185.505 


29 


0.897 


15 


12.699 


59 


142.015 


28 


0.431 


16 


18.536 


60 


148.791 


27 


0.468 


17 


14.421 


«1 


155.839 


26 


0.509 


18 


15.857 


62 


163.170 


25 


0.553 


19 


16.346 


63 


170.791 


24 


0.602 


20 


17.391 


64 


178.714 


28 


0.654 


21 


18.495 


65 


186.945 


22 


0.711 


22 


19.659 


66 


195.496 


21 


0.774 


23 


20.888 


68 


218.596 


20 


0.841 


24 


22.184 


69 


223.165 


19 


0.916 


25 


23.550 


70 


283.093 


18 


0.996 


26 


24.988 


71 


243.393 


17 


1.084 


27 


26.505 


72 


254.073 


16 


1.179 


28 


28.101 


73 


266.147 


15 


1.284 


29 


29.782 


74 


276.624 


14 


1.398 


30 


31.548 


75 


288517 


18 


1.521 


31 


33.406 


76 


300.838 


12 


1.656 


32 


35.359 


77 


313.600 


11 


1.808 


83 


87.411 


78 


326.811 


10 


1.968 


34 


39.565 


79 


340.488 


9 


2.137 


35 


41.827 


80 


35